Logo Passei Direto
Buscar

TESTES DE SOLUBILIDADE E MISCIBILIDADE

Relatório de prática de Química sobre testes de solubilidade e miscibilidade. Contém introdução sobre ligações, polaridade e forças intermoleculares; protocolos experimentais (solubilidade em vários solventes, em água, efeito da temperatura, gasolina e iodo) e resultados com discussão.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ
DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE ELETRÔNICA
BACHARELADO EM ENGENHARIA ELETRÔNICA
FÁBIO FUDOLI, LEONARDO FURINI, MATEUS CAMPOS
PRÁTICA 5: TESTES DE SOLUBILIDADE E MISCIBILIDADE
RELATÓRIO DE ATIVIDADE PRÁTICA DA DISCIPLINA DE
QUÍMICA
CAMPO MOURÃO
2016
Suma´rio
1 Introduc¸a˜o 3
1.1 Solubilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
1.2 Miscibilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
1.3 Objetivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
2 Parte Experimental 5
2.1 Solubilidade de diferentes solutos em diferentes solventes . . . . . . . . 5
2.2 Comparando a solubilidade de substaˆncias em a´gua . . . . . . . . . . . 5
2.3 Efeito da temperatura sobre a solubilidade . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2.4 Solubilidade da gasolina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2.5 Solubilidade do iodo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
3 Resultados e Discusso˜es 7
3.1 Experimento da Solubilidade de Diferentes Solutos em Diferentes solventes 7
3.2 Experimento da Solubilidade de Substaˆncias em A´gua . . . . . . . . . . 8
3.3 Experimento do Efeito da Temperatura Sobre a Solubilidade . . . . . . 9
3.4 Experimento da Solubilidade da gasolina . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
3.5 Experimento da Solubilidade do Iodo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
4 Concluso˜es 10
REFERE^NCIAS 11
1 Introduc¸a˜o
Quando uma reac¸a˜o qu´ımica ocorre entre dois a´tomos, seus ele´trons na camada de
valeˆncia sa˜o reorganizados de maneira que uma forc¸a de atrac¸a˜o ou ligac¸a˜o qu´ımica
ocorre entre estes a´tomos. Existem dois tipos gerais de ligac¸o˜es, ioˆnica e covalente, e
suas formac¸o˜es podem ser mostradas pelas estruturas de Lewis. (KOTZ; TREICHEL;
TOWNSEND, 2012, p.345, traduc¸a˜o nossa).
A ligac¸a˜o qu´ımica e´ a junc¸a˜o de dois a´tomos e quando esta ligac¸a˜o se forma, o arranjo
resultante de dois nu´cleos e seus ele´trons tem menos energia do que a energia total dos
a´tomos separados. Se o abaixamento da energia pode ser obtido pela transfereˆncia
completa de um ou mais ele´trons de um a´tomo para o outro, formam-se ı´ons e o
composto mante´m-se pela atrac¸a˜o eletrosta´tica entre eles. Pode-se chamar essa atrac¸a˜o
de ligac¸a˜o ioˆnica. (ATKINS; JONES, 2012, p.55).
ja´ a polaridade de uma mole´cula refere-se a`s concentrac¸o˜es de cargas da nuvem
eletroˆnica em volta da mesma. O momento dipolar ou momento dipolo ele´trico e´ o
vetor resultante da soma dos vetores polaridade.
Uma mole´cula apolar apresenta a soma vetorial dos vetores polarizac¸a˜o associados a
todas as ligac¸o˜es covalentes polares nula. Uma mole´cula polar apresenta a soma vetorial
dos vetores polarizac¸a˜o associados a todas as ligac¸o˜es covalentes polares na mole´cula
diferente de zero. As mole´culas polares possuem maior concentrac¸a˜o de carga negativa
numa parte da nuvem e maior concentrac¸a˜o de carga positiva em outro extremo. Nas
mole´culas apolares a carga eletroˆnica esta´ uniformemente distribu´ıda, ou seja, na˜o ha´
concentrac¸a˜o de carga. (VALDERRAMA; ROMERO; SUZUKI, 2016).
