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* * WAGNER LACERDA CAMPOS DOS GOYTACAZES 2015 ANATOMIA PALPATÓRIA * * * * Peitoral Maior Peitoral Maior – Palpação Direta Posicionamento: Paciente: em DD, braço em abdução de 90º. Terapeuta: em pé, ao lado do paciente. O terapeuta fará a palpação com uma de suas mãos, posicionando-a sobre as fibras esterno-costais do peitoral maior, transversalmente a elas, ou seja, os dedos estarão voltados para o esterno ou para a clavícula do paciente. Com essa palpação, consegue-se perceber, nitidamente, como a porção carnosa desse músculo é larga, plana e espessa nessa região. * * * * Peitoral Menor Peitoral Menor – Palpação Direta Posicionamento: Paciente: em DD. Terapeuta: sentado, de frente para o paciente. O terapeuta sustentará com a sua mão, contralateral à palpação, o cotovelo do paciente. A sua outra mão será posicionada no sentido das fibras do peitoral menor, da seguinte forma: as regiões tenar e hipotenar estarão sobre a 3ª, 4ª e 5ª costelas, e os dedos dirigidos para o processo coracóide da escápula. Solicitará ao paciente que realize o abaixamento do ombro. A tensão do peitoral menor poderá ser percebida. * * * * Serátil Anterior – Palpação Direta Posicionamento: Paciente: sentado, braço elevado a 90º. Terapeuta: em pé, de frente para o paciente. O terapeuta colocará a sua mão homolateral à palpação contra a mão do paciente. As polpas dos dedos de sua outra mão estarão posicionadas na região ântero-lateral do tórax do paciente, na região da porção inferior do serrátil anterior. Pedirá ao paciente que faça um esforço de empurrar a mão para frente, que será resistida. Sob a mão contralateral à palpação, a tensão do músculo poderá ser percebida pelo terapeuta. Serrátil Anterior * * * * Subescapular Subescapular – Palpação Direta Posicionamento: Paciente: em DL, com o braço abduzido. Terapeuta: em pé, à frente ou atrás do paciente. O terapeuta entrará com as polpas de seus dedos na região axilar do paciente, dorsalmente ao peitoral maior e ventralmente ao grande dorsal. Pedirá ao paciente que desfaça a abdução e, a partir desse posicionamento, irá aprofundar a palpação, indo na direção da face anterior da escápula. Solicitará ao paciente que realize a rotação medial do braço. Sob as polpas de seus dedos, na profundidade, o terapeuta perceberá que o subescapular está se contraindo. * * * * Supra-espinhal Supra-espinhal – Palpação Indireta Posicionamento: Paciente: sentado, com a cabeça inclinada para o lado da palpação. Terapeuta: em pé, atrás do paciente. O terapeuta posicionará o 2º e 3º dedos de sua mão contralateral à palpação, superiormente à espinha da escápula, na fossa supra-espinhal. Com a mão homolateral à palpação posicionada no braço do paciente, resistirá à sua abdução. Sob os dedos da mão contralateral, perceberá, na profundidade, a contração do supra-espinhal. * * * * Infra-espinhal Infra-espinhal – Palpação Direta Posicionamento: Paciente: em DL, cotovelo flexionado a 90º. Terapeuta: em pé. O terapeuta repousar os seus dedos abaixo da espinha da escápula, seguindo a orientação das fibras do infra-espinhal: de trajeto ascendente, no sentido medial para lateral. Com a sua outra mão posicionada no antebraço do paciente, resistirá à rotação lateral do braço. Perceberá a tensão do músculo sob seus dedos que estarão posicionados na região infra-espinhal. * * * * Redondo Menor Redondo Menor – Palpação Direta Posicionamento: Paciente: em DL, cotovelo flexionado a 90º. Terapeuta: em pé, atrás do paciente. O terapeuta traçará uma linha imaginária entre o ângulo inferior da escápula e o ombro do paciente. Posicionará as polpas de seu 2º e 3º dedos sobre a linha imaginária, mais precisamente inferiormente ao deltóide e superiormente ao redondo maior. Com a sua outra mão posicionada no antebraço do paciente, resistirá à sua rotação lateral. Sob o 2º e 3º dedos, a contração do redondo menor será percebida. * * * * Redondo Maior Redondo Maior – Palpação Direta Posicionamento: Paciente: em DL. Terapeuta: em pé, à frente ou atrás do paciente. O terapeuta posicionará as polpas de seus dedos lateral e superiormente ao ângulo inferior da escápula, situando-os abaixo do redondo menor. Resistirá, com a sua outra mão posicionada no antebraço do paciente, à adução combinada à rotação medial do braço. O músculo redondo maior ficará visível, evidenciando o seu formato arredondado, e sua contração será percebida pelas polpas dos dedos do terapeuta. Poderá, também, palpá-lo em “forma de pinça”. * * Deltóide – Porção Anterior Deltóide – Porção Anterior – Palpação Direta Posicionamento: Paciente: sentado ou em DD. Terapeuta: em pé, de frente para o paciente. O terapeuta resistirá à adução horizontal do braço do paciente. Com a sua outra mão poderá delimitar as bordas do deltóide anterior. * * Deltóide – Porção Média Deltóide – Porção Média – Palpação Direta Posicionamento: Paciente: sentado ou em DL. Terapeuta: em pé, atrás ou à frente do paciente. O terapeuta resistirá à abdução do braço. O deltóide médio ficará tenso e poderá ser visualizado. Suas bordas anterior e posterior poderão ser palpadas pelo terapeuta. * * Deltóide – Porção Posterior Deltóide – Porção Posterior – Palpação Direta Posicionamento: Paciente: sentado ou de pé, com a articulação escápulo-umeral abduzida a 90º, cotovelo flexionado. Terapeuta: em pé, atrás do paciente. O terapeuta irá resistir à abdução horizontal, posicionando uma de suas mãos na região posterior do braço do paciente. A sua outra mão palpará a porção posterior do músculo deltóide. * * * * Bíceps Braquial Bíceps Braquial – Palpação Direta Posicionamento: Paciente: sentado. Terapeuta: em pé ou sentado. O terapeuta irá resistir à flexão do antebraço sobre o braço combinada à sua supinação. O bíceps braquial ficará proeminente e poderá ser palpado pelo terapeuta. * * * * Coracobraquial Coracobraquial – Palpação Direta Posicionamento: Paciente: em DD, braço em abdução. Terapeuta: em pé, de frente para o braço do paciente. O terapeuta posicionará as polpas de seus dedos logo abaixo da porção curta do bíceps braquial, que se situa sob o peitoral maior. Com a sua outra mão, irá resistir à flexão e à adução horizontal do braço. Poderá sentir, sob as polpas dos dedos, a tensão do coracobraquial. * * * * Braquial Braquial – Palpação Direta Posicionamento: Paciente: sentado, com o antebraço pronado, apoiado na maca ou na mesa. Terapeuta: sentado, de frente para o paciente. O terapeuta posicionará as polpas de seus dedos a cada lado do terço distal da porção carnosa do bíceps braquial. Pedirá ao paciente que flexione levemente o cotovelo. Sob as polpas de seus dedos, poderá sentir a contração do braquial. * * * * Tríceps Braquial – Porção Longa Tríceps Braquial – Porção Longa – Palpação Direta Posicionamento: Paciente: sentado ou em pé, com o braço afastado do corpo. Terapeuta: em pé, atrás do paciente. O terapeuta irá resistir à extensão do cotovelo com uma de suas mãos. A sua outra mão palpará a porção longa do músculo tríceps braquial. * * Tríceps Braquial – Porção Medial Tríceps Braquial – Porção Medial – Palpação Direta Posicionamento: Paciente: sentado ou em pé, com o braço afastado do corpo. Terapeuta: em pé, atrás do paciente. O terapeuta irá resistir à extensão do cotovelo com uma de suas mãos. A sua outra mão palpará a porção medial do tríceps braquial, na região onde se torna superficial: inferiormente à porção longa, no terço distal da região póstero-medial do braço. * * Tríceps Braquial – Porção Lateral Tríceps Braquial – Porção Lateral – Palpação Direta Posicionamento: Paciente: sentado ou em pé, com o braço ao longo do corpo.Terapeuta: em pé, ao lado do paciente. O terapeuta pedirá ao paciente que estenda o cotovelo. A porção lateral do tríceps ficará visível na região póstero-lateral do terço proximal do braço, podendo ser palpada “em forma de pinça”. Caso necessário, poderá resistir à extensão do cotovelo. *