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comportamento organizacional unidade 3

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Segundo Robbins (2012, p.92), “Afeto é um termo genérico que abrange grande número de sen-
sações experimentadas pelas pessoas”. “[...] emoções são expressões afetivas intensas dirigidas 
a alguém ou a alguma coisa”. Ao passo que “sentimentos são estados afetivos mais intensos e 
mais duráveis do que as emoções e que geralmente não requerem um estímulo contextual para 
se manifestarem”. 
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Comportamento organizacional
1. São ocasionadas por uma
 situação especí�ca.
2. Acontecem de maneira
 rápida.
3. Podem trazer raiva,
 tristeza, alegrias, etc.
AFETO
EMOÇÕES SENTIMENTOS
1. Acontecem sem um motivo
 especí�co.
2. Dura por mais tempo.
3. Afetividade = várias.
Figura 5 - O afeto corresponde à união das emoções e dos sentimentos e ambos estão interligados.
Fonte: O autor, 2015, adaptado de Robbins, 2012, p. 93.
Pense assim: se de alguma forma um funcionário consegue ter consciência de suas emoções 
quando sentidas, além de identificar as emoções dos colegas e ter a habilidade de compilar as 
informações transmitidas, dizemos que esse funcionário possui Inteligência Emocional (IE). A IE 
é importante, pois garante uma interação social muito mais efetiva entre as pessoas nas organi-
zações, além disso contribui para a maximização da produtividade. 
Os estudos sobre Comportamento Organizacional discutem tanto positiva quanto negativamen-
te as funções da IE. No entanto, como somos também feitos de emoções e sentimentos, saber 
administrá-los no ambiente de trabalho é necessário tanto para preservar a empresa como o 
próprio funcionário. 
A emoção está em todas as relações, por isso é tão difícil desassociá-la das atividades de traba-
lho. Para tomadas de decisões, por exemplo, muitas vezes buscamos agir de forma racional, po-
rém sabemos que ainda há muita influência das emoções por trás de nosso raciocínio. Entenda, 
contudo, que essa influência pode ser negativa ou positiva, dependendo da situação.
3.3 Grupos e equipes de trabalho
Assim como você pôde ver nos tópicos anteriores, o indivíduo é muito importante para a or-
ganização, posto que é ele que detém o conhecimento e gera lucros e resultados por meio de 
suas ações estratégicas e decisões assertivas. Dentro das organizações, as pessoas se juntam em 
grupos, ora para realização de atividades, ora para um esquema de manifestação, por exemplo. 
Quantas vezes você já viu uma greve de professores parar as escolas por vários dias? 
Podemos afirmar que grupo corresponde a uma aglomeração de pessoas. No contexto empre-
sarial, temos as equipes de trabalho, as quais possuem um objetivo comum, ou seja, trabalham 
em prol de algo, coordenando suas ações e buscando resultados.
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Tenha sempre em mente que a força de um grupo é muito grande. Indivíduos atuando juntos com 
o mesmo objetivo podem alcançá-los rapidamente. Visualize dessa forma: na época do colégio, 
quantos trabalhos você apresentou em grupo e obteve sucesso? A formação de grupo, pela 
variedade de pensamentos e ideias, faz com que as ações sejam realizadas de maneira eficaz, 
por meio, é claro, de questionamentos, planejamento e troca de experiências. Você consegue 
imaginar o quanto os agrupamentos foram importantes para a sobrevivência e desenvolvimento 
humanos desde os tempos imemoriais? Abordaremos tais questionamentos a seguir!
3.3.1 Formação de Grupos 
De acordo com Robbins (2005), os grupos são formados por dois ou mais indivíduos que estão 
em busca de um único objetivo. Eles se dividem em grupos formais e grupos informais. Os grupos 
formais são aqueles estipulados pela organização para atingirem metas, enquanto que os grupos 
informais são aqueles formados mais naturalmente. Para ilustrar a questão dos grupos informais, 
pense naquele grupo de funcionários que se encontra todas as quartas à noite para jogar futebol. 
