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1 RESSONÂNCIA MAGNÉTICA NUCLEAR Prof. Dr. Roberto Berlinck Análise de Compostos Orgânicos Capítulo III O Retorno de Jedi Acoplamento Spin-Spin Espectro do etanol em baixa resolução CH3C OH H H 1 2 3 1 2 3 Observa-se apenas linhas alargadas para o sinal de cada um dos três tipos de hidrogênios diferentes presentes na molécula. 2 Acoplamento Spin-Spin Espectro do etanol em resolução “normal” CH3C OH H H 1 2 3 1 2 3 Observa-se que os sinais dos hidrogênios 2 e 3 apresentam-se como “linhas múltiplas”. O que dá origem à este “fenômeno”? Acoplamento Spin-Spin Pelo fato dos núcleos dos átomos com I?0 terem momento magnético, comportam-se como “ímãs. Por se comportarem como ímãs, os núcleos “sentirão” uns aos outros através das ligações químicas. Isso por que os elétrons que constituem as ligações químicas também apresentam I?0, e “sentirão” o momento magnético dos núcleos, “transmitindo esta informação” entre os núcleos acoplamento spin-spin. H C C H transmissão da informação acoplamento spin-spin O acoplamento spin-spin é também chamado de acoplamento escalar, pois é transmitido através de ligações químicas e é mensurável (J1H-1H). 3 Acoplamento Spin-Spin O número de linhas de um determinado sinal de um ou mais 1Hs de uma mesma molécula reflete o acoplamento spin-spin entre os núcleos. No caso do etanol: Os hidrogênios do grupo metileno (CH2-2) “sentem” os hidrogênios do grupo CH3-3 vizinho, e o seu sinal aparece como sendo um quarteto (quatro linhas simétricas duas a duas). CH3C OH H H 1 2 3 1 2 3 Acoplamento Spin-Spin O mesmo acontece com os hidrogênios do grupo metila CH3-3, que “sentem” os dois hidrogênios do grupo CH2-2 vizinho, e o seu sinal aparece como sendo um tripleto. CH3C OH H H 1 2 3 1 2 3 Por que o hidrogênio do grupo OH não “sente” os dois hidrogênios vizinhos do grupo CH2-2? Pelo fato de estar ligado a um heteroátomo muitas implicações. 4 Acoplamento Spin-Spin Outro exemplo: O hidrogênio do grupo CH-(a) “sente” os dois hidrogênios do grupo CH2- (b) vizinho, e seu sinal aparece como sendo um tripleto. Acoplamento Spin-Spin Outro exemplo: O mesmo acontece para os hidrogênios do grupo CH2-(b), que “sentem” o hidrogênio do grupo CH-(a), e seu sinal aparece como sendo um dubleto. 5 Acoplamento Spin-Spin Logo, a multiplicidade do sinal de um determinado hidrogênio, ou de um grupo de hidrogênios idênticos, será multiplicidade do sinal = n + 1 aonde n = número de hidrogênios vizinhos. Assim, CH3C OH H H 1 2 3 Multiplicidade do CH3 = 3 (2 vizinhos) tripleto Multiplicidade do CH2 = 4 (3 vizinhos) quarteto Multiplicidade do CH = 3 (2 vizinhos) tripleto Multiplicidade do CH2 = 2 (1 vizinho) dubleto Cl C Cl H C Cl H H Acoplamento Spin-Spin Qual o fenômeno físico que dá origem à multiplicidade das linhas? Um hidrogênio, ou um grupo de hidrogênios idênticos, “observa” as duas orientações de spin de cada um dos hidrogênios do grupo vizinho com o qual estão acoplando. Assim, no caso do etanol, os núcleos dos dois hidrogênios do grupo CH2 podem assumir as seguintes orientações de spin: CH3C OH H H 1 2 3 linha externa do tripleto linha interna do tripleto, com o dobro da intensidade linha externa do tripleto 6 Acoplamento Spin-Spin E os hidrogênios do grupo CH3 (metila), poderão assumir todas as orientações de spin assinaladas abaixo, fazendo com que o sinal do grupo CH2 (metileno) apareça como um quarteto. CH3C OH H H 1 2 3 linha externa do quarteto linha interna do quarteto, com o triplo da intensidade linha interna do quarteto, com o triplo da intensidade linha externa do quarteto Acoplamento Spin-Spin No caso do 1,1,2-tricloroetano, aplica-se a mesma regra. Ou seja, o hidrogênio do grupo CH observa todas as orientações dos hidrogênios do grupo CH2, e o sinal do CH aparecerá como um tripleto. Cl C Cl H C Cl H H linha externa do tripleto linha interna do tripleto, com o dobro da intensidade linha externa do tripleto E o sinal dos hidrogênios do grupo CH2 aparecerá como um dubleto,devido às duas orientações possíveis de serem observadas para o núcleo do átomo de hidrogênio do grupo