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AULA SOBRE PUNIÇÃO E SEUS EFEITOS

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PUNIÇÃO E SEUS EFEITOS
PSICOLOGIA COMPORTAMENTAL PROFA. CRISTIANE DEANTONIO VENTURA
A PUNIÇÃO FUNCIONA?
POR QUE PUNIMOS ??
Levar o indivíduo a agir de forma diferente;
1
Conduta má ou inadequada para o outro ou para si mesma
2
Punição:
retirar reforçadores positivos (punição negativa)
aplicar reforçadores negativos (punição positiva)
Colocar fim na conduta
3
POR QUE
RESPOSTA: PARA
PUNIMOS?
CONTROLAR AS PESSOAS
PUNIÇÃO FUNCIONA?
de	ser	punidos,	mas
comunidade	controlar
Não	gostamos
aceitamos	a nossas ações;
aplicada;
“ A justiça prevalecerá” – punição será
Punição: deveria ser usada ou não? Análise do comportamento: utilização de dados do laboratório para analisar o controle comportamental pela punição.
O QUE REALMENTE ACONTECE?
Rato no laboratório:
pressionar a barra - pelotas de alimento (reforço);
rato aperta a barra - alimento e choque elétrico (punição)
SERÁ QUE A PUNIÇÃO ATENDERÁ SEU OBJETIVO??
Cristiane Ventura
O QUE REALMENTE ACONTECE?
O rato para de pressionar a barra, mas
depois retorna;
Ex. rato aperta a barra
alimento e
choque
Por que?
A punição funciona?
Funcionou
✔
não eliminaram o comportamento de forma
permanente;
✔Como pode um punidor não fazer mais o efeito inicial?
-por que o animal estava pressionando a barra?
-reforço positivo tornou-se mais poderoso que a punição;
-o animal voltou a fazer a atividade “ilegal” porque era a única maneira de obter alimento;
O QUE REALMENTE
ACONTECE?
temporariamente, os choques
REFLEXÃO
Como podemos visualizar os efeitos da punição em adultos e jovens que saem das prisões e reformatórios.
De que maneira conseguirão seus reforçadores?
O QUE REALMENTE ACONTECE?
✔E se alterarmos a efetividade do alimento e do choque?
ex. rato aperta a barra -	choques mais fortes;
✔Resultado: punição severa - fim na produção de reforçadores positivos.
ex. rato com fome - puxar uma corrente para receber alimento sem choque.
ex. puxar a corrente - ganhar alimento.
“TRABALHAR
VIVER
PARA
CORRENTE É
UMA
PUXANDO A OCUPAÇÃO
"APROVADA"
E O
ANIMAL MUDA
DE EMPREGO.
À SUA
ELE JAMAIS VOLTA VIDA
DE CRIMES”
(SIDMAN, P.87, 2003)
Eventos desagradáveis e dolorosos (“choque”) podem perder sua efetividade
como punidores quando colocados em competição com reforçadores positivos (alimento);
Pode em algum momento o “choque” se tornar um reforçador positivo?
Resposta: sim
-ex. rato aperta a barra
não acontece nada
-ex. rato aperta a barra
recebe o choque (reforço positivo).
-ex. puxar corrente
receber choque (reforço)
O QUE REALMENTE ACONTECE?
Dor e sofrimento como reforçadores de comportamentos;
- ex1. criança autista se bate (dor)	obtém atenção;
Objetivo da punição: parar comportamentos inadequados, impedir pessoas de fazer algo perigoso, imorais, assustadores.
punições muito fortes
Duas maneiras
punições suaves
O QUE REALMENTE ACONTECE?
Punição
controlar o comportamento indesejável;
Punição	ensina bons comportamentos;
ex. disciplinamos as crianças por meio da agressão (“bater”); Efeitos colaterais da punição – consequências não pretendidas;
A punição, como outras drogas, foram introduzidas em nossa cultura sem testes adequados;
A ciência da análise do comportamento – descrição das consequências da
punição.
PUNIÇÃO TEM SEUS EFEITOS COLATERAIS
COMO NOVOS PUNIDORES SÃO CONSTRUÍDOS?
