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Síndrome da Alienação Parental: Uma visão jurídica e psicológica

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FACULDADE ESTÁCIO DE SÃO LUIS 
Karla Danyelle Boás Guterres 
 
 
 
 
 
 
 
SÍNDROME DA ALIENAÇÃO PARENTAL 
Uma Visão Jurídica e Psicológica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO LUIS 
2017 
 
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FACULDADE ESTÁCIO DE SÃO LUIS 
Karla Danyelle Boás Guterres 
 
 
 
 
 
 
SÍNDROME DA ALIENAÇÃO PARENTAL 
 Uma Visão Jurídica e Psicológica 
 
 
Trabalho Científico apresentado à 
Faculdade Estácio de São Luís, como 
requisito final para obtenção de Diploma 
de Graduação em Direito. 
 
Professora: Prof. Dra. Stella Luiza Moura 
Aranha Carneiro 
 
 
 
SÃO LUIS 
2017 
 
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RESUMO 
 
O presente trabalho faz uma análise acerca das consequências da Síndrome da 
Alienação Parental, trazendo seu conceito, sua identificação, suas consequências e 
sua diferenciação da Alienação Parental, evidenciando as marcas que a síndrome 
poderá gerar na vida, tanto para os genitores como para a criança e o adolescente. 
O principal objetivo para o desenvolvimento deste trabalho foi verificar a importância 
do estudo da Síndrome da Alienação Parental, deixando evidente as consequências 
causadas em suas vítimas. Trazendo a importância da tipificação da Síndrome da 
Alienação Parental no ordenamento jurídico, visando demonstrar que a atuação do 
juiz, amparado por especialistas em outras áreas do conhecimento, sempre 
buscando o melhor interesse e a proteção da criança e do adolescente através da 
conservação e respeito à convivência familiar. Para tanto, foi realizado uma 
pesquisa bibliográfica sobre o tema em livros e em leis especiais que amparam o 
direito da família, mostrando, também, a importância da análise do assunto, para 
que possam impedir o avanço do problema e assim garantir um ambiente saudável 
para o indivíduo alienado, preservando a formação de sua personalidade. 
 
Palavras-Chave: Síndrome de Alienação Parental. Alienação Parental.SAP. 
Tipificação. 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
1 Introdução. 2 A influência da família no desenvolvimento psicológico da criança e 
do adolescente. 3 Diferença entre síndrome da alienação parental e alienação 
parental. 4 Consequências psicológicas da síndrome da alienação parental. 5 
Separação judicial e guarda dos filhos. 6 Amparo jurisdicional. 7 Considerações 
Finais. 8 Referências bibliográficas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1 INTRODUÇÃO 
 
Pretende-se com este trabalho, oferecer uma abordagem sobre os efeitos da 
síndrome de alienação parental na esfera jurídica. No primeiro momento se 
analisará a influência da família no desenvolvimento psicológico da criança e do 
adolescente. 
Após essa análise, serão verificados os conceitos para esclarecer a diferença 
entre síndrome da alienação parental e alienação parental. Em seguida as 
consequências psicológicas, abordando as formas de manipulação para prejudicar o 
genitor alienado, deixando a criança ou adolescente confuso quanto ao que é real ou 
falso ocasionando uma “lavagem cerebral” no menor que na maioria das vezes não 
consegue discernir se está sendo manipulado. 
Depois se faz uma breve análise da separação judicial e guarda dos filhos, 
visando que o poder familiar é o conjunto de direitos e deveres atribuídos aos pais, 
no qual se ampara o dever de assistência, sustento e direção na criação da 
personalidade da criança, não se extinguindo com a separação, divórcio ou fim da 
união estável. 
Por fim, será abordada a questão envolvendo o poder judiciário e o que 
ocorre na prática, tanto por juízes, advogados, peritos e assistentes sociais, quanto 
pelos pais e crianças e seus comportamentos quando se deparam no problema. 
Portanto, este trabalho tem como objetivo esclarecer sobre a síndrome de 
alienação parental, suas sequelas, características e condutas do alienador e de 
quem é alienado, com base nisso os métodos de pesquisa para alcançar esses 
objetivos com satisfação, serão utilizados livros de doutrina, artigos, a legislação 
relacionada com o caso, principalmente a Constituição da República Federativa do 
Brasil de 1988, a Lei nº 12.318, de 26 de agosto de 2010 que dispõe sobre a 
Alienação Parental, Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 que dispõe sobre o Estatuto 
da Criança e do Adolescente, bem como decisões jurisprudenciais. 
 