1.1 Solubilidade
Para Brown et al. (2014, p.530, traduc¸a˜o nossa), uma soluc¸a˜o e´ formada quando
uma substaˆncia dispersa uniformemente em outra. Esta habilidade das substaˆncias
em formar soluc¸o˜es dependem de dois fatores: a tendeˆncia natural das substaˆncias de
misturar e se espalhar em grandes volumes e tambe´m dependem do tipos de interac¸o˜es
intermoleculares envolvidas no processo de soluc¸a˜o.
Qualquer uma das forc¸as intermoleculares podem influenciar na solubilidade. Na
figura 1 pode-se observar as quatro forc¸as intermoleculares agindo sobre mole´culas de
heptano + pentano caracterizando forc¸a de London/dispersa˜o, acetona + clorofo´rmio
caracterizando uma interac¸a˜o dipolo-dipolo, etanol + a´gua e´ uma ligac¸a˜o de hidrogeˆnio
e por fim o ca´tion Na+ interagindo com mole´culas de a´gua caracterizando a forc¸a ı´on-
dipolo.
Geralmente, a substaˆncia que esta´ presente em maior proporc¸a˜o em uma soluc¸a˜o e´
denominada de solvente, sendo a que esta´ presente em menor proporc¸a˜o e´ denominada
de soluto.
Os treˆs tipos de interac¸a˜o entre mole´culas que sa˜o envolvidas na formac¸a˜o de uma
soluc¸a˜o sa˜o:
∙ Soluto-Soluto interac¸o˜es entre part´ıculas de soluto deve ser superada para dis-
persar as part´ıculas de soluto atrave´s do solvente;
3
Figura 1: Exemplos das forc¸as de ligac¸a˜o.
Fonte: Brown et al. (2014).
∙ Solvente-Solvente interac¸o˜es entre as part´ıculas de solventes devem ser supe-
rados para criar espac¸o para as part´ıculas de soluto no solvente;
∙ Solvente-soluto interac¸o˜es entre soluto e solvente ocorrem com a mistura das
part´ıculas.
Em geral, substaˆncia polar dissolve substaˆncia polar e na˜o dissolve substaˆncia apo-
lar. Substaˆncia apolar dissolve substaˆncia apolar e na˜o dissolve substaˆncia polar. A
solubilidade e´ a medida da capacidade que um solvente tem em dissolver um soluto
em uma dada temperatura, e´ representada pela concentrac¸a˜o da soluc¸a˜o saturada do
segundo no primeiro podendo ser expressa em g/L ou g/mL. (VALDERRAMA; RO-
MERO; SUZUKI, 2016).
1.2 Miscibilidade
Miscibilidade e´ a habilidade de duas ou mais substaˆncias l´ıquidas misturarem entre
si e formarem uma ou mais fases. Mistura e´ o conjunto de duas ou mais substaˆncias
puras. Quando duas substaˆncias sa˜o insolu´veis, elas formam fases separadas quando
misturadas; o melhor exemplo conhecido disto e´ a mistura o´leo-a´gua. Por outro lado,
a a´gua e o a´lcool et´ılico sa˜o solu´veis em quaisquer proporc¸o˜es, enquanto que algu-
mas outras combinac¸o˜es de substaˆncias sa˜o parcialmente solu´veis. (VALDERRAMA;
ROMERO; SUZUKI, 2016).
L´ıquidos que se misturam em quaisquer proporc¸o˜es como por exemplo, a´gua e ace-
tona, sa˜o misc´ıveis. A gasolina que e´ uma mistura de hidrocarbonetos e´ imisc´ıvel em
a´gua. Como os hidrocarbonetos sa˜o substaˆncias apolares a atrac¸a˜o molecular entre
a´gua e gasolina na˜o e´ forte o suficiente para formar uma soluc¸a˜o.
1.3 Objetivos
Este experimento tem como objetivo principal estudar a polaridade de diferentes
substaˆncias a partir da solubilidade e miscibilidade destas.
4
2 Parte Experimental
Neste cap´ıtulo sera˜o descritos as etapas executadas e os materiais utilizados com
base no roteiro de atividade pra´tica de Valderrama, Romero e Suzuki (2016).
2.1 Solubilidade de diferentes solutos em diferentes solventes
Utilizando dos materiais fornecidos pelo laborato´rio de qu´ımica da UTFPR, como
be´quers, pipetas graduadas, tubos de ensaio, bico de bulsen, entre outros materiais
e substaˆncias, foi realizado primeiramente a enumerac¸a˜o de tubos de ensaio para os
quinze experimentos.
