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BAD RAGAZ

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BAD
RAGAZ
Giovanna Loterio Tybel
Fisioterapia
Vitoria
2017
BAD 
RAGAZ
 O objetivo deste trabalho é mostrar um
 pouquinho da história deste método
 que é tão importante para pessoas
 incapacitadas que necessitam de reabilitação.
 Professor responsável
 Fagner Salles
 Fisioterapia aquática
 Giovanna loterio tybel
 Vitoria 
 2017 
Bad Ragaz
História
O método foi desenvolvido em Bad Ragaz, na Suíça, em 1960;
Bad Ragaz é uma cidade Suíça construída em torno de um spa de água
morna natural com três modernas piscinas cobertas. Lá teve início a
utilização deste spa para exercícios aquáticos.
Tal técnica de exercícios se originou na Alemanha pelo Dr. Knupfer Ipsen;
O Dr. Knupfer aperfeiçoou o método introduzindo exercícios na horizontal. O
paciente, nessa posição, era auxiliado por flutuadores, posicionados em
volta do pescoço, na região pélvica, abaixo dos joelhos e tornozelos. Os
flutuadores circulares eram os únicos encontrados na época, por isso essa
técnica também é conhecida como Método das Argolas ou ainda Método dos
Anéis.
 Em 1967, o Dr. Zinn e equipe refinaram e modificaram os exercícios de
Knupfer;
Com o rápido crescimento do método de Facilitação Neuromuscular proprioceptiva
(FNP) ou Método Kabat, o doutor Zin e sua equipe desenvolveram movimentos
tridimensionais na diagonal, que foram adicionados ao padrão de Knupfer.
 Ai nda em 1967 os fisioterapeutas Bridget Davis e Verena Laggatt
incorporaram os padrões da FNP de Margareth Knott, no que resultou no
método dos anéis de Bad Ragaz (M ABR).
O método Bad Ragaz incorporou muitos princípios da FNP, adaptando-os ao meio
líquido. O corpo imerso na água reage de forma diferente que em solo, pois não há
pontos de fixação nem ação da gravidade.
Definição:
(...)
CONCEITO DO MÉTODO
BAD RAGAZ
É uma coleção de técnicas hidrocinesioterápicas desenvolvidas para aplicação em
Água quente, com objetivo de promover a reeducação, o fortalecimento, o
alongamento, o relaxamento muscular e a inibição do tônus. As propriedades físicas
da água como flutuação, turbulência, pressão hidrostática, tensão superficial e
capacidade térmica, é usada para facilitar a recuperação cinético-funcional em um
programa de relaxamento muscular, estabilização e exercícios resistidos progressivos.
A técnica pode ser utilizada passiva ou ativamente em pacientes ortopédicos, 01
reumáticos ou neurológicos. Os objetivos terapêuticos incluem redução de tônus 
muscular, pré-treinamento de marcha, estabilização de tronco, fortalecimento muscular 
e melhora da amplitude articular 
 
 
Comparação entre o método Bad Ragaz (BR) e Facilitação 
Neuromuscular proprioceptiva (FNP) 
 
O método bad ragaz incorporou muitos princípios da FNP, adaptando - os ao 
meio liquido. O corpo imerso na agua reage de forma diferente que em solo, 
pois não há pontos de fixação nem ação da gravidade. 
A FNP solicita movimentos a partir da estabilidade fornecida pela força da 
gravidade, o BR requer movimentos a partir da estabilidade fornecida pelo 
terapeuta, suas mãos são os únicos pontos de fixação. Na FNP, a resistência 
é aplicada manualmente. Movimentos pela agua promovem a resistência no 
BR, embora algumas vezes o terapeuta possa fornecer contra resistência 
manual. 
 
