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Guia de Bolso de Procedimentos de Enfermagem

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em consideração outros 
diagnósticos médico, assim 
se deve programar a 
pressão de sucção, de modo 
a evitar o traumatismo da 
mucosa. 
 
33 
→ 80 – 120 mm Hg em 
adultos com mais de 75 
anos 
→ Instruir pessoa a inspirar 
profundamente 
→ Administrar à pessoa 
oxigénio suplementar (se 
indicado) 
→ Esta actividade visa 
proporcionar um aumento da 
oxigenação imediatamente 
antes da aspiração, de 
forma a reduzir os riscos de 
hipóxia 
→ Inserir a sonda de 
aspiração na solução de 
soro fisiológico 
→ Permite lubrificar a sonda, 
facilitando a sua progressão, 
assim como testar a 
funcionalidade do aparelho e 
o ajuste de pressões 
→ Inserir a sonda (através 
do nariz ou da boca) 
→ Segurar a extremidade 
distal da sonda com a 
mão dominante, 
lentamente e com 
movimentos rotativos, 
progredir a sonda através 
da traqueia até se 
encontrar resistência ou a 
tosse seja estimulada. 
→ A sonda é introduzida no 
ponto máximo da inspiração 
sem utilizar sucção, de 
forma a permitir as trocas 
gasosas antes de obstruir o 
fluxo aéreo com a sonda. A 
sucção durante a introdução 
da sonda causa traumatismo 
dos tecidos e remove ar, 
aumentando o risco de 
hipóxia 
→ Aspirar secreções → A sucção é exercida 
enquanto se clampa e 
desclampa a conexão em Y 
ou similar, executando-se 
simultaneamente, 
movimentos giratórios da 
 
34 
sonda. 
→ Esta sucção intermitente, 
que deverá ser executada 
num período nunca superior 
a 10 – 15 segundos, diminui 
o risco de lesão tecidual e 
de hipoxémia, permitindo 
também uma maior eficácia 
na aspiração. 
→ Limpar a sonda e a 
tubuladura da fonte de 
vácuo 
 
→ A limpeza da sonda com 
solução salina evita a 
proliferação de 
microorganismos e facilita a 
remoção de secreções da 
tubuladura do sistema de 
aspiração. Devem ser 
usados fluidos esterilizados 
para remover secreções da 
sonda, quando esta vai ser 
re-introduzida no tracto 
respiratório. 
→ Desconectar a sonda: 
→ Enrolar a porção proximal 
na mão dominante 
→ Retirar a luva envolvendo 
a sonda e rejeitar 
 
→ Retirar 
toalhete/resguardo de 
protecção e dar destino 
adequado a todo o 
material 
 
 
35 
→ Promover período de 
repouso 
 
→ Instruir e incentivar a 
inspirar profundamente 
 
→ Incentivar a pessoa a 
tossir 
 
→ (Re) inserir sonda de 
aspiração (se necessário) 
ou sonda cânula 
 
→ Lavar a boca 
→ Vigiar características das 
secreções 
 
→ Registar o procedimento → O registo do procedimento 
poderá incluir: 
→ Alterações de sinais vitais 
durante o procedimento 
→ Características das 
secreções (tipo, cor, 
quantidade, consistência e 
cheiro) 
→ Tolerância e colaboração do 
doente 
 
NOTAS: 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
 
36 
 
OXIGENOTERAPIA 
 
DEFINIÇÃO 
Intervenção de enfermagem que consiste no fornecimento de oxigénio 
suplementar à pessoa, de forma a prevenir e controlar situações de 
hipoxia. 
 
OBJECTIVOS 
• Prevenir a hipoxia dos tecidos; 
• Corrigir a hipoxia dos tecidos; 
• Prevenir complicações. 
INFORMAÇÕES GERAIS 
• Procedimento que é realizado pelo enfermeiro; 
• A necessidade de O2 é baseada em três aspectos: 
o Monitorização de sinais e sintomas de hipoxia; 
o Valores de gasimetria arterial; 
o Valores de saturação de O2. 
• Indicações para administração de O2: 
o O2 reduzido no sangue arterial; 
o Obstrução das vias aéreas; 
o Edema pulmonar; 
o Falência respiratória aguda; 
o Insuficiência respiratória aguda; 
o Distúrbios cardíacos e metabólicos; 
o Shock. 
• A administração de O2 pode ser efectuada através de: 
o Baixo Fluxo: 
� Mascara facial 
� Cateter nasal 
 
