A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
34 pág.
Pim VIII   RH

Pré-visualização | Página 3 de 8

recursos desejáveis para administrar determinados ruídos. 
Com o objetivo de manter a proximidade e o diálogo sempre aberto entre os 
colaboradores, a Natura tem canais de comunicação para informar com 
transparência todas as ações e os fatos relevantes. A empresa considera todos as 
informações inseridas na pesquisa de clima organizacional, foca na realização de 
palestras e workshops internamente, tem um trabalho diário focado na motivação de 
todos os envolvidos na organização, no intuito de eliminar os ruídos na comunicação 
interna para que possam realizar um trabalho externo com extrema qualidade, além 
disso, uma vez que conhecidos e identificados os conflitos precisam ser 
administrados ou geridos, para que se resolvam da forma mais eficiente e eficaz, 
uma das qualidades no administrador é sua qualidade em administrar conflitos. 
2.3.2 Comunicação Não Verbal 
 
Para Portella (2014) a comunicação não verbal é de extrema relevância na 
ação de se negociar, visto que nos comunicamos não exclusivamente com as 
palavras, mas com todo o nosso corpo, com gestos, olhar, postura ou expressão 
facial, o que torna a porcentagem de comunicação não verbal na transmissão de 
qualquer mensagem bastante elevada. 
Levando em conta as palavras de Portela (2014) referente a comunicação 
não verbal ela pode se tornar um grande problema para a organização, a empresa 
objeto de estudo realiza auditorias periodicamente para avaliar todo o processo ao 
longo do período vigente de acordo com as normas estabelecidas e políticas 
internas da organização. 
 
2.4 Estilos de Negociação na Solução de Conflitos 
 
É preciso reconhecer a importância de saber escolher o estilo mais adequado 
para aumentar a chance de solubilidade e a produtividade das atividades 
empresariais. Para que isso seja possível, é necessário considerar várias 
características relevantes para o processo de negociação. Cada pessoa apresenta 
peculiaridades adicionais aos estilos propostos nas teorias existentes. Ainda que 
não passem por momentos de pressão, eles podem mudar de comportamento 
repentinamente. Apesar de não ser essencial que as pessoas envolvidas no 
processo de negociação conheçam seu estilo, o fato de conhecê-lo é um diferencial 
estratégico potencial, pois permite o aumento da predição dos lances e o 
autocontrole comportamental. São vários os estilos que podem ser utilizados nas 
negociações conflituosas, vejamos alguns estilos a seguir: 
Estilo colaborativo: 
Esse estilo é uma combinação entre o confrontador e o cooperativo. Para 
esse negociador, é muito importante chegar a uma solução em que haja interesses 
importantes para as partes e o comprometimento para que a solução seja 
implantada. Para se chegar a esse tipo de solução, é necessário que, durante a 
negociação, sejam incorporadas diferentes visões, até que se chegue a um 
consenso e a uma decisão. Por isso, esse tipo de negociação demanda tempo e 
esforço, e esse estilo não deve ser utilizado para questões que sejam triviais, pois, 
como demanda esforço e dedicação, seria um esforço ineficaz. 
 
Estilo Contestador: 
Esse estilo é uma combinação entre o confrontador e o não cooperativo. 
Indicado para conflitos que exijam soluções decisivas e rápidas. Bastante 
recomendado para situações de emergência. Não permite que seus negociadores 
sejam populares, pois, muitas vezes, suas decisões colidem com os interesses das 
pessoas envolvidas no processo e podem significar rupturas de relacionamentos. 
Esse tipo de estilo será uma opção quando for necessária a incorporação de 
uma mudança drástica ou a imposição de um ponto de vista diferente sobre um 
determinado processo que já é rotineiro, ou seja, o que se pretende com esse estilo 
é uma mudança de curso. 
 
Estilo da Aceitação: 
Esse estilo combina os aspectos de confronto e cooperação e é indicado para 
ser utilizado quando o agente negociador estiver posicionado erradamente, ou 
quando os interesses forem vitais para uma parte e irrelevantes para outra, ou ainda 
quando o objetivo da negociação for obter crédito para ser utilizado em uma 
negociação futura. Para esse tipo de negociador, é importante obter uma solução 
que cumpra as demandas das partes envolvidas e que seja minimamente adequada 
à circunstância. 
Esse estilo tende a ser usado em excesso, por ter subentendidas em suas 
barganhas as trocas de favores e o aumento da rede de relacionamento. Contudo, 
ele não é adequado para todos os tipos de conflitos. 
 
Estilo da Retirada: 
Esse estilo não é confrontador, nem cooperativo. Tende a ser adequado para 
questões superficiais e triviais. Esse tipo de estilo pode ser adequado simplesmente 
para evitar que o conflito ocorra, retirando-se dele, a fim de evitar que uma situação 
se agrave e possa causar mais prejuízos. Esse tipo de situação ocorre quando os 
interesses pessoais estão em desacordo com os interesses de um grupo ou de uma 
comunidade. 
Como o poder pessoal é inferior ao do grupo e não se apresentam chances 
de que o interesse pessoal seja satisfeito, a tática recomendada é a retirada. 
 
Estilo do Compromisso: 
Esse estilo é um misto de todos os anteriores, pois possui elementos de cada 
um deles. É indicado para questões de importância relativa e que possam ser 
solucionadas com o uso moderado do tempo. Nesse tipo de circunstância não são 
indicados estilos confrontadores ou que são utilizados para circunstâncias de 
emergência. 
Para que o conflito venha ser solucionado, temos de observar alguns fatores, 
como, focar-se nos problemas, concentrar-se nos relacionamentos pessoais, admitir 
as diferenças individuais, ser flexível nos pontos de vista, respeitar o estilo de 
trabalho de a outra parte aceitar opiniões diversas, observar a situação por enfoques 
diferentes, saber se posicionar, saber mudar de posição quando necessário, manter 
o foco nos resultados. 
No ambiente dos negócios, a análise dos aspectos básicos dos estilos 
comportamentais assume aspectos essenciais para a descrição da realidade atual 
das empresas no Brasil. Observamos que um estilo comportamental depende 
diretamente da área de trabalho e das circunstâncias apresentadas pela 
organização. 
Ao final do capítulo, acredita-se que a empresa tem o conceito de empresa 
moderna e tem suas técnicas de negociação aperfeiçoadas e adequadas no 
contexto da organização, trabalhando dentro do proposto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO 
 
O planejamento estratégico é uma metodologia gerencial que 
permite estabelecer a direção a ser seguida pela organização, visando 
maior grau de interação com o ambiente. A direção engloba os seguintes 
itens: âmbito de atuação, micropolíticas, políticas funcionais, filosofia de 
atuação, macro estratégia, estratégias funcionais, macro objetivos, objetivos 
funcionais (KOTLER,1975, p. 65). 
 
A utilização do planejamento estratégico facilita a gestão de uma empresa e 
auxilia nas definições de seus objetivos e resultados. 
 Planejar estrategicamente seus recursos disponíveis para o aumento da 
produtividade de um indivíduo ou da empresa é de suma inteligência, já que nos 
dias de hoje as modificações nos ambientes acontecem em uma velocidade 
inacreditavelmente rápida. 
Para Moraes (2012), planejamento estratégico é conhecer se desejamos que 
a nossa corporação se torne uma empresa que antecipadamente saiba o tipo de 
necessidade que ela supre ou complementa para o indivíduo e que tipo de anseio tal 
produto pode instigar nessa pessoa. 
 Toda empresa tem sua estratégia para atingir seus objetivos. Essas 
estratégias podem variar de setor e de organização, mais todas visam atingir