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1 UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA - UVA ALUNO: Geovana Meira Santana CURSO: Gestão de Recursos Humanos MATRÍCULA: 1250124630 Trabalho Avaliativo apresentado ao professor: Menelick Gervasio Pereira Neto Disciplina: Coaching e Mentoring Niterói, 20 de agosto de 2026. 2 1. Coaching como alternativa ao treinamento No caso de Hilary, o coaching é mais adequado do que um novo treinamento porque sua dificuldade não está relacionada à falta de conhecimentos técnicos. Ela já domina os conteúdos necessários para sua atuação como advogada, mas apresenta dificuldade em expressar suas ideias e argumentar diante de outras pessoas. Conforme estudado na Unidade 1, o treinamento normalmente está voltado ao desenvolvimento de competências específicas e pontuais para a realização de determinadas tarefas. Já o coaching busca melhorar o desempenho a partir do desenvolvimento das potencialidades do próprio indivíduo. Nesse caso, o processo pode ajudar Hilary a compreender suas dificuldades, desenvolver maior confiança e encontrar estratégias para melhorar sua comunicação e seu desempenho em audiências. 2. Papel do coach O papel mais adequado para o coach é o de facilitador e condutor do processo de desenvolvimento. O coach não deve simplesmente ensinar Hilary como agir ou tomar decisões por ela. Sua função é ajudá-la a identificar suas potencialidades, refletir sobre suas dificuldades, estabelecer objetivos e desenvolver ações para alcançar os resultados desejados. Essa atuação está relacionada ao conceito de coach apresentado na disciplina, semelhante ao papel de um “cocheiro”, que conduz e potencializa os recursos disponíveis para que o indivíduo alcance seu objetivo. 3. Foco do processo de coaching O foco deve estar no desenvolvimento da comunicação, da autoconfiança e da capacidade de argumentação de Hilary em situações de interação profissional. O objetivo não seria ensinar novamente os conhecimentos jurídicos, pois ela já os domina, mas trabalhar aspectos que estão limitando seu desempenho. O processo deve estimular o autoconhecimento, a autonomia, a reflexão e a utilização de suas próprias potencialidades. Dessa forma, Hilary poderá desenvolver novas competências comportamentais que contribuam não apenas para seu desempenho nas audiências, mas também para seu crescimento profissional e sua carreira. 4. Requisitos para a implementação do mentoring Para que o mentoring seja aplicado nesse contexto, é necessário estabelecer uma relação de confiança entre mentor e mentorada. O mentor deve possuir experiência e conhecimentos 3 relevantes para a área ou para o desenvolvimento profissional que se pretende alcançar, além de estar disposto a compartilhar experiências, conhecimentos e orientações. Também é importante definir objetivos, estabelecer uma relação de acompanhamento e manter uma comunicação aberta durante o processo. Diferentemente do coaching, no qual o profissional atua principalmente como facilitador para que o coachee encontre seus próprios caminhos, no mentoring existe uma relação mais voltada à orientação e ao compartilhamento da experiência do mentor. No caso de Hilary, um profissional experiente na área jurídica poderia contribuir compartilhando situações vivenciadas em audiências e estratégias desenvolvidas ao longo de sua carreira. Considerações finais Portanto, o coaching apresenta-se como uma alternativa adequada para Hilary porque sua necessidade está relacionada ao desenvolvimento de competências comportamentais e à melhoria de seu desempenho, e não à aquisição de conhecimentos técnicos. O processo pode ajudá-la a reconhecer suas potencialidades, superar limitações e desenvolver maior segurança para se comunicar e argumentar. Já o mentoring poderia complementar esse desenvolvimento por meio do compartilhamento de experiências e conhecimentos de um profissional mais experiente. Assim, ambas as práticas podem contribuir para o desenvolvimento individual e profissional, favorecendo a melhoria do desempenho e o crescimento na carreira. REFERÊNCIAS: CATALÃO, João Alberto; PENIM, Ana Teresa. Ferramentas de coaching. 7. ed. atual. Lisboa: Lidel, 2009. CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas: o novo papel da gestão do talento humano. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2020. SENGE, Peter M. A quinta disciplina: arte e prática da organização que aprende. 22. ed. Rio de Janeiro: BestSeller, 2006. WHITMORE, John. Coaching para performance: aprimorando o desempenho humano. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2012.