- Formação do mundo grego - 2 EAD Estácio
5 pág.

- Formação do mundo grego - 2 EAD Estácio


DisciplinaHistória Antiga Ocidental985 materiais19.225 seguidores
Pré-visualização1 página
História Antiga Ocidental / Aula 2 - Formação do mundo grego
Os gregos acreditavam que a guerra de Troia era um fato histórico ocorrido no período micênico, durante as invasões dóricas, por volta de 1200 a.C. Entretanto, há na Ilíada descrições de armas e técnicas de diversos períodos, do micênico ao século VIII a.C., indicando ser este o século de composição da epopeia.
A Ilíada influenciou fortemente a cultura clássica, sendo estudada e discutida na Grécia (onde era parte da educação básica) e, posteriormente, no Império Romano. Sua influência pode ser sentida nos autores clássicos, como na Eneida, de Virgílio. Até hoje é considerada uma das obras mais importantes da literatura mundial.
Guerra de Tróia
A Guerra de Tróia A Guerra de Troia se deu quando os aqueus atacaram a cidade de Troia, buscando vingar o rapto de Helena, esposa do rei de Esparta, Menelau, irmão de Agamémnom.
Os aqueus eram o povo que hoje conhecemos como gregos e que compartilhavam elementos culturais. Na época, no entanto, não se enxergavam como um só povo.
A questão da escolha entre valores materiais, como a segurança, a vida longa e valores morais mais elevados, como a glória e o reconhecimento eterno é tratada na escolha com que Aquiles se defronta: lutar, morrer jovem e ser lembrado para sempre, ou permanecer seguro e ser esquecido. A soberba de Aquiles contrasta grandemente com a sobriedade de Heitor, também grande herói, que não busca a glória como Aquiles, mas luta pela segurança de sua família, de sua cidade e a preservação de suas raízes troianas.
A guerra e suas consequências também é tema central na Ilíada, sendo ricamente retratada.
As Origens arqueológicas do mundo grego
Cronologia
Período pré-homérico: séculos XX a XII a.C.
Período homérico: séculos XII a VII a.C.
Período arcaico: séculos VIII a VI a.C.
Período Clássico: séculos V e IV a.C.
No século XX a.C. os povos indo-europeus enfrentaram os Pelágios que habitavam a região e os dominaram.
Habitação
Ilhas Próximas: Como a superfície contínua da Grécia era bastante limitada, os gregos passaram a habitar também as ilhas próximas que eram numerosas.
Essas ilhas constituíam a Grécia colonial, composta por terras mais distantes:
\u2022 Ásia Menor (Eólia, Jônica,Dória);
\u2022 Sul da Itália (Magna,Crécia);
\u2022 Costa egípcia (Náucratis).
A história egeana teve suas origens na ilha de Creta, irradiando-se daí para a Grécia continental e também para a Ásia Menor.
Tempos pré-Helênicos
Nos tempos pré-helênicos - na época neolítica - a Grécia passou por várias ondas de povoamento. Na Tessália foram descobertos Sexklo e Dhimini importantes vestígios de comunidades agrícolas e pastoris.
Período Heládico
De 2600 a 1900 a. C., o período dito heládico antigo corresponde ao bronze antigo. O conjunto do território grego povoou-se pouco a pouco e as relações marítimas com as ilhas do mar Egeu, estabelecidas há muito, intensificaram-se.
A idade média Helênica: (do Séc. XI ao VIII a.C.)
Referem-se a esse período obscuro os textos de Homero e de Hesíodo. A arqueologia revelou a extensão do uso do ferro, o aparecimento de uma nova cerâmica com elementos geométricos e a prática da cremação.
Um movimento de migração e de conquista levou os gregos para as costas da Ásia menor. Foi aí, sem dúvida, que se moldaram, progressivamente, os traços da Grécia Clássica, imediatamente retomados e desenvolvidos no resto do mundo helênico. Nesse local apareceu também, a organização política e social da cidade (ou pólis), na qual o proprietário mais poderoso exercia a função de rei (basileu).
Mas uma mesma civilização (língua, depois escrita, deuses e regras morais comuns) compensou a dispersão territorial.
