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RESUMÃO COMPLETO DE TODA A MATÉRIA DE DIREITO CIVIL II (FEITO POR UM AMIGO)

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depositarmos o valor nesta conta, nos 
livramos/eximimos da dívida com as três pessoas. Existe vantagem para o devedor, porque pagando 
a um se exonera da dívida toda, e qualquer um pode cobrar a dívida. 
 
Obs: 
Vantagem: qualquer credor pode exigir a totalidade da dívida e o devedor pode liberar-se da 
obrigação pagando a prestação a qualquer um dos credores. 
Desvantagem: pode “D” cobrar durante a ausência de “E” e “F” e depois “D” sumir. 
 
 C X D + E + F  Sujeitos 
(Devedor) (credores) 
 
Efeitos da Solidariedade Ativa: 
 
1. Quanto ao cumprimento da prestação: Quando um dos credores poderá exigir o cumprimento 
da prestação (Art. 267 CC). 
 
Art. 267. Cada um dos credores solidários tem direito a exigir do devedor o cumprimento da prestação por 
inteiro. 
 
 
 2. Quanto ao Pagamento e Remissão=Perdão (Arts. 268, 269 e 272 CC) 
 
 C X D + E + F 
(Devedor) (credores) 
 
Art. 268. Enquanto alguns dos credores solidários não demandarem o devedor comum, a qualquer daqueles 
poderá este pagar. 
Ex. Se “D” acionar “C” na justiça, C terá que pagar preferencialmente a “D”, que recebe em nome 
de todos. E se nenhum acionar, “C” poderá pagar a qualquer um dos três. 
 
Art. 269. O pagamento feito a um dos credores solidários extingue a dívida até o montante do que foi pago. 
Ex. “C” pagou R$200 a “D” de uma dívida de R$300. Ele continua devendo R$100 aos três credores. 
 
Art. 272. O credor que tiver remitido a dívida ou recebido o pagamento responderá aos outros pela parte que 
lhes caiba. 
Ex.Se “D” perdoar a dívida completa, “C” não vai pagar nada a ninguém. E “D” responderá perante 
“E” e “F”. 
Se “C”, receber a remissão de R$200 de “D” ele ainda continua devendo R$100 aos 03 credores. 
 
2. Quanto às Perdas e Danos (Art. 271 CC): Subsiste a solidariedade. 
 
Art. 271. Convertendo-se a prestação em perdas e danos, subsiste, para todos os efeitos, a solidariedade. 
 
3. Quanto às Exceções Pessoais: 
 
Art. 273. A um dos credores solidários não pode o devedor opor as exceções pessoais oponíveis 
aos outros. 
É matéria de Defesa. 
 
4. Julgamento: 
 
Art. 274. O julgamento contrário a um dos credores solidários não atinge os demais; o julgamento favorável 
aproveita-lhes, a menos que se funde em exceção pessoal ao credor que o obteve. 
 
O julgamento desfavorável a um credor não prejudica os demais. Se for favorável beneficia os 
demais. 
 Aciona 
 
Ex: C X D + E 
 (Dev) (credores) 
 
 
 
5. Morte (Art. 274 e 270 CC, respectivamente): 
 
Art. 270. Se um dos credores solidários falecer deixando herdeiros, cada um destes só terá direito a exigir e 
receber a quota do crédito que corresponder ao seu quinhão hereditário, salvo se a obrigação for indivisível. 
 
 
Ex. Numa dívida de R$300, ocorrendo a Morte de F. 
(dev.) (credores) 
 C X D + E + F 
 Morre deixando R$ 100 
 
 f1 f2 = os herdeiros só poderão cobrar o quinhão de “F”, ou seja, R$100. 
 
Obs: se a obrigação for um animal, f1 e f2 podem cobrar a dívida toda. 
 
 
Solidariedade Passiva: 
 
Conceito: é aquela que obriga todos os devedores ao pagamento total da dívida. 
Obs. É muito importante na vida negocial porque reforça o vínculo e facilita o adimplemento. 
 
