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LOGÍSTICA EMPRESARIAL

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Professor Me. Antônio Carlos Lázaro Sanches 
LOGÍSTICA 
EMPRESARIAL
2023 by Editora Edufatecie. Copyright do Texto C 2023. Os autores. Copyright C Edição 2023 Editora Edufatecie.
O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade exclusiva
dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permitido o download da 
obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem a possibilidade de alterá-la 
de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais.
 FICHA CATALOGRÁFICA
 
 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP
 S211L Sanches, Antonio Carlos Lázaro
 Logística Empresarial / Antonio Carlos Lázaro Sanches.
 Paranavaí: EduFatecie, 2025.
 97 p.
 1. Logística empresarial. 2. Canais de distribuição. I. Centro
 Universitário UniFatecie. II. Núcleo de Educação a Distância.
 III. Título.
 CDD: 23. ed. 658.78
 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577
As imagens utilizadas neste material didático 
são oriundas do banco de imagens 
Shutterstock .
 REITORIA Prof. Me. Gilmar de Oliveira
 DIREÇÃO ADMINISTRATIVA Prof. Me. Renato Valença 
 DIREÇÃO DE ENSINO PRESENCIAL Prof. Me. Daniel de Lima
 DIREÇÃO DE ENSINO EAD Profa. Dra. Giani Andrea Linde Colauto 
 DIREÇÃO FINANCEIRA Eduardo Luiz Campano Santini
 DIREÇÃO FINANCEIRA EAD Guilherme Esquivel
 DIREÇÃO DE INOVAÇÃO Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal
 DIREÇÃO DE PLANEJAMENTO E PROCESSOS Prof. Me. Arthur Rosisnski
 NÚCLEO DE APOIO PSICOLÓGICO E PSICOPEDAGÓGICO Bruna Tavares Fernandes
 BIBLIOTECÁRIA Tatiane Viturino Oliveira
 PESQUISADOR INSTITUCIONAL Tiago Pereira da Silva
 COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO (CONPEx) – MODALIDADE PRESENCIAL Profa. Ma. Luciana Moraes
 COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO (CONPEx) – MODALIDADE EaD Prof. Me. Bruno Eckert Bertuol
 COORDENAÇÃO DO DEPTO. DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS Luiz Fernando Freitas
 REVISÃO ORTOGRÁFICA E NORMATIVA Beatriz Longen Rohling 
 Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante
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 Jéssica Eugênio Azevedo
 Louise Ribeiro 
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 Vinicius Rovedo Bratfisch
 PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Bruna de Lima Ramos
 Carlos Firmino de Oliveira
 Lucas Patrick Rodrigues Ferreira Estevão 
 Vitor Amaral Poltronieri
 ESTÚDIO, PRODUÇÃO E EDIÇÃO André Oliveira Vaz 
 DE VÍDEO Felipe Souza Oliveira
 Leandro Tenório
 Maria Beatriz Paula da Silva
 Thassiane da Silva Jacinto
3
AUTOR
• Mestre em Desenvolvimento de Tecnologia (Institutos LACTEC/UFPR-Paraná).
• Bacharel em Ciências Contábeis (UEM).
• Especialista em MBA Executivo (UEM).
• Docente do curso de Administração, Gestão Comercial, Gestão da Produção 
Industrial e Logística (UNIFCV).
• Professor de pós-graduação no Centro Universitário Cidade Verde (UNIFCV).
Longa experiência profissional na área administrativa em empresas da região de 
Maringá-PR, atuando no setor da indústria de confecção, atualmente na função de gerente 
de compras. 
Professor Me. Antônio Carlos Lázaro Sanches 
4
APRESENTAÇÃO
Seja muito bem-vindo (a)!
Prezado (a) aluno (a), que bom que você se interessou pelo assunto desta disciplina, 
será o começo de uma jornada de conhecimento e experiências novas, que trarão um 
novo jeito de ver o mundo e as coisas que acontecem e como acontecem. Vamos falar de 
Logística Empresarial, esse novo conceito que muda a forma das empresas atuarem diante 
de um cenário tão competitivo. Proponho, com você, desvendar esses mistérios de como os 
produtos chegam e ficam à disposição dos consumidores, para atender suas necessidades 
e seus desejos, sendo que este é o maior interesse de todo o processo logístico.
Na unidade I, começaremos a nossa viagem pela história da logística, que esteve 
sempre presente no desenvolvimento da humanidade, passaremos pelo conceito atual 
da logística e sua importância na atualidade. Esse conceito e o entendimento de toda a 
evolução da logística ajudarão a formar uma visão sistêmica, permitindo assim entender 
que o gerenciamento integrado de toda a Cadeia Logística trará às empresas um diferencial 
competitivo no mundo globalizado.
Na unidade II vamos ampliar nossos conhecimentos entendo que a integração da 
Cadeia Logística se dá pelo direcionamento de todos os esforços do ponto de origem até 
o ponto de destino, integrando assim as três áreas da Logística: Suprimentos, Interna e 
Distribuição, essa última, tendo por finalidade administrar os canais de distribuição que 
farão com que o produto chegue até os pontos de vendas para atender o cliente.
Na unidade III trataremos de um assunto importantíssimo para a questão ambiental, 
a Logística Reversa, ou o canal de retorno do produto com defeito, ou que não agradou ao 
cliente. Esse produto não pode ser descartado em qualquer lugar, então há a necessidade 
de se criar uma forma de retorno seguro. Falaremos aqui também da importância dos 
sistemas de informações, fundamentais para suprir os administradores nas tomadas de 
decisões logísticas.
E na unidade IV vamos apreender como avaliar todo o processo logístico através 
do desempenho apresentado ao longo da Cadeia Logística e qual a metodologia mais 
adequada a ser usada para essa avaliação.
Aproveito para reforçar o convite para juntos percorrermos esta jornada de 
conhecimento e multiplicar os conhecimentos sobre tantos assuntos abordados em nosso 
material. Esperamos contribuir para seu crescimento pessoal e profissional.
Muito obrigado e bom estudo!
5
SUMÁRIO
Cadeia Logística e Avaliação de Desempenho 
Logística Reversa e Sistemas de Informação
Logística e Canal de Distribuição
Introdução à Logística
Professor Me. Antonio Carlos Lázaro Sanches
INTRODUÇÃO À 
LOGÍSTICA1UNIDADEUNIDADE
PLANO DE ESTUDO
7
• Origem da Logística
• Evolução ao longo da história
• Conceito e importância
• Supply Chain Management
Objetivos da Aprendizagem
• Conhecer a origem da Logística
• Compreender como a Logística evoluiu ao longo da história
• Conceituar a Logística e verificar sua importância no mundo moderno
• Entender o que é o supply Chain Management
INTRODUÇÃO À LOGÍSTICAUNIDADE 1
8
INTRODUÇÃO
Caro (a) aluno (a), estamos prestes a conhecer a Logística Empresarial, algo 
extraordinário que será capaz de nos fazer entender o que realmente é responsável pelo 
produto certo, no lugar certo e na hora certa. Além deste entendimento, teremos a partir 
deste conhecimento uma nova visão sobre os fatos na ótica de movimentação, nos dando 
condições de analisar, entender e melhorar o processo em termos de agilidade e custos.
Abordaremos a origem da logística atribuída a atividades militares como forma de 
organização de movimentação de tropas, suprimentos, medicamentos e estratégias de 
guerra para surpreender e ter vantagem sobre o inimigo. Porém, se atribuímos a sua origem 
somente à atividade militar, como explicar a construção de grandes monumentos históricosDE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
vestuário, livros e eletrodomésticos. Esse canal proporciona um controle maior do fabricante 
sobre seus produtos. Por um lado, existem vantagens como esforço de vendas concentrado, 
eliminação da concorrência entre fabricante e varejista, propaganda e promoção do 
produto, muito mais acessíveis ao consumidor. Por outro lado, existem desvantagens como 
responsabilidade pela distribuição física dos produtos, manutenção de estoques e possíveis 
dificuldades no processamento dos pedidos.
Fabricante\Atacadista\Varejista\Consumidor Final – Este Canal Indireto é ideal 
para o fabricante que deseja uma grande quantidade de consumidores dispostos em uma 
grande área geográfica. Este canal tem a grande vantagem de forçar os atacadistas e 
varejistas a trabalharem juntos visando proporcionar, da melhor forma possível, a satisfação 
do cliente.
Fabricante\Agente\Atacadista\Varejista\Consumidor Final – Este Canal Indireto 
é considerado o canal mais longo na cadeia de distribuição. A principal diferença para o 
canal anterior consiste no fato de que, nesta alternativa, é função do agente intermediar a 
negociação junto ao atacadista.
Na figura 13 fica bem claro o conceito de canal direto e indireto.
Ainda segundo Semenenik e Bamossy (2009, apud Oliveira, 2012), temos ainda 
quatro modalidades de distribuição:
Distribuição Extensiva – Modalidade na qual o fabricante procura distribuir seus 
produtos pelo maior número de pontos de vendas do mercado. Distribuição Exclusiva 
– Neste caso, o fabricante concede exclusividade para um intermediário distribuir seus 
produtos em uma determinada região. Distribuição Seletiva – O fabricante escolhe 
um determinado número de intermediários, aos quais estabelece a exclusividade de um 
território, com determinação de cotas de vendas.
51
Serviço em logística é aquilo que agrega valor ao produto, porém, somente agrega valor se o produto estiver 
disponível ao usuário na hora e lugar onde é demandado. Essa relação “utilidade de tempo e lugar” que faz com 
que o cliente perceba o nível de serviço ofertado, porém, quanto mais serviços são ofertados ao consumidor, 
maiores serão os custos, então encontrar o equilíbrio é o grande desafio (Lambert; Stock; Vantine, 1998).
SAIBA
MAIS
Analisando nossa matriz de transportes de cargas com de outros países de mesmo
porte territorial, podemos ver que os investimentos aqui foram na modalidade rodoviária ao passo que 
nos outros países os investimentos maiores foram na malha
ferroviária, será que isso justifica os autos custo de transportes que apresentamos?
Fonte: www.antf.org.br/informacoes-gerais/
REFLITA
LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
Distribuição Intensiva – Esta modalidade complementa a distribuição extensiva e 
seletiva, uma vez que, quando necessário, frente a uma campanha promocional, concentra 
esforços e capital em dados momentos e em certos canais de distribuição.
Destacamos aqui a importância dos canais de distribuição para o sucesso da 
empresa, que mediante um processo de Benchmarking, deve buscar sistematicamente 
mensurar e comparar suas atividades, desempenhos, produtos e serviços com os padrões 
de empresas líderes no mercado e com seus concorrentes, fazendo com que seu foco seja 
a eficiência de atendimentos de seus clientes.
52
Caro (a) aluno (a), aqui encerramos a segunda unidade, como já avançamos no 
entendimento da Cadeia Logística, partindo que esse termo surge de uma total integração 
conhecida como Logística Integrada, cuja finalidade é garantir o fluxo contínuo na cadeia 
de suprimentos, na busca de uma melhor eficiência a Logística Integrada se divide em três 
áreas de atuação: Logística de Suprimentos, Logística Interna e Logística de Distribuição. 
Com a formação da Cadeia Logística surgem alianças e parcerias, permitindo trocas e 
compartilhamento de informações, que possibilitam planejamento e execução de processos 
com maior rapidez e segurança, trazendo benefícios como redução de custos, maior 
velocidade de atendimento dos pedidos, e oferta de níveis de serviços mais adequados às 
necessidades do cliente.
Na administração da distribuição física, que gere todo o fluxo de pedido dos clientes, 
encontramos a maioria de custos logísticos, e apreendemos que o transporte é o grande 
vilão em termos de custo. E que a escolha da modalidade de transportes pode significar um 
diferencial de custos, porém, no Brasil, temos várias limitações quanto à escolha de modal 
pela indisponibilidade de modais, como o hidroviário e o ferroviário. Por fim, conhecemos o 
canal de distribuição, que na distribuição física tem a finalidade de fazer o produto chegar 
ao cliente final.
Em relação à escolha do melhor canal de distribuição quando feita com o auxílio da 
ferramenta chamada Benchmarking, garante a melhor forma de como a empresa colocará 
seu produto à disposição do cliente final, tendo sucesso e superando os seus concorrentes 
diretos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
53
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME/VÍDEO
• Título: O Senhor das Armas Ano: 2005
• Sinopse: Yuri Orlov (Nicolas Cage) é um traficante de armas 
que realiza negócios nos mais variados locais do planeta. Estando 
constantemente em perigosas zonas de guerra, Yuri tenta sempre 
se manter um passo à frente de Jack Valentine (Ethan Hawke), um 
agente da Interpol, e também de seus concorrentes e até mesmo 
clientes, entre os quais estão alguns dos mais famosos ditadores 
do planeta. 
LIVRO
• Título: Logística e Gerenciamento da cadeia de Suprimentos 
Autor: Martin Christopher
• Editora: Cengage Learning
• Sinopse: Cada vez mais se compreende a importância da 
gestão da cadeia de suprimentos excluindo o papel de ser apenas 
extensão da gestão da logística. O ambiente de negócios tornou-se 
muito menos previsível, exigindo que as cadeias de suprimentos 
possam mudar rapidamente. Diante dessas premissas, esta obra 
traz reflexões atualizadas sobre a nova gestão das empresas 
baseada na demanda, anteriormente fundamentada em previsões; 
traz a sustentabilidade na cadeia de suprimentos e a cadeia de 
suprimentos do futuro, além de estudos de casos que garantirão a 
lucratividade nos negócios e a vantagem competitiva. As reflexões 
contidas nesta obra discutem um novo ambiente de negócios 
e fazem dela referência para o gerenciamento na cadeia de 
suprimentos.
LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
Professor Me. Antonio Carlos Lázaro Sanches
LOGÍSTICA REVERSA 
E SISTEMAS DE
INFORMAÇÃO3UNIDADEUNIDADE
PLANO DE ESTUDO
55
• Logística Reversa;
• Logística e Sistemas de Informação;
Objetivos da Aprendizagem
• Compreender a Logística Reversa;
• Compreender como os Sistemas de Informação auxiliam na Logística;
• Identificar possibilidade de ganho com o uso da informação. 
LOGÍSTICA REVERSA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃOUNIDADE 3
56
Caro (a) aluno (a) a sustentabilidade nos move, hoje devido à escassez de recursos 
da natureza, pois cada vez precisamos retirar mais da natureza e devolver o que sobra em 
forma de resíduos, faz-se necessário, uma regulamentação de como e quem é responsável 
pela retirada e pela devolução destes recursos. Para isso o Governo Federal criou a Lei 
12.305/2010 que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos, obrigado as empresas 
a criarem seus Programas de Gerenciamentos de Resíduos Sólidos, mencionando que 
através da Logística Reversa, os fabricantes ficam responsáveis em destinar corretamente 
os resíduos e os produtos que não mais tiverem utilização, pelo consumidor final, como o 
caso de lâmpadas, óleos lubrificantes e baterias em geral. Temos até um selo chamado de 
Logística Verde, para as empresas que seguem regras e normas de sustentabilidade. Afinal, 
a função da Logística Reversa é muito maior que simplesmente atender às leis e normas, 
ela é um elo com o consumidor final na cadeia logística, digo ser o canal de comunicação 
direto com o consumidor final, que muitas vezes só a utiliza paradevolver um produto com 
defeito. Com o advento do gerenciamento da informação aliado a Logística Reversa, temos 
um grande potencial a ser explorado pela empresa, usar esse canal de proximidade com o 
cliente final, é ter nas mãos dados deste cliente como preferencias de produtos, hábitos e 
relacionamentos que podem gerar novos clientes em potencial.
INTRODUÇÃO
LOGÍSTICA REVERSA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃOUNIDADE 3
57
Quando pensamos em logística, temos a ideia do gerenciamento de fluxo de 
produtos do seu ponto de aquisição até o seu ponto de consumo. Porém, existe também o 
que chamamos de fluxo logístico reverso, que vem desde o ponto de consumo até o ponto 
de origem, e também precisa ser gerenciado. Por exemplo, fábricas de bebidas precisam 
gerenciar o retorno das embalagens, no caso, garrafas, dos pontos de venda até seus 
centros de distribuição e destes até a fábrica. Empresas siderúrgicas usam insumo de 
produção, e na maioria, a sucata gerada por seus clientes e para isso utilizam centros 
coletores de carga. As indústrias de latas de alumínio utilizam muita matéria-prima reciclada, 
sendo necessário o desenvolvimento de meios inovadores na coleta das latas descartadas 
(Figueiredo; Fleury; Wanke, 2006).
Foi a partir da década de 1980 que o tema logística reversa passou a ser mais 
explorado em ambientes acadêmicos, meios empresariais e públicos. Em alguns relatos 
históricos, é perceptível que no passado a sociedade já tinha preocupação com a 
preservação ambiental, mas somente no século XIX o biólogo e zoólogo alemão Ernest 
Haeckel utilizou o termo ecologia para se referir à ciência das relações entre as espécies 
vivas e o ambientem em que vivem (Pereira et al., 2011).
Para o autor Stock (1998 apud Pereira et al., 2011), a logística reversa se refere 
ao papel da logística em gerenciar o retorno dos produtos, redução na fonte, 
reciclagem, substituir materiais, reforma, reparação e manufatura.
Muller (2007, apud Pereira et al., 2011) ainda diz que a Logística Reversa pode 
ser classificada apenas como uma versão contrária da Logística que conhecemos. Ela 
LOGÍSTICA 
REVERSA1
TÓPICO
LOGÍSTICA REVERSA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃOUNIDADE 3
58LOGÍSTICA REVERSA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃOUNIDADE 3
utiliza os mesmos processos que o planejamento da logística convencional. Ambas tratam 
de nível de serviço e estoque, armazenagem, transporte, fluxo de materiais e sistema de 
informação.
A Logística reversa pode ser entendida como a área da logística empresarial 
responsável pelo planejamento, operação e controle do fluxo e das informações logísticas 
correspondentes, e pelo retorno dos bens de pós-vendas e de pós-consumo ao ciclo de 
negócios ou produtivo, através dos canais de distribuição reversos, agregando valores de 
diversas naturezas: econômico, prestação de serviços, ecológico, de imagem corporativa, 
etc. (Izidoro, 2016).
O objetivo da logística reversa é possibilitar o retorno dos bens ou de seus materiais 
que constituem o ciclo produtivo ou de negócios. A atividade agrega valor econômico, de 
serviço, ecológico, legal e da localização praticamente de duas formas (Izidoro, 2016).
• No planejamento das redes reversas e suas respectivas informações;
• Na operacionalização do fluxo, desde a coleta dos bens de pós-consumo ou de 
pós-venda, através dos processamentos logísticos de consolidação, separação 
e seleção, até a reintegração do ciclo.
A prática logística reversa não é uma novidade, exemplos como uso de sucata 
na produção e reciclagem do vidro vêm sendo praticados há bastante tempo. Porém, é 
perceptível que o escopo e a escala das atividades de reciclagem e o reaproveitamento de 
produtos e embalagens têm aumentado de forma considerável nos últimos anos. Podem ser 
apontadas como causa desses aumentos: questões ambientais, concorrência e redução de 
custo (Figueiredo; Fleury; Wanke, 2006).