CH. 7 Acoplamento Spin-Spin Logo, como a multiplicidade de um sinal depende do número de spin do átomo vizinho, a multiplicidade de um átomo ou grupo de átomos idênticos acoplados com núcleos vizinhos será: multiplicidade do sinal = 2.n.I + 1 Aonde n é o número de átomos vizinhos e I é o número de spin dos átomos vizinhos. Assim, por exemplo, no caso do etanol deuterado no grupo metila ou no grupo metileno: HO C C H H D D D Multiplicidade do CH2 = 2.3.1 + 1 = septeto Multiplicidade do CD3 = 2.2.1/2 + 1 = tripleto Multiplicidade do CD2 = 2.3.1/2 + 1 = quarteto Multiplicidade do CH3 = 2.2.1 + 1 = quintupleto HO C C D D H H H Acoplamento Spin-Spin Em termos de distribuição dos núcleos desacoplados e acoplados em níveis de energia: 8 Acoplamento Spin-Spin Diagramas de acoplamento: dubleto Acoplamento Spin-Spin Diagramas de acoplamento: tripleto 9 Acoplamento Spin-Spin Diagramas de acoplamento: tripleto Acoplamento Spin-Spin Diagramas de acoplamento: tripleto 10 Acoplamento Spin-Spin Diagramas de acoplamento: quarteto Acoplamento Spin-Spin Diagramas de acoplamento: quarteto 11 Então, a multiplicidade do sinal de um próton ou de um grupo de prótons depende do nº de prótons em carbonos vizinhos. Para prótons idênticos que acoplam com outro grupo de idênticos, ambos com spin = ½, o nº de linhas vai depender do nº de prótons vizinhos (n+1) e a intensidade das linhas obedece à distribuição do triângulo de Pascal: 1 singleto 1 1 dubleto 1 2 1 tripleto 1 3 3 1 quarteto 1 4 6 4 1 quinteto 1 5 10 10 5 1 sexteto e assim por diante... No caso de núcleos com I ? ½, a altura relativa das linhas de um determinado sinal também segue o triângulo de Pascal, de acordo com o número de spin do núcleo (I). No caso do deutério, com I = 1, o triângulo de Pascal apresenta a seguinte distribuição. 1 singleto 1 1 1 tripleto 1 2 3 2 1 quinteto 1 3 6 7 6 3 1 septeto 1 4 10 16 19 16 10 4 1 noneto e assim por diante... 12 Distância entre as linhas dos sinais: a constante de Distância entre as linhas dos sinais: a constante de acoplamento (J)acoplamento (J) No caso do 1,1,2-tricloroetano o hidrogênio HA vai acoplar com os dois hidrogênios HX, e vice- versa. A constante de acoplamento J é uma medida da intensidade da interação (acoplamento) entre os núcleos HA e HX. Logo, a constante de acoplamento é uma medida de interação nuclear, e por isso, a magnitude da constante de acoplamento, J, é independente do magnitude do campo magnético externo. As unidades de J são medidas convertidas de energia (Hz), e independem da intensidade do campo magnético B0. Sendo assim, dois núcleos acoplarão entre si com a mesma intensidade (constante de acoplamento), independentemente da intensidade de B0. Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Tipos de EspectrosConstantes de Acoplamento: Tipos de Espectros Para dois sinais de hidrogênios diferentes, com 1 e 2 para cada um, quando 1- 2 = (em Hz) >> J ou / J 10 Espectros de 1° ordem (espectros simples). Nestes casos: a) A multiplicidade do sinal de 1 próton (ou de 1 grupo de prótonsequivalentes) é indicada pelo n° de prótons vizinhos (2.n.I + 1). b) A intensidade relativa das linhas dos multipletos obedece à distribuição do triângulo de Pascal. Exemplos precedentes todos de 1a Ordem. 13 Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Tipos de EspectrosConstantes de Acoplamento: Tipos de Espectros Outros exemplos: Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Tipos de EspectrosConstantes de Acoplamento: Tipos de Espectros Outros exemplos: 14 Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Tipos de EspectrosConstantes de Acoplamento: Tipos de Espectros Outros exemplos: Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Tipos de EspectrosConstantes de Acoplamento: Tipos de Espectros Outros exemplos: 15 Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Tipos de EspectrosConstantes de Acoplamento: Tipos de Espectros Outros exemplos: Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Tipos de EspectrosConstantes de Acoplamento: Tipos de Espectros Outros exemplos: 16 Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Tipos