Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

UNIPLAN
CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL
BACHARELADO EM ENFERMAGEM
ANDREINA MACHADO RODRIGUES
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE ONCOLÓGICO
AVALIAÇÃO CLÍNICA, TRATAMENTO, SEGURANÇA E CUIDADO INTEGRAL
ALTAMIRA - PA
2026
ANDREINA MACHADO RODRIGUES
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE ONCOLÓGICO
AVALIAÇÃO CLÍNICA, TRATAMENTO, SEGURANÇA E CUIDADO INTEGRAL
Trabalho acadêmico apresentado ao curso de Bacharelado em Enfermagem do Centro Universitário Planalto do Distrito Federal como requisito parcial de avaliação da disciplina, sob orientação da enfermeira docente Joelma Santos de Oliveira Souza.
ALTAMIRA - PA
2026
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO....................................................................	1
2 OBJETIVOS.....................................................................	2
2.1 Objetivo geral..............................................................	2
2.2 Objetivos específicos.......................................................	2
3 DESENVOLVIMENTO...............................................................	3
3.1 Câncer e cuidado oncológico.................................................	3
3.2 Avaliação clínica e acolhimento.............................................	3
3.3 Diagnóstico, estadiamento e plano terapêutico...............................	4
3.4 Assistência na quimioterapia................................................	5
3.5 Segurança no uso de antineoplásicos.........................................	6
3.6 Assistência na radioterapia.................................................	6
3.7 Assistência no período perioperatório.......................................	7
3.8 Dor oncológica e controle de sintomas.......................................	8
3.9 Alterações hematológicas e risco de infecção................................	9
3.10 Nutrição, mucosite, náuseas e eliminações..................................	9
3.11 Emergências oncológicas....................................................	10
3.12 Aspectos psicossociais e comunicação.......................................	10
3.13 Cuidados paliativos e fim de vida..........................................	11
3.14 Processo de Enfermagem e rede de atenção...................................	11
4 METODOLOGIA...................................................................	12
5 CONCLUSÃO.....................................................................	13
6 REFERÊNCIAS...................................................................	14
1 INTRODUÇÃO
O câncer compreende um amplo grupo de doenças caracterizadas pelo crescimento desordenado de células, com possibilidade de invasão de tecidos e disseminação para outros órgãos. A trajetória do paciente pode envolver investigação diagnóstica, cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapias-alvo, imunoterapia, transplante de células-tronco hematopoéticas e cuidados paliativos, de forma isolada ou combinada.
A assistência de enfermagem ao paciente oncológico exige avaliação contínua, domínio técnico, comunicação terapêutica e atenção às necessidades físicas, emocionais, sociais e espirituais. O enfermeiro participa do acolhimento, identifica riscos, administra terapias prescritas, monitora efeitos adversos, orienta o autocuidado e articula o acompanhamento com a equipe multiprofissional.
O tratamento pode provocar fadiga, náuseas, vômitos, mucosite, alterações cutâneas, dor, mielossupressão, perda de peso, alterações de eliminações e maior vulnerabilidade a infecções. A gravidade varia conforme o tipo de neoplasia, estágio, modalidade terapêutica, comorbidades e resposta individual. Por isso, a observação de tendências clínicas e a educação sobre sinais de alerta são essenciais.
O cuidado oncológico também envolve prevenção de eventos adversos, segurança no manuseio de medicamentos antineoplásicos, proteção de acessos venosos, prevenção de quedas e lesões, controle de sintomas e apoio à tomada de decisões. Cuidados paliativos podem ser integrados precocemente, em conjunto com tratamentos modificadores da doença, visando qualidade de vida.
Este trabalho aborda a assistência de enfermagem ao paciente oncológico com foco em avaliação clínica, modalidades terapêuticas, manejo de sintomas, emergências, cuidados paliativos e Processo de Enfermagem, seguindo a estrutura acadêmica do modelo fornecido.
2 OBJETIVOS
2.1 Objetivo geral
Analisar a assistência de enfermagem ao paciente oncológico, destacando avaliação clínica, segurança terapêutica, prevenção de complicações, manejo de sintomas, educação em saúde e cuidado integral.
2.2 Objetivos específicos
• Contextualizar o câncer e as principais modalidades de tratamento.
