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UNIPLAN CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL BACHARELADO EM ENFERMAGEM ANDREINA MACHADO RODRIGUES URGÊNCIA E EMERGÊNCIA AVALIAÇÃO INICIAL SEGURANÇA E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ALTAMIRA - PA 2026 ANDREINA MACHADO RODRIGUES URGÊNCIA E EMERGÊNCIA AVALIAÇÃO INICIAL SEGURANÇA E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Trabalho acadêmico apresentado ao curso de Bacharelado em Enfermagem do Centro Universitário Planalto do Distrito Federal como requisito parcial de avaliação, sob orientação da enfermeira docente Joelma Santos de Oliveira Souza. ALTAMIRA - PA 2026 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 1 2 OBJETIVOS 2 2.1 Objetivo geral 2 2.2 Objetivos específicos 2 3 DESENVOLVIMENTO 3 3.1 Conceitos e Rede de Atenção às Urgências 3 3.2 Acolhimento triagem e classificação de risco 3 3.3 Segurança da cena e avaliação primária ABCDE 4 3.4 Via aérea e emergências respiratórias 5 3.5 Circulação hemorragia e choque 6 3.6 Alteração neurológica convulsão e hipoglicemia 7 3.7 Dor torácica e síndrome coronariana aguda 8 3.8 Acidente vascular cerebral 9 3.9 Atendimento inicial ao trauma 10 3.10 Anafilaxia intoxicações e emergências ambientais 11 3.11 Queimaduras e acidentes com animais peçonhentos 12 3.12 Emergências pediátricas e obstétricas 13 3.13 Parada cardiorrespiratória e suporte básico de vida 14 3.14 Processo de Enfermagem comunicação e transporte 15 4 METODOLOGIA 16 5 CONCLUSÃO 17 6 REFERÊNCIAS 18 1 INTRODUÇÃO Urgência e emergência correspondem a situações agudas que exigem avaliação e intervenção em tempo oportuno. Na emergência existe risco imediato ou potencial de morte, perda de função ou deterioração rápida; a urgência também requer cuidado breve, embora a ameaça possa ser menos imediata. Em ambos os casos, a prioridade é definida pela gravidade e não pela ordem de chegada. O atendimento começa antes do diagnóstico definitivo. Segurança da cena, reconhecimento de ameaças, avaliação ABCDE, monitoramento, intervenções essenciais e reavaliação formam uma abordagem sistemática. O objetivo é tratar primeiro aquilo que pode matar rapidamente e organizar a investigação sem interromper medidas de estabilização. No Sistema Único de Saúde, a Rede de Atenção às Urgências articula Atenção Primária, SAMU 192, salas de estabilização, Unidades de Pronto Atendimento, hospitais e atenção domiciliar. A regulação direciona o recurso e o destino mais adequados. A comunicação entre os pontos reduz atrasos e repetições desnecessárias. A enfermagem atua no acolhimento, classificação de risco, suporte básico e avançado conforme competência, administração de terapias, monitoramento, segurança, registros e transferência do cuidado. Este trabalho apresenta os principais fundamentos, situações clínicas e intervenções relacionadas à urgência e emergência. 2 OBJETIVOS 2.1 Objetivo geral Analisar a assistência em urgência e emergência, destacando avaliação inicial, classificação de risco, condições tempo-dependentes, segurança e atuação da enfermagem na rede do SUS. 2.2 Objetivos específicos Diferenciar urgência e emergência e descrever a rede assistencial. Explicar acolhimento, triagem e classificação de risco. Aplicar a abordagem ABCDE à pessoa agudamente enferma ou traumatizada. Reconhecer ameaças à via aérea, ventilação e circulação. Apresentar cuidados iniciais no choque e nas alterações neurológicas. Abordar síndrome coronariana aguda e acidente vascular cerebral. Descrever princípios do atendimento inicial ao trauma. Discutir anafilaxia, intoxicações, queimaduras e emergências ambientais. Apresentar suporte básico de vida na parada cardiorrespiratória. Organizar o Processo de Enfermagem, comunicação e transporte seguro. 