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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE TECNOLOGIA – ITEC CENTRO DE CIÊNCIAS NATURAIS E EXATAS DEPARTAMENTO DE FÍSICA LABORATÓRIO BÁSICO I PROFª. DRª: SILVANA PEREZ LEI DE HOOKE: ELONGAÇÃO DE UMA MOLA ELIZEU MACIEL DA CONCEIÇÃO – 201407540018 ELVIS JONES ARAUJO DE ALMEIDA – 201407540024 MATHEUS ARRAIS GONÇALVES – 201407540007 Belém / PA Outubro – 2014 Relatório apresentado como requisito de nota, no curso Eng.ª Química, junto à disciplina Lab. Física Básica I, ministrada pela professora Silvana Perez. Sumário 1-Introdução.......................................................................................................................1 2-Objetivos........................................................................................................................1 3-Materiais.........................................................................................................................2 4-Metodologia...................................................................................................................2 5-Resultados e Discussão..................................................................................................2 5.1-Resultados da Mola 01................................................................................................2 5.2-Resultados da Mola 02................................................................................................3 5.3-Resultados da Associação em Paralelo.......................................................................4 5.4-Avaliação Estatística dos Dados Relativos à Mola 01................................................6 5.5-Avaliação Estatística dos Dados Relativos à Mola 02................................................8 5.6-Avaliação Estatística dos Dados Relativos à Associação das Molas 01 e 02.............9 6-Conclusão.....................................................................................................................11 7-Referências...................................................................................................................11 1-Introdução Elasticidade é uma propriedade que têm os corpos de recuperar sua forma primitiva depois de uma deformação e ao cessarem as forças externas que a provocam. Logicamente, existe um limite para esta propriedade, o qual se denomina limite elástico, que é aquela força externa mínima que pode causar uma deformação permanente do corpo. O oscilador massa-mola é constituído por um corpo de massa m ligado a uma mola de constante elástica k, presa a uma parede (verticalmente ou horizontalmente). Cada mola tem a sua constante elástica, que depende do material de que é feita e da sua geometria. Quando a mola é comprimida (ou esticada) e liberada, o corpo passa a executar um movimento unidimensional de vai-e-vem. Isto se deve a força restauradora provocada pela mola. Dentro do limite elástico, o resultado da ação de uma força externa, F, sobre um corpo será sempre uma relação linear do tipo: F = k x (1) Onde F é a força elástica em Newtons, x é o deslocamento em metros e k é a constante elástica da mola que depende da natureza e forma do material que o constitui. Neste experimento a força elástica tem o módulo igual à força peso do objeto suspenso pela mola. Logo, podemos usar outra representação para a equação 1: (2) Isolando k temos, (3) Onde: K= constante da mola 2-Objetivos Analisar as três leis de Newton no equilíbrio, analisar a proporcionalidade entre a elongação de uma mola e a força aplicada e mostrar que a relação é linear até certo limite de elasticidade. Verificar se um corpo elástico (mola) obedece à Lei de Hooke; calcular a constante elástica da mola, k, através de um experimento simples com um sistema massa-mola. Para tanto, mediu-se a elongação da mola com diversas massas na haste do sistema. -1- 3-Materiais Os materiais utilizados para este procedimento foram os seguintes: Duas molas de comprimentos diferentes; 2 hastes para fixação das molas; Gancho para acoplamento; Pesos graduados em gramas; Régua; Suporte universal. 4-Metodologia Inicialmente montaram-se os equipamentos. Marcou-se a posição de equilíbrio na escala milimetrado. Em seguida, colocou-se o peso de menor valor suspenso na mola e realizou-se a medida da elongação sofrida pela ação dos pesos adicionados à mola. Repetiu-se o mesmo procedimento para outra mola. Em seguida, realizou-se uma associação em paralelo das duas molas repetindo-se o procedimento descrito acima. Entretanto, mudou-se o referencial para as medidas realizadas na escala milimetrada. 