Cada tubo com a´gua sendo o solvente era numerado com o algarismo um, sem
seguida a letra do seu soluto. A para NaCl, B para Iodo, C para Naftaleno, D para
o´leo de soja e E para Parafina. A quantidade dos so´lidos foi adotada como uma ponta
de espa´tula e algumas gotas para o o´leo de soja, todos em 1ml de solvente.
O tubo de ensaio dois tinha como solvente o hexano e o tubo de ensaio treˆs, etanol.
Os tubos de ensaio foram agitados e o resultado deste experimento pode ser visua-
lizado atrave´s de uma tabela no cap´ıtulo de Resultados e Discusso˜es.
2.2 Comparando a solubilidade de substa^ncias em a´gua
Materiais e Reagentes:
∙ 3 Tubos de ensaio;
∙ So´lidos (CuSO4.5H2O e CaSO4.2H2O);
∙ A´gua destilada;
∙ Cloreto de Ba´rio (BaCl2);
∙ Funil de vidro e filtro de papel.
Primeiramente foi colocado uma ponta de espa´tula de CuSO4.5H2O (sulfato de
cobre penta-hidratado), substaˆncia azul brilhante em um tubo de ensaio. O mesmo
procedimento foi repetido com o CaSO4.2H2O (sulfato de ca´lcio dihidratado). Dentro
destes dois tubos deensaio foram colocadas 3ml de a´gua destilada e a mistura foi
agitada.
Apo´s esta etapa, a soluc¸a˜o com sulfato de ca´lcio foi filtrada com o aux´ılo de um funil
e um filtro de papel e despejada em um novo tubo de ensaio. 2ml de BaCl2 (cloreto de
ba´rio) em concentrac¸a˜o de 5% foi adicionada neste tubo.
2.3 Efeito da temperatura sobre a solubilidade
Materiais e Reagentes:
5
∙ Tubo de ensaio;
∙ KNO3 (nitrato de pota´ssio);
∙ A´gua destilada;
∙ bico de bulsen e be´quer.
Este experimento indica como a temperatura influencia a solubilidade de substaˆncias.
Primeiramente foram adicionadas 2,5g de KNO3 (nitrato de pota´ssio) e 5ml de a´gua
destilada. Um be´quer contendo a´gua destilada foi aquecido, e o tubo de ensaio con-
tendo a mistura de KNO3 com H2O foi colocada em banho maria. Apo´s a mistura se
solubilizar, esta foi deixada em repouso ate´ esfriar e suas observac¸o˜es sera˜o mostradas
no cap´ıtulo de Resultados e Discusso˜es.
2.4 Solubilidade da gasolina
Materiais e Reagentes:
∙ 3 Tubos de ensaio;
∙ Gasolina;
∙ Etanol;
∙ Agua destilada.
Treˆs tubos de ensaio foram separados para este experimentos. Cada um enumerado
de um a` treˆs contendo as seguintes misturas:
∙ Tubo de ensaio 1: 3ml de a´gua + 1ml de etanol;
∙ Tubo de ensaio 2: 3ml de a´gua + 1ml de gasolina;
∙ Tubo de ensaio 1: 3ml de etanol + 1ml de gasolina;
Foram feitas observac¸o˜es sobre estas misturas em cada um dos tubos de ensaio.
2.5 Solubilidade do iodo
Materiais e Reagentes:
∙ Tubo de ensaio;
∙ Cristais de Iodo;
∙ KI (iodeto de pota´ssio);
∙ A´gua Destilada;
6
∙ CHCl3 (clorofo´rmio).
Neste experimento, primeiramente, foi colocado um pequeno cristal de iodo num
tubo de ensaio contendo 2mL de a´gua destilada. Apo´s observar o ocorrido, foi adicio-
nado um pequeno cristal de KI (iodeto de pota´ssio) e o tubo de ensaio foi novamente
agitado.
Em seguida, foi adicionada 1ml de CHCl3 (clorofo´rmio) ao tubo e a soluc¸a˜o foi
agitada.
3 Resultados e Discusso˜es
Neste cap´ıtulo sera˜o apresentados as discusso˜es sobre os resultados obtidos, bem
como uma comparac¸a˜o destes resultados com os encontrados na literatura.