37 
� Tubo endotraqueal ou cânula de 
traqueostomia 
o Alto fluxo: 
� Máscara de Venturi 
� Ventilador mecânico. 
Cateter Nasal Fi O2 (%) 
1 litro 24 
2 litros 28 
3 litros 32 
4 litros 36 
5 litros 40 
6 litros 44 
 
MATERIAL 
• Fonte de oxigénio 
• Sistema de administração 
(cânula nasal, mascara de Venturi, e cateter nasal...) 
• Humidificador 
• Debitómetro / Fluxómetro 
 
INTERVENÇÕES ENFERMAGEM 
Intervenções Justificação 
→ Reunir o material 
→ Posicionar a pessoa, 
optimizando a ventilação 
→ Se possível, a pessoa é 
colocada em posição de semi 
– Fowler, Fowler ou Fowler 
elevado, de forma a facilitar a 
expansão diagramática, 
melhorando a ventilação e 
assim a distribuição das 
 
38 
partículas aerossolizadas por 
todas as regiões pulmonares. 
→ Vigiar respiração 
→ Monitorizar saturação de 
oxigénio 
→ Vigiar pulso 
→ Monitorizar pressão arterial 
→ Vigiar coloração das 
extremidades 
→ Monitorizar consciência 
→ Estas actividades permitem 
avaliar o “status” ventilatório 
da pessoa e fornecem uma 
linha de base para posterior 
avaliação da eficácia do 
procedimento 
→ Explicar o procedimento à 
pessoa e outros 
significativos 
→ Informar pessoa das 
sensações prováveis 
durante o procedimento 
→ Diminui a ansiedade e 
promove a colaboração da 
pessoa 
→ Colocar sistema de 
administração 
 
→ Pesquisar alteração da 
integridade cutânea, 
provocada pelo sistema de 
administração 
→ Todos os sistemas de 
administração de oxigénio 
podem provocar lesões ao 
nível dos locais de apoio dos 
respectivos sistemas 
(pavilhões auriculares, 
nariz...) 
 
39 
→ Registar o procedimento → O registo do procedimento 
poderá incluir: 
→ O método de administração 
de oxigénio 
→ O volume e percentagem de 
administração 
→ Tolerância e colaboração do 
doente. 
 
NOTAS: 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
______________________________________________________ 
 
 
NEBULIZAÇÃO 
 
DEFINIÇÃO 
Intervenção de enfermagem que consiste na pressurização de uma 
solução líquida formando um aerossol, que é projectado em finas 
partículas, nas vias respiratórias, com a ajuda de um dispositivo. A 
nebulização permite hidratar as vias aéreas, fluidificar e mobilizar 
secreções, ajudar à expectoração, e aliviar o bronco espasmo. 
 
OBJECTIVOS 
• Fluidificar e facilitar a remoção de secreções; 
 
40 
• Humidificar as vias respiratórias; 
• Administrar terapêutica. 
 
INFORMAÇÕES GERAIS 
• Procedimento que é realizado pelo enfermeiro; 
• O horário varia com a prescrição médica, por períodos de 15 a 
30 minutos. 
• O cloreto de sódio a 0,9% previne o bronco espasmo, pelo que 
se preconiza a sua utilização. 
• Na nebulização por micro nebulizador, todo o circuito (copo, 
mascara, tubuladura) deve ser substituído após utilização. 
• As nebulizações devem ser executadas com ar comprimido. A 
utilização de O2 para nebulização pode ser indicada em alguns 
casos, mas carece de prescrição médica. 
 
MATERIAL 
• Fonte de oxigénio ou ar 
• Nebulizador 
• Kit de nebulização 
• Solução para nebulização – soro fisiológico 
• Saco de sujos 
 
INTERVENÇÕES ENFERMAGEM 
Intervenções Justificação 
→ Reunir o material 
→ Vigiar respiração 
→ Monitorizar saturação de 
oxigénio 
→ Vigiar pulso 
→ Monitorizar pressão arterial

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