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INTRODUÇÃO Olá, estudante! Nesta aula, veremos os principais conceitos de Terapia Nutricional Enteral, os seus protocolos assistenciais e a sua presença nos ambientes hospitalares, domiciliar e ambulatorial. Também, falaremos sobre Terapia Nutricional Enteral Precoce. Esse conhecimento é de extrema importância para o nutricionista, pois essa terapia está associada à diminuição dos riscos de complicações e do tempo de internação, assim como evita perda de massa magra, entre outras condições, que veremos nesta unidade. A Terapia Nutricional Enteral visa à manutenção e/ou recuperação do estado nutricional do indivíduo. Como futuros nutricionistas, é muito importante conhecer e saber aplicar esse tipo de terapia para os futuros pacientes. Bons estudos! Aula 1 CONCEITOS GERAIS Nesta aula, veremos os principais conceitos de Terapia Nutricional Enteral, os seus protocolos assistenciais e a sua presença nos ambientes hospitalares, domiciliar e ambulatorial. 32 minutos NUTRIÇÃO ENTERAL APLICADA Aula 1 - Conceitos Gerais Aula 2 - Nutrição Enteral I Aula 3 - Nutrição Enteral II Aula 4 - Nutrição Enteral III Aula 5 - Revisão da unidade Referências 173 minutos 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&at… 1/29 NUTRIÇÃO ENTERAL Iniciaremos os nossos estudos sobre a definição de nutrição enteral. Segundo Waitzberg (2009), entende-se por Terapia de Nutrição Enteral (TNE) um conjunto de procedimentos terapêuticos empregados para manutenção ou recuperação do estado nutricional por meio da nutrição enteral. Dentre as possíveis definições de nutrição enteral, uma das mais abrangentes e gerais é a da RDC nº 63, de 6 de julho de 2000, que define a nutrição enteral como todo e qualquer A assistência à saúde visa promover saúde e bem-estar aos pacientes e está presente em âmbito hospitalar, ambulatorial e domiciliar, buscando proporcionar ao paciente o cuidado de acordo com a gravidade de sua doença. A nutrição enteral também está presente nestes três cenários, principalmente no ambiente hospitalar, onde, geralmente, essa terapia tem início. A TNE se faz necessária em pacientes que se encontram incapazes de se alimentarem por via oral e que tenham o trato gastrointestinal funcionando. A Equipe Multidisciplinar em Terapia Nutricional (EMTN) é responsável por implementar as boas práticas de nutrição clínica dentro do ambiente hospitalar. Ela é regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e é composta por, pelo menos, um enfermeiro, um nutricionista, um médico e um farmacêutico. Esses profissionais são responsáveis por elaborar e seguir protocolos específicos de atendimento, prescrição e monitoramento de pacientes que estão em uso da TNE (Waitzberg, 2017). Durante a internação hospitalar, na maioria das vezes, os pacientes são identificados como candidatos potenciais a utilizar a TNE após a alta hospitalar. Essa identificação também pode acontecer em ambiente ambulatorial, nesses casos, os pacientes são direcionados e orientados à utilização de Terapia Nutricional Enteral Domiciliar (TNED). A TNED tem a finalidade de melhorar ou manter o estado nutricional dos pacientes, dessa forma, melhora a qualidade de vida e reduz os custos aos serviços de saúde; é permeada pela interação do cuidador, paciente e equipes de saúde que atuam nesse serviço (Waitzberg, 2017). A nutrição adequada diminui a morbidade e a mortalidade. Diretrizes apontam que há benefícios na nutrição precoce de pacientes hospitalizados, reduzindo a duração e a gravidade na fase catabólica da doença (McClave et al., 2016). A nutrição enteral precoce é aquela iniciada nas primeiras 48 horas após a cirurgia ou internação. Quando aplicada a doentes críticos, ela tem o intuito de fornecer nutrição adequada tanto de macronutrientes quanto de micronutrientes, sempre de acordo com as necessidades individuais de cada paciente, dessa forma, modula a resposta inflamatória e o estresse oxidativo, atenuando a gravidade da doença, evitando complicações. A nutrição adequada, além de evitar complicações, melhora a imunocompetência e a cicatrização de lesões (Waitzberg, 2017). Alimento para fins especiais, com ingestão controlada de nutrientes, na forma isolada ou combinada, de composição definida ou estimada, especialmente formulada e elaborada para uso por sondas ou via oral, industrializada ou não, utilizada exclusiva ou parcialmente para substituir ou completar a alimentação oral de pacientes desnutridos ou não, conforme suas necessidades nutricionais, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando à síntese ou à manutenção dos tecidos, órgãos ou sistemas. — (Brasil, 2000, [s. p.]) 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&at… 2/29 NUTRIÇÃO ENTERAL I Para garantir que haja qualidade assistencial nos cuidados dos pacientes, houve a necessidade de agrupar e padronizar condutas e, a partir disso, tivemos a origem de algumas sociedades e comissões nacionais e internacionais relacionadas ao atendimento à saúde e à terapia nutricional. Atualmente, temos a ASPEN (American Society of Parenteral and Enteral Nutrition), a ESPEN (European Society of Clinical Nutrition and Metabolism), a Felanpe (Federación Latinoamericana de Nutrición Parenteral Y Enteral), ESPGHAN (European Society for Paediatric Gastroenterology, Hepatology and Nutrition) e a SBNPE (Sociedade Brasileira de Nutrição Enteral e Parenteral). São sociedades e comissões de extrema relevância quanto à padronização de práticas seguras, à divulgação de parâmetros clínicos e às recomendações de nutrientes para inclusão na terapia nutricional. As atualizações periódicas destes critérios permitem o aprimoramento na qualidade da assistência, com adequações resultantes da consideração de novos estudos, e padronizam os processos de terapia nutricional (Waitzberg, 2017). Dentre essas recomendações, temos a da ASPEN, que recomenda a inclusão de profissionais qualificados e com conhecimento em terapia nutricional. Através desta recomendação, temos a Portaria nº 272/1998 e a RDC nº 63/2000, que preconizam que os hospitais formem um grupo de profissionais especializados e integrados, conhecido como Equipe Multidisciplinar em Terapia Nutricional (EMTN). Cada profissional dentro desta equipe tem atribuições bem definidas de acordo com a legislação, sempre com o objetivo de garantir a eficácia e a segurança da Terapia Nutricional. Essa equipe também é responsável por implementar e seguir as boas práticas de nutrição clínica, sendo encarregada de garantir que a triagem e a avaliação nutricional sejam realizadas para todos os pacientes admitidos no hospital (Brasil, 2000). A atenção domiciliar é uma modalidade assistencial que envolve ações de promoção à saúde, prevenção e tratamento a indivíduos com necessidade de reabilitação, recuperação ou manutenção clínico-nutricional no ambiente domiciliar. A Terapia Nutricional Domiciliar (TND) faz parte dos cuidados de assistência à saúde no domicílio e compreende a Terapia Nutricional Enteral Domiciliar (TNED), a Terapia Nutricional Parenteral Domiciliar (TNPD) e o Suplemento Oral Domiciliar (SOD). A prática destas terapias em ambiente domiciliar é importante não só para promover um ambiente mais humanizado ao paciente mas também para a sociedade, visto que reduz custos com saúde e otimiza leitos hospitalares. A TND também deve ser realizada por uma Equipe Multidisciplinar em Terapia Nutricional (EMTN) (Braspen, 2018). Já a assistência ambulatorial acompanha tanto pacientes pós-alta hospitalar como pacientes oriundos de uma demanda externa. Ela é de extrema importância para o atendimentoAcesso em: 24 ago. 2023. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 272, de 8 de abril de 1998. Brasília: Secretaria de Vigilância Sanitária, [2023]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs1/1998/prt0272_08_04_1998.html. Acesso em: 24 ago. 2023. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 29, de 13 de janeiro de 1998. Brasília: Secretaria de Vigilância Sanitária, [2023]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs1/1998/prt0029_13_01_1998_rep.html. Acesso em: 24 ago. 2023. CUPPARI, L. Guia de nutrição: clínica no adulto. 4. ed. Barueri: Manole, 2018. MAHAN, L. K.; RAYMOND, J. L. Krause: alimentos, nutrição e dietoterapia. 14. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. OLIVEIRA, T. W. N. et al. Suplementos nutricionais em nutrição enteral. In: OLIVEIRA, V. A. Guia prático de terapia nutricional enteral no âmbito hospitalar e domiciliar. Parnaíba: Acadêmica Editorial, 2020. WAITZBERG, D. L. Nutrição Enteral e Parenteral na Prática Clínica. 5. ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2017. Aula 2 C. CAMARGO CANCER CENTER. Orientações para Pacientes Nutrição Enteral. 2023. Disponível em https://accamargo.org.br/sites/default/files/2020-08/Manual-Nutricao-Enteral.pdf. Acesso em: 12 abr. 2023 BRASIL. 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REFERÊNCIAS 15 minutos 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&… 25/29 https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2000/rdc0063_06_07_2000.html https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs1/1998/prt0272_08_04_1998.html https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs1/1998/prt0029_13_01_1998_rep.html https://accamargo.org.br/sites/default/files/2020-08/Manual-Nutricao-Enteral.pdf https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2000/rdc0063_06_07_2000.html BRAZILIAN SOCIETY OF PARENTERAL AND ENTERAL NUTRITION. Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional Domiciliar. BRASPEN Journal, 1º Suplemento, 2018. CASTRO, M. G.; RIBEIRO, P. C.; MATOS, L. B. N. de; ASSIS, H. B. A. T. de; BARRETO, P. A.; CENICCOLA, G. D.; CUNHA, H. F. R. da; GONÇALVES, R. C.; GONÇALVES, T. J. M.; LOSS, S. H.; NUNES, D. S. L. N.; ALVES, J. T. M.; TOLEDO, D. O. Diretrizes BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente Grave. BRASPEN Journal, v. 38, n. 2, 2023. GOMES, D. F.; GANDOLFO, A. S.; OLIVEIRA, A. C. de; POTENZA, A. L. S.; MICELLI, C. L. O.; ALMEIDA, C. B.; MATSUBA, C. S.; PRADO, C. do; VEROTTI, C.; OLIVEIRA, F. L. C.; MENESES, J. F. S.; ALMEIDA, L. B. M.; MURRA, M. S.; MORETTI, M. Y. R. S.; SILVA, M. M. D. G. da; ZAMBERLAN, P.; FEFERBAUM, R.; BENZECRY, S. G.; PIOVACARI, S. M. F.; KONSTANTYNER, T.; FIGUEIRA, V. A. C. R.; SOUZA, F. I. S. de. Campanha “Diga não à desnutrição kids”: 11 passos importantes para combater a desnutrição hospitalar. BRASPEN Journal, v. 34, n. 1, p. 3-23, 2019. KREYMANN, K. G.; BERGER, M. M.; DEUTZ, N. E. P.; HIESMAYR, M.; JOLLIET, P.; KAZANDJIEV, G.; NITENBERG, G.; VAN DEN BERGHE, G.; WERNERMAN, J. ESPEN guidelines on enteral nutrition intensive care. Clinical Nutrition, v. 25, n. 25, p. 210-223, 2006. LAIS, L. L.; VALE, S. H. L. (orgs.). Guia de nutrição enteral ambulatorial e domiciliar. Natal: Edição do Autor, 2018. LOSER, C. H. R.; Aschl, G.; Hébuterne, X.; Mathus-Vliegen, E. M. H.; Muscaritoli, M.; Niv, Y.; Rollins, H.; Singer, P.; Skelly, R. H. ESPEN guidelines on artificial enteral nutrition: percutaneous endoscopic gastrotomy (PEG). Clinical Nutrition, n. 24, p. 848-861, 2005. MAHAN, L. K.; ESCOTT-STUMP, S.; RAYMOND, J. L. Krause: alimentos, nutrição e dietoterapia. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. MCCLAVE, S. A.; DIBAISE, J. K.; MULLIN, G. E.; MARTINDALE, R. G. Diretriz Clínica ACG: Terapia Nutricional no Paciente Adulto Hospitalizado. American Journal of Gastroenterology, v. 111, n. 3, p. 315-334, mar. 2016. WAITZBERG, D. L. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica. 4. ed. São Paulo: Atheneu, 2009. WAITZBERG, D. L. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica. 5. ed. São Paulo: Atheneu, 2017. Aula 3 AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Perguntas & Respostas: fórmulas para Nutrição Enteral. 2. ed. Brasília: Anvisa, 2019. BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução - RDC nº 63, de 6 de julho de 2000. Regulamento técnico para a terapia de nutrição enteral. Brasília: Anvisa, [2023]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2000/rdc0063_06_07_2000.html. Acesso em: 25 ago. 2023. BRASIL. Cuidados em terapia nutricional. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. CARDOSO, M. G. C. e; PRATES, S. M. S.; ANASTÁCIO, L. R. Fórmulas para nutrição enteral padrão e modificada disponíveis no Brasil: levantamento e classificação. BRASPEN Journal, v. 33, n. 4, p. 402-417, 2018. CASTRO, M. G.; RIBEIRO, P. C.; MATOS, L. B. N. de; ASSIS, H. B. A. T. de; BARRETO, P. A.; CENICCOLA, G. D.; CUNHA, H. F. R. da; GONÇALVES, R. C.; GONÇALVES, T. J. M.; LOSS, S. H.; NUNES, D. S. L. N.; ALVES, J. T. M.; TOLEDO, D. O. Diretrizes BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente Grave. 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Rio de 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&… 26/29 https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/alimentos/perguntas-e-respostas-arquivos/formulas-para-nutricao-enteral.pdf https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/alimentos/perguntas-e-respostas-arquivos/formulas-para-nutricao-enteral.pdf https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2000/rdc0063_06_07_2000.html Janeiro: Elsevier, 2013. MCCLAVE, S. A.; DIBAISE, J. K.; MULLIN, G. E.; MARTINDALE, R. G. Diretriz Clínica ACG: Terapia Nutricional no Paciente Adulto Hospitalizado. American Journal of Gastroenterology, v. 111, n. 3, p. 315-334, mar. 2016. WAITZBERG, D. L. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica. 4. ed. São Paulo: Atheneu, 2009. WAITZBERG, D. L. 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Diretriz Clínica ACG: Terapia Nutricional no 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&… 28/29 https://accamargo.org.br/sites/default/files/2020-08/Manual-Nutricao-Enteral.pdf https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2000/rdc0063_06_07_2000.html https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2020/rdc0503_27_05_2021.pdf Imagem de capa: Storyset e ShutterStock. Paciente Adulto Hospitalizado. American Journal of Gastroenterology, v. 111, n. 3, p. 315-334, mar. 2016. WAITZBERG, D. L. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica. 4. ed. São Paulo: Atheneu, 2009. WAITZBERG, D. L. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica. 5. ed. São Paulo: Atheneu, 2017. 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&… 29/29 https://storyset.com/ https://www.shutterstock.com/pt/e o acompanhamento dos pacientes que estão em TNED e que não estão vinculados a uma assistência domiciliar privada (homecare) ou pública. O suporte nutricional faz parte do cuidado essencial do paciente crítico em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Reconhece-se a necessidade de implementar de forma precoce a Terapia Nutricional, pois há benefícios tanto nutricionais quanto não nutricionais, dentre eles, a manutenção da microbiota intestinal e a redução do processo inflamatório e oxidativo, com consequente minimização da Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) (Braspen, 2018). A Terapia Nutricional é um componente fundamental para o tratamento de pacientes cirúrgicos, especialmente os mais graves, que são mais catabólicos e imunodeprimidos. As diretrizes apontam que há benefício da nutrição enteral precoce, incluindo a diminuição da resposta metabólica ao trauma, preservação da massa intestinal e diminuição da permeabilidade intestinal, reduzindo tempo de internação e a morbimortalidade (Waitzberg, 2017). Nutrição enteral II 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&at… 3/29 Dentro da Terapia Nutricional, temos as boas práticas, as quais são regulamentadas por legislação federal, que é um conjunto de medidas que devem ser seguidas e aplicadas em todo o processo de Terapia Nutricional, visando sempre garantir a qualidade sanitária dos produtos e serviços oferecidos. A EMTN é responsável por implementar essas boas práticas e assegurar que elas sejam seguidas, como também por