3.1 Experimento da Solubilidade de Diferentes Solutos em Di-
ferentes solventes
Neste experimento foram testadas quinze combinac¸o˜es de solvente/soluto e obser-
vadas suas propriedades. A tabela 1 mostra os resultados obtidos.
Solvente/Soluto NaCl(a) Iodo(b) Naftaleno(c) O´leo de Soja(d) Parafina(e)
A´gua(1) Solu´vel Insolu´vel Insolu´vel Insolu´vel Insolu´vel
Hexano(2) Insolu´vel Solu´vel Parcial Solu´vel Insolu´vel
Etanol(3) Parcial Solu´vel Insolu´vel Insolu´vel Insolu´vel
Tabela 1: Resultados obtidos.
Fonte: Autoria Pro´pria.
As justificativas de cada mistura sa˜o:
∙ 1-A = A´gua + NaCl: Substaˆncia polar (a´gua) dissolve substaˆncia polar
(sal);
∙ 1-B = A´gua + Iodo: Substaˆncia polar em uma substaˆncia apolar (I2), na˜o
solu´vel;
∙ 1-C = A´gua + Naftaleno: Substaˆncia polar em uma substaˆncia apolar
(Naftaleno e´ um hidrocarboneto), na˜o solu´vel;
∙ 1-D = A´gua + O´leo de Soja: Substaˆncia polar em uma substaˆncia apolar,
na˜o solu´vel;
∙ 1-E = A´gua + Parfina: Substaˆncia polar em uma substaˆncia apolar, na˜o
solu´vel;
∙ 2-A = Hexano + NaCl: Substaˆncia apolar em uma substaˆncia polar, na˜o
solu´vel;
7
∙ 2-B = Hexano + Iodo: Substaˆncia apolar em uma substaˆncia apolar, e´
solu´vel;
∙ 2-C = Hexano + Naftaleno: Substaˆncia apolar em uma substaˆncia apolar,
foi parcialmente solu´vel devido as proporc¸o˜es de mistura;
∙ 2-D = Hexano + O´leo de Soja: Substaˆncia apolar em uma substaˆncia
apolar, solu´vel, ja´ que e´ uma das substaˆncias usadas para extrair o o´leo da
soja;
∙ 2-E = Hexano + Parafina: na˜o solu´vel pois na˜o ha´ ligac¸a˜o com o hexano
(forc¸a intermolecular);
∙ 3-A = Etanol + NaCl: Parcialmente solu´vel pois o etanol e´ uma substaˆncia
meio polar e o NaCl e´ polar;
∙ 3-B = Etanol + Iodo: Parcialmente solu´vel pois o etanol e´ uma substaˆncia
meio polar e o I2 e´ apolar;
∙ 3-C = Etanol + Naftaleno: Parcialmente solu´vel pois o etanol e´ uma
substaˆncia meio polar e o naftaleno e´ apolar;
∙ 3-D = Etanol + O´leo de Soja: devido ao etanol ser parcialmente apolar e
o o´leo ser apolar, ocorre uma pequena soluc¸a˜o, mas na˜o o suficiente para ser
considerado solu´vel.
∙ 3-E = Etanol + Parafina: so´ e´ solu´vel em dietil-e´ter, e´ter, benzeno e em
certos e´steres.
3.2 Experimento da Solubilidade de Substa^ncias em A´gua
Neste experimento verificou-se a solubilidade do sulfato de cobre penta-hidratado
e do sulfato de ca´lcio dihidratado em a´gua. Com uma ponta de espa´tula de cada um
destes so´lidos em um tubo de ensaio pra cada, adicionou-se 3ml de a´gua. Notou-se
que as soluc¸o˜es com CuSO4.5H2O e CaSO4.2H2O ficaram um pouco de res´ıduo no
fundo. A soluc¸a˜o de CuSO4.5H2O apresentou uma colorac¸a˜o azul e a de CaSO4.2H2O
branca. Ao adicionar mais 3ml de a´gua em cada tubo, notou-se a completa dissoluc¸a˜o
de CuSO4.5H2O em a´gua e pouco res´ıduo de CaSO4.2H2O no outro tubo.
