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PONTOS DE REVISÃO   ANÁLISE INSTRUMENTAL

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PONTOS DE REVISÃO – ANÁLISE INSTRUMENTAL APLICADA A FARMÁCIA 
 
Ponto 1 : 
Alargamento de banda: é o alargamento do pico e pode ocorrer por fatores extracoluna 
(comprimento das conexões, por exemplo) ou por fatores da coluna, caracterizando, 
neste último caso, em uma perda de eficiência da coluna. 
Van Deemter e seus colaboradores foram os primeiros a teorizarem sobre o assunto 
“alargamento de banda” em 1950, dando origem à conhecida Equação de Van 
Deemter. 
Colunas cromatográficas: as maiores contribuições para o alargamento de banda em 
CLAE 
 
 
Ponto 2: 
Bombas de alta pressão: responsáveis por permitir o fluxo da FM a uma pressão alta 
e constante em um sistema que trabalha com FE compacta e composta de partículas 
muito reduzidas. Essas partículas exercem resistência muito alta ao fluxo da FM, que 
deverá deslocar-se em alta pressão, caso contrário a análise seria extremamente 
lenta. O fluxo da FM também deve ser constante, a fim de garantir a reprodutibilidade, 
sensibilidade e resolução da análise. A eluição pode ser do tipo isocrática ou por 
gradiente (Figura 2.9). Na isocrática, a composição da FM não muda durante a análise 
(Figura 2.9, cromatograma 1, coeluição dos picos B e C). Na eluição por gradiente, a 
FM pode ser alterada (Figura 2.9, cromatograma 2, picos B e C resolvidos). O 
gradiente de concentração dos solventes é muito utilizado para separar compostos 
com Tr muito próximos, que não seriam separados em condições isocráticas (picos B 
e C da Figura 2.9), ou para diminuir o tempo de retenção de um composto separado 
e que elua muito depois dos outros compostos (pico D da Figura 2.9). No 
cromatograma 2 desta mesma figura, é possível observar que os picos B e C se 
tornaram seletivos (separados um do outro) e resolvidos (separados, finos e 
simétricos). As bombas empregadas em CLAE devem operar a pressões de até 500 
atm com a mesma precisão e exatidão de operações à pressão quase ambiente; não 
devem ser corroídas pelas FM empregadas; as válvulas e os pistões devem ser 
extremamente resistentes a altas pressões, atritos etc.; seus controles eletrônicos 
devem permitir a programação da vazão e a possibilidade de parar o processo por 
razões de segurança. As mais utilizadas são as recíprocas, tipo seringa e 
pneumáticas. As bombas recíprocas escoam volumes constantes de forma não 
contínua, isto é, pulsante. Operam mediante o movimento de um pistão ou diafragma 
e através de um sistema de válvulas que, alternadamente, se abrem e fecham. Uma 
das desvantagens desse tipo de bomba é que se obtém uma vazão pulsando, e não 
em forma contínua e uniforme. Isso pode causar perda na eficiência da coluna e 
instabilidade do detector. Mesmo assim, são as mais utilizadas. 
As bombas tipo seringa, chamadas também de êmbolo ou deslocamento contínuo, 
possuem um êmbolo ou pistão que é deslocado de forma contínua e uniforme por um 
motor, comprimindo o líquido contido em uma câmara. O líquido flui através de uma 
abertura na câmara e se obtém assim uma vazão livre de pulsações. A desvantagem 
é que o volume da câmara é limitado e não é possível realizar a eluição por gradiente. 
No caso das bombas pneumáticas, o líquido é deslocado mediante a pressão exercida 
por um gás inerte à alta pressão. Pode ser feito de forma direta sobre o líquido ou 
sobre o recipiente comprimível que o contém. As desvantagens dessas bombas são 
a capacidade limitada no volume, que pode ser bombeado, e a difusão, que apresenta 
o gás no líquido quando está em contato direto. 
 
