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PLANO NACIONAL 
DE SEGURANÇA ALIMENTAR
 E NUTRICIONAL 
PLANSAN | 2016-2019
Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário | MDSA
Brasília, 2017 
PLANO NACIONAL 
DE SEGURANÇA ALIMENTAR
 E NUTRICIONAL 
PLANSAN | 2016-2019
Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário | MDSA
Brasília, 2017 
CÂMARA INTERMINISTERIAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL – CAISAN
OSMAR TERRA 
Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário - Presidente
Pleno da CAISAN 
CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA - ELISEU PADILHA 
MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E AGRÁRIO – OSMAR TERRA
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO – BLAIRO MAGGI
MINISTÉRIO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA, INOVAÇÕES E COMUNICAÇÕES – GILBERTO KASSAB
MINISTÉRIO DA CULTURA – ROBERTO FREIRE
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – JOSÉ MENDONÇA BEZERRA FILHO
MINISTÉRIO DA FAZENDA - HENRIQUE MEIRELLES
MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL – HELDER BARBALHO
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA – JOSÉ LEVI (Interino)
MINISTÉRIO DA SAÚDE – RICARDO BARROS
MINISTÉRIO DAS CIDADES – BRUNO ARAÚJO
MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES – JOSÉ SERRA
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – JOSÉ SARNEY FILHO
MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, DESENVOLVIMENTO E GESTÃO - DYOGO OLIVEIRA 
MINISTÉRIO DO TRABALHO – RONALDO NOGUEIRA
MINISTÉRIO DOS DIREITOS HUMANOS - LUISLINDA VALOIS
SECRETARIA DE GOVERNO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA - ANTÔNIO IMBASSAHY
SECRETARIA ESPECIAL DE AGRICULTURA FAMILIAR E DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO – JOSÉ RICARDO RAMOS ROSENO
SECRETARIA NACIONAL DE POLÍTICAS DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL 
SECRETARIA NACIONAL DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES – FÁTIMA LÚCIA PELAES
Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional.
 Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional - PLANSAN 
2016-2019. Brasília, DF: MDSA, CAISAN, 2017.
 73p. ; 28 cm.
 ISBN: 978-85-5593-008-9
 1. Políticas sociais, Brasil. 2. Segurança Alimentar e Nutricional, Brasil. 
3. Políticas Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Brasil. I. Minis-
tério do Desenolvimento Social e Agrário. 
CDU 304(81)
Secretário-Executivo da CAISAN
Caio Rocha
Departamento de Estruturação e Integração de Siste-
mas Públicos Agroalimentares – DEISP/SESAN 
Patrícia Chaves Gentil - Diretora
Coordenação-Geral de Monitoramento das Ações de 
Segurança Alimentar e Nutricional – CGMAS
Carmem Priscila Bocchi 
Juliane Helriguel de Melo Perini 
Marcel Petrocino Esteves
Natália Araújo de Oliveira
Pedro Flach Romani
Rafaela de Sá Gonçalves 
Kely Alves Costa
Comitê Técnico de Monitoramento do Plano de Segu-
rança Alimentar e Nutricional
Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário 
Carmem Priscila Bocchi
Dionara Borges Andreani Barbosa
Juliane Helriguel de Melo Perini
Luzia Maria Cavalcante de Melo
Rafaela de Sá Gonçalves
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – 
CONAB
João Marcelo Intini 
Maria do Socorro Oliveira
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desen-
volvimento Agrário 
Cibele Cristina Bueno de Oliveira
Ministério da Educação – FNDE
Renata Maineti Gomes
Ministério do Meio Ambiente
Andréa Arean Oncala
Nadinni Oliveira de M. Sousa
Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Ges-
tão 
Kalid Nogueira Choudhury
Rafael Luis Giacomin
Ministério das Relações Exteriores
Bianca Lucianne Fadel 
Marcos Aurélio Lopes
Ministério da Saúde
Eduardo Augusto F. Nilson 
Tatiane Nunes Pereira
Ministério do Trabalho 
Rinaldo Marinho Costa Lima
Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igual-
dade Racial
Carolina Carret Hofs
Desirée Ramos Tozzi 
Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricio-
nal – CONSEA
Ana Maria Segall Correa
Marina Godoi Lima
Colaboradores
Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário
Ana Flávia Souza
André Machado
Camila Batista M. Carneiro
Camila Salvador Cipriano
Carla Mota
Carlos Cleber 
Cintia Castro de Paula 
Daniella de Vicente Prado 
Elaina Carvalho Lemos de Oliveira
Elcio de Sousa Magalhães
Fernando Pachiega
Francisca Rocicleide Ferreira da Silva
Hetel L. dos Santos
Iara Monteiro
Iorrana Lisboa Camboim
Janine Giuberti Coutinho
João Paulo Sotero
Kathleen Machado
Luisete Moraes Bandeira 
Luna Borges P. Santos
Marcilio Ferrari
Mariana Wiecko Volkmer Castilho 
Mônica Schroder 
Milton Marques do Nascimento
Natália Isis Leite Soares 
Pedro Souza
Sávio da Silva Costa
Simone Moneta
Vera Lúcia Dolabella
Vitor Leal Santana
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento 
Ana Paula Bezerra Carvalho
Douglas Souza Pereira
Jorge Ricardo de Almeida Gonçalves
Kelma Christina dos Santos Cruz
Lucimeire Pilon
Maria Albanita Roberta de Lima
Milza Moreira Lana
Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comuni-
cações 
Luciane da Graça da Costa
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desen-
volvimento Agrário 
Geise Assis Mascarenhas
Ígor Teixeira
José Ubiratan R. Santana
Juliana Koehler
Letícia Mendonça 
Marcelo Piccin
Quener Chaves dos Santos
Ricardo França
Samuel de Albuquerque Carvalho
Úrsula Zacarias
Ministério da Educação - FNDE
Déborah Bosco Silva
Eliene F. de Souza
Sara Regina S. Lopes
Ministério da Fazenda
Ana Luiza Oliveira Champloni
Ministério da Integração Nacional
Daniela Cruz de Carvalho 
Irani Braga Ramos
Lorena Penna Romã 
Ministério da Justiça - FUNAI
Leiva Martins Pereira
Marco Antônio do Espírito Santo 
Priscila Ribeiro da Cruz
Ministério do Meio Ambiente
Gabriel Domingues
Larissa Rosa
Rafael Dantas de Morais
Ministério da Saúde
Amanda S. Moura
Érika Stefane de Oliveira Salustiano 
Marcus Pires
Núbia Silva Derossi
Paula Moreira
Rodrigo Martins de Vargas 
Simone Guadagnin
Vera Lopes dos Santos
Vera Maria Borralho Bacelar
Ministério dos Direitos Humanos
Fernanda Teixeira Reis
Secretaria de Governo da Presidência da República
Thaís Ponciano Bittencourt
Luisa Saboia
Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igual-
dade Racial
Fernanda Santa Roza Ayala Martins
Francinete Pereira da Cruz
Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricio-
nal – CONSEA Nacional
Aldenora Pereira
Ana Julia Colomeo
Ana Paula Bortoletto
Daniela Sanches Frozi
Edgard Aparecido de Moura
Elisabetta Recine
Elisama Silva
Elza Braga
Gleyse Peiter 
Maria Emilia Lisboa Pacheco
Natalie Beghin 
Pedro Kitoko
Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Seguran-
ça Alimentar e Nutricional – 
SE-CONSEA
Eliabe Kleiner do N. de Andrade
Luiz Antônio Dombek
Marcelo Silva Gonçalves
Marcelo Torres
Michelle Andrade
Mirlane Guimarães
Rafael Curado Fleury 
Roberta Marins de Sá
Rocilda Santos Moreira
Thais Lopes Rocha
Conselhos Estaduais de Segurança Alimentar e Nutri-
cional – CONSEAs Estaduais
Gil Marcos dos Santos
Marcos José de Abreu
Rosa Maria da Silva Barbosa
Câmaras Intersetoriais de Segurança Alimentar e Nutri-
cional – CAISANs Estaduais
Alcestes Ramos
Gisele Lopes Mourão
Lucileide Rodrigues dos Santos 
Maria Valdine Morais Milhomem
Projeto Gráfico:
Mariana Marques Ferreira
LISTA DE SIGLAS E ABREVIAÇÕES
AAS - Alimentação Adequada e Saudável
ABIA – Associação Brasileira das Indústrias de Alimenta-
ção
ADA - Ação de Distribuição de Alimentos
AF - Agricultura Familiar
ANA - Agência Nacional de Águas
ANDI - Atenção Nutricional à Desnutrição Infantil 
ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária
ATER - Assistência Técnica e Extensão Rural
AUP - Agricultura Urbana e Periurbana
BFN – Biodiversity for Food and Nutrition
BPC - Benefício de Prestação Continuada
BRICS – Grupo de cooperação formado por Brasil, Rússia, 
Índia, China e África do Sul
BSM - Plano Brasil Sem Miséria
CadÚnico - Cadastro Único para Programas Sociais
CAISAN - Câmara Interministerial de Segurança Alimen-
tar e Nutricional
CEASA - Central de Abastecimento
CECANE - Centro Colaboradorem Alimentação e Nutri-
ção Escolar 
CELAC - Comunidade dos Estados Latino-Americanos e 
Caribenhos
CGAN - Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição
CGEQP – Coordenação-Geral de Equipamentos Públicos 
de Segurança Alimentar e Nutricional
CGMAS - Coordenação-Geral de Monitoramento das 
Ações de Segurança Alimentar e Nutricional
CGPCT – Coordenação-Geral de Apoio Povos e Comuni-
dades Tradicionais
CGPPCT - Coordenação Geral de Políticas para Povos e 
Comunidades Tradicionais
CIAPO - Câmara Interministerial de Agroecologia e Pro-
dução Orgânica
CNAPO - Comissão Nacional de Agroecologia e Produção 
Orgânica
CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científi-
co e Tecnológico
CNSAN - Conferência Nacional de Segurança Alimentar e 
Nutricional 
CODEVASF - Companhia de Desenvolvimento do Vale do 
São Francisco e do Parnaíba
CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento
CONSEA - Conselho Nacional de Segurança Alimentar e 
Nutricional
COP - Conferência das Partes sobre Mudança do Clima
CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
CSA - Comitê de Segurança Alimentar das Nações Unidas
DAP - Declaração de Aptidão ao Pronaf
DATASAN - Portal de Dados e Indicadores em Segurança 
Alimentar e Nutricional
DECOM - Departamento de Apoio à Aquisição e à Comer-
cialização da Produção Familiar
DEFEP - Departamento de Fomento à Produção e à Estru-
turação Produtiva
DEISP - Departamento de Estruturação e Integração de 
Sistemas Públicos Agroalimentares
DHAA – Direito Humano à Alimentação Adequada
DPMR - Diretoria de Políticas para as Mulheres Rurais
DSEI - Distrito Sanitário Especial Indígena
EAN - Educação Alimentar e Nutricional
Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
FAO - Organização das Nações Unidas para Alimentação 
e Agricultura
FIDA - Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola 
das Nações Unidas 
FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa-
ção
FUNAI – Fundação Nacional do Índio
FUNASA – Fundação Nacional de Saúde
GMC – Grupo Mercado Comum
GPTEs - Grupos Populacionais Tradicionais e Específicos
IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos 
Recursos Naturais Renováveis
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da 
Biodiversidade
ICN2 - 2ª Conferência Internacional de Nutrição
IDEC - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
INCRA - Instituto Nacional de Colonização e Reforma 
Agrária
INSAN - Insegurança Alimentar e Nutricional
IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada 
LOSAN - Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricio-
nal
MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abasteci-
mento
MATOPIBA - Acrônimo criado com as iniciais dos estados 
do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia
MCidades – Ministério das Cidades
MCTIC - Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e 
Comunicações
MDSA – Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário
MEC – Ministério da Educação
Mercosul - Mercado Comum do Sul
MF – Ministério da Fazenda
MI - Ministério da Integração Nacional
MJ – Ministério da Justiça
MMA – Ministério do Meio Ambiente
MRE – Ministério das Relações Exteriores
MS – Ministério da Saúde
MT - Ministério do Trabalho
NASF - Núcleo da Saúde da Família
ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
ODM - Objetivos de Desenvolvimento do Milênio
OIT – Organização Internacional do Trabalho
OMC - Organização Mundial do Comércio
OMS – Organização Mundial da Saúde
ONU – Organização das Nações Unidas
PAA – Programa de Aquisição de Alimentos
PAT – Programa de Alimentação do Trabalhador
PBF – Programa Bolsa Família
PCTs - Povos e Comunidades Tradicionais
PDA MATOPIBA - Plano de Desenvolvimento Agropecuá-
rio do Matopiba
PMA – Programa Mundial de Alimentos das Nações Uni-
das
PEC - Proposta de Emenda Constitucional
PeNSE - Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar
PGPM - Política de Garantia de Preços Mínimos
PGPMBio - Política de Garantia de Preços Mínimos para a 
Sociobiodiversidade
PGTA - Plano de Gestão Territorial e Ambiental
PIB – Produto Interno Bruto 
PL – Projeto de Lei
PLANSAB - Plano Nacional de Saneamento Básico
PLANSAN - Plano Nacional de Segurança Alimentar e 
Nutricional 
PMA – Programa Mundial de Alimentos das Nações Uni-
das 
PNAA - Política Nacional de Abastecimento Alimentar 
PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar
PNDS - Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde
PNGATI - Política Nacional de Gestão Ambiental e Terri-
torial de Terras Indígenas
PNSAN – Política Nacional de Segurança Alimentar e 
Nutricional
PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvi-
mento
PO – Plano Orçamentário 
POF - Pesquisa de Orçamentos Familiares
PoU - Prevalence of Undernourishment
PPA - Plano Plurianual
PPPs - Parcerias Público-Privadas
PR – Presidência da República 
PNRA – Programa Nacional de Reforma Agrária
PRONAF – Programa Nacional de Fortalecimento da Agri-
cultura Familiar
PRONARA - Programa Nacional de Redução de Uso de 
Agrotóxicos
PSE - Programa Saúde na Escola
RDC - Resolução da Diretoria Colegiada
REALI – Rede de Alerta e Comunicação de Riscos de Ali-
mentos
Resolução GMC – Resolução do Grupo Mercado Comum 
Mercosul
RGAA - Recursos Genéticos para Alimentação e Nutrição
SAF - Secretaria da Agricultura Familiar
SAGI – Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação
SAN – Segurança Alimentar e Nutricional
SBF - Secretaria de Biodiversidade e Florestas
SDH – Secretaria de Direitos Humanos
SEAD - Secretaria Especial da Agricultura Familiar e De-
senvolvimento Agrário
SEAF - Seguro da Agricultura Familiar
SEDR - Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento 
Rural Sustentável
SENAES - Secretaria Nacional de Economia Solidária
SENARC – Secretaria Nacional de Renda de Cidadania
SEPPIR – Secretaria de Políticas de Promoção da Igualda-
de Racial
SESAI - Secretaria Especial de Saúde Indígena
SESAN – Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e 
Nutricional
SISAN - Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nu-
tricional 
SISPLANSAN - Sistema de Monitoramento do Plano de 
Segurança Alimentar e Nutricional
SISVAN - Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional
SMCQ - Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade 
Ambiental
SNAS - Secretaria Nacional de Assistência Social
SPM - Secretaria de Políticas para as Mulheres
SPU - Secretaria do Patrimônio da União
SRHU - Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Ur-
bano
SUAS - Sistema Único de Assistência Social
SUASA - Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agro-
pecuária
SUS - Sistema Único de Saúde
SVS - Secretaria de Vigilância em Saúde
UBS – Unidades Básicas de Saúde
UC – Unidades de Conservação
Unasul – União de Nações Sul Americanas
UNFCCC - Convenção Quadro das Nações Unidas sobre a 
Mudança do Clima
Vigitel - Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para 
Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico
ÍNDICE 
1. APRESENTAÇÃO 11
2. INTRODUÇÃO 12
3. NOTAS METODOLÓGICAS 13
 3.1 Lições Aprendidas a partir de I Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PLANSAN 
 2012- 15) 12
 3.2 A V Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional 14
 3.3 Metodologia utilizada para a elaboração do II Plano Nacional de Segurança Alimentar 
 e Nutricional (PLANSAN 2016- 19) 15
4. CONTEXTUALIZAÇÃO 16
5. DESAFIOS 19
6. METAS _ 20
 Desafio 6.1 - Promover o acesso universal à alimentação adequada e saudável, com prioridade para as 
 famílias e pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional 20
 Desafio 6.2 - Combater a insegurança alimentar e nutricional e promover a inclusão produtiva rural em 
 grupos populacionais específicos, com ênfase em Povos e Comunidades Tradicionais e outros grupos 
 sociais vulneráveis no meio rural 23
 Desafio 6.3 - Promover a produção de alimentos saudáveis e sustentáveis,a estruturação da agricultura 
 familiar e o fortalecimento de sistemas de produção de base agroecológica 32
 Desafio 6.4 - Promover o abastecimento e o acesso regular e permanente da população brasileira à ali 
 mentação adequada e saudável 38
 Desafio 6.5 – Promover e proteger a Alimentação Adequada e Saudável da População Brasileira, com 
 estratégias de educação alimentar e nutricional e medidas regulatórias 43
 Desafio 6.6 - Controlar e Prevenir os Agravos decorrentes da má alimentação 48
 Desafio 6.7 - Ampliar a disponibilidade hídrica e o acesso à agua para a população, em especial a 
 população pobre no meio rural 50
 Desafio 6.8 - Consolidar a implementação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional 
 (SISAN), aperfeiçoando a gestão federativa, a intersetorialidade e a participação social 52
 Desafio 6.9 - Apoio às iniciativas de promoção da soberania, segurança alimentar e nutricional, do 
 direito humano à alimentação adequada e de sistemas alimentares democráticos, saudáveis e 
 sustentáveis em âmbito internacional, por meio do diálogo e da cooperação internacional 56
7. INDICADORES E MONITORAMENTO 60
 7.1 O Sistema de Monitoramento da SAN 60
 7.2 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a agenda da SAN 78
 PLANSAN | 2016-2019 11
1. APRESENTAÇÃO 
O II Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional 2016-2019 é constituído pelo conjunto 
de ações do governo federal que buscam garantir a segurança alimentar e nutricional e o direito 
humano à alimentação adequada à população brasileira.
Foi elaborado pela Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN), em 
conjunto com o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), a partir das 
deliberações da V Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Estas três instâncias 
conformam a governança da agenda de Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil.
A CAISAN foi criada pela Lei n° 11.346/2006 (Lei Orgânica da Segurança Alimentar e Nutricional) 
regulamentada pelo Decreto n° 6.273/2007. É composta atualmente por 20 ministérios e tem 
como principal atribuição coordenar a execução da Política e do Plano Nacional de Segurança 
Alimentar e Nutricional, tarefa bastante complexa dada a abrangência do escopo da segurança 
alimentar e nutricional (SAN) adotado pelo Brasil a partir de 2006 (Lei Orgânica) e levando-se em 
conta todas as condições que determinam as situações de insegurança alimentar e nutricional, 
associadas na maioria das vezes à situação de pobreza e à dificuldade de acesso às políticas pú-
blicas, como saneamento, água de qualidade, saúde e educação.
A despeito das inúmeras conquistas ocorridas nos últimos anos relativas à erradicação da fome 
e à diminuição significativa da extrema pobreza (que teve como consequência a saída do Brasil 
do Mapa da Fome das Nações Unidas), muitos ainda são os desafios que devem ser enfrentados 
no campo da segurança alimentar e nutricional no Brasil: a importância de se ampliar e fortalecer 
sistemas de produção de alimentos de bases mais sustentáveis, o crescente aumento do sobre-
peso/ obesidade e das doenças crônicas não transmissíveis, a promoção da oferta a alimentos 
saudáveis para toda a população, e a insegurança alimentar e nutricional de populações tradi-
cionais e específicas.
Convencida desta tarefa complexa – manter as conquistas e enfrentar os novos desafios relati-
vos à SAN – é que a CAISAN vem pautando sua atuação e apresenta o II Plano Nacional de SAN 
(PLANSAN 2016-2019). A elaboração do Plano foi pautada nas deliberações da V CNSAN. Foram 
consideradas as análises críticas e propostas de 1600 delegados provenientes de todo o Brasil, 
que apresentaram os desafios vivenciados na execução das políticas públicas nos seus municípios 
e territórios (ou não executadas).
Desta forma, destaca-se o papel da CAISAN no monitoramento da execução do novo Plano, cum-
prindo sua atribuição de ser a instância governamental responsável pela coordenação da Política 
Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional em nível nacional.
 Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional – CAISAN 
 