5-Resultados e Discussão 5.1-Resultados da Mola 01: Tabela 1 Medições Massa (g) Estado Inicial L0 (cm) Estado Final L (cm) Elongação ( = L-L0 (cm) Constante K (N/m) 1° 49,95 8,9 16,9 8,0 6,1251 0,3796 0,05836 2° 99,95 8,9 24,0 15,1 6,4934 0,0113 0,00174 3° 149,95 8,9 31,3 22,4 6,5670 0,0623 0,00958 4° 199,75 8,9 38,4 29,5 6,6425 0,1378 0,02118 5° 249,8 8,9 45,5 36,6 6,6955 0,1908 0,02933 Média - - - - 6,5047 0,1564 0,024038 Desvio Padrão (s) - - - - 0,22555 0,1425 0,0219 -2- Esta tabela mostra o comportamento da mola quando são adicionados diferentes pesos, onde a constante k de elasticidade foi determinada para g= 9,81 m/s 2 . Observamos que há um aumento linear e proporcional da elongação quando se aumenta a massa suspensa pela mola. Isto é verdade visto que a lei de Hooke relaciona uma grandeza linearmente à outra. A partir dos dados o valor aproximado para a constante k1 é 6,505 N/m. O valor de K nas medições de 1 a 5 foram determinadas a partir da fórmula 3 (ver introdução). Gráfico 01 O gráfico acima mostra como há aproximação linear e proporcional entre o peso e elongação da mola. Destaca-se também a margem de erro percentual de cada medida realizada em laboratório. 5.2-Resultados da Mola 02: Tabela 2 Medições Massa (g) Estado Inicial L0 (cm) Estado Final L (cm) Elongação ( = L-L0 (cm) Constante K (N/m) 1° 49,95 8,3 16,5 8,2 5,9757 0,4997 0,07716 2° 99,95 8,3 23,5 15,2 6,4507 0,0246 0,00381 3° 149,95 8,3 30,7 22,4 6,5670 0,1916 0,02960 4° 199,75 8,3 37,6 29,3 6,6879 0,2125 0,03282 5° 249,8 8,3 44,9 36,6 6,6955 0,2201 0,03399 Média - - - - 6,47535 0,2297 0,03547 y = 0,0698x - 0,0772 R² = 0,9995 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 0 10 20 30 40 50 P es o [ N ] Elongação [cm] Elongação versus Peso Mola 01 Peso [N] Linear (Peso [N]) -3- Desvio Padrão (s) - - - - 0,29676 0,1708 0,0264 A tabela 02 acima mostra o comportamento da mola quando são adicionados diferentes pesos, onde a constante k de elasticidade foi determinada para g= 9,81 m/s 2 . Observamos que há um aumento linear e proporcional da elongação quando se aumenta a massa suspensa pela mola. A partir dos dados obtidos pela tabela o valor mais aproximado da constante k2 é 6,475 N/m. Gráfico 02 Desta vez pode ser observada uma linearização melhor no gráfico02 se comparado ao gráfico 01 isso mostra que o experimento apresentou um melhor comportamento na definição da lei de Hooke. 5.3-Resultados da Associação em Paralelo: Tabela 3 Medições Massa (g) Estado Inicial L0 (cm) Estado Final L (cm) Elongação ( = L-L0 (cm) Constante Kexp (N/m) 1° 49,95 22,4 26,3 3,9 12,5643 0,54945 0,0419 2° 99,95 22,4 29,8 7,4 13,2501 0,13629 0,0104 3° 149,95 22,4 33,6 11,2 13,1340 0,02017 0,0015 4° 199,75 22,4 37,1 14,7 13,3025 0,18871 0,0144 5° 249,8 22,4 40,8 18,4 13,3181 0,20430 0,0156 y = 0,0705x - 0,0942 R² = 0,9998 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 0 10 20 30 40 50 P es o [ N ] Elongação [cm] Elong. Versus Peso Mola 02 Série1 Linear (Série1) -4- Média - - - - 13,1138 0,21979 0,01576 Desvio Padrão (s) - - - - 0,31555 0,1775 0,0151 A tabela 03 acima mostra o comportamento da associação das molas 01 e 02 quando são adicionados diferentes pesos, cuja constante kexp de elasticidade foi determinada para g= 9,81 m/s 2 . A constante equivalente Keq pode ser calculada por: (4) Ou (5) Como temos K1 e K2 substituímos a equação 5 e obtém-se: Keq= 3,245 N/m Esse seria o valor teórico da constante da mola para o caso de uma associação em série, como a associação é em paralelo temos outra forma de encontrar a constante: Fres = F1 + F2 (6) F1: força restauradora da mola 1 F2: força restauradora da mola 2 A partir de 1, temos Kresx = K1x + K2x (7) Logo, Kres = K1 + K2 (8) Substituindo os valores já conhecidos obtém-se Kres= 12,98 N/m Entretanto, a tabela mostra o valor aproximado da constante resultante, portanto podemos comparar o valor de Kres com o valor estabelecido experimentalmente. Como pode ser observado suspeitamos que o valor mais provável seja o determinado na tabela, então temos: -5- Erro E% = x100 E% = (12,98 – 13,1138)/13,1138x100 = 1,02 % Onde: Kexp = valor da constante média obtida a partir da tabela 03. Gráfico 03 O gráfico acima mostra como varia elongação quando se aumenta a massa do sistema. Pelo valor do ajuste de curva –R2 também denominado de coeficiente de linearização pode-se chegar à conclusão que a melhor equação define a associação em paralelo de molas é uma do tipo linear. 