de EspectrosConstantes de Acoplamento: Tipos de Espectros Outros exemplos: Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Tipos de EspectrosConstantes de Acoplamento: Tipos de Espectros Outros exemplos: 17 Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Tipos de EspectrosConstantes de Acoplamento: Tipos de Espectros Outros exemplos: Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Tipos de EspectrosConstantes de Acoplamento: Tipos de Espectros Outros exemplos: 18 Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Tipos de EspectrosConstantes de Acoplamento: Tipos de Espectros Outros exemplos: Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Tipos de EspectrosConstantes de Acoplamento: Tipos de Espectros Outros exemplos: 19 Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Tipos de EspectrosConstantes de Acoplamento: Tipos de Espectros Outros exemplos: Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Tipos de EspectrosConstantes de Acoplamento: Tipos de Espectros Outros exemplos: 20 Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Tipos de EspectrosConstantes de Acoplamento: Tipos de Espectros Outros exemplos: espectros obtidos em aparelhos de RMN de diferentes campos (B0) podem se modificar, devido à mudança da escala em unidades de Hz. Ou seja, espectros que em campos menores não são de 1a ordem, tornam-se de 1a ordem quando obtidos em aparelhos com maiores valores de B0. CO2H O CH3 O Dois grupos de prótons em um sistema de primeira ordem são denominados A e X. Logo, o espectro de um sistema Aa Xx é um espectro de 1º ordem onde a é o nº de prótons do grupo A e x é o nº de prótons do grupo X. Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Tipos de EspectrosConstantes de Acoplamento: Tipos de Espectros Sistema AX2 (ou A2X) 21 Dois grupos de prótons em um sistema de primeira ordem são denominados A e X. Logo, o espectro de um sistema Aa Xx é um espectro de 1º ordem onde a é o nº de prótons do grupo A e x é o nº de prótons do grupo X. Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Tipos de EspectrosConstantes de Acoplamento: Tipos de Espectros Sistemas AX6 (ou A6X) Dois grupos de prótons em um sistema de primeira ordem são denominados A e X. Logo, o espectro de um sistema Aa Xx é um espectro de 1º ordem onde a é o nº de prótons do grupo A e x é o nº de prótons do grupo X. Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Tipos de EspectrosConstantes de Acoplamento: Tipos de Espectros H H HH Cl HH Cl Sistema A2X4 22 Para só 2 prótons a notação é AB quando os sinais se aproximam ( torna-se cada vez menor). No caso do sistema AB ( /J 10), o deslocamento químico REAL de cada dublete não é o centro "geométrico", e sim o centro de gravidade, dado pela equação: ( linha1 - linha3 ) = ( linha2 - linha4 ) = ( )² + J ² Ou ainda ( A – B) = ( 1 – 4) ( 2 – 3) Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Tipos de EspectrosConstantes de Acoplamento: Tipos de Espectros N N Cl HA HB O Sistemas mais complexos, com maior número de sinais, são nomeados de acordo com a diferença de deslocamento químico entre os sinais. Para três sinais diferentes, com deslocamento químico grande entre si, nomeia-se como sendo AaMmXx. Se dois sinais estão mais próximos (3 /J 10), o sistema é nomeado ABX. Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Tipos de EspectrosConstantes de Acoplamento: Tipos de Espectros S HB HA HO2C HX Sistemas mais complexos, tais como ABC, ABMX, ABXZ, etc., são muito mais difíceis de se analisar, e necessitam de tratamento matemático para sua interpretação. 