Objetivos:
Redução do tônus 
Relaxamento
Maior amplitude do movimento	
Reeducação muscular
Fortalecimento
Tração e alongamento da coluna
Melhoria do alinhamento e estabilidade do tronco
Preparação dos músculos para sustentação do peso
Restauração dos padrões normais de movimento, das extremidades inferiores e superiores.
Melhoria da resistência geral
Treinamento da capacidade funcional global
O método Bad Ragaz tem como benefícios:
Ganho da amplitude de movimento
Aumento da capacidade respiratória
Alongamento e relaxamento muscular
Aumento do nivel de consciência
Alivia das dores causadas por encurtamento muscular
Aumento da disposição
Equilíbrio energético
Aumento da consciência corporal
 02 
A técnica
Equipamentos:
Colar cervical
Flutuador pélvico
Flutuador de tornozelos
Temperatura da agua 34-35º C.
Paciente:
Paciente: 
Paciente: 
O paciente usa um flutuador cervical e um pélvico, na altura da L5- S2. Algumas vezes, pequenos anéis são colocados nas extremidades inferiores. O flutuador cervical serve para manter as orelhas do paciente fora da água, possibilitando ouvir as solicitações do terapeuta. 
Pequenos flutuadores colocados nas extremidades de MMII previnem o afundamento desses segmentos e possibilitam o alinhamento adequado da coluna. A mão do fisioterapeuta oferece apoio à região lombar, tanto ao sair quanto a o entrar nos flutuadores e nas mudanças de posição. 
Terapeuta: 
Terapeuta permanece a uma profundidade cuja água esteja na sua cintura, não mais 
profundo do que a região de T8 -T10 ou nível axilar; 
Pés do terapeuta de vem estar em uma distancia igual à largura dos ombros com os 
quadris e joelhos levemente flexionados, um pé posicionado mais à frente do outro. 
Empunhaduras – Contato pélvico, contato dorsal e contato de cotovelos. 
 
Técnicas aplicadas: 
1. Passiva: o paciente é movido na água para um alongamento de tronco, 
relaxamento e inibição de tônus. 
2. Isométrico: paciente mantém a posição enquanto é movido na água (posição 
fixa). A água provê a resistência através da sua velocidade de movimento. 
Promove contrações estabilizadoras. 
3. Isocinético: resistência graduada controlada pelo paciente. Terapeuta age 
com um posto fixador enquanto o paciente se movimenta. Terapeuta 
estabiliza uma parte do corpo enquanto o paciente determina a quantidade 
da resistência através da sua velocidade de movimento. 
4. Isotônico: resistência graduada e controlada pelo terapeuta, qual age como 
fator estabilizante, porém, este move assim que o paciente é movido na água. 
O Terapeuta pode assistir ou resistir o movimento.
03
Características:
Posicionamento horizontal
Com o auxilio dos flutuadores durante todo o tempo o paciente está posicionado horizontalmente na água. Alguns pacientes devem ser trabalhados de forma a adaptar-se ao meio liquido para posteriormente ser colocado nos flutuadores na posição para se trabalhar. Este posicionamento é interessante devido à tridimensionalidade que propicia a conduta terapêutica. Pode-se trabalhar rente a superfície da água, no entanto trabalhamos também para baixo, a forma que mais caracteriza a técnica são as diagonais dos movimentos que iremos dar mais ênfase em diante. 
Suporte de flutuadores em quadris, cabeça e extremidades dos MMII, o flutuador mais importante é o da cervical, ele está sempre presente e deve ser um flutuador de boa qualidade que possibilite um bom apoio na cabeça e que possibilite o paciente se sentir extremamente seguro. Apesar de ser denominado como sendo um flutuador cervical ele deve dar apoio na cabeça e não na cervical. Alguns flutuadores possuem amarras que são passadas no dorso e prendem-se na frente, recomendáveis para pacientes menos experientes e ou com medo e insegurança em meio fluido. O Flutuador de quadril deve ser um flutuador que respeite a mobilidade do paciente sem escapar dos quadris durante os movimentos mais expressivos e permanecer

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