5.4-Avaliação Estatística dos Dados Relativos à Mola 01 5.4.1-Desvio Médio da Elongação Tem-se que a média de um conjunto de dados pode ser calculada por: ̅ ∑ (7) Neste caso M representa K. Substituindo os valores conhecidos na tabela 1 obtém-se: ̅̅ ̅̅ = ̅̅ ̅̅ = -6- y = 0,1376x - 0,0502 R² = 0,9996 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 0 5 10 15 20 25 P es o [ N ] Elongação [cm] Elong. vs Peso Associação em Paralelo Série1 Linear (Série1) ̅̅ ̅̅ =0, 15636 [m] Onde ̅ 5.4.2-Desvio Relativo O desvio relativo é determinado pela seguinte expressão: ̅ (8) Substituindo para os valores de dados na tabela 1 temos: 0,02404 Onde ̅ 5.4.3-Desvio Padrão de K1 O desvio padrão (s) ou estimado é determinado por: √ ∑( ̅ Onde: n –1: grau de liberdade K: constante da mola; ̅: média da constante Substituindo os valores na equação encontra-se: 5.4.4-Coeficiente de Variação O coeficiente de variação determina quantos valores do conjunto amostral estão afastados do intervalo requerido de confiabilidade é muito utilizado para medidas em laboratório. ̅ Substituindo os valores, tem-se: -7- Ou seja, aproximadamente 3,5% do conjunto de dados de k estão fora do intervalo de confiança para um dado preciso de amostragem. Por exemplo, se fossem realizadas 100 determinações calcular-se-iam a elongação da mola em cada caso e teríamos o valor de k para cada determinação. O CV neste caso avalia que do total de 100 determinações pelo menos 3,5 delas estariam afastados do intervalo de confiança. 5.5-Avaliação Estatística dos Dados Relativos à Mola 02 5.5.1-Desvio Médio da Elongação Tem-se que a média de um conjunto de dados pode ser calculada por: ̅ ∑ (7) Neste caso M representa K. Substituindo os valores conhecidos na tabela 1 obtém-se: ̅̅ ̅̅ = ̅̅ ̅̅ = ̅̅ ̅̅ = 0,22972 [m] Onde ̅ 5.5.2-Desvio Relativo O desvio relativo é determinado pela seguinte expressão: ̅ (8) Substituindo para os valores de dados na tabela 1 temos: 0,03547 Onde ̅ -8- 5.5.3-Desvio Padrão Estimado de K2 O desvio padrão (s) ou estimado é determinado por: √ ∑( ̅ Onde: n –1: grau de liberdade K: constante da mola; ̅: média da constante Substituindo os valores na equação encontra-se: 29676 5.5.4-Coeficiente de Variação ̅ Substituindo os valores, tem-se: Ou seja, aproximadamente 4,6% do conjunto de dados de k estão fora do intervalo de confiança para um dado preciso de amostragem. 5.6-Avaliação Estatística dos Dados Relativos à Associação das Molas 01 e 02 5.6.1-Desvio Médio da Elongação Tem-se que a média de um conjunto de dados pode ser calculada por: ̅ ∑ (7) Neste caso M representa K. Substituindo os valores conhecidos na tabela 1 obtém-se: ̅̅ ̅̅ = ̅̅ ̅̅ = ̅̅ ̅̅ = 0,21979 [m] Onde ̅ -9- 5.6.2-Desvio Relativo O desvio relativo é determinado pela seguinte expressão: ̅ (8) Substituindo para os valores de dados na tabela 1 temos: 0,01676 Onde ̅ 5.6.3-Desvio Padrão Estimado da Associação K1 / k2 O desvio padrão (s) ou estimado é determinado por: √ ∑( ̅ Onde: n –1: grau de liberdade K: constante da mola; ̅: média da constante Substituindo os valores na equação encontra-se: 28223 5.5.4-Coeficiente de Variação ̅ Substituindo os valores, tem-se: Ou seja, aproximadamente 2% do conjunto de dados de k estão forado intervalo de confiança para um dado preciso de amostragem. -10- 6-Conclusão Os dados obtidos experimentalmente confirmam a relação linear da lei de Hooke tendo em vista que ao aumentar-se a massa do sistema a elongação da mola aumenta proporcionalmente. Por exemplo, os dados da associação em paralelo estão de acordo com o princípio e é provado tanto na tabela 03 quanto ao gráfico 03. Tendo em vista a variação da elongação observada na tabela 03 podemos concluir que a força restauradora é maior na associação em série se comparado às outras medidas de mola, isto implica dizer que a constante K da associação em série naturalmente será maior que K1 e K2 das outras molas. Concluímos também que a constante K depende da natureza do material e da forma como estas são associadas. Ressalta-se que pode ser verificados erros quanto às medidas efetuada em laboratório haja vista que cada operador tem sua percepção na variação do comprimento da mola. A régua utilizada na medição pode contribuir também para o erro das medidas, pois sua precisão não é tão ótima. Excetuando o fato das medidas terem certo grau de erro podem ser verificadas as leis da física no que se refere a equilíbrio e força restauradora de uma mola. 7- Referências RESNICK, R., HALIDAY, D., Fundamentos da Física, Volumes I e II, 8ª Edição, Livros Técnicos e Científicos. HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl – Fundamentos de Física – Ed. Livros Técnicos e Científicos, 4ª edição SERWAY, Raymond A.; JEWETT, Jr.; JOHN, W. – Princípios de Física 1 – Ed. Thonsom. BONAGAMBA TITO J. Apostila Laboratórios de Ensino, IFSC-USP São Carlos 20ª edição (1a edição em 01/92) 2008. -11-