• Descrever a avaliação clínica e o acolhimento do paciente oncológico.
• Apresentar cuidados de enfermagem na quimioterapia e radioterapia.
• Discutir segurança no manuseio de antineoplásicos e acessos venosos.
• Abordar cuidados perioperatórios em cirurgia oncológica.
• Identificar efeitos adversos e estratégias de controle de sintomas.
• Reconhecer alterações hematológicas e sinais de infecção.
• Descrever emergências oncológicas que exigem resposta rápida.
• Destacar comunicação, apoio psicossocial e educação do paciente e família.
• Relacionar cuidados paliativos, fim de vida e controle da dor.
• Organizar a assistência por meio do Processo de Enfermagem e da rede do SUS.
3 DESENVOLVIMENTO
3.1 Câncer e cuidado oncológico
O câncer pode surgir em diferentes tecidos e apresentar comportamento biológico variável. A confirmação diagnóstica costuma envolver avaliação clínica, exames de imagem, exames laboratoriais e análise anatomopatológica. A definição do tratamento considera tipo tumoral, localização, extensão da doença, características moleculares, condição funcional e preferências do paciente.
O cuidado de enfermagem acompanha todas as etapas. Na prevenção e detecção precoce, inclui educação em saúde e orientação para acesso oportuno. Durante o tratamento, concentra-se em segurança, monitoramento e manejo de efeitos adversos. Na reabilitação, busca preservar funcionalidade e autonomia. Em doença avançada, intensifica o controle de sintomas e o suporte ao paciente e à família.
3.2 Avaliação clínica e acolhimento
A avaliação inicial investiga diagnóstico, estágio, tratamentos prévios, comorbidades, alergias, medicamentos em uso, dor, febre, fadiga, ingestão alimentar, hidratação, eliminações, sono, mobilidade, pele, mucosas e estado emocional. Peso, sinais vitais e capacidade funcional ajudam a reconhecer mudanças ao longo do tratamento.
O acolhimento deve permitir que o paciente expresse dúvidas, medos e expectativas. Informações sobre procedimentos precisam ser claras e compatíveis com o nível de compreensão. A presença de familiar ou cuidador pode ser estimulada quando desejada pelo paciente, respeitando privacidade, autonomia e confidencialidade.
	Achado
	Atenção de enfermagem
	Febre
	Avaliar imediatamente, especialmente durante mielossupressão.
	Dor nova/intensa
	Caracterizar, mensurar e comunicar piora.
	Dispneia
	Avaliar esforço, saturação e sinais de emergência.
	Sangramento
	Observar local, intensidade e sinais hemodinâmicos.
	Confusão
	Investigar causas metabólicas, infecciosas e medicamentosas.
3.3 Diagnóstico, estadiamento e plano terapêutico
O diagnóstico definitivo de muitas neoplasias depende de biópsia e exame anatomopatológico. Exames de imagem e laboratoriais auxiliam na avaliação da extensão da doença e no planejamento terapêutico. A enfermagem prepara o paciente para procedimentos, confere identificação, jejum quando indicado, alergias, exames prévios e condições de segurança.
O estadiamento descreve a extensão do câncer e contribui para definir prognóstico e tratamento. O paciente pode receber cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia, terapia-alvo, imunoterapia ou transplante, em diferentes sequências. A enfermagem precisa compreender o objetivo do tratamento — curativo, adjuvante, neoadjuvante, de controle ou paliativo — para orientar adequadamente.
Antes decada ciclo ou procedimento, a equipe avalia condição clínica, exames laboratoriais, toxicidades anteriores e capacidade de prosseguir com a terapêutica. Alterações relevantes devem ser comunicadas antes da administração. A checagem do plano evita erros de paciente, medicamento, dose, via e tempo.
A educação deve explicar possíveis efeitos adversos e sinais que exigem contato imediato. O paciente precisa saber como acessar o serviço fora do horário habitual, especialmente em caso de febre, sangramento, dispneia, dor não controlada, vômitos persistentes, diarreia intensa, redução importante da ingestão ou alteração do nível de consciência.
	Modalidade
	Finalidade/cuidados
	Cirurgia
	Remoção tumoral; preparo e recuperação perioperatória.