Questões ambientais: a legislação ambiental tem caminhado cada vez mais no 
sentido de tornar as empresas responsáveis por todo o ciclo de vida de seus produtos, 
ou seja, ser legalmente responsável pelo seu destino após a entrega aos clientes e pelo 
impacto causado no meio ambiente.
• Concorrência: as empresas acreditam que os clientes valorizam empresas 
• que possuem políticas preocupadas com o retorno dos produtos. Isso é uma 
vantagem que os fornecedores assumem os riscos pela existência de produtos 
danificados. Para isso, é preciso que se tenha uma estrutura de recebimento, 
classificação e expedição de produtos retornados.
• Redução de custo: economias providas de utilização de embalagens retornáveis 
ou reaproveitamento de materiais para produção têm trazido ganhos que cada 
vez mais estimulam novas iniciativas. Desenvolvimento de novas melhorias 
59LOGÍSTICA REVERSA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃOUNIDADE 3
nos processos da logística reversa também trazem retornos consideráveis que 
justificam os investimentos realizados.
A logística reversa pode ser compreendida sob as seguintes perspectivas: 
estratégica e operacional. A perspectiva estratégica se refere às decisões de logística 
reversa no macroambiente empresarial, constituído pela sociedade e comunidade locais, 
governo e ambiente concorrencial. Ou seja, considera características que vão garantir 
competitividade e sustentabilidade às organizações nos eixos econômico e ambiental, 
mediante diferentes objetivos empresariais, como prestação de serviços, reforço de imagem 
da marca e demonstração de responsabilidade empresarial. A perspectiva operacional 
envolve o uso das principais ferramentas da logística aplicadas à logística reversa, como 
caracterização do produto logístico em seus aspectos de relevância para as operações 
logísticas, definições de rede operacional, localização de origens e destinos, entre outros 
aspectos (Izidoro, 2016).
Com o conceito de logística reversa, existe também o conceito de ciclo de vida. 
Do ponto de vista logístico, a vida de um produto não termina com sua entrega ao cliente. 
Os produtos se tornam obsoletos, danificados ou não funcionam e devem retornar ao seu 
ponto de origem para serem adequadamente descartados, reparados ou reaproveitados. 
Já do ponto de vista financeiro, além dos custos de compra de matéria-prima, produção, 
armazenagem e estocagem, o ciclo de vida do produto inclui outros custos relacionados 
ao gerenciamento do fluxo reverso. Do ponto de vista ambiental, esse é um jeito de avaliar 
o impacto do produto sobre o meio ambiente durante a sua vida. Assim então, podemos 
definir logística reversa como o processo que planeja, implementa e controla o fluxo de 
matérias-primas, estoque em processamento e produtos acabados do ponto de consumo 
até o ponto de origem, com objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado 
(Figueiredo; Fleury; Wanke, 2006). 
1.1 LOGÍSTICA REVERSA E CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO REVERSOS
Com o desenvolvimento e avanço dos sistemas de produção, informação e 
tecnologia, junto à escassez de matéria-prima básica e as questões de ordem ecológica 
e ambiental, fez com que surgisse um novo perfil de consumidor. Consumidor este que se 
tornou exigente e agora mais consciente. Foi através desse consumidor que se desenvolveu 
essa nova área da logística empresarial e, por isso, agregou-se um novo fluxo de distribuição 
chamado de canal de distribuição reverso, ou CDR, como também é chamado. Fluxo este, 
composto de atividades de fluxo direto, que incluem o retorno, o reuso, a reciclagem e a 
60LOGÍSTICA REVERSA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃOUNIDADE 3
disposição segura de seus componentes e materiais que constituem o produto após o fim 
de sua vida útil, ou ainda, após apresentarem alguma não conformidade, defeito, quebra ou 
inutilização (Pereira et al., 2011).
Os CDRs se dividem em duas categorias:
• Canais de distribuição reversos de pós-venda (CDR-PV): é composto pelas 
diferentes formas de retorno de bens de pós-venda não utilizados ou com pouco 
uso. Esses bensretornam por vários e diferentes motivos à sua origem, ou seja, 
têm seu fluxo reverso do comprador, consumidor, usuário final ao atacadista, 
varejista ou fabricante pelo fato de terem defeitos, não conformidades ou até 
mesmo erro na emissão do pedido.
• Canais de Distribuição de pós-consumo (CDR-PC): é composto por diferentes 
• modalidades de retorno ao ciclo de produção de matéria-prima de uma parcela 
de bens ou de partes dos materiais que compõem o produto após o fim da sua 
vida útil. Tem o objetivo de agregar valor a um produto que não serve mais ao 
proprietário original ou que ainda possui condições de utilização, por produtos 
descartados por chegarem ao fim da vida útil e por resíduos industriais. Produtos 
de pós-consumo podem originar bens duráveis ou descartáveis e fluir por canais 
reversos de reuso, remanufatura ou reciclagem até a destinação final.
A figura 14 apresenta a atuação da Logística Reversa através das etapas de pós-
venda e pós-consumo, permitindo assim entender como se dá a finalidade dos canais de 
distribuição reversível.
FIGURA 14: ÁREA DE ATUAÇÃO DA LOGÍSTICA REVERSA E ETAPAS REVERSAS 
Fonte: Adaptado de Izidoro (2016).
61LOGÍSTICA REVERSA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃOUNIDADE 3
1.2 LOGÍSTICA REVERSA DE PÓS-VENDA
Logística reversa de pós-venda é a área específica de atuação da logística reversa 
que faz o planejamento, operação e controle do fluxo físico e das informações logísticas 
correspondentes de bens de pós-vendas, sem uso ou com pouco uso e que por vários 
motivos retornam aos diversos elos da cadeia de distribuição direta (Pereira et al., 2011). 
Os bens são originados a partir da compra da matéria-prima primaria ou secundaria, sofrem 
a transformação pelo produtor/fabricante, seguem caminho até o distribuidor, vão até o 
atacadista e/ou varejista, chegando ao final da cadeia logística, ou seja, ao consumidor 
final. Existe a possibilidade do produto ou bem retornar na própria cadeia direta e que, 
a partir delas, figuram como logística reversa de bens de pós-venda, ou seja, o retorno 
do bem-produto do consumidor final para o varejista, seja para reuso ou para reciclagem 
(Pereira et al., 2011). 
De acordo com Izidoro (2016), são três as categorias de retorno de pós-venda:
• Garantia/qualidade: os produtos apresentam avarias, defeitos de fabricação 
ou não funcionam corretamente, embalagens danificadas, etc. Esses produtos 
são submetidos a consertos ou reformas que permitam seu retorno ao mercado 
primário ou secundário.
• Comerciais: são duas categorias – a) estoques, produtos que retornam por 
erro de expedição, excesso de estoques no canal de distribuição, etc, ou seja, 
retornam ao ciclo de negócios através da redistribuição em outros canais de 
vendas; b) validade de produtos, produtos com prazo de validade expirados que 
são observados após a venda.
• Substituição de componentes: é decorrente da substituição de componentes de 
bens duráveis e semiduráveis em manutenção e consertos ao longo de sua vida 
útil, quando é possível são remanufaturados e retornam ao mercado primário ou 
secundário, caso não seja possível são enviados a reciclagem ou uma disposição 
final.
Pode-se dizer que a logística reversa de pós-venda tem quatro objetivos, sendo o 
objetivo econômico, de competitividade, legal e logísticos (Pereira et al., 2011).
• Objetivo econômico: tem foco em efetuar a revalorização financeira do produto 
de pós-venda, sendo possível somente se houver integração, agilidade e 
conectividade logística. As possibilidades são revendas no mercado primário, 
venda no mercado secundário, desmanche, remanufatura, reciclagem industrial 
e disposição final.
62LOGÍSTICA REVERSA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃOUNIDADE 3
• Objetivo de competitividade: o foco é revalorização mercadológica do 
produto, sendo possível gerenciar o retorno de bens e a consequente redução, 
reposicionando também estoques excedentes do canal.
• Objetivo legal: foco no atendimento das diversas legislações ambientais, normas
• de certificação, padronização e qualidade.
• Objetivos logísticos: identificação de bens e volumes destinados ao fluxo direto 
e reverso dos bens. Deve ser considerada também a tecnologia de informação, 
prestação e terceirização de serviços logísticos. 
1.3 LOGÍSTICA REVERSA DE PÓS-CONSUMO
A logística reversa de pós-consumo deve fazer o planejamento, a operação e o 
controle do fluxo de retorno dos produtos de pós-consumo ou de materiais constituintes 
classificados em função do seu estado de vida e origem de forma em condições de uso, 
produtos que apresentam interesse de reutilização e fim da vida útil, quando o produto 
atinge o fim da vida útil (Izidoro, 2016).
Para a logística reversa e canais de consumo reversos de pós-consumo, são 
consideradas três grandes categorias de bens produzidos (Pereira et al., 2011):
• Produtos duráveis: produtos ou bens com duração de vida útil média de alguns 
anos a algumas décadas. São bens para satisfação de necessidades de vida 
social e estão inclusos aqui bens de capital em geral. São exemplos: automóveis, 
eletrodomésticos, máquinas, aeronaves, construções civis, embarcações, entre 
outros;
• Produtos semiduráveis: produtos ou bens com duração de vida útil de alguns 
meses, raramente superior a dois anos. É uma categoria intermediária entre 
bens duráveis e descartáveis, por exemplo, baterias de automotores, óleos 
lubrificantes, baterias de celular, computadores, entre outros;
• Produtos descartáveis: bens que apresentam duração de vida útil de algumas 
semanas, raramente superior a seis meses. Por exemplo, embalagens de 
brinquedos, suprimentos para computadores, artigos cirúrgicos, pilhas e baterias, 
fraldas, jornais, entre outros.
Para que a logística reversa de pós-consumo exista é necessário existirem algumas 
condições, como remuneração em todas as etapas reversas, qualidade e integridade dos 
materiais reciclados processados, escala econômica da atividade e existência de mercado 
consumidor competitivo para produtos-matérias-primas com conteúdo de reciclados. É 
63LOGÍSTICA REVERSA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃOUNIDADE 3
preciso também que existam alguns fatores necessários para a organização da logística 
reversa, como fatores econômicos, que permitam a realização necessária para reintegração 
das matérias-primas secundárias ao processo produtivo; fatores tecnológicos, tecnologia 
que permita o tratamento econômico de resíduos a partir do seu descarte; fatores logísticos, 
existência de sistemas de transporte, localização e organização da cadeia de distribuição 
reversa; fatores ecológicos, são geradas pelo comportamento de consumidores e exigências 
de ordem legal e fatores legais, visam a educação, regulamentação, promoção e incentivos 
à melhoria de condições de retornos dos produtos ao ciclo produtivo (Pereira et al., 2011). 
O objetivo econômico na logística reversa de pós-consumo busca resultados 
financeiros possibilitados pelas economias obtidas em operações industriais com o 
aproveitamento de matérias-primas secundárias originadas dos canais reversos de 
reciclagem, ou revalorização do bem nos canais reversos de reuso e de remanufatura.
1.4 FATORES CRÍTICOS QUE INFLUENCIAM A EFICIÊNCIA DO PROCESSO DE 
LOGÍSTICA REVERSA
Existem alguns fatores considerados críticos que contribuem positivamente para 
o desempenho do sistema de logística reversa: bons controles de entrada, processos 
padronizados e mapeados, reduzido tempo de resposta de ciclo, sistemas de informação 
acurados, rede logística planejada e relações colaborativas entre clientes e fornecedores 
(Figueiredo; Fleury; Wanke, 2006).
• Bons controles de entrada: no início do processo, é preciso identificar 
corretamente os estados dos materiais que retornam para ser possível seguir 
o fluxo reverso correto. A falta de bons controles de entrada dificulta o processo 
subsequente, gerando retrabalho.
• Reduzido tempo de resposta de ciclo: se refere ao tempo entre identificar 
a necessidadeda reciclagem, disposição ou retorno de produtos e seu 
processamento. Quando o tempo de resposta é longo, adicionam-se custos 
desnecessários por atrasar a geração de caixa e ocupam espaço.
• Sistemas de informação acurados: é necessário que se tenha sistemas de 
informação que tragam capacidade de rastrear os retornos, medir o tempo de 
resposta, medir desempenho dos fornecedores. Dessa forma, melhora-se o 
desempenho e a identificação dos abusos dos consumidores no retorno dos 
produtos. Construir ou adquirir sistemas de informação é um grande desafio.
64LOGÍSTICA REVERSA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃOUNIDADE 3
• Rede logística planejada: é necessário que se tenha um processo logístico 
reverso que tenha infraestrutura adequada para lidar com os fluxos de entrada 
de materiais usados e fluxos de saída de materiais processados.
• Relações colaborativas entre cliente e fornecedores: no fluxo reverso em que 
ocorrem devoluções causadas por produtos danificados, aparecem questões 
com relação ao nível de confiança entre as parte envolvidas, é muito comum 
existir conflitos quando se trata da interpretação de quem é a responsabilidade 
sobre os danos causados ao produto. 
As empresas têm apostado na fidelização dos clientes através da logística reversa. 
Isso é feito através dos serviços de pós-venda e assistência técnica, onde o atendimento 
ao cliente e a troca de componentes se tornam cruciais para manter clientes fiéis à 
marca. Fatores como flexibilidade operacional de redistribuição, a recepção e o destino 
das mercadorias podem ser utilizados para agradar e fidelizar clientes. Empresas com 
diferenciais utilizam métodos de consignação de mercadorias, aumentos ou reduções 
sazonais, ou promocionais, liquidação, limpeza de estoque, receber devoluções por motivos 
de qualidade, garantia de pós-venda ou validade do produto, entre outros (Izidoro, 2016).
1.5 CUSTOS NA LOGÍSTICA REVERSA
As atividades da logística reversa são muito pouco previsíveis, seu nível de 
transações é bem maior ao longo do retorno quando comparamos à logística direta. Alguns 
levantamentos dizem que o número de transações logísticas no retorno de produtos é de 
cinco a dez vezes maior do que os relativos envios ao mercado, custando de três a cinco 
vezes mais. Os custos que incidem nas atividades de retorno são classificados em três 
categorias (Izidoro, 2016):
• Custos logísticos operacionais: são custos de transportes, armazenagem, 
consolidação de sistemas de informação ligados ao canal reverso.
• Custos de gestão da logística reversa: utilização de diversos indicadores de 
custos, que variam de empresa para empresa, como custos controláveis, metas 
e melhorias.
• Custos intangíveis: custos relacionados aos riscos que envolvem a marca, 
imagem corporativa e reputação da empresa junto à sociedade.
Em geral, a logística reversa ainda é uma área que não é considerada de alta 
prioridade. Porém, com a pressão externa, maior rigor na legislação ambiental, a necessidade 
65LOGÍSTICA REVERSA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃOUNIDADE 3
da redução de custos e a necessidade de ofertar mais serviços, mediante políticas de 
devolução mais proativas, faz com que mais empresas aderissem à logística reversa. Com 
essa tendência, o aumento de fluxo reverso é esperado, juntamente com a elevação do 
seu custo, e por isso serão necessários aumentos nos esforços para que se aumente a 
eficiência, com iniciativas de melhoras na estruturação de projetos de logística reversa. 
Deve-se aplicar os mesmos conceitos de planejamento que existem no fluxo logístico direto, 
como estudos de localização de instalações e aplicações de sistemas de apoio à decisão 
(Figueiredo; Fleury; Wanke, 2006). 
66
A informação é algo fundamental para o desempenho da cadeia logística, é a partir 
da informação que os gerentes e responsáveis tomam suas decisões. A tecnologia da 
informação é a área que oferece a análise dos dados da melhor forma possível para que 
essas decisões sejam tomadas.
Organizações que são mais tradicionais estão enfrentando um grande desafio 
nos últimos anos, pois estão sofrendo uma transformação importante ao usar a tecnologia 
como base para alterar seus padrões de comportamento. Empresas mais antigas que eram 
totalmente departamentalizadas, com várias funções, onde cada unidade funcional tinha 
seu próprio indicador de desempenho. Algumas vezes esse indicador não tinha nenhum 
significado ou não trazia benefícios para o processo. Porém, na era da informação, as 
empresas precisam se atualizar cada vez mais e serem mais flexíveis. Nessa nova fase, as 
informações passam a ser compartilhadas interna e externamente (Bertaglia, 2016).
Esse avanço na tecnologia começou a exercer um papel importante nas empresas, 
trazendo suporte para processos importantes como avaliação de oportunidade de mercado, 
gestão de produção e distribuição, serviços aos clientes, entre outros. Além disso, a 
tecnologia da informação consegue ajudar a fazer mudanças radicais nas organizações 
(Bertaglia, 2016).
É através da informação que é possível saber o que os clientes procuram, quanto 
de estoque existe armazenado e quando produzir novos produtos. A área da 
tecnologia é usada para agrupar e analisar as informações (Izidoro, 2015).
LOGÍSTICA E SISTEMAS DE 
INFORMAÇÃO 2
TÓPICO
LOGÍSTICA REVERSA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃOUNIDADE 3
67
Convencionalmente, a área de sistemas da informação muitas vezes só é chamada 
para dar suporte ou executar o que já foi decidido, sem que eles participem das decisões 
de estratégias da organização. Porém, a evolução da tecnologia tem mostrado cada vez 
mais que ela é um fator fundamental quando se trata de definição de modelos de negócio 
e na elaboração de estratégias para que se alcance os objetivos da organização. Por isso, 
essa área deve ser vista como um elemento que desempenha um papel de proatividade, 
que contribui com os requisitos da organização (Bertaglia, 2016).
A área de tecnologia da informação é usada no agrupamento e análise das 
informações. Os sistemas, ao receber as informações e analisá-las, causam um grande 
impacto positivo no desempenho da empresa. Com estas informações, é possível ver a 
cadeia de suprimento globalmente e não fragmentada, permitindo que se tracem estratégias 
considerando todos os dados possíveis. Exemplos de informações disponibilizadas pela 
área de informação: informações do fornecedor, onde traz informações de que produtos 
podem comprados, o valor e prazo de entrega; informações de fabricação, qual a quantidade 
que precisa ser fabricada e qual seu custo; informação de distribuição e varejo, o que deve 
ser transportado, qual a quantidade, como e como dever ser armazenado e informações de 
demanda, quem está comprando, qual preço e quantidade (Izidoro, 2015).
Para Bertaglia (2016), a tecnologia da informação pode ser inserida nos tópicos 
abaixo:
• aplicações para processamentos transacionais, como MRP e ERP;
• aplicações para processamento de informações e geração de relatórios;
• sistemas de suporte à decisão;
• sistemas de execução;
• ferramentas de produtividade;
• inteligência artificial;
• automação de processos e robótica;
• comunicação de dados e voz;
• automação de manufatura, vendas, distribuição, compras e projetos de 
desenvolvimento;
• dispositivos móveis, que permitem, ações e tomadas de decisões, em qualquer 
lugar;
• tecnologias como ATM, smartcards, códigos de barras, etc.
LOGÍSTICA REVERSA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃOUNIDADE 3
68
A elaboração da estratégia da tecnologia da informação com foco na estratégia de 
negócios consideram três pontos: formulação da estratégia da tecnologia da 
informação, planejamento da tecnologia da informação e programas de inovação e melhoria 
de qualidade em tecnologia da informação (Bertaglia, 2016).
