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PROCESSO PENAL 2° BIMESTRE

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do exercício da função a prerrogativa é do cargo e não da pessoa ela exerce a prerrogativa enquanto estiver com o cargo.
2.5 PERIGOS DE MANOBRAS
Por enquanto é válido a manobra de renuncia até o final da instrução penal
APROVEITAMENTO DOS ATOS
O foro de prerrogativa é sempre de incompetência absolutoa, se os atos praticados, foram praticados de maneira correta, estava no STF e foi pro 1 grau, se foram praticados da maneira correta serão reaproveitados, não tem necessidade de refaze-los. Art 567.
SERAS SEMPRE JULGADO MESMO QUE NÃO JULGUES
PRERROGATIVAS EM ESPÉCIE previsto na CF 102, I, b e c.
b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República;
c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros dos Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23, de 1999)
antes para julgar governadores era necessário que as assembleias executivas aprovassem e isso éra impossível, nunca sairia
Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:
I - processar e julgar, originariamente:
a) nos crimes comuns, os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, e, nestes e nos de responsabilidade, os desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais;
deputado estadual tem a prerrogativa de ser julgado no segundo grau de jurisdição ou no tribunal de justiça estadual ou no tribunal federal.
Todos os estados tem tribunais de justiça e tribunais federais é por região
Os juízes tem a prerrogativa de serem julgados nos seus tribunais, nos tribunais onde exercem sua jurisdição. Em segundo grau, tipo no tribunal de justiça do paraná.
Juiz federal em Curitiba é julgado no TRF (tribunal regional da 4 região) a qual pertence Curitiba. Desembargado STJ
Prefeitos tem prerrogativa de serem julgados em segundo grau de jurisdição, depende da natureza do crime, se for federal vai pro federal de for estadual é no TJ.
Deputado federal que comete crime doloso contra a vida, é julgado no STF, pois a prerrogativa de foro é mais especifica, deveria ser no tribunal do júri.
Não existe revisão constitucional de prerrogativa para os vereadores, a constituição estadual pode prever algo em relação a isso, no Paraná não tem. 
• STF: se qualquer das pessoas do art. 102, I, “b”, “c”, da Constituição, cometer um crime comum, eleitoral ou militar, será julgado pelo STF. Prevalece a prerrogativa sobre qualquer outra Justiça ou grau de jurisdição.
• STJ: se qualquer das pessoas34 previstas no art. 105, I, “a”, da Constituição cometer um crime comum, militar ou eleitoral, será julgado no STJ. Como no caso anterior, também prevalece a competência do STJ sobre qualquer outra Justiça ou grau de jurisdição (salvo a do STF, por elementar).
• Tribunais de Justiça dos Estados: o art. 96, III, da Constituição prevê a prerrogativa dos TJs para o julgamento dos juízes estaduais e do Distrito Federal, bem como dos membros do Ministério Público dos Estados. Contudo, a Constituição faz uma ressalva expressa, de modo que, se qualquer desses agentes praticar um crime eleitoral, será julgado pelo TRE, órgão de segundo grau da Justiça Eleitoral. Assim, eles estão vinculados a um Tribunal de Justiça do respectivo estado e, mesmo que cometa o agente um delito de competência da Justiça Federal (uma das situações do art. 109 daCF), tem-se entendido que prevalece a prerrogativa de ser julgado pelo seu TJ. Em se tratando de crime de competência do Tribunal do Júri, continua prevalecendo a prerrogativa de função, pois assegurada na Constituição. Ademais, um órgão de primeiro grau como o Tribunal do Júri jamais prevalece sobre um tribunal (jurisdição superior prevalente). Importante recordar, ainda, que nos casos de competência originária dos Tribunais de Justiça o rito do processo será aquele previsto na Lei n. 8.038, por expressa delegação da Lei n. 8.658.
• Tribunais Regionais Federais: em simetria, os juízes federais, militares e da Justiça do Trabalho e membros do MP da União serão julgados nas mesmas condições, mas pelo respectivo Tribunal Regional Federal, art. 108, I, “a”, da Constituição. Também existe a ressalva em relação aos crimes eleitorais, de modo que, se um desses agentes cometer um crime dessa natureza, será julgado pelo órgão de segundo grau da Justiça Eleitoral, ou seja, TRE. Em se tratando de crime de competência do Tribunal do Júri, prevalece a competência do TRF.
• Deputado Estadual: tem a prerrogativa de ser julgado pelo mais alto tribunal do estado ao qual está vinculado. Logo, se cometer um crime de competência da Justiça Comum Estadual, será julgado pelo Tribunal de Justiça; em se tratando de crime de competência da Justiça Federal, será julgado no TRF; por fim, sendo crime eleitoral, será julgado no TRE. Em se tratando de crime de competência do Tribunal do Júri, continua prevalecendo a prerrogativa de função, pois está assegurada na Constituição, sendo julgado no Tribunal de Justiça (ou TRF se for o caso de competência federal). Ademais, um órgão de primeiro grau como o Tribunal do Júri jamais prevalece sobre um tribunal (jurisdição superior prevalente).
• Prefeitos: o tratamento dado pelo art. 29, X, da Constituição é pouco representativo do alcance da prerrogativa. Assim, se o prefeito cometer um crime de competência da Justiça Comum Estadual, será julgado no Tribunal de Justiça, mesmo que se trate de um crime de competência do Tribunal do Júri. Contudo, se for um crime eleitoral, será julgado pelo TRE. Se o delito for de competência da Justiça Federal será julgado pelo TRF. Nesse sentido afirma a Súmula n. 702 do STF: a competência do Tribunal de Justiça para julgar prefeitos restringe-se aos crimes de competência da Justiça Comum Estadual; nos demais casos, a competência originária caberá ao respectivo tribunal de segundo grau. Importante ainda, nessa matéria, consultar as Súmulas ns. 208 e 209 do STJ.
• Vereadores: não foram contemplados com nenhuma prerrogativa de foro pela Constituição.
Possuem apenas a imunidade por palavras, opiniões e votos no exercício do mandato, nos termos do art. 29, VIII, da Constituição. Contudo, chamamos a atenção para a seguinte decisão do STJ, que está a sinalizar uma mudança de rumo no tratamento dos vereadores:
A imunidade parlamentar não se estende ao corréu sem essa prerrogativa, somente a prerrogativa de foro
01-06-2016
Art 78 até 82. 
 CAUSAS MODIFICADORAS DE COMPETÊNCIA: Todas as regras anteriormente explicadas podem ser profundamente alteradas ou mesmo negadas quando estivermos diante de conexão ou continência, verdadeiras causas modificadoras da competência e que têm por fundamento a necessidade de reunir os diversos delitos conexos ou os diferentes agentes num mesmo processo, para julgamento simultâneo. 
Gustavo Badaró: nas causas modificativas de competência altera-se as esfera concreta de competência de um juiz. Amplia-se as esfera de competência de um órgão judiciário atribuindo-lhe competência para um processo no qual não seria normalmente (abstratamente) competente, enquanto outro órgão que abstratamente seria competente deixará de ser. Não está se definindo competência, está se modificando a competência
CONEXÃO: o que vai definir a conexão é a existência de uma pluralidade de crimes, sempre vai existir mais de um crime, não necessariamente um concurso de pessoas. É responsável por unir crimes em um mesmo processo, para que se fixe exige sempre a pratica de dois ou mais crimes, pode haver