3 DESENVOLVIMENTO 3.1 Conceitos e Rede de Atenção às Urgências A atenção de urgência busca resposta rápida, contínua e resolutiva, desde o local do evento até o serviço definitivo. A Rede de Atenção às Urgências coordena promoção, Atenção Básica, SAMU 192, UPA 24h, hospitais e cuidado domiciliar. Cada ponto possui função específica, mas todos compartilham responsabilidade pela continuidade. O SAMU 192 funciona 24 horas, recebe chamadas pela Central de Regulação e envia o recurso conforme necessidade. Informações objetivas sobre localização, número de vítimas, riscos e estado clínico ajudam a definir orientação e equipe. O solicitante deve seguir instruções e manter a linha disponível. 3.2 Acolhimento triagem e classificação de risco A classificação de risco identifica quem precisa de atendimento imediato, muito urgente, urgente ou menos urgente. Utiliza queixa, sinais vitais, mecanismo, dor, idade, comorbidades e aparência geral. Não é diagnóstico nem instrumento para negar cuidado; exige reavaliação, pois o paciente pode piorar enquanto espera. Sinais de risco incluem via aérea ameaçada, esforço respiratório, choque, alteração súbita da consciência, convulsão, déficit neurológico, dor torácica sugestiva, hemorragia importante e trauma grave. A enfermagem documenta horário, discriminadores, prioridade e mudanças clínicas. 3.3 Segurança da cena e avaliação primária ABCDE No ambiente pré-hospitalar, a segurança da cena precede o contato: trânsito, eletricidade, fogo, violência, substâncias e risco biológico devem ser avaliados. O profissional utiliza proteção adequada, aciona recursos e evita tornar-se vítima. Em múltiplas vítimas, triagem e comando organizam recursos limitados. Etapa Avaliação e ações imediatas A Via aérea Permeabilidade, proteção cervical e retirada de obstrução visível B Respiração Frequência, expansão, sons, saturação e suporte ventilatório C Circulação Pulso, perfusão, pressão, hemorragia e acesso quando indicado D Neurológico Consciência, pupilas, déficit, convulsão e glicemia E Exposição Exame completo, temperatura, lesões e prevenção de hipotermia O ABCDE é realizado rapidamente e repetido após cada intervenção ou mudança. Uma ameaça identificada é tratada antes de prosseguir. Enquanto um membro avalia, outros podem monitorar, obter acesso, preparar material e coletar histórico, desde que exista coordenação clara. Após estabilização inicia-se avaliação secundária com história SAMPLE: sinais e sintomas, alergias, medicamentos, passado médico e gestação, última alimentação e eventos relacionados. O exame da cabeça aos pés e os exames complementares não substituem reavaliação contínua. 3.4 Via aérea e emergências respiratórias A via aérea pode ser ameaçada por secreção, sangue, vômito, corpo estranho, edema, trauma ou rebaixamento de consciência. Incapacidade de falar, estridor, roncos, voz alterada, agitação e movimentos paradoxais exigem intervenção. A proteção cervical é mantida quando houver mecanismo compatível. Problema Conduta inicial Obstrução por secreção Posicionar e aspirar quando indicado Corpo estranho Aplicar manobras conforme idade e responsividade Apneia ou ventilação ineficaz Ventilar com bolsa-válvula-máscara e oxigênio Broncoespasmo Broncodilatador e oxigênio conforme protocolo Edema de via aérea Acionar suporte avançado e preparar via definitiva Na respiração observam-se frequência, esforço, simetria, ausculta e saturação. Asma grave, edema pulmonar, pneumotórax, embolia e pneumonia podem causar insuficiência. Saturação normal não exclui ventilação inadequada, e oximetria não mede dióxido de carbono. Oxigênio é titulado à meta definida, considerando condição clínica. A enfermagem verifica dispositivo, fluxo, resposta e risco de incêndio. Exaustão, tórax silencioso, cianose, confusão ou queda progressiva da saturação indicam necessidade de suporte ventilatório e avaliação imediata. 