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Universidade Federal da Paraíba Centro de Tecnologia Departamento de Engenharia dos Alimentos Propriedades Funcionais das Proteínas Disciplina: Química de Alimentos II Responsáveis: Drª. Marciane Magnani e Mª. Adma Melo João Pessoa, 2017. Proteínas As proteínas são as moléculas orgânicas mais abundantes e importantes nas células e perfazem 50% ou mais de seu peso seco. São encontradas em todas as partes de todas as células, são fundamentais na estrutura e função celulares. São formadas por aminoácidos ligados entre si por ligações peptídicas. Ligação peptídica: é a união do grupo amino (-NH2) de um aminoácido com o grupo carboxila (-COOH) de outro aminoácido, através da formação de uma AMIDA. Estrutura Cadeias polipeptídicas Regiões da sequência que formam estruturas Regulares (arranjo espacial) Empacotamento das estruturas secundárias formando um ou múltiplos domínios (forma tridimensional) Algumas proteínas são compostas por várias estruturas terciárias Atributos sensoriais: Textura, sabor, cor e aparência. No alimento são o efeito líquido de interações complexas entre vários componentes. Propriedades Funcionais das Proteínas As proteínas têm uma grande influência sobre os atributos sensoriais dos alimentos. Propriedades Funcionais das Proteínas Ex: Propriedades sensoriais dos produtos de padaria: Propriedades viscoelásticas e de formação da massa do glúten do trigo. Ex: produtos cárneos Características texturais e de suculência dependem das proteínas do músculo (actina, miosina, actomiosina e várias proteínas solúveis da carne). Propriedades Funcionais das Proteínas A “funcionalidade” das proteínas pode ser definida como “as propriedades químicas e físicas que afetam o comportamento das proteínas em sistemas alimentares durante o processamento, armazenamento, preparação e consumo”. Função: modificar as características dos produtos. Características físicas e químicas que proporcionam a funcionalidade das proteínas: Tamanho, forma, composição e sequência de aminoácidos; Razão de hidrofobicidade/hidrofilicidade; distribuição de cargas, posição e força das ligações; estruturas secundárias, terciárias e quaternárias; capacidade de reação com outros componentes. Propriedades Funcionais das Proteínas pH Temperatura Desnaturação Condições de processamento Interações com constituintes no alimento Fatores que interferem na propriedade funcional das proteínas Propriedades Funcionais das Proteínas Funções das proteínas em sistemas alimentícios Propriedades Funcionais das Proteínas Propriedades Hidrodinâmicas - Absorção e retenção de água. Inchamento, adesão, dispersividade, solubilidade e viscosidade, geleificação, precipitação e formação de diferentes estruturas, como fibras e massas proteicas; Propriedades Ligadas a Características de Superfície - capacidade de formação de espumas, as emulsões e todos os fenômenos relacionados com a tensão superficial; Propriedades Funcionais das Proteínas Propriedades Funcionais das Proteínas Capacidade da proteína em interagir com a água por meio de ligações tipo ponte de hidrogênio. Depende do pH e da temperatura. 1. Solubilidade Dependem da interação entre as moléculas de proteína e a água: Solubilidade Capacidade de retenção de água (CRA) Relacionadas com a textura e propriedades reológicas. Propriedades Funcionais das Proteínas Aminoácidos três espécies iônicas Ponto isoelétrico pH Meio ácido Meio básico Íon dipolo Ponto isoelétrico Propriedades Funcionais das Proteínas É o valor de pH onde a proteína apresenta carga elétrica líquida igual a zero. Ponto isoelétrico das proteínas Equilíbrio entre as cargas negativas e positivas dos grupamentos iônicos. Precipitação da proteína. A maioria das propriedades físico-químicas das proteínas sofre influência do pH Propriedades Funcionais das Proteínas Solubilidade (diminui) No PI são alteradas propriedades funcionais das proteínas, como: Viscosidade (diminui) Gelificação(favorecida) Solubilidade mínima (interação das proteínas com água é mínima) pH = PI Moléculas de proteína podem aproximar e interagir entre si, formando agregados