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Simulado ENAMED - Modulo I 1 UNICID - 6o semestre | Modulo I SIMULADO ENAMED - MODULO I 50 casos clinicos de alto nivel com resposta comentada apos cada questao Base: 5 problemas do Modulo I + conferencia de TVP/TEP + material visual de trombose + relatos/questoes compartilhadas por colegas que ja realizaram a avaliacao. Preparado para revisao de vespera - 10/09/2026 Simulado ENAMED - Modulo I 2 Como usar este simulado A prova foi construida para maximizar o rendimento de vespera. Os cinco problemas do Modulo I funcionam como eixo central; a distribuicao foi propositalmente deslocada para TVP/TEP, DAOP, PTT/SHU/CIVD e temas de anemia falciforme relatados pelos colegas que ja realizaram a avaliacao. O formato e de melhor resposta unica, com raciocinio clinico, interpretacao laboratorial e decisao de conduta. Sugestao: cubra a caixa verde, responda a questao em 60-90 segundos e so depois leia o comentario. Nas questoes erradas, sublinhe a "Regra de prova". As questoes 23-25 incorporam, como complemento externo verificado, recomendacoes brasileiras atuais sobre profilaxia e vacinacao na doenca falciforme, porque esses pontos foram lembrados explicitamente nos audios dos colegas e nao estavam detalhados nos cinco problemas-base. Simulado ENAMED - Modulo I 3 Questao 01 - TVP - Wells e escolha do exame Mulher de 58 anos procura o pronto-socorro por edema e dor em membro inferior esquerdo iniciados ha 48 horas. Foi submetida a artroplastia de joelho ha 18 dias e permaneceu grande parte do periodo em repouso. Ao exame, apresenta edema de toda a perna esquerda, dor a palpacao do trajeto venoso profundo e diferenca de 4 cm na circunferencia da panturrilha. Nao ha diagnostico alternativo mais provavel que TVP. Nega hemoptise e dispneia. Considerando o escore de Wells para TVP e o fluxo diagnostico discutido na conferencia, qual e a melhor proxima conduta? A) Solicitar D-dimero e somente realizar ultrassonografia se o resultado for positivo. B) Solicitar ultrassonografia venosa compressiva do membro acometido sem aguardar D-dimero. C) Solicitar angiotomografia de arterias pulmonares como exame inicial. D) Realizar teste de Homans e, se positivo, iniciar anticoagulacao sem imagem. E) Solicitar apenas TP, TTPa e fibrinogenio para confirmar trombose. Resposta correta: B O quadro acumula varios criterios de Wells para TVP: cirurgia/imobilizacao recente, edema de toda a perna, diferenca de circunferencia, dor no trajeto venoso profundo e ausencia de diagnostico alternativo mais provavel. Com TVP clinicamente provavel, o exame de escolha e a ultrassonografia venosa por compressao. O D-dimero e mais util para excluir TVP em pacientes de baixa probabilidade pre-teste; em alta probabilidade, um resultado positivo pouco acrescenta e pode atrasar a imagem. O sinal de Homans e obsoleto e tem baixa acuracia. AngioTC pulmonar e exame para suspeita de TEP, nao para confirmar TVP isolada. Regra de prova: TVP provavel no Wells -> ultrassom compressivo. TVP improvavel -> D-dimero pode excluir. Questao 02 - TVP - D-dimero Homem de 34 anos, sem neoplasia, cirurgia recente, imobilizacao, trombose previa ou edema de toda a perna, procura atendimento por dor discreta na panturrilha apos corrida. A diferenca de circunferencia entre as panturrilhas e de 1 cm, e ha uma distensao muscular evidente ao exame. O Wells para TVP e baixo. O D-dimero, realizado por metodo de alta sensibilidade, e negativo. Qual e a interpretacao mais adequada? A) O D-dimero negativo, em baixa probabilidade pre-teste, permite excluir TVP sem ultrassom imediato. B) O D-dimero negativo confirma ruptura muscular, mas nao interfere na probabilidade de TVP. C) Todo paciente com dor de panturrilha deve realizar ultrassonografia independentemente da probabilidade pre-teste. D) O D-dimero e um exame confirmatorio de TVP e, portanto, o resultado negativo indica ausencia absoluta de trombose em qualquer contexto. E) Deve-se iniciar heparina e repetir o D-dimero em 24 horas. Resposta correta: A O D-dimero tem alto valor preditivo negativo quando usado em paciente corretamente selecionado, isto e, com probabilidade pre-teste baixa/improvavel. Ele nao e bom teste confirmatorio porque se eleva em infeccao, cancer, gravidez, pos-operatorio e inflamacao. Em alta probabilidade, um resultado negativo pode nao ser suficiente conforme o protocolo, mas neste caso o contexto e de baixa probabilidade e ha diagnostico alternativo plausivel. Regra de prova: D-dimero negativo e poderoso para excluir quando a probabilidade pre-teste e baixa; positivo nao confirma. Questao 03 - Tríade de Virchow Mulher de 27 anos, previamente saudavel, iniciou anticoncepcional oral combinado ha quatro meses. Apos viagem de 10 horas, apresenta edema unilateral de panturrilha e TVP confirmada. Ao discutir a fisiopatologia, o professor pergunta qual componente da Triade de Virchow e diretamente favorecido pelo estrogenio do anticoncepcional. A) Estase venosa exclusivamente. B) Lesao endotelial mecanica. C) Hipercoagulabilidade adquirida. D) Deficiencia de fibrinogenio. E) Hipofibrinolise congenita obrigatoria. Resposta correta: C Estrogenios aumentam o risco trombotico principalmente por promoverem um estado de hipercoagulabilidade adquirida. A viagem prolongada adiciona estase venosa, de modo que dois componentes da Triade de Virchow convergem no Simulado ENAMED - Modulo I 4 mesmo caso. A lesao endotelial nao e o mecanismo primario do anticoncepcional. Essa combinacao de fatores e exatamente o tipo de raciocinio integrado cobrado em casos clinicos. Regra de prova: Anticoncepcional/estrogenio -> hipercoagulabilidade; viagem/imobilizacao -> estase. Questao 04 - Cancer e anticoagulacao Homem de 63 anos com adenocarcinoma gastrico ativo, em quimioterapia, apresenta TVP femoropoplitea sintomatica. Teve episodio recente de sangramento digestivo tumoral e ainda sera submetido a procedimento