Logo Passei Direto
Buscar

Introdução aos estudos da história Questionário

User badge image
Bruno Godfer

em

Ferramentas de estudo

Passei Direto Aniversário

Quer receber 70% de desconto para assinar o PasseIA?

Questões resolvidas

Introdução aos estudos da história
Pode-se dizer em relação à História que:
1) Tendo em vista sua atual opção por compreender globalmente a sociedade, a História não mais se preocupa com a investigação dos eventos.
2) Ao contrário do que ocorreu no século passado, hoje a História busca um caminho próprio, desvinculado das demais ciências sociais.
3) A chamada História Nova recusa-se a admitir a História como ciência do passado e a "reduzir o presente a um passado incoativo".
4) O estudo das fontes e a crítica dos documentos são partes fundamentais do processo de produção historiográfica.

A relação entre os fatos e as estruturas não apresenta uma das características abaixo:
1) É a compreensão dos fatos que nos dá a real compreensão do processo histórico.
2) A partir dos fatos, somos capazes de penetrar nas estruturas.
3) Somente compreendemos a História quando captamos a estrutura dos sistemas.
4) A partir da compreensão da estrutura, temos uma perfeita inteligibilidade dos fatos.

Segundo Marc Bloch no seu livro apologia da História, a História pode ser entendida como:
1) Estudo do homem no tempo
2) Estudo da geografia humana
3) Estudo apenas do passado, mas sem reconhecer a História como ciência
4) O estudo do homem apenas pelos relatos orais.

Quando falamos de um campo próprio também estamos nos referindo a todo um conjunto de práticas, concepções e objetos de estudo que são específicos de dada disciplina. Nesse sentido:
1) A História possuiu suas próprias singularidades que faz dela uma ciência
2) A História é apenas a junção de fontes oficiais;
3) A História se dá apenas pelos relatos orais
4) A História não possuiu singularidades, servindo apenas para embasar estudos de maior importância.

O modo como Hegel pensa a história da filosofia é considerado um marco porque:
1) submete as compilações realizadas por Diógenes Laércio, Simplício e Aristóteles ao confronto crítico com outros documentos historiográficos descobertos no século XIX, corrigindo-as e ampliando-as.
2) salienta a importância de se desconsiderar o cogito cartesiano como o marco do início da modernidade, pois aquele nada mais seria que um mero desdobramento de idéias já existentes na escolástica.
3) propõe pela primeira vez uma perspectiva que não é meramente histórica, mas filosófica, compreendendo a história da filosofia como uma questão central para a própria filosofia e não como um mero relato de suas doutrinas.
4) inaugura a tese da continuidade entre as antigas filosofias orientais e a filosofia grega, apresentando um levantamento das noções orientais que os gregos limitaramse a transportar para o vocabulário ocidental.
5) refuta a perspectiva histórica hegemônica de Kant e do romantismo alemão, marcada por uma imagem idealizada da Grécia antiga, contrapondo-lhe a idéia de um dilaceramento antagônico subjacente à aparente harmonia.

Para Kant, a proposição de que toda mudança tem que ter uma causa é:
1) um juízo sintético e a priori.
2) um juízo analítico, puro e a priori.
3) uma regra e não propriamente um juízo.
4) uma proposição analítica, mas a posteriori.
5) uma antinomia da razão pura.

Na Crítica da Razão Pura, Kant assevera que uma das utilidades de seu empreendimento crítico consiste em:
1) anular qualquer pretensão de se admitir um uso puro prático da razão, na medida em que limita a meros fenômenos tudo aquilo que podemos pensar.
2) abrir um espaço para o uso prático da razão, ao operar a transformação das idéias transcendentais regulativas em formas a priori da intuição.
3) limitar o uso teórico da razão aos fenômenos, ao demonstrar que a intuição e os conceitos relativos àqueles se regulam pela natureza dos objetos.
4) admitir o uso prático da razão, ao distinguir entre aquilo que podemos conhecer teoricamente e aquilo que podemos apenas pensar.
5) demolir o dogmatismo, que postula a necessidade de uma ciência que determine, a priori, a possibilidade, os princípios e o âmbito de todos os conhecimentos.

Sobre a história proposta por Ranke, pode-se afirmar que:
1) Baseava-se em qualquer tipo de fonte existente
2) Não utilizava fontes.
3) Fazia uso, sobretudo, de fontes orais.
4) Tinha como principal premissa a análise de documentos escritos e oficiais.

São características da história rankiana exceto:
1) Não buscar lições através da história, apenas relatar o passado tal como ocorreu.
2) A visão de uma história fundamentada em documentos escritos oficiais.
3) A defesa por uma narrativa histórica, obedecendo a uma ordem cronológica.
4) A busca pela utilização de fontes fotográficas e orais, não se limitando apenas a documentação escrita.

Sobre a contribuição de Karl Marx para o estudo da história marque a alternativa correta:
1) Marx concluiu que, em condições de pleno desenvolvimento das forças produtivas, a economia impõe perfeitas condições para a sobrevivência ao homem.
2) A cultura, para Marx é o principal mote de transformação da história.
3) O autor descobriu que a consciência que os homens de determinada época têm da sociedade em que vivem, coincide com a realidade social da época em questão.
4) A vinculação da pesquisa histórica com as preocupações do presente.

Com relação ao materialismo histórico, marque a alternativa INCORRETA:
1) Foi influenciado pela filosofia da História desenvolvida por Hegel.
2) Foi uma teoria da história criada por Marx, para a compreensão das relações sociais e econômicas do mundo.
3) Foi um grande paradigma historiográfico, criado durante o século XX.
4) Foi formulado levando-se em conta as relações existentes de forma dialética na sociedade.

Porque é possível dizer que "a história é menos que o passado"?
1) Porque historiadores ao realizar seu ofício não conseguem recuperar a totalidade do passado, mas fragmentos do mesmo.
2) Porque excetuando as enciclopédias modernas, já ultrapassadas, não existe nenhuma tentativa atual da historiografia de escrever toda a história da humanidade.
3) Porque as visões políticas contemporâneas impedem o pesquisador de compreender as relações sociais do passado.
4) Porque a academia tira a liberdade do pesquisador estabelecendo regras e normas que impedem a reprodução do passado nos trabalhos historiográficos.
5) Porque a ausência e má conservação de fontes impedem que o historiador trabalhe com muitos temas caros ao passado.

