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Resumos Patologia Geral Veterinária - UESC

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_ É uma alteração caracterizada morfologicamente pelo achado, na MEC, de material acidófilo semelhante a 
depósitos de fibrina. 
_ Em doenças por imunocomplexos, ela é comum na parede de vasos e no tecido perivascular e se forma por 
deposição de imunocomplexos que ativam o sistema do complemento, o que atrai PMN e aumenta a 
permeabilidade vascular. 
_ Há exsudação de fibrina, e os PMN, ao fagocitarem imunocomplexos ou se estimulados por C5a, exocitam 
material dos grânulos contendo proteases e glicosidases que digerem o interstício. 
_ Componentes do interstício e fibras colágenas parcialmente digeridos misturam-se à fibrina exsudada e 
formam material com aspecto fibrinoide. 
_ Na hipertensão arterial maligna, ocorre transformação fibrinoide da parede vascular, com exsudação de plasma 
que embebe a parede; as células musculares morrem devido a anóxia, e a fibrina é parcialmente digerida pela 
plasmina, misturando-se às células necróticas para formar o material fibrinoide. 
_ Na úlcera péptica, há necrose das células epiteliais por ação da secreção cloridopéptica. Os restos necróticos 
misturam-se com a fibrina e passam a constituir o material fibrinoide. 
 
Amiloidose: 
_ Representa um grupo de doenças que têm em comum a deposição no interstício de material proteico fibrilar 
(substância amiloide), que tem características físicoquímicas e tintoriais particulares. 
_ A substância cora-se macroscopicamente em azul ou violeta após ter sido tratada por lugol e solução diluída de 
ácido sulfúrico. 
_ A palavra "amiloide" significa semelhante a amido, porém o material é proteico, portanto, não tendo relação 
com carboidratos. 
_ Os depósitos amiloides são representados por material amorfo e acidófilo que se deposita no interstício, 
comprimindo e hipotrofiando as células. 
_ A distinção entre substância amiloide e depósitos de material hialino (hialinose) ou de fibrina é feita pelo 
emprego de métodos especiais de coloração, dos quais os mais usados são: 
* Vermelho congo, que não só cora os depósitos amiloides em vermelho-alaranjado como também lhes confere 
birrefringência característica à luz polarizada. 
* Tioflavinas T e S, que induzem fluorescência na substância amiloide. 
* Cristal violeta, que causa metacromasia no material amiloide (coloração rosa ou violeta). 
_ Ao microscópio eletrônico, o material amiloide é constituído por fibrilas, que formam feixes ou estruturas 
reticuladas. 
_ Associado ao material amiloide fibrilar existe componente glicoproteico em forma de estruturas poligonais, 
contendo orifício central, semelhante a um bolo furado, denominado componente P da amiloide. 
_ Nos órgãos e tecidos, a substância amiloide deposita-se formando massas de tamanho variado. 
* No fígado, os depósitos começam nos espaços de Disse e, à medida que progridem, vão comprimindo e 
destruindo lâminas de hepatócitos. 
 
 
* Nos rins, os depósitos são frequentes nos glomérulos, iniciando-se no mesângio e, progressivamente, formando 
massas que comprimem e fazem desaparecer os capilares. Depósitos intertubulares são também observados, com 
hipotrofia e desaparecimento de túbulos. 
* No baço, os depósitos podem estar localizados em folículos (formando nódulos brancos visíveis 
macroscopicamente, conferindo aspecto de baço em sagu). Podem também formar-se depósitos perifoliculares e 
perissinusoidais na polpa vermelha. 
* No coração, os depósitos iniciam-se geralmente na região subendocárdica, comprometendo o sistema de 
condução. 
 
 
_ Quando a deposição é muito intensa, os órgãos atingidos podem apresentar alterações macroscópicas. 
* O fígado aumenta de volume, fica com consistência aumentada e, ao corte, apresenta aspecto homogêneo e 
superfície untuosa, semelhante a toucinho. 
* Nos rins, há aumento de volume, peso e consistência. 
* No baço, observam-se aumento de volume e peso e aspecto micronodular ou homogêneo na superfície de 
corte. 
_ As consequências clínicas da amiloidose dependem da sua intensidade. 
* De modo geral, a deposição é lenta e assintomática, só dando manifestações após grandes acúmulos. 
* As principais repercussões são síndromes renais ou hepáticas e arritmias cardíacas, já que, no coração, muitas 
vezes os depósitos comprometem o sistema de condução. 
 
