Atuação do Biomédico no Diagnóstico por Imagem
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Atuação do Biomédico no Diagnóstico por Imagem

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A ATUAÇÃO DO BIOMÉDICO NO DIAGNÓSTICO POR IMAGEM

Alunos: Ana Carolina; Ícaro Emanuel; Ilâne Oliveira; Carlos Vinícius; Maria Eliza; Matheus

Henrique; Matheus Ícaro.

Professor Fomentador: Diego Hollanda

Turma: 1º Período - Manhã

UNIBRA - Centro Universitário Brasileiro

Curso de Biomedicina – Interdisciplinar 2018.1

Recife-PE

1. INTRODUÇÃO

Na conjuntura atual, o diagnóstico por imagem é um dos métodos mais utilizados de

exame. O emprego da radiologia tornou-se uma ferramenta fundamental na área da saúde,

devido à sua singular importância na detecção de patologias e suas finalidades terapêuticas.

Fraturas ósseas, tumores e alterações nos órgãos são alguns exemplos de objetos a serem

diagnosticados. Tal funcionamento desenvolve-se através da inserção de raios-X e técnicas não

ionizantes como a ressonância magnética e a ultrassonografia. (MARCHIORI, 2016)

A radiologia surgiu como área do conhecimento através dos esforços de Wilhelm

Conrad Roentgen, um físico nascido na Alemanha, o qual publicou seus estudos a respeito da

emissão de raios em ampolas a vácuo em dezembro de 1895. Esses raios foram nomeados por

ele de “X”. Em suas pesquisas, Wilhelm concluiu que os raios X eram capazes de atravessar

determinados materiais, como vidro e madeira, e sua propagação era impedida por outros, como

no caso do chumbo. No entanto, observou também que podiam indicar morfologias ao serem

emitidos sobre algumas substâncias, na condição de um corpo estar entre o raio e a placa do

elemento. A conclusão destes fatos foi possível por meio de uma radiografia feita em sua

própria mão, e em 1896, ele repetiu o feito na mão de sua esposa. Wilhelm Conrad Roentgen

recebeu o Prêmio Nobel de Física por sua notável descoberta. (MARCHIORI, 2016)

 Os profissionais habilitados a exercerem o diagnóstico por imagem são os médicos

radiologistas, técnicos ou tecnólogos da área, e biomédicos. A Biomedicina originou-se no

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Brasil em meados da década de 60, e ao longo do tempo, o biomédico ganhou espaço de forma

exponencial nas variadas áreas da saúde. A habilitação do biomédico no radiodiagnóstico e na

radioterapia ocorreu através do Artigo 4º, Inciso III do Decreto Federal no 88.439/83 e

atualizada pela Resolução nº 78, de 29 de abril de 2002, do Ato Profissional Biomédico. O

conteúdo a ser discorrido relata a importância do biomédico e suas respectivas capacitações no

diagnóstico por imagem.

2. OBJETIVO

Apresentar a importância da biomedicina no diagnóstico por imagem

2.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

• Analisar a situação do biomédico no tocante ao mercado de trabalho na área de

radiologia;

• Apresentar a função do biomédico no diagnóstico por imagem.

3. MATERIAIS E METODOLOGIA

A metodologia aplicada para a produção deste conteúdo foi obtida através de pesquisas

de campo e no site do Conselho Regional de Biomedicina Região 1 (CRBM1), em bancos de

dados como Scielo e Pubmed, e no acervo bibliográfico do Centro Universitário Brasileiro na

finalidade de buscar informações concretas para este trabalho.

4. RADIOGRAFIA: A FORMAÇÃO DA IMAGEM

Em um exame por imagem, os raios que ultrapassarem o corpo irão sensibilizar o filme,

o qual se tornará negro em sua revelação. Os raios que forem absorvidos pelo corpo, não irão

sensibilizar o filme, destacando em branca a área em questão. No caso de uma absorção parcial

do corpo, o filme tende a exibir a área correspondente em tonalidades de cinza. O que determina

essas variações num exame é o respectivo peso atômico da região radiografada e a intensidade

energética dos raios X (ou seja, a sua capacidade de penetração). Tal variação é chamada de

"densidade radiológica", possuindo 5 categorias: metal, cálcio (ossos), água (partes moles),

gordura e ar.