23 Núcleos acoplados através de ligações químicas acoplados de maneira escalar. Por apresentarem spin, elétrons transmitem informação do acoplamento. Sinal da constante de acoplamento entre núcleos com orientação de spin antiparalela > 0. Ex: Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Direto, Acoplamento Direto, GeminalGeminal, Vicinal e à Longa Distância, Vicinal e à Longa Distância H C 1J1H-13C > 0 (125-250 Hz) H C C H 3J1H-1H > 0 (0-16 Hz) H C C C 3J1H-13C > 0 (0-10 Hz) Sinal da constante de acoplamento entre núcleos com orientação de spin paralela pode ser < 0 ou > 0. Ex: Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Direto, Acoplamento Direto, GeminalGeminal, Vicinal e à Longa Distância, Vicinal e à Longa Distância H C C 2J1H-13C < 0 (-10 a +20Hz) H C H 2J1H-1H < 0 (0 a -30 Hz) O sinal da constante de acoplamento de 4J ou maior (acoplamentos à longa distância) pode ser + ou -, sendo que os valores entre 1H-1H situam- se entre 0 e 7 Hz, e entre 1H e 13C na faixa de 0 a 3 Hz. 24 Fatores que influenciam a magnitude da constante se acoplamento (|J|, em Hz): -distância entre os núcleos de acoplam (número de ligações) -hibridização dos átomos participando do acoplamento -Ângulos de ligação e ângulos de torção -Comprimento das ligações -Presença de elétrons vizinhos -Efeitos de pares de elétrons não ligantes -Efeitos de substituíntes (eletronegatividade).Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Direto, Acoplamento Direto, GeminalGeminal, Vicinal e à Longa Distância, Vicinal e à Longa Distância Acoplamento direto (1J) depende principalmente da hibridização 1H-13C (sp3) 115 a 125 Hz 1H-13C (sp2) 150 a 170 Hz 1H-13C (sp) 240 a 270 Hz Mas também da eletronegatividade dos átomos que acoplam 13C-19F -165 a –370 Hz 13C-31P 48 a 56 Hz 13C-D 20 a 30Hz 31P-1H 190 a 700 Hz Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Direto, Acoplamento Direto, GeminalGeminal, Vicinal e à Longa Distância, Vicinal e à Longa Distância 25 Acoplamento Geminal (2J) entre 1Hs (H-C-H) Depende: a) da hibridização do carbono ao qual estão ligados os hidrogênios; b) do ângulo H-C-H; c) da eletronegatividade do substituínte ligado ao C; d) da presença de elétrons vizinhos. a) Influência da hibridização no acoplamento geminal 1H-1H 2J1H-1H em C sp2 < 2J1H-1H em C sp3 Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal, , Vicinal e à Longa DistânciaVicinal e à Longa Distância H H J ~ +2 Hz H H J ~ -2 Hz X X = grupo eletronegativo C H H -9 < J < -15 Hz H H J ~-4 Hz H H J ~ -13 Hz H H J ~ -5 Hz H H J ~ -9 Hz H H J ~-11 Hz Acoplamento Geminal (2J) entre 1Hs (H-C-H) b) Influência do ângulo H-C-H no acoplamento geminal 1H-1H Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal, , Vicinal e à Longa DistânciaVicinal e à Longa Distância H H J ~-4 Hz H H J ~ -13 HzH H J ~-11 Hz H H J ~ +2 Hz H H J ~ -2 Hz X X = grupo eletronegativo H H J ~ -9 Hz 26 Acoplamento Geminal (2J) entre 1Hs (H-C-H) c) Influência do substituínte (eletronegatividade) na magnitude da constante de acoplamento geminal 1H-1H. Maior a eletronegatividade do substituínte no C J mais positivo (efeito aditivo) CH4 -12,4 Hz CH3OH -10,8 Hz X 2J(Hz) EX CH3Cl -10,8 Hz CH2 -4,5 2,5 CH3F -9,6 Hz S ~0,4 2,5 CH2Cl2 -7,5 Hz NR +2,0 3,0 H2C=O +41,0 Hz O +5,5 3,5 Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal, , Vicinal e à Longa DistânciaVicinal e à Longa Distância X H H Acoplamento Geminal (2J) entre 1Hs (H-C-H) c) Influência do substituínte (eletronegatividade) na magnitude da constante de acoplamento geminal 1H-1H. Maior a eletronegatividade do substituínte ligado no C J mais positivo (efeito aditivo) Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal, , Vicinal e à Longa DistânciaVicinal e à Longa Distância H H J ~ +2 Hz RN H H J ~ +16 Hz O H H J ~ +41 Hz H H J ~-4 Hz O H H J ~ +5,5 Hz H H J ~-11 Hz O O H H J ~ 0 Hz H H J ~ -13 Hz O O H H J ~ -6 Hz 27 Acoplamento Geminal (2J) entre 1Hs (H-C-H) c) Influência do substituínte (eletronegatividade) na magnitude da constante de acoplamento geminal 1H-1H. Maior a eletronegatividade do substituínte em posição ao C J mais negativo (efeito aditivo) Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal, , Vicinal e à Longa DistânciaVicinal e à Longa Distância H H J ~ + 2,5 Hz H H J ~ - 3,2 Hz F H H J ~ - 2,0 Hz H3CO H H J ~ - 1,4 Hz Cl H H J ~ + 2,0 Hz R2P H H J ~ + 7,1 Hz Li Acoplamento Geminal (2J) entre 1Hs (H-C-H) d) Influência de elétrons vizinhos na magnitude da constante de acoplamento geminal 1H-1H. Devido à sobreposição (“overlap”) de orbitais p vizinhos à ligação H-C- H, existe uma contribuição significativa na diminuição do valor do acoplamento geminal 1H-1H (aumento do valor em módulo!). Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal, , Vicinal e à Longa DistânciaVicinal e à Longa Distância C CH3N J ~ - 16,9 Hz C CN J ~ - 20,4 Hz C H H N H H J ~-11 Hz H H J ~-22 Hz O O HH J ~-11Hz J ~-16Hz H H 28 Acoplamento Vicinal (3J) entre 1Hs (H-C-C-H) Depende: a) do ângulo torsional, ou ângulo dihedro, entre os hidrogênios; b) da eletronegatividade dos substituíntes; c) do comprimento da ligação C-C; d) do ângulo H-C-C. Acoplamento Vicinal relação estereoquímica entre os Hs Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal,, Vicinal Vicinal e à Longa Distânciae à Longa Distância H H H cis J entre 6 e 10 Hz trans J entre 3 e 6 Hz H H H cis J entre 6 e 10 Hz trans J entre 5 e 9 Hz H H H trans ax-ax J entre 6 e 14 Hz Htrans eq-eqJ entre 0 e 5 Hz cis eq-ax J entre 3 e 5 Hz Acoplamento Vicinal relação estereoquímica entre os Hs, aparentemente dependente da interpenetração dos orbitais sp3-s. Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal,, Vicinal Vicinal e à Longa Distânciae à Longa Distância Boa sobreposição entre orbitais sp3-s Má sobreposição entre orbitais sp3-s Boa sobreposição entre orbitais sp3-s Boa transmissão de informação Má transmissão de informação Boa transmissão de informação Acoplamento significativo 8,5 < J < 12,5 Hz Acoplamento insignificante 0 < J < 3,5 Hz Acoplamento significativo 9,5 < J < 14,5 Hz 29 Acoplamento Vicinal depende do ângulo dihedro H-C-C-H Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal,, Vicinal Vicinal e à Longa Distânciae à Longa Distância é o ângulo dihedro entre os dois hidrogênios C C H H H H De acordo com as equações de Karplus: p/ 0o < < 90o 3J1H-1H = 8,5 . cos2 - 0,28 p/ 90o < < 180o 3J1H-1H = 9,5 cos2 – 0,28 Acoplamento Vicinal depende do ângulo dihedro H-C-C-H Em sistemas com rotação livre, a constante de acoplamento reflete a distribuição da população dos rotâmeros. Como espectros de RMN- 1H são usualmente obtidos a 25oC, a barreira de energia entre os rotâmeros é muito pequena, e observa-se um valor de acoplamento intermediário. Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal,, Vicinal Vicinal e à Longa Distânciae à Longa Distância H HH HH H H HH HH H H HH HH H 60o 180o 60 o J 3 – 5 Hz J 10 – 16 Hz J 3 – 5 Hz Valor experimental: J = 7,6 Hz 30 Acoplamento Vicinal depende do ângulo dihedro H-C-C-H Todavia, se a rotação livre é restrita devido à interações do tipo gauche (impedimento estérico), será observada uma conformação preferencial, com constante de acoplamento definida. Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal,, Vicinal Vicinal e à Longa Distânciae à Longa Distância J 7 – 12 Hz J 3 – 5 Hz Valor experimental: J = 4,5 Hz C HH C(CH3)3H H C HH HH C(CH3)3 H3C OH CH3 CH3H3C OH 60o60o 180o HH N(CH3)2 H3C CO2Et J = 11 Hz Acoplamento Vicinal depende do ângulo dihedroH-C-C-H No caso de sistemas cíclicos, deve-se levar em consideração o tamanho do anel. Em anéis de 6 membros, aonde os ângulos H-C- C e H-C-H são praticamente iguais a 109,5o observa-se o seguinte comportamento: Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal,, Vicinal Vicinal e à Longa Distânciae à Longa Distância Hax Hax Heq Hax Heq Heq Hax-Hax ~180o 7 < J < 14,5 Hz Heq-Hax ~ 60o 2 < J < 6 Hz Heq-Heq ~60o 2 < J < 6 Hz Define a Define a EstereoquímicaEstereoquímica RelativaRelativa entre os entre os hidrogênios hidrogênios do do anelanel 31 Acoplamento Vicinal depende do ângulo dihedro H-C-C-H Por exemplo: Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal,, Vicinal Vicinal e à Longa Distânciae à Longa Distância J = 7,9 Hz J = 3,7 Hz J = 7,9 Hz 40% 60% Justificar os deslocamentos químicos de H-1( ) e H-1( ) Acoplamento Vicinal depende do ângulo dihedro H-C-C-H Todavia, nem sempre é possível se fazer inferências sobre a estereoquímica. Ex: Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal,, Vicinal Vicinal e à Longa Distânciae à Longa Distância d ou e e ou d c f a b2Jcf= 3Jbc = 3Jbf= 8,5 Hz 32 Acoplamento Vicinal depende do ângulo dihedro H-C-C-H Mas nesse caso sim. Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal,, Vicinal Vicinal e à Longa Distânciae à Longa Distância f d ou e e ou d c b a Acoplamento Vicinal depende da eletronegatividade dos substituíntes. Ex: Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal,, Vicinal Vicinal e à Longa Distânciae à Longa Distância X C CH3 H H X 3J(H,H)Hz EX Li 8,4 1,0 H 8,0 2,2 CH3 7,3 2,5 Cl 7,2 3,0 OR 7,0 3,5 Cl C C H H Cl H Cl 3J = 6,0 Hz Hax H X Heq relação trans antiperiplanar 3J = 2,5 ± 1 Hz para X = OH, OAc, Br Hax H Hax X relação cis 3J = 5,5 ± 1 Hz para X = OH, OAc, Br 33 Acoplamento Vicinal depende da eletronegatividade dos substituíntes. Ex: Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal,, Vicinal Vicinal e à Longa Distânciae à Longa Distância b a ou c c ou a bc ~ 90o J ~ 0 Hz ab entre 0o e 30o, eletronegatividade do oxigênio J ~ 0 Hz b = singleto Acoplamento Vicinal depende do comprimento da ligação C-C Ex: Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal,, Vicinal Vicinal e à Longa Distânciae à Longa Distância 34 Acoplamento Vicinal do ângulo de valência H-C-C ( ) Ex: Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal,, Vicinal Vicinal e à Longa Distânciae à Longa Distância H C C H' O acoplamento à longa distância (4J ou maior) é observado em sistemas com geometria definida, aonde a sobreposição, ou interpenetração (“overlap”) de orbitais das ligações é favorecida, de maneira a ser possível a transmissão de informação Aacoplamento) através de multiplas ligações. Em geral, situa-se na faixa entre 0 e 4 Hz. Acoplamento alílico e homoalílico Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal,, Vicinal e Vicinal e à Longa Distânciaà Longa Distância CC C H H H H J ~ 6 Hz H C H H H J = 1,8 Hz Hb Ha Ha Ha Hc 4Jab = 3,0 Hz 4Jac = 3,5 Hz C C C CH3H H C H H H J = 3 Hz 35 Acoplamento em sistemas saturados geometria W Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal,, Vicinal e Vicinal e à Longa Distânciaà Longa Distância H H 4J 1 - 2 Hz HH CH3H 4J 7 - 8 Hz H H 5J = 2,3 Hz O O O HH H H 5J = 1,25 Hz H H H H 4J ~1,5 Hz H H H H 4J ~1,0 Hz Acoplamento em sistemas insaturados geometria W e acoplamento através de sistemas conjugados Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal,, Vicinal e Vicinal e à Longa Distânciaà Longa Distância H Hm Ho Hp 3Jo ~ 8 Hz 4Jm ~ 1 a 3 Hz 5Jp ~ 0 - 2 Hz H H 5J ~ 0,8 Hz H H 6J ~ 0,2 Hz X H H X = O, NH, S J ~ 0,5 a 1,0 Hz H H O 5J = 0,4 Hz H3C H 4J = 3 Hz H3C CH3 5J = 2,7 Hz H H 5J = 2,2 Hz H3C H 6J = 1,3 Hz H3C CH3 7J = 1,3 Hz H3C OH H H 9J = 0,4 Hz C H H HH HH 5J = 4,6 Hz 36 Exemplo Magnitude das Constantes de Acoplamento EscalarMagnitude das Constantes de Acoplamento Escalar Acoplamento Acoplamento Direto,Direto, GeminalGeminal,, Vicinal e Vicinal e à Longa Distânciaà Longa Distância a b d fg ou hj i e c Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Constantes de Acoplamento: Equivalência QuímicaEquivalência Química e e Equivalência MagnéticaEquivalência Magnética Devido ao acoplamento entre núcleos, estes se distingüem quando se situam em ambientes químicos distintos. Por exemplo, no etanol o grupo CH3 é quimicamente distinto do grupo CH2. No entanto, os três hidrogênios do grupo CH3 são quimicamente equivalentes, bem como os dois hidrogênios do grupo CH2, pois ocupam, na média, a mesma posição no espaço, e portanto, os 3 hidrogênios do grupo CH3 irão dar origem a um mesmo sinal no espectro, bem como os dois hidrogênios do grupo CH2. H HH OHH H H HH HH OH H HH HHO H 37 Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Constantes de Acoplamento: Equivalência QuímicaEquivalência Química e e Equivalência MagnéticaEquivalência Magnética O mesmo raciocínio é válido para hidrogênios em anéis benzênicos mono-substituídos, aonde os hidrogênios 2 e 6 e 3 e 5 são equivalentes entre si. R H H H H H 1 2 3 4 5 6 R = qualquer coisa diferente de H H-2 e H-6 mesmo sinal no espectro de RMN-1H H-3 e H-5 mesmo sinal no epectro de RMN-1H C-2 e C-6 mesmo sinal no espectro de RMN-13C C-3 e C-5 mesmo sinal no espectro de RMN-13C Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Constantes de Acoplamento: Equivalência