toda e qualquer conduta referente à Terapia Nutricional, que vai desde solicitação de exames laboratoriais, avaliação e determinação das necessidades nutricionais, intervenção nutricional para que se consiga atingir a reabilitação do paciente, elaboração da prescrição, avaliação, manipulação, checagem, administração, entre outros. Cabe também à EMTN estabelecer as diretrizes técnico-administrativas, assegurar condições ideais em todas as etapas, capacitar os profissionais com educação continuada, estabelecer protocolos e controles de avaliação, indicação e prescrição nutricionais, documentar os resultados, promover auditorias periódicas, desenvolver e atualizar os procedimentos. Todos os profissionais envolvidos devem estar cientes dos benefícios e riscos da Terapia Nutricional, inclusive os pacientes devem ser bem orientados e encorajados para que tenham uma boa adesão ao tratamento. (Waitzberg, 2017; Brasil, 2000). Os indivíduos que, por algum motivo, não estão conseguindo atingir a ingestão de suas necessidades nutricionais por via oral, mas que a parte estrutural do trato gastrointestinal esteja preservada e em funcionamento parcial ou integralmente, são fortes candidatos a receberem nutrição enteral. Sua indicação pode ser realizada durante a internação hospitalar, em acompanhamento ambulatorial ou domiciliar, e deve ser realizada o mais precoce possível, visto que o impacto da desnutrição em pacientes hospitalizados é grande, como piora na cicatrização, maior tempo de hospitalização, aumento das complicações infecciosas, mortalidade e aumento nos custos de saúde (Braspen, 2018). A desnutrição hospitalar é fator de risco independente para morbidade e mortalidade. A taxa de desnutrição em pacientes hospitalizados varia entre 20% e 50% e, durante a hospitalização, a desnutrição tem uma piora progressiva, principalmente em idosos e pacientes críticos. Em 1998, o inquérito brasileiro, conhecido como IBRANUTRI, avaliou 4 mil pacientes internados na rede pública hospitalar de vários estados brasileiros, confirmando a prevalência da desnutrição em 48,1% dos pacientes. Há 20 anos, estes dados foram publicados, e o cenário permanece imutável até os dias atuais, pois, em 2016, outro estudo (com aproximadamente 30.000 pacientes) corroborou a manutenção da alta prevalência de desnutrição em pacientes hospitalizados (Braspen, 2018). Quando o paciente tem alta hospitalar, mas tem indicações de Terapia Nutricional Domiciliar, é imprescindível que ele esteja hemodinamicamente e metabolicamente estável, tolere a terapia indicada, sua residência possua um ambiente em condições adequadas para a prática da TND e tenha a presença de um cuidador que compreenda as orientações sobre a Terapia Nutricional que a equipe de EMTN fará e acompanhará através da elaboração de um protocolo de avaliação clínico-nutricional domiciliar, o qual possibilitará que estes profissionais acompanhem todo o processo (Braspen, 2018; Waitzberg, 2017). Muitos estudos e diretrizes indicam benefícios atribuídos na nutrição precoce dentro das primeiras 24 horas da internação e não mais tarde que 48 horas, desde que o paciente esteja hemodinamicamente estável, seja após trauma, cirurgias de grande porte, paciente queimado, paciente crítico, enfim, essas recomendações estão descritas em diretrizes internacionais e pelas Diretrizes Brasileiras em Terapia Nutricional (Diten) (McClave et al., 2016; Waitzberg, 2017). VIDEO RESUMO Olá, estudante! No vídeo desta aula, você identificará os protocolos assistenciais de Nutrição enteral, conhecerá a Terapia Nutricional Enteral nos ambientes hospitalar, domiciliar e ambulatorial e entenderá a importância da nutrição enteral precoce na recuperação dos pacientes. Você, como futuro profissional 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&at… 4/29 nutricionista, deve entender e conhecer sobre a Terapia Nutricional Enteral dentro destes três ambientes diferentes e a importância de inseri-la precocemente. Saiba mais Neste link, você acessará o site oficial do Hospital A. C. Camargo e poderá conhecer mais sobre a nutrição enteral. INTRODUÇÃO Nesta aula, veremos os principais conceitos de Terapia Nutricional Enteral e suas indicações e contraindicações. Trataremos sobre as vias de acesso, os tipos de sondas/equipos e os métodos de administração, assim como falaremos sobre complicações, cuidados e prevenção da contaminação em Terapia Nutricional Enteral. Esse conhecimento é de extrema relevância na atuação do nutricionista, como também é fundamental para a orientação dos pacientes quanto aos cuidados e à prevenção de contaminação e nos casos de complicações. Como futuro nutricionista, é muito importante conhecer e saber aplicar esse tipo de terapia para os futuros pacientes. Bons estudos! Aula 2 NUTRIÇÃO ENTERAL I Nesta aula, veremos os principais conceitos de Terapia Nutricional Enteral e suas indicações e contraindicações. 35 minutos 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&at… 5/29 https://accamargo.org.br/sites/default/files/2020-08/Manual-Nutricao-Enteral.pdf NUTRIÇÃO ENTERAL Inicialmente, entenderemos quais são as indicações e as contraindicações do uso da Terapia Nutricional Enteral (TNE). A TNE é entendida como um conjunto de procedimentos terapêuticos empregados para manutenção ou recuperação do estado nutricional, por meio da nutrição enteral. A nutrição enteral entra em cena quando a ingestão oral do paciente é inferior a 60% das necessidades nutricionais diárias e nos casos de desnutrição. Dessa forma, ela permite complementar para que se consiga atingir as necessidades proteico-calóricas e as necessidades mínimas diárias de vitaminas e minerais (Waitzberg, 2017). Para indicar a TNE, primeiramente, deve-se verificar a funcionalidade do trato digestivo, o qual deve estar funcionando mesmo que parcialmente. Caso ele não esteja funcionando, a TNE é contraindicada. A oferta de nutrientespor via digestiva colabora para a manutenção da microbiota intestinal, modula o sistema imunológico intestinal e está associada à menor incidência de complicações infecciosas em pacientes cirúrgicos. A TNE só deve ser instituída quando for verificada a necessidade de utilizá-la por, pelo menos, cinco a sete dias. A TNE é indicada nos casos de pacientes críticos com jejum superior a três dias (Kreymann et al., 2006). Para escolha da via de acesso que será administrada a nutrição enteral, deve-se estimar o tempo pelo qual a TNE será necessária, para então proceder à escolha da melhor via de acesso. Quando o tempo previsto para utilização da TNE é de curto prazo (menos que seis semanas), a administração da nutrição enteral é realizada via sonda nasoenteral. A sonda é de material biocompatível com poliuretano ou silicone, é macia e flexível. Para o acesso nasoenteral, a sonda é inserida pelo nariz e pode ser em posição gástrica (no estômago), conhecida como nasogástrica, ou em posição nasoduodenal ou nasojejunal (no intestino). Geralmente, esse procedimento é realizado no leito pela equipe de enfermagem. Para os casos em que a estimativa de tempo de utilização da nutrição enteral seja superior a seis semanas, ou para pacientes que possuem a contraindicação de sonda nasoenteral, o acesso é realizado via estomias, conhecidas como gastrostomias e jejunostomias, que são realizadas por meio de cirurgia, em que é inserida a sonda diretamente no estômago ou no intestino (Waitzberg, 2017; Mahan; Escott-Stump; Raymond, 2013). Existem três métodos de administração de TNE, sendo (Mahan; Escott-Stump; Raymond, 2013): • Administração da dieta via bolus é realizado com o auxílio de uma seringa de 60 ml. Essa via é mais conveniente e mais acessível financeiramente, e deve ser estimulada caso haja tolerância do paciente. • Administração da dieta por infusão intermitente pode ser administrada por gotejamento gravitacional ou bomba de infusão. O esquema alimentar consiste em fornecer de quatro a seis alimentações por dia administrados por 20 a 60 minutos. • Administração da dieta por infusão contínua exige a utilização de uma bomba. Esse método é indicado para pacientes que não toleram infusões de grandes volumes. Na TNE, podem existir complicações, como diarreias, vômitos, distensão abdominal, constipação, deslocamento da sonda ou até mesmo ser removida pelo paciente e broncoaspiração. Também, podem ocorrer complicações decorrentes de infecções através de manuseio incorreto da sonda e da dieta sem a higiene necessária (Mahan; Escott-Stump; Raymond, 2013). 