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Eimeria e Isospora Calleb Gama Catarine Serejo Fabiola Firmino Joziane Souza Juliana Vasques Karoline Araújo Vanqueline Nogueira Parasitologia Veterinária Profa. Dra. Kilma Neves Eimeria e Isospora Nos ruminantes causam doença típica em filhotes com diarreia acentuada; Em aves a mortalidade pode chegar a 100%; Cada geração é mais patogênica porque gera mais oocistos; Oocistos esporulados de Eimeria Coccidiose A coccidiose, causada por Eimeria, é a doença mais importante na avicultura; Tem susceptibilidade espécie-específica → não há infecções cruzadas entre espécies de aves; Para prevenir a coccidiose, em todo o mundo, são gastos cerca de 500 milhões de dólares; Destaca-se em galinhas e perus devido à importância econômica dessas espécies. Ciclo de vida Compreende 3 fases: esquizogonia, gametogonia e esporogonia; Ingestão dos oocistos esporulados: contendo os esporozoítos; Excistação; Invasão das células do intestino: vacúolo parasitóforo; Esquizogonia: conjunto de merozoítos → esquizonte; Merozoítos de geração final iniciam reprodução sexuada: micro e macrogametas → zigoto Zigoto forma a parede do oocisto → liberado na luz intestinal pela destruição da célula parasitada; Eliminado pelas fezes em sua fase imatura; No ambiente iniciam esporogonia → sob condições ideais de temperatura, tensão de oxigênio e umidade; Ocorre entre 28-30ºC, inibido em >12ºC ou <39ºC; A umidade é essencial para a esporulação dos oocistos; Oocistos são altamente resistentes e podem durar por até 18 meses no ambiente; Esporogonia → formação dos esporozoítos, formas infectantes. Ciclo de vida Diarreia que varia de mucoide a sanguinolenta; Desidratação; Penas arrepiadas; Anemia; Despigmentação da pele e prostração. Sinais clínicos O diagnóstico pode ser feito ao nível de campo e laboratorial Para a sua realização, deve-se selecionar ao acaso um grupo de animais do galpão; A seleção não deve se limitar a animais doentes e debilitados; Exame de Fezes; Contagem de oocistos na cama; Exame de raspado da mucosa intestinal; Escores de lesões características da mucosa intestinal; Histopatologia. Diagnóstico Profilaxia Coccidiose aviária: Bom manejo, galpão ventilado para diminuir umidade; Coccidiose de ruminantes: bom manejo, comedouros e bebedouros sempre trocados, manter cama sempre seca; Para Isospora → água limpa em bebedouros adequados, com altura que impeça os animais de defecarem neles, comedouros não infectados pelas camas. Tratamento Desinfetantes comuns não matam o oocistos; Uso de drogas anticoccidianas preventivas na ração: Químicos: nicarbazina, halofuginona, diclazuril Ionóforos: monensina, salinomicina, narasina; Tratamento: sulfas (não muito utilizado); Uso de vacinas. INTRODUÇÃO Coccídios são protozoários membros da classe Sporozoa. Estando os gêneros Eimeria e Isospora os mais reconhecidos coccídios intestinais das aves. As aves parasitadas podem ser assintomáticas ou desenvolver sinais clínicos como diarreia, penas arrepiadas, emagrecimento e morte. Em bicudos (S. maximiliani) e curiós (S. angolensis) é retratado surto e mortalidade de filhotes entre dois e três meses de idade. OBS: Relatar dois casos de coccidios em S. maximiliani, alertando ainda para a necessidade de medidas preventivas na sua criação. COCCIDIOSE EM Sporophila maximiliani (PASSERIFORMES: EMBERIZIDAE): RELATO DE DOIS CASOS* (2012) Tassia Vasconcelos. Camila Longa, Sabrina Campos, Carlos Costa e Sávio Bruno MATERIAIS E METÓDOS Duas carcaças de bicudos (Sporophila maximiliani), mantidas sob congelamento foram encaminhados ao Setor de Animais Selvagens da UFF. As aves viviam em criatório com mais de 50 indivíduos mantidos em gaiolas individuais; entraram em estado de apatia e anorexia vindo a óbito em 3 dias. Foi realizado exame necroscópico e coleta de material com posterior envio do mesmo em formol a 10% para avaliação histopatológica sob coloração HE. RESULTADOS E DISCUSSÃO Macro: uma carcaça apresentava magreza, alças intestinais distendidas, manchas amareladas em fígado e vasos craniais congestos. A outra se encontrava em bom estado nutricional, possuía alças intestinais alargadas em menor intensidade e com conteúdo fecal gelatinoso, peritônio amarelado e congestão em região da nuca. Histopatologia: a mucosa intestinal apresentava infiltrado inflamatório difuso, constituído por células mononucleares e heterófilos, determinando a destruição da arquitetura de glândulas e vilosidades. Figura 1. Intestino delgado de um bicudo. Infiltração difusa da mucosa intestinal por células inflamatórias (seta). H.E., 100x Figura 2. Intestino delgado de um bicudo. Infiltrado de células mononucleares em mucosa intestinal (seta branca). Presença de meronte de coccídio (seta preta). H.E., 400X Figura 3. Intestino delgado de um bicudo. Fragmento intestinal evidenciando destruição e descamação das vilosidades (seta). H.E., 40X CONCLUSÃO Relatam-se dois casos de parasitismo com óbito subsequente em exemplares ameaçados de extinção mantidos em cativeiro; Situações de imunosupressão → aves mais suscetíveis a coccidioses; Orientação aos criadores quanto: falta de higiene e superpopulação, transmissão oral-fecal e medidas para evitá-la.