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MANEJO SANITÁRIO DE BUBALINOS

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clinicamente típica da doença nesses animais. Hoje,
são conhecidas algumas particularidades que definem o papel desta
espécie animal na epidemiologia da febre aftosa.
Prof. Dr. André Mendes Jorge - Disciplina de Bubalinocultura
UNESP-FMVZ-Campus de Botucatu
A condição epidemiológica está diretamente relacionada e é
dependente do tipo de exploração, de manejo, do meio, das
técnicas empregadas no rebanho, entre outras, para definir o risco
de comprometimento com a enfermidade.
Por isso, a difusão da doença, muitas vezes, é decorrente da
difusão do agente etiológico não só dentro de uma mesma espécie,
como de uma para outra espécie animal.
Neste sentido, se enquadram os bubalinos, pois apresentam
condições para participarem da cadeia epidemiológica da febre
aftosa, porque são susceptíveis ao vírus, mantêm esse agente
viável durante longos períodos, eliminam o vírus periodicamente e
podem transmití-lo para bovinos, mesmo sem manifestarem a
enfermidade clinicamente.
Há necessidade, portanto, de cuidados especiais, também,
com os bubalinos, principalmente em decorrência dos prejuízos
econômicos que esta doença provoca.
Salmonelose
É um complexo de doenças febris, caracterizado por
septicemia, gastroenterite (diarréia), causada pela bactéria
Salmonella sp.
Sintomas: Febre (40,5 a 4 1,0°C), diarréia, depressão, perda de
peso.
Tratamento e profilaxia: ingestão do colostro logo após o
nascimento, desinfecção do umbigo com iodo, evitar superlotação.
Tratar os animais doentes com medicamentos anti-diarréicos à
base de nitrofuranos, polimixina, enrofloxacina, neomicina ou
cloranfenicoL
Carbúnculo sintomático (manqueira)
É uma doença infecciosa aguda não contagiosa causada pelo
Clostridium chauvoei.
A doença se caracteriza por inflamação dos músculos, toxemia
grave e alta mortalidade.
A transmissão se dá por meio do solo e alimentos contaminados ou
escoriações na pele (traumatismos).
Tratamento e controle: Tratar com penicilina ou tetraciclina;
vacinar os animais.
Prof. Dr. André Mendes Jorge - Disciplina de Bubalinocultura
UNESP-FMVZ-Campus de Botucatu
Mastite
A mastite é a inflamação da glândula mamária, em geral
provocada pelapresença de microrganismos, traduzindo-se em
alterações na composição do leite e com taxas elevadas de células
somáticas (leucócitos + células epiteliais).
Após a última metade desse século, vários foram os países
que passaram a dedicar maior atenção a criação de bubalinos,
utilizando com eles as mesmas técnicas empregadas aos bovinos,
em decorrência dos excelentes resultados obtidos, principalmente,
na produção de leite, pela India e Paquistão. Nestes países,
especial atenção tem sido dispensada a mastite.
Controle da mastite
• Higienizaçáo das instalações e equipamentos;
• Teste da caneca de fundo negro ou telada, diariamente, para
detectar mastites clínicas agudas;
• Ordenhar primeiro os animais sadios;
• Lavar as tetas e enxugar com papel toalha ou pano limpo e
desinfetado;
• Antes da ordenha, as tetas podem ser desinfetadas
(pré-dipping);
• Após a ordenha, imergir as tetas numa solução desinfetante
(pós-dipping);
• Realizar mensalmente o teste do Califomia Mastitis Test (CMT) -
monitorar prevalência de mastites subclínicas;
• Tratar os animais infectados com anti-mastíticos contendo
antibiótico (tratamento intramamário),1 vez ao dia, durante 3 dias
consecutivos.
Vacinas recomendadas:
Paratifo (salmonelose)
• Aplicar a vacina aos 15 dias deidade.
Febre Aftosa
• Vacine todo o rebanho nos meses de maio e novembro.
• Os bezerros com menos de 1 ano de idade devem ser vacinados
nos meses de agosto e fevereiro.
Prof. Dr. André Mendes Jorge - Disciplina de Bubalinocultura
UNESP-FMVZ-Campus de Botucatu
Brucelose
• Vacine as fêmeas de 3 a 8 meses deidade.
Carbúnculo Sintomático (Manqueira)
• Vacine todos os bezerros (machos efêmeas)a partir de 3 meses
deidade. Repetira dose com 1 ano deidade.