	Quimioterapia
	Ação sistêmica; monitorar toxicidades e acesso venoso.
	Radioterapia
	Ação localizada; cuidados com pele e região irradiada.
	Terapia-alvo/imunoterapia
	Tratamentos específicos; observar eventos adversos próprios.
	Cuidados paliativos
	Alívio do sofrimento e qualidade de vida em qualquer fase indicada.
3.4 Assistência na quimioterapia
A quimioterapia utiliza medicamentos antineoplásicos capazes de interferir no crescimento e na divisão celular. Pode ser administrada por via intravenosa, oral, subcutânea, intramuscular, intratecal ou outras vias específicas. A enfermagem verifica prescrição, identificação, protocolo, dose, via, tempo de infusão, exames, alergias e condições do acesso antes de iniciar.
Durante a infusão, o paciente deve ser observado quanto a dor, ardor, edema, eritema, dispneia, prurido, calafrios, alterações hemodinâmicas e outros sinais de reação. Suspeita de extravasamento exige interrupção imediata da infusão e aplicação do protocolo institucional, pois alguns agentes podem causar lesão tecidual importante.
Náuseas, vômitos, fadiga, alopecia, mucosite, alterações gastrointestinais e mielossupressão estão entre efeitos frequentes de diferentes esquemas. A intensidade e o momento de aparecimento variam. A enfermagem orienta hidratação, alimentação fracionada, higiene oral, prevenção de lesões e uso correto das medicações prescritas.
Na quimioterapia oral, a adesão e o armazenamento correto são essenciais. O paciente deve compreender horários, cuidados no manuseio, o que fazer em caso de esquecimento ou vômito e quais medicamentos ou produtos devem ser discutidos com a equipe antes do uso.
	Situação
	Conduta de enfermagem
	Reação infusional
	Interromper/pausar conforme protocolo, avaliar e acionar equipe.
	Extravasamento
	Suspender infusão, manter acesso conforme protocolo e tratar local.
	Náuseas/vômitos
	Avaliar intensidade, hidratação e resposta aos antieméticos.
	Mucosite
	Higiene oral, avaliação de lesões e suporte à alimentação.
	Febre
	Considerar urgência em paciente neutropênico.
3.5 Segurança no uso de antineoplásicos
Medicamentos antineoplásicos exigem processos padronizados de recebimento, preparo, transporte, administração e descarte. A equipe utiliza equipamentos de proteção e segue normas de biossegurança para reduzir exposição ocupacional. Derramamentos e acidentes devem possuir fluxo institucional definido.
A administração segura depende de dupla checagem dos elementos críticos da prescrição e da identificação inequívoca do paciente. Acesso venoso deve ser avaliado quanto a permeabilidade, dor, sinais inflamatórios e risco de extravasamento. Cateteres centrais requerem técnica asséptica, curativo adequado e vigilância para infecção, trombose e obstrução.
3.6 Assistência na radioterapia
A radioterapia utiliza radiação ionizante direcionada ao tumor ou à região de interesse. Os efeitos adversos dependem da área irradiada, dose total, fracionamento e tratamentos associados. A consulta de enfermagem orienta autocuidado, avalia toxicidades e reforça a importância de não interromper sessões sem avaliação da equipe.
Reações cutâneas podem incluir eritema, ressecamento, prurido e descamação. A pele deve ser observada regularmente e os produtos usados na região precisam seguir orientação do serviço. O paciente deve evitar trauma, fricção, exposição solar e substâncias irritantes sobre a área tratada.
Radioterapia de cabeça e pescoço pode causar mucosite, xerostomia e dificuldade alimentar; tratamento de tórax pode provocar sintomas esofágicos; região pélvica pode cursar com alterações urinárias e intestinais. A enfermagem monitora hidratação, nutrição, dor, pele e mucosas, comunicando toxicidades relevantes.
3.7 Assistência no período perioperatório
A cirurgia oncológica pode ter finalidade diagnóstica, curativa, redutora de massa tumoral, reconstrutiva ou paliativa. No pré-operatório, a enfermagem confirma identificação, procedimento, exames, jejum, alergias, medicamentos, preparo de pele quando indicado e compreensão das orientações. Medos e dúvidas devem ser acolhidos.