 Brasília, dezembro de 2016
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
12
2. INTRODUÇÃO
O Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – PLANSAN é o principal instrumento da 
Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, instituída pelo Decreto nº 7.272/2010.
Nele estão previstas as diferentes ações do governo federal que se propõem a respeitar, proteger, 
promover e prover o Direito Humano à Alimentação Adequada para todas as pessoas que estão 
no Brasil. 
De acordo Art. 3º do Decreto nº 7.272/2010, a elaboração do Plano será orientada pelas 08 (oito) 
diretrizes da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN) e deverá ser construído 
intersetorialmente pela Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN) 
com base nas prioridades estabelecidas pelo CONSEA a partir das deliberações da Conferência 
Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.
O Plano deverá: 
 I -  conter análise da situação nacional de segurança alimentar e nutricional;
 II -  ser quadrienal e ter vigência correspondente ao plano plurianual;
 III -  consolidar os programas e ações relacionados às diretrizes designadas no art. 3° 
e indicar as prioridades, metas e requisitos orçamentários para a sua execução;
 IV -  explicitar as responsabilidades dos órgãos e entidades da União integrantes do 
SISAN e os mecanismos de integração e coordenação daquele Sistema com os sistemas setoriais 
de políticas públicas;
 V -  incorporar estratégias territoriais e intersetoriais e visões articuladas das demandas das 
populações, com atenção para as especificidades dos diversos grupos populacionais em situação 
de vulnerabilidade e de insegurança alimentar e nutricional, respeitando a diversidade social, 
cultural, ambiental, étnico-racial e a equidade de gênero; e
 VI - definir seus mecanismos de monitoramento e avaliação.
 PLANSAN | 2016-2019 13
3. NOTAS METODOLÓGICAS
3.1 LIÇÕES APRENDIDAS A PARTIR DE I PLANO NACIONAL 
DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL (PLANSAN 
2012-15)
O I PLANSAN foi elaborado em 2011 envolvendo os órgãos componentes da CAISAN e o CONSEA, 
tendo sido aprovado pelos ministros que compõe a CAISAN em agosto de 2011. 
Com a aprovação do Decreto 7.272/2010 que estabeleceu as diretrizes da Política Nacional de 
Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN), a elaboração do I Plano buscou dar conta da amplitude 
do conceito de SAN e estabelecer os vínculos operacionais entre este conceito e os programas e 
ações governamentais, considerando as suas múltiplas interfaces.
O I Plano buscou concretizar a intersetorialidade, pressuposto da SAN, dando visibilidade e pro-
pondo um monitoramento sistemático dos programas e ações que deveriam, em última instância, 
garantir o direito humano à alimentação adequada da população brasileira, conforme determinado 
pela lei 11.346/2006.
A organização proposta para o Plano Plurianual do Governo Federal (PPA 2012-15) facilitou este 
processo. Foi estruturado por meio de programas temáticos e composto por metas e iniciativas 
que deixaram mais evidentes as ações estratégicas do governo federal, buscando articular um 
conjunto de esforços para atuação intersetorial. Os PPAs anteriores estavam organizados por 
“ações orçamentárias”, colocando em segundo plano o caráter estratégico da ação governamental.
O Programa Temático de SAN foi um dos primeiros programas construídos nesta nova metodologia, 
sendo considerado “modelo” no sentido de trabalhar a questão da intersetorialidade.
O Plano de SAN 2011-2015 não se restringiu a replicar o ProgramaTemático de SAN, pois várias 
ações afetas à SAN estavam distribuídas em outros Programas Temáticos. Novas metas também 
foram incorporadas. Ao final de um intenso processo de discussão dentro do governo e com a 
sociedade civil, o Plano foi elaborado e composto por 43 objetivos e 330 metas, sendo que 70% 
dessas metas tinham vinculação ao PPA.
Em 2013 iniciou-se o processo de revisão do I Plano, conforme estabelecido pelo Decreto 
7.272/2010. Constatou-se que o I Plano possuía muitas metas, o que dificultava o seu monito-
ramento, prejudicando inclusive o foco em questões mais prementes e sensíveis. A metodologia 
proposta para a revisão foi selecionar um conjunto de metas estratégicas e prioritárias, sem, con-
tudo, perder a amplitude do Plano original. Para tanto, foram realizadas oficinas intersetoriais por 
diretriz do Plano, e construído o Sistema de Monitoramento do PLANSAN - SISPLANSAN, sistema 
responsável pelo monitoramento do Plano.
Como  resultado,  o  PLANSAN 2012-2015 foi reorganizado em 38 objetivos, com 144  metas anua-
lizadas, atendendo demanda do Consea quando do primeiro monitoramento do Plano feito em 
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
14
julho de 2012. Em termos orçamentários, o I Plano de SAN contou com R$ 302, 92 bilhões ao 
longo dos quatro anos de sua execução, conforme tabela abaixo.
2012 2013 2014 2015 TOTAL
Autorizado R$ 75,44 bilhões RS 84,33 bilhões RS 85,53 bilhões R$ 89,02 bilhões R$ 334,32 bilhões
Executado 
(liquidado)
R$ 61,52 bilhões R$ 78,32 bilhões RS 80 bilhões R$ 83,08 bilhões R$ 302,92 bilhões
Obs.: os valores acima incluem as transferências do Programa Bolsa Família e a do Benefício de Prestação Continuada - BPC.
Foi instituído, em 2012, no âmbito da CAISAN, o Comitê Técnico de Monitoramento do I Plano 
Nacional de SAN. Em 2013 foi criado o SISPLANSAN, sistema pelo qual, semestralmente ou anual-
mente, os órgãos informam sobre a execução de suas respectivas metas. Em janeiro de 2014, 
por ocasião da IV Conferência + 2, foi publicado o documento “Balanço das Ações do PLANSAN 
2012-15 e, para subsidiar os debates na V CNSAN (novembro de 2015), foi elaborado o documento 
“Indicadores e Principais Resultados do PLANSAN 2012-15”.
Como resultado deste processo de monitoramento, podemos elencar os seguintes itens, consi-
derados como “aprendizados” para o II Plano:
O Plano deve ter um caráter estratégico, com metas claras e robustas em termos de impacto para 
a sociedade.
Deve comunicar quais os seus objetivos e os resultados, considerando o limite de quatro anos.
Importância de se incluir temas regulatórios.
Deve ter capacidade de monitorar vulnerabilidades específicas em termos de insegurança alimentar 
e nutricional e acompanhar agendas transversais: mulheres, juventude, indígenas, quilombolas, 
outros povos e comunidades tradicionais, população negra.
3.2 A V CONFERÊNCIA NACIONAL DE SEGURANÇA ALI-
MENTAR E NUTRICIONAL
A V Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional ocorreu durantes os dias 03 a 
06 de novembro de 2015, em Brasília/DF. Contou com a participação de 2.107 pessoas, sendo 
1.090 delegados estaduais, eleitos em Conferências Estaduais. Dos delegados estaduais, 835 
representavam a sociedade civil e 255 representantes do governo. 
A Conferência mobilizou mais de 50.000 pessoas, por meio da realização de 27 conferências 
 PLANSAN | 2016-2019 15
estaduais e do DF, 1.216 conferências municipais/regionais/territoriais que atingiram mais de 
3000 municípios (estimativa) e 5 Encontros Temáticos: (i) a atuação das mulheres na construção 
da soberania e da segurança alimentar e nutricional; (ii) água, soberania e segurança alimentar e 
nutricional; (iii) soberania e segurança alimentar para população negra e povos e comunidades 
tradicionais; (iv) SAN na Amazônia e (v) indígenas e SAN.
A metodologia de discussão da Conferência foi organizada através de 3 eixos temáticos: 
Eixo 1: Comida de Verdade: avanços e obstáculos para a conquista da alimentação adequada e 
saudável e da soberania alimentar.
Eixo 2: Dinâmicas em curso, escolhas estratégicas e alcances da política pública no campo da 
soberania e segurança alimentar e nutricional. 
Eixo 3: Fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar.
Podemos elencar algumas prioridades resultado da discussão da V Conferência:
• Criar ou ampliar ambientes favoráveis à alimentação saudável: escolas, locais de trabalho, 
locais de lazer; incentivando que estes e outros espaços possibilitem o acesso a alimentos 
de qualidade;
• Fortalecer a SAN significa construir ações que vão desde a produção até o consumo de 
alimentos;
• Promover o acesso à terra e ao território como condição inerente à SAN;
• Fomentar sistemas alimentares baseados na transição agroecológica;
• Promover os direitos dos povos indígenas e povos e comunidades tradicionais e garantir 
seu acesso a políticas públicas, principalmente aquelas voltadas para a agricultura familiar;
• Fortalecer as compras públicas da agricultura, fortalecendo o Programa de Aquisição de 
Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE);
• Reconhecer o protagonismo da mulher na implementação de vários programas tais como 
conservação de recursos naturais e necessidade de melhorar seu acesso às políticas públicas;
• Forte preocupação com a questão da disponibilidade hídrica, revitalização de bacias e 
nascentes.
3.3 METODOLOGIA UTILIZADA PARA A ELABORAÇÃO 
DO II PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E 
NUTRICIONAL (PLANSAN 2016-19)
A metodologia utilizada para a elaboração do PLANSAN 2016-2019 foi discutida e deliberada 
pelo Comitê Técnico de Monitoramento do PLANSAN da CAISAN.
Uma primeira e importante decisão foi a de que o novo Plano seria elaborado tendo como ponto 
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
16
de partida as propostas priorizadas e a Carta Política da V Conferência Nacional de Segurança Ali-
mentar e Nutricional – V CNSAN, realizada entre os dias 03 e 06 de novembro de 2015. Para tanto, 
foi elaborada uma matriz relacionando as prioridades propostas pela Conferência, as diretrizes 
da PNSAN e as metas e iniciativas de Programas Temáticos do Plano Plurianual (PPA 2016-2019).
Outra importante decisão, aprovada pelo Pleno Executivo da CAISAN, foi a opção pela estruturação 
do Plano a partir de grandes desafios a serem enfrentados nos próximos quatro anos, levando em 
conta as 8 diretrizes da PNSAN, totalizando 9 desafios.
Nos dias 09 e 10 de março de 2016 foi realizado um Seminário com o objetivo de subsidiar a 
construção do PLANSAN 2016-2019 por meio de debates e pactuações relativas aos desafios e 
metas que deveriam compor o novo Plano. Contou com a participação de cerca de 100 gestores e 
técnicos dos ministérios que compõem a CAISAN Nacional e de órgãos afins que executam ações 
relacionadas à SAN, além da participação da sociedade civil representada pelo CONSEA. 
Como resultado do seminário, foram pactuados os desafios e as metas para o novo Plano. Orien-
tou-se pela inclusão de metas que tratassem da agenda regulatória, de estruturação e normati-
zação de programas e ações, considerando que o sistema de monitoramento do Plano também 
envolverá agendas estratégicas junto ao Poder Legislativo.
Uma versão preliminar do Plano foi apresentada na XXI Plenária do CONSEA realizada em 29 e 
30 de março de 2016 e sua versão final aprovada pelo Pleno Executivo em 05 de maio de 2016. 
Salienta-se que a há uma forte correlação entre o PPA 2016-2019 e o II PLANSAN. Uma das 28 
Diretrizes Estratégicas do novo PPA aborda a questão do DHAA: “Garantia do direito humano à 
alimentação adequada e saudável, com promoção da soberania e da segurança alimentar e 
nutricional.” Além do Programa Temático de SAN o PPA 2016-2019 contém outros 53 Programas 
Temáticos. Em 15 deles encontramos metase iniciativas afetas à SAN.
O PLANSAN 2016-2019 optou por uma metodologia diferenciada. O Plano está dividido em De-
safios, metas e ações relacionadas. 
Desafios: refere-se a uma dimensão mais estratégica do Plano, expressando de forma direta quais 
os desafios que precisam ser enfrentados no campo da SAN. 
Metas: refere-se a um resultado final a ser alcançado nos próximos quatro anos, podendo ser de 
natureza quantitativa ou qualitativa. 
Ações Relacionadas: refere-se aos meios necessários para o alcance das metas.
O PLANSAN 2016-2019 é composto por 09 desafios, 121 metas e 99 ações relacionadas.
 PLANSAN | 2016-2019 17
4. CONTEXTUALIZAÇÃO 
Os avanços obtidos no acesso à alimentação no Brasil nos últimos anos é resultado de um conjunto 
de ações voltadas para o enfrentamento da fome e da pobreza, como o aumento real do salário 
mínimo, o crescimento do emprego formal, a progressiva expansão do Programa Bolsa Família, o 
fortalecimento do Programa Nacional de Alimentação Escolar, o apoio à agricultura familiar e o 
Programa Cisternas, entre outros.
Em 2014, estudo divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agri-
cultura – FAO/ONU revelou que o Brasil saiu do mapa mundial da fome: caiu para menos de 5% 
o indicador de população em subalimentação, limite abaixo do qual se considera que a fome já 
não é um problema estrutural para o país. 
A meta 2 do primeiro objetivo do milênio da ONU – “Redução da fome à metade do nível de 1990, 
até 2015” - também foi alcançada pelo Brasil, pois entre 1989 e 2006, a prevalência de desnu-
trição infantil aguda, principal indicador desta meta, foi reduzida a um quarto do valor inicial (de 
7,1% para 1,8%). 
O indicador da pobreza e da extrema pobreza tem importante relação com a segurança alimentar 
e nutricional, pois no Brasil, e, em muitos países, a ausência de renda é o principal fator que im-
pede os indivíduos de terem acesso aos alimentos. Ou seja, há alimentos suficientes à disposição, 
mas a falta de renda e sua injusta distribuição impossibilita este acesso à maioria da população. 
O índice de extrema pobreza no Brasil reduziu de 7,6% em 2004 para 2,8% em 2014 e o de 
pobreza de 22,3% para 7,3% em 2014, no mesmo período1. 
O índice de insegurança alimentar grave, medido pelo IBGE nas Pesquisas Nacionais por Amostra 
de Domicílios (PNADs) em 2004, 2009 e 2013 apontou uma diminuição significativa deste índice 
entre 2004 e 2009, cuja média nacional reduziu-se de 6,9% em 2004 para 3,2% em 2013. Em que 
pese as desigualdades ainda existentes, todas as análises deste indicador mostraram uma maior 
redução da insegurança alimentar e nutricional nas regiões norte e nordeste e entre os negros.
A respeito da produção de alimentos e do abastecimento alimentar, outra dimensão importante 
a ser observada quando se fala em segurança alimentar e nutricional, pode-se dizer que o Brasil é 
autosuficiente na produção dos alimentos básicos consumidos pela população, a exceção do trigo.
A agricultura familiar representa importante setor quando se fala na produção de alimentos para 
consumo interno, empregando 12,3 milhões de pessoas (74,4% do pessoal ocupado), e produzin-
do uma quantidade maior dos alimentos básicos consumidos internamente, quando comparado 
com a agricultura patronal2.
1 Cálculo feito pelo MDS, com base nos dados da PNAD 2014 e considerando a linha de extrema pobreza de R$ 77,00 e 
a de pobreza de R$ 154,00.
2 Segundo dados do Censo 2006, produziam 83% da produção nacional de mandioca, 69,6% da produção de feijão 
(sendo 76% do feijão-preto, 84% do feijão-fradinho, caupi, de corda ou macáçar e 54% do feijão-de-cor), 45,5% do milho, 38% 
do café (parcela constituída por 55% do tipo robusta ou conilon e 34% do arábica), 33% do arroz, 58% do leite (composta por 
58% do leite de vaca e 67% do leite de cabra), possuíam 59% do plantel de suínos, 51% do plantel de aves, 30% dos bovinos, 
e produzem 21% do trigo. A cultura com menor participação da agricultura familiar foi a soja (14%). Disponível em
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/agropecuaria/censoagro/agri_familiar_2006_2/notas_tecnicas.pdf
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
18
Segundo dados do Censo Agropecuário de 2006 foram identificados 4.366.267 estabelecimentos 
da agricultura familiar, correspondendo 84,36% dos estabelecimentos brasileiros. Não obstante, 
os agricultores familiares ocupavam uma área de 80,10 milhões de hectares, ou seja, 24% da 
área ocupada pelos estabelecimentos agropecuários no Brasil. Segundo o IBGE, estes resultados 
mostram uma estrutura agrária ainda concentrada no país, uma vez que, apesar de representarem 
15,6% dos estabelecimentos agropecuários, os agricultores não familiares ocupavam 75,9% da 
área ocupada. A área média dos estabelecimentos familiares era de 18,34 hectares, e a dos não 
familiares, de 313,3 hectares3. 
Destaca-se, ainda, a diversidade em que se expressa a agricultura familiar no Brasil. Ou seja, este 
contingente de agricultores familiares não se organiza de forma única ou homogênea. Além da 
questão econômica propriamente dita a agricultura familiar está associada a dinâmicas sociais, 
econômicas, políticas e culturais identificadas com a construção do conceito de SAN no Brasil4. De 
forma geral, o fomento à agricultura familiar garante a diminuição da pobreza e da desigualdade 
no meio rural, uma maior diversificação na produção de alimentos, o fortalecimento do abaste-
cimento alimentar em localidades distantes e a consequente dinamização das economias locais.
As principais políticas relacionadas à agricultura familiar são as de crédito (PRONAF), assistência 
técnica e extensão rural (ATER) e apoio à comercialização. Alguns números merecem destaque: 
na safra 2014/15, o PRONAF realizou cerca de 1,9 milhões de contratos, num valor total de 24 
bilhões de reais. Em 2013 foram beneficiadas 769.180 famílias com ATER. As compras públicas 
da agricultura familiar (PAA e PNAE) totalizaram 1,5 bilhão de reais em 2015.
O acesso à terra e ao território também é fator preponderante para a garantia de SAN. Situações 
de pobreza extrema e insegurança alimentar grave estão relacionadas às dificuldades relaciona-
das à impossibilidade deste acesso de forma plena. Em 2015, alcançamos 88.350.705 hectares 
de áreas reformadas, totalizando 974.855 famílias assentadas (dados de novembro de 2015)5.
Um dos principais desafios relacionados à SAN é a criação de um contexto favorável à adoção de 
hábitos alimentares mais saudáveis e adequados pela população brasileira. A implementação de 
políticas públicas que promovam uma alimentação adequada e saudável, baseada em alimentos 
in natura, tem ganhado cada vez mais espaço. 
A garantia integral do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) deve ser concebida a partir 
de duas dimensões: estar livre da fome e da desnutrição e ter acesso a uma alimentação adequada 
e saudável. Os dados das Pesquisas de Orçamentos Familiares (POF - 2002/2003 e 2008/2009) 
sobre disponibilidade domiciliar de alimentos são indicativos do padrão de consumo alimentar 
da população brasileira, que combina uma dieta tradicional, baseada no arroz e feijão, com ali-
mentos de baixo teor de nutrientes e alto valor calórico. O crescente consumo de produtos ricos 
em açúcares (sucos, refrigerantes e refrescos) e gorduras (produtos ultraprocessados) alia-se ao 
consumo de frutas e hortaliças aquém do recomendado.
3 Censo Agropecuário 2006, IBGE. Idem acima.
4 A Lei 11.346/2006, em seu artigo 3º, definiu o conceito de SAN: “A segurança alimentar e nutricional consiste na realiza-
ção do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o 
acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde querespeitem a diversidade 
cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis.”
5 Fonte: MDA. Disponível em: http://www.mda.gov.br/sitemda/pagina/acompanhe-a%C3%A7%C3%B5es-do-mda-e-in-
cra
 PLANSAN | 2016-2019 19
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS/IBGE) mostrou que, nos últimos 11 anos, a frequência 
de excesso de peso aumentou 14,2% na população masculina e 17,3% na população feminina. 
57% da população adulta está com excesso de peso e 21,3% com obesidade. Dados da Pesquisa 
de Orçamentos Familiares (POF 2008/2009) relevam que 1/3 das crianças de 5 a 9 anos já estão 
com sobrepeso e, na adolescência (13 a 15 anos) o excesso de peso ultrapassa os 20%.
Criado pela Lei 11.346/2006, o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – SISAN 
está completando 10 anos de existência, podendo ser constatados importantes avanços na sua 
institucionalização e fortalecimento, tais como a normatização do funcionamento da CAISAN e 
do CONSEA nacionais, a instituição da Política Nacional de SAN e a elaboração e monitoramento 
do primeiro e do segundo Plano Nacional de SAN. 
Os últimos 4 anos foram marcados por uma nova frente de atuação: a descentralização do SISAN. 
Todos os estados e o Distrito Federal aderiram ao Sistema, além de 129 municípios. Câmaras In-
tersetoriais e Conselhos de SAN estaduais e municipais foram criados e Planos de SAN estaduais 
e municipais, elaborados. 
Em relação ao funcionamento das Caisans e Conseas estaduais, pode-se dizer que esta é uma 
realidade marcada por diferentes níveis de amadurecimento e cenários políticos. De forma geral, 
estas instâncias estão em processo de estruturação e organização. 
Nesse contexto, 12 Unidades da Federação (Bahia, Ceará, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso 
do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins) já 
elaboraram seus Planos Estaduais de SAN. O Plano é um instrumento de gestão para coordenar 
intersetorialmente e monitorar as ações do Estado relativas à PNSAN. Por isso, atendendo aos 
princípios que regem o SISAN, sua construção deve ser pactuada com o Consea Estadual e reali-
zada atendendo às diretrizes apontadas pela Conferência Estadual de SAN. 
No âmbito dos municípios, a Caisan Nacional pactuou um novo fluxo de adesão com as Caisans 
Estaduais, em 2013. O novo fluxo de adesão coloca os estados como partícipes do processo. 
Significa dizer que, além da mobilização, os estados devem orientar, analisar e formalizar a adesão 
de seus municípios, enquanto que a Caisan Nacional ficou com a responsabilidade de referendar 
a adesão.
A Caisan Nacional vem desenvolvendo um conjunto de esforços voltados para a consolidação 
do SISAN. Realizou oficinas, seminários e eventos de capacitação; publicou materiais de apoio 
e repassou recursos para os estados estruturarem seus sistemas locais de SAN. Organizou uma 
rede de parceiros do SISAN, com o apoio de nove universidades públicas para apoiar estados e 
municípios na sua implementação, e, ainda, realizou o Mapeamento de Segurança Alimentar e 
Nutricional (MapaSAN), com o objetivo de coletar, no âmbito dos estados, DF e municípios, infor-
mações sobre a gestão da PNSAN, os componentes do SISAN e as ações e equipamentos públicos 
de Segurança Alimentar e Nutricional6.
6 http://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/portal/?grupo=155
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
20
5. DESAFIOS
O PLANSAN 2016-2019 foi construído com base em 9 grandes desafios, que possuem correspon-
dência com as 8 Diretrizes da PNSAN:
Desafio 1 - Promover o acesso universal à alimentação adequada e saudável, com prioridade 
para as famílias e pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional - Corresponde à 
Diretriz 1 da PNSAN;
Desafio 2 - Combater a Insegurança Alimentar e Nutricional e promover a inclusão produtiva 
rural em grupos populacionais específicos, com ênfase em Povos e Comunidades Tradicionais e 
outros grupos sociais vulneráveis no meio rural - Corresponde às Diretrizes 1, 2, 4, 5 E 6 da PNSAN;
MACRO DESAFIO: Promoção de Sistemas Alimentares Saudáveis e Sustentáveis
Desafio 3 - Promover a produção de alimentos saudáveis e sustentáveis, a estruturação da 
agricultura familiar e o fortalecimento de sistemas de produção de base agroecológica – Cor-
responde à Diretriz 2 da PNSAN;
Desafio 4 - Promover o abastecimento e o acesso regular e permanente da população brasileira 
à alimentação adequada e saudável – Corresponde à Diretriz 2 da PNSAN;
Desafio 5 – Promover e proteger a Alimentação Adequada e Saudável da População Brasileira, 
com estratégias de educação alimentar e nutricional e medidas regulatórias – Corresponde às 
Diretrizes 3 e 5 da PNSAN;
Desafio 6 - Controlar e Prevenir os Agravos decorrentes da má alimentação – Corresponde à 
Diretriz 5 da PNSAN;
Desafio 7 - Ampliar a disponibilidade hídrica e o acesso à agua para a população, em especial 
a população pobre no meio rural – Corresponde à Diretriz 6 da PNSAN;
Desafio 8 - Consolidar a implementação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutri-
cional (SISAN), aperfeiçoando a gestão federativa, a intersetorialidade e a participação social 
– Corresponde às Diretrizes 3, 8 da PNSAN e Diretriz SISAN;
Desafio 9 - Apoio a iniciativas de promoção da soberania, segurança alimentar e nutricional, 
do direito humano à alimentação adequada e de sistemas alimentares democráticos, saudáveis 
e sustentáveis em âmbito internacional, por meio do diálogo e da cooperação internacional – 
Corresponde à Diretriz 7 da PNSAN.
 PLANSAN | 2016-2019 21
6. METAS 
DESAFIO 6.1 - PROMOVER O ACESSO UNIVERSAL À ALI-
MENTAÇÃO ADEQUADA E SAUDÁVEL, COM PRIORIDADE 
PARA AS FAMÍLIAS E PESSOAS EM SITUAÇÃO DE INSE-
GURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
O Programa Bolsa Família atendeu, em dezembro de 2015, 13.936.791 famílias, correspondendo 
a 47.146.438 pessoas e uma despesa 27,6 bilhões de reais (ano de 2015).
No Cadastro Único de Informações Sociais (CadÚnico) estavam inscritas, no mesmo período, 
27.326.069 milhões de famílias (correspondendo a 80.954.053 pessoas). Mais de 20 programas 
sociais hoje utilizam a base do CadÚnico para delimitar o seu escopo de atuação.
Destaca-se que a partir de 2010 o CadÚnico iniciou uma força-tarefa no sentido de identificar e 
cadastrar famílias provenientes de grupos populacionais específicos, os chamados GPTEs7. São 
hoje 1.947.831 famílias identificadas como GPTEs (dados de janeiro/2016). A identificação destas 
famílias no Cadúnico procura dar visibilidade à diversidade dos povos e comunidades tradicionais 
(também de outros públicos específicos, como os catadores de material reciclável), propiciando a 
elaboração e implementação de políticas públicas específicas para estas populações.
Neste grupo, ainda temos desafios relacionados ao acesso aos alimentos. Mesmo reduzindo o 
déficit de altura para idade (desnutrição crônica) para as crianças de 0 a 5 anos de 32,6% para 
25,5% no caso de indígenas; de 18,6% para 11,5% no caso de quilombolas; de 32,2% para 25,1% 
no caso de ribeirinhos; 29,3% para 20,4% no caso de extrativistas; 20,7% para 12,4%8, estes 
números ainda estão bem acima da média nacional de 10,1% das crianças que estão inseridas 
no PBF, e a de 6,7%, medida pela PNDS em 2006.
O CadÚnico apresenta-se, desta forma, como um dos principais mecanismos de mapeamento da 
pobreza e das vulnerabilidades sociais, subsidiando a elaboração e monitoramento das políticas 
públicas de segurança alimentar e nutricional.
O aperfeiçoamento dos programas de transferência de renda para as famílias de baixa renda são 
imprescindíveis para a garantia da segurança alimentar e nutricional da população brasileira.
O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) constitui outra importante estratégia para o 
acesso à alimentação. O Programa tem cobertura universal paratoda a rede pública da educação 
básica e, em 2015, atendeu 41,5 milhões de alunos, representando um investimento da ordem 
de 3,7 bilhões de reais.
7 Os GPTEs incluem as famílias indígenas, quilombolas, ciganas, pertencentes a comunidades de terreiro, extrativistas, 
ribeirinhas, de pescadores artesanais, de agricultores familiares, de assentados da reforma agrária, de acampados, de benefi-
ciários do Programa Nacional de Crédito Fundiário, atingidas por empreendimentos de infraestrutura, de catadores de material 
reciclável, em situação de rua e de presos do sistema carcerário.
8 Fonte: Cadúnico 2014. SISVAN 2012-14. Elaboração SE CAISAN/MDS.
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
22
A relevância do PNAE para a SAN decorre ainda do seu potencial para a promoção da alimentação 
adequada e saudável. A universalização do Programa assim como a sua capilaridade permite o 
desenvolvimento de estratégias e ações de promoção de uma alimentação mais saudável, con-
forme será abordado no Desafio 5 – “consumo”.
TRANSFERÊNCIA DE RENDA
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
1.1
Transferir renda às famílias em situação de 
pobreza que atendam aos critérios de elegi-
bilidade, conforme as estimativas de atendi-
mento do Programa Bolsa Família. 
MDSA/SENARC
Programa 2019 
Objetivo 0619 
Meta 03U4
Ações relacionadas
1.2
Identificar quais as localidades e/ou municí-
pios prioritários, urbanos e rurais, por meio 
de parcerias com a sociedade civil orga-
nizada, para as ações de busca ativa para 
inclusão no Cadastro Único de famílias da 
população negra, dos povos ciganos e dos 
povos de terreiro/ povos e comunidades de 
matriz africana e demais GPTEs.
MDSA/SENARC _
1.3
Aperfeiçoamento do desenho do Programa 
Bolsa Família para aumentar o impacto na 
diminuição da pobreza. 
MDSA/SENARC
Programa 2019 
Objetivo 0619 
Iniciativa 05TP
1.4
Elaborar procedimentos que orientem os 
estados e municípios para a redução do 
número de famílias do PBF não acompanha-
das na saúde, utilizando, para análise, os 
registros dos acompanhamentos individua-
lizados.
MDSA MS
Programa 2019 
Objetivo 0374 
Iniciativa 05UF 
Iniciativa complementada
1.5
Acompanhar na Atenção Básica pelo menos 
73% de famílias beneficiárias do Programa 
Bolsa Família com as condicionalidades de 
saúde no Brasil e adotar estratégia para ex-
pansão da cobertura de acompanhamento 
nas grandes cidades.
MS
Programa 2019 
Objetivo 0374 
Meta 00SW 
Meta Complementada
1.6
Pagamento do Benefício de Prestação Con-
tinuada – BPC e da Renda Mensal Vitalícia 
– RMV à pessoa idosa, à pessoa com defi-
ciência e à pessoa com invalidez.
MDSA/SNAS
Ações Orçamentárias 00H5 
e 00IN 
 PLANSAN | 2016-2019 23
ALIMENTAÇÃO ESCOLAR
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
1.7
Oferta de alimentação escolar a 40 milhões 
de estudantes da rede pública de ensino, 
por ano, sendo 230 mil indígenas e 230 mil 
quilombolas 
FNDE
Ação Orçamentária 00PI 
- Apoio à Alimentação Es-
colar na Educação Básica 
(PNAE)*
*Repasse suplementar de recursos financeiros para oferta de alimentação escolar aos estudantes matricula-
dos em todas as etapas e modalidades da educação básica nas redes públicas e nas entidades qualificadas 
como filantrópicas ou por elas mantidas, nas escolas confessionais mantidas por entidade filantrópica e 
nas escolas comunitárias conveniadas com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, com o objetivo de 
atender às necessidades nutricionais dos estudantes durante sua permanência em sala de aula, contribuindo 
para o crescimento, o desenvolvimento biopsicossocial, a aprendizagem , o rendimento escolar dos estudan-
tes e a formação de práticas alimentares saudáveis.
DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
1.8
Implementação do novo marco legal da 
Ação de Distribuição de Alimentos, sob a 
égide do Direito Humano à Alimentação 
Adequada, respeitando os hábitos e cul-
turas alimentares, com foco nos territórios 
de maior vulnerabilidade, apontados pelo 
Mapa INSAN.
MDSA/SESAN/
DECOM
Programa 2069 
Objetivo 0615 
Iniciativa 05MZ 
Iniciativa complementada
Ação relacionada
1.9
Promoção do acesso dos pescadores e 
pescadoras artesanais em situação de inse-
gurança alimentar e nutricional à Ação de 
Distribuição de Alimentos à Grupos Popula-
cionais Específicos do Ministério do Desen-
volvimento Social. 
MAPA/Pesca
Programa 2052 
Objetivo 1129 
Iniciativa 05TL
 