de moléculas que precipitarão. Os grupos ionizáveis da proteína encontram-se carregados positivamente ou negativamente, o que permite a interação com água e facilita a solubilização. pH > PI ou pH < PI Propriedades Funcionais das Proteínas 0 - 50ºC ↑ Solubilidade Solubilidade x Temperatura > 50ºC – Desnaturação Propriedades Funcionais das Proteínas Classificação das proteínas quanto a solubilidade: Albuminas: Solúveis em água e coagulam pelo calor. Ex: ovoalbumina e lactoalbumina; Globulinas: Pouco solúveis ou insolúveis e coagulam pelo calor. Ex.: miosina; Glutelinas: Insolúveis em água, soluções salinas e de etanol. Solúveis em soluções ácidas e alcalinas. Ex.: glutenina; Prolaminas: Insolúveis em água e em soluções salinas e solúveis em soluções de etanol. Ex.:gliadina e zeína. Propriedades Funcionais das Proteínas Capacidade da proteína em absorver e reter água 2. Capacidade de Retenção de água CRA ↓ na faixa do PI da proteína e quando a proteína está desnaturada Proteína texturizada de soja Propriedades Funcionais das Proteínas Temperatura: Diminui a medida que aumenta a temperatura; pH: Aumenta a medida que o pH se distancia do ponto isoelétrico. Para a maioria das proteínas a capacidade de fixação é máxima nos valores de 9,0 a 10,0; Concentração salina: Em concentrações baixas, a hidratação aumenta (efeito salting-in). Em concentrações elevadas a hidratação diminui (efeito salting-out). Propriedades Funcionais das Proteínas Propriedades Funcionais das Proteínas Queijos, tofu, gelatina, carnes 1. Formação de gel Formação de gel Formação do glúten Gel rede tridimensional ordenada de moléculas protéicas, obtido pela agregação de proteínas desnaturadas (na presença de água) por meio de um prévio tratamento térmico seguido de resfriamento. Água mantém a distância entre os agregados protéicos. Interações protéicas = pontes de hidrogênio, interações hidrofóbicas e pontes dissulfeto. Facilitadores = adição de ácidos (queijo) ou aquecimento (gelatina) influenciam na formação do gel. Propriedades Funcionais das Proteínas Um gel é uma fase intermediária entre um sólido e um líquido. A maioria dos géis protéicos alimentares são preparados aquecendo uma solução de proteína. A geleificação protéica é uma propriedade funcional com grandes aplicações em Tecnologia de Alimentos, já que se aplica não apenas à formação de géis viscoelásticos, mas também para melhorar: A absorção de água; cor; textura; A viscosidade; A adesão entre partículas Estabilizar emulsões e espumas. Propriedades Funcionais das Proteínas Importante: produtos lácteos, produtos de carne, gelatinas, massa de pão, doces, etc. A GELEIFICAÇÃO PROTEICA consiste na formação de uma rede proteica ordenada a partir de proteínas previamente desnaturadas. Propriedades Funcionais das Proteínas Dispersão aquosa da proteína Abertura das cadeias Fases de Geleificação T (> 60 ºC) Viscosidade = dissociação da estrutura 4ª União e ordenação das cadeias desnaturadas Rede tridimensional filamentosa estruturada (gel) Propriedades Funcionais das Proteínas Desnaturação Proteica Separação das Moléculas Proteicas Interação Proteína- Proteína Agregação Posterior Fases de Geleificação Propriedades Funcionais das Proteínas Existemdois tipos de géis: Os que se formam rapidamente: são desordenados, pouco elásticos, opacos e com pequena capacidade de retenção de água. Formados por proteínas com elevada proporção de aminoácidos hidrofóbicos (ovalbumina); Os que se formam lentamente: São ordenados, elásticos, transparentes e com alta capacidade de retenção de água. Formados por proteínas com baixa proporção de aminoácidos hidrofóbicos (gelatina); Propriedades Funcionais das Proteínas Proteínas alimentares que apresentam melhores propriedades geleificantes AS PROTEÍNAS MIOFIBRILARES (actina e miosina) a geleificação térmica dessas proteínas é fundamental na textura de numerosos produtos cárneos, ajuda a estabilizar a emulsão das salsichas; AS MICELAS DE CASEÍNA que são utilizadas para preparação de coalhadas, elaboração de queijos, leites fermentados por sua capacidade de geleificar e provocar coagulação; PROTEÍNAS DO SORO