No pós-operatório, monitoram-se sinais vitais, dor, nível de consciência, sangramento, drenos, ferida operatória, perfusão, função respiratória, diurese e retorno das funções gastrointestinais. Mobilização precoce, exercícios respiratórios, prevenção de tromboembolismo e controle da dor favorecem recuperação.
Procedimentos oncológicos podem resultar em estomias, mastectomia, linfadenectomia, amputações ou alterações funcionais e de imagem corporal. A educação deve iniciar antes da alta, com demonstração prática dos cuidados e participação progressiva do paciente.
Em pacientes com estomia, avaliam-se coloração e viabilidade do estoma, pele periestomal, débito e adaptação do dispositivo. Após procedimentos com risco de linfedema, a equipe orienta medidas preventivas e reconhecimento de edema, peso, tensão, dor ou alterações cutâneas.
	Foco pós-operatório
	Observação
	Dor
	Escala, localização, resposta à analgesia.
	Ferida/drenos
	Sangramento, secreção, volume e sinais de infecção.
	Respiração
	Expansão, tosse, saturação e mobilização.
	Mobilidade
	Risco de queda, trombose e perda funcional.
	Autocuidado
	Treino para ferida, estomia ou dispositivos.
3.8 Dor oncológica e controle de sintomas
A dor oncológica pode resultar do tumor, de metástases, de procedimentos ou do próprio tratamento. A avaliação deve registrar localização, intensidade, qualidade, duração, fatores de melhora e piora, impacto no sono e nas atividades, além da resposta às intervenções anteriores.
Escalas numéricas, visuais ou comportamentais ajudam a acompanhar tendências. O tratamento pode combinar analgésicos, adjuvantes e medidas não farmacológicas. A enfermagem administra medicamentos conforme prescrição, observa sedação, náusea, constipação, alterações respiratórias e eficácia do esquema.
Fadiga é frequente e pode relacionar-se à doença, anemia, tratamento, distúrbios do sono, dor e sofrimento emocional. O cuidado inclui planejamento de atividades, conservação de energia, sono adequado, mobilidade compatível e investigação de causas tratáveis.
Dispneia requer avaliação de saturação, frequência, esforço respiratório, posição e fatores desencadeantes. Medidas de conforto, posicionamento e tratamento da causa são priorizados. Ansiedade pode agravar a percepção de falta de ar e deve ser acolhida sem atribuir sintomas físicos exclusivamente ao componente emocional.
Prurido, edema, soluços, insônia e alterações neurológicas também podem comprometer a qualidade de vida. O objetivo é reconhecer o sintoma, mensurá-lo, intervir e reavaliar, evitando que o paciente permaneça em sofrimento por falta de comunicação ou registro.
	Sintoma
	Avaliação essencial
	Dor
	Intensidade, local, tipo, impacto e resposta.
	Fadiga
	Função, sono, anemia, nutrição e tratamento.
	Dispneia
	Esforço, saturação, ausculta e causa provável.
	Ansiedade
	Gatilhos, segurança, comunicação e suporte.
	Constipação
	Frequência, dieta, hidratação e opioides.
3.9 Alterações hematológicas e risco de infecção
A mielossupressão pode reduzir neutrófilos, hemoglobina e plaquetas. Neutropenia aumenta o risco de infecção; anemia pode causar fadiga, palidez, dispneia e intolerância ao esforço; trombocitopeniaaumenta o risco de sangramento. Resultados laboratoriais devem ser correlacionados com sinais clínicos.
Febre durante neutropenia é uma emergência clínica. O paciente deve ser orientado a medir temperatura e procurar atendimento conforme critérios fornecidos pelo serviço, sem aguardar piora. Higiene das mãos, cuidados com pele e mucosas e prevenção de exposições infecciosas são importantes.
3.10 Nutrição, mucosite, náuseas e eliminações
Perda de apetite, alteração do paladar, mucosite, xerostomia, náuseas, vômitos, diarreia e constipação podem comprometer ingestão e hidratação. A enfermagem monitora peso, aceitação alimentar, balanço hídrico, dor ao engolir e sinais de desidratação, solicitando apoio nutricional quando necessário.
Na mucosite, a cavidade oral deve ser inspecionada e mantida limpa com técnicas não traumáticas. Lesões dolorosas podem reduzir alimentação e aumentar risco de infecção. Produtos irritantes, álcool e tabaco devem ser evitados.