Tubo de raios X: um conversor de energia composto por um envoltório de vidro de alta

resistência revestido de chumbo e mantido a vácuo. Possui dois eletrodos metálicos: o cátodo

(polo negativo) e o ânodo (polo positivo). Ocorrerá uma migração de elétrons do cátodo ao

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ânodo, chegando ao "ponto focal do alvo", onde a interação dos elétrons com o material do alvo

resultará na produção de calor e raios X.

• Filme: placa de poliéster recoberta por emulsão de gelatina e cristais de prata. A emissão de

radiação ou luz sensibiliza a prata, assim tornando-se negra após a revelação.

• Chassi: estojo metálico no qual é colocado o filme virgem para protegê-lo da luz.

• Écran: folha flexível de plástico ou papelão de tamanho proporcional ao do filme usado; ele

forra o Chassi, ficando em íntimo contato com o filme. É revestido de um material fluorescente,

que emite luz quando irradiado. Tal luz sensibiliza o filme, tendo como função utilizar uma

quantidade reduzida de radiação.

✓ As estruturas do corpo com densidade de parte mole são: tecido conectivo, músculos

sangue, cartilagem, pele, cálculos de colesterol (vesícula biliar) e cálculos de ácido

úrico (rim). Ou seja, quanto maior for o grau de absorção de raios X pelo corpo, mais

clara ficará a região em questão no filme. As imagens brancas são nomeadas como

opacidade ou imagem radiopaca. Já as imagens negras, como imagens radio

transparentes, transparentes ou lucentes.

5. TIPOS DE EXAMES

O biomédico pode atuar no radiodiagnóstico, que abrange exames desde a tomografia

computadorizada (TC) que serve para verificar imagens dos ossos, tecidos e órgãos do corpo

humano, até a medicina nuclear (MC), que possibilita a obtenção de informações fisiológicas

mais detalhadas, como detecção de tumores e patologias ósseas. E também na radioterapia,

utilizada para tratamento com distintas fontes de energia e radiação ionizante. Em geral pode

operar os equipamentos sob supervisão do radiologista, no entanto, não lhe compete dar o laudo.

Na tomografia computadorizada (TC) o biomédico pode operar os equipamentos de

tomografia e definir protocolos de exames administrando os meios de contraste, realizar análise

do paciente, atuar no processamento de imagens; documentar os exames e gerenciar sistemas

de armazenamento de informação. Assim como na ressonância magnética (RM) ele atua da

mesma maneira. A ressonância magnética tem funcionalidade analítica no diagnóstico de

câncer, fraturas, infarto, afecções neurológicas e entre outras patologias. O biomédico pode

operar equipamentos de medicina nuclear realizar estudos in vivo e in vitro e auxiliar o médico

nos procedimentos terapêuticos, definir protocolos de exames. Na ultrassonografia (USG),

pode-se verificar em tempo real qualquer estrutura e órgãos do corpo. Um exemplo muito

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comum de sua utilização é durante a gestação, que possibilita saber o sexo do feto, bem como

alterações na morfologia do mesmo. Compondo deste modo dados importantes para futuras

intervenções. O biomédico pode operar equipamentos sob supervisão médica, atuar no

segmento de aplicação nas empresas que comercializam as máquinas e insumos voltados a

ultrassonografia. Assim como na TC e RM, o biomédico pode operar equipamentos de

radiografias convencionais, computadorizadas e digitais, definir protocolos de exames,

administrar os meios de contraste, atuar no pós-processamento de imagens médicas e

documentar exames. Pode também atuar na área de pesquisa utilizando a radiação ionizante e

atuar na área administrativa e comercial. Suas operações incluem ainda o desenvolvimento de

novas técnicas e a bioinformática.

6. MERCADO DE TRABALHO

O mercado de trabalho na área de diagnósticos por imagem vem crescendo bastante no

Brasil nos últimos anos, e segundo os termos do Artigo 6° da resolução n° 78 de 2002, do

Conselho Federal de Biomedicina, o biomédico é, por lei, legalizado a atuar