Para ser estabelecida uma estratégia para a área de tecnologia, é preciso ser 
definido claramente o papel desta área no contexto organizacional. O focodessa área é 
buscar tendências tecnológicas que irão auxiliar no processo organizacional. Os resultados 
da estratégia da tecnologia da informação elaborados consistem em elementos como: 
definição do posicionamento e das oportunidades, por meio de determinação de papéis, 
objetivos e medidas de desempenho; análise das competências principais em termos 
de operações dos sistemas existentes, desenvolvimento de novos sistemas e adicionais 
necessários para oferecer suporte às estratégias da empresa; gestão da tecnologia da 
informação e estrutura organizacional com foco em responsabilidade de planejamento, 
execução e controle (Bertaglia, 2016).
Depois da estratégia da tecnologia da informação traçada, precisa-se planejar 
a sustentação dos negócios. É através do planejamento que se desenvolve dados que 
respondam às necessidades do negócio. As aplicações precisam ser modernas, de 
fácil manuseio, que sejam confiáveis. O plano tecnológico precisa estar extremamente 
alinhado com a estratégia do negócio, para ser comprometido com o que foi planejado pela 
organização. Os programas de inovação precisam incluir iniciativas voltadas para a melhoria 
do desenvolvimento de aplicações, operação de sistemas e outros fatores conectados à 
organização (Bertaglia, 2016). 
2.1 A INTEGRAÇÃO DA EMPRESA COM A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
O Enterprise Resourses Planning (ERP) é uma evolução dos conceitos de Materials 
Requirements Planning (MRP) e Manufacturing Resources Planning (MRP II), que foram 
desenvolvidos há mais de três décadas visando integração da organização através 
de seus processos e funções. Mesmo sua implementação não sendo fácil e exigindo 
comprometimento de toda a organização, é uma ferramenta que proporciona vantagem 
competitiva, melhores controles, maior acesso a informações confiáveis, padronizar 
processos e reduzir tempo na tomada de decisão (Bertaglia, 2016).
No Brasil, as utilizações de sistemas ERP começaram somente no final da década 
de
1990 devido aos seus altos custos.
LOGÍSTICA REVERSA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃOUNIDADE 3
69
Esse sistema é um pacote pronto e, por isso, as empresas quando o adquirem 
precisam fazer ajustes em seus sistemas que já existem. Além disso, só pode ser considerado 
um ERP sistemas que são adquiridos prontos no mercado, mediante fornecedores 
especializados. Seu objetivo é integrar os dados da organização, deixando-os disponíveis 
o tempo todo (Izidoro, 2015).
No final da década de 1990, devido ao bug do milênio, muitas empresas deixaram 
de usar seus sistemas e substituíram-nos por sistemas ERP para que não precisassem 
solucionar problemas com a virada do milênio. A evolução do ERP levou ao aparecimento 
do ERP2, que também interagia com os sistemas internos e também consegue integrar 
sistemas de uma ou duas empresas através da internet. Os sistemas de ERP suportam 
eficientemente atividades de controle interno, também conhecidas como backoffice. 
 Porém, quando falamos em interação com clientes e fornecedores, ela não é tão 
boa. Para esses casos, se utiliza o conceito de gerenciamento com o cliente e gerenciamento 
da cadeia de suprimentos (Izidoro, 2015).
O MRP é um sistema de informações que tem sua base em computador, e surgiu 
nos Estados Unidos nos anos 1970. Apresentou um novo mecanismo para calcular 
eficientemente quais materiais ou componentes são necessários, quando e qual a 
quantidade mais econômica. No início, teve seu direcionamento para atividades voltadas 
para compras, foi posteriormente estendido para outros fins como modificações no plano 
de produção permitindo simulações, criação de ordens de produção para intermediários e 
fornecedores dedicados e administração de estoques nos armazéns através do conceito 
Distribuiton Resource Planning (DRP) para confirmar que os estoques estejam no local 
correto (Bertaglia, 2016).
Os sistemas de materiais precisam estar conectados ao plano mestre de produção, 
planejamento da capacidade, liberação dos pedidos de compra e liberação das ordens de 
produção. Uma das metas mais importantes do MRP é o baixo nível de estoques, onde 
é possível tratar rotatividade de estoque ou giros do inventário. Manter um estoque é um 
problema, porém medir a falta deles é muito mais difícil, por isso o atendimento ao cliente 
é fundamental, e devido a isso, o objetivo do MRP é atender o cliente da melhor forma com 
o menor investimento em estoque, além do foco na redução do tempo de preparação para 
o aumento da produtividade (Izidoro, 2015).
Na década de 1980, o conceito de MRP sofreu uma evolução. Transformou-se em 
um sistema mais amplo, começou a administrar plantas e pessoas, e a planejar também 
LOGÍSTICA REVERSA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃOUNIDADE 3
70
a distribuição. Passou de um processamento local para usar o conceito das redes locais e 
passou a se chamar de MRP II (Bertaglia, 2016).
O planejamento de recursos de manufatura é um sistema de informações com 
todas as informações sobre atividades de produção em uma única base de dados. Ele 
é mais completo que o MRP porque auxilia no planejamento ao invés de apenas fazer o 
cálculo das necessidades de materiais (Izidoro, 2015).
Com o novo conceito e as novas funções, o MRP II ganhou uma grande importância 
como ferramenta, com alguns fatores adicionais, como planejamento de longo prazo, 
planejamento de recursos ao nível superior, plano mestre de produção, planejamento da 
capacidade e controle do chão de fábrica. A característica marcante desse sistema é a 
sinergia entre os processos, que permite retroalimentar a cadeia de negócios, fazendo 
com que a organização melhore seus processos de forma contínua, buscando uma maior 
eficiência (Bertaglia, 2016). 
Mesmo com toda a evolução do MRP II ainda existia a necessidade de se ter eficiência 
na satisfação dos clientes e lucratividade, já que isso não era um elemento constante na 
ferramenta e cada vez isso era exigido do mercado e esses elementos precisavam ser 
incorporados ao processo. A partir daí, nasceu então o conceito de ERP, visando integrar 
toda a empresa (Bertaglia, 2016).
Sistemas de ERP pretendem principalmente o fornecimento do controle e suporte 
para os processos operacionais integradamente. As aplicações integradas foram projetadas 
para auxiliar as organizações a manterem a vantagem competitiva na gestão de processo 
e negócios. Por integrarem os diferentes processos, como produção e distribuição, compra 
e manutenções, as aplicações permitem que as empresas respondam de forma rápida às 
expectativas dos clientes e às condições de mercado (Izidoro, 2015).
Os sistemas de ERP trazem alguns benefícios quando utilizados, como integração 
e padronização dos processos. Um sistema integrado permite a visibilidade do estoque em 
linha, por exemplo, quando um produto se encontra em um estoque com vários centros de 
distribuição. O sistema permite que acesso às diferentes informações, sem necessidade de 
reconciliação ou checagem de dados, e elimina eventuais conflitos que existem entre os 
vários departamentos (Bertaglia, 2016).
2.2 A BUSCA DE VANTAGENS COM A UTILIZAÇÃO DE NOVAS TECNOLOGIAS
As empresas têm buscado cada vez mais a criação de flexibilidade para a entrega 
de produtos ou serviços a um custo mais baixo e mais competitivo e cada vez mais isso é 
LOGÍSTICA REVERSA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃOUNIDADE 3
71
presente na cadeia de demanda, sendo onde se conectam os clientes, fabricantes e seus 
respectivos fornecedores. A evolução na forma de processo e estratégias, combinadas ao 
poder da internet, leva as organizações para novos modelos de negócios, deixando de 
olhar para a cadeia interna e buscando novos conceitos e quebras de paradigmas (Izidoro, 
2015).
A seguir, vamos apresentar alguns conceitos aplicados aos processos 
organizacionais que recebem grande suporte da tecnologia. Porém, é preciso considerar 
que nenhuma tecnologia é suficiente sozinha.
2.2.1 Collaborative, Planning, Forecastingand Replenshiment (CPFR)
É um conceito que tem relação ao planejamento colaborativo, onde a manufatura
e o comércio tem informações compartilhadas, coletadas nos pontos de vendas 
para pre 
pararem estimativas de vendas, que direcionará os planos de produção e do 
abastecimento após a colaboração entre as partes. Seus objetivos são: aumentar a 
disponibilidade de estoques, melhorar o nível do serviço ao cliente, melhor comunicação 
entre as partes envolvidas, aumento das vendas, aumento das margens brutas e redução 
do nível de estoque nos diferentes elos da cadeia de abastecimento (Bertaglia, 2016).
2.2.2 Customer Relationship Management (CRM)
É a gestão do relacionamento com clientes. É utilizado para se aprender mais sobre 
as necessidades e o comportamento dos clientes e consumidores, visando desenvolver 
um relacionamento mais eficiente. É um processo que auxilia as empresas a obterem 
informações sobre os clientes com relação às vendas, efetividade de propaganda e 
promoções, tendência de mercado e respostas às necessidades dos clientes. Seus objetivos 
são fornecer uma qualidade superior do serviço prestado ao cliente, transformar centros de 
atendimento ao cliente em centros de excelência e relacionamento, vender produtos de 
forma mais eficiente e com maior velocidade, simplificar processos de vendas e marketing, 
aumento da lucratividade e obtenção de novos clientes (Bertaglia, 2016).
A tecnologia da informação hoje já faz parte das estratégias das organizações. 
Ela se tornou uma aliada para dar suporte às necessidades do negócio. Seja suporte às 
funções que buscam maior visibilidade ou até mesmo que melhorem o desempenho dos 
funcionários e processos, os sistemas devem ser utilizados para apoiar as necessidades das 
organizações. Com a evolução, tecnologias móveis e as redes sociais passaram a tornar 
a vida das pessoas e empresas mais fáceis, permitindo compras e pagamento através do 
celular. E por isso, os profissionais da cadeia de abastecimento precisam estar conectados 
LOGÍSTICA REVERSA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃOUNIDADE 3
72
para utilizarem a tecnologia proveitosamente e atender às necessidades em tempo real 
(Izidoro, 2015).
Você já pensou como o SAC – Serviço de Atendimento ao Cliente pode ser uma ferramenta de 
retroalimentação de todo o processo logístico da empresa, como a informação passada pelo cliente, quando 
bem gerenciada, pode melhorar o produto, o processo e a logística, e isso pode criar um valor agregado ao 
produto propor- cionando uma grande satisfação á outros clientes. Será que o SAC faz parte da Logística 
Reversa?
REFLITA
PGRS – PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
O texto original sobre o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, onde as informações aqui apresentadas 
foram retiradas, pode ser encontrado em: http://www.comprasgovernamentais.gov.br/arquivos/cartilhas/cartilha_
pgrs_mma.pdf
Qual o foco principal do PGRS – Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos?
O PGRS é um instrumento estruturado com foco fundamental na minimização da geração de resíduos, com 
ações voltadas à sua reutilização, reaproveitamento e reciclagem, assim como nas tecnologias de tratamento e 
de sua disposição final que assegurem a não contaminação do ambiente.
Diretamente ligado à Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, aprovada pela Lei no 12.305, de 2 de 
agosto de 2010, o PGRS.
“O manejo inadequado dos resíduos sólidos pode causar inúmeros impactos so- cioambientais negativos, tais 
como: degradação e contaminação do solo, poluição da água, proliferação de vetores de importância sanitária, 
como o Aedes aegypti (vetor da dengue), potencialização dos efeitos de enchentes nos centros urbanos, entre 
outros. Diante desses potenciais prejuízos, é fundamental definir e im- plementar políticas públicas adequadas 
com vistas a garantir a destinação adequada dos resíduos sólidos.” – Cartilha_PGRS_MMA_2014.
Vale lembrar que, além da Dengue, o vetor mencionado também pode transmitir outras doenças: febre-
amarela, febre Chikungunya, Febre Zika. Lembrando que para a dengue são quatro tipos.
“A Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, Lei no 12.305, de 02 de agosto de 2010, instituiu um 
novo marco regulatório para a gestão dos resíduos no país o qual reúne o conjunto de princípios, objetivos, 
instrumentos e diretrizes com vistas à gestão integrada e ao gerenciamento ambientalmente adequado dos 
resíduos sólidos.” – Cartilha_PGRS_MMA_2014.
O PGRS é a ferramenta que garante o correto gerenciamento dos resíduos sólidos. Um dos pontos importantes 
para o correto entendimento dos conceitos básicos onde se sustenta todo o empenho para a sua implantação é 
a Logística Reversa: “é um instrumento de desenvolvimento econômico e social que permite a coleta do que foi 
consumido e sua restituição ao setor empresarial, para reaproveitamento no mesmo ciclo produtivo ou em outros 
ciclos. Trata-se do caminho de volta que o produto percorre, após ser vendido e consumido.” – Cartilha_PGRS_
MMA_2014. 
SAIBA
MAIS
LOGÍSTICA REVERSA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃOUNIDADE 3
73
Caro (a) aluno (a), encerramos aqui a terceira unidade, falamos da Logística Reversa 
e da importância da informação como ferramenta de melhorias de produtos, serviços e 
processos. Num cenário onde tudo respira tecnologia, onde ouvimos 4,0 em tudo, ou seja, 
essa revolução causada pelo avanço do gerenciamento da informação, onde se dará bem 
quem conseguir assimilar de melhor forma os conjuntos de dados e transformá-los em 
informações úteis para as tomadas de decisões, num mundo onde a proximidade se faz 
necessária, mas não de maneira física, e sim de maneira tecnológica, onde a internet é rede 
que conecta tudo e todos, está ao alcance da mão se tornou necessário para sobreviver no 
mercado competitivo.
A Logística Reversa é a maneira mais rápida de um cliente sentir como ele é 
importante para a empresa, como a sua informação é importante para a melhoria dos 
produtos e como, por meio de um serviço chamado SAC, ele está integrado ao processo 
produtivo e logístico daquela empresa. Veja quando a empresa atende a uma reclamação 
de um cliente e utiliza esta informação, caso seja procedente, pode, além de satisfazer 
aquele cliente, corrigir algum problema de projeto e até mesmo de logística de distribuição 
daquele produto.
Bom, avançamos um pouco mais nesta aventura de conhecer a Logística 
Empresarial e como a integração da informação pode fazer dela um grande diferencial na 
busca da satisfação do cliente final.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
LOGÍSTICA REVERSA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃOUNIDADE 3
74
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME/VÍDEO
• Título: Logística Reversa
• Ano: 2016
• Sinopse: A Política Nacional de Resíduos Sólidos reúne o conjunto de 
princípios, objetivos, instrumentos, diretrizes, metas e ações adotado 
pelo Governo Federal, isoladamente ou em regime de cooperação com 
Estados, Distrito Federal, Municípios ou particulares, com vistas à gestão 
integrada e ao gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos 
sólidos. A Logística Reversa e a Responsabilidade Compartilhada são 
instrumentos de desenvolvimento econômico e social que deverão 
ser implementados pelos fabricantes, importadores, distribuidores, 
comerciantes, consumidores, titulares dos serviços públicos de limpeza 
urbana e de manejo dos resíduos sólidos e Governo. 
• Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ijP0AQ9O-m8&t=2s
LIVRO
• Título: Logística Reversa e Sustentabilidade
• Autor: André Luiz Pereira; Cláudio Bruzzi Boechat; Hugo Ferreira 
Braga Tadeu; Jersone Tasso Moreira Silva e Paulo Március Silva Campos
• Editora: Cengage Learning
• Sinopse: O tema logística reversa e sustentabilidade está normalmente 
associado às funções de pós-venda e pós-consumo. Logo, esta área 
do conhecimento está associada a temas já conhecidos pelo público-
alvo desta obra. No entanto, o objetivo deste livro é apresentar a 
logística reversa, alinhando o seu conteúdo à sustentabilidade e ao 
controlede resíduos nas organizações. Além disso, propõe pensar e 
expor os conhecimentos sobre a logística reversa e sustentabilidade 
inovadoramente, com a adoção de novos conceitos e instigando os 
leitores a gerir as organizações em geral, em busca dos melhores 
resultados e benefícios para a sociedade.
LOGÍSTICA REVERSA E SISTEMAS DE INFORMAÇÃOUNIDADE 3
Professor Me. Antonio Carlos Lázaro Sanches
CADEIA LOGÍSTICA 
E AVALIAÇÃO DE
DESEMPENHO4UNIDADEUNIDADE
PLANO DE ESTUDO
76
• Aspectos Teóricos da Avaliação de Desempenho da Cadeia Logística;
• Metodologia para avaliação de desempenho logístico.
Objetivos da Aprendizagem
• Compreender a importância da mensuração logística;
• Entender como se forma um sistema ideal de mensuração de desempenho;
• Como medir níveis de mensuração e fluxo de informações;
• Apreender como se estrutura e quais são os relatórios mais usados num sistema 
de controle logístic
CADEIA LOGÍSTICA E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO UNIDADE 4
77
Caro (a) aluno (a), o processo de mensurar o desempenho abrange duas tarefas, a 
de avaliar e controlar, ou seja, avaliar a aplicação do recurso e controlar os resultados desta 
aplicação. Quando falamos de cadeia logística e da sua evolução como o desenvolvimento da 
administração moderna das empresas, vimos que essa atividade passou a ser fundamental 
para o desempenho do negócio, permitindo um diferencial na criação e manutenção de 
vantagem competitiva no mercado. Os objetivos fundamentais do controle da cadeia 
logística é monitorar o desempenho em relação a planos operacionais, e assim identificar 
oportunidades que aumentem a eficiência e a eficácia, mesmo que historicamente o 
desempenho da atividade logística esteve sempre voltado para o desempenho funcional. 
É notório que a mensuração destas atividades funcionais da logística sejam usadas para 
a melhoria do processo, permitindo assim que as empresas de destaque no ambiente 
competitivo atual.
Avaliar o desempenho logístico é muito mais do que se restringir em garantir o 
“pedido perfeito”, as práticas internas de atender integralmente as quantidades pedidas 
pelo cliente envolvem custos totais para essa atividade e níveis de clientes atendidos, desta 
forma. Do lado externo, temos como características de medida de desempenho a percepção 
do cliente, que analisa os serviços do ponto de vista dele e não da empresa e o uso do 
benchmarking das melhores práticas, garantindo que o desempenho seja comparado com 
empresas de porte equivalente. 
INTRODUÇÃO
CADEIA LOGÍSTICA E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO UNIDADE 4
78
Quando se fala em desempenho costuma-se relacioná-lo à apuração de resultados, 
ou seja, à obtenção de informações econômico-financeiras. Drucker (1999, apud Faria; 
Costa, 2005) diz que gerenciar o interior de uma empresa é um grande desafio, que os 
gestores devem preocupar-se com os esforços despendidos e não apenas com os custos 
gerados. Isso mostra que a gestão deve se preocupar na utilização dos recursos da maneira 
mais eficiente possível, para poderem apurar resultados econômicos positivos.
Drucker (1999, apud Faria; Costa, 2005) ainda diz que a primeira coisa é saber 
o que significa desempenho para uma empresa: relaciona-se a atender às necessidades 
de rentabilidade dos acionistas ou atender às necessidades dos clientes? A ênfase 
ao desempenho voltada para o valor do acionista, que é bem atual, pretende equilibrar 
resultados no curto prazo, mas o grande objetivo é a continuidade no longo prazo e isso se 
consegue com o compromisso dos colaboradores da empresa que estejam comprometidos 
com as metas.