Classificação das amiloidoses: 
 
1. Sistêmica (generalizada): acúmulo de amiloides generalizados (em diversos locais). 
_ Primária: associada à proliferação de plasmócitos monoclonais (tipo AL). 
_ Secundária: complicação de processos crônicos (tipo AA). 
 
2. Localizada: acumulo em determinada região. 
_ Hereditária ou familiar. 
 
3. Amiloidose sistêmica reativa (secundária): 
_ É secundaria porque é reativa a um processo anterior (inflamatório cronico infeccioso ou não). 
_ Associada com tumores que não são derivados das celulas do sistema imunológico. 
_ Forma mais comum nos animais (rins, fiagdo, baço e linfonodos). 
_ Ex.: produção de soro hiperimune em equinos. 
 
 
 
4. Amiloidose localizada: 
_ Idiopátia, ainda não se sabe exatamente a razão para a sua ocorrência. 
_ Depositos limitados a um único órgão ou tecido. 
 
 
 
 
HIPEREMIA 
 
_ Hiperemia: aumento da quantidade de sangue no interior dos vasos em um determinado órgão ou tecido com 
consequente dilatação vascular. 
 
Hiperemia ativa: 
_ Mecanismos que levam à hiperemia arterial: 
* Vasodilatação arteriolar: ampliação do leito vascular, que tem como consequência o aumento da quantidade de 
sangue que passa por esse vaso. 
* Diminuição da resistência pré-capilar com abertura dos esfíncteres capilares, aumentando o leito da 
microcirculação convertendo capilares de reserva (situação normal) em capilares funcionais (hiperemia). 
_ O sangue em maior quantidade fica contido especialmente na microcirculação, por ser este o maior 
compartimento do sistema circulatório. 
_ Hiperemia ativa fisiológica: 
* Digestão, pois ocorre aumento na quantidade de sangue para o trato digestório. 
* Durante os estudos, leva um aumento de fluxo sanguíneo para o encéfalo, para dar suporte de atividade. 
* Exercícios físicos, pois requer mais sangue na musculatura. 
* Estimulação psíquica, quando fica com a bochecha vermelha. 
_ Hiperemia ativa patológica: 
* Geralmente, na fase inicial das inflamações agudas acontece liberação de mediadores químicos que induzem 
vasodilatação e consequentemente a abertura dos esfíncteres capilares. 
* Também pode acontecer em traumatismos em geral, injúrias térmicas, entre outros. 
_ Macroscopicamente: víscera ou órgão que tem hiperemia ativa tende ter aumento de volume. 
 
Hiperemia passiva ou congestão: 
_ O sangue chega ao órgão, mas não consegue sair. 
_ Hiperemia passiva é classificada em localizada ou sistêmica, que podem ser aguda (horas ou dias) ou crônica 
(semanas, meses ou anos). 
_ Mecanismo que leva à hiperemia venosa: redução da drenagem venosa por aumento da resistência pós-capilar. 
Ou seja, depois dos capilares alguma coisa (êmbolo ou trombo, por exemplo) está impedindo a saída do sangue. 
_ Hiperemia passiva localizada: 
* Obstruções vasculares restritas a apenas uma veia. 
 
 
* Compressões vasculares ou aumento do volume que exerça compressão sobre a veia de fora para dentro. Por 
exemplo, neoplasias de cavidades, abscessos, granulomas, fibroses. 
* Torções de vísceras. 
_ Hiperemia passiva sistêmica: acompanhando quadros de insuficiência cardíaca congestiva do lado direito. 
* Quando tem insuficiência cardíaca do lado esquerdo, vai ficando difícil do sangue ser bombeado para a artéria 
aorta, ficando parado e de forma retrógada vai se acumular no pulmão (congestão pulmonar). 
* Quando tem insuficiência cardíaca do lado direito,