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&at… 6/29 NUTRIÇÃO ENTERAL I De acordo com a RDC nº 63/2000, é de competência do médico indicar, prescrever e acompanhar os pacientes submetidos à TNE; já ao nutricionista compete realizar todas as operações inerentes à prescrição dietética, composição e preparação da NE, atendendo às recomendações das Boas Práticas de Preparação de Nutrição Enteral (Brasil, 2000). Segundo Waitzberg (2017), as principais indicações de TNE são: • Anorexia. • Câncer. • Ingestão alimentarTNE. Figura 3 | Fluxograma para administração de TNE Fonte: adaptada de Loser et al. (2005). A administração da dieta por via gravitacional é um método indicado quando a extremidade distal da sonda for em posição gástrica. Esse tipo de administração é amplamente utilizado por pacientes em TNED ou em terapia nutricional de longa duração. Para evitar complicações decorrentes de infusão rápida, é recomendado para os pacientes ou cuidadores controlarem a velocidade e a eventual entrada de ar durante a administração da dieta. É preciso se atentar quanto às características da dieta em relação à viscosidade, ao diâmetro da sonda e à capacidade de absorção do paciente para tolerar alterações no fluxo da alimentação. Esse fluxo deve ser controlado pelo paciente ou cuidador através da pinça rolete no equipo. Quando a sonda é pós- pilórica (duodeno ou jejuno), devemos redobrar a atenção, pois, caso o gotejamento seja rápido, pode ocasionar cólicas e diarreias e, com isso, temos uma diminuição na absorção dos nutrientes, trazendo prejuízos ao paciente. Infusão via bombas infusoras é ótimo para ter controle do fluxo da dieta, dessa forma, garante segurança e conforto ao paciente. É mais utilizada em ambiente hospitalar, embora o uso ambulatorial vem ganhando espaço. É um método utilizado em pacientes mais críticos, quando necessitam de maiores volumes, e está indicado para prevenir intolerâncias gastrintestinais, reduzir riscos de broncoaspiração secundário ao refluxo gástrico residual ou distúrbios do esfíncter esofágico inferior e manter o fluxo da dieta constante em sondas de pequeno calibre, otimizando o tempo da equipe de enfermagem que é responsável pela administração. Na administração via bolus, o controle do fluxo é realizado pela pressão exercida manualmente no êmbolo da seringa ou por sua elevação acima do nível gástrico. Nesse tipo de administração, é difícil manter um fluxo constante, portanto deve-se observar a adaptação do paciente à fórmula dietética, para evitar complicações em relação ao volume maior da dieta. 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&at… 9/29 As complicações da TNE podem ser complicações mecânicas, como obstrução da sonda, saída ou deslocamento acidental da sonda nasoenteral, erosões nasais, necrose de base do nariz ou septo nasal, esofagite, ulceração ou estenose esofágica, sinusite, rouquidão e otite (Waitzberg, 2017). Em relação às complicações infecciosas, a principal delas é a gastroenterite, que está relacionada à dieta contaminada, que pode ocorrer tanto no preparo, na manipulação, no transporte, no envase ou na administração. A RDC nº 63/2000 estabelece um regulamento técnico para TNE no que se refere à operacionalização, ao preparo, à aquisição de insumos, às embalagens e à nutrição enteral industrializada, com a finalidade de garantir qualidade e não contaminação do produto (Brasil, 2000). Temos as complicações metabólicas, sendo as mais comuns: anormalidades no balanço eletrolítico, sobrecarga de volume ou desidratação, alterações glicêmicas e deficiências de vitaminas e/ou minerais. Por fim, temos as complicações gastrointestinais, como: náuseas, vômitos, gastroparesias, diarreias e constipação. Medidas profiláticas e identificação precoce de pacientes em risco auxiliam a reduzir a taxa de complicações (Waitzberg, 2017). VIDEO RESUMO Olá, estudante! No vídeo desta aula, você conhecerá quais são as indicações e as contraindicações da Terapia Nutricional Enteral; as vias de acessos e os tipos de sondas; os métodos de administração, as complicações, os cuidados e a prevenção para evitar contaminação, diminuindo os riscos para o paciente. Você, como futuro profissional nutricionista, deve entender e conhecer sobre a TNE, para que o seu paciente tenha um tratamento com qualidade, eficácia e segurança. Saiba mais Neste link, você acessará o Caderno de Atenção Domiciliar Cuidados em Terapia Nutricional e poderá conhecer mais sobre a nutrição enteral. Neste link, você acessará o Manual do Paciente sobre os Tipos de Sondas e os Cuidados Respectivos do Hospital do Câncer de Barretos. Aula 3 NUTRIÇÃO ENTERAL II Nesta aula, falaremos sobre os tipos de fórmulas enterais (por composição, concentração energética e proteica, osmolaridade), as fórmulas por marcas e laboratórios e o registro na Anvisa. 23 minutos 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&… 10/29 http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/caderno_atencao_domiciliar_vol3.pdf https://www.unifafibe.com.br/saudepublica/arquivos/44_pdf_cartilha_tipos_de_sondas.pdf INTRODUÇÃO Olá, estudante! Nesta aula, falaremos sobre os tipos de fórmulas enterais (por composição, concentração energética e proteica, osmolaridade), as fórmulas por marcas e laboratórios e o registro na Anvisa. Entenderemos sobre a classificação de fórmulas enterais, a importância dos cuidados desde o preparo, o fornecimento de macro e micronutrientes, a presença de elementos específicos e a complexidade dos nutrientes. Considerando os vários tipos de dietas enterais, a seleção da fórmula mais adequada ao paciente deve ser feita pelo profissional nutricionista, pois compete a ele realizar todas as operações inerentes à prescrição dietética, à composição e ao preparo da dieta enteral. Com isso, proporcionará um tratamento adequado e de qualidade, o que será essencial na recuperação da sua saúde. Bons estudos! NUTRIÇÃO ENTERAL O uso de dietas industrializadas na alimentação enteral, tanto hospitalar quanto domiciliar, tem crescido exponencialmente, visto que são práticas no momento do preparo, são eficientes e adequadas quanto à composição de nutrientes, possuem baixo risco de contaminação e baixo custo quando comparadas à nutrição parenteral. Nos últimos 30 anos, observou-se um crescimento significativo no segmento de formulações enterais. Com os avanços tecnológicos, obtivemos formulações mais específicas e com diferentes formas de apresentação, como variação de sabor e formas de preparo e administração. As dietas enterais são classificadas de acordo com a complexidade dos nutrientes que a compõem. A seguir, constam as classificações: • Dietas Enterais Poliméricas: conhecidas também como dieta padrão, os macronutrientes se apresentam na forma íntegra (polipeptídeo), ou seja, não foram quebrados, estão intactos na sua forma natural. • Dietas Enterais Oligoméricas: apresentam os macronutrientes parcialmente hidrolisados (quebrados, oligopeptídeo), especialmente as proteínas. Essa quebra parcial torna a digestão mais facilitada e aumenta a absorção intestinal. • Dietas Enterais Elementares: apresentam os macronutrientes, em especial, a proteína, totalmente hidrolisados (aminoácidos), ou seja, os macronutrientes estão totalmente quebrados, não há presença de resíduos. Em relação à formulação, as dietas enterais podem ser classificadas em padrão ou específica. As dietas enterais do tipo padrão são dietas poliméricas, conforme explicado anteriormente. Elas são calculadas para a população saudável. Quanto às dietas específicas, ou conhecidas