 
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
24
DESAFIO 6.2 - COMBATER A INSEGURANÇA ALIMENTAR 
E NUTRICIONAL E PROMOVER A INCLUSÃO PRODUTIVA 
RURAL EM GRUPOS POPULACIONAIS ESPECÍFICOS, COM 
ÊNFASE EM POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS E 
OUTROS GRUPOS SOCIAIS VULNERÁVEIS NO MEIO RURAL. 
Apesar de a fome não ser mais considerada um problema estrutural, sabemos que a insegurança 
alimentar e nutricional ainda persiste em alguns grupos populacionais. Neste sentido, a construção 
e a execução de políticas diferenciadas e específicas, com base nos princípios do etnodesenvol-
vimento, que respeitem as culturas, as formas de organização social, as especificidades étnicas, 
raciais e as questões de gênero, é o caminho a ser perseguido. É preciso assegurar a continuidade e 
o aperfeiçoamento das políticas que ampliam as condições de acesso à alimentação dos que ainda 
se encontram mais vulneráveis à fome, de forma a também superar a desnutrição nestes grupos. 
Em 2015, a CAISAN realizou um estudo denominado “Mapeamento da Insegurança Alimentar e 
Nutricional a partir da análise do CadÚnico e do SISVAN”. O objetivo deste estudo foi realizar um 
diagnóstico dos territórios nos quais ainda persiste a insegurança alimentar e nutricional (INSAN), 
especialmente nos territórios onde residem Grupos de Populações Tradicionais e Específicas (GP-
TEs) incluídos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), a partir 
da análise da desnutrição de crianças menores de 5 anos acompanhadas pelas condicionalidades 
da saúde do Programa Bolsa Família (PBF).
O estudo avaliou 3,6 milhões de crianças menores de 5 anos participantes do PBF e calculou o 
déficit de altura para idade e peso para idade para cada um dos municípios brasileiros. Excluindo 
da análise aqueles com a média de déficit de altura para a idade abaixo 10,1% e utilizado o mé-
todo estatístico denominado “análise de cluster ou análise de agrupamentos” , foram encontrados 
159 municípios classificados como grupo de “muito alta vulnerabilidade”.
Estes 159 municípios possuem em média 32,2% de crianças com déficit de altura para a idade 
e 11,2% de crianças com déficit de peso para idade, 4,7 e 6,2 vezes maior, respectivamente, que 
a média nacional. Destes, 66 (41,5%) estão na região norte, 52 (32,7%) na região Nordeste, 21 
(13,2%) na região Sul, 12 (7,5%) na região Sudeste, 8 (5,0%) região Centro-Oeste.
Assim, um dos grandes desafios do Plano é, a partir deste diagnóstico, articular um conjunto de 
políticas para combater a insegurança alimentar e nutricional que ainda persiste nas localidades 
mapeadas.
Destaca-se, ainda, nesta seção, o Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais, calcado 
nas ações de ATER, com foco na promoção da SAN das famílias de povos indígenas e quilombolas 
que vivem na área rural e se encontram em situação de extrema pobreza.
 PLANSAN | 2016-2019 25
INSEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
2.1
Reduzir 25% do déficit de peso para idade 
de crianças indígenas menores de 5 anos 
acompanhadas nas condicionalidades de 
saúde do Programa Bolsa Família, por meio 
de ações articuladas no âmbito da CâmaraInterministerial de Segurança Alimentar e 
Nutricional (CAISAN), priorizando práticas de 
produção e alimentação que se relacionam 
com a sociobiodiversidade. 
CAISAN 
 
