Introdução aos estudos da história Questionário
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Introdução aos estudos da história Questionário

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Introdução aos estudos da história

1.Pode-se dizer em relação à História que:
1) Tendo em vista sua atual opção por compreender globalmente a sociedade, a História não mais se preocupa com a investigação dos eventos.
2) Ao contrário do que ocorreu no século passado, hoje a História busca um caminho próprio, desvinculado das demais ciências sociais.
3) A chamada História Nova recusa-se a admitir a História como ciência do passado e a "reduzir o presente a um passado incoativo".
4) O estudo das fontes e a crítica dos documentos são partes fundamentais do processo de produção historiográfica.

2.A relação entre os fatos e as estruturas não apresenta uma das características abaixo:
1) É a compreensão dos fatos que nos dá a real compreensão do processo histórico.
2) A partir dos fatos, somos capazes de penetrar nas estruturas.
3) Somente compreendemos a História quando captamos a estrutura dos sistemas.
4) A partir da compreensão da estrutura, temos uma perfeita inteligibilidade dos fatos.

1.Segundo Marc Bloch no seu livro apologia da História, a História pode ser entendida como:
1) Estudo do homem no tempo
2) Estudo da geografia humana
3) Estudo apenas do passado, mas sem reconhecer a História como ciência
4) O estudo do homem apenas pelos relatos orais.

2.Quando falamos de um campo próprio também estamos nos referindo a todo um conjunto de práticas, concepções e objetos de estudo que são específicos de dada disciplina. Nesse sentido:
1) A História possuiu suas próprias singularidades que faz dela uma ciência
2) A História é apenas a junção de fontes oficiais;
3) A História se dá apenas pelos relatos orais
4) A História não possuiu singularidades, servindo apenas para embasar estudos de maior importância.

1.O modo como Hegel pensa a história da filosofia é considerado um marco porque:
1) submete as compilações realizadas por Diógenes Laércio, Simplício e Aristóteles ao confronto crítico com outros documentos historiográficos descobertos no século XIX, corrigindo-as e ampliando-as.
2) salienta a importância de se desconsiderar o cogito cartesiano como o marco do início da modernidade, pois aquele nada mais seria que um mero desdobramento de idéias já existentes na escolástica.
3) propõe pela primeira vez uma perspectiva que não é meramente histórica, mas filosófica, compreendendo a história da filosofia como uma questão central para a própria filosofia e não como um mero relato de suas doutrinas.
4) inaugura a tese da continuidade entre as antigas filosofias orientais e a filosofia grega, apresentando um levantamento das noções orientais que os gregos limitaramse a transportar para o vocabulário ocidental.
5) refuta a perspectiva histórica hegemônica de Kant e do romantismo alemão, marcada por uma imagem idealizada da Grécia antiga, contrapondo-lhe a idéia de um dilaceramento antagônico subjacente à aparente harmonia.

2.Para Kant, a proposição de que toda mudança tem que ter uma causa é:
1) um juízo sintético e a priori.
2) um juízo analítico, puro e a priori.
3) uma regra e não propriamente um juízo.
4) uma proposição analítica, mas a posteriori.
5) uma antinomia da razão pura.

3.Na Crítica da Razão Pura, Kant assevera que uma das utilidades de seu empreendimento crítico consiste em:
1) anular qualquer pretensão de se admitir um uso puro prático da razão, na medida em que limita a meros fenômenos tudo aquilo que podemos pensar.
2) abrir um espaço para o uso prático da razão, ao operar a transformação das idéias transcendentais regulativas em formas a priori da intuição.
3) limitar o uso teórico da razão aos fenômenos, ao demonstrar que a intuição e os conceitos relativos àqueles se regulam pela natureza dos objetos.
4) admitir o uso prático da razão, ao distinguir entre aquilo que podemos conhecer teoricamente e aquilo que podemos apenas pensar.
5) demolir o dogmatismo, que postula a necessidade de uma ciência que determine, a priori, a possibilidade, os princípios e o âmbito de todos os conhecimentos.
1.Sobre a história proposta por Ranke, pode-se afirmar que:
1) Baseava-se em qualquer tipo de fonte existente
2) Não utilizava fontes.
3) Fazia uso, sobretudo, de fontes orais.
4) Tinha como principal premissa a análise de documentos escritos e oficiais.