Em relação ao estudo da história, marque a alternativa correta:
1) O trabalho de pesquisa do historiador permite a reconstrução do acontecimento tal como aconteceu.
2) A história não está preocupada com o tempo cronológico, apenas com o tempo cultural.
3) Apenas as sociedades que possuem escrita possuem história.
4) Não é tarefa do historiador tentar determinar o tempo dos acontecimento, salvo aqueles que ocorreram na pré-história.
5) Através do estudo historiográfico consegue-se entender o passado, contribuindo para uma melhor compreensão também do presente.

Qual é o "lugar social" onde é produzido o saber da história?
1) Na sociedade, onde o historiador é mais um ator social e político por isso apto a conectar o passado ao presente através das carências de seu objeto de estudo.
2) Na política, onde a história consegue estabelecer a relação passado-futuro sem subjugar a subjetividade do pesquisador.
3) Nos arquivos, onde os historiadores entram em contato com as fontes que lhes permitem escrever sobre o passado.
4) Na universidade, onde o historiador encontrará os leitores que legitimarão seu trabalho, subordinando-o a regras e práticas específicas.
5) Nas bibliotecas, onde é possível ter acesso a um extenso número de produções historiográficas sobre diversos temas.

A diferença entre os termos "história" e "historiografia" é:
1) O primeiro pode ser entendido como o que foi escrito pelo passado, enquanto o segundo se refere aos escritos dos historiadores.
2) O primeiro pode ser entendido como o passado em si, enquanto o segundo como uma coleção de histórias.
3) O primeiro pode ser entendido como uma fábula, enquanto o segundo é a produção do saber histórico.
4) O primeiro pode ser entendido como uma fábula, enquanto o segundo como uma coleção de histórias.
5) O primeiro pode ser entendido como o que foi escrito sobre o passado ou o próprio passado, enquanto o segundo se refere aos escritos dos historiadores.

Um professor de história, a fim de facilitar a compreensão de seus alunos sobre o local em que vivem, levou-os a visitar o entorno escolar, mostrando como a presença de determinadas características geográficas, como a proximidade com o mar, influenciam no cotidiano da vida das pessoas. Um dos alunos questionou afirmando que aquilo não seria conteúdo de aula de história, mas de geografia. Marque a alternativa que demonstra qual o melhor argumento que o professor poderia utilizar para responder ao aluno:
1) A história é uma ciência que trabalha apenas com a geografia, por isso a importância do passeio.
2) É preciso trabalhar de forma interdisciplinar história e geografia é apenas uma das possibilidades de ciências que se complementam, pois ambas estudam as relações humanas.
3) A compreensão da história do bairro em que se mora só é importante quando são encontradas evidências escritas da existência da vida de uma sociedade antiga ali, caso contrário não seria tema de pesquisa para o historiador, apenas para o geógrafo.
4) O meio não é fator importante para as relações sociais, embora influencie no cotidiano das pessoas.
5) Realmente, não há relação entre a história e a geografia esta aula seria apenas um passeio para descontrair, pois cada ciência possui os seus objetos.

A crítica as fontes realizada pela Historiografia a partir do movimento dos Annales deu uma extraordinária contribuição a ampliação do olhar e do entendimento sobre o significado de uma fonte histórica. Esta nova análise se diferencia da historiografia do século XIX ao propor:
1) Que os documentos escritos seriam consideradas as principais fontes para os historiadores.
2) Que todos os vestígios de uma sociedade podem ser considerados fontes históricas.
3) Que somente os vestígios orais podem ser consideradas verdadeiras fontes históricas.
4) Que o diálogo com as fontes não poderia prescindir do caráter escrito dos vestígios.
5) Que as únicas fontes que devem ser consideradas pelo historiador são as fontes primárias.

Muito se tem falado da interdisciplinaridade que deve existir entre as ciências. Em relação à História esta interdisciplinaridade se efetua conforme qual alternativa abaixo?
1) A Geografia ajuda o historiador a localizar o fato no espaço físico e a influência deste espaço no evento histórico.
2) A História, como todas as outras ciências, está subordinada ao conhecimento matemático sem o qual seria impossível compreender as mudanças estruturais do processo histórico.
3) A Economia quantifica os fenômenos de produção de uma sociedade, ajudando os historiadores a caracterizarem os modos de produção.
4) A Filosofia auxilia o historiador a desenvolver uma visão crítico-interpretativa da metafísica.
5) A Política organiza o poder e o historiador usa conceitos políticos para investigar a origem do Estado, as formas de governo, as religiões e a cultura.

Segundo Walter Benjamin uma das tarefas centrais do historiador é “escovar a história a contrapelo”, contra a ilusão do progresso, para ele o resgate do passado, da memória se faz na possibilidade de realizar o encontro secreto marcado entre as gerações precedentes e a nossa, pois em cada época é preciso arrancar a tradição ao conformismo, que quer apoderar-se dela. Marque a alternativa que melhor expressa o papel do pesquisador, segundo esta visão.
1) Atribuir ao herói a autoria de ser o desencadeador do processo histórico.
2) O responsável pela manutenção da memória coletiva irrefutável.
3) A valorização da História Oral e da cultura popular como fonte para a História Oficial.
4) Ressaltar que a história é vista como o fazer, como ação possível.
5) Formar as gerações futuras para cumprirem alguma utilidade prática.

A tradicional forma de se dividir a história em Pré-História, História Antiga; História Medieval, História Moderna e História Contemporânea, já há algum tempo é alvo de críticas e é relativizada pelos historiadores.
Identifique as críticas que são feitas a esta divisão de tempo.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Questões resolvidas

Introdução aos estudos da história
Pode-se dizer em relação à História que:
1) Tendo em vista sua atual opção por compreender globalmente a sociedade, a História não mais se preocupa com a investigação dos eventos.
2) Ao contrário do que ocorreu no século passado, hoje a História busca um caminho próprio, desvinculado das demais ciências sociais.
3) A chamada História Nova recusa-se a admitir a História como ciência do passado e a "reduzir o presente a um passado incoativo".
4) O estudo das fontes e a crítica dos documentos são partes fundamentais do processo de produção historiográfica.

A relação entre os fatos e as estruturas não apresenta uma das características abaixo:
1) É a compreensão dos fatos que nos dá a real compreensão do processo histórico.
2) A partir dos fatos, somos capazes de penetrar nas estruturas.
3) Somente compreendemos a História quando captamos a estrutura dos sistemas.
4) A partir da compreensão da estrutura, temos uma perfeita inteligibilidade dos fatos.