No contexto atual, a Logística é bastante promissora para gerar economias 
significativas de custos, impactando uma maior rentabilidade da empresa. Por isso, é 
imprescindível que o desempenho logístico seja monitorado, porém, sem dados precisos de 
custos logísticos, a mensuração do desempenho, visualizando somente aspectos físicos-
operacionais, fica quase impossível (Faria; Costa, 2005). 
Fazer uma avaliação e controle do desempenho são tarefas necessárias para 
destinar e monitorar os recursos. À medida que a competência logística se torna um fator 
mais crítico na criação e manutenção de vantagem competitiva, a precisão nessas tarefas 
ASPECTOS TEÓRICOS DA 
AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO 
DA CADEIA LOGÍSTICA1
TÓPICO
CADEIA LOGÍSTICA E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO UNIDADE 4
79CADEIA LOGÍSTICA E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO UNIDADE 4
se torna mais importante, pois a diferença entre operações rentáveis e não rentáveis se 
torna decrescente (Bowersox; Closs, 2001).
Os objetivos fundamentais do controle logístico são monitorar o desempenho em 
relação a planos operacionais e identificar oportunidades para aumentar a eficiência e 
eficácia. Ao longo do tempo, a avaliação logística adotou a perspectiva funcional, porém, 
a orientação para o processo é mais apropriada para o ambiente atual. Essa orientação 
considera o custo total associado ao nível de atendimento dos pedidos dos clientes, permitindo 
identificar e avaliar de modo mais eficaz essa substituição. Na sequência, são examinadas 
as principais medidas internas geralmente apuradas e analisadas pela empresa. Mesmo 
várias dela sejam baseadas em funções, as medidas de qualidade, como o pedido perfeito, 
avaliam a satisfação do cliente. Posteriormente, é feita abordagem da avaliação externa do 
desempenho ilustrada por meio de medidas da percepção do cliente e benchmarking das 
melhores práticas. As medidas de percepção focam no serviço do ponto de vista do cliente 
e o benchmarking compara as práticas, processos e o desempenho com as empresas de 
porte equivalente. Desta forma, a atenção é dirigida para questões e desafios relacionados 
à avaliação abrangente de desempenho da cadeia logística (Bowersox; Closs, 2001).
O crescimento econômico mais lento e a concorrência mais acirrada fizeram com que 
as empresas se concentrassem na apropriação eficaz e eficiente de recursos logísticos, por 
isso surgiu o que é chamado de controller, que tem seu interesse na avaliação contínua do 
desempenho da empresa. Na execução do processo de mensuração, o controller tem sua 
concentração na avaliação da vinculação de recursos e no alcance das metas (Bowersox; 
Closs, 2001).
Pesquisas mostram a relação entre níveis superiores de desempenho e o 
desenvolvimento e o uso de sofisticados métodos de avaliação ou capacitações voltadas 
para mensuração de desempenho. Algumas pesquisas mostraram, em 1985, que empresas 
que estavam empenhadas em uma avaliação de desempenho abrangente tinham melhorias 
na produtividade em geral de 14 a 22%, e pesquisas recentes ainda sustentam esta ideia 
(Faria; Costa, 2005).
Muito se fala sobre a necessidade de reduzir custos logísticos, porém pouco é 
sugerido, no que tange ao estabelecimento de variáveis e medidas que possam ser 
incorporadas a um sistema de Custeio Logístico dinâmico, que seja adaptável às variações 
na demanda; aos níveis crescentes de exigências dos clientes; às inovações tecnológicas 
aplicadas aos sistemas de produção; variabilidade no mercado; leis governamentais; níveis 
de instabilidades das pessoas que fazem parte do processo, quando se fala em mudança no 
80CADEIA LOGÍSTICA E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO UNIDADE 4
seu ambiente de trabalho; tecnologias usadas na movimentação e transportes de materiais 
e produtos, entre outras variáveis que devem ser agregadas aos sistemas de custeios para 
uma avaliação efetiva do desempenho da Logística (Faria; Costa, 2005).
A avaliação do desempenho tem três objetivos principais, que incluem monitorar, 
controlar e direcionar operações logísticas. O monitoramento das medidas acompanha o 
desempenho histórico do sistema logístico para que a gerência e os clientes se mantenham 
informados. Medidas de controle acompanham de forma contínua o desempenho, sendo 
utilizadas para aprimorar o processo logístico de forma que o coloque em conformidade 
quando excede padrõesde controle. E as medidas de direcionamento são projetadas 
de forma que motivem o pessoal. Por exemplo, prática de pagamento de adicionais por 
produtividade, que incentivam o pessoal do transporte ou depósito para atingir níveis mais 
altos de produtividade (Bowersox; Closs, 2001).
A perspectiva para a avaliação também deve ser avaliada. As possibilidades variam 
de medidas baseadas em atividades até medidas baseadas em processos. Medidas 
baseadas em atividades concentram-se em atividades individuais que são necessárias 
para o processamento e expedição de pedidos, ou seja, buscam a eficiência e eficácia das 
tarefas primarias, porém, elas não avaliam o desempenho completo para a satisfação dos 
clientes. Medidas de processo consideram a satisfação do cliente proporcionada durante 
toda a Cadeia Logística. Essas medidas examinam o tempo total do ciclo de atividades 
ou a qualidade total do serviço. As empresas atualmente estão focando mais em medidas 
de processo, pois entenderam que a percepção do cliente em termos de satisfação com o 
processo agrega valor à operação (Faria; Costa, 2005).
Segundo Hijjar, Gervásio e Figueiredo, (2005), “O desenvolvimento de um 
bom sistema de monitoramento de desempenho é fundamental para o gerenciamento 
de atividades logísticas. A mensuração de desempenho é uma das mais importantes 
ferramentas a serem utilizadas para verificar se os objetivos estabelecidos pela empresa 
estão sendo alcançados, auxiliando ainda na melhor aplicação dos recursos destinados à 
logística. A realização deste monitoramento torna-se ainda mais importante no atual cenário, 
onde as atividades relacionadas à logística vêm sendo reconhecidas mundialmente como 
de elevada importância para geração de valor para o cliente” (ver Figura 15).
81CADEIA LOGÍSTICA E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO UNIDADE 4
FIGURA 15: LOGÍSTICA COMO VANTAGEM COMPETITIVA
Fontes: *Panorama Logístico – Terceirização Logística no Brasil 2003 – CEL/COPPEAD** Third-Party 
Logistics Study Results and Findings 2002; C. Jonh Langley Jr.
No que diz respeito ao sistema de mensuração do desempenho logístico, segundo o 
Instituto dos Contadores Gerenciais (IMA) (1992), deve-se considerar a responsabilidade e 
a competência desde o nível mais baixo até a Alta Administração, devendo incorporar tanto 
as mensurações do empreendimento (custos totais da empresa ou da cadeia) quanto às 
mensurações de unidade (custos dos processos/atividades), identificando fatores críticos 
de sucesso de todos os níveis do negócio, por exemplo, fluxo de caixa, custos, resultados, 
tempo de ciclo, inovação, qualidade, satisfação dos clientes, participação no mercado, nível 
de investimento e retorno sobre o investimento (Costa; Faria, 2005).
Antes de definir e desenvolver os indicadores, deve-se pensar em qual é seu efetivo 
objetivo, como será calculado, quem serão seus usuários e também avaliar se os benefícios 
da informação superam os custos da sua obtenção. Além disso, outro foco de discussão é 
definir quais tipos de indicadores serão utilizados para mensurar o desempenho da cadeia 
de suprimentos, sendo preferidas medidas de desempenho quantitativas. O uso de medida 
de desempenho numérica é comum, pois os dados estão prontamente disponíveis (Costa; 
Faria, 2005). 
Em sua concepção, Maskell (1991, apud Costa; Faria, 2005), é essencial mensurar 
o uso de recursos por meio de valores. E muitas metas estratégicas das empresas 
reconhecem não apenas a importância de aperfeiçoar recursos, mas também a importância 
global da produção do sistema. O autor também identificou como fatores vitais para garantir 
82CADEIA LOGÍSTICA E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO UNIDADE 4
o sucesso da cadeia de suprimento: o uso de recursos, que tem como meta o alto nível 
de eficiência e por objetivo ser crítico para a rentabilidade; produção desejada, onde o alto 
nível de atendimento ao cliente é sua meta, e sem produção aceitável, os clientes vão para 
outras cadeias de logísticas e por fim, a flexibilidade, que tem habilidade de resposta rápida 
em um ambiente de mudanças e seu objetivo é, em um ambiente incerto, a cadeia logística 
deve estar apta para responder às mudanças.
Independentemente do tipo de medidas que a empresa adotar, o grande desafio é 
limitar o número de indicadores, quando estão desenvolvendo o processo de avaliação do 
desempenho da cadeia logística. O recomendado é que se criem alguns indicadores por 
objetivo estratégico, para garantir que a implementação seja de fácil controle e garanta bons 
resultados. Definido o número de indicadores, devem-se selecionar os mais importantes, 
que precisam estar alinhados aos objetivos estratégicos e devem ser baseados em medidas 
preventivas e não apenas em medidas pós-fato ou corretivas (Faria; Costa, 2005).
Geralmente, os serviços logísticos são medidos pelas empresas em termos de 
apenas três variáveis: índice de disponibilidade de produto (ex: faltas), velocidade do ciclo 
de pedido (ex: tempo de entrega) e consistência do ciclo de pedido (ex: atrasos). Porém, 
tais medidas realizadas isoladamente podem ser consideradas incompletas, devendo ser 
acompanhadas de uma série de outras atividades, análises e medições para que o sistema 
de monitoramento possa ser considerado robusto e acompanhe os parâmetros de empresas 
lideres dos setores (Hijjar; Gérvasio; Figueiredo, 2005).
Em modelos voltados para a Cadeia Logística predomina a utilização de indicadores 
de desempenho de custo, combinados com indicadores voltados à satisfação do cliente. Os 
indicadores de custos podem incluir todos os elementos de custos, enquanto os relacionados 
à satisfação do cliente incluem probabilidade de falta no estoque e taxa de atendimento. 
Porém, utilizar uma única medida de desempenho é atraente devido à sua simplicidade, 
mas o gestor precisa assegurar que a mesma mensure, adequadamente, o desempenho do 
sistema. Por exemplo, se o indicador de Custo Logístico for adotado como único indicador, 
vão existir falhas do tipo falta de relevância das categorias de custo e distorções de custo 
e inflexibilidade, que não vão permitir considerá-la confiável como medida de desempenho 
(Faria; Costa, 2005). 
Podemos medir a produtividade tanto no nível macro quanto no micro. A medição 
no nível macro se refere aos indicadores de desempenho para o total das instalações das 
operações de um grupo. Dentre estas medidas podem ser citadas as despesas operacionais 
sobre o valor total das mercadorias processadas ou sobre o valor total das mercadorias 
83CADEIA LOGÍSTICA E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO UNIDADE 4
recebidas, ou mesmo sobre o valor total das mercadorias despachadas. No nível micro, as 
medidas são aquelas relacionadas diretamente a uma determinada operação: número de 
pallets movimentados por hora, número de unidades separadas ou empacotadas por hora, 
ou quantidade de pedidos processados por hora, entre outras (Bowersox; Closs, 2001). 
1.1 MENSURAÇÃO INTERNA DE DESEMPENHO
Como medida de desempenho interno, temos a concentração de atividades e 
processos com meta e/ou operações anteriores. Por exemplo, o serviço ao cliente pode ser 
comparado ao desempenho real no último pedido. Medidas internas são muito utilizadas, 
pois é possível saber a origem das informações, sendo fácil adquiri-las. As medidas de 
desempenho logístico podem ser classificadas nas seguintes categorias: custo, serviço ao 
cliente, produtividade, gestão de ativo e qualidade (Bowersox; Closs, 2001).
• Custo: o reflexo mais direto do desempenho logístico é o custo real incorrido para 
atingir os objetivos operacionais específicos. O desempenho dos custos logísticos 
é tipicamente medido em termos de valores totais, como uma porcentagem das 
vendas ou como um custo por unidade de volume.
• Serviço ao cliente: essas medidas examinam a capacidade relativa da empresa 
de satisfazer seus clientes.
• Medida de produtividade: é a relação entre o resultado produzido e a quantidadede insumos utilizados pelo sistema para gerar esse resultado. Existem três tipos 
básicos de medida de produtividade: estática, dinâmica e substituta. A estática é 
quando se é baseada em uma única avaliação. A dinâmica é obtida no decorrer 
do tempo. Já a substituta representa fatores que não são incluídos no conceito 
de produtividade, mas estão fortemente relacionados a ele (satisfação do cliente, 
lucros, eficácia, qualidade, eficiência, etc).
• Mensuração de ativos: concentra-se na utilização dos investimentos em 
instalações e equipamentos, e também na aplicação do capital de giro em estoque 
para atingir metas logísticas.
• Qualidade: são projetadas para determinar a eficácia de um conjunto de 
atividades ao invés de uma atividade individual.
Segundo Hijjar, Gervásio e Figueiredo (2005), a busca da forma mais barata para 
cada atividade não deve ser o único objetivo do gerenciamento de ativos e da infraestrutura 
logística, mas sim buscar um sistema que esteja orientado para o desempenho total do 
negócio. O Grupo de pesquisadores da State University Michigan, que desde 1986 estuda 
o desempenho de empresas bem sucedidas em suas atividades logísticas, sugere que o 
84CADEIA LOGÍSTICA E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO UNIDADE 4
gerenciamento dos ativos logísticos seja realizado através do monitoramento das seguintes 
medidas:
• Nível de estoque: quantidade de material realmente existente em estoque e 
disponível para uso.
• Giro de estoque: indicador bastante comum, calculado como a razão do custo 
das vendas anuais pelo investimento médio em estoque no mesmo período 
(Ballou, 1992). De forma geral, avalia-se que, desde que não haja diferença no 
nível de disponibilidade de estoque, quanto maior o giro, melhor. Entretanto, é 
necessário analisar se o aumento do giro não afeta o custo total, aumentando-o 
(Lambert; Stock, 1993).
• Obsolescência do estoque: é o custo de cada unidade que precisa ser 
descartada ou não pode mais ser comercializada no preço normal. É calculada 
como a diferença entre o custo original e seu valor residual (Lambert e Stock, 
1993).
• Retorno sobre o capital próprio (ROE): é a medida do retorno sobre o investimento 
dos acionistas durante o ano. É calculado como a razão do lucro líquido obtido no 
ano pelo patrimônio líquido da empresa. Os estoques são ativos, por isso, ganhos 
ou perdas obtidas neles afetam o retorno sobre os ativos e consequentemente o 
retorno sobre o capital dos acionistas.
• Retorno sobre o investimento (ROI): é uma medida que relaciona os lucros 
provenientes de um investimento com a magnitude do mesmo (Speh e Novack, 
1995). A restrição de capital para novos investimentos faz com que as empresas 
busquem a maximização do retorno sobre o capital empregado (Lima, 2003).
• Classificação do estoque utilizando a curva ABC: A curva ABC parte da 
observação de que, em muitas empresas, 80% das vendas são geradas 
por 20% dos produtos. Neste tipo de gerenciamento, os produtos devem ser 
agrupados conforme o seu volume de vendas, os 20% mais comercializados são 
denominados itens A, os próximos 30% itens B e os demais itens C. Cada uma 
destas três categorias deve ser tratada de forma diferente, por exemplo, produtos 
classificados como A devem ter maior disponibilidade. 
• Lambert e Stock (1992) recomendam ainda o uso do retorno sobre os ativos 
(ROA), informando que esta seria a melhor medida individual para o desempenho 
corporativa, pois mostra a lucratividade em relação ao valor dos ativos empregados.
• Muito tem se falado no conceito de “pedido perfeito”, onde a entrega do pedido 
perfeito é a medida final de qualidade nas operações logísticas, ou seja, o 
pedido perfeito tem relação com a eficácia do desempenho de toda a logística 
integrada e não somente das funções individuais na empresa. O pedido perfeito 
é a representação do desempenho real, onde o conjunto de setores industrial, 
85CADEIA LOGÍSTICA E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO UNIDADE 4
comercial e de serviços define como pedido perfeito um pedido que atende aos 
padrões de entrega completa de todos os itens solicitados, entrega segundo a 
data solicitada pelo cliente, documentação de apoio completa e precisa e perfeitas 
condições de funcionamento do produto (instalação sem falhas, configurações 
corretas, pronta para uso sem avarias) (Bowersox; Closs, 2001).
1.2 MENSURAÇÃO EXTERNA DE DESEMPENHO
Conforme vimos no tópico anterior, as medidas de mensuração internas são 
importantes para avaliações detalhadas da empresa. Já as medidas de desempenho 
externas também são necessárias para monitorar, entender e manter a perspectiva 
orientada ao cliente e obter ideias inovadoras de outros setores. Os tópicos que 
abordam essas exigências são mensuração da percepção do cliente e benchmarking 
das melhores práticas (Bowersox; Closs, 2001).
Avaliar regularmente as percepções dos clientes é um item importante do 
desempenho logístico. Essas informações podem ser obtidas mediante pesquisas 
patrocinadas pela própria empresa, por um conjunto de empresas do mesmo setor 
ou pelo acompanhamento sistemático dos pedidos. Essas pesquisas precisam 
incluir avaliação de percepções dos clientes com relação à disponibilidade, ao tempo 
de ciclo, à disponibilidade de informação, à resolução de problemas e ao apoio ao 
produto (Bowersox; Closs, 2001).
O benchmarking, uso das melhores práticas, se concentra nas medidas, práticas 
e processos da organização comparável. Essa avaliação identifica medidas que 
são consideradas desempenho-chave, controlando níveis de desempenho atuais e 
históricos. Empresas que utilizam o benchmarking podem determinar que alguns 
níveis de serviço ao cliente e o pedido perfeito são os fatores fundamentais de 
satisfação do cliente. As empresas devem também examinar práticas e processos 
usados no planejamento, execução e avaliação de atividades logísticas constituintes 
da base de satisfação do clien 
te e do pedido perfeito. Tem se usado três métodos de benchmarking, o primeiro utiliza 
dados logísticos trazidos por consultores, periódicos e pesquisas universitárias, o 
segundo, é benchmarking particular com empresas que não concorrem diretamente 
no mesmo setor da empresa, cada empresa examina as medidas e práticas para 
desenvolver ideia que aperfeiçoarão o desempenho, e o terceiro é uma aliança de 
organizações que utilizam a mesma base de benchmarking (Bowersox; Closs, 2001).
86CADEIA LOGÍSTICA E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO UNIDADE 4
1.3 MENSURAÇÃO ABRANGENTE DA CADEIA LOGÍSTICA
Para se ter uma maior eficácia e desempenho de toda a cadeia logística, é preciso 
possuir medidas que sejam de uma perspectiva integrada. Esta perspectiva precisa ser 
compatível com as funções da empresa e as empresas do canal. Se essas medidas não forem 
integradas, a definição que o fabricante dá ao serviço prestado arrisca ser bem diferente 
das definições do atacadista. Por exemplo, o fabricante pode avaliar a disponibilidade de 
serviço como a capacidade de expedir no momento do pedido, já o atacadista pode avaliar 
o serviço como a capacidade de expedir no momento prometido. Ou seja, o fabricante 
se classifica por sua capacidade de expedição conforme as demandas do cliente, e o 
atacadista pode estender a data prometida, caso não haja estoque disponível (Bowersox; 
Closs, 2001).