2.São características da história rankiana exceto:
1) Não buscar lições através da história, apenas relatar o passado tal como ocorreu.
2) A visão de uma história fundamentada em documentos escritos oficiais.
3) A defesa por uma narrativa histórica, obedecendo a uma ordem cronológica.
4) A busca pela utilização de fontes fotográficas e orais, não se limitando apenas a documentação escrita.

1.Sobre a contribuição de Karl Marx para o estudo da história marque a alternativa correta:
1) Marx concluiu que, em condições de pleno desenvolvimento das forças produtivas, a economia impõe perfeitas condições para a sobrevivência ao homem.
2) A cultura, para Marx é o principal mote de transformação da história.
3) O autor descobriu que a consciência que os homens de determinada época têm da sociedade em que vivem, coincide com a realidade social da época em questão.
4) A vinculação da pesquisa histórica com as preocupações do presente.

2.Com relação ao materialismo histórico, marque a alternativa INCORRETA:
1) Foi influenciado pela filosofia da História desenvolvida por Hegel.
2) Foi uma teoria da história criada por Marx, para a compreensão das relações sociais e econômicas do mundo.
3) Foi um grande paradigma historiográfico, criado durante o século XX.
4) Foi formulado levando-se em conta as relações existentes de forma dialética na sociedade.

1) Porque é possível dizer que "a história é menos que o passado"?
 1.Porque historiadores ao realizar seu ofício não conseguem recuperar a totalidade do passado, mas fragmentos do mesmo.
2.Porque excetuando as enciclopédias modernas, já ultrapassadas, não existe nenhuma tentativa atual da historiografia de escrever toda a história da humanidade.
3.Porque as visões políticas contemporâneas impedem o pesquisador de compreender as relações sociais do passado.
4.Porque a academia tira a liberdade do pesquisador estabelecendo regras e normas que impedem a reprodução do passado nos trabalhos historiográficos.
5.Porque a ausência e má conservação de fontes impedem que o historiador trabalhe com muitos temas caros ao passado.

2) Em relação ao estudo da história, marque a alternativa correta:
1.O trabalho de pesquisa do historiador permite a reconstrução do acontecimento tal como aconteceu.
2.A história não está preocupada com o tempo cronológico, apenas com o tempo cultural
3.Apenas as sociedades que possuem escrita possuem história.
4.Não é tarefa do historiador tentar determinar o tempo dos acontecimento, salvo aqueles que ocorreram na pré-história.
 5.Através do estudo historiográfico consegue-se entender o passado, contribuindo para uma melhor compreensão também do presente.

3) "Toda pesquisa histórica é articulada a partir de um lugar de produção sócio-econômico, político e cultural. Implica um meio de elaboração circunscrito por determinações próprias: uma profissão liberal, um posto de estudo ou de ensino, uma categoria de letrados etc. Encontra-se portanto, submetida a opressões, ligada a privilégios, enraizada em uma particularidade. É em função desse lugar que se instauram os métodos, que se precisa uma topografia de interesses, que se organizam os dossiers e as indagações relativas aos documentos."
CERTEAU, Michel de. A operação histórica. In: LE GOFF, Jacques e NORA, Pierre. História: Novos Problemas. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 3ª Ed., 1988.p. 18.
Qual é o "lugar social" onde é produzido o saber da história?

1.Na sociedade, onde o historiador é mais um ator social e político por isso apto a conectar o passado ao presente através das carências de seu objeto de estudo.
2.Na política, onde a história consegue estabelecer a relação passado-futuro sem subjugar a subjetividade
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