Segundo Marc Bloch no seu livro apologia da História, a História pode ser entendida como:
1) Estudo do homem no tempo
2) Estudo da geografia humana
3) Estudo apenas do passado, mas sem reconhecer a História como ciência
4) O estudo do homem apenas pelos relatos orais.

Quando falamos de um campo próprio também estamos nos referindo a todo um conjunto de práticas, concepções e objetos de estudo que são específicos de dada disciplina. Nesse sentido:
1) A História possuiu suas próprias singularidades que faz dela uma ciência
2) A História é apenas a junção de fontes oficiais;
3) A História se dá apenas pelos relatos orais
4) A História não possuiu singularidades, servindo apenas para embasar estudos de maior importância.

O modo como Hegel pensa a história da filosofia é considerado um marco porque:
1) submete as compilações realizadas por Diógenes Laércio, Simplício e Aristóteles ao confronto crítico com outros documentos historiográficos descobertos no século XIX, corrigindo-as e ampliando-as.
2) salienta a importância de se desconsiderar o cogito cartesiano como o marco do início da modernidade, pois aquele nada mais seria que um mero desdobramento de idéias já existentes na escolástica.
3) propõe pela primeira vez uma perspectiva que não é meramente histórica, mas filosófica, compreendendo a história da filosofia como uma questão central para a própria filosofia e não como um mero relato de suas doutrinas.
4) inaugura a tese da continuidade entre as antigas filosofias orientais e a filosofia grega, apresentando um levantamento das noções orientais que os gregos limitaramse a transportar para o vocabulário ocidental.
5) refuta a perspectiva histórica hegemônica de Kant e do romantismo alemão, marcada por uma imagem idealizada da Grécia antiga, contrapondo-lhe a idéia de um dilaceramento antagônico subjacente à aparente harmonia.

Para Kant, a proposição de que toda mudança tem que ter uma causa é:
1) um juízo sintético e a priori.
2) um juízo analítico, puro e a priori.
3) uma regra e não propriamente um juízo.
4) uma proposição analítica, mas a posteriori.
5) uma antinomia da razão pura.

Na Crítica da Razão Pura, Kant assevera que uma das utilidades de seu empreendimento crítico consiste em:
1) anular qualquer pretensão de se admitir um uso puro prático da razão, na medida em que limita a meros fenômenos tudo aquilo que podemos pensar.
2) abrir um espaço para o uso prático da razão, ao operar a transformação das idéias transcendentais regulativas em formas a priori da intuição.
3) limitar o uso teórico da razão aos fenômenos, ao demonstrar que a intuição e os conceitos relativos àqueles se regulam pela natureza dos objetos.
4) admitir o uso prático da razão, ao distinguir entre aquilo que podemos conhecer teoricamente e aquilo que podemos apenas pensar.
5) demolir o dogmatismo, que postula a necessidade de uma ciência que determine, a priori, a possibilidade, os princípios e o âmbito de todos os conhecimentos.

Sobre a história proposta por Ranke, pode-se afirmar que:
1) Baseava-se em qualquer tipo de fonte existente
2) Não utilizava fontes.
3) Fazia uso, sobretudo, de fontes orais.
4) Tinha como principal premissa a análise de documentos escritos e oficiais.

São características da história rankiana exceto:
1) Não buscar lições através da história, apenas relatar o passado tal como ocorreu.
2) A visão de uma história fundamentada em documentos escritos oficiais.
3) A defesa por uma narrativa histórica, obedecendo a uma ordem cronológica.
4) A busca pela utilização de fontes fotográficas e orais, não se limitando apenas a documentação escrita.

Sobre a contribuição de Karl Marx para o estudo da história marque a alternativa correta:
1) Marx concluiu que, em condições de pleno desenvolvimento das forças produtivas, a economia impõe perfeitas condições para a sobrevivência ao homem.
2) A cultura, para Marx é o principal mote de transformação da história.
3) O autor descobriu que a consciência que os homens de determinada época têm da sociedade em que vivem, coincide com a realidade social da época em questão.
4) A vinculação da pesquisa histórica com as preocupações do presente.

Com relação ao materialismo histórico, marque a alternativa INCORRETA:
1) Foi influenciado pela filosofia da História desenvolvida por Hegel.
2) Foi uma teoria da história criada por Marx, para a compreensão das relações sociais e econômicas do mundo.
3) Foi um grande paradigma historiográfico, criado durante o século XX.
4) Foi formulado levando-se em conta as relações existentes de forma dialética na sociedade.

Porque é possível dizer que "a história é menos que o passado"?
1) Porque historiadores ao realizar seu ofício não conseguem recuperar a totalidade do passado, mas fragmentos do mesmo.
2) Porque excetuando as enciclopédias modernas, já ultrapassadas, não existe nenhuma tentativa atual da historiografia de escrever toda a história da humanidade.
3) Porque as visões políticas contemporâneas impedem o pesquisador de compreender as relações sociais do passado.
4) Porque a academia tira a liberdade do pesquisador estabelecendo regras e normas que impedem a reprodução do passado nos trabalhos historiográficos.
5) Porque a ausência e má conservação de fontes impedem que o historiador trabalhe com muitos temas caros ao passado.

Em relação ao estudo da história, marque a alternativa correta:
1) O trabalho de pesquisa do historiador permite a reconstrução do acontecimento tal como aconteceu.
2) A história não está preocupada com o tempo cronológico, apenas com o tempo cultural.
3) Apenas as sociedades que possuem escrita possuem história.
4) Não é tarefa do historiador tentar determinar o tempo dos acontecimento, salvo aqueles que ocorreram na pré-história.
5) Através do estudo historiográfico consegue-se entender o passado, contribuindo para uma melhor compreensão também do presente.

Qual é o "lugar social" onde é produzido o saber da história?
1) Na sociedade, onde o historiador é mais um ator social e político por isso apto a conectar o passado ao presente através das carências de seu objeto de estudo.
2) Na política, onde a história consegue estabelecer a relação passado-futuro sem subjugar a subjetividade do pesquisador.
3) Nos arquivos, onde os historiadores entram em contato com as fontes que lhes permitem escrever sobre o passado.
4) Na universidade, onde o historiador encontrará os leitores que legitimarão seu trabalho, subordinando-o a regras e práticas específicas.
5) Nas bibliotecas, onde é possível ter acesso a um extenso número de produções historiográficas sobre diversos temas.

