A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
10 pág.
Relatório Glicidos

Pré-visualização | Página 1 de 2

Introdução
Os glícidos são o grupo de biomoléculas mais abundantes em toda a terra, sendo que a cada ano, por intermedio da fotossíntese, são convertidas mais de 100 bilhões de toneladas de CO2 e H2O em celulose e outros produtos vegetais. Certos carbohidratos/glícidos, como açucares e amido, são a base da dieta na maior parte do mundo e sua oxidação é a principal via metabólica fornecedora de energia para a maioria das células não fotossintéticas. (Lehninger, 2000).
Funções como formação da estrutura de proteção nas paredes celulares bacterianas e de vegetais, e nos tecidos conjuntivos de animais, ou ainda, como lubrificantes de articulações esqueléticas e participação no reconhecimento e de coesão entre células podem ser exercidas pelas diferentes classes de polímeros de glícidos. (Lehninger, 2000).
Por convenção, glícidos são polihidroxialdeídos ou polihidroxicetonas, cíclicos ou não cíclicos, ou ainda seus derivados, substâncias que libertam esses compostos por hidrólise. Para alem de possuírem na sua estrutura C; H e O, podem também ser formados por N; S e P. (Lehninger, 2000).
Os glícidos apresentam-se divididos em três principais classes com base no seu tamanho, e desta forma pode-se ter: monossacáridos – açucares simples, que consistem de apenas uma unidade polihidroxialdeídos ou cetona; oligossacáridos – compostos por cadeias curtas de unidades monossacáridas unidas entre si por ligações glicosídicas, e polissacáridos – aqueles que contêm mais de 10 unidades, podendo conter centenas e milhares de unidades unidas entre si covalentemente. (Lehninger, 2000).
Os monossacáridos podem sofrer oxidação por agentes oxidantes, relativamente suaves, tais como o iao férrico (Fe3+) e o cúprico (Cu2+). E durante esse processo de oxidação, o carbono carbonilo (CHO) é oxidado à carbono carboxílico (COOH). (Lehninger, 2000).
Aos açucares capazes de reduzir os iões Fe3+ e Cu2+ dá-se o nome de açucares redutores. (Lehninger, 2000).
É também possível determinar a concentração de um açúcar redutor pela medida da quantidade de agente oxidante que é reduzido pela solução desse mesmo açúcar. (Lehninger, 2000).
Essa propriedade é a base da reacção de Fehling, um teste qualitativo para a presença de açucares redutores. Por muitos anos, esse teste foi usado para detectar e medir as elevações dos níveis de glicose no sangue e na urina, no diagnostico do diabetes metilo – uma doença metabólica caracterizada por aumento anormal do açúcar ou glicose na corrente sanguínea.
O presente relatório é sobre a identificação de glícidos e a sua capacidade para redução a partir da reacção com o reagente de Benedict.
Objectivo geral
Identificar a presença ou não de glícidos através das reacções com HCl; HCO3-; lugol e reagente de Benedict.
Objectivos Específicos
Observar a acção do lugol sob as diferentes soluções de glícidos nos tubos de ensaio;
Verificar a coloração adquirida por cada glícido contido nos diferentes tubos de ensaio pelas reações com HCl e HCO3-;
Observar a acção do reagente de Benedict sob as soluções de glícidos presentes em cada tubo;
Identificar quais dos glícidos apresentam carácter redutor.
Princípios de métodos
Os açucares redutores reagem com o sulfato de cobre, em reagente de Benedict, reduzindo-o para o oxido de cobre I, um material insolúvel, o composto avermelhado que se forma logo após o aquecimento é um precipitado.
O bicarbonato é necessário para tornar a solução alcalina, que é essencial para permitir que alguns tipos de glícidos possam reagir, enquanto que o ácido clorídrico impede o sulfato de cobre de reagir com agente alcalino.
A solução torna-se azul (solução de sacarose estudada no presente relatório) devido à presença do sulfato de cobre.