QuímicaEquivalência Química e e Equivalência MagnéticaEquivalência Magnética No caso do etanol, os hidrogênios do CH2 tornam-se equivalentes por uma operação de simetria (rotação em torno de um eixo C3) numa escala de tempo muito rápida, e também pela presença de um plano de simetria interno na molécula. No caso de anéis aromáticos monossubstituídos, estes apresentam um plano de simetria interno. Sendo assim, hidrogênios (e carbonos) que podem ser interconvertidos por uma operação de simetria ou por um processo muito rápido irão apresentar o mesmo deslocamento químico, e são quimicamente equivalentes. H H H OH H H H OH H H HH 38 Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dosSinais e Constantes de Acoplamento: Constantes de Acoplamento: Equivalência QuímicaEquivalência Química e e Equivalência MagnéticaEquivalência Magnética Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Constantes de Acoplamento: Equivalência QuímicaEquivalência Química e e Equivalência MagnéticaEquivalência Magnética O OHax Hax Heq Heq O O Hax Hax Heq Heq Equilíbro conformacional muito rápido na escala de tempo da RMN O OHOH HO HO OH -glucose Hidrogênios dos grupos OH ácidos sujeitos à “troca” com deutério do solvente, com H2O e entre eles mesmos apresentam mesmo deslocamento químico, 4,9 (processo de “troca” muito rápido na escala de tempo da RMN). 39 Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Constantes de Acoplamento: Equivalência QuímicaEquivalência Química e e Equivalência MagnéticaEquivalência Magnética Outros exemplos de hidrogênios (e carbonos) quimicamente equivalentes (que apresentam sinal com o mesmo deslocamento químico, ). H3C CH3 O plano de simetria Cl Cl Cl C C Cl H H H H plano de simetria H H Cl Cl eixo de simetria CO2H H HO2C H plano de simetria e inversão em um centro de simetria H CH3 H H3C O plano de simetria CH3 H H H3C O eixo de simetria diastereoisômeros indistingüíveis por RMN Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Constantes de Acoplamento: Equivalência QuímicaEquivalência Química e e Equivalência MagnéticaEquivalência Magnética 40 Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Constantes de Acoplamento: Equivalência QuímicaEquivalência Química e e Equivalência MagnéticaEquivalência Magnética Quando hidrogênios (ou carbonos, ou outro núcleo ativo em RMN) são quimicamente equivalentes, são denominados homotópicos (homo: igual; topo: lugar). Hidrogênios enantiotópicos aparecem no espectro de RMN-1H como sendo homotópicos, pois dão origem ao mesmo sinal em um ambiente aquiral (sem a presença de dissimetria molecular) nem sempre. X X Ha Hb X X Ha D X X D Hb X Y Ha Hb X Y Ha D X Y D Hb enantiômeros Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Constantes de Acoplamento: Equivalência QuímicaEquivalência Química e e Equivalência MagnéticaEquivalência Magnética Exemplos de hidrogênios enantiotópicos que dão origem a um mesmo sinal em espectros de RMN-1H. a) Os hidrogênios dos grupo CH2 do etanol. b) Os hidrogênios dos grupos metila do isopropanol. H3C OH Ha Hb H3C OH Ha D H3C OH D Hb enantiômeros H OH H3Ca CH3b H OH H3Ca D H OH D CH3b enantiômeros 41 Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Constantes de Acoplamento: Equivalência QuímicaEquivalência Química e e Equivalência MagnéticaEquivalência Magnética CO2D Ha Hb ODDO2C HbHa CO2D Porém, em alguns casos, hidrogênios enantiotópicos dão origem a sinais diferentes em seus espectros de RMN-1H Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Constantes de Acoplamento: Equivalência QuímicaEquivalência Química e e Equivalência MagnéticaEquivalência Magnética Quando hidrogênios (ou carbonos, ou outro núcleo ativo em RMN) são quimicamente diferentes, são denominados heterotópicos (hetero: igual; topo: lugar). Ex: grupos CH2 e CH3 do etanol. deslocamento químico ( ) diferente. Todavia, pode acontecer (muito frequentemente!!) de observarmos hidrogênios com diferente, ligados a um mesmo átomo de carbono hidrogênios diastereotópicos. H H H OH H H H OH H H HH X Y* Ha Hb X Y* Ha D X Y* D Hb Y* carbono ou grupo quiral Ha e Hb são diastereotópicos