Para ser possível o desenvolvimento de medidas integradas, várias empresas, 
universidades e consultores propuseram uma estrutura comum, onde se incorporam 
quatro tipos de medidas e o monitoramento de resultados e diagnósticos. Os tipos de 
medidas mostram as dimensões de desempenho que precisam ser monitoradas para um 
gerenciamento eficaz. Os tipos específicos são qualidades ou satisfação do cliente, tempo, 
custos e ativos (Bowersox; Closs, 2001).
• Qualidade ou satisfação do cliente: essas medidas medem a capacidade da 
empresa em satisfazer totalmente o cliente e incluem o atendimento perfeito do 
pedido, satisfação do cliente e qualidade do produto. Essa satisfação do cliente émensurada mediante opinião do cliente relativa ao tempo do pedido, atendimento 
aos componentes do pedido e à capacidade da empresa em responder seus 
questionamentos.
• Tempo: medem a capacidade da empresa nas respostas às demandas dos 
clientes, incluindo o tempo desde a autorização da compra pelo cliente até a 
disponibilização do produto a ele. Uma avaliação eficaz requer avaliação de todo o 
processo na perspectiva do cliente e da segmentação nos elementos individuais.
• Custos: medida é orientada para a produtividade dos recursos humanos 
com base no valor agregado por funcionário, definido pela divisão da receita 
operacional, menos o valor de materiais comprados externamente, pelo número 
total de funcionários de sua folha de pagamento.
• Ativo: medida que tem como base o ativo da empresa, incluindo estoques, 
instalações, equipamentos e avaliação integrada do desempenho. Seu 
desempenho é definido pela proporção entre vendas e o ativo total.
87
Para se ter um sistema de controle logístico eficaz, é preciso que se tenha informações 
precisas, relevantes e atualizadas. As fontes dessas informações são auditorias e relatórios 
de atividades logísticas (Ballou, 2006).
2.1 AUDITORIAS
A auditoria logística é um exame periódico do status das atividades logísticas. Como 
existe a possibilidade de haver falhas nos relatórios ou até mesmo sua ausência, existe a 
necessidade de completa avaliação da situação. Ela é utilizada para estabelecer novos 
pontos de referência com relação a quais relatórios devem ser gerados e para correção 
de erros resultantes de desempenho de algumas atividades logísticas que surgem de 
informações erradas (Ballou, 2006).
Existe também a auditoria completa da função, onde deve ser incluída avaliação de 
todo pessoal, estrutura organizacional e projeto geral da rede. Alguns itens podem mostrar 
que existe a necessidade de uma revisão de estratégias, como mudanças substanciais de 
demanda, serviço ao cliente, características dos produtos, custos logísticos e políticas de 
precificação (Ballou, 2006).
Ainda falando em auditoria, temos também a auditoria de estoques, sendo essenciais 
para sistemas de estocagem. Um sistema comum faz ajuste dos registros de estoques em 
função de acréscimo de demanda, reabastecimento, devoluções à fábrica e 
METODOLOGIA PARA 
AVALIAÇÃO DO 
DESEMPENHO LOGÍSTICO2
TÓPICO
CADEIA LOGÍSTICA E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO UNIDADE 4
88
obsolescência do produto. É preciso uma contagem física dos estoques, o que 
também é chamado de balanço, realizada periodicamente, pois com isso é possível saber 
o verdadeiro nível dos produtos (Ballou, 2006).
Assim, pode-se compreender a auditoria como processo de avaliação, revisão, 
além da emissão de um parecer técnico sobre determinada área para comprovar se as 
exigências estão ou não satisfazendo a alta Administração. Desse modo, o resultado dessa 
avaliação pode fazer com que a gerência determine, através do processo de audição, se a 
execução condiz com o planejamento (Figueiredo, 2002).
Grandes são as contribuições da tecnologia na área de auditoria, como geração 
de informações com rapidez mediante uso de ERP, RFID, BI e gráficos de comparação 
de desempenho atual com desempenho projetado. Tecnologias essas para garantir que 
as metas para se alcançar os resultados planejados sejam atingidas no desempenho das 
atividades.
2.2 RELATÓRIO REGULARES
Existem vários relatórios gerados ao longo do processo normal das operações de 
negócio, e vários deles estão disponíveis para o operador logístico, viabilizando o controle 
pleno da função logística. Para estruturação de relatórios temos: relatórios de status, 
relatórios de tendências e relatório Ad Hoc. Relatórios de status são mais utilizados na área 
de estoques, pois controlam vários itens em mais de um local de armazenagem. Esse tipo 
de relatório pode ser desenvolvido para todos os centros de atividades logísticas, sendo 
de unidades individuais ou de controle de transações, ou ainda de natureza financeira. Os 
relatórios de tendências têm um conteúdo mais seletivo que os relatórios de status e são 
utilizados por gerentes de departamento para avaliar a situação de todo o estoque. Já os 
relatórios Ad Hoc são desenvolvidos para fornecer dados sobre áreas de desempenho 
específicas (Bowersox; Closs, 2001).
Ballou (2006) diz serem três os relatórios fundamentais de mensuração: 
demonstração de custo-serviço, relatório da produtividade e gráfico de desempenho.
• Relatório custo-serviço: são semelhantes a relatórios de lucro e perda. Pretende 
apresentar custos totais de abastecimento e da distribuição físicos, assim como 
os correspondentes aos níveis de serviço ao cliente conquistados com o passar 
do tempo. Esse relatório inclui também custos de oportunidade, permitindo 
CADEIA LOGÍSTICA E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO UNIDADE 4
89
uma comparação adequada entre essas atividades e outras, como transporte e 
manuseio de materiais, para onde os gastos efetuados são direcionados.
• Relatórios de produtividade: traz índices que controlam a produtividade, como 
custos logísticos, como proporção de vendas, em relação ao custo logístico total, 
em relação ao orçamento e recursos logísticos orçados em relação ao executado. 
• Gráficos de desempenho: são utilizados para proporcionar maior rastreamento 
dos custos, serviço ao cliente ou índices de produtividade, e também para alertar 
quando surgem tendências desfavoráveis.
Em resumo, existe a necessidade de que os indicadores a serem utilizados estejam 
conforme a estratégia definida por seus gestores. É necessário que sejam compreendidas as 
necessidades dos clientes, para verificar o nível de serviço a ser implementado, impactando 
os custos logísticos diretamente. O sistema de mensuração de desempenho deve ser revisto 
regularmente para definir se estão sendo úteis ou não ao processo da gestão da logística, 
pois de nada adianta ter instrumentos se não forem eficientes e eficazes. A mensuração 
de desempenho é a ferramenta utilizada pelos gestores para julgar como o processo está 
ocorrendo.
CADEIA LOGÍSTICA E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO UNIDADE 4
90
Benchmarking é um processo de comparação de produtos, serviços e práticas empre- sariais, e é um 
importante instrumento de gestão das empresas. O benchmarking é realizado mediante pesquisas para 
comparar as ações de cada empresa.
O bechmarking tem o objetivo de melhorar as funções e processos de uma determi- nada empresa, além 
de ser um importante aliado para vencer a concorrência, uma vez que o benchmarking analisa as estratégias 
e possibilita a outra empresa criar e ter ideias novas em cima do que já é realizado.
O benchmarking consiste em aprender com outras empresas, sendo um trabalho de grande intensidade, 
que requer bastante tempo e disciplina. Pode ser aplicado a qualquer processo e é relevante para qualquer 
organização, tendo em conta que se trata de um instrumento que vai contribuir para melhor o desempenho 
da empresa ou organização.
É possível identificar 4 tipos de benchmarking:
O benchmarking competitivo que está relacionado com os processos e gestão de empresas concorrentes. 
É uma área delicada, pois empresas concorrentes defendem e escondem as práticas que as levam ao 
sucesso.
O benchmarking genérico consiste na comparação de parâmetros da funcionalidade das empresas, em 
aspectos como o tempo que um determinado produto demora a chegar ao cliente, desde que foi requisitado.
O benchmarking funcional é muitas vezes comparado ao genérico porque é relativo a um processo de 
atuação da empresa, como a distribuição.
O benchmarking interno, que é tomar como referência as práticas e processos de outros setores na 
própria empresa, e tentar apropriá-los ou melhorá-los para outros setores. No âmbito interno, o benchmarking 
favorece a própria empresa, uma vez que não precisa ter custos com pesquisas externas, e é um processo 
mais fácil de ser executado.
Leia mais em: https://www.significados.com.br/benchmarking/.como as Pirâmides do Egito?
Vários termos foram atribuídos à Logística com o passar do tempo. Alguns se 
destinavam à gestão dos suprimentos, à gestão da distribuição, à gestão do marketing, e 
outros ainda, à gestão de suprimentos. Todos buscando uma forma de melhorar o processo 
de movimentação e a redução dos custos.
Toda essa evolução do processo logístico ao longo da história se deu com 
o entendimento que o domínio e controle das etapas, que até então eram separadas e 
gerenciadas individualizadamente, precisavam ser integrados em uma única atividade 
chamada de SUPPLY CHAIN MANAGEMENT ou cadeia de suprimentos, ou seja, integrar 
fornecedores, produção e distribuição com um único objetivo, satisfazer o cliente.
Desta forma nesta unidade teremos a oportunidade de entender o conceito e a 
importância da Logística Empresarial como ferramenta de vantagem competitiva em relação 
à concorrência, tendo em vista que, conhecer, planejar e gerenciar a cadeia de suprimentos 
trará sempre uma integração como os fornecedores, uma melhor movimentação e uma 
distribuição mais rápida, com redução de custos do produto, trazendo maior satisfação ao 
cliente, personagem principal de todo o processo logístico das empresas. 
INTRODUÇÃO À LOGÍSTICAUNIDADE 1
9
Mesmo com o desenvolvimento da economia mundial com auxílio de atividades e 
conhecimentos logísticos, a Logística ficou adormecida por muito tempo, e só foi despertada 
após a Segunda Guerra Mundial, quando as atividades logísticas militares começaram a ser 
utilizadas e influenciarem significativamente os conceitos logísticos utilizados atualmente 
(Platt, 2010).
O termo logística teve sua origem no meio militar, tendo relação à atividade de 
abastecimento e movimentação de tropas, porém, a movimentação, transporte e acomodação 
de mercadorias estiveram sempre presentes no desenvolvimento da humanidade. A análise 
histórica mostra que guerras foram ganhas ou perdidas em decorrência da eficiência, ou 
não, do sistema logístico, como a derrota das tropas napoleônicas na Rússia e a invasão 
da Normandia pelas forças aliadas.
O que realmente marcou o desenvolvimento da Logística moderna foi a II Guerra 
Mundial, onde batalhas se davam ao redor do mundo, exigindo deslocamento das tropas e 
suprimentos em grandes distâncias, aumentando assim a necessidade da produção maciça 
de armamentos, o desenvolvimento acelerado dos processos industriais, o desenvolvimento 
da eletrônica e da informática e o desenvolvimento dos primeiros modelos matemáticos de 
apoio à tomada de decisão para alocação de recursos (Ballou, 1993).
A logística tem relação também com as atividades de acomodar, suprir e acantonar 
tropas (dispor ou distribuir a tropa por lugares habitados, como vilas, aldeias e cantões, 
para descanso, alimentação e aguardar instruções). Porém, se pensarmos na construção 
ORIGEM DA 
LOGÍSTICA1
TÓPICO
1
INTRODUÇÃO À LOGÍSTICAUNIDADE 1
10
das pirâmides do Egito e em outros grandes monumentos da história da humanidade, já 
nos deparamos com a presença da logística (Costa; Faria, 2005). 
Segundo Fleury et al. (2000), a logística é uma das atividades econômicas mais 
antigas e um dos conceitos gerenciais mais modernos. Ao abandonar o extrativismo, o 
homem inicia a organização das atividades produtivas, produção especializada com troca 
de produtos com outros produtores, surgindo assim três funções logísticas essenciais: 
estoque, armazenagem e transporte.
A logística influenciou também a expansão dos grandes impérios na evolução e 
desenvolvimento da humanidade, temos como exemplos o império macedônio, o império 
romano, o colonialismo português, espanhol e britânico.
A utilização do conhecimento e das práticas logísticas, desenvolvidas no campo 
de batalha, para abastecimento das tropas com os suprimentos, como armas, munições, 
alimentos e medicamentos, foram rapidamente apropriados pelas indústrias manufatureiras 
para disponibilizar seus produtos aos mercados consumidores, e mais recentemente, pelo 
segmento de serviços visando planejar e executar de forma mais eficiente suas atividades, 
disponibilizando os serviços conforme as necessidades, desejos e expectativas dos seus 
clientes e consumidores (Platt, 2010).
INTRODUÇÃO À LOGÍSTICAUNIDADE 1
11
A Logística, segundo Ballou (1993), esteve em estado de sono profundo até 
meados do século XX, por isso suas principais atividades ficaram distribuídas sob a 
responsabilidade de outras áreas da organização: o transporte ficava sob a responsabilidade 
da área de produção; os estoques eram agregados aos departamentos de marketing, 
finanças e produção e o processamento de pedidos eram controlados pelos departamentos 
de finanças e vendas. Porém, essa divisão resultava sempre em conflito de objetivos e 
responsabilidades.
Nesta época, o ambiente organizacional era dominado pelo crescimento rápido e 
pela dominante posição da indústria, resultado de uma demanda reprimida por anos de 
pressão e pós-guerra. Desta forma, havia uma grande tolerância, pois mudanças levariam 
tempo e investimentos e a demanda exigia uma resposta rápida da indústria na oferta de 
produtos (Novaes, 2001).
Sendo assim, a Logística com o passar do tempo, vai se desenvolvendo ao longo 
da história, criando as quatro fases evolutivas da Logística.
• 1900 a 1930 – era da produção em massa: o foco era na divisão do trabalho, e 
os produtos apresentavam pouca diferenciação.
• 1930 ao final da década de 1940 – era do marketing em massa: os produtos 
já apresentavam alguma diversificação e customização e investimentos em 
campanha de marketing. 
EVOLUÇÃO AO LONGO 
DA HISTÓRIA 2
TÓPICO
INTRODUÇÃO À LOGÍSTICAUNIDADE 1
12
De acordo com Novaes, (2001), a primeira fase é marcada principalmente pelo 
período pós-guerra, e a como não havia uma grande diversificação de produtos, a busca 
da redução de custos era somente no processo produtivo, a fim de garantir um produto que 
chegasse ao consumidor final como o preço mais atrativo.
• 1950 ao final de 1970 – era da descontinuidade: criaram-se novas estratégias 
e culturas organizacionais. Algumas empresas criaram cargos específicos para 
controlar o fluxo de materiais e transportes.
Segundo Ballou (1993), a segunda fase é marcada principalmente por três fatores:
- Alteração nos padrões de consumo: com a vinda do consumidor para as zonas 
urbanas, este tem acesso a mais variedade de produtos;
- Redução de custos industriais: em 1950, após um crescimento econômico, surge 
a recessão, fazendo com que as empresas busquem reduzir custos tanto na produção 
como na distribuição de seus produtos;
- Avanços na tecnologia de computadores: que permitiu, mediante computadores e 
softwares, integrar informações e melhorar a distribuição do produto.
A partir de 1970, a competição global, a falta de matérias-primas e a crise do 
petróleo, agravado pelo aumento da inflação mundial, provocam um aumento nos custos 
dos transportes e na manutenção dos estoques, obrigando assim que a logística se 
desenvolvesse numa velocidade mais acelerada.
• Décadas de 1980 e 1990: observaram-se sinais de que a oferta já era maior 
que a demanda.
Conforme Azevedo (2002), a terceira fase é marcada pelo controle de custos, 
melhoria da qualidade e aumento da produtividade, sempre focando o cliente. Para que as 
empresas se tornassem competitiva, precisaria integrar e gerenciar o fluxo de materiais e 
das informações da organização, alinhadas com seus fornecedores e distribuidores, para 
que todo o processo tivesse o mesmo direcionamento, atender o cliente final.
Surge então através da busca do desenvolvimento da Logística, ferramentas 
como a desenvolvida pela empresa japonesa Toyota, o Just-in-time, ou seja, a busca pelo 
estoque zero, que exige uma total integração entre fornecedores e clientes, programas de 
qualidade total que garantiam um produto e um processo de qualidade e reengenharia que 
INTRODUÇÃO À LOGÍSTICAUNIDADEAcesso em 16 de junho de 2019. 
O profissional de logística deve agir para a criação de valor, seja na visão dos clien- tes, seja na visão 
daquele que oferece o bem, o que significa que é preciso trabalhar com uma visão de valor para toda a 
cadeia logística. A agregação de valor deve ser uma constante tanto para quem produz ou quem consume o 
produto, o consumidor final precisa identificar que todos os esforços da cadeia logística teve um único sen- 
tido, a sua satisfação, e para isso é importante que ele consiga perceber esse valor agregado no produto 
adquirido e identificar quais os níveis de serviço que foram oferecidos a ele.
REFLITA
SAIBA
MAIS
CADEIA LOGÍSTICA E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO UNIDADE 4
91
Qualidade e satisfação do cliente são medidas da capacidade da empresa fornecer 
satisfação ao cliente final, essas garantem uma percepção do cliente em relação ao todo o 
processo da cadeia logística criada para esse fim, medir o esforço feito para atingir o pedido 
perfeito, entregue no prazo, na quantidade solicitada e com a documentação completa, 
garante a eficiência do processo interno, porém, comparar com os custos previstos garante 
a eficácia do processo interno. Medidas de satisfação do cliente feitas por análise de opinião 
sobre sua satisfação com o desempenho do processo logístico da empresa auxiliam a 
melhorar esse processo.
As medidas de desempenho integradas ao longo da cadeia logística permitem um 
alinhamento de todo o processo no mesmo sentido, atender da melhor maneira possível 
o cliente final, desenvolvendo níveis de serviços que sejam compatíveis com os custos 
planejados e permitindo assim que o cliente perceba esse diferencial de valor agregado.
Avaliar constantemente essas atividades logísticas são fundamentais para o sucesso 
da organização. Comparar metas e padrões garante o aperfeiçoamento do desempenho, e 
se comparar as empresas do mesmo porte e maiores, provoca a busca de uma eficiência 
maior da empresa no seu setor. As medidas de desempenho internas avaliam a organização 
detalhadamente, já as medidas de desempenho externas garantem um monitoramento, um 
entendimento e uma manutenção orientada ao cliente.
Muitos clientes buscam um alto desempenho em relação ao serviço e à qualidade, 
desta forma, avaliar o desempenho da cadeia logística é uma obrigação das organizações 
que querem se manter como referência no mercado competitivo atual. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
CADEIA LOGÍSTICA E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO UNIDADE 4
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MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME/VÍDEO
• Título: Avaliação de desempenho
• Ano: 2018
• Sinopse: Neste vídeo veremos o conceito de desempenho nas operações 
de transportes, as principais características de um processo de avaliação 
de desempenho de transportes, métodos de quantificação e avaliação de 
desempenho e identificação de indicadores. 
