A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
17 pág.
22   Os benefYcios do alongamento no tratamento da escoliose.

Pré-visualização | Página 3 de 6

prevalecendo uma desigualdade de comprimento dos 
membros que desaparece com o paciente na posição horizontal. Conforme Hall (2010) as 
curvas fisiológicas fazem com que a coluna aumente a sua flexibilidade e a capacidade de 
absorver aos choques, enquanto mantém a tensão e a estabilidade adequada das articulações 
intervertebrais. Dessa forma quando ocorre o aumento das curvaturas fisiológicas da coluna 
ocorre uma maior predisposição de ocorrer dores nas costas podendo ocasionar uma 
contratura muscular. 
Segundo Manhães & Cruz (2009, p. 2): 
 
A escoliose é uma patologia séria, e que desenvolve-se principalmente nas fases de 
crescimento, devendo ser tratada precocemente (OLIVEIRAS e SOUZA, 2004). É 
uma curvatura lateral da coluna, no plano coronal. Diferencia-se a cifose, que é uma 
curvatura posterior da coluna vertebral no plano sagital e da lordose, que é uma 
curvatura anterior da coluna em plano sagital (GREENSPAN, 2001). A causa mais 
comum de escoliose, de acordo com KATZ et al (1998), é a idiopática, que pode ser 
mais classificada em três grupos: infantil (do nascimento até os 3 anos de idade), 
juvenil (entre os 4 e 10 anos de idade) e a adolescente (entre 10 anos de idade e a 
maturidade esquelética). 
 
A escoliose pode ser classificada de acordo com a sua etiologia e, estrutural, que pode ser 
idiopática, neuromuscular, osteopática e não estrutural, onde se tem por discrepância de 
membros inferiores, espasmos ou dor nos músculos da coluna a vertebral por compressão de 
raiz nervosa ou outra lesão na coluna e pelo posicionamento do tronco (KISNER & COLBY, 
2010). 
Segundo Martins (2001, p. 56) “A escoliose é um encurvamento da coluna vertebral. A 
coluna vertebral se encurva no meio ou nos lados”. Para o autor existem três granes causas 
para a escoliose: 
 
- A escoliose congênita (de nascença) decorre de um problema com a formação dos ossos da 
coluna vertebral (vértebras) ou fusão de costelas durante o desenvolvimento do feto ou do 
recém-nascido; 
- A escoliose neuromuscular é causada por problemas como fraqueza muscular ou do controle 
precário dos músculos, ou paralisia decorrente de doenças como paralisia cerebral, distrofia 
muscular, espinha bífida e pólio; e 
- A escoliose idiopática não possui causa conhecida. A escoliose idiopática em adolescentes é 
o tipo mais comum. 
7 
 
 
Como se pode observar, Martins (2001) aponta os três (3) tipos de escoliose e suas possíveis 
causas. A congênita é oriunda de um problema de nascença, ou seja, o indivíduo já nasce com 
um problema na coluna vertebral. O segundo tipo é o mais comum de todas as três (3), pois é 
oriunda do cotidiano da vida, com o desgaste natural dos músculos, ou oriundo de doenças 
como paralisias. E o último caso – a escoliose idiopática, não possui elementos causais 
conhecidos, seu tratamento depende do grau da curva e de sua localização, curvas que 
apresentam angulação maior que 45° de acordo com o método de Cobb, têm indicação de 
tratamento cirúrgico. São sintomas da escoliose: dor lombar e nas costas, fadiga, ombros ou 
quadris que parecem assimétricos e, coluna vertebral encurvada anormalmente para o lado 
(lateralmente). 
 