3.5 Circulação hemorragia e choque Choque é falha na perfusão tecidual e pode ser hipovolêmico, distributivo, cardiogênico ou obstrutivo. Taquicardia, pele fria, enchimento capilar lento, alteração mental, oligúria e hipotensão sugerem comprometimento, porém a pressão pode permanecer normal nas fases iniciais. Tipo Causas frequentes Atenção inicial Hipovolêmico Hemorragia ou perda de fluidos Controlar perda e reposiçãoconforme protocolo Distributivo Sepse ou anafilaxia Tratar causa, vasopressor e fluidos conforme indicação Cardiogênico Infarto ou falência cardíaca Evitar sobrecarga e apoiar função cardíaca Obstrutivo Pneumotórax ou embolia Reconhecer e tratar a obstrução rapidamente Hemorragia externa é controlada com pressão direta e curativo compressivo. Torniquete é reservado a sangramento grave de extremidade não controlado, com dispositivo adequado e horário registrado. Objetos empalados não devem ser retirados; são estabilizados para transporte. A equipe monitora perfusão, pressão, pulso, consciência, temperatura, diurese e resposta. Acesso vascular, exames, aquecimento e reposição seguem protocolo e causa. Fluidos sem reavaliação podem agravar edema pulmonar; por isso, cada intervenção é acompanhada de nova avaliação. 3.6 Alteração neurológica convulsão e hipoglicemia Alteração aguda da consciência pode resultar de hipóxia, hipoglicemia, intoxicação, trauma, infecção, AVC, convulsão ou distúrbio metabólico. Avalia-se resposta, orientação, pupilas, déficit focal, glicemia e sinais vitais. A via aérea deve ser protegida enquanto a causa é investigada. Situação Cuidados imediatos Hipoglicemia Confirmar glicemia e corrigir conforme consciência e protocolo Convulsão Proteger contra trauma, cronometrar e manter via aérea Pós crise Posicionar, oxigenar se indicado e investigar causa Meningismo ou febre Adotar precauções e avaliar infecção grave Rebaixamento progressivo Acionar suporte avançado e preparar via aérea Durante convulsão não se introduzem objetos na boca nem se contém a pessoa à força. Afasta-se risco, protege-se a cabeça e observa-se duração e características. Crise prolongada, repetida sem recuperação, primeira crise, gestação, trauma ou hipoxemia exige resposta urgente. Na hipoglicemia, a via de correção depende da capacidade de engolir e do acesso disponível. Após normalização, investiga-se medicamento, jejum, infecção ou outras causas e repete-se a glicemia. A melhora de um valor não encerra o monitoramento se persistir alteração neurológica. 3.7 Dor torácica e síndrome coronariana aguda Dor torácica pode decorrer de síndrome coronariana, dissecção de aorta, embolia, pneumotórax, causas digestivas ou musculoesqueléticas. Pressão, aperto ou queimação com irradiação, sudorese, náusea e falta de ar elevam a suspeita, mas idosos, mulheres e pessoas com diabetes podem apresentar sintomas atípicos. Ação Finalidade ABCDE e sinais vitais Identificar instabilidade e necessidade de suporte Eletrocardiograma precoce Reconhecer isquemia e direcionar reperfusão Acesso e exames Permitir tratamento e dosagem de marcadores História de início Definir tempo e contraindicações Monitorização Detectar arritmia e deterioração A aspirina e outros medicamentos são administrados somente após avaliação de alergia, sangramento, pressão e diagnóstico provável, conforme protocolo. Oxigênio não é rotina quando a oxigenação está adequada. Nitratos podem ser contraindicados em hipotensão, uso recente de determinados fármacos ou situações específicas. Tempo é músculo: suspeita de infarto com elevação do segmento ST exige ativação imediata do fluxo de reperfusão. A enfermagem registra início dos sintomas, horários do eletrocardiograma, medicações e resposta. Dor persistente, choque ou arritmia requerem suporte avançado. 