invasivo em curto prazo. Funcao renal preservada. Considerando o perfil de risco e o material de trombose apresentado em aula, qual estrategia e mais coerente para o tratamento inicial? A) AAS isoladamente, pois trombo venoso e predominantemente plaquetario. B) Heparina de baixo peso molecular, pela experiencia em cancer e pela possibilidade de manejo previsivel no contexto descrito. C) Warfarina sem heparina de ponte, porque o INR pode ser ajustado no mesmo dia. D) Clopidogrel associado a AAS. E) Nao anticoagular enquanto houver neoplasia ativa. Resposta correta: B A trombose venosa e sustentada principalmente pela rede de fibrina e exige anticoagulacao, nao antiagregacao isolada. O material da conferencia destaca a HBPM como opcao classica em populacoes especiais, inclusive cancer, sobretudo quando ha preocupacao com sangramento, interacoes e necessidade de interromper rapidamente a terapia para procedimentos. DOACs sao opcoes em muitos pacientes com cancer, mas o enunciado foi construido para favorecer HBPM devido ao tumor gastrointestinal com sangramento recente e intervencao programada. Regra de prova: Cancer nao significa automaticamente HBPM em todos os casos, mas sangramento GI/intervencao favorecem uma estrategia parenteral controlavel. Questao 05 - TEP - alta probabilidade Mulher de 58 anos, tres semanas apos cirurgia ortopedica, chega com dispneia subita, FC 116 bpm, FR 30 irpm, SpO2 88% em ar ambiente, edema assimetrico de membro inferior e dor a palpacao da panturrilha. A pressao arterial e 118/72 mmHg. O TEP e considerado mais provavel que outros diagnosticos. Qual exame deve ser priorizado para confirmacao, considerando que a paciente esta hemodinamicamente estavel e nao tem contraindicao ao contraste? A) D-dimero isolado. B) Radiografia simples de torax. C) Angiotomografia computadorizada das arterias pulmonares. D) Cintilografia de ventilacao/perfusao obrigatoriamente. E) Eletrocardiograma como exame confirmatorio. Resposta correta: C O caso reproduz o padrao da conferencia: cirurgia/imobilizacao recente, taquicardia,sinais de TVP, hipoxemia e TEP como diagnostico principal geram alta probabilidade pre-teste. Em paciente estavel e apto a receber contraste, a angioTC pulmonar e o exame principal para confirmacao. D-dimero e ferramenta de exclusao em baixa/intermediaria probabilidade, nao deve ser usado para atrasar imagem em alta probabilidade. Regra de prova: TEP provavel e paciente estavel -> angioTC pulmonar. Questao 06 - TEP - PERC Mulher de 29 anos procura pronto atendimento por dor toracica que piora ao girar o tronco e e reproduzida a palpacao costocondral. FC 74 bpm, SpO2 99%, sem hemoptise, edema de membros inferiores, cirurgia/trauma recente, uso de estrogenio ou antecedente de TEV. O medico considera a probabilidade clinica de TEP extremamente baixa. Qual estrategia pode evitar exames desnecessarios? A) Aplicar PERC; se todos os criterios forem negativos, encerrar a investigacao de TEP. B) Solicitar angioTC em todo paciente com dor toracica. C) Solicitar D-dimero obrigatoriamente antes do PERC. D) Iniciar anticoagulacao empirica e observar. Simulado ENAMED - Modulo I 5 E) Aplicar sPESI antes de confirmar TEP. Resposta correta: A O PERC e uma regra de exclusao destinada a pacientes em que o clinico ja julga a probabilidade de TEP muito baixa. Se todos os criterios forem negativos, pode-se evitar D-dimero e imagem. O sPESI e prognostico e deve ser usado apos o diagnostico de TEP, nao para decidir se o paciente tem a doenca. Regra de prova: PERC e para probabilidade muito baixa; sPESI e para prognostico apos TEP confirmado. Questao 07 - TEP - D-dimero ajustado por idade Paciente de 68 anos, hemodinamicamente estavel, apresenta baixa a intermediaria probabilidade clinica de TEP. O D-dimero pelo ensaio utilizado e expresso em ng/mL FEU. Qual valor de corte ajustado pela idade deve ser considerado, de acordo com a estrategia discutida na conferencia? A) 340 ng/mL. B) 500 ng/mL em qualquer idade. C) 680 ng/mL. D) 1.000 ng/mL. E) 6.800 ng/mL. Resposta correta: C Para pacientes acima de 50 anos, a conferencia utilizou a regra idade x 10 quando o D-dimero e expresso em ng/mL FEU. Assim, 68 x 10 = 680 ng/mL. A unidade do laboratorio e essencial: formulas nao devem ser transferidas mecanicamente entre metodos com unidades diferentes. Regra de prova: D-dimero ajustado por idade (>50 anos): idade x 10 ng/mL FEU, conforme o metodo discutido. Questao 08 - TEP - instabilidade e reperfusao Homem de 71 anos, com TEP confirmado, evolui com PA 76/44 mmHg, extremidades frias, confusao, lactato elevado e ecocardiograma mostrando dilatacao importante e hipocinesia de ventriculo direito. Nao ha sangramento ativo nem contraindicao maior conhecida a trombolise. Qual e a conduta que melhor traduz a prioridade terapeutica? A) Apenas anticoagulacao oral e alta precoce. B) Suporte intensivo, anticoagulacao adequada e avaliacao imediata de terapia de reperfusao, incluindo trombolise sistemica. C) Aguardar troponina e BNP normalizarem antes de tratar. D) Suspender qualquer anticoagulante porque ha hipotensao. E) Solicitar D-dimero seriado para avaliar resposta. Resposta correta: B O paciente apresenta TEP de alto risco com choque obstrutivo. A obstrucao pulmonar aumenta a pos-carga do VD, provoca dilatacao/disfuncao do VD, reduz o enchimento do VE e o debito cardiaco, culminando em hipotensao e hipoperfusao. Nessa situacao, o tratamento exige suporte imediato e avaliacao de reperfusao; a trombolise sistemica e uma opcao central quando nao ha contraindicao. D-dimero nao monitora resposta terapeutica. Regra de prova: Choque por TEP = problema de reperfusao, nao apenas de anticoagulacao. Questao 09 - TEP - estratificacao prognostica Mulher de 62 anos tem TEP confirmado. Mantem PA 128/76 mmHg, mas apresenta FC 112 bpm, SpO2 90%, troponina elevada e ecocardiograma com disfuncao de ventriculo direito. Qual afirmacao e mais