A diferença entre os termos "história" e "historiografia" é:
1) O primeiro pode ser entendido como o que foi escrito pelo passado, enquanto o segundo se refere aos escritos dos historiadores.
2) O primeiro pode ser entendido como o passado em si, enquanto o segundo como uma coleção de histórias.
3) O primeiro pode ser entendido como uma fábula, enquanto o segundo é a produção do saber histórico.
4) O primeiro pode ser entendido como uma fábula, enquanto o segundo como uma coleção de histórias.
5) O primeiro pode ser entendido como o que foi escrito sobre o passado ou o próprio passado, enquanto o segundo se refere aos escritos dos historiadores.

Um professor de história, a fim de facilitar a compreensão de seus alunos sobre o local em que vivem, levou-os a visitar o entorno escolar, mostrando como a presença de determinadas características geográficas, como a proximidade com o mar, influenciam no cotidiano da vida das pessoas. Um dos alunos questionou afirmando que aquilo não seria conteúdo de aula de história, mas de geografia. Marque a alternativa que demonstra qual o melhor argumento que o professor poderia utilizar para responder ao aluno:
1) A história é uma ciência que trabalha apenas com a geografia, por isso a importância do passeio.
2) É preciso trabalhar de forma interdisciplinar história e geografia é apenas uma das possibilidades de ciências que se complementam, pois ambas estudam as relações humanas.
3) A compreensão da história do bairro em que se mora só é importante quando são encontradas evidências escritas da existência da vida de uma sociedade antiga ali, caso contrário não seria tema de pesquisa para o historiador, apenas para o geógrafo.
4) O meio não é fator importante para as relações sociais, embora influencie no cotidiano das pessoas.
5) Realmente, não há relação entre a história e a geografia esta aula seria apenas um passeio para descontrair, pois cada ciência possui os seus objetos.

A crítica as fontes realizada pela Historiografia a partir do movimento dos Annales deu uma extraordinária contribuição a ampliação do olhar e do entendimento sobre o significado de uma fonte histórica. Esta nova análise se diferencia da historiografia do século XIX ao propor:
1) Que os documentos escritos seriam consideradas as principais fontes para os historiadores.
2) Que todos os vestígios de uma sociedade podem ser considerados fontes históricas.
3) Que somente os vestígios orais podem ser consideradas verdadeiras fontes históricas.
4) Que o diálogo com as fontes não poderia prescindir do caráter escrito dos vestígios.
5) Que as únicas fontes que devem ser consideradas pelo historiador são as fontes primárias.

Muito se tem falado da interdisciplinaridade que deve existir entre as ciências. Em relação à História esta interdisciplinaridade se efetua conforme qual alternativa abaixo?
1) A Geografia ajuda o historiador a localizar o fato no espaço físico e a influência deste espaço no evento histórico.
2) A História, como todas as outras ciências, está subordinada ao conhecimento matemático sem o qual seria impossível compreender as mudanças estruturais do processo histórico.
3) A Economia quantifica os fenômenos de produção de uma sociedade, ajudando os historiadores a caracterizarem os modos de produção.
4) A Filosofia auxilia o historiador a desenvolver uma visão crítico-interpretativa da metafísica.
5) A Política organiza o poder e o historiador usa conceitos políticos para investigar a origem do Estado, as formas de governo, as religiões e a cultura.

Segundo Walter Benjamin uma das tarefas centrais do historiador é “escovar a história a contrapelo”, contra a ilusão do progresso, para ele o resgate do passado, da memória se faz na possibilidade de realizar o encontro secreto marcado entre as gerações precedentes e a nossa, pois em cada época é preciso arrancar a tradição ao conformismo, que quer apoderar-se dela. Marque a alternativa que melhor expressa o papel do pesquisador, segundo esta visão.
1) Atribuir ao herói a autoria de ser o desencadeador do processo histórico.
2) O responsável pela manutenção da memória coletiva irrefutável.
3) A valorização da História Oral e da cultura popular como fonte para a História Oficial.
4) Ressaltar que a história é vista como o fazer, como ação possível.
5) Formar as gerações futuras para cumprirem alguma utilidade prática.

A tradicional forma de se dividir a história em Pré-História, História Antiga; História Medieval, História Moderna e História Contemporânea, já há algum tempo é alvo de críticas e é relativizada pelos historiadores.
Identifique as críticas que são feitas a esta divisão de tempo.

