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CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

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três produtos?
Em primeiro lugar, sem informações adicionais, podemos dividir em partes iguais, uma para cada produto:
= $ 500,00 para cada um produto.
	Nessa divisão não se levou em consideração a quantidade fabricada de cada produto.
	Levantando-se o volume de produção, constatamos ser de 310 unidades no período, assim distribuídos por produtos:
Produto X = 10 unidades
Produto Y = 100 unidades
Produto Z = 200 unidades
	Considerando-se esse volume de produção como base de rateio, custo de energia elétrica seria:
 
= $ 4,83871/unidade.
Produto X = 10 unidades x $ 4,83871/u = $ 48,39
Produto Y = 100 unidades x $ 4,83871/u = $ 483,87
Produto Z = 200 unidades x $ 4,83871/u = $ 967,74
	Aparentemente, o resultado ficou melhor que o anterior, pois levou em consideração a quantidade produzida, ou seja, aquele produto que teve uma produção maior, em tese deveria absorver parcela maior do custo.
	No entanto, podemos admitir que o consumo de energia elétrica seja proporcional ao tempo de fabricação. Um produto que consumir mais tempo para ser fabricado, utilizará mais máquina e, consequentemente, maior será o seu consumo de energia e o custo também.
	Levantando-se os tempos de fabricação temos:
Produto X = 5 horas por unidade
Produto Y = 4 horas por unidade
Produto Z = 10 horas por unidade
	Nosso rateio do custo da energia elétrica ficará mais complexo. Temos agora alguns cálculos a serem realizados.
1º Cálculo do tempo de fabricação
	Produto
	Quantidade
	Tempo Unitário
	Tempo Total
	X
	10 u
	5 h
	50 h
	Y
	100 u
	4 h
	400 h
	Z
	200 u
	10 h
	2.000 h
	Total de horas
	2.450 h
2 º Cálculo da taxa-hora de energia elétrica
 = $ 0,61224/h 
3º Cálculo do custo da energia dos produtos
	Produto
	Tempo Total
	Taxa/Hora
	Custo dos Produtos
	X
	50 h
	$ 0,61224
	$ 30,61
	Y
	400 h
	0,61224
	244,90
	Z
	2.000 h
	0,61224
	1.224,49
	Total
	2.450 h
	
	1.500,00
	Esse último procedimento, mais trabalhoso, deve aproximar-se de um possível consumo de energia elétrica por parte dos produtos. Porém, outros procedimentos poderiam ser considerados, como, por exemplo, ratear o custo da energia pelo peso das matérias-primas empregadas ou outra base que melhor se ajustar ao caso. Uma precisão para o caso em específico seria instalar medidores de energia elétrica em cada maquina e ter o consumo controlado. Nesse caso, a energia elétrica deixaria de ser custo indireto e passaria a ser custo direto.
4.3.2. Algumas bases de rateio mais comuns
	Qualquer base que venha a ser utilizada por certo permitirá que se chegue ao custo dos produtos. No entanto, precisa-se ter coerência na escolha dessa, a fim de não serem obtidos resultados distorcidos. O que precisa ficar bem claro é que todo e qualquer critério que venha a ser empregado deve ser escolhido em função de uma base que represente relação lógica, procurando aproximar-se daquilo que seria o “custo perfeito”.
	Nessa busca do “custo perfeito” podem ser utilizadas diversas bases de rateios, uma para cada conta de custos indiretos, bem como para os departamentos auxiliares.
	Normalmente, utilizam-se as seguintes base para ratear os custos indiretos:
Área ocupada pelos departamentos, para ratear o custo do aluguel, depreciação do prédio e impostos prediais;
Número de funcionários para ratear os custos indiretos do departamento de administração da fábrica;
Potência instalada em quilowatts/hora para energia elétrica;
Número de requisição de materiais, para ratear os custos do departamento de almoxarifado.
	Ao definir as bases de rateios dos custos indiretos de fabricação, o responsável pelos cálculos de custos precisa ter em mente que elas devem ser duradouras, evitando mudanças freqüentes, pois acabaria provocando flutuações nos custos dos produtos de um período para outro, perdendo, com isso, a possibilidade de comparações e criado confusão para os destinatários dos resultados de custo, que necessariamente não conhecem a sistemática de apropriação.
	No entanto, se a base utilizada necessitar de alteração, o responsável pelos cálculos dos custos deve proceder à mudança, efetuando observações a respeito nos relatórios de custos, para que os usuários possam compreender com clareza os resultados em análise, e refazer os cálculos do período anterior utilizando as novas regras, se possível, permitindo como isso que sejam feitas comparações com os resultados.
 