adequada? A) Pressao arterial normal exclui risco de deterioracao. B) Troponina e ecocardiograma nao possuem papel prognostico no TEP. C) Mesmo sem choque, a repercussao sobre o VD e os biomarcadores indicam risco aumentado e justificam monitorizacao hospitalar. D) sPESI deve ser usado antes de confirmar o diagnostico. E) Todo TEP com troponina elevada deve receber trombolise sistemica imediata. Resposta correta: C A conferencia enfatiza que, apos confirmar TEP, a pergunta muda de diagnostico para gravidade. Troponina, BNP/NT- Simulado ENAMED - Modulo I 6 proBNP, funcao do VD, saturacao, frequencia cardiaca e sPESI ajudam a estimar risco. A ausencia de hipotensao nao torna o paciente automaticamente de baixo risco. Por outro lado, trombolise nao e automatica em todo paciente estavel com biomarcadores alterados; a conduta depende da categoria de risco e de sinais de deterioracao. Regra de prova: TEP estavel pode ser grave: olhe VD, troponina/BNP, oxigenacao e sPESI. Questao 10 - Trombo arterial versus venoso Durante uma discussao sobre trombose, dois pacientes sao comparados: um com infarto agudo do miocardio por ruptura de placa e outro com TVP proximal apos imobilizacao. Qual associacao fisiopatologica e terapeutica esta correta? A) Trombo arterial: rico em fibrina e hemacias, tratado primariamente com anticoagulantes; trombo venoso: rico em plaquetas, tratado com antiagregantes. B) Trombo arterial: rico em plaquetas, associado a alto fluxo/lesao endotelial; trombo venoso: rico em fibrina e hemacias, associado a estase/hipercoagulabilidade. C) Ambos possuem composicao e tratamento identicos. D) Trombo venoso e causado exclusivamente por ruptura de placa aterosclerotica. E) Trombo arterial nunca envolve fatores de coagulacao. Resposta correta: B O material visual diferencia o trombo arterial, chamado didaticamente de "branco", predominantemente plaquetario e associado a lesao endotelial/alto cisalhamento, do trombo venoso "vermelho", rico em fibrina e hemacias, favorecido por estase e hipercoagulabilidade. Essa diferenca ajuda a entender por que antiagregantes dominam na trombose arterial aterotrombotica, enquanto anticoagulantes sao a base na trombose venosa. Regra de prova: Arterial = plaquetas; venoso = fibrina/hemacias. Simulado ENAMED - Modulo I 7 Questao 11 - DAOP - ITB falsamente elevado Mulher de 70 anos, diabetica ha 20 anos e com doenca renal cronica, apresenta claudicacao de panturrilha. O ITB e 1,46 bilateralmente, mas as arterias pediosas parecem endurecidas e pouco compressiveis. Qual e a melhor interpretacao e proximo exame? A) ITB alto exclui DAOP; nenhum exame adicional e necessario. B) O resultado sugere calcificacao medial e incompressibilidade arterial; deve-se determinar o indice halux-braco. C) O resultado define isquemia aguda e exige trombolise. D) Deve-se repetir o ITB apenas em ortostatismo. E) ITB acima de 1,40 confirma hiperfluxo arterial normal. Resposta correta: B Em diabeticos e renais cronicos, a calcificacao medial pode tornar as arterias do tornozelo incompressiveis, elevando falsamente a pressao sistolica e o ITB. Valores muito altos, sobretudo >1,40, nao devem tranquilizar diante de sintomas compativeis. As arterias digitais sao menos suscetiveis a esse fenomeno, por isso o indice halux-braco e um exame complementar util. Regra de prova: ITB >1,40 + diabetes/DRC = pense em artéria incompressível e use IHB. Questao 12 - DAOP - ITB baixo Homem de 66 anos, tabagista, hipertenso e dislipidemico, refere dor em panturrilha direita apos caminhar cerca de 150 metros, que desaparece em poucos minutos com repouso. Pulsos pedioso e tibial posterior estao reduzidos. O ITB direito e 0,58. Qual diagnostico e interpretacao sao mais provaveis? A) Insuficiencia venosa cronica com ITB normal. B) Doenca arterial obstrutiva periferica com reducao hemodinamicamente significativa do fluxo. C) Neuropatia diabetica pura. D) Trombose venosa profunda aguda. E) Calcificacao medial com ITB falsamente elevado. Resposta correta: B Claudicacao intermitente tipica, fatores de risco ateroscleroticos, pulsos reduzidos e ITB de0,58 apontam para DAOP. O ITB abaixo de 0,90 e anormal e sustenta o diagnostico no contexto apropriado. Dor venosa costuma associar-se a edema/peso e pode piorar ao longo do dia, enquanto neuropatia produz queimação/parestesias sem relacao tao reprodutivel com distancia de caminhada. Regra de prova: Claudicacao reprodutivel + ITBe hemoculturas crescem um bacilo gram-negativo entérico. Qual agente e classicamente associado a osteomielite na doenca falciforme? A) Salmonella spp. B) Mycoplasma pneumoniae. C) Neisseria gonorrhoeae. Simulado ENAMED - Modulo I 10 D) Bordetella pertussis. E) Clostridium tetani. Resposta correta: A Embora Staphylococcus aureus continue importante na osteomielite em geral, Salmonella e a associacao classica de prova em pacientes com doenca falciforme, particularmente quando o caso destaca bacilo gram-negativo entérico. A diferenciacao entre crise ossea vaso-oclusiva e osteomielite depende de febre persistente, sinais inflamatorios localizados, marcadores, imagem e culturas. Regra de prova: Osteomielite + falciforme: lembre Salmonella como associacao classica. Questao 21 - Falciforme - genetica Um homem com hemoglobina normal (HbAA) e uma mulher com traco falciforme (HbAS) procuram aconselhamento genetico. Considerando cada gestacao independentemente, qual e a probabilidade de um filho apresentar traco falciforme e de apresentar anemia falciforme HbSS? A) 25% AS e 25% SS. B) 50% AS e 0% SS. C) 50% AS e 50% SS. D) 0% AS e 50% SS. E) 100% AS e 0% SS. Resposta correta: B O pai HbAA sempre fornece alelo A. A mae HbAS pode fornecer A ou S em igual proporcao. Portanto, 50% dos descendentes serao AA e 50% AS; nenhum pode ser SS porque o pai nao possui alelo S. Esse e exatamente o tipo de cruzamento relatado pelos colegas. Regra de prova: AA x AS -> 50% AA, 50% AS, 0% SS. Questao 22 - Hemoglobinopatias - HbS/beta0-talassemia Menino de 7 anos apresenta crises dolorosas, duas sindromes toracicas agudas e anemia cronica. Hb 8,1 g/dL, VCM 70 fL, reticulocitose, drepanocitos e celulas-alvo. HPLC: HbS 84%, HbF 10%, HbA2 6%, HbA 0%. Qual e a interpretacao mais provavel? A) Traco falciforme. B) HbSS obrigatoriamente, pois toda ausencia de HbA define HbSS. C) HbS/beta0-talassemia. D) HbS/beta+-talassemia. E) Talassemia alfa sem HbS. Resposta correta: C A ausencia de HbA ocorre tanto em HbSS quanto em HbS/beta0-talassemia. Aqui, a microcitose importante e a elevacao de HbA2 apontam para beta-talassemia associada. Na HbS/beta+ ha producao residual de cadeia beta normal e, portanto, costuma existir alguma HbA. Essa e uma pegadinha de alto nivel porque "HbA = 0" isoladamente nao basta para chamar todo caso de HbSS. Regra de prova: HbS + HbA 0 + microcitose + HbA2 alta -> pense em HbS/beta0-talassemia. Questao 23 - Falciforme - penicilina profilatica e alergia Crianca de 3 anos com HbSS faz profilaxia diaria com penicilina V para prevencao de infeccao pneumococica. Apresenta historia documentada de reacao alergica imediata a penicilina, e a equipe decide manter profilaxia antimicrobiana. Qual alternativa e compativel com o PCDT brasileiro utilizado como referencia complementar para esta revisao? A) Reduzir a dose da penicilina pela metade. B) Manter penicilina e adicionar anti-histaminico de rotina. C) Substituir por eritromicina oral como alternativa em crianca alergica a penicilina. D) Suspender qualquer profilaxia ate a adolescencia. E) Trocar obrigatoriamente por fluoroquinolona. Simulado ENAMED - Modulo I 11 Resposta correta: C A profilaxia contra pneumococo e parte importante do cuidado da crianca com doenca falciforme, especialmente nos primeiros anos de vida devido a asplenia funcional. O PCDT brasileiro descreve eritromicina oral como alternativa em criancas alergicas a penicilina. A conduta nao e simplesmente reduzir a dose do antibiotico causador de alergia. O tipo de reacao deve sempre ser bem caracterizado na pratica. Regra de prova: Questao relatada pelos colegas: alergia verdadeira a penicilina -> nao "diminuir dose"; pense em alternativa, classicamente eritromicina no PCDT. Questao 24 - Falciforme - vacinacao Crianca de 4 anos com HbSS chega ao ambulatório com calendario vacinal incompleto. Esta afebril e clinicamente bem. Qual estrategia preventiva e mais coerente com a vulnerabilidade infecciosa da doenca falciforme? A) Evitar vacinas pneumococicas por risco de reacao grave. B) Priorizar apenas vacinas virais, pois bacterias encapsuladas nao sao problema na falciforme. C) Atualizar o calendario e dar atencao especial a protecao contra pneumococo, meningococo, Haemophilus influenzae e influenza, conforme as indicacoes do PNI/CRIE. D) Adiar toda imunizacao ate os 10 anos. E) Vacinar somente se a penicilina profilatica for suspensa. Resposta correta: C A autoesplenectomia/asplenia funcional da doenca falciforme aumenta a susceptibilidade a bacterias encapsuladas, especialmente pneumococo. Por isso, alem do calendario de rotina, o seguimento deve assegurar as indicacoes especiais pertinentes. Os relatos dos colegas mencionaram especificamente influenza e pneumococo como temas da prova. Regra de prova: Falciforme = asplenia funcional -> vacinacao e profilaxia anti-pneumococica sao centrais. Questao 25 - Vacinas apos transfusao Crianca de 5 anos com HbSS recebeu 10 mL/kg de concentrado de hemacias ha tres semanas. Hoje comparece para receber uma vacina viral viva atenuada injetavel (por exemplo, triplice viral). Segundo as normas brasileiras de vacinacao, qual e a conduta mais adequada em relacao ao hemoderivado recebido? A) Aplicar agora, pois qualquer transfusao e irrelevante para vacinas vivas. B) Adiar a vacina viva; para concentrado de hemacias, o intervalo sugerido e de aproximadamente 5 meses. C) Adiar apenas 7 dias. D) A vacina fica contraindicada definitivamente. E) Aplicar dose dupla para compensar os anticorpos transfundidos. Resposta correta: B Produtos contendo imunoglobulinas podem neutralizar virus vacinais e reduzir a resposta a vacinas virais vivas atenuadas. O Manual de Normas e Procedimentos para Vacinacao indica, para concentrado de hemacias na dose habitual de 10 mL/kg, intervalo de cerca de 5 meses antes dessas vacinas. Hemacias lavadas, por conterem quantidade minima de IgG, nao exigem o mesmo intervalo. Vacinas inativadas seguem outra logica. Regra de prova: Apos hemoderivado, pergunte QUAL produto e QUAL vacina. Concentrado de hemacias + vacina viva injetavel -> intervalo, tipicamente 5 meses. Simulado ENAMED - Modulo I 12 Questao 26 - PTI Menino de 6 anos, duas semanas apos infeccao respiratoria, apresenta petéquias difusas, equimoses e epistaxe autolimitada. Esta em bom estado geral, sem linfonodomegalias ou visceromegalias. Hb e leucocitos normais; plaquetas 21.000/mm3; TP e TTPa normais. Qual e o diagnostico mais provavel? A) Purpura trombocitopenica imune (PTI). B) CIVD. C) Hemofilia A. D) PTT. E) Deficiencia de vitamina K. Resposta correta: A O Problema 2 descreve exatamente esse padrao: crianca bem, sangramento mucocutaneo, trombocitopenia isolada apos infeccao e testes de coagulacao preservados. Isso e tipico de PTI. CIVD teria contexto sistemico grave e alteracoes de TP/TTPa/fibrinogenio; hemofilia causa sangramento profundo com plaquetas normais; PTT teria anemia hemolitica microangiopatica/esquizocitos. Regra de prova: PTI: trombocitopenia isolada + sangramento mucocutaneo + TP/TTPa normais. Questao 27 - Vasculite por IgA Crianca de 8 anos apresenta purpura palpavel simetrica em membros inferiores e nadegas, dor abdominal em colica e artralgia de tornozelos apos infeccao de vias aereas superiores. Plaquetas, TP e TTPa estao normais. Qual e o mecanismo mais provavel? A) Autoanticorpos contra GPIIb/IIIa com destruicao esplenica de plaquetas. B) Deposicao de imunocomplexos contendo