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CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

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ICMS = 360,00
(=) Custo da matéria-prima = 1.640,00
Valor bruto da venda = 22.000,00 
(-) IPI incluso (10%) = 2.000,00
(-) ICMS incluso (18%) = 3.600,00
(=) Receita líquida da venda = 16.400,00
Este fabricante recolhe $ 1.800,00 ($ 2.000,00 - $ 200,00) de IPI ao governo federal e 
3.240,00 ($ 3.600,00 - $ 360,00) de ICMS ao governo estadual. 
3º fabricante de Z 
Valor pago ao 2º fabricante = $ 22.000,00
(-) Crédito de IPI = 2.000,00
(-) Crédito de ICMS = 3.600,00
(=) Custo da matéria-prima = 16.400,00
Valor bruto da venda = 110.000,00 
(-) IPI incluso (10%) = 10.000,00
(-) ICMS incluso (18%) = 18.000,00
(=) Receita líquida da venda = 82.000,00
Esse fabricante recolhe $ 8.000,00 ($ 10.000,00 - $ 2.000,00) de IPI ao governo federal e $ 14.400,00 ($ 18.000,00 - $ 3.600,00) de ICMS ao governo estadual. 
Resumidamente, recolhem: 
	IPI
	
	ICMS
	Fabricante
	Valor
	
	Fabricante
	Valor
	1º
	200,00 
	
	1º
	360,00 
	2º
	1.800,00 
	
	2º
	3.240,00 
	3º
	8.000,00 
	
	3º
	14.400,00 
	Total
	10.000,00 
	
	Total
	18.000,00 
Verifica-se que a soma dos impostos recolhidos equivale ao valor dos impostos destacados pelo último fabricante, não ocorrendo, dessa forma, incidência em cascata. Será custo para o consumidor final, pelo fato de este não ter como compensá-lo. 
Exercícios
Ocorre-se custo quando compra ou quando se consome matéria-prima? 
Ocorrendo perdas anormais de matéria-prima, qual o tratamento que deve ser dado?
Por que o frete e o seguro, quando pagos pelo comprador, incorporam o valor do material debitado no estoque? Explique.
Uma empresa ao adquirir 7.000 kg de certa matéria prima ao preço de $ 6.500,00 a tonelada, incorre ainda nos seguintes gastos:
 Frete $ 1.500,00
 Seguro $ 650,00 
Calcule o valor a ser debitado no estoque, considerando 12% de IPI e que a alíquota de ICMS seja 17%.
Qual a condição básica para que se possa caracterizar um material como material direto?
Em 2005 o estoque inicial de certa matéria-prima era de $ 66.000,00. Durante o ano foram adquiridos $ 2.211.600,00 dessa matéria-prima. No final do ano o estoque era de $ 123.600,00. Demonstre o cálculo do custo da matéria-prima consumida.
Uma fábrica de equipamentos industriais precisa compor uma Nota Fiscal com os dados apresentados a seguir. Sabe-se que, para o produto apresentado, a alíquotas de IPI é igual a 5%. Calcule o valor do IPI e o valor da Nota com o IPI..
	Valor dos produtos sem impostos
	1.992,000
	Valor do ICMS
	408,00
	Valor dos produtos com ICMS
	2.400,00
Uma empresa ao adquirir 6.000 kg de chapas de aço ao preço de $ 6.000,00 a tonelada, incorre ainda nos seguintes gastos:
 Frete $ 2.400,00
 Seguro $ 960,00 
Calcule o valor a ser debitado no estoque, considerando que há isenção de IPI e que a alíquota de ICMS é zero.
A J. D. Mayo Ltda. adquiriu em maio de 2006 500 kg de chapas de aço, pagando ao fornecedor, $ 32.912,00. Nesse valor estão inclusos 18% de ICMS e 10% de IPI. Incorreu ainda em gastos com frete e seguro no valor de $ 3.520,00. Qual foi o valor debitado no estoque, considerando que esses impostos são recuperáveis?
Mão-de-Obra Direta
Mão-de-obra Direta é aquela relativa ao pessoal que trabalha diretamente sobre o produto em elaboração, desde que seja possível a mensuração do tempo despendido e a identificação de quem executou o trabalho, sem necessidade de qualquer apro​priação indireta ou rateio. Se houver qualquer tipo de alocação por meio de estimati​vas ou divisões proporcionais, desaparece a característica de "direta". 
4.2.1. Exemplos de separação de mão-de-obra direta e indireta
