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Aula de Logística Empresarial (Aula 2) sobre o cenário do transporte no Brasil: dados setoriais e participação modal, estrutura de custos por modal, características operacionais (velocidade, disponibilidade, confiabilidade, capacidade, frequência), classificação comparativa e problemas da dependência rodoviária.

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LOGÍSTICA EMPRESARIAL
Professor: Bruno Fernandes
LOGÍSTICA EMPRESARIAL AULA 2
Professor: Bruno Fernandes
CENÁRIO DO TRANSPORTE NO BRASIL
40 mil Empresas transportadoras
2,5 milhões de trabalhadores
Mais de 300 mil Transportadores Autônomos
Participação do Setor de Transportes
na Economia Brasileira
Valor adicionado pelo
setor no PIB (%)
6,4%
Total de cargas
movimentadas por ano
(TKU)
746 Bilhões
Valor adicionado pelo
setor no PIB (R$)
42 Bilhões
Empregos diretos
gerados
1,2 Bilhões
Responsável pelo
acesso das pessoas a
suas atividades diárias
Responsável por ligar a 
produção ao Mercado 
consumidor
Fundamental para o bem estar da população
e competitividade do país
TODOS os segmentos da sociedade devem
colaborar para seu aperfeiçoamento
FUNÇÕES DO TRANSPORTE
1. Ferroviário;
2. Rodoviário;
3. Dutoviário;
4. Aquaviário;
5. Aéreo.
CLASSIFICAÇÃO DOS MODAIS DE TRANSPORTE
ESTRUTURA DE CUSTOS POR MODAL
Ferroviário - altos custos fixos em equipamentos, terminais,vias
férreas e custo variável baixo.
Rodoviário - custos fixos baixos (rodovias construídas com $
público), custo variável médio (combustível, manutenção etc.).
Aquaviário - custo fixo médio (navios equipamentos), custo
variável baixo (capacidade para transportar grande qtd de TON).
Dutoviário - custo fixo mais elevado (direitos de acesso,
construção, manutenção das estações e capacidade de
bombeamento. Custo variável mais baixo (nenhum custo com MO
relevante).
Aeroviário - custo fixo alto (aeronaves e sistemas de cargas), alto
custo variável com combustível, MO, manutenção etc.
CARACTERÍSTICAS OPERACIONAIS DOS MODAIS
Velocidade – tempo decorrido de movimentação em dada
rota, conhecido como transit-time.
Disponibilidade – capacidade de atendimento a qualquer
par origem-destino de localidades.
Confiabilidade – variabilidade potencial das programações
de entrega esperadas.
Capacidade – possibilidade e lidar com qq requisito de
transporte, como tamanho e tipo de carga.
Frequência – quantidade de movimentações programadas,
serviço contínuo entre 2 pontos.
Fonte: Prof. Paulo Roberto Leite
CARACTERÍSTICAS DOS TRANSPORTES
Velocidade: É a distância percorrida pelo tempo consumido em cada viagem
Disponibilidade: A capacidade do modal atender a qualquer ponto de origem
e destino.
Confiabilidade: É a medida da certeza de cumprir o tempo de viagem
programado.
Capacidade: Refere-se à possibilidade de transportar volumes e pesos em
grande quantidades,
Frequência: Refere-se ao número de viagens em certo intervalo de tempo
CLASSIFICAÇÃO EM ORDEM CRESCENTE DOS MODAIS 
CARACTERÍSTICAS 
OPERACIONAIS 
FERROVIÁRIO RODOVIÁRIO AQUAVIÁRIO DUTOVIÁRIO AÉREO
VELOCIDADE 3 2 4 5 1
DISPONIBILIDADE 2 1 4 5 3
CONFIABILIDADE 3 2 4 1 5
CAPACIDADE 2 3 1 5 4
FREQÜÊNCIA 4 2 5 1 3
RESULTADO TOTAL 14 10* 18 17 16
% PARTICIPAÇÃO NO 
TRANSPORTE DE 
CARGA BRASIL 
ANO 2000 (ton x km)
20,86 % 60,49 % 13,86 % 4,46 % 0,33 %
% PARTICIPAÇÃO NO 
TRANSPORTE DE 
CARGA USA (1990) 
( ton x km) 
37,3 % 25,7 % 16,1 % 20,4 % 0,4 %
Fonte: Prof.Paulo Roberto Leite
A IMPORTÂNCIA DO SISTEMA DE TRANSPORTE NA ECONOMIA
Maior competição: Quem tem melhor transporte pode competir fora de suas
cercanias;
Economias de escalas: Quanto maior for o volume transportado, menor será
a influência dos Custos com Transportes nas mercadorias;
Redução de preços: À medida em que o Transporte se torna mais eficiente e
oferece melhor desempenho, a sociedade pode se beneficiar em algumas
situações com a redução de preços.
