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Resumo Protese Fixa

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Prótese Parcial Fixa

Princípios Fundamentais de Prótese Parcial Fixa
1-Preservação da estrutura dos dentes
2- Retenção e resistência
2.1-Conicidade
2.2-Liberdade de deslocamento
2.3 -Comprimento
2.4- Substituição das características internas
2.5- Eixo de inserção
3- Durabilidade Estrutural
4-Integridade das margens
4.1-Tipo de terminações marginais
5-Preservação do Periodonto

1.Preservação da Estrutura do Dente
Deve ser desgastado somente o necessário;
Fazendo o bisel para mascarar a interface da restauração.

2.Retenção e Resistencia

Retenção:
Impede que a restauração saia pelo eixo de inserção ou pelo eixo longitudinal do preparo do dente;
Quanto mais longo o preparo mais retenção.

Resistência:
 Impede o deslocamento da restauração pela ação das forças tangenciais, além de impedir qualquer movimento da restauração sob ação das forças oclusais;
Depende do preparo, quanto mais achatado, maior a resistência e mais arredondado menor a resistência. Sendo assim, maior a área de preparo maior a retenção.

Subprincípios de Retenção e Resistência

2.1 Conicidade
É a soma das paredes opostas;
Ângulo de convergência ou ângulo de divergência;
 Inclinação com as brocas tronco-cônicas (3º);
 Retenção: paralelismo das paredes (maisparalela mais retentiva);
 Menor a retenção maior a conicidade
Retenção Ideal: 6º, 3º em cada parede, conseguida através da broca tronco-cônica ao longo eixo de dente;
Conicidade Aceitável: até15º.

2.2 Liberdade de Deslocamento

A retenção melhora quando diminui, geometricamente, o número de trajetórias ao longo das quais a restauração pode sair do preparo do dente;
Podem ser feitas canaletas: Só um eixo de inserção permite um encaixe, com isso aumenta a retenção.
Diminuindo a trajetória de inserção aumenta a retenção.

2.3- Comprimento

O comprimento deve ser suficiente para interceptar o arco descrito pela restauração quando esta gira sobre um ponto situado na sua margem oposta;
Preparos longos aumentam a retenção;
Devem possuir área de travamento;

Altura do Preparo: Deve ter altura necessária.

Diâmetro do Dente: Preparo com o mesmo comprimento mais com diâmetros diferentes (molar ou incisivo, incisivo retém melhor), pois terá área de travamento.

Sulcos nas paredes axiais = Redução do raio rotacional, podem ser feitos canaletas.

2.4 Substituição das características internas

Utilização de artifícios internos para aumentar a retenção:
Sulcos
Caixas
Orifícios para pinos
Canaleta (mais contato do preparo com a estrutura interna)

Porque aumentar a retenção?
Esses artifícios deixam o preparo mais retentivo, pois aumentam a área de superfície de preparo, diminuindo a trajetória de inserção e remoção.
Aumentando a área de retenção do preparo, diminui a trajetória de inserção e remoção.

2.5 Eixo de Inserção
O eixo de inserção é uma linha imaginária ao longo da qual a restauração será colocada no preparo ou dela retirada;
Fechar um olho e olhar com um olho só a +- 30 cm, onde deve ser visualizada pela oclusal, toda a margem gengival;
Deve ser considerado em duas dimensões:

Vestíbulo- Lingual:
O longo eixo do dente deve coincidir com o longo eixo do preparo;
Caso não coincidir, e for deslocado para a vestibular duas coisas podem acontecer: Sobrecontorno (Maior volume), enfraquecimento (aparece o metal do coping), também é pouco estético.
Caso não coincidir e for deslocado para lingual, podem ter problemas endodônticos (pela proximidade da polpa0, menor retenção e ângulo de convergência aumentado.
Se para lingual: desgasta muito, a conicidade do preparo perde a retenção.