diastereoisômeros 42 Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Constantes de Acoplamento: Equivalência QuímicaEquivalência Química e e Equivalência MagnéticaEquivalência Magnética Por exemplo Cl Hb Ha Hc H3C Cl * Cl Hb Ha ClH3C Hc Hb Ha Cl ClH3C Hc Ha Cl Hb ClH3C Hc conformação preferencial ac ~60o 3J ~ 5 Hz bc ~180o 3J ~ 8 Hz ab ~109,5o 2J ~ 11 Hz CH3c ~60o 3J ~ 7 Hz carbono quiral Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Constantes de Acoplamento: Equivalência QuímicaEquivalência Química e e Equivalência MagnéticaEquivalência Magnética Por exemplo 43 Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Constantes de Acoplamento: Equivalência QuímicaEquivalência Química e e Equivalência MagnéticaEquivalência Magnética Por exemplo Espectro de RMN-1H do aspartato de sódio dd (4 e 10 Hz) dd (4 e 16 Hz) dd (10 e 16 Hz) Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Constantes de Acoplamento: Equivalência QuímicaEquivalência Química e e Equivalência MagnéticaEquivalência Magnética Por exemplo Espectro de RMN-1H da valina H H3C CH3 H CO2HH2N 23 A B 44 Espectro de RMN-1H do ipsenol a ou b a HH H H H H H OH H3C HH CH3H H b c c ou d d ou c d b ou a e e f f g g h h i j ij Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Equivalência Química e Constantes de Acoplamento: Equivalência Química e Equivalência MagnéticaEquivalência Magnética Núcleos são ditos magneticamente equivalentes se estes acoplam da mesma maneira com todos os outros núcleos da mesma molécula. Caso contrário, são ditos magneticamente não-equivalentes. Logo, núcleos magneticamente equivalentes são quimicamente equivalentes. Mas não necessariamente o inverso também é verdadeiro. Exemplos de núcleos magneticamente equivalentes: Os hidrogênios dos grupos CH2 e CH3 do etanol Bem como os hidrogênios dos CH3 do isopropanol OH H H HH H H HH OHH H H HH HH OH H HH HHO H OH H CH3 HH H H HH OHH CH3 H HH HH3C OH H HH CH3HO H 45 Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Equivalência Química e Constantes de Acoplamento: Equivalência Química e Equivalência MagnéticaEquivalência Magnética Exemplos de núcleos magneticamente equivalentes: Os hidrogênios de grupos metila são sempre quimica- e magneticamente equivalentes (PQ?). Porém, sem sempre hidrogênios são magneticamente equivalentes. Caso clássico benzeno para-dissubstituídos. CCC F FH H H F F H Cl Cl H H Y X HA'HA HB HB' 3J 5J HA e HA’ quimicamente equivalentes Magneticamente não equivalentes O mesmo para HB e HB’ Cl HA Cl HB Cl HA Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Equivalência Química e Constantes de Acoplamento: EquivalênciaQuímica e Equivalência MagnéticaEquivalência Magnética Exemplos de núcleos magneticamente não-equivalentes: O HA'HA HB HB' 3J 4J X X HA HA' HB HB' 3J 4J HA' HB' X HC HA HB HO Cl HA HB HA' HB' HA'HA OH Cl HB HB' 60o 180o F' F H' H cis trans F' H' F H 2J 3J H' F' F H 2J 3J 46 Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Equivalência Química e Constantes de Acoplamento: Equivalência Química e Equivalência MagnéticaEquivalência Magnética Exemplos espectros de núcleos magneticamente não-equivalentes: Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Equivalência Química e Constantes de Acoplamento: Equivalência Química e Equivalência MagnéticaEquivalência Magnética Exemplos espectros de núcleos magneticamente não-equivalentes: 47 Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Deslocamento Químico, Multiplicidade dos Sinais e Constantes de Acoplamento: Equivalência Química e Constantes de Acoplamento: Equivalência Química e Equivalência MagnéticaEquivalência Magnética Exemplos espectros de núcleos magneticamente não-equivalentes: Análise de Espectros de RMNAnálise de Espectros de RMN--11HH De Ordem SuperiorDe Ordem Superior Sistemas do tipo AMX duplas ligações monossubstituídas 2J HB-HC ~ 0 - 3 Hz 3J HA - HB ~ 10 - 16 Hz 3J HA - HC ~ 8 - 12 Hz C C HA XHB HC 48 Exercício 1 Exercício 2 49 Exercício 3 50 Exercícios 3 51 This document was created with Win2PDF available at http://www.daneprairie.com. 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