DO LEITE que apresentam boas propriedades geleificantes a temperaturas de 70ºC a 80 (produtos de panificação); AS PROTEÍNAS DA CLARA DO OVO que apresentam as melhores propriedades geleificantes e, por isso, são usadas habitualmente como agente ligante na indústria (fabricação de derivados cárneos). Propriedades Funcionais das Proteínas Complexo protéico formado por proteínas de cereais elasticidade 2. Formação do glúten Trigo (menor quantidade na aveia, centeio e cevada) O glúten é incorporado aos lipídeos, amido, proteínas e água, formando a massa. Massa viscoelástica quando misturadas na presença de água em temperatura ambiente. Propriedades Funcionais das Proteínas Farinha + H2O Formação do glúten Albuminas e Globulinas (15%) Homogeneização mecânica = hidratação das proteínas Gliadinas e Gluteninas Glúten – Complexo proteico Pontes de H, Vdw, e S-S Prolaminas (Gliadinas) e Glutelinas (Gluteninas) (85%) Propriedades Funcionais das Proteínas Glúten – Complexo proteico Somente o trigo tem quantidades necessárias de proteínas para formar o glúten Propriedades Funcionais das Proteínas Elasticidade e Coesão Fluidez, Extensibilidade e Expansão Propriedades Funcionais das Proteínas Propriedades Funcionais das Proteínas Incluem-se neste item a capacidade de formação de espumas, as emulsões e todos os fenômenos relacionados com a tensão superficial. Proteínas Superfície Interface ar/água óleo/água Características espumantes e/ou emulsificantes são dependentes de: ⇨ boa hidrofobicidade de superfície; ⇨ alto grau de flexibilidade; Propriedades Funcionais das Proteínas Espumas São dispersões de bolhas de gás (ar) em uma fase líquida ou semi-sólida contínua, formada pelas chamadas lamínulas. 1. Formação de Espuma Formação de espuma Capacidade emulsificante Formada durante o batimento de uma solução protéica na presença de ar (incorporado na forma de bolhas). Proteínas formam um filme protéico estável, semi-rígido e elástico, que envolve as pequenas bolhas formadas. Pães Sobremesas aeradas Coberturas Cervejas Propriedades Funcionais das Proteínas A desestabilização deve-se fundamentalmente a: ⇨ Perda do líquido da lâmina por gravidade, diferença de pressão ou evaporação; ⇨ Difusão do gás das bolhas pequenas para as grandes; ⇨ Ruptura da lamínula líquida que separa a fase gasosa; As espumas alimentícias são bastante instáveis porque apresentam grande superfície na interface. Propriedades Funcionais das Proteínas A capacidade de formar e estabilizar espumas não é a mesma para todas as proteínas. Existem vários fatores que influenciam a estabilidade e a formação de espumas. Avaliação das propriedades espumantes das proteínas: • Capacidade de formação de espumas; • Estabilidade da espuma; • Firmeza da espuma; Proteína padrão: Clara do ovo Propriedades Funcionais das Proteínas Fatores que influenciam na formação e estabilidade da espuma pH: As espumas estabilizadas por proteínas apresentam maior estabilidade no ponto isoelétrico. As proteínas são pouco solúveis no ponto isoelétrico, apenas a fração solúvel influi na formação da espuma. Como sua concentração é muito baixa, a quantidade de espuma que se forma é pequena, mas a estabilidade é alta. A qualquer outro pH, que não o do PI, a capacidade de formação de espuma das proteínas é normalmente muito boa, mas a sua estabilidade é fraca. Lipídios: Os lipídios, quando presentes em concentrações superiores a 0,5%, inibem as propriedades espumantes das proteínas. Os filmes de lipídios não têm propriedades de coesão e viscosidade para estabilizar a pressão interna das bolhas da espuma, o que provoca a sua rápida expansão e colapso. Propriedades Funcionais das Proteínas Fatores que influenciam na formação e estabilidade da espuma Concentração protéica: A concentração proteica influencia as propriedades das espumas, quanto maior for à concentração, mais densa é a espuma. Sais: A presença de sais na solução proteica influi na solubilidade, na viscosidade, no desdobramento e na agregação de proteínas. Esse efeito depende do tipo de sais e da solubilidade das proteínas. Por exemplo o NaCl reduz a estabilidade das espumas por