Logo apo´s, a soluc¸a˜o de CaSO4.2H2O em a´gua foi filtrada atrave´s de um funil e
filtro de papel para outro tubo de ensaio. O filtrado apresentou-se transparente.
Em seguida, adicionou-se 2ml de BaCl2 (cloreto de ba´rio) ao filtrado, e o mesmo
apresentou-se de colorac¸a˜o branca novamente.
Quando a soluc¸a˜o de CaSO4.2H2O foi filtrada, por ser pouco solu´vel em a´gua, ficou
boa parte retira no filtro, por isso a soluc¸a˜o apresentou-se transparente. Ao adicionar
2ml de BaCl2, uma reac¸a˜o aconteceu fornecendo CaCl2(aq) + BaSO4(s), tornando a
soluc¸a˜o numa colorac¸a˜o branca com precipitado no fundo.
8
3.3 Experimento do Efeito da Temperatura Sobre a Solubili-
dade
Neste experimento foi poss´ıvel observar o quanto a temperatura influencia na solu-
bilidade dos elementos. Neste caso, KNO3 (nitrato de pota´ssio) so´ foi solu´vel quando
a temperatura da a´gua quase atingiu o ponto de ebulic¸a˜o. Isto ocorre pois existe uma
curva de solubilidade para o composto KNO3 em a´gua que varia diretamente com a
temperatura. A figura 2 mostra essa curva.
Figura 2: Exemplos das forc¸as de ligac¸a˜o.
Fonte: Raimundo (2015).
Em aproximadamente 100oC e´ poss´ıvel solubilizar 250g de KNO3 em 100g de a´gua.
Esta solubilidade diminui exponencialmente ao longo da diminuic¸a˜o da temperatura
conforme foi poss´ıvel observar quando o tubo foi retirado do banho maria e deixo em
repouso para esfriar.
3.4 Experimento da Solubilidade da gasolina
Neste experimento, verificou-se a solubilidade da gasolina em diferentes compostos,
bem como o etanol e a´gua tambe´m foram verificados. Primeiramente, adicionou-se 1ml
de Etanol em 3ml de a´gua. Observou-se que a mistura apresentou-se totalmente solu´vel.
Segundo Kotz, Treichel e Townsend (2012, p.553, traduc¸a˜o nossa) a´gua e etanol podem
ser misturados em quaisquer proporc¸o˜es e ainda apresentar uma mistura homogeˆnea.
Um exemplo o etanol comercializado em postos de combust´ıvel conte´m uma pequena
porcentagem de a´gua, por isso e´ chamado de etanol hidratado.
Na segunta etapa, adicionou-se 1ml de gasolina em 3ml de a´gua. Foi poss´ıvel notar
que na˜o houve uma mistura, a gasolina ficou bem separada da a´gua. Isto ocorre pois,
a a´gua e´ um composto polar e a gasolina, derivada do petro´leo e´ um hidrocarboneto,
portanto, apolar. Pela regra do “semelhante dissolve semelhante”, esta mistura na˜o e´
poss´ıvel. Para Kotz, Treichel e Townsend (2012, p.554, traduc¸a˜o nossa) as atrac¸o˜es
de a´gua-hidrocarbonetos sa˜o fracas. As mole´culas do hidrocarboneto na˜o conseguem
romper as atrac¸o˜es a´gua-a´gua.
9
Por u´ltimo, foi adicionada 1ml de gasolina em 3ml de etanol. Notou-se que a gasolina
foi solu´vel no a´lcool. Isto ocorre pois, o etanol por apresentar caracter´ısticas apolares,
dissolve o hidrocarboneto (gasolina) muito bem. No Brasil, o etanol e´ misturadoem
gasolina (cerca de 20% e´ etanol) para baratear, aumentar sua octanagem e diminuir a
emissa˜o de poluentes. (NOVACANA, 2016). Pore´m, este etanol misturado a gasolina e´
em sua versa˜o anidro, ou seja, sem qualquer adic¸a˜o de a´gua.
3.5 Experimento da Solubilidade do Iodo
Neste experimento, verificou-se a solubilidade do iodo em a´gua. Assim como visto
na sec¸a˜o 3.1, Iodo (I2) mostrou-se insolu´vel em a´gua. Por ser um composto apolar, isto
era esperado.
