Aula de Cefaleia
11 pág.

Aula de Cefaleia


DisciplinaNeurologia3.687 materiais12.241 seguidores
Pré-visualização4 páginas
Depressão\uf0e0 Tricíclico, venlafaxina 
Epilepsia\uf0e0Topiramate, divalproato 
Depressivo\uf0e0Evitar Beta-bloqueador e flumacin (são indutores de depressão) 
Epilepsia\uf0e0 Evitar antidepressivo tricíclico devido ao menos limiar do anticonvulsivante 
Emergência\uf0e0 Não se faz neurodéptico. 
**Flumanzin é muito utilizado em crianças. 
COMPLICAÇÕES DA ENXAQUECA: 
A enxaqueca é uma condição comum, que entretanto pode se complicar. 
\uf0b7 Uma complicação comum da enxaqueca é quando a cefaleia se torna crônica e diária, o principal risco dessa enxaqueca, 
é que começa a fazer uso excessivo de analgésico que pode levar à outros problemas como a própria cronificação da 
dor. O uso excessivo de analgésico causa dor, por intoxicação. 
\uf0b7 Estado migranoso é um quadro atípico em que a crise dura mais de 72 horas, é importante fazer uma investigação mais 
profunda desse paciente, provavelmente internar, fazer a retirada de analgésico para investigar alguma possível causa 
subadjacente, como sinusite, tumor etc. 
\uf0b7 Aura persistente sem infarto: Persiste por mais de 60 minutos até uma semana, e no exame de imagem não há AVC. 
Quando a aura demora mais de 60 min há risco de isquemia cerebral. 
\uf0b7 Infarto migranoso: Um ou mais sintomas de aura migranosa associado a uma lesão cerebral isquêmica em território 
apropriado demonstrado por exame de imagem, é importante, porém ressaltar que essa é uma condição rara. 
\uf0b7 Crise epiléptica desencadeada por aura de migrancia. (há uma diminuição focal excessiva). 
CEFALEIA TENSIONAL: 
Caso clínico: 
Paciente 45 anos, apresenta dor em aperto (na enxaqueca a dor é pulsátil) no lobo occipital, sensação de peso nas costas, 
como se estivesse usando um capacete, a dor persiste de 2h à 5 dias, ou seja, 12 dias por mês com dor, apresenta também 
fotofobia, sem presença de náuseas e vômitos (ao contrário da enxaqueca), e essa dor é desencadeada por estresse e é aliviada 
por atividade física (ao contrário da enxaqueca). 
Essas características são bem características de dor tensional, a dor vai da cabeça para a região do trapézio, não é uma dor 
incapacitante, mas incomoda. 
Maior prevalência na população global, mas não é um quadro problemático, é a causa mais frequente das cefaleias primárias, 
uma prevalência global de 42%. É mais comum em mulheres (55%). 
Critérios de classificação de dor tensional: 
Pelo menos 10 crises com duração de 30 minutos a 7 dias. 
Cefaleia com pelo menos 2 dos seguintes sintomas: 
Pressão (dor em aperto) 
Bilateral (vem da região cervical posterior) 
Intensidade fraca ou moderada 
Não se agrava com atividades físicas 
Sem náuseas ou vômitos 
Foto e/ou fonofobia 
FISIOPATOLOGIA: 
Tem componente psíquico\uf0e0 comum em pacientes estressados, ansiosos. 
A tensão ou estresse começa a gerar contração muscular excessiva o que sensibiliza ativadores nociceptivos periféricos o que 
causa dor. 
É importante lembrar também que o próprio estresse vai mexer com o sistema límbico da pessoa, há uma hiper excitação 
neuronal, que vai ativar o lobo occipital que vai sensibilizar os neurônios supraespinais. Essa associação central e periférica é 
responsável pela potencialização da dor. 
TRATAMENTO: 
Abortivo: Aspirina, naproxeno, ibuprofeno, acetaminofeno, cetoprofeno. 
Profilático: Tricíclicos (amiptritilina, nortipitilina) mirtacripina, torpiramato. 
. A cefaleia tensional melhora com atividade física, assim o estimulo de sua prática auxilia no tratamento. 
\uf0e0Para diferenciar a cefaleia tensional da enxaqueca: 
A enxaqueca pode não ter aura, já a tensional nunca tem aura. 
A cefaleia tensional é bilateral, occipital, de intensidade leve ou moderada, dura até 7 dias, não tem náuseas e vômitos, só 
fonofobia ou só fotofobia (um desses podem estar presentes) e não piora no período menstrual. 