provocar diminuição de viscosidade. Já os íons de cálcio Ca2+ melhora a estabilidade ao interagir com os grupos carboxila das proteínas. Açúcares: A adição de açúcares à espuma proteica melhora sua estabilidade, visto que aumenta a viscosidade e, portanto reduz a perda de líquido das lamínulas. Propriedades Funcionais das Proteínas Exemplo de proteínas que apresentam boas propriedades espumantes são: Clara de ovo Hemoglobina As proteínas do soro do leite As proteínas do trigo Ao estudar as propriedades espumantes das proteínas é necessário distinguir entre as características requeridas para a formação de espumas e as necessárias para que a proteína proporcione boa estabilidade. Propriedades Funcionais das Proteínas As proteínas podem atuar como emulsificantes em emulsões óleo em água 2. Capacidade Emulsificante Isso se deve ao fato de proteínas terem regiões polares e apolares (hidrofílicas e hidrofóbicas) Leite (emulsão natural O/A): Glóbulos de gordura estão dispersos em soluções aquosas de proteínas. CARACTERÍSTICAS IDEAIS: -Baixo peso molecular; -Boa solubilidade em água; - Presença de grupos hidrofóbicos. Propriedades Funcionais das Proteínas As emulsões são sistemas dispersos de dois líquidos pouco solúveis ou insolúveis entre si. Algumas podem apresentar gás ou sólidos dispersos. Em geral as proteínas são consideradas bons agentes emulsificantes porque possuem numa mesma molécula regiões hidrofílicas e hidrofóbicas. Fases Dispersante Dispersa água óleo Propriedades Funcionais das Proteínas As emulsões tendem a desestabilizar-se mediante três mecanismos: ⇨ Separação das fases por sedimentação - resulta de uma diferença de densidade entre as duas fases e consiste na migração de uma das substâncias para o topo da emulsão. ⇨ Floculação das gotas - um processo de formação de flocos, que são grupos de duas ou mais partículas que se comportam cineticamente como uma única partícula, mas cada componente do grupo conserva sua identidade. ⇨ Coalescência das gotas - processo irreversível que consiste na da ruptura dos filmes finos formados entre duas gotas que se unem para formar uma gota maior. Propriedades Funcionais das Proteínas Outros fatores que prejudicam a capacidade emulsificante das proteínas são: A presença de sais Exposição ao aquecimento Emulsões alimentícias em que as proteínas atuam como emulsificantes: O leite (emulsão óleo em água) Maionese (emulsãoóleo em água) manteiga (emulsão água em óleo) margarina (emulsão água em óleo) Propriedades Funcionais das Proteínas Propriedades Funcionais das Proteínas As proteínas são inodoras, mas podem fixar os compostos do flavor e afetar dessa forma as propriedades sensoriais dos alimentos. 1. Fixação de aromas Fixação de aromas Viscosidade Várias proteínas, especialmente os concentrados de proteínas de sementes oleaginosas e do soro lácteo levam consigo flavors indesejáveis, que limitam sua utilidade para fins alimentícios. Propriedades Funcionais das Proteínas Estes flavors estranhos se devem aos aldeídos, cetonas, e alcoóis gerados pela oxidação dos ácidos graxos insaturados. Uma vez formados, estes compostos se fixam as proteínas e produzem flavor indesejáveis característicos. Exemplo: Nos produtos similares de carne elaborados à base de proteínas vegetais texturizadas (é fundamental simular o sabor de carne). A fixação de aroma pelas proteínas pode ser benéfica nos casos em que se queira modificar o sabor. Propriedades Funcionais das Proteínas Qualquer fator que modifique a conformação proteica influi na fixação dos compostos voláteis. São eles: • presença de água • compostos que tendem a dissociar as proteínas ou a reduzir as pontes dissulfeto; • forte proteólise; • desnaturação proteica; • processos de desidratação. A fixação de compostos voláteis às proteínas ocorre apenas quando há lugares disponíveis, isto é, quando não estão bloqueados por interações proteicas ou de outra natureza. Propriedades Funcionais das Proteínas Proteína funcione como bom carregador de aroma: - ligar-se estreitamente aos aromas; - retê-los durante o processamento; - liberá-los durante a mastigação do alimento; Propriedades