Um cristal de iodeto de pota´ssio (KI) foi adicionado a soluc¸a˜o e o tubo foi agitado.
Foi poss´ıvel observar a solubilidade do KI em a´gua, que e´ alta pois KI e´ oriundo de
uma ligac¸a˜o ioˆnica o que caracteriza um composto polar, se dissolvendo enta˜o em a´gua.
Ainda, na adic¸a˜o de KI, este faz com que o Iodo presente no fundo se solubilize com a
a´gua. Formando ı´ons K+(aq) + I−3 (aq).
Ao adicionar 1ml de Clorofo´rmio (CHCl3) a soluc¸a˜o apresentou duas fases. A de
cima era castanha-avermelhada, e a de baixo, roxa. Notou-se que o clorofo´rmio, por
ser apolar, ligou-se as mole´culas de I2 que na˜o foram completamente solubilizadas
formando o composto apolar CCl3I(aq) + HI(aq) de colorac¸a˜o roxa. E em cima, ficaram
os compostos polares K+(aq) + I−3 (aq).
4 Concluso˜es
Nesta atividade, foi poss´ıvel observar diversos fenoˆmenos que envolvem desde ve-
rificar os tipos de ligac¸o˜es (ioˆnica/convalente) e polaridade. Notou-se que algumas
substaˆncias sa˜o solu´veis em a´gua e outras na˜o, bem como para outros solventes.
Foi poss´ıvel observar tambe´m o efeito da temperatura sobre a solubilizac¸a˜o, como
no caso do experimento com o KNO3 (nitrato de pota´ssio) que se solubilizou melhor
quando a a´gua estava quase em ponto de ebulic¸a˜o e voltando a seu estado original
quando a a´gua esfriou.
Ja´ no experimento que a gasolina foi misturada a a´gua e etanol, ficou clara a regra
do “semelhante dissolve semelhante” quando esta se solubilizou no etanol mas na˜o no
etanol. Este por sua vez, exibiu sua carater´ıstica “bipolar” sendo solu´vel tanto em a´gua
(polar) como na gasolina (apolar).
Pode-se concluir que este experimento pra´tico foi de suma importaˆncia para auxiliar
no aprendizado das polaridades dos elementos, solubilidade e reac¸o˜es.
10
Refere^ncias
ATKINS, P. W.; JONES, L. Princ´ıpios de Qu´ımica-: Questionando a Vida Moderna
e o Meio Ambiente. 5. ed. Porto Alegre, RS: Bookman Editora, 2012.
BROWN, T. L. et al. Chemistry: the central science. 13. ed. Upper Saddle River, NJ:
Pearson, 2014.
KOTZ, J. C.; TREICHEL, P. M.; TOWNSEND, J. Chemistry and chemical reactivity.
8. ed. Belmont, CA: Cengage Learning, 2012.
NOVACANA. Anidro ou hidratado: diferenc¸as. 2016. Dispon´ıvel em: ⟨https:
//www.novacana.com/etanol/anidro-hidratado-diferencas/⟩. Acesso em: 15/09/2016.
RAIMUNDO. Lista de exercicios - Quimica. 2015. Dis-
pon´ıvel em: ⟨http://quimicaevestibular.com.br/caderno-bom/
lista-de-quimica-para-2o-ens-medio-1o-trimestre-2015/⟩. Acesso em: 15/09/2016.
VALDERRAMA, P.; ROMERO, R.; SUZUKI, R. Apostila de Qu´ımica Experimental.
Campo Mourao, PR, 2016.
11
	Sumário
	Introdução
	Solubilidade
	Miscibilidade
	Objetivos
	Parte Experimental
	Solubilidade de diferentes solutos em diferentes solventes
	Comparando a solubilidade de substâncias em água
	Efeito da temperatura sobre a solubilidade
	Solubilidade da gasolina
	Solubilidade do iodo
	Resultados e Discussões
	Experimento da Solubilidade de Diferentes Solutos em Diferentes solventes
	Experimento da Solubilidade de Substâncias em Água
	Experimento do Efeito da Temperatura Sobre a Solubilidade
	Experimento da Solubilidade da gasolina
	Experimento da Solubilidade do Iodo
	Conclusões
	 REFERÊNCIAS

Mais conteúdos dessa disciplina