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e não da fabricação (fora, é claro, as financeiras). Dessa forma, era basicamente fácil o conhecimento e a verificação do valor de compra dos bens existentes, bastando, a simples consulta dos documentos de sua aquisição.
	Com o advento das indústrias, tornou-se mais complexa a função do Contador que, pra levantamento do balanço e apuração do resultado, não dispunha agora tão facilmente de dados para poder atribuir valor aos estoques; seu valor de compras na empresa comercial estava agora substituído por uma série de valores pagos pelos fornecedores de produção utilizados.
	Nada mais razoável, para solução desse problema, do que vermos o Contador tentando adaptar à empresa industrial os mesmo critérios utilizados na comercial. Nessa, no balanço final, permaneciam como estoques no Ativo apenas os valores sacrificados pela compra dos bens. Nenhum outro valor relativo a juros e outros encargos financeiros, a honorários dos proprietários e administradores, a salários e comissões de vendedores etc. era ativado. Todos esses gastos eram automaticamente apropriados como despesa do período, independente da venda ou não de mercadorias.
	Começou-se então a adaptação, dentro do mesmo raciocínio, com a formação dos critérios de avaliação de estoques no caso industrial.
Objetivos da Contabilidade de Custos
A determinação dos custos serve para atingir os seguintes objetivos: apuração do lucro, controle das operações e tomadas de decisões.
	Para atingir esses objetivos, a empresa se vale de métodos de custeios onde para a obtenção desses é necessário coletar-se dados de diversos setores de uma empresa, como almoxarifado, produção, recursos humanos, vendas, entre outros, devendo estar em relatórios que abasteçam o sistema para que seja atingido o resultado pretendido. As fontes de informação devem prezar pela qualidade, sob pena de não atingirem os objetivos propostos. 
Além desses objetivos, as informações geradas pela contabilidade de custos atendem:
à determinação dos custos dos insumos� aplicados na produção;
à determinação dos custos das diversas áreas que compõe uma organização;
à redução dos custos dos insumos aplicados na produção ou das diversas áreas que compõe uma organização;
ao controle das operações e das atividades;
à administração, auxiliando-a para tomar decisões ou resolver problemas especiais;
à redução de desperdícios de materiais, tempo ocioso, etc.;
à elaboração de orçamentos.
A contabilidade de custos também auxilia na solução de problemas relacionados:
ao preço de venda;
à contribuição de cada produto ou linha de produtos para o lucro da empresa;
o preço mínimo de cada produto em situações especiais;
ao nível mínimo de atividade em que o negócio passa a ser viável;
a outros problemas especiais.
Exercícios
Qual a diferença entre a Contabilidade Financeira e a Contabilidade de Custos?
Em sua opinião, as duas devem ser consolidadas? Por quê?
Cite três tipos de informações que a Contabilidade de Custos nos dá.
Com suas palavras, descreva a importância da contabilidade de custos para as empresas industriais.
Cite e explique dois tipos de problemas que o conhecimento de custos ajuda a solucionar.
Terminologia Contábil
Conceitos
	
Para custos e preços é imprescindível compreender corretamente os conceitos relacionados. A interpretação inadequada das várias definições encontradas na literatura contábil ou administrativa pode levar o administrador a equivocar-se quanto aos fatores que sejam classificáveis como gasto, investimento, despesas, perdas, desembolsos e custos. Infelizmente encontramos em todas as áreas, principalmente nas sociais (e econômicas, em particular), certa quantidades de nomes para um único conceito e também conceitos diferentes para uma única palavra.
	Gastos, Custos e Despesas são três palavras sinônimas que dizem respeito a conceitos diferentes? Confunde-se com Desembolso? E Investimento tem alguma similaridade com elas? Perda se confunde com algum desses grupos?
Em nosso estudo, passaremos a adotar a seguinte nomenclatura:
Gasto – Termo usado para definir as transações financeiras nas quais a empresa utiliza recursos ou assume dívida, em troca da obtenção de algum bem ou serviço. É um conceito abrangente e pode englobar os demais itens. Por exemplo: um gasto pode ser relacionado a um investimento (caso em eu será contabilizado no ativo da empresa) ou alguma forma de consumo (como custo ou despesa, quando será registrado em conta de resultado).
Note que o gasto implica em desembolso, mas são conceitos distintos.
Desembolso – Pagamento resultante da aquisição de um bem ou serviço.
Pode ocorrer antes, durante ou após a entrada da utilidade comprada, portanto defasada ou não do gasto.
Investimento – São gastos que irão beneficiar a empresa em períodos futuros. 
Custo – Gasto utilizado na produção de bens ou serviços. No caso industrial, são os fatores utilizados na produção, como matérias-primas salários e encargos sociais dos empregados da fábrica, depreciação das máquinas, dos móveis e das ferramentas utilizadas no processo produtivo. 
Despesas – Bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para a obtenção de receita. Conceito utilizado para identificar os gastos relacionados às atividades não produtivas da empresa. Essas atividades podem ser classificadas como despesas comerciais ou de vendas, administrativas e financeiras.
Perda – Bem ou serviço consumidos de forma anormal e involuntária.
Exemplificando os conceitos mencionados nessa, pode-se considerar que quando uma indústria de confecções compra um lote de matéria-prima está fazendo um investimento (pois registra tal item no ativo e espera um benefício futuro). Quando ocorre o corte equivocado de tecido em uma camisa, tornando a matéria-prima imprestável para uso ou reaproveitamento, classifica-se o valor respectivo como perda, por ser um gasto involuntário ou indesejado.
Os gastos do setor administrativo da empresa, relacionados com salários, encargos sociais, propaganda, comissões de venda, energia elétrica, depreciação e manutenção de equipamentos, são enquadráveis como despesas, pois ocorrem fora do ambiente fabril e de forma voluntária. Em relação aos valores gastos com salários e encargos dos operários, com energia elétrica, matérias-primas consumidas, depreciação e manutenção das instalações e máquinas fabris, ao serem utilizados para elaborar uma camisa, devem ser classificados como custo.
A denominação mais genérica de uma transação para aquisição de qualquer bem é um gasto, podendo ou não constituir custo, porém, ele terá um preço e acarretará um desembolso imediato ou futuro.
Custo significa o total de recursos, medido em termos financeiros, sacrificados ou previstos para alcançar um objetivo específico.
Demonstração de Resultado do Exercício (DRE)
Após entendermos as principais nomenclaturas utilizadas na contabilidade de custos, temos subsídios para interpretar o conceito de DRE.
O artigo 187 da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976 (Lei das Sociedades por Ações), instituiu a Demonstração do Resultado do Exercício.
A Demonstração do Resultado do Exercício tem como objetivo principal apresentar de forma vertical resumida o resultado apurado em relação ao conjunto de operações realizadas num determinado período, normalmente, de doze meses.
De acordo com a legislação mencionada, as empresas deverão na Demonstração do Resultado do Exercício discriminar: 
-         a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos;
-         a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto;
-         as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;
-         o lucro ou prejuízo operacional, as receitas e despesas não operacionais
-         o resultado

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