como dietas especializadas, a composição é modificada para atender às necessidades de pacientes com alguma doença, disfunção metabólica ou prejuízo absortivo. Por fim, temos os chamados módulos, que são dietas em que existe predominância de um nutriente específico, e este pode ser utilizado para complementar a nutrição enteral, para que se consiga chegar às necessidades estimadas para o paciente. Para indicar a dieta mais adequada, devemos verificar o posicionamento da sonda e a capacidade digestiva e absortiva do paciente, pois, quanto maisprejudicadas as funções gastrointestinais e quanto mais distalmente a sonda for posicionada, o uso de dietas oligoméricas ou elementares será melhor indicado para aproveitamento dos nutrientes. Todas as fórmulas para nutrição enteral precisam ser registradas na Anvisa antes de sua comercialização, conforme determinam a Resolução nº 23/2000, que dispõe sobre o Manual de Procedimentos Básicos para Registro e Dispensa da Obrigatoriedade de Registro de Produtos Pertinentes à Área de Alimentos, e a RDC nº 27/2010, que dispõe sobre as categorias de alimentos e embalagens isentos e com obrigatoriedade de registro sanitário. Em relação aos tipos de fórmulas enterais, temos as artesanais, que são produzidas manualmente e 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&… 11/29 preparadas à base de alimentos in natura, minimamente processados e/ou processados ou mistura desses com produtos industrializados, e as industrializadas, que são produzidas industrialmente, podendo ser apresentadas em forma de pó para reconstituição (sistema aberto). Para preparar, precisa-se de água ou outro diluente para serem reconstituídas. Temos as fórmulas líquidas semiprontas (sistema aberto), que são reconstituídas industrialmente, mas exigem manipulação prévia à administração, e temos as fórmulas líquidas prontas para uso (sistema fechado), que são envasadas e mantidas em bolsas ou frascos, necessitando apenas de serem ligadas ao equipo. As fórmulas industrializadas, por todos os seus benefícios, influenciam de forma positiva e significativa nas taxas de morbidade e mortalidade, controle e modulação de cascatas metabólicas e sistemas degenerativos. NUTRIÇÃO ENTERAL I A nutrição enteral exerce um papel de extrema relevância, pois será fundamental para prevenir ou tratar as deficiências de macronutrientes e de micronutrientes, dessa forma, colaborará na recuperação da saúde do paciente, pois fornecerá a quantidade de nutrientes compatíveis com a condição metabólica existente. A seleção da fórmula enteral deve ser realizada pelo nutricionista, e este deverá estar qualificado, para garantir a escolha da formulação ideal para cada condição de saúde. Este profissional deve se basear em diversas variáveis clínicas, como complexidade e fonte de nutrientes, densidade calórica, osmolaridade/osmolalidade, via de administração, indicação clínica, avaliação da capacidade digestiva e absortiva do estado metabólico e da estabi lidade hemodinâmica do paciente. Visto esses critérios para a seleção da fórmula enteral, temos que considerar a sua densidade energética, a presença ou não de fibra, o grau de hidrólise da proteína e do lipídeo, a distribuição energética do lipídeo e do carboidrato, além da restrição ou do acréscimo de nutrientes específicos. A densidade energética da fórmula é a quantidade de calorias fornecidas por mililitro da dieta pronta. A determinação desse valor dependerá do total de calorias que o paciente precisa receber versus o volume da dieta enteral que será administrado, de acordo com a capacidade/quantidade que o paciente tolerará. Quadro 1 | Categorização das fórmulas enterais segundo sua densidade (DD) calórica Categorização da DD calórica Valores de densidades calórica (Kcal/mL) Categorização da fórmula Muito baixa 1,5 Acentuadamente hipercalórica Fonte: Waitzberg (2017, s.p). Os nutrientes podem ser ofertados na sua forma intacta, parcialmente hidrolisados ou totalmente hidrolisados. Eles são selecionados dependendo da capacidade absortiva do paciente. São profundos influenciadores da osmolalidade da fórmula. A osmolaridade refere-se ao número de miliosmoles por litro de solução, e a osmolalidade, ao número de miliosmoles por quilo de água. Há uma tendência a se padronizar que os valores sejam expressos segundo a “osmolalidade” da fórmula. 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&… 12/29 Quadro 2 | Categorização das fórmulas enterais segundo valores de osmolalidade da solução (m0sm/kg de água) Categorização Valores de osmolalidade Hipotônica 280 - 300 Isotônica 300 - 350 Levemente hipertônica 350 - 550 Hipertônica 550 - 750 Acentuadamente hipertônica > 750 Fonte: Waitzberg (2017, s.p). O estômago tolera dietas com osmolalidade mais elevada, já porções mais distais do trato gastrintestinal respondem melhor às formulações isotônicas. Quanto ao posicionamento da sonda na posição gástrica, espera-se melhor tolerância digestiva em dietas hipertônicas, já quando a sonda tem seu posicionamento em regiões pós-pilóricas, como o duodeno ou jejuno, a melhor tolerância é em formulações isotônicas, entretanto pode-se verificar boa tolerância de dietas hiperosmolares quando administradas de maneira lenta e gradual, através da administração contínua via bomba de infusão, que proporciona uma lenta administração em dietas hiperosmolares em posição intestinal, que melhora a tolerância e permite contornar este inconveniente. Todas as fórmulas para nutrição enteral precisam ser registradas na Anvisa antes de sua comercialização. A seguir, constam alguns exemplos de fórmulas por marcas e complexidade de nutrientes. Quadro 3 | Fórmulas por marca e tipo Tipo Fabricante Marca Especificação Padrão/Polimérica Fresenius Fresubin Original Fibre Dieta enteral líquida, polimérica, nutricionalmente completa, normocalórica (1 Kcal/ml). Com adição de fibras solúveis e insolúveis, com ômega 3. Possui 38 g de proteína em 1 litro de dieta. Oligoméricas Prodiet Peptimax É uma fórmula oligomérica, indicada para distúrbios digestivos e absortivos e desmame de nutrição parenteral. Possui L-Glutamina, Proteína Hidrolisada do Soro do Leite e TCM. Elementares Danone Neocate É uma fórmula infantil destinada a necessidades específicas com restrição a lactose e é à base de aminoácidos livres. Fonte: Fonte: Waitzberg (2017, s.p). De acordo com Waitzberg (2017), existem, no mercado nacional, aproximadamente, 150 fórmulas para uso enteral, entre fórmulas padrão e especializadas, para adultos e crianças. Dentre os laboratórios que fabricam essas fórmulas enterais, temos, por exemplo, Nestlé, Danone, Fresenius e Prodiet. Essas fórmulas podem se apresentar em pó (que deverá ser reconstituído em água) ou líquida, pronta para o uso. 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&… 13/29 NUTRIÇÃO ENTERAL II Selecionar a fórmula adequada é de extrema importância e é um fator determinante para que se consiga atingir o objetivo, que é a recuperação da saúde do paciente. No mercado, temos a disponibilidade de uma grande variedade de fórmulas enterais. Este processo de seleção de dietas apropriadas para cada paciente constitui um componente de importância crucial no tratamento e suporte do paciente, visto que temos diversas condições clínicas e necessidades nutricionais a serem contempladas. A seleção da fórmula deve atender e assegurar a nutrição completa e apropriada, deve ser segura e ter menor custo. Os critérios de seleção das fórmulas enterais devem incluir: • Condição clínica do paciente. • Idade. • Gasto energético. • Necessidades específicas de nutrientes. • Condições metabólicas. • Capacidade digestiva e absortiva. • Disponibilidade do produto. • Relação custo-efetividade. • Tipo de acesso. Temos as dietas artesanais, que são preparadas à base de alimentosin natura. Estes são liquidificados, coados e administrados apenas para pacientes cujo acesso da sonda seja em posição gástrica. Esse tipo de dieta pode ser produzido fora de condições ideais de assepsia. Os alimentos sofrem