• Link do vídeo: https://www.coursera.org/lecture/conceitos-basicos-
logistica/avaliacao-de-desempenho-DXh32
LIVRO
• Título: Auditoria Logística
• Autor: Darli Rodrigues Vieira e Michel Roux
• Editora: Elsevier
• Sinopse: A auditoria logística analisa e efetua o controle do planejamento 
e da execução de operações logísticas. É uma forma eficaz de monitorar 
e garantir a entrega de pacotes de valor na realização de operações. Este 
livro propõe uma abordagem de fácil compreensão e uso da auditoria 
logística nas empresas de forma prática. Hoje, no Brasil, quando as 
empresas desejam analisar a pertinência de terceirizar ou internalizar suas 
operações, quando necessitam qualificar e avaliar seus fornecedores, 
quando negociam complexos processos de compras de importados ou 
quando simulam mudança de fluxos de informações e de materiais, a 
passagem por um processo de auditoria logística é inquestionável para 
garantir melhores resultados nas decisões empresariais. É uma obra 
essencial para cursos de graduação e pós-graduação em Administração e 
Engenharia de Produção, sendo indicado para as disciplinas de Auditoria 
Logística, Auditoria da Qualidade, Estratégia e Gestão do Supply Chain 
e Logística de Suprimentos, Logística de Distribuição, Administração 
de Materiais e Administração de Produção e Operações. Além disso, 
é leitura obrigatória para profissionais das áreas de Logística & Supply 
Chain e Operações, bem como leitura complementar para a área de 
Projetos Industriais.
CADEIA LOGÍSTICA E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO UNIDADE 4
93
CONCLUSÃO GERAL
Prezado (a) aluno (a),
Neste material, busquei trazer para você a história, o desenvolvimento e o conceito 
desta atividade apaixonante que é a Logística. Sempre presente durante todo o processo 
de desenvolvimento da humanidade, na formação das cidades e nas grandes conquistas 
das civilizações antigas, e agora, depois de tanto tempo adormecida, desperta como uma 
atividade militar que garante uma vantagem sobre o inimigo e sucesso no campo de batalha.
Da guerra para a salvação das empresas, que buscavam reduzir seus custos 
para continuarem competitivas no mercado, ainda mais com o advento da internet, onde 
a concorrência deixou de ser local e passou a ser mundial. A logística garante uma visão 
sistêmica e permite avaliar todo o processo do ponto de origem ao ponto de destino, ou 
seja, do fornecedor de matéria-prima até o cliente final do produto.
Levantamos a importância dos canais de distribuição, que garantem que o produto 
certo esteja ao alcance do cliente na hora certa, para fidelizar e não dar margem para o 
cliente ter a opção de experimentar o produto da concorrência. Falamos aqui da importância 
do sistema de informação, fundamental para toda a atividade da empresa, mas de suma 
importância para o sistema logístico da empresa, informações rápidas e precisas garantem 
que tudo esteja no lugar certo na hora certa com o custo adequado.
Não podemos esquecer que tudo precisa ser medido e quantificado, assim, os 
sistemas de avaliação são de extrema importância para validar a eficiência do processo 
logístico da empresa. Acredito que você esteja com uma visão muito diferente das coisas, 
agora você está preparado para concluir que a Logística move o mundo, e quem dominar 
esta atividade dominará o mundo, quem sabe se você não será um profissional desta área.
Até uma próxima oportunidade. Muito Obrigado!
94
AZEVEDO, Jovane Medina. Cadeia de abastecimento no comércio eletrônico sob a 
ótica de redes flexíveis: um método de estruturação. 2002. 289 f. Tese (Doutorado em 
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em: https://bv4.digitalpages.com.br. Acesso em: 13 jun. 2019.
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	Botão 18: 
	Botão 17: 
	Botão 16:1
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garantiam uma total análise do processo, sem buscando uma maneira de fazer com mais 
produtividade e com menor custo.
• Final da década de 90 e início dos anos 2000: Era da competitividade causada 
pelo advento da globalização, fazendo com que a logística seja a grande 
responsável pela sobrevivência das empresas (Azevedo, 2002). 
• O estágio atual se caracteriza pela importância dada à integração externa, ou 
seja, entre os diferentes elos da cadeia de suprimentos. Destaca-se o grande 
desenvolvimento dos sistemas de informação e a disseminação do conceito da 
Gestão da Cadeia de Suprimentos (Supply Chain Management – SCM).
A quarta fase é marcada pela busca de estratégias logísticas que permitam as 
empresas a integrarem seus fluxos de materiais e informações ao longo da cadeia de 
suprimentos, permitindo assim redução de custos em todos os elos desta cadeia, seja 
em questão de preço de aquisição, redução de níveis de estoques, agilidade de entregas, 
postergações de produção, menor área de armazenagem e redução dos custos de 
transportes (Novaes, 2001).
A Figura 01 ilustra a evolução da logística:
FIGURA 01: EVOLUÇÃO DA LOGÍSTICA AO LONGO DAS DÉCADAS 
Fonte: Ching (1999, p.21).
INTRODUÇÃO À LOGÍSTICAUNIDADE 1
14
FIGURA 02: FATORES DE DESENVOLVIMENTO DA LOGÍSTICA AO LONGO DA 
HISTÓRIA 
Fonte: Adaptada de Ballou (1993).
Segundo Platt (2010, p. 18), “Necessidade de reduzir custos também levou ao 
desenvolvimento de um planejamento mais eficaz no que tange aos transportes, sobretudo 
com o aumento significativo nos preços dos combustíveis, levando ao desenvolvimento de 
mão de obra e tecnologias especializadas nesse setor.” 
Podemos entender que a evolução da Logística se deu em virtude da necessidade 
das empresas se manterem competitivas no mercado globalizado, buscando sempre ter um 
diferencial competitivo para se sobressair em relação às outras.
A Figura 02 demonstra os cinco fatores que foram primordiais para o grande 
desenvolvimento da logística ao longo da história:
INTRODUÇÃO À LOGÍSTICAUNIDADE 1
15
O termo logística, conforme o Dicionário Aurélio, vem do francês Logistique e 
tem como uma de suas definições “a parte da arte da guerra que trata do planejamento 
e da realização de: projeto e desenvolvimento, obtenção, armazenamento, transporte, 
distribuição, reparação, manutenção e evacuação de material para fins operativos ou 
administrativos”.
Para Christopher (1997), a logística é o processo de gerenciar de forma estratégica 
a aquisição, movimentação e armazenagem de materiais, peças e produtos acabados, por 
meio da organização e seus canais de marketing, de forma que maximize os lucros, através 
do atendimento dos pedidos a baixo custo.
O Conselho de Gestão de logística, conceitua a logística como sendo a parte do 
processo da cadeia de abastecimento que planeja, implanta e controla o fluxo eficiente 
e eficaz de matérias-primas, estoque em processo, produtos acabados e informações 
relacionadas, desde seu ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de 
atender os requisitos dos clientes (Council of Logistics Management, 1999).
São várias definições que podem ser encontradas quanto ao conceito de logística, 
mas todas elas sempre terão o planejamento, a implantação e controle de um fluxo eficiente 
das matérias-primas e o foco em entregar o produto ao seu consumidor final. A logística 
é sempre apontada como a responsável pela administração de fluxo e armazenagem de 
produtos, serviços e informação, não apenas entre fornecedores e clientes, mas ao longo 
de toda a cadeia de abastecimento. 
CONCEITO E 
IMPORTÂNCIA 3
TÓPICO
INTRODUÇÃO À LOGÍSTICAUNIDADE 1
16
Após essas definições, pode-se ter noção da amplitude das atividades que englobam 
a Logística, gerenciando e executando todo o fluxo de materiais, serviços e informações 
que fazem com que os produtos se tornem disponíveis ao mercado consumidor.
Na figura 03 temos a ilustração do conceito da Logística de forma esquemática:
O objetivo da Logística é prover ao cliente os serviços que ele espera, com a 
entrega do “produto certo, no lugar certo, no momento certo”. A satisfação do cliente faz 
parte do objetivo da Logística. O processo é efetivado quando esse objetivo é alcançado. 
Para equilíbrio das expectativas de níveis de serviço e os custos incorridos, a Logística tem 
a necessidade de buscar estratégia, planejamentos e desenvolvimentos de sistemas que 
assegurem que esses objetivos sejam atingidos (Faria; Costa, 2005).
Para que os materiais e produtos sejam movimentados de maneira oportuna, a 
empresa tem custos, visando a agregar um valor (nível de serviço) que não existia, sendo 
criado para o cliente. Isso é parte da missão da Logística, que está relacionada à satisfação 
das necessidades dos clientes internos e externos, viabilizando operações relevantes de 
Produção e Marketing, minimizando tempo e custos, dadas as condições de cada elo da 
cadeia de suprimentos, tornando a Logística uma estratégica nas empresas (Faria; Costa, 
2005).
Para Novaes (2001), todos os elementos do processo logístico devem ter foco na 
satisfação das necessidades e preferências dos consumidores finais. Por isso, 
todos os processos que integram a cadeia logística devem conhecer as necessidades dos 
FIGURA 03: CONCEITO DA LOGÍSTICA
Fonte: Council of Logistics Management (1999).
INTRODUÇÃO À LOGÍSTICAUNIDADE 1
17
clientes internos (departamentos e setores) e clientes externos (integrantes da cadeia) 
durante todo o processo, gerando fluxos que sejam ágeis, confiáveis e rápidos, que tenham 
custos reduzidos, trazendo competitividade para cadeia.
Resumindo, a logística atual visa:
• Prazos previamente acertados e cumpridos ao logo da Cadeia de Suprimento;
• Integração efetiva entre todos os setores da organização;
• Integração efetiva e estreita com fornecedores e clientes;
• Busca da otimização global, trazendo racionalização e redução de custos por 
toda a Cadeia e Suprimentos;
• Satisfação total do cliente, mantendo o nível de serviço preestabelecido e 
adequado.
Ching (1999) identifica como principais missões da Logística:
• Fornecer a quantidade desejada dos serviços ao cliente, visando alcançar 
custos baixos e competitivos.
• Proporcionar condições para que se movimentem de maneira rápida e eficaz.
• Contribuir para a gestão comercial da organização, através da confiabilidade 
e eficácia da movimentação dos materiais, bem como nos prazos e metas de 
atendimento aos pedidos feitos pelos clientes. 
INTRODUÇÃO À LOGÍSTICAUNIDADE 1
18
Sabemos que todo processo de elaboração de um produto não existe isoladamente. 
Por exemplo, quando você compra uma resma de sulfite, sabe que sem uma sequência 
de atividades para produzir e disponibilizar aquele papel na loja em que você o adquiriu, 
isso não seria possível. O processo se inicia com o corte de uma árvore, o processamento 
da madeira e como produto final a celulose. A operação segue com a fabricação do papel, 
a embalagem em resmas e o transporte até os distribuidores, que venderão esse produto 
para os varejistas, que por fim venderão a resma a você. Esse processo todo que envolve 
o produto desde o início até o consumidor final é o que chamamos de Gestão da Cadeia de 
Suprimentos, ou também conhecida como Suplly Chain Management (SCM) (Platt, 2010).
A competitividade dos mercados devido a fatores como inovações na tecnologia 
de informação que trazem muitos avanços principalmente no comércio eletrônico, além 
do aumento das exigências dos clientes e consumidores por produtos e serviços cada 
vez mais customizados faz com que as empresas mudem seu foco para o que realmente 
precisa fazer para agradar seu consumidor final.
Para que isso acontecesse, foi necessário que as empresas mudassem seus 
sistemas e seus conceitos de produção, deixando de ser responsáveis por várias das 
atividades necessárias para elaborar o produto. Surge a necessidade deabertura, exigindo 
um melhor relacionamento da empresa com as demais empresas envolvidas no processo, 
como fornecedores, transportadores e distribuidores. As informações precisam 
SUPPLY CHAIN 
MANAGEMENT4
TÓPICO
INTRODUÇÃO À LOGÍSTICAUNIDADE 1
19
ser rápidas para que todas as empresas envolvidas consigam planejar e executar as 
operações sincronizadamente e atendendo às necessidades de qualidade e características 
do produto, volume e prazo (Bowersox; Closs; Cooper, 2007).
A gestão da cadeia de abastecimento engloba o conjunto de processos necessários 
para obter materiais, agregar-lhes valor conforme a concepção dos clientes e consumidores 
e disponibilizar os produtos para o lugar (onde) e para a data (quando) os clientes e 
consumidores desejarem. Apesar de ser um processo bastante extenso, a cadeia apresenta 
modelos que variam conforme as características do negócio, do produto e das estratégias 
adotadas pelas empresas para o produto chegar até as mãos dos clientes e consumidores 
(Bertaglia, 2016).
Faria e Costa (2005) dizem que a Cadeia de Suprimentos é constituída pelo conjunto 
de organizações que mantêm relações mutuas do início ao final da cadeia logística, criando 
valor aos produtos e serviços, começando no fornecedor e indo até o consumidor final. 
Este conceito é ligado a um conjunto de fluxos físicos e de informações entre uma empresa 
e seus parceiros (fornecedores e clientes) sendo gerenciado sob o princípio da busca e 
sustentação da vantagem competitiva pelas organizações envolvidas.
Na Cadeia de Suprimentos, os parceiros atuam de forma estratégica, buscando 
sempre os melhores resultados econômicos, reduzindo custos e agregando valores para 
o consumidor final. A logística na Cadeia de Suprimentos é a ligação entre seus membros 
(Costa; Faria, 2005).
Podemos dizer que o conceito sofreu evoluções muito importantes durante os 
últimos anos. A cadeia de abastecimento apresenta uma visão mais ampla do que se 
conhece como cadeia logística, é mais limitada à obtenção e movimento de materiais e à 
distribuição física do produto (Bertaglia, 2016).
Para Christopher (2007 apud Platt, 2007), diz que a Cadeia de Suprimentos se 
constituiu de uma rede de organizações e processos que criam valor na forma de produtos 
e serviços que são entregues aos usuários finais. As organizações dependem uma das 
outras, seja na venda ou compra de bens, serviços ou informações.
Alguns pontos são importantes de serem ressaltados:
• As matérias (matérias-primas, produtos ou documentos) existem em qualquer 
organização, seja ela indústria, prestadora de serviço ou comércio.
• Agregar valor aos produtos para atender às exigências dos clientes tende a ser 
um desperdício, todas as atividades que não são percebidas pelo cliente como 
importantes. 
INTRODUÇÃO À LOGÍSTICAUNIDADE 1
20
• A conectividade entre as empresas, formando redes de informação, materiais 
e serviços.
Com os conceitos apresentados até agora, podemos perceber que o valor entregue 
aos clientes é resultado da sinergia entre os participantes de todo processo, considerando o 
fluxo de informações, produtos, serviços, recursos financeiros e conhecimento. Além disso, 
esse processo conecta as empresas aos fornecedores, distribuidores e clientes, sendo 
necessário que todo esse processo seja alinhado e administrado desde o início ao ponto 
final (Platt, 2010).
Começamos a viver a era da otimização da cadeia de abastecimento aliada à 
gestão de relacionamento com o cliente (CRM, que vem do inglês Customer Relationship 
Managemente), e as empresas que não se atentarem a estas iniciativas terão muitas 
dificuldades para sobreviver no mercado (Bertaglia, 2016).
Grandes organizações procuram maior visibilidade e reduzir tempo e custo ao longo 
da cadeia de abastecimento para obter resposta mais efetiva às necessidades do consumidor. 
Por isso, novas medidas precisam ser empregadas para atender às expectativas dos 
clientes. Processos internos e externos devem ser amplamente estudados, visto que cada 
passo dado no processo pode significar custo adicional ou atraso em potencial, trazendo 
resultados que não agregam valor algum. Os canais de distribuição e os fornecedores 
precisam ser monitorados e medidas de desempenho devem ser implantadas para o 
sucesso do processo todo, assim como medidas voltadas também para as operações de 
manufatura. Porém, essas medidas citadas não podem ser realizadas isoladamente, mas 
integradas com os procedimentos financeiros, a gestão de clientes e os processos internos 
da organização (Bertaglia, 2016). 
O objetivo da cadeia de abastecimento é possibilitar que os produtos certos, na 
quantidade certa, estejam nos pontos de venda no momento certo, com o menor custo 
possível. Esta expressão “estar em todos os lugares com produtos acessíveis para todos 
os consumidores” deve ser analisada com cuidado, pois estar em todos os lugares pode 
significar um aumento no custo logístico se comparado a um baixo volume de vendas. É 
preciso uma análise para ponderar as vantagens e desvantagens de se estar em todos os 
lugares (Bertaglia, 2016).
Quando as empresas optam por esse modelo de Cadeia de Suprimentos, elas 
devem considerar (Platt, 2010):
• Mercado: atividades consideradas de baixo valor agregado pelo consumidor
INTRODUÇÃO À LOGÍSTICAUNIDADE 1
21
• final devem ser terceirizadas.
• Operações: com a terceirização das atividades, a organização deve concentrar 
seus esforços em integrar suas operações, tendo em vista a ampliação de 
oferecer novos produtos e diluir seus custos logísticos com pedidos, estoques, 
armazenagem e transporte.
• Empresa: deve direcionar seus recursos para suas atividades-chave e agir com 
seu sistema logístico, buscando eficiência em um conjunto de indicadores de 
desempenho pré-estabelecidos.
4.1 BENEFICIOS DA GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS
Os autores Ching (1999), Ballou (2006) e Novaes (2001) citam seis grupos de 
benefícios agregados às empresas com a implantação da Gestão da Cadeia de Suprimentos.
• Redução de custos: o alinhamento dos planos estratégicos das organizações 
envolvidas permite que os esforços sejam compartilhados, buscando minimização 
de custos de ser processos, algo que seria difícil se fosse feito isoladamente.
• Possibilidade de oferecer fornecimento global: a integração na cadeia, com 
base na confiança, responsabilidade, riscos e recompensas, traz segurança para 
ampliar as operações em novas oportunidades.
• Agregar valor ao cliente: a cadeia gerenciada de forma coesa e integrada 
permite oferecer garantias do produto e prazos de entregas acordados.
• Customização e velocidade do atendimento: a orientação pelo mercado 
possibilita à cadeia a flexibilidade para se ajustar às variações da demanda, se 
adaptando rapidamente às exigências do cliente.
• Informações compartilhadas: a integração permite estabelecer um sistema 
que a informação flua entre o cliente final e os demais integrantes da Cadeia, 
acelerando as decisões e a velocidade de resposta às solicitações dos processos 
e do mercado. 
• Oferta de níveis de serviço diferenciados: com uma Cadeia sincronizada e 
ágil, é possível processar e montar pedidos de forma mais rápida e consistente, 
possibilitando disponibilizar entregas pontuais e variadas aos clientes.
INTRODUÇÃO À LOGÍSTICAUNIDADE 1
22
Desta forma podemos observar que gerir a cadeia de suprimentos é a forma mais 
adequada de atingir os objetivos da Logística Empresarial, pois possibilita um controle sobre 
todas as partes do processo de obtenção e fluxo de materiais, processo de armazenagem e 
produção, estocagem do produto acabado e distribuição até o consumidor final. 
4.2 IMPLANTAÇÃO DA GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS
Existem vários benefícios resultantes de uma gestão e operação integrada de 
um conjunto de empresas organizadas em uma cadeia de suprimentos. Antes de iniciar 
o processo, as empresas precisam compreender o quecaracterizará esse novo tipo de 
aliança entre elas (Platt, 2010).
• Complexidade logística: além da estruturação e sincronização dos fluxos de 
materiais, serviços, informações e financeiros entre as empresas, é preciso lidar 
com as diferenças culturais e seus diferentes modelos de gestão.