Mésio-Lingual:
Eixo de inserção do preparo deve coincidir com o longo eixo dos dentes vizinhos;
Paralelismo entre o eixo do preparo e o longo eixo dos dentes vizinhos, seria ideal, caso contrário ocorrerá muitos desgastes e poderá ficar sem ponto de contato.
Quando paralelo evita áreas de travamento

3.Durabilidade Estrutural

Uma restauração deve conter um volume de material suficiente para resistir as forças de oclusão, e que se restrinja ao espaço criado pelo preparo do dente;
Redução oclusal
Bi selamento das cúspides funcionais
Redução axial

Redução Oclusal: com desgaste oclusal, tiramos o volume adequado conferindo resistência. Para coroa metalocerâmica: 2mm de desgaste nas cúspides funcionais e 1,5mm nas não funcionais.
O padrão de desgaste deve ser cópia do original.

Bi selamento das cúspides funcionais: bisel amplo das vertentes nas linguais: cúspides palatinas superiores e vestibular: cúspides vestibular inferiores.
Se o bisel não for feito:
Área delgada: perfuração da coroa;
Sobrecontorno: problemas oclusais;
Inclinação exagerada: diminuí a retenção.

Redução Axial: Redução das paredes V, L e proximais insuficiente:
Restauração paredes finas: distorção e fratura;
Sobrecontontorno: problemas periodontais.

4.Integridade das Margens

A restauração só poderá subsistir no meio biológico bucal se suas margens estiverem estreitamente adaptadas à linha de terminação cavo-superficial do preparo

Terminações marginais
Configuração ou forma do preparo na região cervical na sua porção final

Tipos de Terminações Marginais

Junta Topo a Topo

Junta Deslizante

Tipos de Terminações Marginais Junta Topo a Topo

Ombro ou degrau
Broca 3039 após o preparo na terminação marginal;
Indicações: Coroa metal free.

Chanfro Grosso ou Chanfro Profundo
Indicações: Coroa metal free

Tipos de Terminações Marginais Junta Deslizante

Lamina de Faca
Término em 0º
Coroa totalmente metálica;
Se usa em 2º e 3º molar;
Desgaste mínimo de 0,5mm e ideal para metalocerâmica 1,5mm.

Chanfro Simples/Chanferete
Indicações: Coroas totalmente metálicas;
Face lingual de coroas metalocerâmicas.

Chanfro Grosso ou Profundo Biselado
Indicações: Coroa metalocerâmica
Chanfro grosso não faz bisel;
Diferença entre simples e profundo: profundidade

Ombro ou degrau biselado
Indicações: Coroa metalocerâmica

Degrau inclinado 135º (45º)
Indicações: Coroa Metaloceramica;
Broca 3125;
É sempre o mais indicado.

5.Preservação do Periodonto
A localização de linhas de terminação influencia diretamente na facilidade de construção de uma restauração e nos resultados finais obtidos

Localização da terminação marginal na margem gengival
Supra-sulcular – terminação aquém da margem gengival
 Gengival – ao nível da margem gengival
 Intra-sulcular – dentro do sulco gengival
 Sub-sulcular – invasão do espaço biológico

Indicação da localização da terminação marginal na margem gengival
Região Estética
 - Término intra-sulcular 0,5 mm dentro do sulco
 Região não-estética
 - Término supra-sulcular
 - Término gengival

Linha de terminação Ideal:
Acessível a higienização
Facilidade de reprodução
Em esmalte quando possível
Supra gengival quando possível
Quando subgengival, não mais do que a 2mm da crista alveolar

0,5mm intra sulcular= Ideal

PROTEÇÃO DO COMPLEXO DENTINA-POLPA

EM PROCEDIMENTOS PROTÉTICOS

						
ASPECTOS HISTOLÓGICOS DO COMPLEXO DENTINA-POLPA

Vasos
Inervação
Fibras
Substância intercelular amorfa
Células de defesa
Células progenitoras
Túbulos dentinários
Dentina Peri e intratubular
Permeabilidade dentinária
Esclerose dentinária
Inflamação pulpar
Inflamação periapical
CONDIÇÕES DO DENTE PREPARADO

Quanto ao dente ideal para o preparo
- Dente Hígido x Dente Restaurado
Dente restaurado melhor para manter a vitalidade pulpar pois tem a deposição de dentina esclerosada, diminuindo a câmara pulpar.
Dente Hígido: maior numero de dentes que partem para a endo/exo.
Sempre tentar manter o dente vital.

Quanto a idade do dente
 		- Dente Jovem x Dente Adulto
Adulto tem mais deposição de dentina.

Quanto às condições de paralelismo
	
Melhor: posição normal
Inclinação: desgastes