Prévia do material em texto

Introdução aos estudos da história
1.Pode-se dizer em relação à História que:
1) Tendo em vista sua atual opção por compreender globalmente a sociedade, a História não mais se preocupa com a investigação dos eventos. 
2) Ao contrário do que ocorreu no século passado, hoje a História busca um caminho próprio, desvinculado das demais ciências sociais. 
3) A chamada História Nova recusa-se a admitir a História como ciência do passado e a "reduzir o presente a um passado incoativo". 
4) O estudo das fontes e a crítica dos documentos são partes fundamentais do processo de produção historiográfica.
2.A relação entre os fatos e as estruturas não apresenta uma das características abaixo:
1) É a compreensão dos fatos que nos dá a real compreensão do processo histórico. 
2) A partir dos fatos, somos capazes de penetrar nas estruturas. 
3) Somente compreendemos a História quando captamos a estrutura dos sistemas. 
4) A partir da compreensão da estrutura, temos uma perfeita inteligibilidade dos fatos.
1.Segundo Marc Bloch no seu livro apologia da História, a História pode ser entendida como:
1) Estudo do homem no tempo 
2) Estudo da geografia humana 
3) Estudo apenas do passado, mas sem reconhecer a História como ciência 
4) O estudo do homem apenas pelos relatos orais.
2.Quando falamos de um campo próprio também estamos nos referindo a todo um conjunto de práticas, concepções e objetos de estudo que são específicos de dada disciplina. Nesse sentido:
1) A História possuiu suas próprias singularidades que faz dela uma ciência 
2) A História é apenas a junção de fontes oficiais; 
3) A História se dá apenas pelos relatos orais 
4) A História não possuiu singularidades, servindo apenas para embasar estudos de maior importância.
1.O modo como Hegel pensa a história da filosofia é considerado um marco porque:
1) submete as compilações realizadas por Diógenes Laércio, Simplício e Aristóteles ao confronto crítico com outros documentos historiográficos descobertos no século XIX, corrigindo-as e ampliando-as. 
2) salienta a importância de se desconsiderar o cogito cartesiano como o marco do início da modernidade, pois aquele nada mais seria que um mero desdobramento de idéias já existentes na escolástica. 
3) propõe pela primeira vez uma perspectiva que não é meramente histórica, mas filosófica, compreendendo a história da filosofia como uma questão central para a própria filosofia e não como um mero relato de suas doutrinas. 
4) inaugura a tese da continuidade entre as antigas filosofias orientais e a filosofia grega, apresentando um levantamento das noções orientais que os gregos limitaramse a transportar para o vocabulário ocidental. 
5) refuta a perspectiva histórica hegemônica de Kant e do romantismo alemão, marcada por uma imagem idealizada da Grécia antiga, contrapondo-lhe a idéia de um dilaceramento antagônico subjacente à aparente harmonia.
2.Para Kant, a proposição de que toda mudança tem que ter uma causa é:
1) um juízo sintético e a priori. 
2) um juízo analítico, puro e a priori. 
3) uma regra e não propriamente um juízo. 
4) uma proposição analítica, mas a posteriori. 
5) uma antinomia da razão pura.
3.Na Crítica da Razão Pura, Kant assevera que uma das utilidades de seu empreendimento crítico consiste em:
1) anular qualquer pretensão de se admitir um uso puro prático da razão, na medida em que limita a meros fenômenos tudo aquilo que podemos pensar. 
2) abrir um espaço para o uso prático da razão, ao operar a transformação das idéias transcendentais regulativas em formas a priori da intuição. 
3) limitar o uso teórico da razão aos fenômenos, ao demonstrar que a intuição e os conceitos relativos àqueles se regulam pela natureza dos objetos. 
4) admitir o uso prático da razão, ao distinguir entre aquilo que podemos conhecer teoricamente e aquilo que podemos apenas pensar. 
5) demolir o dogmatismo, que postula a necessidade de uma ciência que determine, a priori, a possibilidade, os princípios e o âmbito de todos os conhecimentos.
1.Sobre a história proposta por Ranke, pode-se afirmar que:
1) Baseava-se em qualquer tipo de fonte existente 
2) Não utilizava fontes. 
3) Fazia uso, sobretudo, de fontes orais. 
4) Tinha como principal premissa a análise de documentos escritos e oficiais.
2.São características da história rankiana exceto:
1) Não buscar lições através da história, apenas relatar o passado tal como ocorreu. 
2) A visão de uma história fundamentada em documentos escritos oficiais. 
3) A defesa por uma narrativa histórica, obedecendo a uma ordem cronológica. 
4) A busca pela utilização de fontes fotográficas e orais, não se limitando apenas a documentação escrita.
1.Sobre a contribuição de Karl Marx para o estudo da história marque a alternativa correta:
1) Marx concluiu que, em condições de pleno desenvolvimento das forças produtivas, a economia impõe perfeitas condições para a sobrevivência ao homem. 
2) A cultura, para Marx é o principal mote de transformação da história. 
3) O autor descobriu que a consciência que os homens de determinada época têm da sociedade em que vivem, coincide com a realidade social da época em questão. 
4) A vinculação da pesquisa histórica com as preocupações do presente.
2.Com relação ao materialismo histórico, marque a alternativa INCORRETA:
1) Foi influenciado pela filosofia da História desenvolvida por Hegel. 
2) Foi uma teoria da história criada por Marx, para a compreensão das relações sociais e econômicas do mundo. 
3) Foi um grande paradigma historiográfico, criado durante o século XX. 
4) Foi formulado levando-se em conta as relações existentes de forma dialética na sociedade.
1) Porque é possível dizer que "a história é menos que o passado"?
 1.Porque historiadores ao realizar seu ofício não conseguem recuperar a totalidade do passado, mas fragmentos do mesmo.
2.Porque excetuando as enciclopédias modernas, já ultrapassadas, não existe nenhuma tentativa atual da historiografia de escrever toda a história da humanidade.
3.Porque as visões políticas contemporâneas impedem o pesquisador de compreender as relações sociais do passado.
4.Porque a academia tira a liberdade do pesquisador estabelecendo regras e normas que impedem a reprodução do passado nos trabalhos historiográficos.
5.Porque a ausência e má conservação de fontes impedem que o historiador trabalhe com muitos temas caros ao passado.
2) Em relação ao estudo da história, marque a alternativa correta:
1.O trabalho de pesquisa do historiador permite a reconstrução do acontecimento tal como aconteceu.
2.A história não está preocupada com o tempo cronológico, apenas com o tempo cultural
3.Apenas as sociedades que possuem escrita possuem história.
4.Não é tarefa do historiador tentar determinar o tempo dos acontecimento, salvo aqueles que ocorreram na pré-história.
 5.Através do estudo historiográfico consegue-se entender o passado, contribuindo para uma melhor compreensão também do presente.
3) "Toda pesquisa histórica é articulada a partir de um lugar de produção sócio-econômico, político e cultural. Implica um meio de elaboração circunscrito por determinações próprias: uma profissão liberal, um posto de estudo ou de ensino, uma categoria de letrados etc. Encontra-se portanto, submetida a opressões, ligada a privilégios, enraizada em uma particularidade. É em função desse lugar que se instauram os métodos, que se precisa uma topografia de interesses, que se organizam os dossiers e as indagações relativas aos documentos." 