MS, SEAD, MMA, 
MAPA/Embrapa, 
MJ/FUNAI
Programa 2069 
Objetivo 0615 
Meta 04EQ 
Meta Complementada
2.2
Reduzir 20% do déficit de peso para idade 
de crianças quilombolas menores de 5 anos 
acompanhadas nas condicionalidades de 
saúde do Programa Bolsa Família, por meio 
de ações articuladas no âmbito da Câmara 
Interministerial de Segurança Alimentar e 
Nutricional (CAISAN), priorizando práticas de 
produção e alimentação que se relacionam 
com a sociobiodiversidade.
CAISAN 
SEAD, MMA, 
MAPA/Embrapa, 
SEPPIR
Programa 2069 
Objetivo 0615 
Meta 04ER 
Meta Complementada
2.3
Identificar os grupos e territórios mais vul-
neráveis em SAN, por meio do Mapeamento 
de Insegurança Alimentar e Nutricional, com 
o objetivo de subsidiar ações coordenadas 
e federativas de SAN.
CAISAN 
 
MJ/Funai, MS/
SESAI
Programa 2069 
Objetivo 0615 
Iniciativa 05MW 
Iniciativa Complementada
2.4
Registro, por meio das condicionalidades 
de saúde do Programa Bolsa Família (PBF), 
dados nutricionais de pelo menos 80% de 
crianças indígenas e quilombolas menores 
de 7 anos beneficiárias do PBF. 
MS/CGAN MDSA/SENARC
Programa 2069 
Objetivo 0615 
Iniciativa 05N3
Ações Relacionadas
2.5
Monitoramento da execução dos cardápios 
diferenciados das escolas indígenas e qui-
lombolas. 
MEC/FNDE
Programa 2069 
Objetivo 0615 
Iniciativa 05N0
2.6
Articular, por meio da CAISAN os sistemas 
de informação relacionadas a SAN e Sobera-
nia Alimentar existentes (SISVAN e SIASI).
MS 
SESAI 
SAS(CGAN)
─-
2.7
Realizar um diagnóstico dos grupos e ter-
ritórios da agricultura familiar e dos PCTs 
na região de implementação do Plano de 
Desenvolvimento Agropecuário – PDA Ma-
topiba. 
SEAD _
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
26
INCLUSÃO PRODUTIVA RURAL
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
2.8
Atender 350 mil famílias em situação de 
pobreza em uma estratégia de inclusão 
produtiva rural, por meio da oferta de assis-
tência técnica e extensão rural e do acesso 
a recursos de fomento e às tecnologias so-
ciais de água para produção.
MDSA/SESAN
Programa 2012 
Objetivo 1138 
Meta 04MX
2.9
Promoção da integração do Programa de 
Fomento às Atividades Produtivas Rurais, 
do Programa Nacional de Apoio à Captação 
de Água de Chuva e Outras Tecnologias de 
Acesso à Água (Programa Cisternas) e das 
demais ações do Programa de Universali-
zação do Acesso e Uso da Água (Programa 
Água para Todos) e das ações de sementes 
de qualidade e adaptadas ao território, por 
meio da articulação dos instrumentos de 
gestão, contratação e avaliação. 
MDSA/SESAN
Programa 2012 
Objetivo 1138 
Iniciativa 067S
2.10
Atender 100.000 famílias de povos e comu-
nidades tradicionais em situação de pobre-
za por meio de uma estratégia de inclusão 
produtiva rural, por meio da oferta de assis-
tência técnica e extensão rural e do acesso 
a recursos de fomento e às tecnologias so-
ciais de água para produção.
MDSA/SESAN
Programa 2069 
Objetivo 0615 
Meta 04ES
2.11
Atender 12.500 mulheres rurais em situa-
ção de vulnerabilidade social, fomentando 
suas atividades específicas, com foco na 
agroecologia.
SEAD
Programa 2012 
Objetivo 1138 
Meta 04MY
Ação Relacionada
2.12
Incentivo à produção aquícola de base fa-
miliar com ênfase na inclusão produtiva de 
pescadores e pescadoras artesanais, aqui-
cultores e aquicultoras familiares, quilom-
bolas, indígenas, assentados e assentadas 
da reforma agrária e pessoas do meio rural 
em situação de extrema pobreza. 
MDSA/SESAN 
MAPA/Pesca; 
MDA/SAF e 
CGPPCT
Programa 2069 
Objetivo 1138 
Iniciativa 067X
 PLANSAN | 2016-2019 27
ACESSO À TERRA E GESTÃO TERRITORIAL 
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
2.13
Constituir 6 reservas indígenas para atender 
os casos de maior vulnerabilidade de povos 
indígenas confinados territorialmente ou 
desprovidos de terras. 
MJ/FUNAI
Programa 2065 
Objetivo 1014 
Meta 040V
2.14
Delimitar 25 terras indígenas. 
MJ/FUNAI
Programa 2065 
Objetivo 1014 
Meta 040W
2.15
Titular 40.000 hectares em beneficio de 
comunidades quilombolas.
INCRA 
Programa 2034 
Objetivo 0987 
Meta 04F6
2.16
Publicar 60 Relatórios Técnicos de Identifi-
cação e Delimitação. 
INCRA 
Programa 2034 
Objetivo 0987 
Meta 04F7
2.17
Emissão de 20 Decretos de desapropriação 
por interesse social de territórios quilom-
bolas. 
INCRA 
Programa 2034 
Objetivo 0987 
Iniciativa 05MP
2.18
Emissão 40 Portarias de reconhecimento de 
territórios quilombolas. 
INCRA 
Programa 2034 
Objetivo 0987 
Iniciativa 05MQ
2.19
Ampliar a regularização fundiária de 12,9 
milhões de hectares para 17,9 milhões de 
hectares nas Unidades de Conservação Fe-
derais. 
MMA/ICMBio
Programa 2078 
Objetivo 1070 
Meta 04GR
2.20
Apoiar a elaboração e revisão de 20 Planos 
de Gestão Territorial e Ambiental - PGTA’s e 
a implementação de ações integradas em 
40 terras indígenas. 
 
