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SAUDE DA CRIANCA E DO ADOLECENTE E SAUDE DA MULHER

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Adaptações 
Maternas durante a 
Gravidez 
Tailma Silva Lino de Souza 
GRAVIDEZ - processo fisiológico, traz ao organismo série de mudanças 
físicas e emocionais (BRASIL, 2000 apud GERK; FREITAS e NUNES, 2010). 
 
O organismo da mulher sofre mudanças durante a gravidez, afim 
de reorganizar a função de todos os órgãos e aparelhos de forma 
harmônica, para redefinir um novo equilíbrio adaptativo para a 
presença do feto em crescimento. 
 
Adaptações Maternas na gravidez 
• Sistema Cardiovascular 
 
Alterações ocorrem para satisfazer as demandas do útero e 
placenta, que necessitam de mais sangue e oxigênio. 
Volume sanguíneo: 1.500ml (40 a 50%) 
Débito Cardíaco: 30 a 50% 
Frequência Cardíaca: 10 a 15 bpm 
• Sistema Respiratório 
• Diminui o espaço disponível para os pulmões; 
• Diafragma sofre pressão do útero em crescimento; 
• volume de ar corrente 30 a 40% 
 
• Sistema Gastrintestinal 
• progesterona influência o relaxamento da musculatura 
lisa que resulta em retardo do esvaziamento gástrico e 
diminuição da peritalse. 
 
 
• Sistema Renal/Urinário 
 
Alterações influenciadas pelo estrógeno e progesterona, 
pressão advinda crescimento do útero e aumento do volume 
sanguíneo. 
 
• Sistema Musculoesquelético 
Alterações progressivas, influenciadas pelos hormônios, 
crescimento fetal e peso materno 
 
• Alterações Posturais 
 
 
• Sistema Endócrino 
 
As alterações hormonais são essências para atender as 
necessidades do feto em crescimento. 
 
• Glândula Tireoide 
Torna-se mais vascularizada, aumentando sua atividade 
durante o primeiro semestre 
 
Adaptações Maternas na gravidez 
• Glândula Hipófise 
 
• Lobo anterior de hipófise (Adenoipófise) 
 
Hormônios Ações 
FSH e LH Inibidos durante a gestação, provavelmente por a ação do HCG 
produzido pela placenta e corpo lúteo 
PROLACTINA Durante a gravidez ocorre o aumento do número de 
lactrófagos. 
Capacidade de induzir a produção de leite 
HORMÔNIO 
ESTIMULADOR DE 
MELANÓCITOS 
Elevação dos seus níveis em decorrência da ação da 
progesterona. 
• Lobo posterior da hipófise (Neuroipófise) 
 
 Hormônio Ação 
 
 
OCITOCINA 
Produção aumenta à medida que o feto amadurece. 
O miométrio torna-se sensível à ação da ocitocina próximo 
a termo. 
Tem como antagonista a progesterona. 
• Secreção Placentária 
 
Hormônios Ação 
 
HCG 
 
Responsável pela manutenção do corpo lúteo, que secreta progesterona e 
estrogênios; 
Base para teste iniciais de gravidez; 
A produção máxima ocorre com 8 semanas. 
hPL Preparação das glândulas mamárias para a lactação 
Antagonistas da insulina, diminui a sensibilidade tecidual e/ou altera a 
capacidade de usar insulina 
RELAXINA Aumenta a flexibilidade da sínfise pubiana (pelve expande 
Dilatação uterina 
Acredita-se que suprima a liberação da ocitocina 
 
PROGESTERONA 
Espessamento do revestimento uterino na preparação para a implantação 
do ovo fertilizado. 
Inibe a contratilidade, auxilia no desenvolvimento das mamas 
 
ESTROGENO 
Aumento da vascularidade, que provoca vasodilatação 
Relaxamento das articulações e dos ligamentos pélvicos 
Associação a hiperpigmentação, alterações vasculares de pele. Auxilia no 
desenvolvimento do sistema ductal das mamas. 
• Sistema Tegumentar 
 
• A pele da gestante sofre uma hiperpigmentação, devido 
a alta produção de estrogênio e progesterona. 
Proliferação da microvasculatura em 
todo tegumento. 
Vasodilatação em toda periféria do 
organismo. 
Aumenta a produção e secreção do 
Hormônio Melanotrofico 
• Alterações Tegumentares 
 
Cloasma Linha Nigra 
 
 
 
 
Eritema Palmar 
 Estrias 
• Útero 
 
Alterações mais evidentes, já que durante a gravidez o útero 
exerce sua capacidade funcional e anatômica. 
Peso: 60/70g para 700/1.200g 
Volume: 10ml para 5L 
Comprimento: 7cm para 30cm 
Largura: 4/5cm para 24cm 
Espessura: 2/3cm para 22cm 
 
• Miométrio 
 
Composto de fibras musculares, colágeno e matriz extracelular. 
 Hiperplasia 
Fibras Musculares Hipertrofia 
 Alongamento 
 
 
Sinal de Hegar positivo: Amolecimento e alteração da 
consistência do segmento uterino inferior. 
• 12 semanas: permanece na cavidade pélvica 
• 20 semanas: a nível da cicatriz umbilical 
• 36 semanas: Alcança o nível mais elevado - Processo 
Xifóide. 
• 38 a 40 semanas: A altura uterina cai conforme o feto 
começa a descer. 
• Colo uterino 
 
Sinal de Goodel: amolecimento devido a vasocongestão. 
As glândulas cervicais aumentam de tamanho e número, aumentando 
a produção de muco cervical. 
 
• Vagina 
Aumento da vascularidade, que resulta em congestão pélvica e 
hipertrofia da vagina como preparação para distensão necessária para 
o momento do parto. 
Secreção vaginal aumenta de quantidade e torna-se mais ácidas. 
• Mamas 
Torna-se mais volumosas, sensíveis á contato e crescem, sob 
influência do estrógeno, progesterona e prolactina. 
 
Rede de Haller Sinal de Hunter/Aréola Secundária 
 
 
 
 
 
 Tubérculos de Montgomery 
 
 
 
• Mamas