MATRIZ DE TRANSPORTE NO BRASIL
O predomínio do rodoviário deriva do baixo preço praticado, função de
várias distorções dosistema de transportes brasileiro. O setor rodoviário de
cargas no Brasil se caracterizapor uma alta fragmentação e excesso de oferta,
resultado da inexistência de regulação, que torna as barreiras de entrada
praticamente nulas. Estes fatos levam a práticas de concorrência predatória, que
faz com que os preços sejam inferiores ao custo real. O baixo preço do rodoviário
é uma das principais explicações para a elevada participação de Mercado
desfrutada por este modal no Brasil e se tirássemos o minério de ferro, a
participação % do modal ferroviário cairia para apenas 9%.
MATRIZ DE TRANSPORTE NO BRASIL
DEPENDÊNCIA RODOVIÁRIA É RUÍM
Esta dependência exagerada é motivo de preocupação por pelo menos duas
razões:
1- O Modal rodoviário é o segundo menos eficiente de todos os modais, atrás
apenas do aéreo, tanto em termos de consumo de energia, quanto de poluição e
segurança;
2- A falta de regulação e os baixos preços vêm comprometendo a rentabilidade do
setor, que depende cada vez mais dos autônomos, cuja frota com idade média
crescente, já atingiu os 18 anos, e encontra-se à beira do colapso.
Figura 1: Preços Relativos dos Diferentes Modais
(em US$ por 1000 ton-quilômetro)
(*) Os dados do Brasil foram convertidos para US $ a uma
taxa de 2,50 reais por dólar
PREÇOS MÉDIOS POR MODAL
CARACTERÍSTICAS DOS MODAIS DE TRANSPORTE
Transporte Dutoviário:
•Ótimo para transportar produtos líquidos e gasosos.
•A distância é um fator chave para a viabilização deste tipo de transporte.
•Opera 24 horas por dia.
•Boa confiabilidade.
Transporte Aeroviário:
•Os fretes são relativamente altos em relação aos demais.
•Transporte adequado para produtos com alto valor ou que necessitam de rapidez na
entrega.
•Possibilita operações em grandes distâncias.
•Boa confiabilidade e disponibilidade.
Transporte Hidroviário Fluvial:
•Utilizam - se de “Estradas Naturais”.
•Produtos com baixo valor específico e não - perecíveis, onde qualquer aumento no
frete acarreta uma diminuição da margem de lucro. Ex.: Granéis.
•Sujeito à intempéries como inundações ou seca.
•Baixíssima velocidade.
Transporte Hidroviário Marítimo:
•Ideal para operações internacionais de longa distância.
•Possibilita o transporte em grandes quantidades.
•Usomaciço de cargas containerizada.
•Baixo índice de perdas e danos.
•Confiabilidade e rapidez baixa.
Transporte Terrestre Ferroviário:
•Cargas com a relação valor x peso ou valor x volume, menores (menor valor
agregado).
•Geralmente se concentram em insumos e para médias distâncias.
•Gasta - se 80% do tempo no processo de carga e descarga.
•Baixas velocidades.
Transporte Terrestre Rodoviário:
•Ideal para curtas distâncias.
•Possibilita trabalhar o sistema porta a porta.
•Propício para produtos acabados ou semi - acabados.
•Alta frequência e disponibilidade.
CARACTERÍSTICAS DOS MODAIS DE TRANSPORTE
MULTIMODALIDADE
É a integração de mais de um modal de transporte no sentido de integrar uma
Cadeia de Distribuição, permitindo:
•
•
•
•
Integrar serviços de mais de um modo de transporte.
A livre troca de equipamentos entre os diversos modais.
A criação de serviços agregados que utilizam em todos os modais.
Ganhos de escala difíceis de atingir quando se utiliza uma única modalidade.
Tipos de multimodalidade:
A) Ferro - aeroviário; B) Ferro - dutoviário; C) Rodo - aéreo; D) Rodo - hidroviário;
E) Rodo - dutoviário; F) Hidro – dutoviário; G) Hidro - aéreo; H) Aéreo - Dutoviário
MULTIMODALIDADE
O Brasil está passando por um momento de transição, em função de
processos de privatização de ferrovias e portos, execução de obras de infra-
estrutura e iniciativa de vários embarcadores e PSL´s.
Os tipos de produtos predominantemente transportados por mais de 1
modal são commodities, como minério de ferro, grãos e cimento, todos de
baixo valor agregado.
Para produtos de maior valor agregado, o fluxo de transporte
multimodal ainda é inexpressivo no Brasil. NosEUA, o transporte
rodoferroviário cresceu 50% na década de 90.
Multimodalidade Rodo-Ferroviário
Container on flatcar – 1 container sobre um vagão
rodoviário, podendo fazer o doublestack para
aumentar a produtividade.
Trailer on flatcar (piggyback) – carreta (semi-reboque)
sobre um vagão plataforma, reduz custos com
transbordos entre modais.
Car less – uma carreta é acoplada num vagão
ferroviário.