CERTEAU, Michel de. A operação histórica. In: LE GOFF, Jacques e NORA, Pierre. História: Novos Problemas. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 3ª Ed., 1988.p. 18. 
Qual é o "lugar social" onde é produzido o saber da história?
1.Na sociedade, onde o historiador é mais um ator social e político por isso apto a conectar o passado ao presente através das carências de seu objeto de estudo.
2.Na política, onde a história consegue estabelecer a relação passado-futuro sem subjugar a subjetividadedo pesquisador.
3.Nos arquivos, onde os historiadores entram em contato com as fontes que lhes permitem escrever sobre o passado.
 4.Na universidade, onde o historiador encontrará os leitores que legitimarão seu trabalho, subordinando-o a regras e práticas específicas.
5.Nas bibliotecas, onde é possível ter acesso a um extenso número de produções historiográficas sobre diversos temas.
4) A diferença entre os termos "história" e "historiografia" é:
1.O primeiro pode ser entendido como o que foi escrito pelo passado, enquanto o segundo se refere aos escritos dos historiadores.
2.O primeiro pode ser entendido como o passado em si, enquanto o segundo como uma coleção de histórias.
3.O primeiro pode ser entendido como uma fábula, enquanto o segundo é a produção do saber histórico.
4.O primeiro pode ser entendido como uma fábula, enquanto o segundo como uma coleção de histórias.
5.O primeiro pode ser entendido como o que foi escrito sobre o passado ou o próprio passado, enquanto o segundo se refere aos escritos dos historiadores.
5) Um professor de história, a fim de facilitar a compreensão de seus alunos sobre o local em que vivem, levou-os a visitar o entorno escolar, mostrando como a presença de determinadas características geográficas, como a proximidade com o mar, influenciam no cotidiano da vida das pessoas. Um dos alunos questionou afirmando que aquilo não seria conteúdo de aula de história, mas de geografia.
Marque a alternativa que demonstra qual o melhor argumento que o professor poderia utilizar para responder ao aluno:
1.A história é uma ciência que trabalha apenas com a geografia, por isso a importância do passeio.
2.É preciso trabalhar de forma interdisciplinar história e geografia é apenas uma das possibilidades de ciências que se complementam, pois ambas estudam as relações humanas.
3.A compreensão da história do bairro em que se mora só é importante quando são encontradas evidências escritas da existência da vida de uma sociedade antiga ali, caso contrário não seria tema de pesquisa para o historiador, apenas para o geógrafo
4.O meio não é fator importante para as relações sociais, embora influencie no cotidiano das pessoas.
5.Realmente, não há relação entre a história e a geografia esta aula seria apenas um passeio para descontrair, pois cada ciência possui os seus objetos.
6) A crítica as fontes realizada pela Historiografia a partir do movimento dos Annales deu uma extraordinária contribuição a ampliação do olhar e do entendimento sobre o significado de uma fonte histórica. Esta nova análise se diferencia da historiografia do século XIX ao propor:
1.Que os documentos escritos seriam consideradas as principais fontes para os historiadores.
2.Que todos os vestígios de uma sociedade podem ser considerados fontes históricas.
3.Que somente os vestígios orais podem ser consideradas verdadeiras fontes históricas.
4.Que o diálogo com as fontes não poderia prescindir do caráter escrito dos vestígios.
5.Que as únicas fontes que devem ser consideradas pelo historiador são as fontes primárias.
7) Muito se tem falado da interdisciplinaridade que deve existir entre as ciências. Em relação à História esta interdisciplinaridade se efetua conforme qual alternativa abaixo?
1.A Geografia ajuda o historiador a localizar o fato no espaço físico e a influência deste espaço no evento histórico.
2.A História, como todas as outras ciências, está subordinada ao conhecimento matemático sem o qual seria impossível compreender as mudanças estruturais do processo histórico.
3.A Economia quantifica os fenômenos de produção de uma sociedade, ajudando os historiadores a caracterizarem os modos de produção.
4.A Filosofia auxilia o historiador a desenvolver uma visão crítico-interpretativa da metafísica.
5.A Política organiza o poder e o historiador usa conceitos políticos para investigar a origem do Estado, as forma de governo, as religiões e a cultura.
8) Segundo Walter Benjamin uma das tarefas centrais do historiador é “escovar a história a contrapelo”, contra a ilusão do progresso, para ele o resgate do passado, da memória se faz na possibilidade de realizar o encontro secreto marcado entre as gerações precedentes e a nossa, pois em cada época é preciso arrancar a tradição ao conformismo, que quer apoderar-se dela.
 Marque a alternativa que melhor expressa o papel do pesquisador, segundo esta visão.
1.Atribuir ao herói a autoria de ser o desencadeador do processo histórico.
2.O responsável pela manutenção da memória coletiva irrefutável.
3.A valorização da História Oral e da cultura popular como fonte para a História Oficial.
4.Ressaltar que a história é vista como o fazer, como ação possível.
5.Formar as gerações futuras para cumprirem alguma utilidade prática.
9) "O documento é monumento. Resulta do esforço das sociedades históricas para impor ao futuro "voluntária ou involuntariamente" determinada imagem de si próprias. No limite, não existe um documento-verdade. Todo o documento é mentira. Cabe ao historiador não fazer o papel de ingênuo".
(LE GOFF, Jacques. Documento - monumento. In:___. LE GOFF, Jacques. História e Memória. 4.ed. Campinas: Unicamp, 1996.)
Defina o que são fontes históricas, o tratamento crítico que deve ser dado a elas e discuta como o historiador deve tratar as informações nelas contidas.
R: O aluno deve definir por fontes históricas vestígios do passado que ajudam a reconstruí-lo (exemplos: documentos cartoriais, indumentárias, fotografias, etc.), explicar o que é crítica interna e crítica externa. Também deve discorrer a respeito do caráter subjetivo do documento enquanto produção histórica e socialmente determinada.
10) A tradicional forma de se dividir a história em Pré-História, História Antiga; História Medieval, História Moderna e História Contemporânea, já há algum tempo é alvo de críticas e é relativizada pelos historiadores. Identifique as críticas que são feitas a esta divisão de tempo.
R) O aluno deverá identificar o caráter eurocêntrico da tradicional divisão de tempo argumentando que a mesma não serve para o estudo dos povos da América, da África e da Ásia, principalmente nos períodos mais pretéritos.
1) Em relação ao estudo da história, marque a alternativa correta:
1.A história não está preocupada com o tempo cronológico, apenas com o tempo cultural
2.Apenas as sociedades que possuem escrita possuem história.
3.O trabalho de pesquisa do historiador permite a reconstrução do acontecimento tal como aconteceu.
4.Através do estudo historiográfico consegue-se entender o passado, contribuindo para uma melhor compreensão também do presente.
5.Não é tarefa do historiador tentar determinar o tempo dos acontecimento, salvo aqueles que ocorreram na pré-história.
2) Todas as opções abaixo tratam sobre o ofício do historiador:
 