 
MJ/FUNAI 
 
MMA
Programa 2065 
Objetivo 1013 
Meta 041D
2.21
Atender 40.000 famílias indígenas por ano, 
com projetos de etnodesenvolvimento vol-
tados à segurança alimentar e nutricional e 
à geração de renda. 
MJ/FUNAI
Programa 2065 
Objetivo 1013 
Meta 041B
Ações Relacionadas
2.22
Ampliar gradativamente de 180 para 250 
o número de terras indígenas fiscaliza-
das anualmente, com vistas ao usufruto 
exclusivo das terras e de seus recursos 
pelos povos indígenas. 
MJ/FUNAI
Programa 2065 
Objetivo 1014 
Meta 040Z
2.23
Executar ou apoiar pelo menos 30 pro-
jetos de recuperação e conservação am-
biental em terras indígenas. 
MJ/FUNAI MMA
Programa 2065 
Objetivo 1013 
Meta 041C
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
28
2.24
Aprimoramento de mecanismos intermi-
nisteriais de apoio e financiamento direto 
para projetos de etnodesenvolvimento 
elaborados por organizações indígenas. 
MJ/FUNAI
MDSA, SEAD, 
MMA
Programa 2065 
Objetivo 1013 
Iniciativa 04M4
2.25
Contribuição para a criação e aperfeiçoa-
mento de mecanismos para pagamento 
de serviços ambientais a povos indíge-
nas.
MJ/FUNAI MMA
Programa 2065 
Objetivo 1013 
Iniciativa 04M9
2.26
Proposição de normativa referente à 
atuação de agentes indígenas de Assis-
tência Técnica e Extensão Rural. 
MJ/FUNAI SEAD, MEC
Programa 2065 
Objetivo 1013 
Iniciativa 04M3
2.27
Aprimoramento do processo de regula-
rização dos territórios quilombolas por 
meio da normatização da titulação em 
terras públicas e privadas e normatização 
do levantamento fundiário e ambiental.
INCRA
Programa 2034 
Objetivo 0987 
Iniciativa 05MO
2.28
Avaliação de 46 mil hectares em imóveis 
inseridos em territórios quilombolas de-
cretados. 
INCRA
Programa 2034 
Objetivo 0987 
Iniciativa 05MR
2.29
Garantir a ampla participação dos povos 
e comunidades tradicionais na elabora-
ção, qualificação e implementação dos 
instrumentos de gestão das Unidades de 
Conservação, de acordo com a convenção 
169 da OIT.
MMA/ICMBio -
2.30
 Articular as políticas públicas para re-
conhecimento de territórios tradicionais 
de matriz africana/ terreios, observando 
suas especificades de comunidades 
negras urbanas e rurais, promovendo a 
soberania e a SAN, por meio da integra-
ção de políticas de inlcusão produtiva, 
cultural e regularização fundiária
SEPPIR -
2.31
Cessão de áreas objetivando promover 
o desenvolvimento sustentável das co-
munidades pesqueiras,com ênfase no 
reconhecimento, fortalecimento e garan-
tia dos seus direitos territoriais, sociais, 
ambientais, econômicos e culturais, com 
respeito e valorização à sua identidade, 
suas formas de organização e suas insti-
tuições, em parceria com a Secretaria de 
Patrimônio da União (SPU).
MAPA/Pesca 
MP/SPU
Programa 2052 
Objetivo 1129 
Iniciativa 05TK
 PLANSAN | 2016-2019 29
BIODIVERSIDADE
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
2.32
Regulamentação e Implementação partici-
pativa da Lei nº 13.123/2015 – Lei da Bio-
diversidade.
MMA/SBF
Programa 2078 
Objetivo 1063 
Iniciativa 050O 
Meta Complementada
Ação Relacionada
2.33
Demonstrar o valor nutricional de espécies 
da sociobiodiversidade brasileira e o papel 
que essas espécies podem desempenhar na 
promoção da segurança alimentar e nutri-
cional e soberania alimentar. 
MMA - PROJETO 
Bioversity for 
Food and Nutri-
tion - BFN
-
SAÚDE INDÍGENA
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
2.34
Ampliar de 68% em 2014 para 90% as 
crianças indígenas menores de 5 anos 
acompanhadas pela vigilância alimentar e 
nutricional.
MS/SESAI
Programa 2065 
Objetivo 0962 
Meta 04IW
2.35
Reformar e/ou ampliar 250 sistemas de 
abastecimento de água em aldeias. MS/SESAI
Programa 2065 
Objetivo 0962 
Meta 04IX
2.36
Implantar 281 sistemas de abastecimento 
de água em aldeias com população acima 
de 50 habitantes. 
MS/SESAI
Programa 2065 
Objetivo 0962 
Meta 03KM
EXTRATIVISTAS E RIBEIRINHOS
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
2.37
Ampliar de 70 mil para 90 mil as famílias 
beneficiárias do Programa Bolsa Verde. MMA/SEDR
Programa 2078 
Objetivo 1065 
Meta 046Z
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
30
2.38
Cadastramento e entrega pela Secretaria 
de Patrimônio da União de termos de au-
torização de uso sustentável às famílias 
ribeirinhas e adesão de 8000 famílias ao 
programa Bolsa Verde. 
MP/SPU
Programa 2078 
Objetivo 1065 
Iniciativa 0519
2.39
Ampliação do acesso dos extrativistas ao 
mercado, por meio de ações de divulgação, 
capacitação e assim como desenvolvimento 
de estudos de custos de produção para a 
inserção de novos produtos na pauta da 
Política de Garantia de Preços Mínimos para 
a Sociobiodiversidade. - PGPMBio.
MAPA/CONAB MMA
Programa 2078 
Objetivo 1065 
Iniciativa 0515
ACESSO À POLÍTICAS PÚBLICAS
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
2.40
Apoiar a agroindustrialização de pelo menos 
400 empreendimentos em comunidades 
quilombolas, como forma de estimular a co-
mercialização por meio do cooperativismo e 
associativismo.
SEAD/CGPPCT
Programa 2034 
Objetivo 0984 
Meta 04M4
2.41
Fomentar o etnodesenvolvimento e a eco-
nomia solidária em 300 comunidades qui-
lombolas.
MT/SENAES
Programa 2034 
Objetivo 0984 
Meta 04SH
2.42
Formar e qualificar 5.000 agentes para atua-
ção em comunidades quilombolas visando 
o fortalecimento da agricultura familiar de 
base agroecológica. 
SEAD
Programa 2034 
Objetivo 0984 
Meta 04M3
2.43
Efetivar a emissão de 100 mil DAPs para Po-
vos e Comunidades Tradicionais, garantindo 
a diversidade dos povos e comunidades 
tradicionais. 
SEAD
Programa 2012 
Objetivo 1035 
Meta 042R 
Meta complementada
2.44
Apoiar a agroindustrialização em 600 em-
preendimentos coletivos de Povos e Comu-
nidades Tradicionais. 
SEAD
Programa 2012 
Objetivo 1035 
Meta 042T
Ações Relacionadas
 PLANSAN | 2016-2019 31
2.45
Articular a apropriação das especificidades 
dos povos indígenas, visando à qualificação 
das políticas públicas, em especial as de 
segurança alimentar, educação escolar indí-
gena, habitação, energia, previdência social, 
assistência social, saúde e cultura. 
MJ/FUNAI
Programa 2065 
Objetivo 1012 
Meta 0413
2.46
Promover e apoiar iniciativas de qualifica-
ção das políticas públicas e das ações da 
agricultura familiar, garantindo atendimento 
à especificidades indígenas. 
SEAD/CGPPCT
Programa 2065 
Objetivo 1013 
Meta 041G
2.47
Articular a apropriação das especificidades 
dos povos indígenas, visando à qualificação 
das políticas territoriais e ambientais. 
MJ/FUNAI
Programa 2065 
Objetivo 1013 
Meta 041E
2.48
Promover e ampliar o acesso de comuni-
dades quilombolas às ações e serviços 
públicos de infraestrutura e qualidade de 
vida, de inclusão produtiva e de direitos e 
cidadania. 
SEPPIR
Programa 2034 
Objetivo 0984 
Meta 04M1
2.49
Efetivar a emissão de 200 Selos Indígenas 
do Brasil, visando a qualificação da pro-
dução tradicional indígena e ampliando o 
acesso a mercados institucionais e privados. 
SEAD
Programa 2012 
Objetivo 1035 
Meta 042Q
2.50
Elaboração, produção e divulgação de ma-
terial técnico informativo sobre a conserva-
ção, o acesso e o uso de Recursos Genético 
para Agricultura e Alimentação (RGAA) e 
sobre as plantas medicinais e os fitoterápi-
cos. 
MAPA/Embrapa
Programa 2042 
Objetivo 0969 
Iniciativa 04TU 
Iniciativa complementada
2.51
Promover o acesso dos povos e comunida-
des tradicionais de matriz africana às polí-
ticas públicas de inclusão produtiva e SAN, 
por meio de parcerias com os Ministérios da 
Educação, das Cidades, do Desenvolvimen-
to Agrário, da Saúde e do Desenvolvimento 
Social e Combate à Fome e demais órgãos 
com interface com as políticas de inclusão 
social.
SEPPIR -
2.52
Promover a qualificação e a melhoria da 
qualidade de vida da população envolvida 
nas atividades de pesca e aquicultura, por 
meio de parcerias com os Ministérios da 
Educação, das Cidades, das Comunicações, 
do Desenvolvimento Agrário, da Saúde, do 
Trabalho e Emprego, da Previdência Social e 
do Desenvolvimento Social e demais órgãos 
com interface com as políticas de inclusão 
social.
MAPA/Pesca
Programa 2052 
Objetivo 1129 
Meta 04H8
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
32
2.53
Promover e apoiar iniciativas de qualifica-
ção das políticas públicas e das ações da 
agricultura familiar, garantindo atendimento 
às  comunidades negras rurais.
SEAD -─
DESAFIO 6. 3 - PROMOVER A PRODUÇÃO DE ALIMENTOS 
SAUDÁVEIS E SUSTENTÁVEIS, A ESTRUTURAÇÃO DA AGRI-
CULTURA FAMILIAR E O FORTALECIMENTO DE SISTEMAS 
DE PRODUÇÃO DE BASE AGROECOLÓGICA 
A agricultura familiar é a principal responsável pela alimentação dos brasileiros. Produz grande 
parte dos alimentos consumidos internamente e está presente em todo o território brasileiro. É 
necessário o fortalecimento de diversas políticas para este setor, como as de crédito, ATER, apoio 
à comercialização, proteção da produção e da renda, acesso à água e inclusão produtiva rural.
Novas formas de produção, nas quais a utilização racional dos recursos naturais e a preservação 
da agrobiodiversidade sejam centrais, se fazem cada vez mais necessárias. Um novo modelo 
exige a criação de regramentos que fomentem a produção familiar agroecológica e sustentável. 
Questões centrais como o uso de agrotóxicos e sementes transgênicas, bem como a concentração 
fundiária, precisam ser enfrentadas.
O acesso à terra e ao território são condições necessárias para a produção de alimentos e para 
a garantia da SAN. Faz-se necessário promover novos assentamentos e promover políticas de 
credito, ATER, saúde e educação nos que já existem.
FORTALECIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR
Meta Responsável 
Orgãos 
Parceiros
PPA
3.1
Prestar ATER qualificada, direcionada e con-
tinuada para 1 milhão de famílias da agri-
cultura familiar, incluindo ATER específica 
para jovens rurais e povos e comunidades 
tradicionais, 50% do público atendido seja 
de mulheres,que 30% do orçamento seja 
destinado a atividades específicas de mu-
lheres.
SEAD/SAF
Programa 2012 
Objetivo 0412 
Meta 0424 
3.2
Qualificar 20 mil agentes de ATER, garantin-
do a participação de pelo menos 40% de 
mulheres entre as pessoas capacitadas.
SEAD/SAF
Programa 2012 
Objetivo 0412 
Meta 04QI 
Meta complementada
 PLANSAN | 2016-2019 33
3.3
Qualificar 2.000 organizações da agricultura 
familiar, sendo 1.600 cooperativas e asso-
ciações e 400 empreendimentos coletivos 
de povos e comunidades tradicionais, por 
meio de assistência técnica e capacitação, 
com enfoque na gestão, organização da 
produção e comercialização, e considerando 
sua diversidade e suas especificidades.
SEAD/SAF
Programa 2012 
Objetivo 0413 
Meta 0427 
3.4
Disponibilizar os meios para efetivar 7,8 
milhões de operações do crédito rural no 
conjunto das linhas do PRONAF.
SEAD/SAF
Programa 2012 
Objetivo 0411 
Meta 041Y
3.5
Disponibilizar os meios para efetivar 1,8 mi-
lhao de operações da linha de micro crédito 
orientado e acompanhado do Pronaf. 
SEAD/SAF
Programa 2012 
Objetivo 0411 
Meta 041Z
3.6
Possibilitar a adesão ao Garantia-Safra para 
1,35 milhão de famílias da agricultura fami-
liar, mantendo a adesão preferencialmente 
em nome das mulheres rurais.
SEAD/SAF
Programa 2012 
Objetivo 0411 
Meta 0422
3.7
Atender 390 mil agricultores familiares 
com o Seguro da Agricultura Familiar - SEAF, 
priorizando o desenvolvimento de novos 
modelos de cobertura para segmentos da 
agricultura familiar não atendidos.
SEAD/SAF
Programa 2012 
Objetivo 0411 
Iniciativa 04NS 
Iniciativa complementada
REFORMA AGRÁRIA
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
3.8 Assentar 120 mil famílias. INCRA
Programa 2066 
Objetivo 0420 
Meta 0400
3.9
Destinar 30% dos projetos do Terra Sol 
para projetos de agroindustrialização e be-
neficiamento de base agroecológica ou de 
produtos da sociobiodiversidade.
INCRA -
3.10
Promover assistência técnica e extensão 
rural de base agroecológica para 365 mil 
famílias beneficiárias do Plano Nacional de 
Reforma Agrária – PNRA.
INCRA -
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
34
3.11
Prestar ATER qualificada, direcionada e con-
tinuada para 700.000 famílias assentadas 
da reforma agrária e extrativistas, assegu-
rando que pelo menos 50% do público 
atendido seja de mulheres e que 30% do 
orçamento seja destinado a atividades es-
pecíficas de mulheres. 
SEAD/SAF
Programa 2012 
Objetivo 0412 
Meta 04QH
Ações Relacionadas
3.12
Promover cursos e oficinas de capacitação 
em agroecologia para técnicos de ATER, 
servidores do INCRA e famílias assentadas, 
em parceria com Universidades e Institutos 
Federais. 
INCRA -
3.13
Estimular a geração de insumos e sementes 
adequados do ponto de vista da agroeco-
logia e da produção orgânica por e para 
assentados. 
INCRA
Programa 2066 
Objetivo 0421 
Iniciativa 04JX
3.14
Apoiar a regularização de grupos de assen-
tados no âmbito da legislação de produção 
orgânica, priorizando os mecanismos de 
controle social. 
INCRA -
3.15
Promoção da inclusão do nome das mulhe-
res beneficiárias independente do estado 
civil, no processo de implantação dos assen-
tamentos. 
INCRA
Programa 2066 
Objetivo 0420 
Iniciativa 04JC
TRANSIÇÃO AGROECOLÓGICA
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
3.16
Estimular que 1 milhão de agricultores e 
agricultoras familiares, assentados e assen-
tadas da reforma agrária e povos e comu-
nidades tradicionais, incluindo a juventude 
rural, estejam inseridos em sistemas de 
produção de base agroecológica, orgânica 
ou em transição agroecológica. 
SEAD
Programa 2012 
Objetivo 0760 
Meta 0450 
Meta complementada
3.17
Instituição e monitoramento do Programa 
Nacional de Sociobiodiversidade, em arti-
culação com a Câmara Interministerial de 
Agroecologia e Produção Orgânica (CIAPO) e 
com a Comissão Nacional de Agroecologia e 
Produção Orgânica (CNAPO). 
SEAD
Programa 2012 
Objetivo 0760 
Iniciativa 04VG 
 PLANSAN | 2016-2019 35
3.18
Ampliar de 90 para 200 a quantidade de 
Núcleos de Estudos em Agroecologia e Pro-
dução Orgânica em instituições de ensino 
de educação profissional e superior. 
MAPA/Orgâni-
cos
 
Programa 2077 
Objetivo 1048 
Meta 048M 
3.19
Ampliar de 15.000 para 30.000 a quantida-
de de unidades de produção adotando sis-
temas orgânicos de produção sob controle 
oficial.
MAPA/Orgâni-
cos
 
Programa 2077 
Objetivo 1048 
Meta 0490 
3.20
Atender 55 mil famílias com políticas de 
apoio à produção orgânica e de base agroe-
cológica. SEAD
 
Programa 2066 
Objetivo 0421 
Meta 0406 
3.21
Instituição e monitoramento do Programa 
Nacional de Redução do Uso de Agrotóxicos 
(PRONARA), em articulação com a Câmara 
Interministerial de Agroecologia e Produção 
Orgânica (CIAPO) e com a Comissão Nacio-
nal de Agroecologia e Produção Orgânica 
(CNAPO). 
SEAD/CIAPO
 
Programa 2069 
Objetivo 1155 
Iniciativa 06II 
3.22
Articulação da redução progressiva do finan-
ciamento de sementes transgênicas pelo 
crédito rural da agricultura familiar. SEAD/SAF
 
Programa 2012 
Objetivo 0760 
Iniciativa 04VJ 
Ação Relacionada
3.23
Tornar acessíveis 500 tecnologias apropria-
das aos sistemas de produção organica e de 
base agroecologica.
MAPA/Orgâni-
cos
Programa 2077 
Objetivo 1048 
Meta 049R 
MULHERES
Meta Responsável 
Órgão 
Parceiro
PPA
3.24
Disponibilizar os meios para efetivar a con-
tratação por mulheres rurais de pelo menos 
35% das operações de crédito efetivadas e 
20% do volume total de crédito acessado 
no âmbito do PRONAF. 
SEAD
Programa 2012 
Objetivo 0411 
Meta 0420 
3.25
Implementar 5.000 quintais produtivos para 
o apoio à produção e à transição agroe-
cológica dos alimentos produzidos pelas 
mulheres.
SEAD
Programa 2012 
Objetivo 0759 
Meta 042F 
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
36
3.26
Atender 1.500 grupos produtivos de mu-
lheres rurais com ações integradas de ATER, 
crédito, comercialização e gestão, fortale-
cendo a produção agroecológica. 
SEAD
Programa 2012 
Objetivo 0759 
Meta 042G 
3.27
Capacitar 1.000 agentes de ATER para atua-
rem com mulheres e com foco na agroeco-
logia. SEAD
 
Programa 2012 
Objetivo 0759 
Meta 042H 
3.28
Atender 15.000 mulheres agricultoras fami-
liares com ATER específica para mulheres. SEAD
Programa 2012 
Objetivo 0759 
Meta 042I 
3.29
Emitir gratuitamente 1.000.000 de docu-
mentos civis, trabalhistas, jurídicos e fiscais 
em territórios rurais.
SEAD
Programa 2029 
Objetivo 0981 
Meta 049X 
Ação Relacionada
3.30
Atender 180 mil mulheres com crédito ins-
talação na modalidade fomento mulher. SEAD
Programa 2066 
Objetivo 0421 
Meta 0404
3.31
 