3.8 Acidente vascular cerebral O acidente vascular cerebral produz déficit neurológico súbito por isquemia ou hemorragia. Assimetria facial, fraqueza de braço, alteração da fala, perda visual, desequilíbrio e cefaleia intensa devem ser reconhecidos. O horário em que a pessoa foi vista bem pela última vez é essencial para terapias tempo-dependentes. Prioridade Conduta Reconhecimento Aplicar escala de triagem e identificar início ABCDE Tratar hipóxia, choque e ameaça à via aérea Glicemia Excluir hipoglicemia como imitadora Imagem Encaminhar rapidamente para tomografia Transporte Preferir serviço com capacidade de tratamento Não se oferece alimento, líquido ou medicamento oral antes da avaliação da deglutição. A pressão arterial não deve ser reduzida indiscriminadamente, pois metas dependem do tipo de AVC e do tratamento. Anticoagulantes e trombolíticos exigem critérios rigorosos. A enfermagem monitora consciência, pupilas, força, fala, glicemia, temperatura e pressão; mantém cabeça posicionada conforme condição e previne aspiração. A comunicação prévia ao hospital reduz atrasos. Após a fase aguda, prevenção de complicações e reabilitação começam precocemente. 3.9 Atendimento inicial ao trauma No trauma, o mecanismo orienta suspeitas, mas a prioridade permanece o ABCDE. Hemorragia maciça pode ser controlada imediatamente antes da via aérea. Colisão, queda, atropelamento, ferimento penetrante e explosão têm padrões distintos. A ausência de lesão externa não exclui dano interno grave. Região Sinais de alerta Cabeça Rebaixamento, vômitos, pupilas diferentes e déficit focal Tórax Dispneia, assimetria, dor e instabilidade Abdome e pelve Dor, rigidez, choque e instabilidade pélvica Coluna Déficit, dor central e mecanismo de risco Extremidades Hemorragia, deformidade, perfusão e síndrome compartimental Restrição de movimento da coluna é seletiva e baseada em risco e achados, evitando movimentação desnecessária. A exposição permite localizar lesões, mas deve ser acompanhada de prevenção da hipotermia, que piora coagulação. Feridas abertas são cobertas e fraturas imobilizadas com avaliação neurovascular antes e depois. No trauma de gestante, prioriza-se estabilizar a mãe e considerar deslocamento uterino em gestação avançada. Crianças podem manter pressão até descompensação tardia. Idosos e anticoagulados têm maior risco mesmo após mecanismo aparentemente leve. Transporte rápido não significa transporte sem estabilização mínima. 3.10 Anafilaxia intoxicações e emergências ambientais Anafilaxia é reação sistêmica grave de início rápido, com comprometimento respiratório ou circulatório, frequentemente associado a manifestações cutâneas ou gastrointestinais. Adrenalina intramuscular é tratamento de primeira linha conforme protocolo; anti-histamínicos não substituem a adrenalina. Condição Prioridade Anafilaxia Adrenalina, via aérea, oxigênio e monitoramento Intoxicação Segurança, identificação do agente e suporte ABCDE Afogamento Retirada segura, ventilação e prevenção de hipotermia Hipertermia Resfriamento rápido e suporte Hipotermia Manuseio cuidadoso, aquecimento e monitoramento Na intoxicação, não se provoca vômito nem se administra substância caseira. Embalagem, quantidade, horário e via ajudam o centro de informação toxicológica. Descontaminação depende do agente e da segurança. A equipe usa proteção para evitar exposição secundária. No afogamento, a prioridade é ventilação e oxigenação, sem atrasar ressuscitação por manobras para retirar água do pulmão. Em emergência térmica, temperatura, consciência, coagulação e função orgânica são monitoradas. Crianças, idosos e trabalhadores expostos apresentam riscos específicos. 3.11 Queimaduras e acidentes com animais peçonhentos Queimaduras podem ser térmicas, químicas, elétricas ou por radiação. A avaliação considera profundidade, extensão, localização, idade e lesão inalatória. Face queimada, fuligem, rouquidão, estridor ou exposição em ambiente fechado sugerem risco de edema de via aérea. Conduta Orientação Interromper o agente Garantir segurança antes do contato Resfriar Usar água corrente em queimaduras térmicas recentes, sem gelo Cobrir Aplicar cobertura limpa e seca Retirar adornos Antes do edema, sem remover material aderido Encaminhar Considerar extensão, local, causa e condições associadas Queimadura química exige remoção segura do agente e irrigação prolongada quando indicada. Lesão elétrica pode causar arritmia e dano profundo apesar de pouca alteração cutânea. Fórmulas de reposição são guias e exigem ajuste por resposta, diuresee protocolo. Em acidentes com serpentes, aranhas ou escorpiões, mantém-se a pessoa em repouso, remove-se adornos e busca-se atendimento. Não se faz torniquete, corte, sucção ou aplicação de substâncias. Identificação segura do animal pode ajudar, mas não se deve capturá-lo com risco. O soro é específico e administrado em serviço preparado. 