Os tempos Arcaicos: (do séc. VIII ao VI a.C.)
Essa época deve seu nome à arqueologia, que nela situa as primeiras manifestações da arte grega. Um regime aristocrático estendeu-se, então, a todas as cidades gregas.
A realeza do tipo homérico desapareceu e uma minoria de privilegiados pelo nascimento e pela fortuna (os Eupátridas) possuía a terra e a autoridade do Séc. VIII a VI a. C. Um vasto movimento de colonização levou a fundação de cidades gregas para as costas do Mediterrâneo e do ponto Euxino.
Competições
A competição entre as cidades gregas, tão presente em todos os aspectos da cultura grega, pôde ser documentada a partir da época arcaica.
A rivalidade entre as cidades também perceptível nos festivais pan-helênicos, entre os quais,os Jogos Olímpicos. Era uma ocasião em que se desenvolvia o que já foi classificado de "uma guerra sem armas" e que propiciava o exercício das disputas entre as poleis, em situação controlada, definida por regras.
Ao vencedor cabia tanto a gloria individual pelo feito extraordinário realizado como, e talvez principalmente, o mérito de ter alçado a sua cidade a uma posição de destaque frente a comunidade pan-helênica.
E interessante apontar também que esse momento era solenemente aberto por um ritual religioso, o mais significativo da religião grega - o sacrifício - do qual participavam, em comunhão, todos os gregos.
0 espirito competitivo, como aponta Antonaccio no trecho citado em epigrafe, aparece muito antes do surgimento dos santuários pan-helênicos e das próprias cidades gregas. E interessante percorrer a Tonga trajetória de formação das poleis e identificar como a competição a um dos traços marcantes nesse processo.
As fontes escritas não são de muita valia para os estágios iniciais do processo de formação das cidades gregas, mas a Arqueologia vem, nos Últimos cinquenta anos, fornecendo um excelente conjunto de dados que nos permitem propor modelos mais sofisticados de interpretação desse processo.
As colônias
A partir do século VIII, concomitantemente com a emergência das poleis na área balcânica, os gregos espalham colônias pelo Mediterrâneo.
A área colonial grega do Ocidente é um excelente estudo de caso no que tange competição entre as cidades, incorporando, em um espectrum mais amplo, essa disputa.
Por outro lado, o caso colonial esclarece, ao explicitar as suas diferenças, a própria situação das metrópoles.
As colônias fundadas não tinham obrigatoriamente tacos de dependência política ou econômica com as metrópoles, mas buscavam preservar e valorizavam muito a sua identidade helênica: conservavam os cultos, os padrões arquitetônicos e artísticos em geral, imitavam as novas tendências em todos os campos, importavam filósofos e artistas. Ao mesmo tempo, também buscavam assegurar a sua independência.
A arte provê as colônias de meios efetivos de expressado para demonstrar seu sucesso. Especialmente nos santuários pan-helênicos criava-se o ambiente ideal para o desenvolvimento e a exposição da arte.
Os tesouros eram símbolos do poder das cidades que os erigiam, pois abrigavam, como já foi dito, botins e troféus de guerra, assinalavam, pelas inscrições, vencedores e vencidos.
A competição nos santuários proporcionava oportunidades também para o estrelato político; não era por acaso que alguns vencedores olímpicos emergiam como políticos de destaque: foi o caso de Cílon, por exemplo. Tucídides (1.126), ao descreve-lo, destaca três pontos: sua vitória olímpica, sua origem em uma família nobre e seu poder pessoal.
Também a respeito de Cimon, vencedor por três vezes sucessivas em Olímpia, atribuía-se alta popularidade em Atenas, o que gerou desconfiança a respeito de seus propósitos políticos e consequente assassinato pelos agentes de Pisístrato. (MORGAN; ATHLETES, p. 212).
Resumo do conteúdo
Muitas versões para a formação do mundo grego, tanto míticas como arqueológicas;
Periodização clássica do mundo grego;
Conceitos de Hélade e pólis;
Formação do mundo greco-romano, bastante diferente entre as suas cidades-Estado.