O operário que movimenta um torno, por exemplo, trabalhando um produto ou componente de cada vez, tem seu gasto classificado como Mão-de-obra Direta. Porém, se outro operário trabalha supervisionando quatro máquinas, cada uma executando uma operação num produto diferente, inexistindo possibilidade de se verificar quanto cada um desses produtos consome do tempo total daquela pessoa, temos aí um tipo de Mão-de-obra Indireta. 
Se surgir a possibilidade de se conhecer o valor de mão-de-obra aplicada no produ​to de forma direta por medição, existe a Mão-de-obra Direta; se recorrer a qualquer critério de rateio ou estimativa, transforma-se, para efeito contábil, em Indireta. 
Encontra-se às vezes outro tipo de conceituação, tratando-se como direta toda e qualquer mão-de-obra utilizada na produção, mas isso traz algumas conseqüências in​desejáveis. 
Ocorre muitas outras vezes haver a possibilidade de a empresa medir a mão-de​-obra mas, por razões econômicas, não o fazer; ou então essa medição é difícil de ser realizada, e desiste-se dela. Temos aí a existência física da Mão-de-obra Direta, mas a Contabilidade de Custos a tratará como Indireta devido à adoção de sua alocação por critérios estimativos (como ocorre com vários outros custos diretos, como materiais, tinta etc.). Essas razões de desistência de medição podem ser: pequeno valor da mão-​de-obra, inexistindo interesse por uma medida mais apurada; custo elevado para se fazer a medição; dificuldade de se processar a mensuração (como no caso de um homem operando diversas máquinas) etc.
Alguns exemplos mais comuns de mão-de-obra direta são: torneiro, prensista, soldador, cortador, pintor etc. E de mão-de-obra indireta: supervisor, encarregado de setor, carregador de materiais, pessoal da manutenção, ajudante etc: 
4.2.2 Tempo Não Produtivo da Mão-de-obra Direta 
Normalmente deixa de ser considerado como Mão-de-obra Direta o tempo ocioso em virtude de falta de produção, avarias etc.; é claro que, se ele estiver sendo utilizado numa outra função, como limpeza, manutenção etc., deverá então ser reclassificado para ela, saindo da Mão-de-obra Direta. 
Caso a ociosidade seja normal e o operário esteja sendo mantido parado, o mais comum é a acumulação desse tempo como Tempo Improdutivo dentro dos Custos In​diretos para rateio à produção geral. Quando houver paradas apenas em determi​nadas épocas do ano, deverá a empresa utilizar um sistema de provisionamento para rateio desses Custos Indiretos a todos os produtos feitos no ano, e não somente aos elaborados no mês ou nos poucos meses em que houve o tempo não utilizado da Mão​-de-obra Direta.
Entretanto, outros procedimentos podem ser indicados em algumas situações específicas. Se a parada for obrigatória por causa do tipo de produto que vem a seguir, como é o caso do tempo de preparação de máquinas, poderá ser interessante que esse valor seja apropriado diretamente ao produto ou à ordem; isso se realmente o produto elaborado tiver como requisito constante tal parada para preparação, fazendo pane da própria programação de sua fabricação. Se, por outro lado, a preparação ou outro tempo parado se dever não ao produto que vai ser elaborado, e sim ao que acabou de ser produzido, deverá então ser atribuído a este. 
Caso ocorra, todavia, uma situação em que ao passar do produto A para o B haja uma parada de duas horas, do B para o C de três, do C para o B de uma, do A para o C de duas etc., passará a não haver mais condição de se alocar quer ao produto que findou quer ao seguinte. Nessa situação, deverá voltar o critério de atribuição do tempo improdutivo aos Custos Indiretos para posterior rateio a toda a produção: 
O fundamental é que seja cuidadosamente estudado cada caso para se verificar qual o procedimento que melhor se coaduna com cada situação. Não existem soluções apriorísticas universais. 
Existem também as paradas normais para descanso, café etc.;

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