3.12 Emergências pediátricas e obstétricas Crianças podem deteriorar rapidamente por obstrução de via aérea, insuficiência respiratória, desidratação ou sepse. Parâmetros variam por idade e o tamanho de equipamentos deve ser adequado. Aparência, trabalho respiratório e perfusão oferecem avaliação inicial útil, seguida do ABCDE. Pediatria Sinais preocupantes Respiração Gemência, tiragens, apneia, cianose e exaustão Perfusão Extremidades frias, enchimento lento e alteração de consciência Hidratação Pouca urina, olhos fundos e incapacidade de beber Neurológico Convulsão, irritabilidade intensa ou sonolência Proteção Lesões incompatíveis com história exigem abordagem segura Nas emergências obstétricas, sangramento, dor intensa, convulsão, cefaleia com alteração visual, falta de ar e diminuição de movimentos fetais exigem avaliação. Na eclâmpsia, protegem-se via aérea e paciente, evita-se contenção forçada e segue-se protocolo com magnésio e controle pressórico. No parto iminente, oferece-se ambiente seguro, apoio e material limpo, sem puxar o bebê ou a placenta. Após o nascimento, aquecimento, secagem e avaliação da respiração são imediatos. Hemorragia pós-parto requer reconhecimento rápido, massagem uterina e terapias conforme protocolo, com transferência regulada. 3.13 Parada cardiorrespiratória e suporte básico de vida A parada cardiorrespiratória é reconhecida por ausência de responsividade e respiração normal; gasping não é respiração eficaz. O profissional aciona ajuda, solicita desfibrilador e inicia compressões de alta qualidade. A cadeia de sobrevivência integra reconhecimento, ressuscitação, desfibrilação, suporte avançado e cuidados pós-parada. Elemento Princípio Compressões Centro do tórax, ritmo e profundidade conforme diretriz, com retorno completo Interrupções Minimizar pausas e trocar compressor quando possível Ventilação Evitar excesso e assegurar elevação do tórax DEA Ligar, posicionar pás e seguir comandos com segurança Reavaliação Seguir ciclos e protocolo até retorno ou decisão da equipe O desfibrilador externo automático analisa o ritmo e orienta choque quando indicado. Ninguém toca a vítima durante análise ou choque. Após a descarga, retomam-se compressões imediatamente. Em equipe, funções são distribuídas, comandos confirmados e qualidade monitorada. As diretrizes de 2025 atualizam ressuscitação e devem orientar treinamentos certificados. Este trabalho não substitui capacitação prática. Após retorno da circulação, a equipe mantém oxigenação, ventilação, pressão, temperatura, glicemia e investigação da causa, além de apoio à família e registro cronológico. 3.14 Processo de Enfermagem comunicação e transporte O Processo de Enfermagem em urgência é dinâmico. Avaliação e intervenções ocorrem simultaneamente, com prioridades definidas por risco. Necessidades podem envolver via aérea, ventilação, perfusão, dor, consciência, temperatura, integridade, ansiedade e segurança. Metas são imediatas e reavaliadas após cada conduta. Etapa Aplicação Avaliação ABCDE, sinais, mecanismo, histórico e riscos Diagnóstico Problemas prioritários reais ou potenciais Planejamento Metas, intervenções, monitoramento e destino Implementação Suporte, medicamentos, procedimentos e comunicação Evolução Resposta, tendência, eventos e transferência A comunicação estruturada apresenta identificação, situação, antecedentes, avaliação e recomendação. Na passagem, informam-se horários, alergias, medicamentos, acessos, dispositivos, exames, pendências e resposta. Registros devem ser exatos, cronológicos e não atrasar intervenções salvadoras. O transporte exige equipe, equipamento, oxigênio, medicações, rota e destino compatíveis com o risco. Antes da saída, estabilizam-se ameaças possíveis e confirmam-se conexões e documentação. Durante o deslocamento, o paciente é monitorado e qualquer mudança é comunicada à regulação ou unidade receptora. 