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FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDONIA
CAMPUS ROLIM DE MOURA
DEPARTAMENTO DE AGRONOMIA
DEPARTAMENTO DE MEDICINA VETERINÁRIA
BROMATOLOGIA, ALIMENTOS E NUTRIÇÃO ANIMAL. 
(Exercícios Alimentos e Alimentação)
Acadêmico: Lorrayne de Oliveira Rodrigues , 201511112 Data: 05/09/2015
Por que o milho é considerado como padrão como alimento energético?
R: Devido a sua composição de ter elevada quantidade de amido, sendo considerado um grão concentrado com grandes quantidades de carboidratos e lipídios que fornecem energia aos animais.
Uma alimentação exclusiva a base de milho traz que problemas?
R: Traz deficiência em lisina e triptofano, vitaminas hidrossolúveis, cálcio e micro minerais.
Como pode ser utilizado o sorgo na alimentação de aves?
R: O sorgo é um alimento que pode ser utilizado em rações de aves, devido à sua composição energética ser semelhante à do milho e chegando a cerca de 95% do seu valor nutricional, porém existe a preocupação com a pigmentação da carne e ovos, a qual é prejudicada, se não houver a adição de algum agente pigmentante como açafrão, resíduo industrial de tomate e urucum.
Considere o uso excessivo de farelo de trigo para animais monogástricos e ruminantes.
R: Na parede celular do trigo apresenta polissacarídeos não amiláceos, ele possui maior teor de fibra que as demais fontes proteicas.
 Os animais monogástricos não possuem a capacidade enzimática de digerir celulose, arabinoxilano, beta-glucanos, pectinas, entre outros, chamados polissacarídeos não amiláceos. As enzimas endógenas dos não ruminantes não degradam ou o fazem com baixa eficiência. Estes elementos modificam a digestibilidade, o tempo de permanência e a viscosidade no trato digestivo. O maior problema apresentando por esses componentes é a variabilidade de sua concentração nas mesmas cultivares de uma safra para outra sendo necessário um monitoramento constante. O uso de enzimas exógenas e o processamento dos alimentos podem reduzir os efeitos negativos causados pelos polissacarídeos não amiláceos.
 Para os animais ruminantes o trigo é uma excelente fonte de micro-elementos minerais, como selênio, zinco e outros. Possui elevadíssimo teor de fósforo e desta maneira não deve ser utilizado em grande quantidade, máximo de 20-25% da ração concentrada, pois a ingestão elevada de fósforo pode causar a urolitíase obstrutiva (cálculos na uretra), principalmente em machos.
Qual o problema relacionado com o uso de “mandioca brava” na alimentação animal e como ele pode ser evitado?
R: Podem envenenar os animais, em virtude da presença de produtos chamados glicosídeos cianogênicos que, por sua vez, se transformam em ácido cianídrico, substância extremamente tóxica. O envenenamento dos animais com a ingestão de mandioca brava pode ser evitado facilmente, bastando picar as raízes onde deve ser secada (desidratada) ao sol, antes de ser dada aos animais.
Compare, para emprego em alimentação animal, a banana verde com a madura.
R: A banana verde é um material essencialmente energético na matéria seca contém 75% de amido; os açucares são encontrados em pequena quantidade ao redor de 1 a 2% na polpa fresca, na banana madura passa a se formar sacarose glicose e frutose em quase toda a sua totalidade. São pobres em proteínas ao redor de 6,0% e 3,3% em 100% de matéria seca respectivamente para bananas verdes e maduras. O que limita a utilização da banana verde na alimentação é a alta quantidade de taninos livres, dando um sabor adstringente que limita o seu consumo. Isto não ocorre na banana madura porque os taninos se ligam, desaparecendo o sabor adstringente.
O farelo de arroz pode ser usado em mais de 30% para o arraçoamento de suínos?
R: Não. O uso na alimentação de suínos é limitado em até 30%, pelo alto teor de fibra bruta e de fósforo. Segundo pesquisas a utilização de 30% de farelo de arroz, em dietas para suínos, não afetou o desempenho nas fases de recria e terminação. Já na percentagem de 40%, reduziram os dados de ganho de peso e conversão alimentar.
Pode se utilizar uma dieta exclusiva a base de arroz para animais?
R: Não, devido a presença de elevada quantidade de gordura, constituída principalmente de ácidos graxos insaturados, predispõe a peroxidação, favorece a multiplicação de fungos produtores de aflatoxinas, bem como, a rancificação oxidativa, comprometendo a qualidade do ingrediente e dificultando o armazenamento de grandes quantidades.
