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AGRAVO SEMANA 13

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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
JOÃO, brasileiro, solteiro, professor, RG..., CPF..., residente e domiciliado na rua nº, bairro, cidade, Estado. CEP..., vem por seu advogado com endereço profissional na rua nº, bairro, cidade, Estado, CEP..., nos autos de AÇÃO DE DESPEJO C/C COBRANÇA, movida por PEDRO, brasileiro, solteiro, jogador de futebol, RG..., CPF..., residente e domiciliado na rua nº, bairro, cidade, Estado, CEP..., vem inconformado com r, decisão de folhas tal..., com fulcro no art. 1015 do NCPC e seguintes, interpor:
 AGRAVO DE INSTRUMENTO
Para o Tribunal de Justiça, cujas razões seguem em anexo, comprovando-se o preparo 
Requer seja o prese4nte recurso recebido no efeito SUSPENSIVO de acordo com o art. 1019 do NCPC, pelos fundamentos expostos nas razões em anexo 
Requer ainda seja o recurso recebido e distribuído à uma das Câmaras cíveis do, 
 EGREGIO TRIBUNAL
Em cumprimento ao art. 1017 NCPC, inciso I, II, vem informar as peças que instruíram o agravo.
1- Cópia da inicial
2- A peça da contestação, ainda não se encontra nos autos 
3- Cópia da decisão agravada 
4- Cópia da intimação da decisão 
5- Cópia da procuração do agravante e do agravado
6- Contrato de locação
7- Cópia do de recibo de pagamento 
Por fim, vem o agravante informar o nome e endereço dos patronos das partes. 
PATRONO DO AGRAVANTE: Nome, OAB/UF, endereço profissional situado na rua, nº , bairro, cidade, Estado, CEP.
PATRONO DO AGRAVADO: Nome, OAB/UF endereço profissional situado na rua, nº, bairro, cidade, Estado, CEP.
 Nestes termos pede deferimento,
 Local/ data
 Advogado/OAB
DAS RAZÕES DO RECURSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO:
AGRAVANTE: JOÃO
AGRAVADO: PEDRO
JUIZO DE ORIGEM: 2º VARA CÍVEL DA COMARCA DE MINAS GERAIS
EGREGIO TREIBUNAL, não merece prosperar a respeitável decisão interlocutória proferida nos autos da ação de despejo c/c cobrança que concedeu a liminar para desocupação do imóvel, haja vista estar a decisão em desacordo com lei 8245/91, conforme ficará demonstrado nas razões a seguir.
DA TEMPESTIVIDADE:
Conforme prevê o art. 1003 §5º do NCPC, o prazo para interposição do recurso saerá de 15 dias, contando da data ciência da decisão. Assim o agravante foi intimado em tal data sendo, portanto, tempestivo o presente recurso. 
DO EFEITO SUSPENSIVO:
De acordo com o art. 100, I do NCPC, poderá ser concedido o efeito suspensivo ao recurso de agravo
No presente caso, resta evidenciado que a manutenção da concessão do efeito suspensivo, considerando que a manutenção da decisão agravada causará prejuizo ao agravante, pois tem contra si uma decisão que determina a desocupação do imóvel que serve como sua residência 
É certo que a desocupação do imóvel acarretará despesas com mudança e locação de outro imóvel, causando prejuízo ao agravante, que ao final demonstrará o direito de manter-se no imóvel locado e a continuidade do contrato de locação. 
DO MÉRITO:
O agravante e o agravado, firmaram contrato de locação, porém após ano de regular cumprimento da avença, o locatário passou a enfrentar dificuldades financeiras. 
O agravado, depois de quatro meses sem receber o que lhe era devido, ajuizou ação de despejo cumulada com cobrança de aluguéis perante a 2ª Vara Cível da Comarca de Juiz de Fora/MG, requerendo, ainda, antecipação de tutela para que o réu/locatário fosse despejado liminarmente, uma vez que desejava alugar o mesmo imóvel para Francisco. O magistrado recebe a petição inicial, regularmente instruída distribuída, e defere a medida liminar pleiteada, concedendo o prazo de 72 (setenta e duas) horas para João desocupar o imóvel, sob pena de multa diária de R$ 2.000,00 (dois mil reais). 
No entanto não merece prosperar aprovada, pois foi concedida a liminar de despejo sem a observância do disposto no art. 62I, alíneas de "a” a “d” da LEI 8245/91.
Não restam dúvidas, de que ao agravante deveria ter sido oportunizada a possibilidade de manutenção do contrato de locação, mediante concessão do prazo e 15 dias para o pagamento do débito existente, no entanto, o d. Magistrado, concedeu, de plano a liminar para desocupação do imóvel, violando, assim, direito do locatário 
Ademais, pelo art. 5º do CF/8, prevê que a propriedade deve ter sua função social, assim como os contratos, sendo certo que o imóvel, ora em questão é destinado a moradia do agravante que não pode, sem possibilidade de defesa, ter seu direito suprimido, sob pena de violação da dignidade da pessoa humana 
DO PREQUESTIONAMENTO:
Requer os nobres julgadores que manifestem expressamente sobre a vedação dos seguintes dispositivos 62 II, alíneas "a” a "d" da Lei 8245/91 e o art.5º CF, haja vista eventual possibilidade de interposição de recurso especial. 
DOS PEDIDOS:
Diante do exposto requer aos nobres julgadores que seja conhecido e provido o presente recuso concedido o efeito suspensivo, para ao final reforma a decisão interlocutória concedendo ao agravante o prazo legal para o pagamento do valor devido. 
 Nestes termos pede deferimento,
 Minas Gerais / data
 Advogado/OAB

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