4 METODOLOGIA Trata-se de revisão narrativa, descritiva e educativa sobre urgência, emergência e assistência de enfermagem. A busca priorizou protocolos do Ministério da Saúde e do SAMU 192, documentos da Rede de Atenção às Urgências, materiais da Organização Mundial da Saúde e diretrizes de ressuscitação da American Heart Association. Foram utilizados os descritores “urgência”, “emergência”, “ABCDE”, “classificação de risco”, “suporte básico de vida”, “trauma”, “choque”, “AVC”, “síndrome coronariana” e “enfermagem”. Incluíram-se fontes relacionadas à avaliação, estabilização, transporte e organização do SUS. Foram excluídos conteúdos publicitários, textos sem autoria identificável, duplicações e materiais sem relação direta com o objetivo. As informações foram agrupadas em rede, triagem, avaliação primária, emergências clínicas, trauma, ressuscitação e Processo de Enfermagem. A síntese adotou citações no sistema autor-data e referências acadêmicas. Como foram empregados documentos públicos, sem participantes ou dados pessoais, não houve submissão a comitê de ética. Procedimentos devem seguir protocolos locais, competências profissionais e treinamento prático. 5 CONCLUSÃO A assistência em urgência e emergência depende de reconhecimento rápido, prioridade pela gravidade e intervenção sistematizada. Segurança da cena, classificação de risco e abordagem ABCDE reduzem atrasos e ajudam a tratar primeiro ameaças à vida, mesmo antes do diagnóstico definitivo. Condições tempo-dependentes como parada cardiorrespiratória, infarto, AVC, choque, anafilaxia e trauma grave exigem fluxos definidos. A qualidade depende de treinamento, equipamentos, comunicação e integração entre SAMU, UPA, hospitais e demais pontos da Rede de Atenção às Urgências. A enfermagem atua desde o acolhimento até a transferência, executando avaliação, monitoramento, terapias, registros e educação. Reavaliação após cada intervenção é indispensável, pois a condição pode mudar rapidamente. Protocolos orientam, mas não substituem julgamento clínico e competência. Conclui-se que o cuidado seguro combina ciência, organização e trabalho em equipe. O Processo de Enfermagem permite documentar prioridades e respostas, enquanto a comunicação estruturada preserva continuidade. A preparação permanente é fundamental para reduzir danos e salvar vidas. 6 REFERÊNCIAS AMERICAN HEART ASSOCIATION. 2025 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care. Circulation, Dallas, 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo SAMU 192: suporte básico de vida. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo SAMU 192: suporte avançado de vida. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024. BRASIL. Ministério da Saúde. Rede de Atenção às Urgências e Emergências. Brasília, DF, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/samu-192/rau. Acesso em: 22 set. 2026. BRASIL. Ministério da Saúde. SAMU 192. Brasília, DF, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/samu-192. Acesso em: 22 set. 2026. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução Cofen nº 736, de 17 de janeiro de 2024. Dispõe sobre a implementação do Processo de Enfermagem. Brasília, DF, 2024. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Basic emergency care: approach to the acutely ill and injured. Geneva: WHO; ICRC, 2018. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Interagency Integrated Triage Tool. Geneva: WHO, 2025. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Emergency care toolkit. Geneva: WHO, 2026. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Prehospital emergency care: pocket reference. Geneva: WHO, 2025.