IgA em pequenos vasos. C) Deficiencia de fator VIII. D) Deficiencia grave de ADAMTS13. E) Consumo disseminado de fibrinogenio. Resposta correta: B Purpura palpavel com dor abdominal e artralgia, na presenca de contagem plaquetaria normal, sugere vasculite por IgA (Henoch-Schonlein). A lesao vascular e mediada por deposicao de IgA em pequenos vasos. A PTI produz purpura nao palpavel por plaquetopenia, e as microangiopatias tromboticas cursam com hemolise mecanica e esquizocitos. Regra de prova: Purpura palpavel+ abdomen + articulacao + plaquetas normais = vasculite por IgA. Questao 28 - PTT - fisiopatologia Mulher de 41 anos apresenta confusao, petéquias, Hb 8,6 g/dL, plaquetas 21.000/mm3, LDH 2.800 U/L, haptoglobina indetectavel, creatinina 1,8 mg/dL e esquizocitos. TP e TTPa sao normais. A atividade de ADAMTS13 e vWF ultragrande -> microtrombos plaquetarios. Questao 29 - PTT - tratamento Simulado ENAMED - Modulo I 13 Paciente com quadro clinico-laboratorial altamente sugestivo de PTT adquirida apresenta plaquetas 16.000/mm3, sintomas neurologicos e anemia hemolitica microangiopatica. Nao ha sangramento com risco imediato de vida. A confirmacao de ADAMTS13 ainda nao ficou pronta. Qual e a melhor conduta inicial? A) Aguardar ADAMTS13 antes de qualquer tratamento. B) Transfundir plaquetas profilaticamente e observar. C) Iniciar troca plasmatica/plasmaferese terapeutica e corticosteroide imediatamente; considerar imunossupressao adicional conforme protocolo. D) Tratar apenas com vitamina K. E) Iniciar eculizumabe como terapia padrao da PTT adquirida. Resposta correta: C PTT e uma emergencia hematologica. Diante de forte suspeita, a troca plasmatica nao deve ser adiada esperando ADAMTS13. Corticoide faz parte da abordagem da forma adquirida e rituximabe pode ser incorporado precocemente em estrategias de imunossupressao. Transfusao profilatica de plaquetas e evitada porque pode alimentar a formacao de microtrombos; fica reservada a circunstancias excepcionais, como hemorragia com risco de vida ou procedimento urgente. Regra de prova: Suspeitou fortemente de PTT -> trate imediatamente; nao espere ADAMTS13. Questao 30 - SHU tipica Crianca de 6 anos teve diarreia sanguinolenta ha cinco dias e evoluiu com palidez, oliguria e edema periorbitario. Hb 7,9 g/dL, plaquetas 48.000/mm3, creatinina 3,1 mg/dL, LDH elevada, haptoglobina indetectavel, esquizocitos; TP e TTPa normais. Qual mecanismo e mais provavel? A) Lesao endotelial induzida por toxina Shiga com microangiopatia trombotica. B) Deficiencia adquirida de ADAMTS13 como mecanismo obrigatorio. C) Consumo sistêmico de fatores da coagulacao por CIVD. D) Destruicao imunomediada de plaquetas no baco. E) Deficiencia de vitamina K. Resposta correta: A A triade de anemia hemolitica microangiopatica, trombocitopenia e lesao renal aguda apos diarreia sanguinolenta e classica de SHU tipica, frequentemente relacionada a toxina Shiga. O rim costuma ser o orgao mais comprometido. TP/TTPa normais ajudam a separar a microangiopatia trombotica da CIVD. Regra de prova: Crianca + diarreia sanguinolenta + IRA + esquizocitos = SHU tipica/toxina Shiga. Questao 31 - CIVD versus microangiopatia Paciente de 67 anos com sepse pulmonar, choque e necessidade de vasopressor passa a sangrar em puncoes e apresenta equimoses. Plaquetas 42.000/mm3, fibrinogenio 85 mg/dL, TP 21 s, TTPa 62 s, creatinina 2,3 mg/dL e esquizocitos. Qual achado laboratorial e mais util para diferenciar esse quadro de PTT/SHU? A) Presenca de esquizocitos. B) Trombocitopenia. C) Prolongamento importante de TP e TTPa associado a hipofibrinogenemia. D) Elevacao de LDH. E) Lesao renal. Resposta correta: C O caso e classico de CIVD associada a sepse: ativacao disseminada da coagulacao, consumo de plaquetas e fatores, geracao de fibrina e fibrinolise secundaria. Por isso TP e TTPa se prolongam e o fibrinogenio pode cair. Esquizocitos, trombocitopenia, LDH alta e lesao renal tambem podem ocorrer em microangiopatias e nao sao discriminadores exclusivos. Regra de prova: CIVD: TP/TTPa prolongados + fibrinogenio baixo. PTT/SHU: TP/TTPa geralmente normais. Questao 32 - CIVD - conduta Simulado ENAMED - Modulo I 14 No paciente septico da questao anterior, o sangramento em puncoes e clinicamente relevante e o fibrinogenio esta muito baixo. Qual principio terapeutico e correto? A) Tratar a causa de base e oferecer suporte hemostatico conforme sangramento e alteracoes laboratoriais, podendo incluir plasma/crioprecipitado/plaquetas quando indicados. B) Realizar plasmaferese como tratamento etiologico da CIVD. C) Administrar vitamina K como unica medida, independentemente da causa. D) Transfundir plaquetas em todo paciente com CIVD, mesmo sem sangramento ou procedimento. E) Iniciar AAS para dissolver microtrombos. Resposta correta: A O tratamento central da CIVD e controlar o gatilho - neste caso, sepse e choque. Hemocomponentes sao usados de forma direcionada quando ha sangramento significativo, necessidade de procedimento ou alteracoes hemostaticas relevantes. Plasmaferese e tratamento classico da PTT, nao da CIVD. A conduta nao se resume a normalizar numeros laboratoriais isoladamente. Regra de prova: CIVD: trate a causa; suporte hemostatico e guiado pela clinica. Questao 33 - Hemofilia A - laboratorio Menino de 4 anos apresenta hematoma volumoso de coxa apos trauma leve. Plaquetas 190.000/mm3, TP normal, TTPa 55 s e fator VIII 4,4%. Qual diagnostico explica melhor o quadro? A) Hemofilia A. B) PTI. C) Doenca de von Willebrand obrigatoriamente tipo 3. D) Deficiencia de fator VII. E) CIVD. Resposta correta: A O Problema 3 fornece o padrao classico: sangramento profundo/hematomas, plaquetas normais, TP normal e TTPa prolongado por alteracao da via intrinseca. A dosagem de fator VIII baixa confirma hemofilia A. Deficiencia de fator VII prolonga TP; PTI cursa com plaquetopenia e sangramento mucocutaneo. Regra de prova: Hemofilia A = fator VIII baixo + TTPa