O autor ainda firma que os Grupos Formais podem ser subdivididos em Grupo de Comando, 
que são formados de acordo com a hierarquia da empresa, ou seja, o presidente e seus diretores, 
e Grupos de Tarefas, formados arbitrariamente com o objetivo de desenvolver tarefas específi-
cas. Os grupos de comando também são um tipo de grupo de tarefa, porém os grupos de tarefa 
subordinados geralmente são compostos de funcionários de diferentes cargos e departamentos.
O autor destaca ainda que os Grupos de Interesse, os quais são formados por pessoas que 
possuem interesses comuns, ao se reunirem, atenderão suas necessidades individuais. Por outro 
lado, indivíduos que se reúnem por terem características e vontades similares são conhecidos 
como Grupos de Amizade. 
Vida Real ou Vida Grupal? – Texto de Stephen Robbins a respeito dos Reality Shows, 
mostrando que a administração da vida em grupo não é tão fácil quanto parece.
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Diante disso, Robbins (2005) destaca os estudos da Teoria da Identidade Social, cujo objetivo 
é investigar as reações emocionais dos indivíduos perante as ações dos grupos que fazem parte. 
Por exemplo, se o time de futebol do grupo ganha, seus torcedores se sentem orgulhosos e a 
sensação de satisfação fica evidente. Por outro lado, se a empresa que o grupo trabalha sofrer 
acusações de corrupção, os indivíduos se sentirão envergonhados em fazer parte daquele grupo.
Ainda nesse raciocínio, as identidades sociais fazem com que as pessoas enxerguem seus gru-
pos como melhores em detrimento de outros, ocasionando o que chamamos de favoritismo 
intragrupal. A formação dos grupos é estabelecida por processos evolutivos em quatro estágios 
principais. Confira!
•	 Formação: trata-se do início do processo, em que as pessoas estão se conhecendo. O 
terreno ainda está sendo explorado. As pessoas estão no processo de internalização como 
membro do grupo. 
•	 Tormenta: início dos conflitos dentro do grupo. Geralmente os conflitos acontecem para 
se decidir que tipo de hierarquia será formalizada. Quem será o líder, por exemplo. 
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Comportamento organizacional
•	 Normalização: quando a identidade do grupo está formada. Nesse estágio, as pessoas se 
sentem cada vez mais próximas. Também é nesse momento que se define o comportamento 
adequado de cada membro. 
•	 Desempenho: Nessa fase, a estrutura do grupo está pronta e funcional. A energia do 
grupo está voltada para o conhecimento. No caso de grupos permanentes, esse é o último 
estágio. 
•	 Para grupos temporários, há ainda o estágio de Interrupção, em que o grupo deverá ser 
desfeito.
CASO
Milena trabalha em uma montadora e está liderando um grupo envolvido em um projeto de im-
plantação de uma ferramenta nova na empresa. Para formar o grupo, escolheu cada um de cada 
departamento, para que todo o lançamento seja feito adequadamente. Na primeira reunião, 
Milena fez questão de apresentar toda a equipe e designar o papel de cada um no projeto. Já 
na segunda reunião, alguns dos participantes começaram a questionar sobre verba, estrutura, 
equipe maior, entre outras coisas. Além disso, questionavam também o porquê de cada pessoa 
estar em determinada função e ainda o status que era direcionado a algumas delas. Diante 
disso, Milena fez as definições e as explicações necessárias e determinou o objetivo principal do 
grupo e a meta que deveriam alcançar, mostrando a importância de cada um e a identidade do 
grupo de fato. Todos iniciaram suas tarefas e, durante um ano, o projeto foi desenvolvido com 
excelência. O grupo foi parabenizado e a empresa se destacou no mercado e, mesmo depois de 
desfeito, o grupo foi cogitado para outros projetos. 
No caso acima você observou todas as etapas de formação de um grupo de trabalho. Geralmen-
te, as etapas são seguidas em ordem, mas não há uma regra fixa. Pode haver a necessidade de 
ir e vir de uma etapa para outra.
3.3.2 O comportamento dos membros dentro dos grupos 
A estrutura dos