degradação mais rápida e, por isso, oferece maior risco de contaminação e, consequentemente, complicações infecciosas para o paciente. Caso essa dieta seja administrada via sonda nasoenteral, necessitará de maior diluição para passar pela sonda, pois esta é de calibre de menor diâmetro, com isso pode alterar o valor nutricional da dieta. Já as dietas industrializadas são prontas, produzidas de acordo com as conformidades de boas práticas, e sua composição é quimicamente analisada. Elas são completas em relação aos nutrientes e balanceadas, e substituíram as artesanais, devido às muitas vantagens que apresentam, como: • Possuem composição definida de nutrientes. • São modificadas em proporções e qualidade, através da adição de módulos de nutrientes (proteínas, lipídeos, carboidratos) e fórmulas especializadas, atendendo às necessidades específicas. • São de fácil armazenamento, manuseio, preparação e administração. • São estéreis, com garantia de não causarem contaminação. As formulações industrializadas podem ser encontradas no mercado em diferentes apresentações, podendo ser: • Apresentação em pó: são fornecidas na forma liofilizada (pó) e necessitam apenas de serem reconstituídas ou diluídas em água. • Apresentação líquida: são classificadas em: � - Líquidas em sistema aberto: estão prontas para o uso, porém devem ser envasadas em um frasco plástico (descartável) para a administração. � - Líquidas em sistema fechado: estão prontas para o uso, sendo necessária apenas a conexão do equipo ao frasco da dieta para ser administrado (Waitzberg, 2017). O preparo da nutrição enteral industrializada no Brasil é regido pela Resolução nº 63, de 6 de julho de 2000. É importante frisar que todas as fórmulas para nutrição enteral precisam ser registradas na Anvisa antes de sua comercialização, conforme determinam a Resolução nº 23/2000 e a RDC nº 27/2010. Os regulamentos específicos que tratam das fórmulas para nutrição enteral são: • RDC nº 21, de 13 de maio de 2015: dispõe sobre o regulamento técnico de fórmulas para nutrição enteral. 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&… 14/29 Imprimir • RDC nº 22, de 13 de maio de 2015: dispõe sobre o regulamento técnico de compostos de nutrientes e de outras substâncias para fórmulas para nutrição enteral e dá outras providências. • RDC nº 160, de 6 de junho de 2017: dispõe sobre os aditivos alimentares e os coadjuvantes de tecnologia autorizados para uso em fórmulas para nutrição enteral e dá outras providências. VÍDEO RESUMO Olá, estudante! No vídeo desta aula, conheceremos os tipos de fórmulas enterais (por composição, concentração energética e proteica, osmolaridade) e as fórmulas por marcas e laboratórios. Também, falaremos sobre o registro na Anvisa. Entenderemos sobre a classificação de fórmulas enterais, a importância dos cuidados desde o preparo, o fornecimento de macro e micronutrientes, a presença de elementos específicos e a complexidade dos nutrientes. Você, como futuro profissional nutricionista, deve entender e conhecer sobre a Terapia Nutricional Enteral para que o seu paciente tenha um tratamento com qualidade, eficácia e segurança. Saiba mais Neste link, você acessará um caderno de perguntas e respostas de fórmulas para nutrição enteral da Anvisa e poderá conhecer mais sobre o assunto. Neste link, você consegue verificar se uma fórmula para nutrição enteral possui registro, através da ferramenta de consulta disponível no endereço: Neste link, você acessará o site da Fresenius e conhecerá as fórmulas enterais que eles fabricam. INTRODUÇÃO Olá, estudante! Nesta aula, falaremos sobre administração de fórmulas enterais. Veremos como é realizado o monitoramento da Terapia Nutricional Enteral e entenderemos a diferença entre nutrição enteral e nutrição oral (suplementação) e como ambas apresentam seus benefícios, suas vantagens e suas desvantagens. O nutricionista também deve estar atento aos cuidados necessários na administração da dieta enteral, como a higienização adequada da sonda e a verificação da posição correta dela. Ele também deve orientar o paciente e/ou seus cuidadores sobre como administrar a dieta, bem como monitorar a evolução do paciente e fazer os ajustes necessários na dieta ao longo do tempo. Aula 4 NUTRIÇÃO ENTERAL III Nesta aula, falaremos sobre administração de fórmulas enterais. 29 minutos 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&… 15/29 https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/alimentos/perguntas-e-respostas-arquivos/formulas-para-nutricao-enteral.pdf http://consultas.anvisa.gov.br/#/alimentos/ https://www.fresenius-kabi.com/br/produtos/nutricao-enteral-por-sonda É importante que o nutricionista conheça sobre dieta enteral para atender os pacientes que necessitam desse tipo de alimentação, pois isso garante que a dieta seja prescrita de forma adequada e segura, contribuindo para a recuperação e melhora da qualidade de vida do paciente. Bons estudos! NUTRIÇÃO ENTERAL Como vimos anteriormente, a administração de fórmulas enterais envolve a alimentação de um paciente por meio de uma dieta líquida que contém todos os nutrientes necessários para atender às suas necessidades nutricionais diárias. Essas fórmulas são usadas em pacientes que são incapazes de consumir alimentos sólidos, que têm dificuldades para mastigar e engolir ou aqueles que não estão conseguindo atingir as necessidades diárias através da ingestão oral. Existem várias formas de administração de fórmulas enterais, sendo: 1. Administração por sonda nasoenteral em posição gástrica (SNG): nesse método, uma sonda é inserida pelo nariz e conduzida até o estômago. A fórmula é, então, administrada através da sonda. 2. Administração por sonda nasoenteral em posição duodenal ou jejunal (SNE): esse método é semelhante ao SNG, mas a sonda é inserida mais profundamente e seu posicionamento se dá no intestino. 3. Administração por gastrostomia ou jejunostomia: nesse método, o tubo é inserido diretamente no estômago ou no intestino delgado através de uma pequena incisão cirúrgica. A fórmula é administrada através desse acesso. A escolha do método de administração depende das necessidades nutricionais do paciente e da sua condição médica. O médico e o nutricionista são responsáveis por avaliar qual é a melhor forma de administrar a fórmula enteral para cada paciente. Além disso, é importante monitorar o paciente para garantir que ele esteja recebendo a quantidade adequada de nutrientes e que não haja complicações decorrentes da administração da fórmula enteral. O monitoramento da dieta enteral é uma parte importante do cuidado nutricional para pacientes que recebem nutrição enteral. A nutrição enteral é um método de fornecer nutrientes diretamente ao trato gastrointestinal, geralmente através de um tubo de alimentação, para pacientes que não conseguem comer ou digerir alimentos normalmente. O monitoramento da dieta enteral envolve a avaliação regular da ingestão de nutrientes e líquidos, bem como a monitorização de possíveis complicações relacionadas à administração da dieta. Isso pode incluir a monitorização da ingestão calórica e proteica, a avaliação do balanço hídrico e a avaliação de sinais de intolerância à dieta, como náusea, vômito ou diarreia. O monitoramento também pode incluir a avaliação da posição e função do tubo de alimentação, a manutenção da higieneadequada do sistema de alimentação e a avaliação da necessidade de ajustes na formulação da dieta ou na taxa de infusão. A Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN) é responsável pelo monitoramento da dieta enteral, e tem como objetivo garantir que a dieta enteral seja administrada com segurança e eficácia, a fim de alcançar os objetivos nutricionais do paciente e prevenir complicações relacionadas à nutrição enteral. Quando falamos em suplementação, esta pode ser recomendada tanto para pacientes com dieta oral quanto para pacientes com dieta enteral. Possui o objetivo de fornecer nutrientes adicionais para suprir deficiências específicas ou melhorar o estado nutricional. Os suplementos alimentares podem conter proteínas, carboidratos, vitaminas, minerais e outros nutrientes, e podem ser encontrados em várias formas, como líquidos, pós e barras. 