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ED   INFLAMAÇÃO E REPARO TECIDUAL

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denominadas células de Langhans, são encontradas caracteristicamente na tuberculose. células gigantes com núcleos distribuídos irregularmente no citoplasma são conhecidas como células gigantes do tipo corpo estranho.
*A necrose é caseosa nos granulomas da tuberculose, gomosa nos granulomas da sífilis e tem aspecto granular e acidófilo nos granulomas esquistossomóticos na fase aguda. A gênese da necrose em inflamações granulomatosas não é bem conhecida. Necrose caseosa deve-se, em grande parte, à apoptose de macrófagos epitelioides, além de produtos excretados por macrófagos (enzimas, radicais livres etc.).
O que são Inflamações hipertrofiantes ou hiperplásicas ?
são inflamações crônicas que se acompanham de acentuada neoformação conjuntivovascular (fenômeno reparativo cicatricial exagerado) ou de hiperplasia de componentes do parênquima do órgão. Tais inflamações acometem, sobretudo, mucosas, tornando mais espessas e salientes suas formações anatômicas normais (papilas, dobras). As glândulas e os componentes da lâmina própria formam elevações sobre a superfície da mucosa (pólipos), e a inflamação é denominada poliposa (p. ex., retite, colite, cistite poliposas). A esquistossomose intestinal pode induzir inflamação hiperplásica, resultando nas formas poliposa e pseudotumoral da doença. As lesões apresentam-se como massas duras, formadas por tecido fibroso contendo numerosos granulomas esquistossomóticos fibrosados, geralmente com ovos e restos de ovos calcificados.
*Inflamações crônicas podem ter aspecto de inflamações esclerosantes, nas quais a neoformação fibrosa excessiva e sua retração subvertem profundamente a arquitetura do órgão e suas funções, causando outra doença (fibrose do órgão), independente da inflamação primária (p. ex., fibrose pulmonar secundária a pneumonites intersticiais induzidas por radiação ou por autoagressão imunitária).
Manifestações sistêmicas e regionais de inflamações
Inflamações localizadas podem acompanhar-se de manifestações sistêmicas, as quais têm as mesmas características daquelas observadas diante de outros tipos de agressão. Células do exsudato em grande quantidade podem exacerbar alguns dos componentes da reação de fase aguda. O aumento de volume dos linfonodos que drenam uma área inflamada (vulgarmente denominado íngua) é a manifestação regional mais comum de inflamações. Essa linfadenomegalia satélite decorre de dois fenômenos, isolados ou concomitantes: (1) o agente inflamatório libera antígenos que são levados aos linfonodos regionais, onde provocam reação imunitária com proliferação celular, aumentando o tamanho deles. É o estado reacional ou exaltação acima do normal da função do linfonodo devido a estimulação excessiva. (2) quando o agente etiológico é de natureza infecciosa e chega ao linfonodo, nele produz uma reação inflamatória com as mesmas características da inflamação da qual se originou; fala-se então em linfadenite (inflamação do linfonodo), que pode estar acompanhada de inflamação ao longo do vaso linfático (linfangite).
 Assinale V ou F para as afirmativas abaixo:
( f )A inflamação crônica sempre vai ser precedida de uma inflamação aguda.
(v) Na inflamação aguda temos vamos ter a presença de fenômenos exudativos (contração das células endoteliais, injúria endotelial e transcritose).
( ) A inflamação aguda nem sempre vai preceder uma inflamação crônica.
( ) Na inflamação crônica temos a presença de linfócitos e macrófagos, proliferação de vasos sanguíneos, fibrose e destruição tecidual.
( )Inflamações crônicas possuem predomínio da fase exudativa.
( ) Inflamações supurativas são aquelas em que há drenagem de material purulento entre as fáscias musculares.
( v)O granuloma é uma forma de inflamação crônica especifica.
(f) Os neutrófilos costumam ser as ultimas células a chegarem no foco inflamatório.
(v ) Em uma infecção a resposta infamatória pode ser mais danosa que o próprio microrganismo. 