prolongado isolado + sangramento profundo. Questao 34 - Hemofilia A - gravidade O mesmo menino apresenta atividade de fator VIII de 4,4%. Considerando a classificacao tradicional pela atividade residual do fator, como a hemofilia e classificada? A) Grave, pois todo valor 1% e sempre leve. D) Nao e hemofilia, porque o normal e >30%. E) Portador assintomatico. Resposta correta: B A classificacao tradicional e: grave 5% ate aproximadamente 40%. Portanto, 4,4% situa o paciente na faixa moderada, ainda capaz de sangramento importante apos trauma. Esse detalhe permite transformar o dado do Problema 3 em questao de nivel mais alto. Regra de prova: VIII 5-40% leve. Questao 35 - Hemofilia A - heranca Mulher fenotipicamente normal e filha de um homem com hemofilia A e de uma mulher nao portadora. Seu companheiro nao tem hemofilia. Na ausencia de nova mutacao, qual e o risco de um FILHO HOMEM dessa mulher ter hemofilia A? A) 0%. B) 25%. C) 50%. Simulado ENAMED - Modulo I 15 D) 75%. E) 100%. Resposta correta: C Homem hemofilico transmite seu cromossomo X mutado a todas as filhas; portanto, essa mulher e portadora obrigatoria. Um filho homem recebe o cromossomo Y do pai e um dos X da mae. A chance de receber o X mutado materno e 50%. A resposta de 25% surgiria se a pergunta fosse sobre uma gestacao de sexo desconhecido e combinasse chance de ser menino com chance de herdar o X alterado. Regra de prova: Filha de homem hemofilico = portadora obrigatoria; cada filho homem tem 50% de risco. Questao 36 - HemofiliaA adquirida Mulher de 68 anos, sem historia pessoal ou familiar de sangramento, desenvolve equimoses extensas e hematomas espontaneos. Plaquetas e TP normais; TTPa muito prolongado. Em teste de mistura 1:1 com plasma normal, o TTPa nao corrige adequadamente apos incubacao. Qual diagnostico deve ser fortemente considerado? A) Hemofilia A adquirida por inibidor contra fator VIII. B) Hemofilia A congenita ligada ao X. C) Deficiencia isolada de fator VII. D) PTI. E) Doenca falciforme. Resposta correta: A Hemofilia A adquirida resulta de autoanticorpos contra fator VIII e costuma ocorrer em pessoas sem historia familiar de hemofilia. O TTPa prolongado isoladamente levanta a suspeita, e a falha de correcao no estudo de mistura sugere um inibidor circulante, especialmente quando a alteracao se evidencia apos incubacao. Na deficiencia simples de fator, a mistura tende a corrigir. Regra de prova: TTPa isolado + sangramento novo + mistura nao corrige = pense em inibidor/fator VIII adquirido. Questao 37 - Doenca de von Willebrand Adolescente de 15 anos apresenta epistaxes recorrentes, sangramento gengival e menstruacoes volumosas desde a menarca. A mae tem historia semelhante. Plaquetas normais, TP normal e TTPa discretamente prolongado. O PFA esta prolongado. Qual diagnostico e mais provavel? A) Doenca de von Willebrand. B) Hemofilia A grave. C) CIVD. D) PTT. E) Deficiencia de fator VII. Resposta correta: A A doenca de von Willebrand tipicamente causa sangramento mucocutaneo por defeito da adesao plaquetaria, com heranca frequentemente autossomica. A contagem de plaquetas e geralmente normal. O TTPa pode estar normal ou prolongado porque o vWF estabiliza o fator VIII. O diagnostico envolve antigeno de vWF e atividade funcional, alem de testes complementares conforme o caso. Regra de prova: vWD = sangramento mucoso + historia familiar + plaquetas normais; TTPa pode subir discretamente. Questao 38 - Doenca de von Willebrand - tratamento Paciente com doenca de von Willebrand tipo 1 conhecida precisa de procedimento odontologico de pequeno porte e previamente respondeu bem ao teste terapeutico. Qual farmaco pode elevar a liberacao endogena de vWF e fator VIII em casos selecionados? A) Desmopressina. B) Varfarina. C) Heparina nao fracionada. D) Rituximabe obrigatoriamente. E) Alteplase. Simulado ENAMED - Modulo I 16 Resposta correta: A A desmopressina promove liberacao de vWF e fator VIII armazenados no endotelio e pode ser utilizada em muitos pacientes com vWD tipo 1 que demonstram resposta adequada. Nao e apropriada para todos os subtipos; por isso o enunciado especifica tipo 1 e resposta conhecida. Concentrados contendo vWF sao necessarios em outros cenarios. Regra de prova: vWD tipo 1 responsiva -> desmopressina e uma ferramenta classica. Simulado ENAMED - Modulo I 17 Questao 39 - Anticoagulante lupico Mulher de 33 anos com duas TVPs previas apresenta TTPa prolongado em exames de rotina. Nao relata sangramentos. O teste de mistura nao corrige, e a pesquisa de anticoagulante lupico e positiva. Qual afirmacao explica melhor o aparente paradoxo? A) O anticoagulante lupico causa exclusivamente hemorragia grave. B) O anticoagulante lupico prolonga testes fosfolipideo-dependentes in vitro, mas se associa clinicamente a maior risco de trombose. C) O resultado positivo exclui sindrome antifosfolipide. D) A presenca do anticoagulante lupico obriga a existencia de lupus eritematoso sistemico. E) O TTPa prolongado prova deficiencia de fator VIII congenita. Resposta correta: B O nome e enganoso: o anticoagulante lupico interfere em testes de coagulacao dependentes de fosfolipideos, prolongando o TTPa in vitro, mas no organismo associa-se a trombose e a complicacoes obstetricas. Pode ocorrer com ou sem lupus. O padrao de mistura que nao corrige reforca a presenca de inibidor, e o contexto trombotico aponta para SAF. Regra de prova: Anticoagulante lupico: "anticoagula o tubo, trombosa o paciente". Questao 40 - Sindrome antifosfolipide Mulher de 36 anos apresenta trombose venosa profunda nao provocada e historia de tres perdas gestacionais consecutivas antes de 10 semanas. Exames repetidos em intervalo apropriado mostram anticardiolipina em titulo significativo e anticoagulante lupico persistente. Qual diagnostico integra melhor o quadro? A) Sindrome antifosfolipide. B) Hemofilia A. C) PTI isolada. D) Doenca de von Willebrand. E) Esferocitose hereditaria. Resposta