 
 
 
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2 A INFLUÊNCIA DA FAMÍLIA NO DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO DA 
CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 
 
A família desempenha um papel de extrema importância na construção 
psicológica da criança e do adolescente, os primeiros anos da vida da criança são 
essenciais para seu desenvolvimento emocional, uma vez que é no seio familiar que 
se constroem pessoas adultas capazes de lidar com situações inesperadas e 
assumir responsabilidades. 
Segundo Figueiredo e Alexandridis (2011), a família é a base para nossa 
sociedade, portanto, o presente instituto tem a proteção do Estado, para que assim, 
seja garantido alicerce familiar e seu devido equilíbrio, aqui estando seu 
reconhecimento, manutenção, desenvolvimento e dissolução, no âmbito do Poder 
Judiciário. 
A família é responsável pela formação do processo de adequação das 
crianças para a vida em sociedade. A atual estrutura familiar é diversificada, sendo 
constituída por união homoafetiva, pais separados com outro cônjuge, ou mesmo 
solteiros, além de famílias formadas por laços afetivos. Assim, uma boa educação 
em casa garante uma estrutura mais sólida e segura no contato com as dificuldades 
culturais e sociais. A omissão familiar provoca vários transtornos na formação do 
indivíduo, alimentando valores individualistas, no qual podem levar os mais jovens 
ao mundo do vício e das futilidades, tornando-se adultos com dificuldades de 
enfrentar as situações cotidianas de forma segura e confiante. 
É dever dos genitores educar e criar os filhos com a devida atenção para a 
formação de sua personalidade. Para Chalita (2001), 
 
[...] a família tem a responsabilidade de formar o caráter, de educar para os 
desafios da vida, de perpetuar valores éticos e morais. Os filhos se 
espelhando nos pais e os pais desenvolvendo a cumplicidade com os filhos. 
[...] A preparação para a vida, a formação da pessoa, a construção do ser 
são responsabilidades da família. É essa a célula mãe da sociedade, em 
que os conflitos necessários não destroem o ambiente saudável. (CHALITA, 
2001, p. 20) 
 
Contudo, independente das formações familiares, o meio em que o menor é 
criado poderá causar grande impacto em seu desenvolvimento devido a realidade 
encontrada na sociedade. Assim, para Maria Berenice Dias, 
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O desenvolvimento da sociedade e as novas concepções de família 
emprestaram visibilidade ao afeto, quer na identificação dos vínculos 
familiares, quer para definir os elos de parentalidade. Passou-se a 
desprezar a verdade real quando se sobrepõe um vínculo de afetividade. 
(DIAS, 2006, p. 319). 
 
As relações afetivas, principalmente as que ocorrem através da família, são 
relevantes também para o Direito considerando que são essas relações que 
fundamentam as ações e decisões feitas pelos indivíduos em sociedade. Funda-se 
em elementos princípios de direito natural, na necessidade de cultivar o afeto, de 
firmar os vínculos familiares à subsistência real, efetiva e eficaz. (GRISARD FILHO, 
2000, apud DIAS, 2006). 
Segundo Valle (2005), a relações afetivas são geralmente utilizadas para 
exprimir os elementos da afetividade, incluindo as nuances do desejo, do prazer e 
da dor, contidos na experiência sob a forma de sentimentos