Náuseas e vômitos precisam ser avaliados quanto à relação com o tratamento, frequência e impacto na ingestão. Antieméticos prescritos devem ser utilizados corretamente. Diarreia persistente pode provocar desidratação e distúrbios eletrolíticos; constipação pode ser agravada por opioides, baixa ingestão e imobilidade.
	Alteração
	Sinais de alerta
	Neutropenia
	Febre, calafrios, deterioração clínica.
	Trombocitopenia
	Petéquias, sangramento, hematomas extensos.
	Anemia
	Dispneia, taquicardia, fadiga incapacitante.
	Diarreia/vômitos
	Desidratação, oligúria, tontura, incapacidade de ingerir líquidos.
3.11 Emergências oncológicas
Emergências oncológicas podem decorrer da progressão tumoral ou do tratamento. Síndrome de lise tumoral, compressão medular, síndrome da veia cava superior, hipercalcemia, neutropenia febril, hemorragia, anafilaxia e extravasamento de vesicantes exigem reconhecimento rápido e protocolos específicos.
Na compressão medular, dor vertebral nova, fraqueza, alterações sensitivas e perda do controle vesical ou intestinal são sinais de alerta. Na síndrome da veia cava superior, edema de face e pescoço, dispneia e circulação venosa superficial podem ocorrer. Alterações neurológicas agudas ou convulsões também demandam avaliação imediata.
A enfermagem prioriza avaliação de via aérea, respiração, circulação, consciência, sinais vitais, acesso venoso e comunicação rápida com a equipe. Horário de início dos sintomas, intervenções e resposta clínica devem ser registrados.
3.12 Aspectos psicossociais e comunicação
O diagnóstico de câncer pode provocar medo, incerteza, alterações na imagem corporal, mudanças familiares, dificuldades financeiras e sofrimento emocional. A enfermagem deve reconhecer sinais de ansiedade, depressão, isolamento, sofrimento intenso e sobrecarga do cuidador, encaminhando para apoio multiprofissional quando indicado.
A comunicação deve ser verdadeira, gradual e sensível. O profissional verifica o que o paciente já sabe, o que deseja saber e quem gostaria de envolver nas conversas. Decisões compartilhadas respeitam autonomia e valores, sem abandonar o paciente diante de prognóstico desfavorável.
3.13 Cuidados paliativos e fim de vida
Cuidados paliativos são cuidados ativos e integrais destinados a prevenir e aliviar sofrimento em pessoas com doenças graves. Na oncologia, podem ser associados precocemente ao tratamento modificador da doença, com atenção a sintomas físicos, necessidades psicológicas, sociais e espirituais.
A enfermagem participa do controle de dor, dispneia, náuseas, constipação, secreções, ansiedade, delirium e lesões de pele, além de apoiar família e cuidadores. O foco é conforto, dignidade e coerência entre as intervenções e os objetivos de cuidado definidos com o paciente.
No fim de vida, procedimentos sem benefício devem ser revistos pela equipe conforme decisões clínicas e éticas. Cuidados de higiene, posicionamento, umidificação de mucosas, alívio de dor, privacidade e presença familiar podem assumir prioridade. A comunicação sobre mudanças clínicas deve ser clara e compassiva.
3.14 Processo de Enfermagem e rede de atenção
O Processo de Enfermagem organiza avaliação, diagnóstico, planejamento, implementação e evolução. Em oncologia, os dados incluem sintomas, funcionalidade, nutrição, pele, mucosas, acessos, eliminações, exames, tratamento, compreensão, apoio familiar e necessidades emocionais.
Diagnósticos e necessidades podem envolver dor, fadiga, risco de infecção, integridade da pele, nutrição, náusea, ansiedade, risco de sangramento, conhecimento e autocuidado. As intervenções são individualizadas e reavaliadas conforme resposta.
A rede de atenção deve articular Atenção Primária, serviços habilitados em oncologia, urgência, reabilitação, atenção domiciliar e cuidados paliativos. A alta precisa conter orientações, medicamentos, sinais de alerta e retorno definido.