I. Valer-se somente de interpretações ao invés dos fatos.
II. Selecionar os fatos mais relevantes para a pesquisa.
III. Desconsiderar o maior número de informações possíveis.
IV. Associar as informações recolhidas nas fontes, buscando uma interpretação.
 Marque a única alternativa abaixo que demonstra quais afirmações estão corretas:
1.II e III.
2.III e IV.
3.I e IV.
4.I e II.
5.II e IV.
3) Segundo Walter Benjamin uma das tarefas centrais do historiador é “escovar a história a contrapelo”, contra a ilusão do progresso, para ele o resgate do passado, da memória se faz na possibilidade de realizar o encontro secreto marcado entre as gerações precedentes e a nossa, pois em cada época é preciso arrancar a tradição ao conformismo, que quer apoderar-se dela.
 Marque a alternativa que melhor expressa o papel do pesquisador, segundo esta visão.
1.O responsável pela manutenção da memória coletiva irrefutável.
2.Atribuir ao herói a autoria de ser o desencadeador do processo histórico.
3.Ressaltar que a história é vista como o fazer, como ação possível.
4.Formar as gerações futuras para cumprirem alguma utilidade prática.
5.A valorização da História Oral e da cultura popular como fonte paraa História Oficial.
4) Um professor de história, a fim de facilitar a compreensão de seus alunos sobre o local em que vivem, levou-os a visitar o entorno escolar, mostrando como a presença de determinadas características geográficas, como a proximidade com o mar, influenciam no cotidiano da vida das pessoas. Um dos alunos questionou afirmando que aquilo não seria conteúdo de aula de história, mas de geografia.
Marque a alternativa que demonstra qual o melhor argumento que o professor poderia utilizar para responder ao aluno:
1.A compreensão da história do bairro em que se mora só é importante quando são encontradas evidências escritas da existência da vida de uma sociedade antiga ali, caso contrário não seria tema de pesquisa para o historiador, apenas para o geógrafo
2.Realmente, não há relação entre a história e a geografia esta aula seria apenas um passeio para descontrair, pois cada ciência possui os seus objetos.
3.A história é uma ciência que trabalha apenas com a geografia, por isso a importância do passeio.
4.O meio não é fator importante para as relações sociais, embora influencie no cotidiano das pessoas.
5.É preciso trabalhar de forma interdisciplinar história e geografia é apenas uma das possibilidades de ciências que se complementam, pois ambas estudam as relações humanas.
5) A diferença entre os termos "história" e "historiografia" é:
1.O primeiro pode ser entendido como o passado em si, enquanto o segundo como uma coleção de histórias.
2.O primeiro pode ser entendido como uma fábula, enquanto o segundo é a produção do saber histórico.
3.O primeiro pode ser entendido como o que foi escrito pelo passado, enquanto o segundo se refere aos escritos dos historiadores.
4.O primeiro pode ser entendido como o que foi escrito sobre o passado ou o próprio passado, enquanto o segundo se refere aos escritos dos historiadores.
5.O primeiro pode ser entendido como uma fábula, enquanto o segundo como uma coleção de histórias.
6) "Toda pesquisa histórica é articulada a partir de um lugar de produção sócio-econômico, político e cultural. Implica um meio de elaboração circunscrito por determinações próprias: uma profissão liberal, um posto de estudo ou de ensino, uma categoria de letrados etc. Encontra-se portanto, submetida a opressões, ligada a privilégios, enraizada em uma particularidade. É em função desse lugar que se instauram os métodos, que se precisa uma topografia de interesses, que se organizam os dossiers e as indagações relativas aos documentos." 
CERTEAU, Michel de. A operação histórica. In: LE GOFF, Jacques e NORA, Pierre. História: Novos Problemas. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 3ª Ed., 1988.p. 18. 
Qual é o "lugar social" onde é produzido o saber da história?
1.Na política, onde a história consegue estabelecer a relação passado-futuro sem subjugar a subjetividade do pesquisador.
2.Na sociedade, onde o historiador é mais um ator social e político por isso apto a conectar o passado ao presente através das carências de seu objeto de estudo.
3.Nos arquivos, onde os historiadores entram em contato com as fontes que lhes permitem escrever sobre o passado.
4.Na universidade, onde o historiador encontrará os leitores que legitimarão seu trabalho, subordinando-o a regras e práticas específicas.
5.Nas bibliotecas, onde é possível ter acesso a um extenso número de produções historiográficas sobre diversos temas.
7) Assinale a alternativa que melhor define este pensamento expresso por Lucian Goldman: "Do ponto de vista da ação sobre o pensamento científico, as diferentes perspectivas e ideologias não se situam no mesmo plano. Certos juízos de valor permitem maior compreensão da realidade do que outros."
1.Reconhece que todo conecimento é subjetivo
2.Afirma e reconhece que há possibilidades de escolha entre diferentes métodos na abordagem do real
3.Desconhece a existência do real
4.Nega a importância da realidade sobre a escolha metodológica
5.Reconhece a incapacidade da ciência em empregar métodos objetivos
8) "História ciência do Homem, ciência do passado humano. E não, de modo nenhum, ciência das coisas e dos conceitos."
FEBVRE, Lucien. Combates pela historia. Lisboa: Presença, 1989. P. 23
Nesta afirmativa:
1.O autor defende a história como ciência, ainda que não tenha os mesmos métodos das chamadas ciências naturais
2.O autor não reconhece as ciências naturais como ¿ciência¿, já que estão pressas as coisas e aos conceitos
3.O autor funda um novo paradigma científico, baseado no empirismo, característico das ciências humanas
4.O autor defende o paradigma tradicional de ciência como experimentação
5.O autor repudia a idéia de história como ciência, já que esta não pode ser limitada
1.Sobre a Revista dos Annales foi fundada por March Bloch e Lucian Febvre em 1929, marque a alternativa correta:
1) Valorizavam apenas a história política tida como a única capaz de compreender o desenvolvimento das organizações sociais.
2) Não promovia a interdisciplinaridade. 
3) limitavam-se apenas ao uso de fontes escritas. 
4) promoviam a substituição da tradicional narrativa de acontecimentos por uma história-problema.
2.Marque, dentre as alternativas abaixo, a que melhor expressa as críticas presentes na historiografia dos Annales em relação à historiografia do século XIX:
1) O historiador não deve ser indiferente as suas fontes, deve confrontar suas hipóteses com os documentos coletados. 
2) Ao historiador cabe limitar-se apenas à transcrição de documentos. 
3) O historiador deve ser objetivo, não interpretando o fato, apenas transcrevendo-o. 
4) O pesquisador em história deve deter-se a análise de fontes oficiais ligadas a história política do Estado nacional.
1.Sobre a Segunda Geração da Escola dos Annales, analise as proposições a seguir e assinale a alternativa corrreta.
1) A Segunda Geração dos Annales propõe a coabitação de uma tendência única, que via a história como algo a ser quantificada, principalmente através de sua relação com a Geografia e seu diálogo com a Filosofia. 
