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Seminario de clima e doença

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do  ar.
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DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS 
CULTURA DO MILHO 
DOENÇAS DO COLMO - Podridão de Diplodia
Etiologia: Essa podridão pode ser causada por duas espécies de fungos, Diplodia maydis e Diplodia macrospor), os mesmos agentes causais da podridão branca das espigas.
Sintomas: Plantas infectadas por esses fungos apresentam, externamente, próximo aos entrenós inferiores, lesões marrom claras, quase negras, observa-se a presença de pequenos pontinhos negros (picnídios). Internamente, o tecido da medula adquire coloração marrom, é possível observar a presença de picnídios
Epidemiologia: As podridões do colmo causadas por Stenocarpella spp. são favorecidas por temperaturas entre 28 e 30oC e alta umidade, principalmente na forma de chuva.
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DOENÇAS CAUSADAS POR BACTERIAS 
CULTURA DO MILHO 
DOENÇAS DO COLMO - Podridões bacterianas 
Etiologia: varias espécies de bactérias do gênero Pseudomonas e Erwinia causam podridões do colmo em plantas de milho.
Sintomas: Os sintomas típicos dessa doença são a murcha e a seca das folhas decorrentes de uma podridão aquosa na base do cartucho. As folhas se desprendem facilmente e exalam um odor desagradável
Epidemiologia: Essas podridões são favorecidas por altas temperaturas associadas a altos teores de umidade.
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DOENÇAS CAUSADAS POR VIRUS 
CULTURA DO MILHO 
DOENÇAS FOLIARES - Enfezamento vermelho
Etiologia: o enfezamento vermelho é causada por procarionte pertencente ao gênero phytoplasma denominado pelo nome comum fitoplasma. 
 Sintomatologia: Os sintomas típicos dessa doença são o avermelhamento das folhas, a proliferação de espigas, perfilhamento na base da planta e nas axilas foliares e encurtamento dos entrenós.
Epidemiologia: A incidência e severidade dessas doenças são influenciadas por grau de susceptibilidade da cultivar, por semeaduras tardias temperaturas elevadas e densidade elevada de cigarrinhas coincide com as fases iniciais de desenvolvimento da lavoura de milho. 
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DOENÇAS CAUSADAS POR VIRUS 
CULTURA DO MILHO 
DOENÇAS FOLIARES - Enfezamento pálido
Etiologia: O enfezamento pálido é causado por um patogeno do gênero spiroplasma denominado comum como espiroplasma.
Sintomas: Os sintomas característicos são estrias esbranquiçadas irregulares na base das folhas que se estendem em direção ao ápice. Normalmente, as plantas são raquíticas devido ao encurtamento dos entrenós, podendo haver uma proliferação de espigas pequenas e sem grãos.
Epidemiologia: A incidência e severidade dessas doenças são influenciadas por grau de susceptibilidade da cultivar, por semeaduras tardias temperaturas elevadas e densidade elevada de cigarrinhas coincide com as fases iniciais de desenvolvimento da lavoura de milho. 
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DOENÇAS CAUSADAS POR VIRUS 
CULTURA DO MILHO – VETORES 
Vetores são insetos capazes de se alimentar de plantas infectadas e transmitir o inoculo da doença para plantas sadias. 
Cigarrinha (Dalbulus maidis) inseto-vetor de molicutes e vírus da risca
Pulgão (Rhopalosiphum maidis) inseto-vetor dos vírus doMosaico comum
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DOENÇAS CAUSADAS POR NEMATOIDES 
CULTURA DO MILHO 
Etiologia: Mais de 40 espécies de 12 gêneros de nematóides têm sido citadas como parasitas de raízes de milho. No Brasil, as espécies mais importantes, devido à patogenicidade, à distribuição e à alta densidade populacional, são Pratylenchus brachyurus, Pratylenchus zeae, Helicotylenchus dihystera, Criconemella spp., Meloidogyne spp. e Xiphinema spp.
Sintomas: Plantas atacadas por nematóides apresentam, em sua parte aérea, os seguintes sintomas: enfezamento e cloroses; sintomas de murcha durante as horas mais quentes do dia, com recuperação à noite; espigas pequenas e mal granadas.
Epidemiologia: os nematóides são favorecidos pela monocultura, e por umidade elevada principalmente nas chuvas ou por irrigação sendo mais comum a presença desses nematóides em hortas e temperatura ótima: 15-30°C
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MICROCLIMA E DOENÇAS DE PLANTAS
Uma doença de planta pode se desenvolver em uma parte de um vale e não se desenvolver no restante devido ao microclima.