4 METODOLOGIA
Trata-se de revisão narrativa, descritiva e educativa sobre assistência de enfermagem ao paciente oncológico. A estrutura foi organizada de acordo com o modelo acadêmico fornecido, mantendo capa, folha de rosto, sumário, introdução, objetivos, desenvolvimento, metodologia, conclusão e referências.
Foram priorizados documentos institucionais do Instituto Nacional de Câncer, Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde e Conselho Federal de Enfermagem, além de conteúdos técnicos relacionados ao tratamento oncológico e à segurança assistencial. A revisão contemplou quimioterapia, radioterapia, cirurgia, controle de sintomas, emergências, cuidados paliativos e Processo de Enfermagem.
Os descritores utilizados para organização temática foram “assistência de enfermagem”, “oncologia”, “câncer”, “quimioterapia”, “radioterapia”, “dor oncológica”, “emergências oncológicas”, “cuidados paliativos” e “Processo de Enfermagem”. Foram excluídos materiais publicitários e conteúdos sem relação direta com o objetivo do trabalho.
A síntese foi estruturada por necessidades assistenciais e modalidades terapêuticas, destacando avaliação, prevenção de complicações, segurança, educação e continuidade do cuidado. O conteúdo possui finalidade acadêmica e não substitui protocolos institucionais, prescrições ou avaliação individual do paciente.
Por utilizar fontes públicas e não envolver participantes, dados pessoais ou intervenção, o trabalho não demandou submissão a comitê de ética. As recomendações clínicas apresentadas devem ser interpretadas conforme protocolos atualizados e atribuições profissionais.
5 CONCLUSÃO
A assistência de enfermagem ao paciente oncológico é complexa e acompanha todo o percurso do cuidado, desde a investigação e o diagnóstico até o tratamento, reabilitação, seguimento e cuidados paliativos. A atuação qualificada depende de avaliação sistemática, comunicação, segurança e capacidade de reconhecer alterações precoces.
Quimioterapia, radioterapia e cirurgia apresentam riscos e efeitos adversos específicos. A enfermagem possui papel essencial na checagem das terapias, vigilância de acessos, prevenção de infecções, manejo de sintomas, educação para o autocuidado e orientação sobre sinais de alerta. Febre em neutropenia, sangramento, dispneia, alterações neurológicas e dor intensa requerem resposta rápida.
O controle da dor, náuseas, fadiga, mucosite, alterações nutricionais e sofrimento emocional deve ser integrado ao plano terapêutico. Cuidados paliativos não se restringem aos últimos dias de vida e podem contribuir para qualidade de vida e apoio à família ao longo da doença avançada.
Conclui-se que o Processo de Enfermagem fortalece a individualização e a continuidade do cuidado, permitindo registrar necessidades, definir resultados, implementar intervenções e avaliar respostas. A articulação entre serviços do SUS e equipe multiprofissional é indispensável para uma assistência segura, humanizada e centrada no paciente.
6 REFERÊNCIAS
BRASIL. Instituto Nacional de Câncer. Tratamento do câncer. Rio de Janeiro: INCA, 2022.
BRASIL. Instituto Nacional de Câncer. Quimioterapia: perguntas frequentes. Rio de Janeiro:INCA, 2022.
BRASIL. Instituto Nacional de Câncer. Radioterapia. Rio de Janeiro: INCA, 2023.
BRASIL. Instituto Nacional de Câncer. Cuidados paliativos. Rio de Janeiro: INCA, 2023.
BRASIL. Instituto Nacional de Câncer. Assistência de Enfermagem em Quimioterapia. Rio de Janeiro: INCA, atualização 2024.
BRASIL. Instituto Nacional de Câncer. Assistência de Enfermagem em Cuidados Paliativos em Oncologia. Rio de Janeiro: INCA, atualização 2025.
CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução COFEN nº 736, de 17 de janeiro de 2024. Dispõe sobre a implementação do Processo de Enfermagem em todo contexto socioambiental onde ocorre o cuidado de enfermagem. Brasília, DF: COFEN, 2024.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Cancer. Geneva: WHO, 2026.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Palliative care. Geneva: WHO.
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional para a Prevenção e Controle do Câncer no âmbito do Sistema Único de Saúde. Brasília, DF: Ministério da Saúde.
1

Mais conteúdos dessa disciplina