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Atlas de Técnicas de Bloqueios Regionais

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adelfo, eleva-se e libera-se 
ambas as pálpebras (D e E) simultaneamente. O apareci-
mento de pequena fenda palpebral no olho bloqueado, 
menor velocidade do seu fechamento e sulco palpebral 
mais evidente são sinais de acinesia do orbicular das 
pálpebras. 
 
 
Fig. 40 Nervo Facial e seus ramos: 
1 - Auricular Posterior 
2 - Ramo Temporal 
3 - Ramo Suprazigomático 
 
4 - Ramo Infrazigomático 
5 - Ramo Bucal 
6 - Ramo Mandibular 
7 - Ramo Cervical 
21 
 
 
Fig. 41 
 
Fig. 42 - Bloqueio do Nervo Facial. Técnica de 0'Brien. 
 
O bloqueio motor tem duração de 3 a 6h, dependendo 
de vários fatores ligados ao medicamento. 
Complicações 
Dor à punção é a mais comum das complicações, 
raramente observa-se mastigação dolorosa, no máximo 
até 4 dias após o bloqueio. As parestesias são 
extremamente raras. 
Indicações: Cirurgias intraoculares e blefarospasmo. 
Contra-Indicações: Lesões ou infecções no local da pun-
ção. 
22 
 
Bloqueio das Orelhas 
Externas e Médias 
 AJS Porto, TSA 
 
 
Fig. 43 - Inervação da Orelha: 
1 - Nervo Temporal Posterior 
2 - Ramo Auricular do Vago 
Considerações Anatômicas 
A inervação da face posterior do pavilhão das orelhas 
origina-se do plexo cervical através do auricular maior, 
ramos de C3. Parte da hélice recebe alguns ramos do 
occipital menor procedente de C2 e C3 (Fig. 43). 
O nervo auricular maior também supre o pavilhão an-
teriormente. Participam ainda ramificações dos nervos 
aurículo temporal e auricular do vago (Fig. 44). 
 
3 - Nervo Occipital Menor 
4 - Nervo Auricular Maior 
A inervação sensitiva do conduto auditivo externo e da 
membrana timpânica envolve nervo aurículo temporal, 
ramo do trigêmeo (porção anterior do conduto auditivo 
externo e parte adjacente do tímpano). O ramo 
timpânico do glossofaríngeo é responsável pelo 
suprimento da face interna do tímpano, mucosa que 
reveste a caixa timpânica, promontório, tuba auditiva e 
células mastóide. Todos estes filetes nervosos penetram 
no meato acústico externo, no ponto de junção das 
porções ósseas e cartilaginosas. 
23 
 