 
Fonte Martins (2001) 
Figura 2 – Esquema demonstrando mensuração do ângulo de Cobb 
 
Martins (2001, p. 62) aponta como tratamento da escoliose: 
 
Depende da causa da escoliose, do tamanho e da localização da curva, além de 
quanto crescimento o paciente ainda terá. Na maioria dos casos de escoliose 
idiopática adolescente (menores de 20 graus), o tratamento é dispensado, mas devem 
ser realizadas verificações semestrais. Na medida em que a curvatura se agrava 
(acima de 25 a 30 graus em crianças em fase de crescimento), o uso de órteses é 
geralmente recomendado para auxiliar a retardar a progressão da curva. Existem 
muitos tipos de órteses utilizados. O colete de Boston, o colete de Wilmington, o 
colete de Milwaukee e o colete de Charleston foram batizados com o nome dos 
centros onde foram desenvolvidos. Cada colete tem uma aparência distinta. Existem 
diferentes modos de usar cada um deles adequadamente. A seleção de uma órtese e a 
maneira como ela será usada depende de muitos fatores, inclusive das características 
específicas da curvatura. A órtese exata será decidida pelo paciente e o médico. Um 
colete para as costas não reverte à curva. Em vez disso, usa a pressão para alinhar a 
8 
 
coluna vertebral. O colete pode ser ajustado com o crescimento. O uso de colete não 
funciona para as escolioses congênitas e neuromusculares e é menos eficaz na 
escoliose idiopática infanto-juvenil. 
 
Tradicionalmente, o diagnóstico clínico da escoliose e o acompanhamento dos resultados de 
tratamento têm sido realizados por meio de exames radiológicos, que permitem quantificar a 
curvatura. Contudo, o uso de radiografias expõe a população aos efeitos da radiação, envolve 
um custo e nem sempre o profissional tem disponível esse exame. 
Desse modo, as avaliações posturais nas quais os indivíduos são submetidos a testes não 
invasivos tornam-se uma opção viável para estudos das alterações da postura corporal em 
populações. A desvantagem da avaliação postural visual é sua pouca confiabilidade e sua 
utilização de forma qualitativa. Dessa forma, a biofotogrametria computadorizada é um dos 
instrumentos de avaliação quantitativos que permite avaliar a evolução e o resultado dos 
tratamentos, sendo comprovada sua confiabilidade em trabalhos anteriores 
Iunes et. al. (2010, p. 1) diz: 
 
Um tratamento depende exclusivamente do caso, mas recomenda-se o tratamento 
fisioterápico paralelo ao acompanhamento médico. As indicações de intervenção 
fisioterapêutica e os tipos de condutas utilizadas variam de acordo com o local e o 
preparo técnico do profissional. Existem locais em que a indicação da fisioterapia é 
determinada pelo médico e locais em que todos os pacientes internados 
normalmente recebem fisioterapia. 
 
Desta forma, o papel do fisioterapeuta, no tratamento da escoliose, torna-se cada vez mais 
complexo em face de constante qualificação dos serviços de assistência à saúde, que não se 
limitam mais a garantir sobrevida, mas a oferecer qualidade de vida, já que a fisioterapia 
oferece técnicas que atuam como coadjuvantes na obtenção de melhores resultados para os 
indivíduos que se preocupam com a qualidade de vida. 
Entre as funções consideradas justificáveis para a intervenção fisioterapêutica em pacientes 
com escoliose a fisioterapia neste caos tem sido indicada com o objetivo de minimizar os 
efeitos da doença. Sua eficácia pode ser observada pela redução dos efeitos da doença e pela 
melhora das funções da coluna. 
Estudos comprovaram a diminuição nas taxas de incidência com a implementação do serviço 
de fisioterapia, segundo o próprio Ministério da Saúde (2010), tanto que essa profissão passou 
a receber a devida importância em todos os processos de tratamento de saúde, sendo o 
profissional da fisioterapia, elemento indispensável em vários tratamentos. 
No caso da escoliose, assim se manifestam Roncati e Portiolli (2008, p. 6): 
 
A partir da modernização das técnicas de utilizadas para o tratamento 
fisioterapêutico na escoliose, essa especialidade passou a ser imprescindível, 
assumindo papel relevante junto à equipe multidisciplinar que atende os pacientes, 
especialmente no que se refere à intervenção precoce e direcionada às complicações 
causadas pela doença. 
 
Segundo Tribastone (2001), no caso de uma coluna com escoliose, pode ser útil um 
tratamento cinesiológico que busque uma tonificação geral, acompanhadas por exercícios de 
propriocepção e de coordenação. 
Kendall e colaboradores (2009) consideram