• Combinação de atividades: focando nas atividades que realiza melhor, as 
empresas envolvidas podem atingir níveis de competitividade mais altos somando 
seus esforços, trazendo ganhos na qualidade do produto, tempo e custos.
• Integração: tanto na organização como com os demais envolvidos, incluindo 
sistemas de informação e custeio conectados e transparentes, trazendo agilidade, 
no processo decisório e operacional.
• Flexibilidade: refere-se às condições de fornecer respostas ágeis e velozes às 
variações do mercado e às flutuações de demanda.
Mesmo sendo muitas as vantagens de uma gestão e operação integrada entre as 
empresas, existem barreiras que dificultam a implementação das práticas, pois exigem que 
elas quebrem barreiras organizacionais, muitas vezes o gerenciamento de funções que 
acabam travando processos fundamentais para os processos serem eficientes. 
Além disso, os hábitos, valores e costumes das pessoas podem comprometer 
iniciativas de integração da Cadeia. Podem ocorrer também problemas nos relacionamentos 
entre os fornecedores, pois enquanto não houver uma integração total, não é possível o 
funcionamento da Cadeia. Pode acontecer também dificuldade de encontrar bons parceiros 
ou até mesmo ausência de critérios definidos para determinar quais são os mais indicados. 
INTRODUÇÃO À LOGÍSTICAUNIDADE 1
23
4.2 ESTRUTURA DA CADEIA DE SUPRIMENTOS
Para se montar uma estrutura de Cadeia de Suprimentos, inicialmente deve-se 
identificar os integrantes da Cadeia. Em seguida, precisa verificar quais são as organizações 
que participam diretamente do processo de comercialização. As organizações devem ser 
dividas em primárias e secundárias para ser possível identificar onde estão as atividades-
chave. Organizações primárias são responsáveis pelas atividades operativas, que 
transformam recursos de entrada em recursos com valor agregado para o cliente final. 
Organizações secundárias fornecem para as organizações primárias conhecimento, 
serviços e recursos. Sendo que algumas organizações desempenham ambas as funções 
na cadeia de suprimentos (Azevedo, 2002).
No Gerenciamento da Cadeia de Suprimento, temos os componentes que se 
constituem nas variáveis de gestão e são classificados em dois tipos, componentes físicos 
e técnicos: são mais visíveis, tangíveis, mensuráveis e possíveis de serem trocados, como 
estrutura de comunicação, informação e fluxo de materiais, etc., e componentes e gestão e 
comportamento: sendo menos tangíveis, visíveis, mensuráveis e compreendidos, podendo 
ser os que mais dificultam o processo de implementação de uma cadeia, como estruturas 
de poder e liderança (Novaes, 2001).
Ainda segundo Novaes (2001), a estrutura pode ser vertical em relação aos níveis 
no processo de transformação e transporte ao longo da Cadeia, e horizontal, que aponta a 
quantidade de fornecedores ou clientes em cada nível da Cadeia, podendo ser curta (com 
poucas empresas em cada nível) ou larga (com muitas empresas em cada nível). 
Área da Administração dedicada em organizar os processos de produção da empre- sa, a Logística empresarial 
propõe caminhos para melhorar a operação de produção da empresa, de maneira que aumente a eficiência do 
trabalho feito e consequente- mente a demanda e a oferta do produto. Responsável por quatro funções básicas 
do processo de produção: as de aquisição, movimentação, armazenamento e entrega de produtos, ajudando as 
empresas a terem maior eficiência na sua produção, além de ser uma forma de destacar a atividade da empresa 
no mercado competitivo e influenciando diretamente no processo chamado de cadeia de suprimentos de um 
produto (supply chain) (Costa e Faria, 2005) .
SAIBA
MAIS
INTRODUÇÃO À LOGÍSTICAUNIDADE 1
24
Tudo o que nos cerca, a roupa que estamos usando e todo nosso alimento provém de uma ação logística, 
tudo estava a centenas de kilomentros de nós, muitas vezes em outro países, e agora está tudo ao nosso 
alcance. Não eram neste mesmo formato e nem tinham o mesmo toque ou o mesmo gosto, porém, após 
vários processos de transformação estão agora ao nosso dispor, como isso pode ser possível? você acredita 
em mágica? Eu acredito em logística.
REFLITA
INTRODUÇÃO À LOGÍSTICAUNIDADE 1
25
Caro (a) aluno (a), aqui encerramos a primeira unidade, onde estudamos juntos 
sobre essa atividade espetacular que é a Logística, tivemos a oportunidade de conhecer sua 
origem, remota da antiguidade como atividade, mas como conceito extremamente recente, 
vinda da arte da guerra para se tornar uma ferramenta de gerenciamento importantíssima 
para a sobrevivência das empresas no atual cenário mundial.
Podemos acompanhar seu desenvolvimento ao longo da história, buscando sempre 
a redução de custos e qualidade de produto e processo, de fragmentada em seus processos 
a uma atividade integrada atualmente, entendemos também que o desenvolvimento da 
Logística se deu mais intensamente, por fatores que levaram as empresas a enfrentar 
situações financeiras difíceis ao nível mundial, ou seja, a atividade Logística se torna 
uma das mais importantes no cenário mundial como fator de competitividade para que as 
empresas se destacassem num mercado globalizado.
Como foi interessante conceituar a Logística, uma atividade completa, que planeja, 
executa e controla o fluxo de todo o tipo de materiais e informações na cadeia de suprimentos, 
do ponto de origem até o ponto de destino, desta forma, ficou bem claro a importância 
da Logística Empresarial no mundo moderno, uma atividade que se tornou o diferencial 
competitivo num mercado extremamente concorrido, quem conseguir a melhor integração 
dos seus processos terá um produto mais atrativo para ser ofertado ao consumidor final.
E por fim, começamos a entender o que é o SUPPLY CHAIN MANAGEMENT ou 
cadeia de suprimentos, e que o controle desta cadeia é fundamental para o sucesso de 
qualquer empresa na atualidade, pois a redução de custos, a exigência de novos produtos 
e velocidade do atendimento do consumidor final depende totalmente da integração de 
todas as etapas desta cadeia.
Bem-vindo(a) agora ao mundo da Logística, tenho certeza de que sua visão de 
todas as coisas será diferente agora, pois ao comprar um produto irá pensar em tudo o que 
está atrás para que esse produto estivesse disponível no ponto de venda. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
INTRODUÇÃO À LOGÍSTICAUNIDADE 1
26
MATERIAL COMPLEMENTAR
FILME/VÍDEO
• Título: Cavalo de Guerra 
• Ano: 2011
• Sinopse: Em 1914, com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, 
Joey, um belo cavalo de pelo avermelhado e uma cruz branca na 
fronte, é vendido para o Exército Inglês e enviado para frentes de 
batalha na França. Lá, o destemido cavalo enfrenta o inimigo e 
vê de perto o horror das violentas batalhas. Mesmo em meio à 
desolação das trincheiras, a coragem e a determinação de Joey 
sensibilizam os soldados do front e ele consegue encontrar consolo 
e esperança. Seu coração, contudo, sofre com a saudade que 
sente do jovem Albert, que ele foi obrigado a abandonar. Será que 
ele nunca mais voltará a ver seu verdadeiro dono e amigo? 
LIVRO
• Título: Logística Evolução na Administração – Desempenho e 
Flexibilidade
• Autor: Edelvino Razzolini Filho Editora: Juruá
• Sinopse: Este livro é o único no Brasil que apresenta um histórico 
da logística e de sua evolução, focalizando-a em um contexto atual, 
explicitando as razões pelas quais ela tem sido um dos assuntos 
dominantes no universo empresarial. Estabelece um conceito para 
Supply Chain Management, sendo tema recorrente na logística, 
embora nem sempre compreendido adequadamente. Aborda-se 
também o nível de serviço ao cliente, a avaliação de desempenhodos sistemas logísticos e a caracterização dos serviços e seu 
significado para os processos de avaliação de desempenho. A obra 
também apresenta um tema extremamente atual e relevante para as 
organizações do século XXI: a flexibilidade dos sistemas logísticos. 
O cenário competitivo e os estudos realizados apontam para uma 
alternativa cada vez mais viável e desejável: a flexibilidade.
INTRODUÇÃO À LOGÍSTICAUNIDADE 1
27
FILME/VÍDEO
• Título: A Logística na Segunda Guerra Mundial 
• Ano: 2016
• Sinopse: Relata a importância da logística na Segunda Guerra 
Mundial, focando no deslocamento, abastecimento e estratégias 
de guerras com base nas ações que garantiam todo o suporte para 
o campo de batalha. 
INTRODUÇÃO À LOGÍSTICAUNIDADE 1
Professor Me. Antonio Carlos Lázaro Sanches
LOGÍSTICA E CANAL 
DE DISTRIBUIÇÃO2UNIDADEUNIDADE
PLANO DE ESTUDO
29
• Cadeia Logística;
• Logística de Suprimentos;
• Logística Interna;
• Logística de Distribuição;
• Canal de distribuição.
Objetivos da Aprendizagem
• Entender como se forma a Cadeia Logística;
• Compreender a Logística de Suprimentos;
• Compreender a Logística Interna;
• Compreender a Logística de Distribuição;
• Identificar a importância do canal de distribuição. 
LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
30
Caro (a) aluno (a), a cadeia de suprimentos aqui estudada nos permitirá entender 
que esta corrente formada ao longo de todo o segmento, quando bem integrada, oferece 
um diferencial competitivo às empresas, fazendo com que elas se destaquem no mercado 
globalizado. Bom, esta integração se dá pelos acordos comerciais e alinhamentos de 
interesses e estratégias, sendo objetivo de toda a cadeia a satisfação plena do cliente final.
Uma vez alinhado esse processo, para que ele aconteça para garantir o objetivo de 
toda a cadeia, surge a Logística, para garantir que tudo se movimente dentro desta cadeia, 
do ponto de origem até o ponto de destino, podendo ser materiais, insumos, produtos em 
processo, produtos acabados e informações.
Essa é a finalidade da logística suprir as necessidades na cadeia de suprimentos, 
na hora certa, na quantidade certa, na qualidade certa, ao menor custo possível, garantido 
o fluxo contínuo. A essa integração no Brasil se deu o nome de Cadeia Logística.
Convido você agora a se aprofundar nesse mundo da Logística e dar mais um 
passo na busca de sua compreensão e no entendimento de sua abrangência. 
INTRODUÇÃO
LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
31
Falamos até aqui da cadeia de suprimentos ou Suplly Chain Management, nosso 
estudo nos permite agora entender que o alinhamento de fornecedores, empresa e 
cliente trará total satisfação e sucesso ao empreendimento. Alinhar, mediante estratégias 
comerciais, todos os elos da cadeia, ajustando qualidade, confiabilidade, velocidade e 
redução de custos, garantirá que a parceria seja efetiva. A função da Logística dentro desta 
cadeia, de acordo com seu conceito, é o planejamento, implementação e o controle, do 
fluxo e armazenagem de materiais e informações, de forma econômica, eficiente e efetiva, 
satisfazendo as necessidades e preferências dos clientes, do ponto de origem até o ponto 
de destino (Novaes, 2001).
Podemos dizer então que a Logística é a grande responsável por fazer algo 
chegar ao lugar certo na hora certa, podendo ser informações, materiais ou até mesmo a 
movimentação financeira, caracterizando assim o fluxo logístico na cadeia de suprimentos, 
conforme figura 04. 
CADEIA 
LOGÍSTICA1
TÓPICO
LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
32
FIGURA 04: FLUXO LOGÍSTICO 
FIGURA 05: INTEGRAÇÃO LOGÍSTICA 
Fonte: Novaes (2001, p. 38)
Fonte: Bowersox e Closs (2001, p. 44)
Essa integração do Suplly Chain Management ou cadeia de suprimentos com a 
logística resultou no que chamamos no Brasil de Cadeia Logística. Na Cadeia Logística 
temos a Logística com missão de integrar os processos que vinculam a empresa a seus 
clientes e fornecedores, criando assim um novo termo chamado de Logística Integrada. A 
Logística Integrada recebe as informações dos clientes e as distribuem para a empresa 
poder organizar suas atividades em forma de vendas, previsões e pedidos, assim gerando 
suas necessidades de compras e de produção, agregando valor aos materiais pelo processo 
de produção finalizado com a transferência do produto acabado aos clientes. Temos aqui 
dois processos inter-relacionados, que caracterizam bem claramente a Logística Integrada: 
Fluxo de materiais e Fluxo de informações (Bowersox; Closs, 2001). 
LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
33
O fluxo de materiais está relacionado ao gerenciamento da Logística em relação à 
movimentação e armazenagem de materiais e produtos acabados, inicia com a expedição 
inicial de um material ou componente por um fornecedor e termina com a entrega do produto 
pronto ao cliente, já o fluxo de informações tem por finalidade a identificação de algum tipo 
de necessidade na Cadeia Logística que precise ser atendida (Bowersox; Closs, 2001).
Segundo Farias e Costa (2005), com uma melhor forma de gerir na Cadeia Logística 
esses fluxos de materiais e informações, a Logística Integrada, sendo um macroprocesso, 
se divide em três processos básicos, sendo eles: Logística de Suprimentos, Logística 
Interna e Logística de Distribuição. 
LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
34
A Logística de suprimentos é um conjunto de atividades operacionais que englobam 
atividades como o transporte, a movimentação, a estocagem e o fluxo de informações, 
que se repetem várias vezes ao longo do canal pelo qual as matérias-primas vão sendo 
transformadas em produto acabado, aos quais se agrega valor ao consumidor. Uma vez que 
as fontes de matérias-primas, fábricas, locais de venda em geral não possuem a mesma 
localização e o canal representa uma sequência de etapas de produção, as atividades 
logísticas podem ser repetidas várias vezes até o produto chegar ao mercado (Ballou, 2006).
Por isso, as atividades logísticas se repetem à medida que os produtos usados são 
transformados. Uma única empresa não tem condições de controlar integralmente seu fluxo 
de produtos da fonte de matéria-prima até os pontos de consumo. Desta forma, a logística 
empresarial tem em cada empresa um controle esperando o máximo de gerenciamento 
sobre os canais físicos, imediatos de suprimentos e distribuição, como se mostra na figura 
06. 
LOGÍSTICA DE 
SUPRIMENTOS 2
TÓPICO
LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
35
FIGURA 06: CANAIS FÍSICOS DE SUPRIMENTO E DISTRIBUIÇÃO 
Fonte: Ballou (2006).
O canal físico de suprimentos se refere à lacuna em tempo e espaço entre as fontes 
de materiais imediatas da empresa e seus pontos de processamento. Já o canal físico de 
distribuição se refere à lacuna de tempo e espaço entre os pontos de processamento da 
empresa e seus respectivos clientes (Ballou, 2006).
Segundo Bowersox e Closs, (2001), a logística de suprimentos é a área que 
trata dos fluxos de matéria-prima e de produtos para a organização, sendo seu objetivo 
satisfazer às necessidades de materiais da operação. Uma boa administração da logística 
de suprimentos significa coordenar os movimentos dos suprimentos com as exigências da 
operação.
O termo logística de suprimentos representa produtos ou suprimentos deslocados 
ao longo da seguinte cadeia:
• Fornecedores;
• Fabricantes;
• Distribuidores;
• Lojistas;
• Clientes.
A logística de suprimentos engloba todos os estágios envolvidos, de forma direta ou 
indiretamente, no atendimento de um pedido de um cliente, se inicia com o pedido de um 
cliente e termina quando o cliente satisfeito paga pela compra.
LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
36
Observemos aqui que a Logística de Suprimentos não é responsável pelas 
negociações com os fornecedores, pois essa operação é resultante do processo de 
compras, mas sim por todo o fluxo de informações, que gera a necessidade de compras,porém, a partir da compra da matéria-prima ou insumo, se torna responsável pelo transporte, 
armazenagem e movimentação desta matéria-prima ou insumo ao longo do processo 
produtivo e também pelo produto acabado (Faria; Costa, 2005).
Alguns conceitos empregados na logística de suprimentos são a matéria-prima e o 
insumo. Matéria-prima é todo o material que sofre alguma transformação, ou seja, o material 
que precisa ser transformado para o produto ser produzido. Por exemplo, o algodão, que 
se transforma em fio e depois vira alguma peça de roupa. A matéria-prima é o principal 
componente utilizado na fabricação dos produtos. Já o insumo é o tipo de material, máquina 
ou equipamento que vai servir como suporte para o produto final ser feito (Ballou, 2006).
Os suprimentos de matéria-prima e insumo são aplicados na maioria das cadeias, 
seja indústria de alimentos, automobilística e outras. A aquisição dos materiais funciona 
basicamente no planejamento de diferentes cenários antes mesmo do pedido da matéria-
prima ser feito. Avaliar os fornecedores na interação de serviços de compra, planejamento 
na previsão do tempo até a chegada do pedido e também da demanda dos materiais, ou 
seja, fazer uma análise sistêmica no pedido dos materiais que serão necessários (Bertaglia, 
2016).
Algumas empresas utilizam o conceito just in time (produto certo, na quantidade 
certa e na hora certa) como estratégia de aquisição de materiais e insumos, garantindo 
assim menores estoques, menores investimentos no processo de compra e armazenagem 
(Ballou, 2006).
Na figura 07, podemos entender melhor o processo:
FIGURA 07: FLUXO DOS MATERIAIS/PRODUTOS NA LOGÍSTICA DE SUPRIMENTOS 
Fonte: Ballou (2006).
LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
37
Entrada: o suprimento entra na cadeia como matéria-prima ou insumo.
Processo: ocorre o início da produção e, pelo processo produtivo, com uso do 
insumo e da matéria-prima, se obtém o produto acabado.
Saída: a fase final do processo é a entrega ao consumidor, ou seja, a resposta da
promessa da entrega referente ao valor pago pelo produto solicitado.
Feedback: é o retorno sobre a satisfação do cliente em relação ao produto adquirido.
2.1 A IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA DE SUPRIMENTOS
A logística trata da criação de valor – valor este para os clientes e fornecedores 
da empresa, e valor para aqueles que têm interesse direto nela. Esse valor é manifesto 
primariamente em termos de tempo e lugar. Produtos e serviços não têm valor, a menos que 
estejam em poder dos seus clientes quando e onde eles pretendem consumi-los. Podemos 
citar como exemplo, os bares que servem bebidas e lanches em estádios de esportes. Eles 
não terão valor algum aos consumidores se não forem de fácil acesso para este público, 
em eventos esportivos e artísticos, e possuírem estoques correspondentes às demandas 
características nestas ocasiões (Ballou, 2006).
Uma boa administração logística entende que cada atividade na cadeia de 
suprimentos é contribuinte do processo de agregação do valor. Quando se pode agregar 
pouco valor, se torna questionável a existência de determinada atividade. Porém, agrega-
se valor quando o consumidor está disposto a pagar, por um produto ou serviço, mais que 
o custo de colocá-lo ao alcance deles. Por isso, a logística vem se transformando num 
processo cada vez mais importante de agregação de valor (Christopher, 2007).
As empresas gastam bastante tempo buscando formas de diferenciar suas ofertas 
de produtos em relação aos produtos da concorrência. Quando a administração reconhece 
que a Logística de suprimentos afeta uma significativa parcela dos custos da empresa 
que o resultado das decisões tomadas quanto aos processos da cadeia de suprimentos 
proporciona diferentes níveis de serviços ao cliente, atinge uma condição de entrar de 
maneira eficaz em novos mercados, aumentar sua fatia do mercado e aumentar novos 
lucros. Uma boa gestão da cadeia de suprimentos pode gerar vendas e não apenas somente 
reduzir custos (Ballou, 2006).
