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Atividade semiologia do sistema digestório de equinos

Atividade de semiologia do sistema digestório de equinos sobre palpação retal: importância, limitações, contenção física/química, uso de luva e lubrificantes, técnica e cuidados para evitar lesões, e descrição de estruturas palpáveis (cólon menor, aorta, raiz mesentérica, base do ceco).

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Adrielly Dos Santos Rett – 51927953
Ana Beatriz Passos Coelho – 51722565
Atividade semiologia do sistema digestório de equinos.
• Palpação retal.
A palpação retal é um exame de fundamental importância em algumas enfermidades que acometem o sistema digestório dos equinos, tendo a mesma utilidade que o exame radiográfico nos pequenos animais, pois, em alguns casos, é o procedimento que determina o diagnóstico definitivo ou uma forte suspeita se aquele paciente tem ou não indicação cirúrgica.
Para a correta avaliação dos achados da palpação retal, é imprescindível o conhecimento prévio da anatomia topográfica da cavidade abdominal.
Apesar de ser um exame fundamental para o diagnóstico, em alguns casos, a palpação retal apresenta como principal limitação a impossibilidade de se palpar mais que o terço final da cavidade abdominal.
Limitações da palpação retal. Somente 1/3 da cavidade abdominal é explorado.
Para a realização desse procedimento, deve-se conter o animal adequadamente. 
De acordo com o seu temperamento ou tipo de dor, animais com dores intensas podem se jogar no tronco com consequentes lesões no animal e no veterinário. 
Nesses casos, além da contenção física (tronco e cachimbo), é necessária a contenção química, que pode variar com o estado circulatório do animal.
Deve-se utilizar luva de palpação retal de boa qualidade (fina e elástica que se amolde bem à mão) do lado avesso, pois a costura da luva é suficiente para causar irritação na mucosa retal.
A luva deve ser lubrificada (com carboximetil celulose, mucilagem, nitrofurazona, sabão de coco, detergente, óleo mineral etc.), na tentativa de diminuir o atrito na mucosa retal.
Introduz-se gentilmente um dedo na ampola retal, depois dois, promovendo a abertura da ampola retal e a introdução dos demais dedos no reto, com o polegar escondido na palma da mão. 
Para se palparem as estruturas localizadas no lado direito do animal, o ideal é utilizar a mão esquerda e, para o lado esquerdo, a mão direita. 
Alguns veterinários utilizam apenas uma das mãos para a palpação de toda a cavidade, sendo geralmente aquela não usada para escrever, pois é mais fácil de ser treinada para reconhecer as estruturas anatômicas.
Eventualmente, é necessário algum contorcionismo do veterinário, para palpar estruturas localizadas lateralmente e cranialmente no mesmo lado em que estiver a mão utilizada para o procedimento. 
Fazer movimentos bruscos dentro do reto, introduzir repetidas vezes o braço ou segurar estruturas com força são ações que devem ser evitadas, pois podem levar a rupturas do reto. 
A mucosa retal do equino é bastante sensível a distensões, podendo ocorrer desde esgarçamentos da mucosa a rupturas completas de todas as camadas.
Naqueles animais nos quais as contrações retais inviabilizem a palpação, ou nos machos que, além de apresentarem pelve mais estreita, não estão acostumados a esse tipo de exame, pode-se utilizar geleia de lidocaína ou lidocaína spray no esfíncter anal ou até mesmo um enema com lidocaína a 2%, diluída em 500 mℓ de solução salina.
Após a introdução da mão no reto, é necessário retirar os cíbalos de fezes, observando-se seu aspecto; devem ser úmidos e verde-brilhantes (conforme a alimentação).
Após a limpeza da ampola retal, a primeira estrutura a ser identificada em um cavalo normal é o cólon menor, reconhecido pela existência de cíbalos de consistência mole, com aproximadamente 3 cm de diâmetro, que se desmancham à pressão digital.
O cólon menor é móvel e encontrado logo após a introdução da mão na cavidade pélvica, podendo ser reconhecido também (e diferenciado do intestino delgado, se houver fezes diarreicas) pela existência de uma tênia palpável.
As outras estruturas devem ser palpadas de maneira sistematizada, a fim de garantir um exame completo e minimizar a chance de não se localizar uma alteração existente.
Pode-se escolher palpar em sentido horário (ou anti-horário), iniciando-se preferencialmente por estruturas fixas (aorta, baço, rim).