Funcionais das Proteínas A viscosidade de uma solução se relaciona a sua resistência ao fluxo quando uma força é aplicada. FLUIDOS PROTEICOS: DIÂMETRO = VISCOSIDADE 2. Viscosidade Propriedades Funcionais das Proteínas A tixotropia é o fenômeno da diminuição da viscosidade aparente. Ruptura das pontes de H entre as cadeias laterais quando o fluido é agitado; reestabelecimento após repouso. interações proteína-água interações proteína-proteína Influências pH temperatura concentração proteica e salina Propriedades Funcionais das Proteínas O estudo das propriedades funcionais das proteínas em alimentos é de fundamental importância para o entendimento de como podem se comportar os alimentos, naturais ou preparados, frente aos diversos processos de transformações aos quais os alimentos são submetidos. Propriedades Funcionais das Proteínas Actina e Miosina • Contração muscular • Rigor mortis Mioglobina • Globina + heme • Coloração Elastina • Cocção • Intumescimento e elasticidade Colágeno • Função estrutural Obtenção da gelatina – Baseada nas propriedades de formação de gel: • Desnaturação, hidrólise e absorção de água à T 64ºC (bovino), 30 a 40ºC (pescado). Tecido muscular alto teor de proteína Aplicação de Calor Reação de Maillard Pigmentação (hematina ou ferrohemocromo) Desnaturação protéica Gelatinização do colágeno • Proteínas – 80% caseína – 20% prot. do soro (pp. lactoalbuminas e lactoglobulinas) • PROPRIEDADES DA CASEÍNA Precipita por ação de ácido à frio (pI - pH 4,7). Precipita por ação de renina (ou quimiosina). Contém fósforo, cálcio e enxofre na sua composição. • Caseinato de cálcio Precipitação. É insolúvel na água e no leite está em suspensão coloidal. Lactose Reação de Maillard. • PROPRIEDADES DA ALBUMINA – Não precipita por ação de ácido à frio. – Apenas precipita-se por ação do calor (início 60ºC). – Precipita-se em pH 4,8 (a quente) queijo. – Não contém fósforo e cálcio. – Solúvel no soro do leite ricota, coalhada. Obtenção de queijo – Baseada nas propriedades de solubilidade: • Leite pH 6,6 - pI da caseína = 4,7. Aplicação de Calor: Desnaturação protéica Redução do teor de lisina - reação de Maillard • Trigo, cevada, arroz, milho, centeio e aveia Composição variada: • 6 a 15% de proteínas •Glutelinas e Prolaminas: • Gérmen e endosperma dos grãos (parte periférica). Obtenção do glúten – Propriedades de interação proteína-proteína Farinha + H2O Prolaminas Avenalina – aveia Gliadina – trigo Secalina – centeio Hordeína – cevada Zeína – milho Orizina - arroz Glutelinas Avenina - aveia Glutenina – trigo Secalinina – centeio Hordenina – cevada Zeanina – milho Orizenina - arroz • Principais proteínas Ovo 10% de proteínas Proteínas da clara: – Sistema protéico fibras de ovomucina em solução aquosa de proteínas globulares. – Alta atividade biológica enzimas (lisozima), inibidores enzimáticos (ovoinibidor, ovomucóide), formadores de complexos (avidina). • OVOALBUMINA – Principal fração protéica presente na clara –Desnaturação agitação ou batedura e calor. • CONOALBUMINA (ovotransferrina) • OVOMUCÓIDE • LISOZIMA (Ovoglobulina G1) • OVOMUCINA • OVOGLOBULINAS G2 E G3 boas formadoras de espuma. • AVIDINA • OVOINIBIDOR • FLAVOPROTEÍNA • Outras proteínas da clara Clara em neve – Baseada nas propriedades de formação de espuma. – Proteínas globulares da clara incorporação de ar. – Durante o batimento da clara - bolhas grandes de ar são incorporadas, em seguida subdivididas pela ação mecânica empregada A proteína desnaturada envolve as bolhas de ar. – Desnaturação da proteína, onde os grupos hidrofóbicos ficam dirigidos para a fase gasosa e os hidrofílicos para a fase aquosa. – Volume da espuma aumenta com o tempo de batimento – até atingir um volume máximo. – Aparência da clara em neve SECA e OPACA ao contrário da clara úmida e brilhante. Proteínas da gema: o FOSVITINA o LIPOVITELINA o LIPOVITELININA o LIVETINA o LECITINA propriedade emulsificante. Aplicação de Calor Aplicação de frio (congelamento) Desnaturação protéica. Gelatinização. Globulinas perda da capacidade de formar espuma estável. Gema perda da capacidade emulsionante. Dúvidas admafdmelo@gmail.com