Exercícios
Explique o seu entendimento por custos indiretos de fabricação.
Podemos tratar como indiretos para fins de alocação aos produtos algumas matérias-primas bem como alguns casos de mão-de-obra direta? Em quais circunstancias isso ocorre?
A fabrica de refrigerantes Água Doce Ltda. teve os seguintes custos em seus departamentos de colocação de tampas de garrafas no ano de 2007.
Mão-de-obra indireta $ 3.200.000
Lubrificantes 700.000
Energia elétrica 950.000
Depreciação 500.000
Outros custos indiretos 1.200.000
Nesse período a produção foi de:
Produto Quantidade
Garrafa de 0,5 l 7.000 dúzias
Garrafa de 1,0 l 8.000 dúzias 
Garrafa de 1,5 l 5.000 dúzias 
Efetue o rateio dos custos indiretos aos produtos.
Rateie as contas de custos indiretos aos produtos, com base no tempo de fabricação:
	
	Produto A
	Produto B
	Produto C
	Total
	Quantidade Produzida
	100 u
	120 u
	80 u
	
	Base p/ rateio
	
	
	
	
	a) Tempo de fabricação
	5 h/u
	3 h/u
	7 h/u
	
	Energia elétrica
	
	
	
	750.000
	Mão-de-obra indireta
	
	
	
	70.000
	Eletrodos de solda
	
	
	
	50.000
	Manutenção das máquinas
	
	
	
	30.000
	Óleo lubrificante
	
	
	
	25.000
Calcule o custo dos produtos considerando quatro bases de rateios dos custos indiretos. Utilize o quadro a seguir, reproduzindo-o quatro vezes, uma para cada base de rateio. Indique em cada um a base que você utilizou.
	Contas
	Produto X
	Produto Y
	Produto Z
	Total
	Custo da mão-de-obra direta
	750.000
	125.000
	1.800.000
	2.675.000
	Custo da matéria-prima
	890.000
	300.000
	5.000.000
	6.190.000
	Total do custo direto
	
	
	
	
	Custos indiretos de fabricação
	
	
	
	720.000
	Custo total
	
	
	
	
	Tempo de fabricação
	200 h
	40 h
	500 h
	740 h
Analise do Custo Volume e Lucro
	Um dos instrumentos da área de custos que podem ser utilizados nas decisões gerenciais é a analise de custo/volume/lucro. Tal expressão abrange os conceitos de margem de contribuição, ponto de equilíbrio e margem de segurança, cujo conhecimento é de fundamental importância para os gestores de custos em virtude do número de benefícios informativos que proporcionam.
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As análises de custo/volume/lucro são modelos que visam demonstrar, de forma gráfica ou matemática, as inter-relações existentes entre as vendas, os custos (fixos ou variáveis), o nível de atividade desenvolvido e o lucro alcançado ou desejado. Seu estudo proporciona resposta às questões relacionadas ao que acontecerá com o lucro da empresa se ocorrer:
Aumento ou diminuição do custo (variável ou fixo);
Diminuição ou aumento do volume de vendas; e
Redução ou majoração dos preços de venda.
	Por exemplo: a administração necessita conhecer com antecedência quais efeitos teriam uma modificação no preço de venda, no volume de produção, nas combinações do mix de produtos, uma alteração salarial ou uma modificação nas máquinas da fabrica. Para que essas informações estejam disponíveis com a rapidez que as decisões empresariais exigem, cabe ao analista de custos dispor de dados indispensáveis à análise

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