 O uso em grande quantidade pode ocasionar toucinho mole em suínos e diarreia em leitões, e em vacas leiteiras acarreta manteiga pouco consistente.
A utilização excessiva de arroz brunido pode causar “Paralisia de Chastek”.
Comente uso da cevada na alimentação animal.
R: Produção de malte, deficiência: Caroteno, Vit D, B2. Rico em niacina , muito utilizado emgado leiteiro em concentração de 40-60%, em equinos usar “achatada‟ , suínos “excelente alimento” , aves suplementar com Vitamina A e pigmentantes.
 Possui alto valor nutricional e disponível durante o ano todo, este subproduto natural contribui para a redução dos custos de produção na pecuária leiteira e de corte, além de promover aumento na produção de leite e ganho de peso em animais de engorda confinada. Elevada proporção de proteína. Alimento com excelente palatabilidade, o que favorece o aumento de consumo de alimentos ingeridos diariamente pelos animais.Alimento regulador das funções ruminais pelo seu poder tampão sobre o pH ruminal, contribuindo com a redução de casos de acidose e laminite.
Comente sobre o uso e os possíveis problemas relacionados ao centeio na alimentação animal.
R: Os grãos de centeio possuem valor energético semelhante ao de outros cereais de inverno e valor nutritivo em torno de 85 a 90% do de grãos de milho e contêm mais proteína e nutrientes digeríveis do que os encontrados em aveia ou em cevada. Se misturados na ração, devem participar em proporções não superiores a 20%, em virtude da reduzida palatabilidade e da elevada tenacidade quando mastigado. Em suínos não ultrapassar 10%, em leitões não utilizar (excessivamente laxativo) por esse motivo também não é muito aconselhável para aves. Digestibilidade negativa.
 O maior problema de sua utilização na alimentação é contaminação pelo fungo Claviceps purpurea entre o grão e a espiga produção de alcalóides tóxicos, Ergotamina, Ergotoxina , Esgotina que causam perturbações psiquicas e gangrenosas.
Há algum problema com o uso de aveia quando empregada na alimentação de aves?
R: Para aves o limite da utilização da aveia é o seu teor em fibra, não se aconselhando empregar mais do que 15% nas rações, pois as cascas são mal digeridas por esta espécie. Já a aveia descascada é um produto de alto valor, podendo ser utilizada sem restrições na alimentação das aves. 
Caracterize, de maneira geral, os alimentos de origem animal em relação aos de origem vegetal.
R:  Alimentos de origem animal são todos os alimentos de origem direta ou indireta dos animais. Incluem nesse grupo alimentos como mel, leite, ovos, carnes, queijo, entre outros, são os alimentos mais importantes como fornecedores de proteínas. Alimentos de origem vegetal são todos aqueles de origem direta ou indireta dos vegetais, são exemplos: as hortaliças, frutas e cereais, são alimentos que fornecem grande quantidade de vitaminas, fibras e sais minerais. 
Como pode ser feita a adulteração feita em farinha de carne?
R: Pode ser feita através da adição de ureia, adição de couro (detectado pelo nível de cromo), adição de conteúdo de vísceras, pele, cascos, chifres e penas.
Qual o principal limitante da farinha de sangue?
R: Do ponto de vista do teor de aminoácidos, é uma farinha rica em lisina, triptofano, fenilalanina e treonina, porém, é limitada pela isoleucina. 
Por que a farinha de penas pode ser usada para se obter retardo na maturidade sexual de poedeiras?
R: Porque a farinha de penas tem um baixo teor de lisina que é um aminoácido essencial para a maturidade sexual das poedeiras.
Qual o inconveniente do usode farinha de peixes acima de 10% para alimentação animal? Considere animais ruminantes e monogastricos em sua resposta.
R: O maior inconveniente é o sabor de peixes que pode deixar nos produtos. Para monogástrico limitar a 5% da dieta. O consumo pode estar limitado pelo alto teor de sal. Não fornecer a suínos e terminação. 
Ruminantes: Fonte de proteína de baixa degradabilidade ruminal. Não é recomendada para vacas de leite, porque pode alterar o sabor da manteiga pelo alto teor de gordura.
Comente sobre a utilização da farinha de ossos na alimentação animal.
R: As farinhas de ossos são uma ótima alternativa quando se precisa realizar o ajuste de fósforos nas rações. Estas farinhas são fabricadas com ossos oriundos da industrialização de carnes destinadas a embutidos ou então da coleta de retalhistas. Fundamentalmente a matéria inorgânica dos ossos está formada em sua maior parte por fosfato tricálcico são encontrados também fosfato de Mg, Carbonato de Ca, Fluoreto de Ca e traços de Cl- e SO4-2 alcalinos. 