Fig. 44 - Inervação da Orelha: 
1 - Nervo Occipital Menor 
2 - Nervo Auricular Maior 
3 - Nervo Auriculotemporal 
4 - Artéria Temporal 
Fig. 45 - Pontos para bloqueio da orelha externa. Técnicas de Bloqueio 
O bloqueio do conduto auditivo externo e membrana 
do tímpano pode ser obtido através de duas técnicas. 
A) Via Endaural - utilizada pelos cirurgiões com auxi-
lio da microscopia. São suficientes quatro injeções de 1 
ml de anestésico nos pontos cardinais localizados exata-
mente na junção das porções óssea e cartilaginosa do 
meato de acordo com a Fig. 45. 
B) Via Externa - nos pontos 1 e 3 da Figura introduz-se 
agulha. Um ou dois mililitros de solução anestésica são 
suficientes. O bloqueio pode ser complementado com 
anestésico tópico. 
Quaisquer das duas técnicas pode ser utilizada em mi-
ningoplastias, timpanotomias para tratamento de otites 
médias sorosas com colocação de drenos e até mesmo na 
cirurgia de otoesclerose. Especificamente, nesta última, 
muitos dão preferência ao bloqueio endaural com 
sedação superficial que permite a identificação de 
manifestações vertiginosas consideradas "sinal de 
alarme" de irritação labiríntica com risco de lesão 
coclear. 
C) Quando se realizam timpanoplastias por via 
retroauricular acompanhadas ou não de 
mastoidectomias, 
as duas técnicas citadas devem ser complementadas pelo 
bloqueio das ramificações do auricular maior e occipital 
menor, bastante superficiais, com infiltração dos pontos 
2 e 4 da figura 46. 
24 
Fig. 46- Pontos para bloqueio 
da orelha média. 
Bloqueio do Gânglio de Gasser 
 LM Cangiani, TSA 
Considerações Anatômicas 
O gânglio trigeminal ou de Gasser está situado na fos-
sa média, a uma profundidade de 4.5 a 5 cm da superfí-
cie lateral da cabeça, na altura da extremidade posterior 
do arco zigomático, entre duas capas de dura-máter, 
formando a camada cavidade de Meckel. Medialmente 
está em relação com a artéria carótida interna e parte 
posterior do seio cavernoso. inferiormente está em rela-
ção com a raiz motora do nervo, com o nervo petroso 
maior superficial, com o ápice da parte petrosa do osso 
temporal e com o forame lacero (Fig. 47). 
Técnicas do Bloqueio 
O gânglio de Gasser pode ser bloqueado através do fo-
rame redondo pela via transorbital de Hertel, ou mais se-
guramente pela técnica de Labat. Esta técnica utiliza três 
pontos de referência: o primeiro ponto é marcado a 3 cm 
da comissura labial, lateralmente (Fig. 48), o segundo a 1 
cm, anteriormente, a partir do ponto médio do arco zigo-
mático (Fig. 49 e 50) e o terceiro ponto é a pupila, com o 
paciente olhando para frente (Fig. 48). 
Para a realização do bloqueio, procede-se da seguinte 
maneira; (A) o paciente é colocado em decúbito dorsal 
olhando para frente; (B) observa-se a reta de intersecção 
Fig. 47- Gânglio de Gasser. Localização e posição da agulha. 
25 
Fig. 48 - Pontos de referência 
para o bloqueio do gânglio de Gasser. 
Fig. 50 - Pontos de referência 
para o bloqueio do gânglio de Gasser. 
Fig. 49 - Ponto médio do arco zigomático. 
Fig. 51 - Bloqueio do gânglio de Gasser. 
26 
entre as linhas que unem os três pontos de referência cita-
dos (Fig. 51); (Q faz-se um botão intradérmico com 
anestésico local no ponto de intersecção, a 3 cm da 
comissura labial e introduz-se uma agulha de 10 cm, 
calibre 8, ao longo da reta de intersecção (Fig. 52). 
Aproximadamente a 5 cm de profundidade, a agulha 
tocara o plano ósseo, que é a superfície lisa infratemporal 
da asa do esfenóide. Continuando o procedimento, 
eleva-se um pouco o canhão da agulha até perder o 
contato com a superfície do osso e avança-se a agulha de 
1 a 1,5 cm, até que ela penetre no forame oval e o paciente 
acuse parestesia no território do nervo mandibular (Fig. 
47). A seguir, injeta-se 0,5 a 1 ml de solução anestésica 
sem vasoconstritor. 
Se for desejável apenas o bloqueio do nervo mandi-
bular, a injeção do anestésico deve ser feita antes da in-
trodução da agulha através do forame oval. 
Indicação 
O bloqueio anestésico do gânglio de Gasser está indica-
do para avaliação de uma possível intervenção 
neurocirúrgica, para alívio da neuralgia do trigêmeo. 
Complicações 
A) Em conseqüência da paralisia do ramo oftálmico 
ocorre a ausência de lágrima. Se o olho não for protegido 
 
Fig. 52 - Bloqueio do gânglio de Gasser. 
com curativo oclusivo, pode ocorrer ulcerações da 
córnea. 
B) Hematomas poderão surgir, marcando superficial-
mente as regiões geniana e palpebrais. 
C) Punção subaracnóidea inadvertida com 
gotejamento de líquido cefalorraquidiano contra-indica a 
continuação do procedimento. A injeção inadvertida de 
solução anestésica no espaço subaracnóideo provocará 
bloqueio da base do crânio e das primeiras raízes 
cervicais, podendo ocorrer perda imediata da 
consciência, parada respiratória e colapso 
cardiovascular. 
 
Fig. 53 - Bloqueio do gânglio de Gasser Direção da agulha. 
27 
Sistema Nervoso Autônomo 
e Síndromes Dolorosas 
 AS Oliveira, TSA & CA Sanchez, TSA 
Considerações Anatômicas 
Os sistemas simpático e parassimpático constituem o sistema 
nervoso autônomo, que é definido como a parte do sistema nervoso 
que regula as funções circulatórias, respiratórias, alimentares, 
genitourinárias e outros processos não submetidos à vontade. Ele é 
constituído de elementos centrais e periféricos. 
Os centrais localizam-se no cérebro, cerebelo, hipotálamo, 
mesencéfalo, ponte, medula e de elementos de conexões entre si e 
com outros periféricos. São de interesse, as vias de condução que 
transmitem impulsos destes centros para a medula espinhal 
onde fazem sinapses com corpos

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