Efeitos da Solidariedade Passiva: 
 
1. Pagamento Total e Parcial: 
 
Art. 275. O credor tem direito a exigir e receber de um ou de alguns dos devedores, parcial ou totalmente, a 
dívida comum; se o pagamento tiver sido parcial, todos os demais devedores continuam obrigados 
solidariamente pelo resto. 
Parágrafo único. Não importará renúncia da solidariedade a propositura de ação pelo credor contra um ou 
alguns dos devedores. 
Art. 277. O pagamento parcial feito por um dos devedores e a remissão por ele obtida não aproveitam aos 
outros devedores, senão até à concorrência da quantia paga ou relevada. 
Art. 283. O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a exigir de cada um dos co-devedores a sua 
quota, dividindo-se igualmente por todos a do insolvente, se o houver, presumindo-se iguais, no débito, as 
partes de todos os co-devedores. 
 
Exemplos: 
 Se existem 3 devedores e um paga toda a dívida, todos se exoneram e o que pagou tem direito de 
regresso contra os outros 2. 
 Se existem 3 devedores e um paga a dívida parcialmente, todos ficam responsáveis pelo restante. 
 Se numa dívida de R$300, com 3 devedores, e um é insolvente, os outros 2 terão que pagar toda a 
dívida: 
 
 Devedores Credor 
A + B + C  D 
(Insolvente) (satisfaz a insolvência (Passa a dever apenas R$150) 
 pagando os R$300) 
 
 
 
 
 
Art. 285. Se a dívida solidária interessa exclusivamente a um dos devedores, responderá este por toda ela para 
com aquele que pagar. 
 
Ex. Se A deu um bem (uma casa) em garantia. B paga a dívida e resgata a hipoteca. A deve pagar a B 
para retirar a hipoteca. 
 
 Devedores Credor 
A + B  D 
 Fiador (Paga a dívida) 
 
Então, “A” paga “B” (porque “B” pagou a dívida que pertencia à “A” para “D”). 
 
 
2. Renúncia 
 
Se a solidariedade for legal, a renuncia poderá dar-se verbalmente ou por escrito ou, ainda, pela 
prática de atos reveladores de intentio de abrir mão do benefício, hipótese em que se terá a renúncia 
tácita. Ao credor para que possa demandar os co-devedores solidários remanescentes, cumprirá 
bater no débito o quantum alusivo ã parte devida pelo que foi liberado da solidariedade. Ex. A, B e 
C são devedores solidários de D pela quantia de R$ 30.000,00. D renuncia a solidariedade em favor 
de A, perdendo então o direito de exigir dele uma prestação acima de sua parte no débito, isto é, 
R$ 10.000,00. B e C responderão solidariamente por R$ 20.000,00, abatendo da dívida inicial de 
R$ 30.000,00 a cota de A (R$ 10.000,00). Assim os R$ 10.000,00 restante só poderão ser 
reclamados daquele que se beneficiou da renúncia da solidariedade. Se a renúncia for total ou 
absoluta extinguir-se-á a obrigação solidária passiva, surgindo em seu lugar uma obrigação 
conjunta, em que cada devedor responderá tão somente por sua parte, pois o débito será rateado 
entre os co-devedores, visto-se que a obrigação torna-se pro rata em relação a todos. (art.282) 
 
Art. 282. O credor pode renunciar à solidariedade em favor de um, de alguns ou de todos os devedores. 
Parágrafo único. Se o credor exonerar da solidariedade um ou mais devedores, subsistirá a dos demais. 
 
Art. 284. No caso de rateio entre os co-devedores, contribuirão também os exonerados da solidariedade pelo 
credor, pela parte que na obrigação incumbia ao insolvente. 
 
Ex. Se numa dívida de R$300 “A” foi exonerado por “D” (credor), e “C” ficou insolvente. Se “C” fica 
insolvente, “A” volta a dever junto com “B”. 
 Devedores Credor 
(A) + B + C  D 
(Exonerado por D) (deve) (deve) 
 
 Devedores Credor 
(A) + B + C  D 
(Exonerado por D,volta a dever) (deve) Ficou Insolvente) 
 
 
Obs: Renúncia (=exoneração) não é perdão (=remissão). 
 
 
 
 
 
 
3. Cláusula Adicional: 
 
Art. 278. Qualquer cláusula, condição ou obrigação adicional, estipulada entre um dos devedores solidários 
e o credor, não poderá agravar a posição dos outros sem consentimento destes. 
 
Obs: Não surtirá efeito, não tem eficácia. 
 
 Devedores Credor 
A + B + C  D 
 
Ex: Caso exista uma dívida de 24 meses a 1% e “A” vai ao banco sozinho e negocia esta dívida a 
24 meses a 10% , isto é numa condição pior que a anteriormente contratada, essa nova negociação