Se a encosta de uma colina voltada para o norte recebe mais luz do Sol que a encosta voltada para o sul, é de se esperar que a encosta voltada para o norte seja mais quente. Esses climas em escala reduzida são chamados de microclimas.
A principal dificuldade para ocorrerem epidemias é a influência do clima. Logo, ao conhecermos bem o efeito do clima, podemos tirar algum proveito para o manejo dessas doenças.
Face voltada para o N
Baixada
Espigão
Meia-encosta
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MICROCLIMA E O CICLO DE VIDA DOS FUNGOS – GERMINAÇÃO
Sob condições favoráveis os esporos começam a germinar e se as condições se tornam desfavoráveis eles paralisam a germinação.
Para que um esporo germine é necessário que haja água em quantidade suficiente e temperatura adequada.
Em muitos casos, quando ocorre uma mudança das condições climáticas, a germinação é abortada e o fungo morre. Porém, em alguns fungos, os esporos retomam a germinação, quando as condições voltam ao ideal.
É o caso dos esporos de Alternaria solani, o agente causal da pinta preta do tomateiro e da batateira.
Pinta preta do tomateiro
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MICROCLIMA E O CICLO DE VIDA DOS FUNGOS – ESPORULAÇÃO
A produção de esporos dos fungos é altamente influenciada por fatores climáticos. Em geral, estas respostas são típicas de esporulação em função da temperatura e da umidade.
Quando a temperatura está baixa, ocorre pouca produção de esporos. À medida que a temperatura aumenta, a esporulação aumenta até atingir um ponto máximo ou o ponto ótimo para a esporulação. A partir deste ponto ocorre declínio na esporulação, pois as temperaturas altas começam a prejudicar o fungo.
Podemos constatar o efeito da temperatura na quantidade de esporos formados por exemplo pelo fungo Phytophthora infestans.
Míldio 
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MICROCLIMA E O CICLO DE VIDA DOS FUNGOS – DISPERSÃO
Para que haja epidemias no campo, é necessário que a doença seja disseminada da planta doente para a planta sadia. Um dos fatores climáticos mais eficazes em disseminar doenças fúngicas é o vento. Ele é capaz de remover os esporos produzidos pelo fungo numa planta doente e transportá-los por longas distâncias.
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MICROCLIMA E O CICLO DE VIDA DOS FUNGOS – SOBREVIVÊNCIA
O período de sobrevivência é crítico para a maioria dos fungos causadores de doenças de plantas, pois durante esta fase as reservas alimentares dos fungos são escassas e não há disponibilidade de tecidos do hospedeiro para a nutrição. Além disso, os fungos ficam sujeitos às condições climáticas adversas tais como baixa umidade e temperatura. Como exemplo, tem-se o efeito da umidade do solo na sobrevivência de Fusarium subglutinans.
Flor de manga com fusarium
Espiga de milho com fusarium
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CONDIÇÕES QUE AFETAM O DESENVOLVIMENTO DE EPIDEMIAS
Vários fatores internos e externos das plantas hospedeiras exercem importantes funções no desenvolvimento de epidemias.
FATORES DO HOSPEDEIRO
Níveis de resistência genética ou 
suscetibilidade do hospedeiro 
Grau de uniformidade genética das plantas hospedeiras 
Tipo de cultura 
Idade da planta hospedeira
Suscetibilidade do hospedeiro, nível de resistência oferecida ao patógeno. 
Quanto maior a uniformidade genética do hospedeiro, maior a possibilidade da ocorrência de epidemias.
Em culturas anuais, as epidemias desenvolvem mais rápido, do que em cultivos perenes, como fruteiras e essências florestais.
Plantas mudam sua suscetibilidade às 
doenças com a idade.
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CONDIÇÕES QUE AFETAM O DESENVOLVIMENTO DE EPIDEMIAS
FATORES DO PATÓGENO
Nível de virulência e agressividade 
Quantidade de inoculo próximo ao hospedeiro
Tipo de reprodução
Ecologia e modo de disseminação do inoculo 
Virulência: intensidade da doença.
Agressividade: velocidade do aparecimento da doença. 
Quanto maior a quantidade de propágulos próximo ao hospedeiro, maior a chance de uma doença.