Destinar 30% dos projetos do Programa 
Terra Sol para projetos exclusivos de mu-
lheres.
Incra ─-
3.32
Disponibilizar os meios para efetivar a con-
tratação por mulheres rurais de pelo menos 
50% das operações efetivadas na linha de 
micro crédito orientado e acompanhado do 
Pronaf. 
SEAD/SAF
Programa 2012 
Objetivo 0411 
Meta 0421 
JUVENTUDE
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
3.33
Atendimento de 80 mil jovens da agricul-
tura familiar, assegurando a participação 
de jovens de segmentos de PCTs com ATER 
específica para a juventude rural.
SEAD
Programa 2012 
Objetivo 1033 
Meta 042K 
Meta complementada 
3.34
Destinação de 30% dos novos lotes da re-
forma agráriapara a juventude rural. SEAD
Programa 2066 
Objetivo 0420 
Iniciativa 04JI
 PLANSAN | 2016-2019 37
3.35
Efetivação da contratação por jovens rurais 
de pelo menos 20% das operações de cré-
dito do PRONAF, assegurando a participação 
de jovens de segmentos de PCTs.
SEAD
Programa 2012 
Objetivo 1033 
Meta 04QO 
Meta complementada 
Ação Relacionada
3.36
Ampliação do Programa de Formação 
Agroecológica e Cidadã para 20 mil jovens, 
assegurando a participação de jovens de 
segmentos de PCTs.
SEAD
Programa 2012 
Objetivo 1033 
Meta 042L 
Meta complementada
3.37
Elaboração e implementação do Plano 
Nacional de Juventude e Sucessão Rural, 
assegurando a participação de jovens de 
segmentos de PCTs.
SEAD
Programa 2012 
Objetivo 1033 
Meta 04QN 
Meta complementada
SEMENTES
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
3.38
Promoção do acesso e da produção de 
sementes e mudas varietais e crioulas, por 
meio do Programa Nacional de Sementes e 
Mudas da Agricultura Familiar. 
SEAD/SAF
Programa 2012 
Objetivo 0760 
Iniciativa 04VS 
Ação Relacionada
3.39
Apoio técnico e financeiro às organizações 
produtivas e instituições de ensino, pes-
quisa e extensão, para a implementação e 
qualificação de unidades de produção, me-
lhoramento, conservação e distribuição de 
material propagativo vegetal de interesse 
da agroecologia e produção orgânica.
MAPA/Orgâni-
cos
Programa 2077 
Objetivo 1048 
Iniciativa 055H 
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
38
MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
3.40
Promoção da adaptação nacional à mudan-
ça do clima através da implementação do 
Plano Nacional de Adaptação; da articulação 
interinstitucional e desenvolvimento de 
parcerias, da gestão do conhecimento e 
elaboração de estudos, metodologias, ferra-
mentas e indicadores; do desenvolvimento 
de capacidades, do fomento à implementa-
ção de medidas adaptativas baseadas em 
serviços ecossistêmicos. 
MMA/SMCQ
Programa 2050 
Objetivo 1067 
Iniciativa 052L
DESAFIO 6.4 - PROMOVER O ABASTECIMENTO E O ACESSO 
REGULAR E PERMANENTE DA POPULAÇÃO BRASILEIRA 
À ALIMENTAÇÃO ADEQUADA E SAUDÁVEL
Políticas de apoio à comercialização agrícola têm considerável relevância na garantia da segurança 
alimentar da população. Nessa temática, o Estado brasileiro tem atuado destacadamente por meio 
da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). As intervenções dessa Política não se relacio-
nam apenas com políticas de fomento à produção agrícola, mas também com a estabilização dos 
fluxos e da garantia do acesso da população aos alimentos.
A intervenção pública no Brasil ocorre em resposta a pressões do setor produtivo ou a crises no 
abastecimento em caráter conjuntural. De forma sintética, essas intervenções retiram produto 
do mercado em situações de excesso de oferta e devolvem após a normalização da conjuntura 
de preços. 
Sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis são aqueles que concebem um modelo susten-
tável desde a produção, passando pela comercialização, abastecimento, até chegar ao consumo 
do alimento.
Em relação à comercialização destacam-se os programas de compras públicas da agricultura familiar, 
quais sejam o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e a compra de 30% dos recursos repas-
sados pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) de produtos da agricultura familiar.
Recentemente, duas novas modalidades do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) foram insti-
tuídas: a Aquisição de Sementes, que permite a compra e doação de sementes pelo Programa; e a 
Compra Institucional, que autoriza que municípios, estados, DF e órgãos federais da administração 
direta e indireta comprem alimentos da agricultura familiar por meio de chamadas públicas, com 
seus próprios recursos financeiros, dispensada a licitação. 
 PLANSAN | 2016-2019 39
Outra medida importante para o fortalecimento das compras públicas foi a publicação do Decreto 
nº 8.473, de 22 de junho de 2015 estabelece que os órgãos federais (administração direta e in-
direta) deverão destinar pelo menos 30% dos recursos aplicados à aquisição de alimentos para 
compra de produtos da agricultura familiar e suas organizações. As compras poderão ser feitas por 
órgãos que fornecem alimentação, como hospitais, quartéis, presídios, restaurantes universitários, 
refeitórios de creches, escolas filantrópicas, entre outros. 
O mercado institucional de alimentos, integrado a outras políticas de SAN, interfere de forma po-
sitiva no sistema alimentar, por produzir circuitos curtos de produção, abastecimento e consumo, 
que asseguram não só a inclusão produtiva das famílias de agricultores familiares, mas também 
alimentos mais saudáveis para a população. 
Ainda nesse tema é importante mencionar o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica 
(PLANAPO); as ações relacionadas à legislação sanitária; à economia solidária; a perdas e desper-
dício de alimentos, aos equipamentos de segurança alimentar e nutricional e à agricultura urbana.
COMPRAS PÚBLICAS
Meta Responsável
Órgãos 
Parceiros
PPA
4.1
Ampliar as compras públicas da Agricultura 
Familiar alcançando R$ 2,5 bilhões.
MDSA/SESAN
MAPA/CONAB; 
MDA
Programa 2069 
Objetivo 0380 
Meta 00U3
4.2
Alcançar 30% do recurso federal repassado 
para a aquisição de gêneros alimentícios da 
agricultura familiar para o Programa Nacio-
nal de Alimentação Escolar (PNAE). 
MEC/FNDE
Programa 2069 
Objetivo 0380 
Meta 04EF
4.3
Promover o incremento de 2,5%, em cada 
ano, do total de recusos financeiros a serem 
transferidos pelo PNAE, referente à aquisi-
ção da Agricultura Familiar 
MEC/FNDE _
Ações Relacionadas
4.4
Priorização do atendimento de Povos e Co-
munidades Tradicionais nas compras públi-
cas de produtos da agricultura familiar. 
MDSA/SESAN SEAD
Programa 2069 
Objetivo 0615 
Iniciativa 05MY
4.5
Ampliar a participação das mulheres no Pro-
grama de Aquisição de Alimentos de 41% 
para 45% do total de fornecedores. 
MDSA/SESAN SEAD
Programa 2069 
Objetivo 0380 
Meta 00U5
4.6
Contribuir para o fortalecimento dos servi-
ços de apoio a comercialização da agricul-
tura familiar e sociobiodiversidade por meio 
do apoio à qualificação das agroindústrias 
familiares na estratégia de compras públi-
cas. 
MDSA/SESAN
MAPA/CONAB; 
SEAD
Programa 2069 
Objetivo 0380 
Iniciativa 05KY 
Iniciativa complementada
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
40
4.7
Apoiar as ações de capacitação e treinamen-
to das Organizações da Agricultura Familiar 
e Órgãos Compradores envolvidos na estra-
tégia de compras públicas.
MDSA/SESAN MAPA/CONAB 
Programa 2069 
Objetivo 0380 
Iniciativa 05KZ 
Iniciativa complementada
4.8
Ampliação da aquisição de pescado no mer-
cado institucional, com foco no Programa de 
Aquisição de Alimentos (PAA) e no Programa 
Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
MAPA/Pesca
Programa 2052 
Objetivo 1133 
Iniciativa 05ZM
ABASTECIMENTO
Meta Responsável
Ógãos 
Parceiros
PPA
4.9
Ampliar em 700.000 toneladas a capacida-
de estática de armazenagem da Companhia 
Nacional de Abastecimento. 
MAPA/CONAB
Programa 2077 
Objetivo 1051 
Meta 04BD
4.10
Instrumentalização e qualificação dos siste-
mas de informações das centrais de abas-
tecimento e equipamentos hortigranjeiros 
que fornecem dados para a mensuração do 
volume, origem, preços e formatos de pro-
dutos comercializados pelas cadeias produ-
tivas de frutas e hortaliças do país.
MAPA/CONAB
Programa 2077 
Objetivo 1051 
Iniciativa 06I7
Ações Relacionadas
4.11
Aprimorar mecanismos para o desenvolvi-
mento da inteligência estratégica da agro-
pecuária e do abastecimento alimentar e 
nutricional.MAPA/CONAB
Programa 2077 
Objetivo 1051 
Meta 04BF
4.12
Mapeamento da cadeia de formação de 
preços de produtos da cesta básica, desde o 
produtor até o varejo, sob a perspectiva de 
consumo.
MAPA/CONAB
Programa 2077 
Objetivo 1051 
Iniciativa 05CY
4.13
Formação e manutenção de estoque estra-
tégico e regulador mediante a aquisição de 
produtos agrícolas, visando garantir o abas-
tecimento, a segurança alimentar e nutri-
cional e a regulação de preços de mercado, 
por meio da PGPM e outros instrumentos de 
política agrícola.
MAPA/CONAB
Programa 2077 
Objetivo 1051 
Iniciativa 05CZ
4.14
Ampliação das opções de comercialização e 
abastecimento para os pequenos e médios 
produtores rurais.
MAPA/CONAB
Programa 2077 
Objetivo 1051 
Iniciativa 05D1
 PLANSAN | 2016-2019 41
4.15
Construção do observatório agrícola por 
meio da estruturação dos modelos e indica-
dores da agropecuária e do abastecimento, 
das estratégias de aprimoramento de mé-
todos para coleta, tratamento e divulgação 
das informações e do conhecimento, com o 
uso intensivo de modernas ferramentas de 
tecnologia da informação.
MAPA/CONAB
Programa 2077 
Objetivo 1051 
Iniciativa 06HP
4.16
Ampliar a oferta de alimentos orgânicos e 
agroecológicos, por meio de ações articula-
das no âmbito da Câmara Interministerial de 
Agroecologia e Produção Orgânica (CIAPO).
SEAD/CIAPO
Programa 2069 
Objetivo 1155 
Meta 04QK
LEGISLAÇÃO SANITÁRIA
Meta
Órgão Respon-
sável
Ógãos 
Parceiros
PPA
4.17
Reestruturar o Sistema Unificado de Aten-
ção à Sanidade Agropecuária (SUASA) 
através da sua modernização, desburocra-
tização, revisão do marco regulatório e do 
estabelecimento de instrumentos que ga-
rantam sua sustentabilidade. 
MAPA
Programa 2028 
Objetivo 0366 
Meta 04CO
4.18
Promoção da adequação da legislação sani-
tária, fiscal e tributária visando fortalecer a 
agroindustrialização, o cooperativismo e o 
associativismo da agricultura familiar.
SEAD
MS/ANVISA; 
Ministério da 
Fazenda; 
MAPA
Programa 2012 
Objetivo 0413 
Iniciativa 04OV
Ação Relacionada
4.19
Estabelecimento de parcerias com Estados, 
Distrito Federal, Municípios e consórcios 
de Municípios para a implantação, a estru-
turação e o fortalecimento dos serviços de 
inspeção sanitária, bem como para a qualifi-
cação dos empreendimentos agroindustriais 
da agricultura familiar.
SEAD MAPA
Programa 2012 
Objetivo 0413 
Iniciativa 04OW
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
42
ECONOMIA SOLIDÁRIA
Meta Responsável
Órgãos 
Parceiros
PPA
4.20
Apoiar e fortalecer 20 mil empreendimentos 
econômicos solidários com a estruturação 
dos processos de produção, comercialização 
e consumo sustentáveis e solidários. 
MT/SENAES
Programa 2071 
Objetivo 1096 
Meta 04OC
4.21
Capacitar 10.000 mulheres urbanas, rurais, 
do campo, da floresta e das águas para o 
fortalecimento de sua participação no mun-
do do trabalho. 
SPM
Programa 2016 
Objetivo 0931 
Meta 04BH
PERDAS E DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS
Meta Responsável
Órgãos 
Parceiros
PPA
4.22
Identificação e mitigação das perdas qua-
litativas e quantitativas na pós colheita de 
grãos de milho, soja, trigo, arroz, café e fei-
jão e no transporte de grãos de milho, soja, 
trigo e arroz.
MAPA/CONAB
Programa 2077 
Objetivo 1051 
Iniciativa 05CD
4.23
Estabelecar marco legal para a redução das 
perdas e desperdício de alimentos abran-
gendo os bancos de alimentos.
MDSA/SESAN _
Ação Relacionada
4.24
Implementação da rede brasileira de banco 
de alimentos.
MDSA/SESAN
Programa 2069 
Objetivo 0380 
Iniciativa 05KS
EQUIPAMENTOS PÚBLICOS DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL
Meta Responsável
Órgãos 
Parceiros
PPA
4.25
Apoio a estruturação de equipamentos pú-
blicos de Segurança Alimentar e Nutricional 
(SAN) para receber alimentos saudáveis, 
incluindo os da Agricultura Familiar.
MDSA/SESAN
Programa 2069 
Objetivo 0380 
Iniciativa 05KT
 PLANSAN | 2016-2019 43
Ações Relacionadas
4.26
Elaboração de estudos sobre a capacidade 
da população acessar alimentos saudáveis.
CGEQP/SESAN _
4.27
Apoio a estruturação e gestão de espaços 
de comercialização da agricultura familiar, 
tais como feiras, mercados públicos e Cen-
trais de Abastecimento (CEASA).
MDSA/SESAN
SEAD; INCRA; 
MAPA/CONAB 
Programa 2069 
Objetivo 0380 
Iniciativa 05KX
AGRICULTURA URBANA
Meta Responsável
Órgãos 
Parceiros
PPA
4.28
Promoção e desenvolvimento da agricultura 
urbana e periurbana em bases agroecológi-
cas, em articulação com órgãos e entidades 
dos governos federal, estaduais e munici-
pais. 
MAPA/Orgâni-
cos
Programa 2077 
Objetivo 1048 
Iniciativa 05A1
Ação Relacionada
4.29
Elaboração de diretrizes para orientação e 
organização das ações de promoção da agri-
cultura urbana e periurbana. 
SEAD
Programa 2069 
Objetivo 1155 
Iniciativa 06IL
DESAFIO 6.5 – PROMOVER E PROTEGER A ALIMENTAÇÃO 
ADEQUADA E SAUDÁVEL DA POPULAÇÃO BRASILEIRA, 
COM ESTRATÉGIAS DE EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRI-
CIONAL E MEDIDAS REGULATÓRIAS 
É fundamental que as políticas públicas de SAN vinculem efetivamente a discussão do acesso 
ao alimento com a adequação da alimentação, o que envolve todo o sistema alimentar, desde as 
formas de produção até a compra de alimentos, facilitando e incentivando escolhas alimentares 
saudáveis. Faz-se necessária a convergência de políticas, pois, somente um conjunto de ações 
integradas é capaz de dar conta da complexidade da questão. Cabe destacar, por exemplo, a inte-
gração da agenda de promoção da alimentação adequada e saudável às ações de saúde ofertadas 
de forma complementar à agenda das condicionalidades do Programa Bolsa Família. 
O governo federal tem o compromisso de promover a alimentação adequada e saudável. Neste 
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
44
sentido, o Pacto Nacional para a Alimentação Saudável foi criado com o objetivo de fazer um 
chamamento aos governos, ao setor privado e à sociedade civil organizada em defesa da agenda. 
Como exemplo de ação estratégica, está o compromisso com a regulamentação da comercialização, 
propaganda, publicidade e promoção comercial de alimentos e bebidas processados e ultrapro-
cessados em equipamentos das redes de educação e saúde, públicos e privados, equipamentos 
de assistência social e órgãos públicos. 
Destaca-se, ainda, na agenda regulatória, a cooperação com a Associação Brasileira das Indústrias 
de Alimentação (ABIA) para a redução nos teores de sódio dos alimentos processados. Para o 
próximo quadriênio também está planejada a pactuação para a redução nos teores de açúcares 
nos alimentos processados.
Outra frente de atuação do Governo Federal é a produção de materiais voltados à promoção da 
alimentação adequada e saudável, como mais recentemente o Guia Alimentar para a População 
Brasileira, que visa apoiar e incentivar práticas alimentares saudáveis no âmbito individual e coletivo.
Importante mencionar a expansão da Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, que visa contribuir 
com a formação de hábitos alimentares saudáveis desde a infância por meio de ações de promo-
ção do aleitamento materno e da alimentação complementar saudável para crianças menores de 
dois anos, além de aprimorar as competências e habilidades dos profissionais de saúde como 
atividade de rotina das Unidades Básicas de Saúde (UBS). 
PROMOÇÃO DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
5.1
Reduzir o consumo regular de refrigerante 
e suco artificial de 20,8% para 14% ou 
menos da população, por meio de ações 
articuladas no âmbito da Câmara Interminis-
terial de Segurança Alimentar e Nutricional 
(CAISAN).
CAISANMS
Programa 2069 
Objetivo 1109 
Meta 04DY 
Meta complementada
5.2
Ampliar no mínimo de 36,5% para 43% 
o percentual de adultos que consomem 
frutas e hortaliças regularmente, por meio 
de ações articuladas no âmbito da Câmara 
Interministerial de Segurança Alimentar e 