Ponto 3: 
Eletrogravimetria com potencial controlado: para separar espécies com potenciais de 
eletrodo que diferem em apenas poucos décimos de volt, precisamos empregar 
técnicas mais sofisticadas, já que, como vimos, a polarização que ocorre no catodo 
faz com que o potencial do eletrodo se torne tão negativo que a codeposição de outras 
espécies presentes se inicia antes do analito estar completamente depositado. Um 
grande deslocamento negativo no potencial do cátodo pode ser evitado pelo uso do 
sistema de três eletrodos ao invés do de dois eletrodos (eletrodo de referência, de 
trabalho e um contra-eletrodo). Nesse sistema, existem dois circuitos elétricos 
independentes que compartilham um eletrodo em comum, o eletrodo de trabalho. Um 
dos circuitos é o circuito de eletrolise e o outro é o circuito de controle. A resistência 
elétrica no circuito de controle é tão grande que o circuito de eletrólise fornece 
essencialmente toda a corrente para a eletrólise. O circuito de controle monitora 
continuamente a voltagem entre o eletrodo de trabalho e o de referência e mantém 
sob valor controlado. O eletrodo de trabalho (catodo) consiste em uma malha cilíndrica 
metálica (geralmente, platina ou latão) e o contra-eletrodo (anodo) gira de maneira a 
funcionar como um agitador mecânico. O uso de cátodo de mercúrio é particularmente 
útil para remover elementos facilmente reduzíveis em uma etapa preliminar de análise. 
É possível separar cobre, níquel e prata de íons, como alumínio, sulfatos e fosfatos. 
Os metais depositados se dissolvem no mercúrio para formar amálgamas, que são 
removidas da solução do analito. Vários metais podem ser determinados em misturas 
por deposições sucessivas dos metais em um catodo de platina previamente pesado. 
Após cada deposição, o catodo é pesado e retorna para a solução. A cada vez um 
potencial mais negativo é aplicado (-0,2, -0,4, -0,6 V) e novas deposições vão 
ocorrendo. Aqui, uma desvantagem é o tempo necessário para a lavagem, secagem 
e pesagem dos eletrodos. 
 
Ponto 4: 
Os métodos espectroscópicos podem ser classificados de diferentes formas, mas a 
mais comum é quanto à característica da radiação observada. Métodos como 
fluorimetria, fluorescência atômica e plasma por acoplamento indutivo (ICP) se 
baseiam no fenômeno da emissão da radiação, enquanto métodos como absorção no 
ultravioleta-visível (UV-Vis), infravermelho, ressonância magnética nuclear e absorção 
atômica se baseiam no fenômeno da absorção da luz. Nesta unidade, falaremos 
especificamente sobre a espectroscopia de absorção molecular na região do UV-Vis. 
Absorção molecular UV-Vis: radiação monocromática, vários estados energéticos, 
gerando várias bandas de absorção. Ainda, para cada nível eletrônico, existem vários 
vibracionais e, para cada vibracional, vários rotacionais. 
O fenômeno de absorção requer duas medidas: uma antes do feixe passar pelo meio 
que contém a amostra com o analito (radiação incidente, P0), e outra depois (radiação 
transmitida, P), conforme a Figura 3.4. 
 
A fração da radiação incidente transmitida pelo meio é chamada de Transmitância (T), 
enquanto que a fração absorvida é chamada de Absorbância (A). 
Para uma radiação monocromática, A (absortividade do meio) é diretamente 
proporcional ao caminho ou percurso (b) percorrido pela radiação através do meio e 
a concentração (C) da espécie absorvente. Assim, temos a Lei de Beer, A = a.b.C , 
sendo a a absortividade do meio. A absortividade refere-se sempre a substâncias 
puras por tratar-se de uma propriedade física específica de cada substância. 
A Lei de Beer também pode ser aplicada para misturas contendo mais de uma 
substância, desde que não interajam entre si. A obediência à Lei de Beer pressupõe 
radiação monocromática, o comprimento de onda escolhido coincida com o máximo 
de absorção da substância, meio homogêneo, ausência de interferentes e espécies 
absorventes independente das demais. 
 
 
 
 
A Lei de Lambert-Beer, comumente conhecida como Lei de Beer, A = a.b.C , é 
utilizada para medir a absorbância de uma radiação que passa em uma amostra 
contendo os analitos de interesse. No entanto, essa equação é válida somente em 
algumas condições específicas de medição. Dentre as alternativas a seguir, assinale 
a que representa somente condições válidas para a aplicação da Lei de Beer. 
a) Radiação

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