Fale sobre as fases da ativação leucocitária.
Quais as formas visuais clinicas da inflamação crônica? Defina cada uma.
O abcesso dentoalveolar é que tipo de inflamação? Quais as células encontradas? Quais eventos ocorrem nesse tipo de inflamação?
É uma inflamação aguda.
Qual a diferença da inflamação crônica especifica e inespecífica?
Inespecífica (ou não-específica): esse tipo de inflamação é composto por células mononucleares associadas a outros tipos celulares; não há predominância de um tipo celular; em geral, são observados linfócitos, plasmócitos e macrófagos em quantidades variadas. Na Odontologia, com freqüência são vistas inflamações crônicas inespecíficas, causadas tanto por agentes físicos e químicos, quanto pelos biológicos. Exemplos são as gengivites crônicas, as pulpites crônicas, as mucosites etc.O termo "específico", oposto ao inespecífico, era utilizado para as inflamações granulomatosas, pois acreditava-se que esse tipo de inflamação era particular da tuberculose.
O que é tecido de granulação?
É aquele formado por vasos recém formados, por algumas células como macrófagos, neutrófilos e linfócitos e célula de algum componente fibroso.
O que é a reação de granulação?
O que é degeneração ?
Degeneração aplica-se a alterações morfológicas das células, não incluindo modificações no interstício. Ao lado disso, degenerações são sempre processos reversíveis, ou seja, lesões compatíveis com a volta da célula à normalidade após eliminada sua causa.
Como se dá o mecanismo de cicatrização e regeneração?
Na regeneração, o tecido morto é substituído por outro morfofuncionalmente idêntico; Em humanos, regeneração de tecidos adultos ocorre facilmente em órgãos com células que se renovam continuamente, como epitélios de revestimento e medula óssea; em órgãos com células estáveis, a regeneração ocorre a partir de células diferenciadas estacionadas em G0, de células-tronco ou de células progenitoras residentes. No fígado, regeneração completa é a regra após pequenas lesões necróticas, desde que haja preservação do estroma reticular. Com a morte de pequeno número de hepatócitos, os vizinhos são estimulados e entram em mitose, ocupando o lugar dos que desapareceram. A regeneração de hepatócitos após agressões agudas depende de fatores de crescimento liberados por células inflamatórias que migram para o local em que as células morreram ou por células vizinhas estimuladas por diferentes citocinas geradas na inflamação; TNF-a e IL-6 são fundamentais para se iniciar o processo. Em agressões crônicas, em que muitos hepatócitos estão sem condições de entrar em mitose, são acionadas células progenitoras e células-tronco residentes ou vindas da circulação, que entram em proliferação e se diferenciam em hepatócitos. Em tecidos em que as células não mais se dividem, a regeneração é muito mais difícil, mas pode ocorrer em algumas circunstâncias. Na musculatura lisa do intestino ou de artérias, lesões destrutivas sofrem cicatrização conjuntiva seguida de remodelação, sendo a cicatriz substituída por tecido muscular liso neoformado. Nos músculos esquelético e cardíaco, nos quais existem células-tronco, há tentativa de regeneração, mas geralmente sem sucesso: destruição de fibrocélulas é seguida de cicatrização conjuntiva e aparecimento de mioblastos sem diferenciação em miócitos. No tecido nervoso periférico, a regeneração de fibras nervosas ocorre com facilidade, mas é Cicatrização difícil no sistema nervoso central.
Na cicatrização, um tecido neoformado, originado do estroma (conjuntivo ou glia), substitui o tecido perdido. Cicatrização é o processo pelo qual um tecido lesado é substituído por tecido conjuntivo vascularizado, sendo semelhante quer a lesão tenha sido traumática, quer ocasionada por necrose. Em ambos os casos, o primeiro passo é a instalação de uma reação inflamatória, cujo exsudato de células fagocitárias reabsorve o sangue extravasado e os produtos da destruição tecidual. Em seguida, há proliferação fibroblástica e endotelial que forma o tecido conjuntivo cicatricial. Posteriormente,