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&… 16/29 NUTRIÇÃO ENTERAL I A Terapia Nutricional Enteral pode ser administrada de maneira intermitente ou contínua, conforme a Figura 1. Quadro 1 - Lorem ipsum dolor sit amet Sistema de infusão Forma de administração Especificidades Fechado Contínua por bomba de infusão Não implica manipulação. Fórmula industrializada pronta para uso, cujo processo permite a validade para uso por 24h e não necessita de refrigeração. Aberto Intermitente • Gravitacional (gotejamento) • Em bolus (seringa ou funil) • Bomba de infusão • Implica manipulação. Fórmula industrializada ou artesanal ou semiartesanal, com validade para uso em 12h após envase, e deve ser mantida sob refrigeração. Para a administração, deve estar em temperatura ambiente. • Implica manipulação. Fórmula industrializada ou semiartesanal, com validade para uso em 12h após envase e que deve ser mantida sob refrigeração. Para administração, deve estar em temperatura ambiente. Fonte: Caruso e Sousa (2014, s.p.). Segundo Waitzberg (2017), após a seleção adequada e criteriosa do posicionamento gástrico da sonda nasoenteral, a preocupação quanto à dose e à velocidade de infusão passa a ter importância secundária em razão dos mecanismos de adaptação do estômago: • Administração contínua: iniciar com 20-30 mL/h e progredir o volume a cada 24 horas, conforme tolerância, considerando atingir a meta nutricional em 72 horas do início da TNE. • Administração intermitente: iniciar com 50 a 100 mL de dieta enteral a cada três a quatro horas e evoluir o volume a cada 24 horas, conforme tolerância, considerando atingir a meta calórica em 72 horas do início da TNE. Quando a sonda é pós-pilórica (duodeno ou jejuno), a atenção deve ser aumentada, pois o rápido gotejamento pode ocasionar cólicas e diarreia, com diminuição do aproveitamento nutricional e prejuízo ao paciente. A velocidade em que a dieta enteral é administrada é um aspecto de extrema relevância na nutrição enteral, que precisa ser monitorado e ajustado de acordo com as necessidades do paciente. A velocidade de administração refere-se à quantidade de fórmula enteral que é administrada ao paciente por hora, e pode variar dependendo das necessidades nutricionais do paciente, da capacidade de tolerar a dieta enteral e da condição clínica geral do paciente. A velocidade deve ser determinada pelo nutricionista ou pelo médico responsável pela prescrição da dieta enteral, levando em consideração as necessidades nutricionais e as condições clínicas do paciente, podendo variar de acordo com a idade, o tipo de dieta enteral, a patologia subjacente, a gravidade da doença e a presença de comorbidades. 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&… 17/29 O aumento da velocidade de administração da dieta enteral deve ser feito gradualmente para evitar complicações, como náuseas, vômitos, diarreia, distensão abdominal, aspiração pulmonar, entre outras. É importante monitorar a tolerância do paciente à dieta enteral e ajustar a velocidade de administração de acordo com as necessidades individuais. Nutrição enteral e nutrição oral são duas formas de fornecer nutrição ao corpo quando a ingestão alimentar normal não é possível ou é insuficiente. A principal diferença entre esses dois métodos é o local de administração da nutrição. A nutrição oral refere-se a alimentos e suplementos nutricionais que são consumidos pela boca e digeridos no trato gastrointestinal. É o método mais comum e preferido de fornecer nutrição para a maioria das pessoas, pois é mais natural e envolve a mastigação, o sabor e o prazer de comer. Conforme Waitzberg (2017), pacientes avaliados nutricionalmente em risco nutricional leve, moderado ou severo necessitam ser acompanhados rotineiramente e com plano de intervenção nutricional adequado às suas necessidades e à sua condição clínica. É consenso entre as recomendações que a Terapia Nutricional está indicada quando ocorre perda de peso significativa e não intencional, com pelo menos um dos critérios: • Perda de peso > 5% em 3 meses ou > 10% em 6 meses. • IMC abaixo de 20 kg/m² (idosos) ou ≤ 18 kg/m² (pacientes HIV) oude acordo com a patologia, sendo considerada como parte essencial do tratamento. É recomendado que seja avaliada diariamente à beira leito, tendo como um dos objetivos quantificar a aceitação alimentar. O profissional deve estar sempre atento, pois, caso não haja aceitação do paciente, deve-se pensar em alternativas, como o Suplemento Nutricional Oral (SNO), ou com a Terapia Nutricional Enteral (TNE) ou a Terapia Nutricional Parenteral (TNP), sempre evitando o déficit calórico proteico e, com isso, a evolução com prejuízos do seu estado nutricional durante trajetória hospitalar. Porém, uma dúvida frequente é qual o melhor momento para a indicação/prescrição do SNO. De forma geral, o SNO está indicado quando o paciente não consegue ingerir entre 70% e 80% das suas necessidades nutricionais, mesmo para os pacientes com ou sem risco nutricional, ou quando o paciente está com prescrição de dieta via oral de baixa caloria, devido à sua consistência, com o intuito de complementar a dieta oral e atingir a meta nutricional pré-estabelecida. Com relação à prescrição de TNE em pacientes que recebem via oral, a recomendação é que, em pacientes que internam em risco nutricional ou desnutridos, com ingestão menor que 60% das necessidades nutricionais diárias, por três dias consecutivos, a TNE está indicada em associação com a Dieta Oral Hospitalar. Independentemente da condição nutricional, para os pacientes com ingestão da dieta oral em torno de 60% das suas necessidades, a TNE em conjunto com a via oral é uma excelente alternativa para prevenir o déficit nutricional e os prejuízos na condição nutricional (BRASPEN, 2022). VIDEO RESUMO Olá, estudante! No vídeo desta aula, você aprenderá sobre a administração de fórmulas enterais, o monitoramento da Terapia Nutricional Enteral e a diferença entre nutrição enteral e nutrição oral (suplementação) e como ambas apresentam seus benefícios, suas vantagens e suas desvantagens. Você, como futuro profissional nutricionista, deve entender e conhecer sobre a TNE para que o seu paciente tenha um tratamento com qualidade, eficácia e segurança. Saiba mais Neste link, você acessará a nova resolução proposta pelo Ministério da Saúde (ela revoga a RDC nº 63, de 6 de julho de 2000), a qual define os requisitos mínimos para a Terapia Nutricional Enteral (TNE), aplicados a empresas públicas ou privadas e unidades hospitalares. Neste link, você terá acesso ao guideline da BRASPEN: Dieta oral no ambiente hospitalar: posicionamento da BRASPEN. Aula 5 REVISÃO DA UNIDADE 39 minutos 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&… 19/29 https://nutritotal.com.br/pro/wp-content/uploads/2021/06/RDC-503_270521.pdf https://www.braspen.org/_files/ugd/cbac6c_c13f08ab27df42fea0ece85b44651a8f.pdf TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL E PARENTERAL A Terapia Nutricional Enteral é um componente importante do cuidado nutricional e é utilizada quando a alimentação oral não é possível, inadequada ou insuficiente para atender às necessidades nutricionais de um indivíduo. Consiste na administração de nutrientes diretamente no trato gastrointestinal, através de sondas nasoenterais, gastrostomias ou jejunostomias. Para determinar o tipo de acesso e o posicionamento da sonda, é importante avaliar o tempo estimado que o paciente fará uso da terapia enteral: se for inferior a seis semanas, devemos considerar a sonda nasoenteral; se for superior a seis semanas, considerar o uso de estomias para nutrição. Figura 1 | Tipos de sonda Fonte: A. C. Camargo Cancer Center (2023, p. 3). Figura 2 | Tipos de sonda Fonte: A. C. Camargo Cancer Center (2023, p. 4). 