HABILIDADE PARA PARAR O COMPORTAMENTO
PUNIDORES NATURAIS: SUA
NÃO DEPENDE DE OUTRAS CIRCUNSTÂNCIAS;
PUNIDORES CONDICIONADOS: EVENTOS NEUTRO QUE SE TORNAM
PUNIDORES; SÃO CONDICIONADOS A OUTRAS CIRCUNSTÂNCIAS
(EX.
NOTA
“0” E A PALAVRA “NÃO”; “UM CHINELO OU CINTO”;
QUAIS SÃO ESTAS CIRCUNSTÂNCIAS?
- LABORATÓRIO: CONTROLADA
- VIDA E NA NATUREZA : NÃO SÃO CONTROLADAS.
COMO NOVOS PUNIDORES SÃO CONSTRUÍDOS?
“Quando os gatos saem os ratos fazem a festa”-
-ex. avós deixam os netos fazerem coisas que se os pais estivessem
por perto não deixariam;
- a obtenção ou não de reforçadores e punidores vai depender do ambiente físico e social;
-aprendemos quais situações levam a e quais situações suspendem as
contingências de reforçamento e de punição.
Antecedente ? –
PUNIDORES
comportamento – consequência
(ambiente)
descobrir que características do ambiente ganham controle sobre a conduta;
ex1. não escovar os dentes (em casa) – perde o vídeo game
-ex2. não escovar os dentes (casa da avó)– não perde o vídeo game
COMO PUNIDORES SÃO CONSTRUÍDOS
No laboratório: 
luz acessa	rato aperta a barra	alimento
luz apagada	rato aperta a barra	sem alimento;
-Luz controla a contingência de reforçamento;
luz apagada	aperta a barra	alimento
luz acessa	aperta a barra	alimento e choque
-Luz controla a contingência de punição;
-Se uma espécie não pudesse fazer indicações ambientais para reforçamento e punição ela não sobreviveria;
COMO PUNIDORES SÃO
Um	evento	neutro	tornar-se	um
CONSTRUÍDOS
reforçador	ou
punidor
como
resultado da nossa experiência;
-ex. corrente – acende a luz – aperta a barra – alimento;
A luz passa a servir como reforçador para “puxar a corrente”; Reforçadores condicionados controlam muito daquilo que fazemos; ex. balançar de cabeça	reforça nossa conversação;
ex. aplausos	reforça nossa performance numa palestra
COMO PUNIDORES SÃO
CONSTRUÍDOS
Podemos criar punidores condicionados?
rato aperta a barra
alimento
luz acessa	rato aperta a barra	alimento e choque
Será que o animal vai parar de fazer qualquer coisa que produza luz?
ex. puxar corrente quando a luz acessa – sem consequência
ex. puxar corrente – luz apagada – luz não aparece por 5 segundos.
A IMPORTÂNCIA DA PUNIÇÃO CONDICIONADA
1º efeito colateral do punição – é dar a qualquer sinal de punição
a habilidade para punir por si mesmo;
ex. chinelo da mãe – para o comportamento;
Por que este efeito causaria preocupação?
-punição frequente : o caminho seguro é ficar quieto;
-ambientes inteiros podem ser reforçadores ou punidores por si mesmo:
- ex. para alunos que são punidos em classe, a escola torna-se um punidor.
PUNIDORES
punitivos –
Ambientes em que somos punidos tornam-se eles mesmos
reagimos não gostando deles, evitando-os ou escapando.
O ambiente social pode ser uma fonte de punição condicionada;
Vale lembrar: 
1º efeito colateral: as pessoas que usam punição tornam-se elas mesmas punidoras condicionadas;
-as pessoas que sofrem a punição vão temer, odiar e se esquivar de quem usa a punição;
Se punimos outras pessoas – tornamos punidores.
Referências
SIDMAN, M. Coerção e suas implicações. Campinas: Editora Livro Pleno, 2003, Cap. 4 e 5.
PRÓXIMA AULA :
■
SIDMAN, M. Coerção e suas implicações. Campinas: Editora Livro Pleno, 2003, Cap. 6.
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