Por que atualmente o uso de alimentos de origem animal esta restringido apenas para algumas espécies?
R: Não podem ser usados para ruminantes devido a doença da “vaca louca”. Não pode também em matrizes de suínos e aves, e em rações de animais que a carne é exportada. Só é liberada onde a carne e ovos serão consumidos no Brasil.
Comente sobre o uso de farinha de ostra na alimentação animal.
R: Garante um contínuo e eficaz suprimento de cálcio para a formação de ovos, diminui sensivelmente a ocorrência de ovos quebrados, aumenta o índice de postura e alisa a casca do ovo, melhora a qualidade do leite, evita a ocorrência de doenças ligadas à má conformação óssea e propicia ótimo aprumo, acelera a recuperação das matrizes para ova cobertura, antecipa a idade de monta, pois acelera o desenvolvimento corporal das fêmeas, diminui a idade do abate.
Comente sobre o uso de citros na alimentação animal.
R: Pode ser utilizada na alimentação animal em condições naturais, isto é, com alta quantidade de água ou pode ser ensilada. Entretanto para ser adicionada em ração há necessidade de ser dessecada, sendo então comercializada como polpa seca de citros ou farinha de citros. 
Valor nutritivo: é pobre em proteína digestível cerca de 2,5%, porém é rica em nutrientes digestíveis totais em torno de 74,0%. É rica em cálcio quando se adiciona cal a polpa, com a finalidade de separar a água podendo conter 2,0% de Ca, é pobre em P com apenas 0,15%.
Utilização: a polpa de frutos cítricos dessecados deve ser empregada preferivelmente na alimentação dos bovinos. A sua utilização para suínos e aves é limitada em face do alto teor em fibras para essas espécies. Para bovinos de leite pode-se utilizar 2,0 kg diários por cabeça, não alterando nesta quantidade o sabor do leite.
Comente sobre o uso de cana-de-açucar na alimentação animal.
R: A cana-de-açúcar possui um enorme potencial para uso na forma de forragem, em razão dos seus atributos: cultivada em todo o território brasileiro, cultura permanente de fácil implantação, requerendo poucos tratos culturais, produz elevados rendimentos de forragem (mais de 120 t/ha) em uma única colheita, exatamente no período de baixa disponibilidade de pasto, o que dispensa qualquer processo de conservação, possui elevado conteúdo de sacarose no colmo, mantendo um bom valor nutritivo por um período de tempo suficiente para ser colhida de acordo com a necessidade, durante a estação seca, e é bem consumida pelo gado (até 45 kg/vaca/dia de forragem verde). A cana-de-açúcar integral é uma forragem rica em energia (alto teor de açúcar), tendo como limitações os baixos teores de proteína, enxofre, fósforo, zinco e manganês. A inclusão de ureia, uma fonte de nitrogênio não-proteico (NNP) de baixo custo, para suprir nitrogênio aos microrganismos capazes de converter NNP em proteína microbiana, é favorecida em razão dos altos conteúdos de sacarose, prontamente fermentável, da cana-de-açúcar. Para ser utilizada eficientemente na alimentação de ruminantes, dietas baseadas em cana-de-açúcar precisam ser corrigidas com um suplemento mineral de boa qualidade. Estas correções associadas com a utilização de variedades melhoradas de cana-de-açúcar, com altos teores de açúcar e baixos teores de fibra proporciona alto consumo do alimento e melhor desenvolvimento do rebanho leiteiro.
Por que a farinha de torta de amendoim não e muito usada para a alimentação de aves e suínos?
R: Apesar do elevado nível protéico, a farinha de torta de amendoim não é comumente usada, para as rações destas espécies, devido não só ao inadequado equilíbrio em aminoácidos, mas principalmente por constituir bom substrato para o desenvolvimento do Aspergillus flavus, fungo produtor de aflotoxina que pode ocasionar alterações no aparelho reprodutor, com coberturas sem êxito, abortos, baixo peso ao nascimento e queda da produção de leite; baixa postura, ovos menores e menor índice de eclosão.
Em poedeiras, como o uso do girassol pode gerar o aparecimento de ovos manchados?
R: Devido à presença de ácido clorogênico que é tóxico e mancha as gemas. 	
Comente sobre a utilização do linho na alimentação de ruminantes e não ruminantes.
R: Ruminantes: ótima palatabilidade, laxante leve, pêlos bonitos e brilhantes. Uso de 5 a 10% na ração, mais que 0,5 kg/d = manteiga mole e facilmente rancificável.
Monogástrico: Não recomendável.
Comente sobre a utilização do coco na alimentação animal.