Nutricional (CAISAN). 
CAISAN MS
Programa 2069 
Objetivo 1109 
Meta 04DZ 
Meta complementada
5.3
Implementação das recomendações do Guia 
Alimentar para a População Brasileira e do 
Guia Alimentar para crianças menores de 
dois anos, reforçando o consumo de alimen-
tos regionais e as práticas produtivas sus-
tentáveis que respeitem a biodiversidade. 
MS CAISAN
Programa 2069 
Objetivo 1109 
Iniciativa 05JV 
Iniciativa complementada
 PLANSAN | 2016-2019 45
5.4
Implantação da Estratégia Nacional de Pro-
moção do Aleitamento Materno e Alimen-
tação Complementar no Sistema Único de 
Saúde em mais 2.000 unidades básicas de 
saúde.
MS
Programa 2015 
Objetivo 1126 
Iniciativa 05QU
5.5
Estabelecimento dos Pactos Federativos 
para a Promoção da Alimentação Adequada 
e Saudável. 
MDSA/SESAN
Programa 2069 
Objetivo 1109 
Iniciativa 05JU
Ações Relacionadas
5.6
Inserção da promoção da alimentação ade-
quada e saudável nas ações e estratégias 
realizadas pelas redes de saúde, educação e 
assistência social. 
MDSA/MEC/MS
Programa 2069 
Objetivo 1109 
Iniciativa 05JY
5.7
Promoção de campanhas como Campanha 
Brasil Saudável e Sustentável, com o objeti-
vo de fortalecer as ações de educação para 
o consumo saudável para a população em 
geral. 
MDSA/SESAN
Programa 2069 
Objetivo 1109 
Iniciativa 05K1 
Iniciativa complementada
5.8
Garantir a realização dos inquéritos nacio-
nais com regularidade para monitorar o 
estado nutricional, a amamentação, a ali-
mentação e os desfechos em saúde como 
PNDS, Vigitel, POF, PENSE e inquérito por 
telefone de práticas alimentares em crian-
ças menores de dois anos.
MS _
5.9
Promoção do consumo de pescado como 
alimento saudável, por meio da sensibiliza-
ção, conscientização e estímulos nas com-
pras públicas e pela iniciativa privada para a 
frequente oferta deste alimento na mesa do 
consumidor brasileiro. 
MAPA/Pesca MEC/FNDE
Programa 2069 
Objetivo 1109 
Iniciativa 05K6
5.10
Disponibilização no portal eletrônico da 
Anvisa, em formato direcionado ao consu-
midor, informações que permitam a correta 
interpretação da rotulagem de alimentos 
para a escolha de alimentação saudável até 
2018. 
MS/ANVISA
Programa 2015 
Objetivo 1130 
Iniciativa 05XC
5.11
Elaboração e implementação de estratégia 
de comunicação sobre os benefícios do 
consumo dos produtos de base agroecológi-
ca, orgânica e da sociobiodiversidade, com 
ênfase no fortalecimento da cultura alimen-
tar regional e da ecogastronomia. 
SEAD
Programa 2069 
Objetivo 1109 
Iniciativa 06IT
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
46
5.12
Desenvolvimento de estratégias educativas 
e de mobilização para a promoção de práti-
cas alimentares adequadas e saudáveis para 
o público jovem. 
MDSA
Programa 2044 
Objetivo 1165 
Meta 06R0
5.13
Fortalecer iniciativas de pesquisa e exten-
são em EAN considerando o desenvolvi-
mento de estratégias e instrumentos, de-
senvolvimento de capacidades e avaliação 
de resultados.
MDSA/SESAN _
5.14
Fortalecer redes de apoio à ações interseto-
riais de EAN no Brasil.
MDSA/SESAN _
PROMOÇÃO DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NO AMBIENTE ESCOLAR
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
5.15
Apoiar, em 100 mil escolas de educação 
básica, ações voltadas para a educação em 
direitos humanos, educação ambiental, 
educação alimentar e nutricional, educação 
para as relações étnico-raciais, promoção da 
inclusão escolar e da cultura, por meio da 
articulação com sistemas e redes de ensino. 
MEC
Programa 2080 
Objetivo 1007 
Meta 04KN
5.16
Aumentar de 18 para 20,7 milhões o núme-
ro de educandos cobertos pelo Programa 
Saúde na Escola (PSE). 
MS
Programa 2015 
Objetivo 0713 
Meta 026P
5.17
Apoiar 1.000 escolas por ano em ações de 
EAN , priorizando as escolas que aderiram 
ao PSE.
MEC/FNDE _
5.18
Incluir informações de EAN na 4º capa dos 
livros didáticos de 120 mil escolas de edu-
cação básica.
MEC/FNDE _
Ações Relacionadas
5.19
Apresentar relatório anual sobre a oferta de 
frutas e hortaliças e alimentos ultraproces-
sados na alimentação escolar.
MEC/FNDE
Programa 2069 
Objetivo 1109 
Iniciativa 05JW 
Iniciativa complementada
5.20
Promoção de ações que reduzam a oferta 
de alimentos ultraprocessados no Programa 
Nacional de Alimentação Escolar. 
MEC/FNDE
Programa 2069 
Objetivo 1109 
Iniciativa 05JX
 PLANSAN | 2016-2019 47
5.21
Divulgação e implementação de materiais 
de apoio e qualificação das ações de Pro-
moção da Alimentação Adequada e Saudá-
vel no âmbito do Programa Saúde na Escola 
(PSE). 
MS _
5.22
Incentivo às ações de promoção da alimen-
tação adequada e saudável nas escolas 
públicas e particulares, com ênfase na pro-
moção de cantinas escolares saudáveis.
MS _
5.23
Apoiar a contratação pelas Entidades Exe-
cutoras de, no mínimo, um nutricionista 
responsável pela alimentação escolar por 
Entidade Executora
MEC/FNDE _
AÇÕES REGULATÓRIAS
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
5.24
Articulação junto ao Mercosul da revisão da 
Resolução GMC Nº 26/03 sobre rotulagem 
geral de alimentos e da Resolução GMC Nº 
46/03 sobre rotulagem nutricional de ali-
mentos. 
MS/ANVISA
Programa 2069 
Objetivo 1109 
Iniciativa 05K4
5.25
Pactuação e monitoramento das metas de 
redução de sódio em alimentos processados 
no Brasil. 
MS
Programa 2015 
Objetivo 0714 
Iniciativa 05SF
5.26
Firmar pacto para redução do açúcar em 
produtos das categorias prioritárias, cons-
truído a partir de discussão ampla com 
sociedade.
MS _
Ações Relacionadas
5.27
Elaboração de estudos para propor medidas 
fiscais para apoiar o aumento do consumo 
de alimentos adequados e saudáveis.
MDSA/SESAN
Programa 2069 
Objetivo 1109 
Iniciativa 05JZ
5.28
Monitorar projetos de lei que regulamen-
tam a publicidade de alimentos, rotulagem 
nutricional, rotulagem de transgênicos, 
comercialização e publicidade em cantinas 
escolares.
CAISAN _
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
48
5.29
Regulamentação da comercialização, propa-
ganda, publicidade e promoção comercial 
de alimentos e bebidas processados e ul-
traprocessados em equipamentos das redes 
de educação e saúde, públicos e privados, 
equipamentos de assistência social e órgãos 
públicos. 
MS
Programa 2069 
Objetivo 1109 
Iniciativa 05K0
CONTROLE DOS RISCOS RELACIONADOS AO CONSUMO DE ALIMENTOS E A EX-
POSIÇÃO AO USO DE AGROTÓXICOS
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
5.30
Reavaliar 11 ingredientes ativos de produ-
tos agrotóxicos já registrados, considerando 
novos indícios de risco à saúde humana. 
MS/ANVISA
Programa 2015 
Objetivo 1130 
Meta 04LZ
5.31
Revisar a norma que determina os proce-
dimentos para reavaliação toxicológica de 
ingredientes ativos de agrotóxicos com no-
vos indícios de riscos à saúde humana (RDC 
Anvisa nº 48/2008).
MS/ANVISA _
5.32
Revisão do Guia de Funcionamento da Rede 
de Alerta e Comunicação de Riscos de Ali-
mentos (REALI). 
MS/ANVISA _
5.33
Implementar a Vigilância em Saúde de 
Populações Expostas a Agrotóxicos em 20 
estados prioritários até 2019. 
MS/SVS _
Ações Relacionadas
5.34
 Divulgação à sociedade das ações de fis-
calização sanitária em estabelecimentos e 
produtos pertinentes à área de alimentos.
MS/ANVISA _
5.35
Análise do risco resultante da exposição 
aguda aos resíduosde agrotóxicos detecta-
dos pelo Programa de Análise de Resíduos 
Agrotóxicos no período de 2016 a 2018. 
MS/ANVISA
Programa 2069 
Objetivo 1109 
Iniciativa 05K2
5.36
Publicar dados relacionados ao monitora-
mento de agrotóxicos em água para consu-
mo humano. 
MS/SVS _
 PLANSAN | 2016-2019 49
DESAFIO 6.6 - CONTROLAR E PREVENIR OS AGRAVOS 
DECORRENTES DA MÁ ALIMENTAÇÃO 
O excesso de peso é um fator de risco para as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) como 
hipertensão, diabetes e câncer, e a alimentação inadequada também representa um importante 
fator de risco. As doenças crônicas são responsáveis por mais de 70% das causas de morte no Brasil.
Enfrentar essa situação exige atuação conjunta dos diferentes níveis de governo, por meio de 
ações intersetoriais e participação social. Nesse sentido, a CAISAN elaborou a “Estratégia Inter-
setorial de Prevenção e Controle da Obesidade”, a qual reúne diversas ações do Governo Federal 
que contribuem para a redução da obesidade no país. 
Outra frente de atuação do governo federal neste desafio são as ações desenvolvidas com intuito 
de prevenir as doenças relacionadas à má alimentação, como as atividades de prevenção e con-
trole da desnutrição e das carências nutricionais e o monitoramento das políticas de fortificação 
de alimentos.
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PAA
6.1
Deter o crescimento da obesidade na popu-
lação adulta, por meio de ações articuladas 
no âmbito da Câmara Interministerial de 
Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN). 
CAISAN MS
Programa 2069 
Objetivo 1109 
Meta 04E0
6.2
Suplementar 330 mil crianças de 6 a 48 
meses de idade com sachês de vitaminas 
e minerais, por meio da Estratégia de forti-
ficação da alimentação infantil com micro-
nutrientes em pó – NutriSUS, nas creches 
participantes do Programa Saúde na Escola, 
anualmente. 
MS
Programa 2015 
Objetivo 1126 
Meta 04H7
6.3
Atualizar a regulamentação da fortificação 
das farinhas de trigo e milho com ferro e 
ácido fólico, considerando o impacto nos 
produtores da agricultura familiar, com o 
intuito de aumentar a efetividade desta 
intervenção.
MS/ANVISA _
6.4
Reduzir em 50% o número de casos novos 
de beribéri notificados, por meio de ações 
articuladas no âmbito da Câmara Interminis-
terial de Segurança Alimentar e Nutricional 
(Caisan). 
CAISAN
Programa 2069 
Objetivo 1109 
Meta 04E1
Ações Relacionadas
6.5
Implementação da Estratégia Intersetorial 
de Prevenção e Controle da Obesidade. 
CAISAN
Programa 2069 
Objetivo 1109 
Iniciativa 05K9
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
50
6.6
Publicar documentos com orientações para 
o enfrentamento das carências nutricionais, 
valorizando receitas e produtos regionais e 
qualificar os profissionais da atenção básica 
para abordagem alimentar na prevenção e 
controle desses agravos valorizando os pe-
quenos produtores. 
MS _
6.7
Estabelecer protocolos de atenção à saúde 
para crianças e adolescentes com excesso 
de peso.
MS _
6.8
Organização do cuidado na rede de atenção 
à saúde voltado aos pessoas com necessi-
dades alimentares especiais, por meio da 
elaboração de marcos normativos e instru-
mentos técnicos específicos que abordem a 
terapia nutricional.
MS _
DESAFIO 6.7 - AMPLIAR A DISPONIBILIDADE HÍDRICA E 
O ACESSO À AGUA PARA A POPULAÇÃO, EM ESPECIAL A 
POPULAÇÃO POBRE NO MEIO RURAL 
O acesso à água requer o uso sustentável da terra, a proteção dos mananciais, das beiras de nas-
centes e rios e das florestas. As mudanças climáticas acentuam as crises associadas à seca, à falta 
de água e às enchentes, como se tem verificado nos últimos anos. 
A discussão sobre o atendimento das famílias em situação de extrema pobreza, localizadas na zona 
rural semiárida do país, ganhou expressiva dimensão com o Programa Nacional de Universalização 
do Acesso e Uso da Água – Água Para Todos (Decreto nº 7.535, de 26 de julho de 2011), que for-
malizou o compromisso do governo federal de universalizar o acesso à água para as populações 
rurais, principalmente aquelas em situação de extrema pobreza. 
De 2003 a janeiro de 2016, 1,2 milhão de cisternas de água para consumo humano (1ª Água) 
foram construídas na região semiárida do Brasil. Em relação às tecnologias de água para produção 
(2ª Água), no mesmo período, foram entregues 159.621.
O Programa Cisternas vem expandindo suas fronteiras de atuação para além do Semiárido e já 
existem cisternas entregues nos estados do Amazonas, Pará, Goiás, Tocantins, Rio Grande do Sul 
e Santa Catarina. 
 PLANSAN | 2016-2019 51
ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
7.1
Implantar cisternas de placa e outras tec-
nologias sociais de acesso à água para 
consumo humano, preferencialmente ou 
prioritariamente para domicílios chefiados 
por mulheres. 
MDSA/SESAN
Programa 2069 
Objetivo 0614 
Meta 01Y6 
Meta complementada
7.2 Implantar 8.000 cisternas nas escolas. MDSA/SESAN
Programa 2069 
Objetivo 0614 
Meta 01Y1
7.3
Implantar 60 sistemas de dessalinização 
de água, incorporando cuidados técnicos, 
sociais e ambientais na gestão destes sis-
temas. 
MMA/SRHU
Programa 2069 
Objetivo 0614 
Meta 01Y7
7.4
Implantar 13.000 sistemas coletivos de 
abastecimento.
MI
Programa 2069 
Objetivo 0614 
Meta 04QP
Ação Relacionada
7.5
Promoção da integração das ações de aces-
so à água para consumo no meio rural de 
acordo com o Plano Nacional de Saneamen-
to (Plansab). 
MCidades
Programa 2069 
Objetivo 0614 
Iniciativa 05HS
ÁGUA PARA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
7.6
Implantação de 120 mil tecnologias sociais 
de acesso à água para produção, preferen-
cialmente ou prioritariamente para domicí-
lios chefiados por mulheres.
MDSA/SESAN
Programa 2012 
Objetivo 1138 
Iniciativa 0680 
Meta complementada
7.7
Implantação de 98 mil tecnologias/sistemas 
de acesso à água para produção. 
MI
Programa 2012 
Objetivo 1138 
Iniciativa 0681
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
52
RECURSOS HÍDRICOS
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
7.8
Elaborar 3 planos de bacias interestaduais, 
e respectivos estudos de enquadramento.
MMA/SRHU
Programa 2084 
Objetivo 1025 
Meta 041Q
7.9
Conservar e recuperar 8.000 hectares de 
solos, matas ciliares e áreas de nascentes no 
âmbito do Programa Produtor de Água. 
MMA/SRHU
Programa 2084 
Objetivo 1027 
Meta 0423
Ações Relacionadas
7.10
Estruturação de programa de recuperação 
de áreas de preservação permanente em 
sub-bacias hidrográficas cujos trechos de 
rios sejam considerados prioritários para a 
conservação dos recursos hídricos.
MMA/SRHU
Programa 2084 
Objetivo 1027 
Iniciativa 04NQ
7.11
Recuperação e conservação de água, solo 
e recursos florestais para revitalização das 
bacias dos rios São Francisco, Parnaíba, Ita-
pecuru e Mearim. 
MMA/SRHU
Programa 2084 
Objetivo 1027 
Meta 04NY
7.12
Reestruturação do Comitê Gestor para 
articulação das ações do Programa de Re-
vitalização da Bacia Hidrográfica do rio São 
Francisco.
MMA/SRHU
Programa 2084 
Objetivo 1027 
Meta 06LC
SANEAMENTO BÁSICO RURAL
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
7.13
Implantação, ampliação ou melhoria de 
ações de saneamento básico em 320 co-
munidades rurais e tradicionais, orientadas 
para a integralidade dos componentes. 
MS/FUNASA
Programa 2068 
Objetivo 0355 
Iniciativa 06IX
7.14
Implantação, ampliação ou melhoria das 
ações de abastecimento de água em 10.000 
domicílios rurais dispersos por meio de 
tecnologias apropriadas. 
MS/FUNASA
Programa 2068 
Objetivo 0355 
Iniciativa 06IZ
7.15
Implantação, ampliaçãoou melhoria de 
ações de saneamento básico em 116 co-
munidades quilombolas, orientadas para a 
integralidade dos componentes.
MS/FUNASA
Programa 2068 
Objetivo 0355 
Iniciativa 06IY
 PLANSAN | 2016-2019 53
DESAFIO 6.8 CONSOLIDAR A IMPLEMENTAÇÃO DO SISTE-
MA NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIO-
NAL (SISAN), APERFEIÇOANDO A GESTÃO FEDERATIVA, A 
INTERSETORIALIDADE E A PARTICIPAÇÃO SOCIAL 
O momento atual é de fortalecimento dos componentes do SISAN – CONSEAs, CAISANs e PLANOS 
- e de estímulo à adesão dos municípios, passos fundamentais para a efetiva implementação do 
SISAN e para o estabelecimento de condições que possibilitem a pactuação federativa e o controle 
social das políticas públicas de SAN. A elaboração de 26 Planos Estaduais e do Plano Distrital serve 
como um importante parâmetro para avaliar a consolidação do componente estadual do SISAN.
Além do fortalecimento dos componentes do Sistema faz-se importante promover as metas e 
ações relacionadas à pesquisa e extensão em SAN, à capacitação para o DHAA, a construção dos 
mecanismos de exigibilidade do DHAA e ao aperfeiçoamento do sistema de monitoramento e 
indicadores da PNSAN.
INTERSETORIALIDADE RELAÇÕES FEDERATIVAS
Meta Responsável
Órgãos 
Parceiros
PPA
8.1
Promover a adesão de 600 municí-
pios ao Sistema Nacional de Segurança 
Alimentar e Nutricional(SISAN), com 
prioridade aos municípios com popu-
lação acima de 200.000 habitantes. 
 
