PRÁTICAS INCLUSIVAS PEDAGOGIA 3 SEM EXC
10 pág.

PRÁTICAS INCLUSIVAS PEDAGOGIA 3 SEM EXC


DisciplinaPedagogia119.158 materiais693.287 seguidores
Pré-visualização2 páginas
\ufffdPAGE \ufffd
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO..........................................................................................................3
2 DESENVOLVIMENTO .............................................................................................4
3 CONCLUSÃO...........................................................................................................8
4 REFERÊNCIAS........................................................................................................9
 
\ufffd\ufffd
INTRODUÇÃO
A Sociedade contemporânea encontra-se em processo de mudanças rápidas, e claramente destacamos que um dos fatores que o influenciam são os avanços das tecnologias da informação e da comunicação. Neste contexto, o profissional da educação depara-se com desafios que esta dinâmica de transformação traz e influencia o processo ensino-aprendizagem. Isto não pode ser descartado da sua prática docente em que pensar refletir, analisar e discutir são ações primordiais que se apresentam aos educadores e pedagogos do século XXI.
As contribuições dos pedagogos supervisores e orientadores são imprescindíveis para que a escola possa realizar um bom trabalho consciente da complexidade existente causada pelos diferentes pontos de vista sobre trabalhar educação, fruto da formação e história de vida de cada indivíduo. Em todos os segmentos profissionais, a formação é um processo diário e para toda a vida. Na docência, este quadro não é diferente, o pedagogo tem que focar a aprendizagem permanente, estruturar seus saberes e consolidar sua trajetória. Porque ela é permanente, se faz de diversas formas, e é adquirida em lugares distintos.
A aceitação da diversidade exige o desenvolvimento de uma pedagogia diferenciada. A escola de hoje confronta-se com uma grande heterogeneidade social e cultural. Esta realidade implica outra concepção de organização escolar, que ultrapasse a via da uniformidade e que reconheça o direito à diferença. É preciso agir ao nível das práticas pedagógicas, das estruturas e organização. 
DESENVOLVIMENTO
Na busca da melhoria do trabalho pedagógico, é pertinente que o pedagogo considere a inclusão como uma ação consciente da escola, desenvolvida a partir de práticas que vão além da obrigatoriedade, que conduz à inclusão a qualquer custo, sem alterações estruturais e pedagógicas que avancem para uma proposta efetivamente inclusiva.  
De acordo com Ferraz (2007) hodiernamente, a Coordenação Pedagógica tem uma função extremamente valorizada pelas instituições educacionais. As necessidades de mudanças na educação, e a consequente mobilização e qualificação do corpo docente para essas mudanças, exigem um profissional com conhecimento, liderança e capacidade de planejamento, ou seja, uma Coordenação Pedagógica competente.
Fortalecendo a ideia do autor que a coordenação pedagógica deve ser a professora dos professores, entendemos professora como aquela que planeja, transforma a intenção educativa em ação e promove mudança. O autor ainda define a Orientação Educacional como sendo a família na escola: ela é o \u201ccontrole de qualidade\u201d. E o foco é o desenvolvimento completo do aluno muito além do desempenho pedagógico. Ela é responsável pelo acompanhamento como ser integral, considerando seus aspectos sócios, emocionais, psicológicos, cognitivos e motores. Em quanto a Coordenação Pedagógica planeja para um aluno daquela escola, a Orientadora Pedagógica faz educação para aquele aluno daquela escola, ou seja, aquele aluno real, cujos pais estão separados, cujo avô morreu, pai perdeu emprego, que é agressivo, que se isola que tem uma opção sexual minoritária, a Orientadora Educacional é muito mais uma analista do que uma estrategista.
 Duas funções fundamentais para escola que devem e precisam ser exercidas com extrema competência. Duas funções que exigem, em vários aspectos, uma formação profissional especifica e, ainda, um perfil profissional diferente. A Coordenação Pedagógica ainda é um reduto da Pedagogia, apesar do fim das habilitações dos novos cursos. Todavia, a Orientação Educacional hoje não é mais exercida só por pedagogos (as), mas já há muitos psicólogos, psicopedagogos, professores, de varias áreas, que exercem essa função.
Muitas escolas hoje dividem com os pais, a função pedagógica de educar e formar valores. Embora haja escolas especializadas que trabalham com alunos com necessidades especiais, as escolas normais, devem ser orientadas a prepararem-se para atender esses alunos. Mediante essa situação os pedagogos deverão contribuir, procurando promover reflexão dos docentes sobre suas condições para realizarem esse tipo de trabalho, buscando dessa forma avançar com as escolas, com preparação do espaço escolar, com a formação de professores para receber esses alunos. Devido à falta de preparo do espaço escolar, e da formação docente, pode acontecer de algumas escolas, deixarem de atender esses educandos ou encaminhá-los as escolas especiais. 
Porém é sabido que toda criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. (ECA capitulo V, artigo 53). Observar-se que o problema não está só centrado na instituição escolar, mas também no Estado, pois é seu dever proporcionar meios e incentivar os professores para realizarem uma formação adequada, a fim de que os mesmos possam trabalhar com a educação inclusiva. Conforme Vasconcellos (2002), \u201co professor por seu turno, está marcado por uma formação aligeirada e frágil, condições precárias de trabalho, desprestígio social. \u201d 
Percebe-se então, que o trabalho do Pedagogo deverá, juntamente com o corpo docente, programar um grupo de estudos que una a prática e a teoria para um projeto de formação permanente, já que o Estado não exerce sua função de forma adequada. Portanto se houver um trabalho integrado dentro do espaço escolar, essas crianças poderão desenvolver sua cidadania. Concordando com Frei Betto (apud VASCONCELLOS, 2002), quando diz que \u201cfazer educação inclusiva implica, entre outras coisas, trabalhar com diversidade e, sobretudo, alunos com necessidades educacionais especiais\u201d. 
A Educação Especial segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB nº 9394/96) é a modalidade de educação escolar oferecida principalmente na rede de ensino, para educando com necessidades educacionais especiais, ou seja, todas as pessoas que precisam de métodos, recursos, procedimentos especiais, durante o seu processo de ensino e aprendizagem. O Brasil fez a opção pela construção de um Sistema Educacional Inclusivo ao concordar com a Declaração Mundial de Educação para Todos. Entende-se por inclusão um processo maior que engloba a Educação Inclusiva, que é apenas a sua aplicação prática ao setor educacional. À inclusão remete-se o conceito proposto por Sassaki (1997) que conceitua a inclusão social como processo pelo qual a sociedade se adapta para poder incluir, em seus sistemas sociais gerais, pessoas com necessidades especiais e, simultaneamente, estas se preparam para assumir seu bilateral no qual as pessoas, ainda excluídas e a sociedade buscam em parceria, equacionar problemas, decidir sobre soluções e efetivar a equiparação de oportunidade para todos. 
O principal desafio da educação inclusiva do ponto de vista pedagógico é quebrar o paradigma da competência, ou seja, a escola cria referenciais de aluno, tais como alunos mais inteligentes, comportados, organizados, e esses referenciais acabam se tornando alvo negativo para as crianças com necessidades educacionais especiais, fazendo com que estas, na grande maioria das vezes, sintam-se inferiorizadas e não incluídas no processo de ensino e aprendizagem e no convívio com os alunos ditos \u201cnormais\u201d no mesmo ambiente escolar. O paradigma da inclusão encontra-se atrelado, na prática pedagógica,