R: Deficiente em Lys, ácidos graxos de cadeia longa e saturados. Em ruminantes: ótima palatabilidade , vacas de Leite maior 2,0 kg/d, a manteiga fica excessivamente sólida, suínos (10%), gordura e toucinho bem consistentes e Aves (5%).
Comente sobre a utilização da mamona na alimentação animal.
R: Possui óleo de rícino, disponibilidade de PTN é baixa devido ao elevado teor de fibra bruta, aa limitantes Lys. E Trp. RICINA (folha) 10g/kg PV = perturbações nervosas, RICININA (semente) = gastroenterite hemorrágica. Em ruminantes – famílias detoxicadas 10% , em suínos e Aves não é recomendado.
Comente sobre o uso de óleos e gorduras na alimentação animal.
R: Existem vantagens e desvantagens:
Vantagens: permite energia das rações, fonte de ácidos graxos essenciais, melhora absorção de substâncias lipossolúveis, diminui a velocidade do transito digestivo, melhora a palatabilidade (até certo ponto), melhora a ingestão (até certo ponto), facilidade de produção de pellets.
Desvantagens: Em geral é a mais cara, elevadas quantidades trazem prejuízo à qualidade da ração, gorduras insaturadas podem diminuir a digestibilidade em ruminantes, podem causar rancificação (oxidação).
Comente sobre o uso do leite e derivados na alimentação animal.
R: Equilibrado na qualidade e quantidade de nutrientes Lactose, alta quantidade de riboflavina, Ca – Paracaseinato, boa fonte de Vitaminas hidrossolúveis, há fatores desconhecidos de crescimento, necessidade de suplementação de Vitaminas lipossolúveis e o o problema principal é o seu elevado custo.
Por que a utilização da soja sem tratamento térmico pode gerar hipertrofia de pâncreas?
R: Pela presença dos antitrípticosm que são proteínas, que quando presentes no trato intestinal prejudicam a digestão protéica levando a um aumento na produção de enzimas pelo pâncreas, com conseqüente hipertrofia deste órgão. 
O que ocorre com suínos, aves e ruminantes com a ingestão de farelo de algodão com altos níveis de gossipol?
R: O gossipol livre é um composto tóxico e sua utilização pode trazer sérios problemas aos animais como perda de apetite, edemas pulmonares e fígado hipertrofiado, necrose muscular cardíaca e problemas reprodutivos. O aumento na fragilidade dos eritrócitos tem sido relacionado ao consumo de gossipol e o excesso do mesmo no organismo pode levar o animal à morte.
Cite os principais fatores antinutricionais que podem ser encontrados na colza.
R: Seus fatores antinutricionais são os glucosinolatos e o ácido erúcico além disso contém tanino e sinapina, a qual tem sabor amargo, podendo apresentarefeitos adversos sobre a patabilidade.
Comente o uso de melaço na alimentação animal. Enfoque porcas em final de gestação em sua resposta.
R: O melaço é um subproduto da fabricação do açúcar de cana, em formato líquido, viscoso, não cristalizável. Na pecuária, é empregado, em grande escala, como elemento palatabilizante e energético de alto valor nutritivo na alimentação. Não é gerado na produção de álcool (vinhoto) ,100 açúcares: 25 a 50 de melaço, PB maior fração amidas, apresenta poder laxativo , níveis máximos para animais adaptados 25 a 35%, limites recomendados (kg/cab/d): Bovinos de engorda (6) , Vacas leiteiras (2,5 – 3), Equinos (2,5 – 3), Ovinos (0,5), Suínos (0,6). Em porcas em gestação, realiza aborto, leitões, sistema enzimático não desenvolvido para sucrose.
Qual o equivalente proteico da ureia? Quais os cuidados em seu emprego na alimentação animal?
R: A ureia, não é tida como estranha ao rúmem 1a GGM Adubo = Pecuária Branca,inodora, granulada, possui sabor amargo, pode causar intoxicação, inquietação, “Surdez”, tremores (pele e músculos), salivação excessiva, micção e defecação, respiração ofegante , incoordenação motora, enrijecimento das pernas, colápso respiratório e morte. O animal deve ser acostumado com a ureia, essa deve ser oferecida gradualmente até o limite máximo permitido pelo animal. Não se deve oferecer ureia para animais jovens e debilitados, a ureia deve totalizar no máximo 1% do total do consumo de matéria seca, no máximo 1/3 do nitrogênio da ração deve ser fornecido pela ureia, quando ela é incluída nos concentrados deve ser colocado 3%, deve-se oferecer um carboidrato de fácil assimilação, para facilitar a síntese microbiana.

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