 
CAISAN
Programa 2069 
Objetivo 0377 
Meta 00TE
8.2
Elaboração do III Plano Nacional de Segu-
rança Alimentar e Nutricional e apoio da 
realização da VI Conferência Nacional de 
Segurança Alimentar e Nutricional. 
CAISAN
Programa 2069 
Objetivo 0377 
Iniciativa 05HR
Ações Relacionadas
8.3
 
Promover a elaboração de Planos Estaduais 
de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) 
em todos estados. 
CAISAN
Programa 2069 
Objetivo 0377 
Meta 00TD
8.4
Apoiar o fortalecimento das Caisans Esta-
duais e Municipais nas atribuições relativas 
à promoção da intersetorialidade da Política 
Nacional de Segurança Alimentar e Nutri-
cional.
CAISAN _
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
54
PARTICIPAÇÃO SOCIAL
Meta Responsável
Órgãos 
Parceiros
PPA
8.5
Apoio à realização da V Conferência Nacio-
nal de Segurança Alimentar e Nutricional + 
2 e à realização da VI Conferência Nacional 
de Segurança Alimentar e Nutricional.
MDSA/SESAN _
8.6
Garantir o funcionamento do Conselho Na-
cional de Segurança Alimentar e Nutricional.
CONSEA _
Ação Relacionada
8.7
Apoiar a participação e controle social, por 
meio dos conselhos de segurança alimentar 
e nutricional.
CAISAN _
GESTÃO E FINANCIAMENTO DO SISTEMA
Meta Responsável
Órgãos 
Parceiros
PPA
8.8
Estabelecimento dos mecanismos de finan-
ciamento para a gestão do Sistema Nacional 
de Segurança Alimentar e Nutricional (SI-
SAN), com vistas ao fortalecimento dos seus 
componentes: Câmaras Intersetoriais de 
Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN) 
e Conselhos de Segurança Alimentar e Nu-
tricional (CONSEA). 
CAISAN
Programa 2069 
Objetivo 0377 
Iniciativa 014N
8.9
Realizar um Pacto Federativo pela garantia 
do Direito Humano a Alimentação Adequada 
(DHAA) com estados e municípios.
CAISAN
Programa 2069 
Objetivo 0377 
Meta 00TI
Ação Relacionada
8.10
Aperfeiçoamento da regulamentação do 
Sistema Nacional de Segurança Alimentar e 
Nutricional (Sisan) com relação à adesão das 
entidades com e sem fins lucrativos e nos 
mecanismos de pactuação federativa. 
CAISAN
Programa 2069 
Objetivo 0377 
Iniciativa: 05HQ
 PLANSAN | 2016-2019 55
FORMAÇÃO, PESQUISA E EXTENSÃO EM SAN E DHAA
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
8.11
Implementar o Plano Nacional de Educação 
em Direitos Humanos, ressaltando o Direito 
Humano à Alimentação Adequada.
SDH
Programa 2064 
Objetivo 0255 
Meta 04JJ 
Meta complementada
8.12
Implantação de estratégias de formação 
continuada em SAN e Direito Humano a Ali-
mentação Adequada (DHAA) para gestores e 
representantes da sociedade civil. 
MDSA/SESAN MDS/SAGI
Programa 2069 
Objetivo 0377 
Iniciativa 05HO
Ações Relacionadas 
8.13
Criação de um Comitê Técnico da CAISAN 
com a finalidade de coordenar os esforços 
e orçamentos para pesquisa, formação, 
educação permanente e exensão em DHAA 
e SAN; Apoio a fromação de uma rede em 
educação permanente em DHAA e SAN para 
o SISAN incluindo gestores, conselheiros e 
sociedade civil; Criação de ações de froma-
ção e capacitações aos municpios que ade-
rirem ao SISAN na pespectiva da educação 
permanente em DHAA e SAN.
MCTIC _
8.14
Estímulo e apoio à cooperação científica 
com base na formação de redes para o 
fortalecimento de projetos voltados a ino-
vações tecnológicas relacionadas a Rede de 
Pesquisadores em Soberania e Segurança 
Alimentar e nutricional, Inclusão Digital, 
cidades sustentáveis, mobilidade, transpor-
te, habitação, saneamento, desporto e lazer, 
voltadas para municípios e comunidades 
tradicionais.
MCTIC
Programa 2021 
Objetivo 1055 
Iniciativa 04UB
8.15
Fomento e apoio a realização de ensino, 
pesquisas e extensão em Segurança Alimen-
tar e Nutricional. 
CAISAN
Programa 2069 
Objetivo 0377 
Iniciativa 014M
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
56
EXIGIBILIDADE E MONITORAMENTO DO DHAA
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
8.16
Estabelecimento de fluxo de exigibilidade 
para a garantia do Direito Humano à Alimen-
tação Adequada (DHAA), em conformidade a 
Lei 11.346/2006. 
CAISAN
Programa 2069 
Objetivo 0377 
Iniciativa 05HP 
8.17
Aprimorar o processo de acolhimento, análi-
se e encaminhamento de manifestações de 
denúncias e reclamações sobre violações 
de direitos humanos.
SDH
Programa 2064 
Objetivo 0975 
Meta 04RY 
Meta complementada
Ações relacionadas
8.18
Atualização dos indicadores do Sistema de 
Monitoramento e Avaliação da PNSAN, con-
forme estabelecido no Decreto 7272/2010. 
CAISAN _
8.19
Consolidação da Comissão Especial de Mo-
nitoramento de Violações do Direito Huma-
no à Alimentação Adequada como instância 
capaz de receber, investigar e recomendar 
ações corretivas e reparadoras de violações 
do DHAA.
SDH _
DESAFIO 6.9 - APOIO ÀS INICIATIVAS DE PROMOÇÃO DA 
SOBERANIA, SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL, 
DO DIREITO HUMANO À ALIMENTAÇÃO ADEQUADA E DE 
SISTEMAS ALIMENTARES DEMOCRÁTICOS, SAUDÁVEIS E 
SUSTENTÁVEIS EM ÂMBITO INTERNACIONAL, POR MEIO 
DO DIÁLOGO E DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL 
O reconhecimento do direito à alimentação adequada como um direito humano estimulou o Brasil 
a promover a segurança e a soberania alimentar e nutricional também por meio da cooperação 
e do diálogo internacional.
A Lei 11.346/2006 é orientada pelo princípio do DHAA e propõe que o Estado brasileiro deve 
empenhar-se na promoção da cooperação técnica com países, contribuindo para o fortalecimento 
das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional pautadas na soberania alimentar.
Em 2014, foi realizada a Segunda Conferência Internacional de Nutrição (ICN2), pela Organização 
das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e pela Organização Mundial da Saúde 
 PLANSAN | 2016-2019 57
(OMS). Esta teve como um dos temas centrais a relação entre todas asformas de má-nutrição e os 
sistemas alimentares dos países. A Conferência endossou uma declaração política sobre os desafios 
atuais da nutrição global e uma matriz orientadora de ações, bem como propôs o estabelecimento 
de uma “Década da Nutrição” aprovada recentemente em Assembleia das Nações Unidas. Dentre 
os compromissos na carta política, destaca-se aperfeiçoar os sistemas alimentares sustentáveis 
por meio do desenvolvimento de políticas públicas da produção ao consumo. 
Um grande desafio na área internacional é inserir o Brasil de forma coordenada nas discussões 
sobre governança global dos sistemas alimentares internacionais, no âmbito da Organização das 
Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Programa Mundial de Alimentos (PMA), Fundo 
Internacional de Desenvolvimento Agrícola das Nações Unidas (FIDA), Organização Mundial da 
Saúde (OMS), Organização Mundial do Comércio (OMC) e outros fóruns multilaterais. 
Importante ressaltar que a América Latina e o Caribe, a África, os Países de Língua Portuguesa e 
os BRICS representam espaços privilegiados para consolidar esforços de disseminação das expe-
riências exitosas de políticas públicas brasileiras para a erradicação da fome.
GOVERNANÇA GLOBAL 
Meta Responsável
Órgãos 
Parceiros
PPA
9.1
Inserir o Brasil de forma coordenada no 
acompanhamento da Agenda 2030 e nas 
discussões sobre governança global dos sis-
temas alimentares internacionais saudáveis, 
no âmbito do Comitê de Segurança Alimen-
tar Mundial (CSA), da Organização das Na-
ções Unidas para Alimentação e Agricultura 
(FAO), do Programa Mundial de Alimentos 
das Nações Unidas (PMA), do Fundo Interna-
cional do Desenvolvimento Agrícola (FIDA), 
da Organização Mundial da Saúde (OMS), da 
Organização Mundial do Comércio (OMC), da 
Conferência das Partes sobre Mudança do 
Clima (COP) e de outros fóruns multilaterais.
MRE
Programa 2069 
Objetivo 1118 
Meta 04FB 
Meta complementada
9.2
Atuação na implementação do Plano de 
Ação da 2ª Conferência Internacional de 
Nutrição (ICN2), com ênfase na formulação 
e implementação da Década Internacional 
da Nutrição, com vistas ao reconhecimento 
internacional e ao enfrentamento concerta-
do das múltiplas causas e consequências da 
má nutrição. 
MRE
MS; MDSA; 
MEC
Programa 2069 
Objetivo 1118 
Iniciativa 05NK 
Iniciativa complementada
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
58
COOPERAÇÃO INTERNACIONAL
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
9.3
Elaboração de propostas de marcos legais e 
regulatórios e da política para a cooperação 
internacional, com a participação da socie-
dade civil. 
MRE
Programa 2082 
Objetivo 1150 
Meta 04PN 
Meta complementada
9.4
Promoção e fortalecimento da cooperação 
internacional em políticas para o desenvol-
vimento rural sustentável, inovação, comer-
cialização e abastecimento, com foco na 
agricultura familiar, soberania e segurança 
alimentar e nutricional. 
SEAD/Área In-
ternacional
Programa 2012 
Objetivo 0761 
Iniciativa 04YM
9.5
Fortalecer e ampliar mecanismos e ações de 
diálogo político e cooperação com os países 
de língua portuguesa, na esfera bilateral e 
no âmbito da Comunidade dos Países de 
Língua Portuguesa (CPLP). 
MRE SEAD; MDSA
Programa 2082 
Objetivo 1141 
Meta 04NI
Ações Relacionadas
9.6
Ações de articulação política e cooperação 
setorial com os países da América Latina e 
Caribe, na esfera bilateral e no âmbito de 
organismos internacionais e regionais, com 
ênfase na Comunidade dos Estados LatinoA-
mericanos e Caribenhos (CELAC) e no Mer-
cado Comum do Sul (MERCOSUL) nos temas 
de Segurança Alimentar e Nutricional, Agri-
cultura Familiar e Desenvolvimento Rural; 
levando-se em conta a perspectiva de gêne-
ro e de povos e comunidades tradicionais. 
MRE MDA; MDSA
Programa 2082 
Objetivo 1141 
Iniciativa 06AA 
Iniciativa complementada
9.7
Proposição e apoio à elaboração e à imple-
mentação de programas e ações de diálogo 
político e cooperação com os países afri-
canos na esfera bilateral e no âmbito de 
organismos internacionais e regionais, em 
Segurança Alimentar e Nutricional, Agricul-
tura Familiar e Gênero. 
MRE
Programa 2082 
Objetivo 1141 
Iniciativa 06AB 
Iniciativa complementada
9.8
Estruturação do diálogo federativo sobre 
cooperação internacional para a segurança 
e a soberania alimentar.
MRE
Programa 2069 
Objetivo 1118 
Iniciativa 05NL
9.9
Promover o diálogo e a cooperação interna-
cional no âmbito da promoção e proteção o 
Direito Humano à Alimentação Adequada. 
MRE SDH
Programa 2082 
Objetivo 1145 
Meta 04P3 
Meta complementada
 PLANSAN | 2016-2019 59
9.10
Ampliar a capacidade de resposta rápida e 
efetiva da cooperação internacional huma-
nitária. 
MRE
Programa 2082 
Objetivo 1150 
Meta 04PO
PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL 
Meta Responsável 
Órgãos 
Parceiros
PPA
9.11
Estabelecimento de fórum permanente de 
diálogo com a sociedade civil brasileira em 
temas de cooperação internacional inclusi-
ve no que se refere a Segurança Alimentar e 
Nutricional. 
MRE
Programa 2082 
Objetivo 1150 
Iniciativa 06GD 
Iniciativa complementada
Ação Relacionada
9.12
Estruturação da formação de redes interna-
cionais de instituições de ensino, pesquisa 
e extensão em Segurança Alimentar e Nutri-
cional (SAN) inclusive com vistas a ações de 
capacitação na cooperação internacional.
MRE
Programa 2069 
Objetivo 1118 
Iniciativa 05NH 
Iniciativa complementada
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
60
7. INDICADORES E MONITORAMENTO
7.1 - O SISTEMA DE MONITORAMENTO DA SAN
De acordo com o artigo 21 do Decreto 7.272/2010, o monitoramento e avaliação da PNSAN será 
feito por sistema constituído de instrumentos, metodologias e recursos capazes de aferir a reali-
zação progressiva do direito humano à alimentação adequada, o grau de implementação daquela 
Política e o atendimento dos objetivos e metas estabelecidas e pactuadas no Plano Nacional de 
Segurança Alimentar e Nutricional.
O sistema terá como princípios a participação social, equidade, transparência, publicidade e faci-
lidade de acesso às informações. Deverá organizar, de forma integrada, os indicadores existentes 
nos diversos setores e contemplar as seguintes dimensões de análise:
 I - produção de alimentos;
 II - disponibilidade de alimentos;
 III - renda e condições de vida;
 IV - acesso à alimentação adequada e saudável, incluindo água;
 V - saúde, nutrição e acesso a serviços relacionados;
 VI - educação; e
 VII - programas e ações relacionadas à segurança alimentar e nutricional.
O sistema de monitoramento e avaliação ainda deverá identificar os grupos populacionais mais 
vulneráveis à violação do direito humano à alimentação adequada, consolidando dados sobre 
desigualdades sociais, étnico-raciais e de gênero.
Dessa forma, o monitoramento do PLANSAN objetiva acompanhar a execução das ações gover-
namentais voltadas para a promoção da SAN e aferir o desempenho da atuação governamental 
nessa temática, possibilitando intervenções que visem o aprimoramento da gestão pública. O 
conjunto de informações gerado nas atividades de monitoramento também é fundamental para 
a prestação de contas da ação governamental à sociedade. 
A CAISAN é a instância responsável por tornar públicas as informações relativas à SAN da população 
brasileira (§3o, art. 21, decreto 7.272/2010). Para isso, instituiu um Comitê Técnico permanente 
cuja atribuição é definir instrumentos e metodologia para monitorar, avaliar e divulgar as análises 
a respeito dos determinantes da SAN e da implementação dos objetivos e metas do PLANSAN.
A seguir, são apresentados os indicadores de SAN para cada desafio do Plano e as dimensõesde 
análise a eles associadas. Para a superação de cada desafio, foi proposto um conjunto de metas 
estratégicas, seus respectivos responsáveis e sua correspondência com o PPA. A análise da im-
plementação de cada uma se dará por meio de indicadores de produto/processo específicos e 
relacionados a cada programa cujas informações serão disponibilizadas pelos órgãos responsáveis 
 PLANSAN | 2016-2019 61
no Sistema de monitoramento das metas do PLANSAN - SISPLANSAN 9
Além dos indicadores relacionados às metas, foram propostos indicadores de contexto/resultado 
que permitem uma análise mais ampla do contexto e dos determinantes nos quais se insere o 
desafio e se estruturam os programas, ao mesmo tempo em que também possibilitem a medida de 
efetividade e impacto das ações propostas na superação dos desafios colocados. Os indicadores 
foram escolhidos considerando critérios de relevância, sensibilidade, especificidade e correlação 
com os respectivos desafios, confiabilidade, periodicidade, comparabilidade da série histórica e 
possibilidade de maior desagregação populacional e territorial possível.
9 http://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/plansanp/
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
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PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
78
7.2 - OBJETIVOS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 
(ODS) E A AGENDA DA SAN
A nova agenda para a ação global entrou em vigor em 2016 e visa orientar as decisões que 
serão tomadas pelos países nos próximos 15 anos. Essa agenda é constituída por 17 Objetivos 
de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas associadas. Esses novos objetivos foram 
construídos a partir do legado dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e buscam 
concretizar os direitos humanos de todos e alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento 
das mulheres, equilibrando as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a 
social e a ambiental. 
Os ODS e metas são de natureza global, mas consideram as diferentes realidades, capacidades 
e níveis de desenvolvimento nacionais, respeitando as políticas e prioridades nacionais. Cada 
governo define suas próprias metas nacionais, guiados pelo nível global, mas levando em conta 
as circunstâncias nacionais. Também decide como essas metas globais devem ser incorporadas 
nos processos, políticas e estratégias nacionais de planejamento.
Os compromissos assumidos na temática de SAN estão destacados abaixo:
OBJETIVO 1. ERRADICAÇÃO DA POBREZA - ACABAR COM A POBREZA 
EM TODAS AS SUAS FORMAS, EM TODOS OS LUGARES.
1.1 Até 2030, erradicar a pobreza extrema para todas as pessoas em todos os lugares, 
atualmente medida como pessoas vivendo com menos de US$ 1,25 por dia.
1.2 Até 2030, reduzir pelo menos à metade a proporção de homens, mulheres e crianças, 
de todas as idades, que vivem na pobreza, em todas as suas dimensões, de acordo com as 
definições nacionais.
OBJETIVO 2. ACABAR COM A FOME, ALCANÇAR A SEGURANÇA ALI-
MENTAR E MELHORIA DA NUTRIÇÃO E PROMOVER A AGRICULTURA 
SUSTENTÁVEL.
2.1. Até 2030, acabar com a fome e garantir o acesso de todas as pessoas, em particular 
os pobres e pessoas em situações vulneráveis, incluindo crianças, a alimentos seguros, 
nutritivos e suficientes durante todo o ano.
 PLANSAN | 2016-2019 79
2.2. Até 2030, acabar com todas as formas de desnutrição, incluindo atingir, até 2025, as 
metas acordadas internacionalmente sobre nanismo e caquexia em crianças menores de 
cinco anos de idade, e atender às necessidades nutricionais dos adolescentes, mulheres 
grávidas e lactantes e pessoas idosas.
2.3. Até 2030, dobrar a produtividade agrícola e a renda dos pequenos produtores de ali-
mentos, particularmente das mulheres, povos indígenas, agricultores familiares, pastores e 
pescadores, inclusive por meio de acesso seguro e igual à terra, outros recursos produtivos 
e insumos, conhecimento, serviços financeiros, mercados e oportunidades de agregação 
de valor e de emprego não agrícola.
2.4. Até 2030, garantir sistemas sustentáveis de produção de alimentos e implementar 
práticas agrícolas resilientes, que aumentem a produtividade e a produção, que ajudem a 
manter os ecossistemas, que fortaleçam a capacidade de adaptação às mudanças climá-
ticas, às condições meteorológicas extremas, secas, inundações e outros desastres, e que 
melhorem progressivamente a qualidade da terra e do solo.
2.5. Até 2020, manter a diversidade genética de sementes, plantas cultivadas, animais 
de criação e domesticados e suas respectivas espécies selvagens, inclusive por meio de 
bancos de sementes e plantas diversificados e bem geridos em nível nacional, regional e 
internacional, e garantir o acesso e a repartição justa e equitativa dos benefícios decorren-
tes da utilização dos recursos genéticos e conhecimentos tradicionais associados, como 
acordado internacionalmente.
OBJETIVO 3. SAÚDE DE QUALIDADE - ASSEGURAR UMA VIDA SAU-
DÁVEL E PROMOVER O BEM-ESTAR PARA TODOS, EM TODAS AS 
IDADES.
3.1 Até 2030, reduzir substancialmente o número de mortes e doenças por produtos quí-
micos perigosos, contaminação e poluição do ar e água do solo.
OBJETIVO 6. ÁGUA LIMPA E SANEAMENTO - GARANTIR DISPONIBI-
LIDADE E MANEJO SUSTENTÁVEL DA ÁGUA E SANEAMENTO PARA 
TODOS.
6.4 Até 2030, aumentar substancialmente a eficiência do uso da água em todos os setores e 
assegurarretiradas sustentáveis e o abastecimento de água doce para enfrentar a escassez de 
água, e reduzir substancialmente o número de pessoas que sofrem com a escassez de água. 
PLANO NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
 
80
OBJETIVO 7. CONSUMO RESPONSÁVEL - ASSEGURAR PADRÕES DE 
PRODUÇÃO E DE CONSUMO SUSTENTÁVEIS.
12.3 Até 2030, reduzir pela metade o desperdício de alimentos per capita mundial, nos 
níveis de varejo e do consumidor, e reduzir as perdas de alimentos ao longo das cadeias 
de produção e abastecimento, incluindo as perdas pós-colheita.
OBJETIVO 15. VIDA SOBRE A TERRA - PROTEGER, RECUPERAR E 
PROMOVER O USO SUSTENTÁVEL DOS ECOSSISTEMAS TERRES-
TRES, GERIR DE FORMA SUSTENTÁVEL AS FLORESTAS, COMBATER 
A DESERTIFICAÇÃO, DETER E REVERTER A DEGRADAÇÃO DA TERRA 
E DETER A PERDA DE BIODIVERSIDADE.
15.6 Garantir uma repartição justa e equitativa dos benefícios derivados da utilização dos 
recursos genéticos e promover o acesso adequado aos recursos genéticos.
15.9 Até 2020, integrar os valores dos ecossistemas e da biodiversidade ao planejamento 
nacional e local, nos processos de desenvolvimento, nas estratégias de redução da pobreza 
e nos sistemas de contas.
Nesse contexto, o processo de construção do PLANSAN buscou alinhar as metas nacionais com as metas assumidas 
pelo Brasil no nível internacional (ODS) no que se refere à SAN. O grande desafio que está colocado é o monitora-
mento da evolução das metas a partir da construção de indicadores de forma conjunta e que realmente reflitam os 
resultados esperados dentro dos objetivos pactuados.
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