A enxaqueca é frontolateral, piora no período menstrual, forte, piora com atividade física, com náusea, vômito, sono, fotofobia, 
é uma dor pulsante de até 3 dias. 
CEFALEIAS TRIGÊMIO AUTONÔMICAS 
São dores de intensidade elevada, com sintomas autonômicos, (simpáticos ou parassimpáticos), esses tipos de dores são muito 
fortes, e deixam, muitas vezes, o paciente acamado. 
\uf0e0Parassimpático: 
Lacrimejamento, hiperemia conjuntival, congestão nasal (rinorréia). 
\uf0e0Simpático: 
Miose, ptose, e sensação de que o olho está mais para dentro da órbita. 
O paciente junto com a dor tem algum dos sintomas supracitados; e para se distinguir se é uma dor cabeça em salvas ou 
hemicrania paroxística beningna tem-se que analisar o tempo da dor. 
Caso clínico: 
Cefaleia em salvas; 
Homem de 40 anos de idade, apresentando Dor periorbitária (dor em região retro-orbital), e temporal, em pontadas muito 
intensa (reverberante, durando até uma hora) inicio e término e crise que para abruptamente, são crises intermitentes, ocorre 
principalmente a noite, acompanhada de lacrimejamento, hiperemia conjuntiva, obstrução nasal e síndrome de horner (ptose). 
Essas dores são mais recorrentes à noite devido ao uso de bebidas alcóolicas, não para totalmente, fica a sensação de alondina 
(dor no local). 
Esse tipo de dor tem um predomínio em homens (3:1) 
Corresponde à 6% das cefaleias primárias, o diagnóstico acontece após seis anos em média, são crises em séries, durando 
semanas ou meses (geralmente dura 2 meses e para, fica um tempo prolongado sem acontecer e volta). Esse tipo de dor, 
incapacita muito o paciente, ela se repete de 2 a 4 vezes por dia; o período de remissão, ou seja, quando o paciente volta a ter 
crises, normalmente acontece de dois em dois anos, e em épocas especificas do ano, como por exemplo somente no inverno. 
É um tipo de dor associada à aneurismas e traumatismos cranianos ( Fazer exame de imagem). 
O paciente que apresenta esse tipo de dor tem uma facie típica: sua pele é mais enrugada, fica mais espessa, grosseira, tende a 
perder sobrancelha do lado em que sente mais dor, o nariz é alargado, a pele fica com aspecto de casca de laranja. 
Os fatores deflagradores dessa dor: 
Álcool, medicamentos vasodilatadores, sono (os pacientes evitam dormir), maior costume em fazer atividade física, mental, 
emocional. 
É muito importante notar que essa dor é em pontadas, quando termina fica uma sensação dolorosa. 
Duração da dor: Dura de 15 min à 3 horas, uma vez a cada dois dias até 3 vezes por dia e tem que ser acompanhada de sintomas 
autonômicos, essas crises podem se repetir até 8 vezes por dia. É um tipo de dor que não costuma melhorar com analgésico, por 
isso é importante o que o paciente faz para melhorar a dor. 
Dor associada à hiperemia conjuntival ispilateral, lacrimejante, congestão nasal, rinorreia, sudorese da região frontal e leve, 
miose, ptose e ou edema de pálpebra. Tem que lembrar de perguntar ao paciente se há mudanças no olho, se há sintomas 
associados etc. 
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS: 
Para fechar o diagnóstico dessa cefaleia, é preciso saber conduzir a entrevista. O paciente tem que apresentar pelo menos cinco 
crises, a dor é forte, muito forte, pode ser bilateral, entretanto é mais comum a dor unilateral, supra peri ou retro orbitária e/ou 
temporal com duração de 15 à 180 min. 
É preciso também apresentar pelo menos um dos seguintes sinais ou sintomas ipsilaterais associados à cefaleia: 
Hiperemia 
Congestão Nasal 
Sudorese 
Lacrimejamento 
Edema de Pálpebra 
Sudorese Facial de um lado da face durante as crises 
Rubor Facial 
Síndrome de Horner 
Como se trata cefaleia em salvas? 
Se chegar um paciente na emergência, ou no consultório relatando muita dor de cabeça, com o olho lacrimejando, rosto 
vermelho de um dos lados, inquieto, deve-se pegar um oxigênio, sentar o paciente, e fazer com ele inale esse oxigênio à 100%, 
como normalmente é na máscara, essa condição