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&… 20/29 O objetivo da Terapia Nutricional Enteral é fornecer os nutrientes necessários para manter ou melhorar o estado nutricional do paciente, promover a cicatrização de feridas, evitar a desnutrição e melhorar a resposta imunológica. Segundo Waitzberg (2017), as principais indicações de TNE são: • Anorexia. • Câncer. • Ingestão alimentarem Terapia Nutricional Enteral, a fim de entender como ela contribui para a prevenção ou recuperação do estado nutricional nos casos em que o nosso paciente não pode ou não deve se alimentar por via oral ou em que o paciente que não consegue suprir as suas demandas energéticas e proteicas diárias pela alimentação via oral. ESTUDO DE CASO Olá, estudante! Vamos colocar o nosso aprendizado em prática? Imagine que você é o nutricionista da Equipe Multidisciplinar em Terapia Nutricional (EMTN) do Hospital Referência de sua cidade. No seu plantão foi admitido: Paciente: M.C.S. Sexo: Feminino. Idade: 49 anos. Estatura: 1,68 m. Peso: 69 kg. IMC: 24,45 kg/m². A paciente passou por um procedimento cirúrgico extenso na região de cabeça e pescoço, possui o trato gastrointestinal funcionante e se encontra hemodinamicamente estável. Você, como nutricionista da EMTN, deve sempre estar atento aos pacientes que, por algum motivo, não estão conseguindo atingir a ingestão de suas necessidades nutricionais diárias ou estão impossibilitados de utilizar a via oral, mas que tenham o trato gastrointestinal preservado e em funcionamento parcial ou integralmente. Esses pacientes são fortes candidatos a receberem nutrição enteral, e sua indicação pode ser realizada durante a internação hospitalar, em acompanhamento ambulatorial ou domiciliar. Ela deve ser realizada o mais precoce possível, visto que o impacto da desnutrição em pacientes hospitalizados é grande, que vai desde a piora na cicatrização, maior tempo de hospitalização, aumento das complicações infecciosas, mortalidade e aumento nos custos de saúde. No caso da paciente M.C.S, após a avaliação da EMTN, da qual você faz parte, foi definido que a indicação é de uso de Terapia Nutricional Enteral para alimentação exclusiva, com indicação de utilizar esta via pelo período de seis semanas, o qual será necessário para recuperação pós-cirurgia. Como vimos nessa unidade, a Terapia Nutricional Enteral é muito importante nos casos em que o paciente 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&… 22/29 não consegue ou não pode utilizar a via oral para se alimentar, em casos em que o paciente não atinge a ingestão de, no mínimo, 60% das necessidades diárias e na condição de desnutrição. A Terapia Nutricional Enteral está associada à diminuição dos riscos de complicações e do tempo de internação, evita perda de massa magra, entre outras condições. Tem como objetivo principal a manutenção e/ou recuperação do estado nutricional do indivíduo. Você, como nutricionista, qual seria a sua conduta para essa paciente? Qual seria a via de acesso e o posicionamento da sonda para nutrição enteral? Em relação à prescrição da fórmula enteral, qual seria o tipo da fórmula prescrita? Qual a melhor técnica de infusão enteral para esta paciente? Reflita Refletiremos sobre o caso clínico apresentado. Com todo o conhecimento adquirido nesta unidade de ensino sobre Terapia Nutricional Enteral e analisando o caso clínico da paciente M.C.S, que realizou uma cirurgia extensa de cabeça e pescoço, a Equipe Multidisciplinar em Terapia Nutricional (EMTN) avaliou e decidiu que a Terapia Nutricional Enteral será a via exclusiva de alimentação pelo período de seis semanas. A paciente se encontra hemodinamicamente estável e possui o trato gastrointestinal funcionando. Você, como nutricionista integrante da EMTN, qual seria a sua conduta de prescrição da TNE para essa paciente? Qual seria a via de acesso e o posicionamento da sonda para nutrição enteral? Em relação à prescrição da fórmula enteral, qual seria o tipo da fórmula prescrita? Pensando nas técnicas de infusão existentes (em bolus, gravitacional, bomba de infusão) e na administração dessa fórmula (intermitente ou contínua), qual a melhor técnica de infusão em administração enteral para esta paciente? RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO Como nutricionista da Equipe Multidisciplinar em Terapia Nutricional (EMTN), a conduta para a paciente M.C.S, que passou por um procedimento cirúrgico extenso na região de cabeça e pescoço, seria iniciar a Terapia Nutricional Enteral para garantir a adequada ingestão de nutrientes durante o período de recuperação pós- cirúrgica. Considerando que o trato gastrointestinal está funcionando, a via de acesso escolhida foi a sonda nasoenteral em posição gástrica, devido ao tempo de utilização desta via ser de até seis semanas. Caso fosse um período maior que seis semanas, a indicação seria de uma estomia e em posição gástrica, pois a paciente possui o estômago funcionante, sendo esta via a mais fisiológica. A sonda nasoenteral é introduzida através do nariz, no caso da paciente M.C.S, até a posição gástrica, permitindo a administração da fórmula enteral. Em relação à prescrição da fórmula enteral, o tipo de fórmula escolhida deve ser adequado às necessidades diárias e de acordo com a patologia ou condição do paciente. A paciente M.C.S. está impossibilitada de utilizar a via oral devido à realização de uma cirurgia, ela não possui nenhuma patologia e o seu trato gastrointestinal está em perfeito funcionamento. As dietas enterais do tipo padrão são dietas poliméricas, as quais são calculadas para população saudável, possui os macronutrientes na forma íntegra (polipeptídeo), ou seja, não foram quebrados, estão intactos na sua forma natural. As fórmulas enterais poliméricas padrão contêm uma combinação equilibrada de carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas e minerais, fornecendo os nutrientes necessários para a manutenção e recuperação do estado nutricional. Essas fórmulas são indicadas para pacientes com trato gastrointestinal preservado e sem necessidades nutricionais específicas adicionais. Essa fórmula é a mais indicada para a paciente M.C.S. 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&… 23/29 Em relação à técnica de infusão enteral, para essa paciente, poderia ser administrada por via bolus ou por infusão intermitente, pois, como ela possui o sistema gastrointestinal funcionando, tolera todas as técnicas de infusão, sendo: ♦ Administração da dieta via bolus: é realizada com o auxílio de uma seringa de 60 ml. Essa via é mais conveniente e mais acessível financeiramente, e deve ser estimulada caso haja tolerância do paciente. • Administração da dieta por infusão intermitente: pode ser administrada por gotejamento gravitacional ou bomba de infusão. O esquema alimentar consiste em fornecer de quatro a seis alimentações por dia administrados por 20 a 60 minutos. É importante ressaltar que a prescrição da Terapia Nutricional Enteral, incluindo a via de acesso, o tipo de fórmula e a técnica de infusão, deve ser realizada de forma individualizada, levando em consideração as necessidades específicas de cada paciente, sua condição clínica e suas preferências alimentares. RESUMO VISUAL TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL g pç g anorexia nervosa, câncer de boca, cirurgia do esôfago, deglutição comprometida de causa muscular/neurológica. q g 30/09/2026, 21:59 wlldd_232_u2_ter_nut_ent_par https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=mona_joy%40hotmail.com&usuarioNome=MONIQUE+APARECIDA+DE+SOUZA+PEREIRA&disciplinaDescricao=&atividadeId=5143436&… 24/29 Elementares: apresentam os macronutrientes, em especial, a proteína, totalmente hidrolisados (aminoácidos), e não há presença de resíduos. Aula 1 BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução n° 63, de 6 de julho de 2000. Aprova o Regulamento Técnico para fixar os requisitos mínimos exigidos para a Terapia de Nutrição Enteral. Brasília: Anvisa, [2023]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2000/rdc0063_06_07_2000.html.