Qualquer produto ou serviço perde quase todo seu valor quando não está ao 
alcance dos clientes no momento e lugar adequados ao seu consumo. Quando a empresa 
se submete aos custos para levar ao cliente um produto antes indisponível ou de tornar-
se um estoque disponível no tempo certo cria para o cliente valor que antes não existia 
(Bertaglia, 2003).
LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
38LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
A atividade empresarial cria quatro tipos de valor em produtos ou serviços: forma, 
tempo, lugar e posse. Dos quatro valores, dois são criados pela logística. A produção cria o 
valor de forma à medida que transforma insumos em resultados, ou seja, matérias-primas 
convertidas em produtos acabados. A logística controla os valores de tempo e lugar, por meio 
de transporte, fluxos de informação e do estoque. O valor de posse é de responsabilidade 
do marketing, engenharia e finanças, é criado ao induzir os clientes a adquirir o produto por 
meio de mecanismos como publicidade, suporte técnico e condições de venda. Como o 
gerenciamento da cadeia de suprimentos já engloba a produção, três desses quatro valores 
podem ser considerados de responsabilidade do gerente de Logística de Suprimentos 
(Ballou, 2006).
Podemos entender que a Logística de Suprimentos está presente dentro de toda a 
Cadeia de Suprimentos, que tem como finalidade que o produto certo esteja na hora certa 
disponível ao cliente. Desta forma, para um melhor desempenho da Logística Integrada, 
com ganhos de valores e foco de eficiência, ela se integra à Logística Interna e à Logística 
de Distribuição que garantem um melhor fluxo de suprimentos na Cadeia de Suprimentos. 
Sendo assim, a Logística de Suprimentos assume a função de abastecimento, englobando 
as atividades realizadas para colocar os materiais e insumos disponíveis à produção ou à 
distribuição (Faria; Costa, 2005).
39
Logística interna envolve todas as atividades realizadas no suporte logístico à 
produção, envolvendo todo o fluxo de materiais e componentes na manufatura dos produtos 
em processo, até a entrega dos produtos acabados para a Logística de Distribuição. A 
logística interna também é definida como atividades associadas ao recebimento, ao 
armazenamento, controle de estoque, programação de frota, veículos e devolução para os 
fornecedores (Faria; Costa, 2005).
Segundo Porter (1989, p. 36), as principais características da logística interna são:
• Atendimento aos funcionários: a logística interna é responsável pelo atendimento 
dos recursos materiais utilizados na organização;
• Otimização das tarefas: a logística interna permite que haja redução no tempo 
entre as tarefas desenvolvidas pelos funcionários da empresa, eliminando 
espaços e entregando na quantidade correta;
• Interação dos demais setores da organização: quando existe necessidade 
do levantamento de recursos materiais utilizados em cada um dos setores da 
organização, propiciando nos limites a padronização destes recursos, a logística 
interna aproxima os setores e discute a aplicação e o uso dos produtos deles na 
execução das tarefas. 
A figura 08 ilustra as funções da logística interna:
LOGÍSTICA 
INTERNA3
TÓPICO
LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
40
FIGURA 08: FUNÇÕES DA LOGÍSTICA INTERNA 
Fonte: Moura (1998, p.10)
Conforme os planejamentos de produção, esses materiais são manuseados e 
movimentados para o abastecimento das linhas de produção ou de montagem. Como 
exemplo de montagem, podemos citar o motor de um caminhão ou a entrega de subconjuntos 
como o painel de um carro à linha de produção de uma indústria automobilística, envolvendo 
processos de armazenagem, transportes e movimentação interna (Faria; Costa, 2005).
Podemos entender que uma vez recebido os materiais e insumos pelo setor de 
recebimento da empresa, fruto de uma ação da Logística de Suprimentos, é dever da Logística 
Interna,conferir, inspecionar a qualidade, armazenar e garantir o fluxo destes materiais e 
insumos, além de todas as atividades de suporte logístico, para que o planejamento de 
produção elaborado pela empresa seja executado, finalizando suas atividades na entrega 
do produto pronto para a Logística de Distribuição (Bowersox; Closs, 2001). 
LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
41
A distribuição é um processo que costuma estar associado ao movimento do produto 
de um ponto de produção ou armazenagem até o cliente. Estas atividades abrangem as 
funções de gestão de controle de estoque, manuseio de materiais ou produtos acabados, 
transporte, armazenagem, administração de pedidos, análises de locais e redes de 
distribuição e outros. O retorno de produtos em bom ou mau estado também faz parte 
desse processo (Bertaglia, 2016).
A distribuição é uma parte do composto de marketing (produto, preço, promoção e 
distribuição), e que através da armazenagem e transporte procura uma forma estratégica de 
agregar valor ao cliente. A Logística de Distribuição é bastante significativa nas empresas 
comerciais e industriais e tem seu processo inicial com a armazenagem, pois recebe e faz 
a estocagem dos produtos acabados oriundos da fábrica, como também as embalagens 
adquiridas de terceiros (Faria; Costa, 2005).
Quando é feita uma venda, se inicia a primeira fase do processamento do pedido, 
ainda na área de vendas/marketing, que recebe a solicitação do pedido e o íntegra em um 
sistema de informação utilizado, onde é possível verificar o estoque disponível e o crédito do 
cliente. Caso o produto não esteja disponível no estoque, o sistema de informação realiza 
a programação da produção, para a empresa poder suprir a falta do produto (Bowersox; 
Closs, 2001).
Após efetuado o pedido, o sistema logístico de distribuição é acionado, no momento 
em que a informação é transferida à armazenagem. Com isso, se inicia a 
segunda fase do processo do pedido, envolvendo atividades como: emissão das etiquetas 
LOGÍSTICA DE 
DISTRIBUIÇÃO4
TÓPICO
LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
42LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
de identificação do cliente e código de barras dos itens a serem separada, separação, 
conferência, embalagem, emissão do conhecimento de frete, faturamento, consolidação de 
carga e expedição (Faria; Costa, 2005).
Concluída a segunda etapa, damos início à terceira fase do processamento do 
pedido, executada pelo transporte, que engloba as atividades a seguir para seu cumprimento: 
carregamento dos produtos, trânsito até o centro de distribuição regional, desconsolidação 
da carga, transferência croos docking (lojas supridas por armazéns centrais, que agem 
como coordenadores no processo de suprimentos) para transporte e entrega do pedido ao 
cliente. Assim, encerra-se o ciclo do processamento do pedido e também as atividades da 
Logística de Distribuição (Faria; Costa, 2005).
O processo de distribuição tem sido foco permanente das organizações, visto 
que seus custos são elevados e as oportunidades são muitas. São discutidos modelos de 
distribuição para se obter vantagem competitiva e colocar os produtos, principalmente bens 
de consumo, ao alcance dos clientes. As características de distribuição apresentadas por 
setores como de bebidas e sorvetes, possuem custo alto devido à quantidade e dispersão 
dos pontos de vendas, somando-se ainda que características de temperaturas precisam ser 
relevadas, principalmente para sorvetes ou outros produtos congelados (Bertaglia, 2016).
Falando ao nível do Brasil, tem-se observado grande evolução no aspecto de 
distribuição com empresas muito profissionais, tanto na armazenagem como no transporte. 
Porém, nossa infraestrutura para transporte e distribuição continua centralizada em 
rodovias, e por isso aumenta os custos de transporte pela necessidade de se procurar 
meios alternativos e combinados para efetuar a distribuição dos produtos por via marítima, 
rodoviária, ferroviária e aérea (Bertaglia, 2016).
Surgi aqui a figura do Operador Logístico, empresas terceirizadas que buscam 
tornar parte do processo Logístico mais eficaz para as empresas, considerando que o 
negócio da empresa não é transporte e armazenagem, mas sim agregar valor à sua marca. 
Estes operadores logísticos, para serem caracterizados assim, precisam oferecer no 
mínimo três serviços: armazenagem, controle de estoques e transportes. Muitas empresas 
já terceirizam todo o seu processo logístico para operadores logísticos, como o caso do MC 
Donald’s, que se utiliza da empresa Martin-Brower.
A Martin-Brower é responsável pela Gestão de compras e estoques, atendimento 
aos restaurantes, armazenagem, distribuição e transporte, transferências a outros centros 
de distribuição no país, gestão financeira da cadeia, planejamento logístico, 
planejamento fiscal, serviço de campo e coordenação das operações de abastecimento na 
43LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
cadeia. Para efetuar essas operações, a Martin-Brower, além da estrutura de armazenagem, 
possui uma frota exclusiva de veículos com palm-tops para fornecer informações sobre 
a entrega, e uma equipe própria para essa operação, contando com todo um sistema 
integrado com fornecedores, gerenciando a operação de entrega. Todos os pedidos dos 
restaurantes são recebidos, processados e alimentam automaticamente o sistema interno 
da empresa para o abastecimento e a distribuição física aos restaurantes, além de gerar 
todas as informações necessárias para fornecedores, históricos de vendas, estatísticas e 
apoio a marketing.
Leia mais em: https://logisticaconcreta.blogspot.com/2016/11/a-logistica-do-mcdo- 
nalds.html. Acesso em 24 de maio de 2019. 
44
Para falarmos em canal de distribuição vamos entender primeiro que distribuição 
física é o ramo da logística empresarial que trata da movimentação, estocagem e 
processamento de pedidos dos produtos finais da empresa. É de grande relevância, pois 
seus custos representam 2/3 dos custos totais logísticos. Isto decorre das atividades 
exercidas na distribuição, que, em linhas gerais, tem a sua principal função de garantir a 
disponibilidade dos produtos finais aos clientes (Ballou, 1993).
Segundo Bertaglia, (2003), a distribuição física se resume a três atividades 
principais: recebimento, armazenagem e expedição. Sendo assim, a vantagem competitiva 
de uma empresa pode estar em como ela faz para que seu produto chegue de forma mais 
rápida, com o menor custo e com a melhor qualidade até o consumidor final.
Desta forma, a distribuição física está relacionada diretamente com a eficiência do 
transporte desenvolvido por esta empresa, sendo uma atividade que não agrega valor ao 
produto, mais que vai retirar do preço de venda uma boa parcela como despesa, porém, 
contribui para não diminuir o valor já agregado, disponibilizando o produto na hora certa, na 
qualidade certa e preservando sua integridade (Viana, 2000).
Convém destacar que o que traz ao cliente satisfação não são os custos envolvidos, 
que precisam ser gerenciados para oferecer um preço aceitável pelo mercado, mas sim os 
níveis de serviços ofertados, esses são percebidos pelo cliente. Níveis de serviços em 
relação à disponibilidade do produto, qualidade preservada, apresentação do produto, 
CANAL DE 
DISTRIBUIÇÃO5
TÓPICO
LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
45LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
assistência técnica e serviços de atendimentos ao consumidor. O nível de serviço 
ofertado ao cliente é o resultado do sistema logístico desenvolvido pela empresa (Lambert; 
Stock, 1993).
Para Viana (2000), a escolha da modalidade do transporte varia em função de 
diversos fatores, tais como:
Tempo - que varia simplesmente pelas características de cada transporte. 
Custo - cada modalidade tem o seu próprio componente de custos, o qual implicará 
no valor do frete.
Manuseio - cada transporte possui suas operaçõesde carga e descarga e a 
embalagem pode facilitar o manuseio e reduzir perdas.
Rotas de viagem - cada modalidade de transportes possui um número maior ou 
menor de viagens, a empresa pode mesclar o tipo de transporte sempre que necessário.
Sendo o transporte uma das funções mais importantes do nível de serviço logístico, 
pois este tem a finalidade de garantir o fluxo de bens entre a origem e o destino da Cadeia 
Logística, a eficiência do transporte dependerá da escolha certa do modal de transporte. 
Modal de transporte é a modalidade escolhida para o produto chegar do ponto de origem 
ao ponto de destino, e muitas vezes, se fará necessário à integração de modais para que 
essa finalidade seja atendida (Bowersox; Closs; Cooper, 2007).
Os modais de transportes, segundo Platt (2010), são destacados da seguinte forma:
Rodoviário: modal de alta flexibilidade, pois oferece o serviço porta a porta, porém 
com capacidade limitada de carga conforme a lotação do caminhão, recomendado para 
distâncias médias de 300 quilômetros. Apresenta custo elevado, pois precisa de motorista 
para cada veículo, além do alto consumo de combustível, sendo que a má conservação 
das estradas provoca maior desgaste e consequentemente maior manutenção. Em geral, 
atende todo o tipo de mercadorias.
Hidroviário: podendo ser classificado em: fluvial, sendo o transporte feito em rios, 
Lacustre sendo o transporte feito em lagos e Marítimo, o qual é o transporte feito pelo mar, 
podendo ser de cabotagem feito entre portos de um mesmo país, ou internacional feito 
entre portos de países diferentes. De custo bem mais baixo do que as outras modalidades, 
porém, com baixa velocidade e dependente de integração com outras modalidades de 
transportes, pois o navio só chega ao porto e precisa de uma integração para que sua carga 
chegue ao destino. Sua capacidade de transporte é bem grande e pode-se usar o tempo de 
transporte como uma forma de armazenagem em trânsito.
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FIGURA 09 – MATRIZ DE TRANSPORTE DE CARGAS NO BRASIL 
Fonte: http://www.ilos.com.br/web/tag/matriz-de-transportes/
Acesso em: 24 mai. 2019.
LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
Aéreo: limitação de carga e custo alto caracterizam este modal, porém, para cargas 
urgentes ou produtos com alto valor agregado, é muito indicado, pois apresenta uma 
significante redução no tempo de transporte. Tendo como limitação, os aeroportos 
precisam de integração de outros modais, quase sempre o rodoviário, para a carga chegar 
ao seu destino. Esta modalidade reduz o tempo de armazenagem e administração de 
estoques.
Ferroviário: não é um modal com muita agilidade, porém, garante custos bem 
menores que o rodoviário, além de uma concentração de carga muito grande, ótimo para 
transportes de longa distância e grandes quantidades, mas também depende de integração 
com outros modais, como o hidroviário e rodoviário.
Dutoviário: pode ser usado para transportes de grãos, líquidos e gases, funciona 
24 horas por dia e nos sete dias da semana. Caracteriza-se por um custo alto de construção 
e manutenção, porém, após construídos, não sofrem interrupções por fatores climáticos e 
apresentam índices muito baixos de perdas e danos aos produtos.
Conforme a figura 09, a matriz de transportes de cargas no Brasil se apresenta da
seguinte forma:
47LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
Nota-se que no Brasil temos a predominância do modal de transporte rodoviário, o 
que não contribui para que nossos custos de transportes caiam, tornando nossos produtos 
mais atrativos no mercado externo. A falta de investimentos nos modais ferroviários 
e hidroviários fazem com que estas opções, mesmo sendo mais baratas, não se 
tornem uma vantagem de custos de transportes para muitas empresas.
5.1 CONCEITO DE CANAL DE DISTRIBUIÇÃO
Segundo Novaes (2001, p. 108), os canais de distribuição constituem “conjuntos 
de organizações interdependentes envolvidas no processo de tornar o produto ou serviço 
disponível para uso, ou consumo”, e que a distribuição física de produtos na realidade é 
definida a partir da escolha dos canais de distribuição referentes a determinado produto.
Na verdade, sabemos que nenhuma empresa consegue, isoladamente, colocar 
seu produto diretamente no ponto de venda. Existe dentro deste processo de logística 
de distribuição, uma integração de várias organizações que tem uma única finalidade, 
a satisfação do cliente final. Formando uma rede logística de: “armazéns, centros de 
distribuição, estoque de mercadorias, meios de transporte utilizados, e a estrutura de 
serviços complementares” (Novaes, 2001, p.112).
5.2 TIPOS DE CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO
Segundo Novaes (2001), com o intuito de fazer com que o produto chegue até o 
consumidor final, os canais de distribuição são caracterizados como: verticais, híbridos e 
múltiplos.
Os canais verticais: compreendem um modelo em que a responsabilidade de 
cada elemento da cadeia de suprimento era vista verticalmente, ou seja, essa estrutura era 
baseada na transferência de responsabilidades de um canal a outro.
Na figura 10 podemos verificar como se dá essa transferência de responsabilidade 
nos canais verticais, ou seja, a responsabilidade vai transferindo verticalmente para cada 
componente da cadeia. 
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FIGURA 10 – FLUXO DE CANAL VERTICAL
Fonte: http://universodalogistica.blogspot.com/2008/10/canais-verticais.html Acesso em: 24 mai. 2019.
FIGURA 11 – FLUXO DE CANAL HÍBRIDO 
Fonte: Adaptado de Novaes (2004, p. 115)
LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
Os canais híbridos: constituem uma estrutura menos rígida, considerando que 
algumas funções podem ser realizadas em paralelo por dois ou mais elementos da cadeia. 
Um problema apresentado neste tipo de canal se refere à duplicidade de atuação em alguns 
segmentos, como ocorre quando o distribuidor de uma determinada fábrica é também 
distribuidor de outra. Por ocorrer maior receita de uma fábrica em relação à outra, poderá 
ocasionar mais atenção àquela fábrica e, consequentemente, maior comprometimento com 
aquela.
Conforme podemos observar na figura 11.
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FIGURA 12 – FLUXO DE CANAL MÚLTIPLO
Fonte: Novaes (2004)
LOGÍSTICA E CANAL DE DISTRIBUIÇÃOUNIDADE 2
Os canais múltiplos: Se caracterizam pela utilização de mais de um canal de 
distribuição referente à cadeia de suprimento, em função dos diversos tipos de consumidor. 
Por exemplo, existem consumidores que preferem adquirir seus produtos pela internet, 
outros preferem dirigir-se às lojas e obter atendimento e informações personalizadas acerca 
de um determinado produto. Sendo assim, as organizações devem adequar o tipo de canal 
de distribuição à sua realidade, bem como às suas necessidades de aperfeiçoamento e 
crescimento no mercado.
Entenderemos melhor analisando a figura 12.
A realidade da logística empresarial mostra que não existe o modelo certo, nada é 
definitivo, porém somente um estudo mais aprofundado pode levar à otimização de como 
chegar de forma mais eficiente ao cliente final.
Destacam-se também os vários tipos de canais de distribuição definidos por 
Semenenik e Bamossy (2009, apud Oliveira, 2012):
Fabricante\Consumidor Final – É também conhecido como Canal Direto e 
não há, neste caso, a presença de intermediários. Aqui, o fabricante assume todas as 
responsabilidades pela qualidade na negociação. Por um lado, existe a vantagem de o 
fabricante conhecer muito bem seu produto e ter absoluto controle sobre suas atividades de 
marketing. Por outro lado, a desvantagem consiste em um custo maior por precisar contar 
com uma força de vendas própria. 
Fabricante\Varejista\Consumidor Final – Esse Canal Indireto é direcionado 
para fabricantes que trabalham com produtos perecíveis, produtos com demanda sazonal, 
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FIGURA 13 – CANAL DIRETO E INDIRETO DE DISTRIBUIÇÃO
Fonte: http://marcusmarques.com.br/estrategias-de-negocio/canais-distribuicao-melhores-caminhos-cliente-
-final/. Acesso em 24 de mai. de 2019. 
LOGÍSTICA E CANAL

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