correta: A A combinacao de eventos clinicos tromboticos e/ou obstetricos com positividade persistente de anticorpos antifosfolipides sustenta o diagnostico de sindrome antifosfolipide. O material de trombose inclui SAF entre estados adquiridos de hipercoagulabilidade. O teste deve ser interpretado no contexto clinico e com confirmacao temporal, nao como marcador isolado. Regra de prova: SAF = trombose/criterio obstetrico + anticorpos antifosfolipides persistentes. Questao 41 - Heparina nao fracionada Paciente com TEP de alto risco inicia heparina nao fracionada intravenosa. Qual combinacao mecanismo- monitorizacao-reversao esta correta? A) Inibe vitamina K epoxido redutase; monitorar INR; reverter com vitamina K. B) Potencializa antitrombina, inibindo principalmente IIa e Xa; monitorar TTPa em esquemas convencionais; reverter com protamina. C) Inibe diretamente P2Y12; monitorar PFA; reverter com plaquetas. D) Inibe diretamente Xa por via oral; nao tem antidoto. E) Ativa plasminogenio; monitorar fibrinogenio; reverter com vitamina K. Resposta correta: B A HNF potencializa a antitrombina e inibe de forma importante trombina (IIa) e fator Xa. Em tratamento intravenoso convencional, o TTPa e um metodo classico de monitorizacao, embora protocolos possam usar anti-Xa. O sulfato de protamina e o agente de reversao. Sua curta meia-vida e titulação facil a tornam util em cenarios instaveis e quando procedimentos/reperfusao podem ser necessarios. Regra de prova: HNF = antitrombina -> IIa/Xa; TTPa; protamina. Questao 42 - HBPM Simulado ENAMED - Modulo I 18 Gestante de 28 semanas e diagnosticada com TVP proximal. Funcao renal preservada. Qual anticoagulante e classicamente preferido durante a gestacao, de acordo com o material da conferencia? A) Varfarina durante toda a gestacao. B) Rivaroxabana. C) Apixabana. D) Heparina de baixo peso molecular. E) AAS isoladamente. Resposta correta: D As heparinas nao atravessam a placenta e a HBPM e a opcao padrao de anticoagulacao para a maior parte das gestantes com TEV. Warfarina atravessa a placenta e e teratogenica em periodos importantes; DOACs nao sao recomendados como escolha de rotina na gestacao. O slide de populacao especial destaca explicitamente HBPM como padrao-ouro durante a gestacao. Regra de prova: Gestacao + TEV -> HBPM e a escolha classica. Questao 43 - Varfarina - terapia de ponte Paciente com TVP extensa inicia HBPM e varfarina simultaneamente. O aluno pergunta por que a heparina nao e suspensa no primeiro dia, ja que a varfarina tambem e anticoagulante. Qual explicacao e correta? A) A varfarina demora dias para reduzir fatores dependentes de vitamina K e reduz precocemente proteinas C e S, criando janela transitoria de hipercoagulabilidade. B) A varfarina aumenta imediatamente fator II e por isso deve ser combinada a heparina para gerar trombose controlada. C) A HBPM e necessaria apenas para corrigir o INR laboratorial, sem efeito clinico. D) A varfarina nao tem efeito sobre fatores II, VII, IX e X. E) A combinacao e feita para aumentar a agregacao plaquetaria. Resposta correta: A Varfarina bloqueia a regeneracao de vitamina K e reduz sintese funcional dos fatores II, VII, IX e X, alem das proteinas C e S. As proteinas C/S caem relativamente rapido, podendo criar uma fase pro-trombotica inicial antes de ocorrer anticoagulacao plena. Por isso, no tratamento classico de TEV com varfarina, faz-se sobreposicao com heparina ate atingir efeito terapeutico adequado. Regra de prova: Varfarina no inicio: C/S caem primeiro -> ponte comheparina. Questao 44 - Varfarina - vitamina K e INR Paciente em uso de varfarina apresenta grande variabilidade do INR. Em uma semana passou a ingerir diariamente grande quantidade de couve e outras folhas verdes escuras. Qual mecanismo explica a possibilidade de reducao do efeito anticoagulante? A) Folhas verdes sao ricas em vitamina K, que favorece a carboxilacao dos fatores II, VII, IX e X e pode antagonizar o efeito da varfarina. B) Folhas verdes inibem diretamente antitrombina. C) Vitamina K inibe irreversivelmente fator Xa. D) Vitamina K aumenta o efeito da varfarina por reduzir proteina C. E) Nao existe relacao entre vitamina K dietetica e varfarina. Resposta correta: A A varfarina antagoniza a reciclagem da vitamina K. Aumentos importantes e inconsistentes da ingestao de vitamina K podem reduzir seu efeito e contribuir para variacao do INR. O ponto de prova e compreender a interacao. Na pratica clinica, o objetivo e manter a ingestao de vitamina K relativamente constante, e nao simplesmente proibir todos os vegetais. Regra de prova: Varfarina + vitamina K: o problema principal e variacao grande da ingestao. Questao 45 - DOACs e reversao Simulado ENAMED - Modulo I 19 Paciente em uso de dabigatrana apresenta hemorragia intracraniana grave. Qual antidoto especifico e indicado para reversao desse anticoagulante quando disponivel? A) Idarucizumabe. B) Andexanet alfa. C) Protamina. D) Vitamina K. E) Desmopressina. Resposta correta: A Dabigatrana e inibidor direto da trombina (IIa), e idarucizumabe e seu agente de reversao especifico. Andexanet alfa e utilizado para inibidores do fator Xa em contextos apropriados. Protamina reverte HNF e parcialmente HBPM; vitamina K atua sobre antagonistas da vitamina K, como varfarina. Regra de prova: Dabigatrana -> idarucizumabe; inibidores Xa -> andexanet alfa; HNF -> protamina; varfarina -> vitamina K/PCC. Questao 46 - HBPM - mecanismo Sobre a enoxaparina, qual afirmacao e mais correta? A) E um antiagregante que bloqueia receptor P2Y12. B) Potencializa antitrombina e apresenta atividade predominante anti-Xa em relacao a anti-IIa, sendo administrada por via subcutanea. C) E antagonista oral da vitamina K e exige INR rotineiro. D) E trombolitico que converte plasminogenio em plasmina. E) E inibidor direto de trombina por via oral. Resposta correta: B A enoxaparina e uma HBPM. Ela acelera a acao da antitrombina