Pesquisar no laboratório:Rodotrilho da Coca-Cola,
Brahma,OPP Trikem,Gessy Lever ou UPS.
..\mapa_multimodal Brasil ANTT.pdf
Países Área(Km2)
(A)
RedeRodoviária
total(Km)
(B)
RedeFerroviária
(Km)
(C)
B/A C/A
EUA 9.363.398 6.303.770 177.712 0,673 0,019
França 551.000 1.502.964 32.579 2,728 0,059
Japão 377.682 1.113.387 20.251 2,948 0,054
Índia 3.285.000 1.604.110 62.486 0,488 0,019
México 1.969.269 213.192 26.445 0,108 0,013
Itália 301.262 293.799 15.942 0,975 0,053
Espanha 504.750 237.904 12.601 0,471 0,025
Brasil 8.511.965 1.495.087 30.277 0,176 0,004
Argentina 2.792.000 207.630 34.059 0,074 0,012
RELAÇÃO MALHA X ÁREA
IMPACTOS DA INTERNET SOBRE O TRANSPORTE
Pulverização das entregas;
Surgimento de portais de Transporte;
Rastreabilidade de carregamentos.
PULVERIZAÇÕES DAS ENTREGAS
Entrega direta pelos Fabricantes – pela Internet tornou-se possível para
Fabricantes e produtos de alto valor agregado, a comercialização direta para
os consumidores, eliminando da cadeia de suprimentos distribuidores e
varejistas.
Ex: Gateway e Dell que utilizam vendas diretas com Transportadores de alta
capilaridade e TI como roteirizadores. Este transporte é marcado por um curto
transit time e grande flexibilidade na entrega, geralmente entre 1 e 2 dias.
Estão sendo estruturados portais que fazem a intermediação entre
Transportadores e Embarcadores . Esse tipo de modelo é caracterizado
pela contratação de transporte spot.
O portal recebe os dados do embarcador, compara com a oferta de
transporte disponível e tenta ao mesmo tempo obter as melhores
condições para o embarcador.
SURGIMENTO DE PORTAIS DE TRANSPOERTE
www.portaldotransporte.com.br
EXERCÍCO NO LABORATÓRIO
1 - Pesquise a distância entre: Rio x SP; BH e DF;
2 - Fortaleza x Manaus; Curitiba x Salvador; Cuiabá x Florianópolis e
João Pessoa x Campo Grande.
3 - Calcule o frete de 100 caixas com dimensões 30cm x 30cm x 30cm,
cada uma pesando 3kg, valor declarado de R$50,00 cada caixa para
cada uma das rotas supracitadas.
4 - Defina o custo de transporte de cada caixa, por quilo e por km para
cada rota.
Empresas de courier, agências marítimas, transportadores
rodoviários, ferroviários e OPL´s estão utilizando cada vez
mais a Internet para disponibilizar o status dos carregamentos
para seus clientes.
A FEDEX, que fatura 15 bihões de dólares por ano, desde o
início da década de 90 oferece serviço de rastreamento para
seus clientes.
RASTREABILIDADE DE CARREGAMENTOS
Principal Responsável pelo Transporte de Cargas no Brasil
61,1%
13,6%
4,2%
0,4%
Rodoviário
Ferroviário
Aquaviário
Dutoviário
Aéreo
20,7%
Matriz de Transporte de Cargas no Brasil
Fonte: ANTT(2005)
TRANSPORTE RODOVIÁRIO
MUITO OBRIGADO!
Profº: Marcus Vinícius de Melo Pereira
Bibliografia Básica
VALENTE, A. Mattar. NOVAES, Antônio Galvão. PASSAGLIA, Eunice. VIEIRA, Heitor.
Gerenciamento de Transporte e Frotas. 2 ed. Revista. São Paulo: Ed. CENGAGE Learning,
2009.
DIAS, Marco Aurélio P. Administração de materiais: uma abordagem logística. 4.ed. São
Paulo: Atlas,2007.
NOVAES, Antônio Galvão. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição. 3 ed. Rio de
Janeiro: Ed. Campus, 2007.
FLEURY, Paulo Fernando,WANKE,Peter, FIGUEIREDO, Kleber Fossati. Logística e
gerenciamento da cadeia de suprimentos:planejamento do fluxo de produtos e dos recursos.
São Paulo: Atlas, 2000.
Logística Empresarial – perspesctiva brasileira de Paulo Fleury, Peter Wank e Kleber
Fossati.Editora Atlas e COOPEAD – UFRJ 2006.
Bibliografia Complementar
BERTAGLIA, Paulo Roberto. Logística e gerenciamento da cadeia de abastecimento. São
Paulo,2006.
FLEURY, Paulo Fernando,WANKE,Peter, FIGUEIREDO, Kleber Fossati. Logística empresarial:a
perspectiva brasileira. São Paulo: Atlas, 2000.
MARTINS, Petrônio Garcia. Administração de materiais e recursos patrimoniais. 2ed.São
Paulo: Saraiva, 2009.-

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