A aorta abdominal está localizada dorsalmente (a 12 h), apresentando, em média, 2 cm de diâmetro e pulso forte. 
Cranialmente à aorta está a raiz mesentérica dorsal, que é uma prega do mesentério que fixa o intestino à parede dorsal do abdome. 
Dentro da raiz do mesentério está localizada a artéria mesentérica cranial.
Em virtude de sua localização cranial e por estar envolvida pela raiz do mesentério, é difícil a palpação do fluxo sanguíneo dessa artéria, necessitando experiência e braço longo e fino.
Movendo-se à direita no sentido horário, a base do ceco pode ser palpada no quadrante abdominal dorsal direito. 
A tênia ventral e, em alguns animais, a tênia medial são palpadas, movendo-se a mão delicadamente à direita e caudalmente, identificando as estruturas com as pontas dos dedos.
As tênias ventral e medial são ligeiramente tensas e apresentam o formato de um arco (ou uma vírgula), correndo em direção dorsocaudal para ventrocranial, da direita para o meio da cavidade abdominal.
Seguindo-se as tênias do ceco em direção ao lado esquerdo, é possível encontrar tênias do cólon esquerdo, visto que nem sempre a flexura pélvica é palpável, pois pode estar vazia, além de apresentar certa mobilidade. 
Quando palpável, deve-se pressionar o dedo sobre ela para sentir a consistência da ingesta. 
A flexura pélvica não contém tênias nem haustros, mas os colos esquerdos, sim.
No lado esquerdo, próximo à parede abdominal, palpamos a borda caudal do baço; mais dorsalmente, está localizado o rim esquerdo. 
Ligando as duas estruturas, o ligamento nefroesplênico (lienorrenal, renoesplênico), que nem sempre é palpável.
O importante é que esse espaço delimitado pelo baço, rim esquerdo e parede abdominal esquerda não esteja preenchido pelo cólon esquerdo, mas sim livre. 
Não podemos nos esquecer de palpar os anéis inguinais, principalmente nos garanhões, que estão localizados logo após a introdução da mão na cavidade abdominal. 
Ligeiramente ventral junto à pelve, à direita e à esquerda, nota-se uma saliência em que podemos introduzir um dedo e palpar o deferente no aspecto caudomedial do anel (em animais castrados, tal estrutura não é palpável).
Bexiga, útero e ovários também são estruturas palpáveis na cavidade abdominal.
• Ausculta abdominal
A ausculta deve ser efetuada cuidadosamente nos quatro quadrantes abdominais (ventrais direito e esquerdo, dorsais direito e esquerdo), dorsiventralmente, em pelo menos três pontos de ausculta com, no mínimo, 30 s em cada um desses pontos. 
Pode-se iniciar a ausculta pelo quadrante dorsal direito, em que teremos o ruído típico da válvula ileocecal, descrito como gargarejante, ou semelhante a uma cachoeira e, a partir desse ponto, auscultamos então os outros quadrantes. 
A intensidade e a frequência dos ruídos intestinais de um animal sadio podem variar pelo tipo, quantidade e tempo de alimentação e motilidade intestinal. 
Animais sem alimento há 24 h apresentam diminuição significativa dos ruídos intestinais à ausculta. 
A dor é a principal responsável pela diminuição dos ruídos intestinais; portanto, quase todos os mecanismos fisiopatológicos desencadeantes de uma síndrome cólica vão diminuílos. 
No início de quadros de timpanismo intestinal ou obstruções simples ou estrangulantes, pode ocorrer aumento da motilidade, na tentativa de resolver o processo e promover a movimentação da ingesta aboralmente; no entanto, com a evolução, ocorre esgotamento das fibras musculares devido a perda de eletrólitos e hipoxia, tendo como resultado hipomotilidade, manifestada clinicamente pela diminuição ou ausência dos ruídos intestinais e conhecida como íleo adinâmico ou ileus. 
Inflamação da camada muscular das alças nos casos de duodenojejunite proximal, peritonite ou manipulação excessiva durante laparotomia exploratória também são causas de ileus. 
Nos quadros de cólica espasmódica, ocorre aumento intermitente da motilidade intestinal, em virtude de espasmos e manifestado clinicamente por dor; nesses animais,é observado aumento dos ruídos intestinais, os quais, muitas vezes, são audíveis a distância, sem a necessidade de estetoscópio. 
Nos timpanismos intestinais, um ruído metálico ressonante é auscultado por toda a cavidade abdominal.
Fonte: Semiologia veterinária: a arte do diagnóstico/ Francisco Leydson F. Feitosa. - 3ª. ed. - São Paulo: Roca, 2014.

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