e, devido ao menor comprimento das cadeias, apresenta atividade relativamente maior contra Xa do que contra IIa quando comparada a HNF. E administrada por via subcutanea e nao exige monitorizacao rotineira na maioria dos pacientes, embora situacoes especiais possam requerer avaliacao de anti-Xa. Regra de prova: HBPM = antitrombina, efeito mais anti-Xa, via SC. Questao 47 - TVP - complicacao aguda Paciente com TVP iliofemoral extensa evolui com edema macico do membro, dor intensa, cianose difusa e sinais de comprometimento arterial secundario por aumento extremo da pressao venosa. Qual complicacao deve ser reconhecida? A) Flegmasia cerulea dolens. B) Sindrome pos-trombotica simples. C) Eritema nodoso. D) Doenca de Raynaud. E) Claudicacao neurogenica. Resposta correta: A Flegmasia cerulea dolens e uma forma grave de trombose venosa macica, com congestao intensa, cianose e risco de isquemia/perda do membro. O material visual a apresenta como ameaca aguda do TEV. Difere da sindrome pos- trombotica, que e sequela cronica relacionada a dano valvar e hipertensao venosa. Regra de prova: TVP macica + cianose + edema extremo = flegmasia cerulea dolens. Questao 48 - TEV - complicacoes cronicas Seis meses apos TVP proximal, paciente mantem edema cronico, dor, hiperpigmentacao e ulcera venosa. Outro paciente, meses apos TEP, evolui com dispneia progressiva e hipertensao pulmonar por obstrucao tromboembolica persistente. Quais complicacoes estao representadas, respectivamente? A) Sindrome pos-trombotica e hipertensao pulmonar tromboembolica cronica. B) CIVD e PTT. Simulado ENAMED - Modulo I 20 C) Flegmasia cerulea dolens e sindrome toracica aguda. D) DAOP e hemofilia A. E) PTI e SHU. Resposta correta: A A TVP pode deixar dano valvar residual e hipertensao venosa cronica, produzindo sindrome pos-trombotica. A falha na resolucao/organizacao de trombos pulmonares pode gerar hipertensao pulmonar tromboembolica cronica. Essas duas sequelas aparecem lado a lado no material de trombose e sao importantes para entender que o TEV nao termina quando o evento agudo melhora. Regra de prova: TVP cronica -> sindrome pos-trombotica; TEP cronico -> HPTC. Questao 49 - Diferencial de dor/edema de membro Quatro pacientes procuram atendimento por sintomas em membros inferiores. Qual descricao e mais compatível com dor arterial isquemica cronica? A) Peso e edema que pioram ao final do dia, com varizes e alivio ao elevar as pernas. B) Queimacao distal simetrica, alodinia e perda de sensibilidade vibratoria, sem relacao com exercicio. C) Dor em panturrilha previsivel apos determinada distancia de caminhada, aliviada poucos minutos apos parar, com pulsos reduzidos. D) Dor lombar irradiada que melhora ao inclinar o tronco para frente. E) Edema unilateral agudo e empastamento apos cirurgia recente. Resposta correta: C A claudicacao arterial e reprodutivel: o exercicio aumenta a demanda, o fluxo obstruido torna-se insuficiente e a dor cessa com repouso. A alternativa A descreve padrao venoso, B neuropatico, D neurogenico e E sugere TVP. Essa diferenciacao faz parte dos objetivos do Problema 5 e ajuda a evitar pedir exames vasculares sem raciocinio pre-teste. Regra de prova: Arterial = esforco previsivel e alivio com repouso; venosa = peso/edema; neuropatica = queimação/parestesias. Questao 50 - Caso integrado - TVP para TEP Mulher de 46 anos, obesa e em uso de anticoncepcional combinado, sofreu trauma de joelho e reduziu muito a mobilidade. Uma semana depois iniciou edema unilateral de perna. Dois dias apos, desenvolveu dispneia subita, dor toracica pleuritica, FC 122 bpm e SpO2 87%. A equipe deseja explicar a sequencia fisiopatologica que integra o quadro. Qual alternativa esta correta? A) Ruptura de placa coronaria -> trombo plaquetario -> embolia para veia cava -> TVP. B) Estase e hipercoagulabilidade favorecem TVP; parte do trombo pode se desprender, seguir pela veia cava, coracao direito e atingir arterias pulmonares, produzindo TEP. C) O TEP surge exclusivamente por trombo formado dentro do ventriculo esquerdo. D) TVP e TEP sao doencas sem relacao fisiopatologica entre si. E) A embolia pulmonar provem preferencialmente de trombos arteriais de membros inferiores. Resposta correta: B TVP e TEP sao manifestacoes do mesmo espectro de tromboembolismo venoso. No caso, imobilizacao gera estase e estrogenio/obesidade favorecem hipercoagulabilidade. O trombo venoso, especialmente proximal, pode embolizar pela veia cava inferior, atrio direito, ventriculo direito e arteria pulmonar. A obstrucao pulmonar aumenta a resistencia vascular pulmonar e, nos casos graves, pode culminar em falencia do VD e choque obstrutivo. Regra de prova: TVP -> VCI -> AD -> VD -> arteria pulmonar -> TEP. Simulado ENAMED - Modulo I 21 Gabarito ultrarrapido 01-B | 02-A | 03-C | 04-B | 05-C | 06-A | 07-C | 08-B | 09-C | 10-B | 11-B | 12-B | 13-B | 14-C | 15-B | 16-C | 17-B | 18- B | 19-A | 20-A | 21-B | 22-C | 23-C | 24-C | 25-B | 26-A | 27-B | 28-A | 29-C | 30-A | 31-C | 32-A | 33-A | 34-B | 35-C | 36-A | 37-A | 38-A | 39-B | 40-A | 41-B | 42-D | 43-A | 44-A | 45-A | 46-B | 47-A | 48-A | 49-C | 50-B Base documental e referencias Modulo I - Problema 1: anemia falciforme (HbSS). Modulo I - Problema 2: purpura/trombocitopenia. Modulo I - Problema 3: hemofilia A. Modulo I - Problema 4: TVP ilio-femoro-poplitea e anticoagulacao. Modulo I - Problema 5: DAOP/isquemia aguda de membro. Ata de Conferencia - Avaliacao Clinica, Diagnostico e Estratificacao do Tromboembolismo Venoso (TVP/TEP). Conferencia Unicid - Trombose: da fisiopatologiaao raciocinio clinico. Relatos e questoes compartilhados por colegas que realizaram a mesma avaliacao em 09/09/2026. Ministerio da Saude - PCDT da Doenca Falciforme (2024/2025) e Manual de Normas e Procedimentos para Vacinacao (2a ed. revisada), usados apenas para os topicos de profilaxia/vacinacao. Como usar este simulado Gabarito ultrarrapido Base documental e referencias