Este teste é essencialmente qualitativo, ou seja, ele é usado simplesmente para verificar se há ou não um açúcar redutor presente, e não para determinar a quantidade. Ele pode, contudo, ser usado para um teste quantitativo bruto, em que uma cor esverdeada (solução de amido no exercício) indica apenas um pouco de açúcar redutos; amarelo um pouco mais e vermelho – tijolo (soluções de lactose e glicose no exercício), muito açúcar redutor.
�
Materiais e Reagentes
Amostras de glícidos: 1; 2; 3 e 4, todos à 1%;
Tubos de ensaio;
Suportes para tubos de ensaio;
Banho – Maria à 100ºC;
Pipetas graduadas;
Conta – gotas;
Vórtex;
Reagente de Benedict;
Lugol;
HCl 10%;
HCO3- 10%
Procedimentos experimentais
Experiência A
Colocou-se em tubos de ensaio, enumerados de 1 à 4 3mL das amostras dos glícidos para cada tubo, individualmente, e de seguida adicionou-se 4 gotas de lugol para cada tubo.
Levou-se a homogeneizar no Vórtex e por fim aqueceu-se em banho – maria (100ºC) durante 5 minutos e depois de retirados os tubos observou-se a possível alteração de cores.
Experiência B
Em cada tubo de ensaio, sem conteúdo, colocou-se 3mL das amostras dos glícidos presentes (individualmente).
De seguida, realizou-se a prova de Benedict, adicionando-se 1mL do mesmo à cada tubo em separado, misturando sempre no vórtex. Levou-se a aquecer no banho – maria (100ºC).
Após 5 minutos de aquecimento, foram retirados os tubos de ensaio do banho – maria e observaram-se os resultados.
Experiência C
Em 8 tubos de ensaio, colocou-se 3mL das amostras de glícidos para cada tubo individualmente.
Separou-se os 8 tubos em dois grupos, e adicionou-se 10 gotas de HCl (10%) ao grupo 1 de tubos de ensaio contendo amostras de glícidos e levou-se ao vórtex para homogeneizar cada solução do grupo 1. Feita a mistura, levou-se cada tubo do grupo 1 aquecer por dois minutos em banho – maria (100ºC).
Após dois minutos de aquecimento, colocou-se cada tubo do grupo 1 em um copo de Becker contendo água fria para posterior arrefecimento dos mesmos tubos.
Com HCO3- (10%), neutralizou-se o HCl contido nos tubos de ensaio do grupo 1, adicionando-se, também, 10 gotas de HCO3-. Levou-se a homogeneizar no vórtex e posteriormente, a aquecer no banho – maria durante 5 minutos.
Feito este procedimento, observou-se a posterior mudança de cor dos glícidos contidos em cada tubo.
Para o grupo 2, após a adição das amostras para cada tubo, individualmente, adicionou-se 1mL do reagente de Benedict, e fez-se a posterior mistura no vórtex e levou-se a aquecer por mais 5 minutos, assim como procedido para a experiência B.
Após o tempo acima citado, verificou-se a possível mudança de cor para cada tubo.
Resultados
Experiência A
Quadro 1. Ao adicionar-se solução de lugol aos tubos de ensaio contendo as amostras de glícidos verificaram-se os seguintes resultados:
	Tubo
	Adição de lugol
	1
	Mudança considerável de cor, solução esbranquiçada.
	2
	Ligeira mudança de cor – solução amarelada devido à presença de lugol.
	3
	Pequena mudança – solução amarelada devido à presença de lugol. 
	4
	Sem mudanças de cor.
Experiência B
Quadro 2. Ao adicionar-se o reagente de Benedict nos tubos 1; 2; 3 e 4, contendo amostras das soluções de glícidos, verificaram-se os seguintes resultados: 
	Tubo 
	Adição do reagente de Benedict
	1
	Solução verde claro. Formação de precipitado depois de um certo tempo.
	2
	Solução azul claro, devido à presença do reagente de Benedict. Sem formação de precipitado.
	3
	Solução vermelho – tijolo. Formação de precipitado após certo tempo.
	4
	Solução laranja, com formação de precipitado.
Experiência C
Grupo 1: glícido & HCl aquecidos
Quadro 3.1. Ao adicionar-se solução de HCl (10%) ao 1º grupo da experiência C, verificaram-se os seguintes resultados:
	Tubo
	Adição de HCl (10%)
	1
	Sem mudança de cor.
	2
	Sem mudança de cor.
	3
	Sem mudança de cor.
	4
	Sem mudança de cor.
Grupo 1: glícido + HCO3- + reagente de Benedict (aquecidos)
Ao adicionar-se solução de HCl, HCO3- e reagente de Benedict, observaram-se os seguintes resultados:
	Tubo 	
	Adição de HCl + HCO3- + reagente de Benedict
	1
	Solução

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.