 2) Analisa a história a partir do paradigma do iluminismo, com ênfase para a compreensão das principais obras dos iluministas franceses, buscando no passado explicações para o presente. 
 3) A Segunda Geração viveu um momento de otimismo científico, em um crescente diálogo com a geo-história, uma das características da história proposta pelo modelo braudeliano. 
 4) inaugura a fase da história das mentalidades e da história cultural, com ênfase para estudos de comunidades pequenas como forma de representação da história em migalhas, fator preponderante nessa fase dos Annales e que foi totalmente negligenciado durante a terceira fase dos Annales. 
 5) reforça as principais diferenças entre os historiadores da Revista dos Annales, separando-os em grupos específicos e estabelecendo os interesses de cada um dentro dos diferentes ramos da história, com ênfase para um retorno as obras de Bloch e Febvre como referências para pensar a história quantitativa e global.
2.Fernand Braudel concebeu a totalidade de uma civilização como definida pela união de seus três níveis de duração, do evento à estrutura e desta ao evento, cuja análise, descrição e articulação dariam o quadro de uma civilização. Essa análise propõe o desenvolvimento de:
1) uma história global. 
2) uma história ligada à filosofia. 
3) uma ciência histórica. 
4) uma história, a priori, amparada no positivismo. 
5) uma práxis histórica totalizante.
1.A terceira geração dos annales, segundo Peter Burke, é caracterizada, sobretudo :
1) Pelo estruturalismo 
2) Pela fragmentação e multiplicidade de métodos e abordagens 
3) Pelo retorno da narrativa 
4) Pelo Novo enfoque dado ao campo político 
5) Pela incorporação de conceitos sociológicos
2.Fenômenos eleitorais, partidos políticos, eleições, opinião pública são temas de uma nova história política que vem sendo resgatada desde a década de 1970. Essa nova história política diferencia-se da história política praticada no século XIX pois:1) Marca uma virada nos trabalhos sobre as forças políticas, uma vez que utiliza deliberadamente a crônica factual. 
2) Percebe a política como uma realidade ligada à esfera do cotidiano e das representações e não apenas como um fato isolado. 
3) Trabalha com os acontecimentos políticos na forma de crônica factual, marcada pelo simplismo e indiferença ao real. 
4) Prioriza a elaboração de monografias nacionais e locais, empenhadas em construir com precisão a factualidade da vida política. 
5) Interessa-se pela história dos chefes de Estado, indivíduos fundamentais para a construção de uma história nacional.
1.Em a "História em migalhas", François Dosse faz uma ferrenha critica a escola dos annales. Dentre os pontos que ele destaca podemos citar:
1) A ausência de fontes 
2) A busca por uma história total 
3) A rigidez das estruturas metodológicas 
4) A falta de instrumentos e posturas teóricas sólidos 
5) O excesso de estruturalismo
2.Uma das principais críticas feitas à Escola dos Annales foi:
1) A abrangência de novos temas 
2) A nova concepção do estudo da história 
3) A incorporação de novas fontes históricas 
4) A diversidade metodológica 
5) A negligência do aspecto político da história
3."Ao cientificismo objetivista de Ranke ou Seignobos, March Bloch e Lucien Fevbre opõem o relativismo subjetivo da prática em que o historiador escolhe, em função das preocupações presentes, os fatos a serem interrogados, os submete a um certo número de hipóteses sem as quais o conhecimento histórico é palavra vã." 
DOSSE, François. A história em Migalhas: dos Annales a nova história. São Paulo: Ensaio, 1992. 
Marque, dentre as alternativas abaixo, a única que expressa as críticas presentes no texto:
1) O historiador não deve ser indiferente as suas fontes, deve, ao contrário, confrontar suas hipóteses com os documentos coletados. 
2) Ao historiador não cabe julgar o passado, ele deve limitar-se apenas à transcrição de documentos. 
3) O historiador deve ser objetivo, não interpretando o fato, apenas transcrevendo-o. 
4) Ao historiador não cabe a formulação de problemas, ele deve ser fiel ao fato, tal como aconteceu, pois os documentos se explicam por si só. 
5) O pesquisador em história deve deter-se à análise de fontes oficiais ligadas à história política do Estado, pois são as que melhor expressam as relações sociais
1.“O documento é monumento. Resulta do esforço das sociedades históricas de impor ao futuro – voluntária ou involuntariamente – determinada imagem de si próprias. No limite, não existe documento verdade. Todo documento é mentira.”
 LE GOFF, Jaques. História e memória. 4. ed. Campinas: Editora da UNICAMP, 1996, p. 536
 Marque a alternativa abaixo que complementa a interpretação do texto acima:
1) Somente o monumento é material de memória, portanto apenas o documento precisa ser analisado, a fim de que ele seja compreendido dentro do processo de construção da memória social. 
2) A construção de uma memória coletiva é fruto da interpretação documental baseada na memória individual, sendo essa relação fundamental para a história. 
3) Os documentos constituem-se em materiais de memória existentes na sociedade independente da vontade do historiador. 
4) O documento/monumento é um material de memória que precisa ser analisado, a fim de que ele seja compreendido dentro do processo de construção da memória coletiva. 
5) O documento é parte de um material de memória, enquanto o monumento não resultado do esforço das sociedades de impor uma determinada imagem de si.
2.Leia o texto de Georges Duby abaixo:
"Enfim, eu tentava ver como um acontecimento se faz e se desfaz, já que, afinal, ele só existe pelo que dele se diz, pois é fabricado por aqueles que difundem a sua notoriedade. Esbocei, pois, a história da lembrança de Bouvines, de sua deformação progressiva, pelo jogo, raramente inocente, da memória e do esquecimento." DUBY, Georges. O domingo de Bouvines.
Sobre a história e a memória pode-se afirmar que:
1) Uma é sempre o reflexo da outra. 
2) A história apenas produz acontecimentos quando estes são preservados pela memória. 
3) Ambas sempre são neutras em relação aos acontecimentos do passado. 
4) Apenas a memória está relacionada a verdade. 
5) Expressam o movimento que envolve os acontecimentos, conforme são lembrados ou esquecidos.
3.O uso da memória como fonte histórica já foi bastante criticado, porque fontes orais são facilmente distorcidas pela nostalgia da velhice, por preconceitos do entrevistador e do entrevistado e pela influência de versões coletivas e retrospectivas do passado. A respeito das asserções acima, assinale a opção correta.
1) As duas asserções são verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira. 
2) As duas asserções são verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira. 
3) A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda é uma proposição falsa. 
4) A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda é uma proposição verdadeira. 
5) Tanto a primeira como a segunda asserções são falsas.

Mais conteúdos dessa disciplina