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TCC FAEL

Trabalho de conclusão sobre a contribuição do brincar na Educação Infantil. Estudo bibliográfico que aborda o brincar como proposta pedagógica, jogos e brinquedos, socialização, papel do educador e fundamentação legal e curricular.

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A CONTRIBUIÇÃO DO BRINCAR NA 
EDUCAÇÃO INFANTIL - SEU PAPEL JUNTO ÀS CRIANÇAS PEQUENAS 
Trabalho de Conclusão do Curso apresentado à FAEL. 
São José dos Campos
2015
 
LUCINEIDE CASSIMIRO DA SILVA – login 120102195
Liliane de Souza – login 120100528
A CONTRIBUIÇÃO DO BRINCAR NA 
EDUCAÇÃO INFANTIL - SEU PAPEL JUNTO ÀS CRIANÇAS PEQUENAS TIRAR 
 
RESUMO
FALTOU O PROBLEMA NORTEADOR DA PESQUISA E OS RESULTADOS. USE ESPAÇO SIMPLES
 
Este trabalho aborda um assunto fundamental para a Educação Infantil: a brincadeira como proposta pedagógica e sua importância no desenvolvimento sócio-cognitivo das crianças pequenas. Tem como objetivo a elaboração de um estudo bibliográfico sobre o tema, buscando conhecer o significado do brincar e as possibilidades que esse ato ocasiona na construção do conhecimento. Este estudo traz ainda, algumas importantes considerações sobre os jogos, as brincadeiras e os brinquedos e como estes influenciam na socialização e no cotidiano das crianças, além de evidenciar e compreender o universo lúdico como estimulador do processo ensino-aprendizagem. Os encaminhamentos metodológicos utilizados baseiam-se na pesquisa bibliográfica, fundamentada na leitura de livros e artigos, seguidos de estudo e análise, tendo como finalidade o aprofundamento sobre o tema: o brincar na educação infantil.
Palavras-chave: Brincar. Criança. Educação Infantil. 
INTRODUÇÃO
Este artigo tem por objetivo principal, discutir a importância do brincar no processo de desenvolvimento da criança, sobretudo na Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, visando à ludicidade como caminho para a aprendizagem e a construção do conhecimento através de brincadeiras, jogos e brinquedos. Sabe-se que a criança possui necessidades e características peculiares e a escola desempenha um importante papel nesse aspecto, que é oferecer um espaço favorável às brincadeiras associadas a situações de aprendizagem que sejam significativas, contribuindo para o desenvolvimento de forma agradável e saudável. 
Os pesquisadores do brincar consideram que este mobiliza múltiplas aprendizagens, sendo indispensável à saúde física, emocional e intelectual da criança. O momento da brincadeira possui grande importância, pois contribui para o desenvolvimento do potencial integral da criança, além de propiciar o conhecimento de forma agradável, como meio de estimular a socialização, possibilitando à criança agir de forma mais autônoma. A brincadeira é uma linguagem natural da criança e é importante que esteja presente na escola desde a educação infantil para que o aluno possa se colocar e se expressar através de atividades lúdicas.  O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (BRASI, 1998, p.13) ressalta que: “A brincadeira favorece a autoestima das crianças, auxiliando-as a superar progressivamente suas aquisições de forma criativa”. 
Ao entrar em contato com a brincadeira as crianças iniciam a compreensão de si e do outro, aprendem papéis, regras sociais e noções de realidade. Além disso, espelham-se umas nas outras e isso tudo facilita trocas afetivas e de experiências entre os parceiros de brincadeira. Sendo assim, o momento da brincadeira possibilita que a criança treine o uso da imaginação, da comunicação e vivencie um momento de interação social, tornando-se cada vez mais independente.
Desse modo, considerando que o brincar é fundamental para o desenvolvimento de competências e habilidades infantis, o presente artigo destacará a brincadeira, o brinquedo e o jogo na Educação Infantil, além do papel do educador, evidenciando suas características e os seus elementos na construção das atividades lúdicas. 
A metodologia deste trabalho foi a revisão bibliográfica e baseou-se no estudo de livros, revistas, artigos científicos e sites da internet referentes ao tema abordado.
O brincar, as brincadeiras, os jogos e os brinquedos REVER NORMAS PARA TITULOS E SUBRTÍTULOS
Brincar é, para a criança, um dos principais meios de manifestação que possibilita a observação e a aprendizagem. É por meio do brincar que ela expressa seus desejos, fantasias, saberes e fazeres. Todas as crianças têm o direito ao brincar garantido em instrumentos legais, tanto no âmbito internacional, tais como a Declaração Universal dos Direitos da Criança adotada e proclamada pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro 1948, a Convenção de Direitos da Criança da ONU aprovada na Resolução 44/25 quanto no âmbito nacional, como o Estatuto da Criança e do Adolescente (BRASIL, 2001). 
O ato de brincar para a criança deve ser entendido como principal modo de expressão da infância, pois quando brinca a criança experimenta sensações antes desconhecidas, entra no mundo do adulto, reproduz as relações sociais e de trabalho de forma lúdica e se apropria da cultura da qual faz parte, construindo novas possibilidades de ação e interação. Ao brincar as crianças negociam, fazem escolhas, opinam, se encantam, se alegram e aprendem a conviver com as diferenças. Logo, elas vivenciam a solidariedade, a alegria, a justiça, a construçāo de regras e responsabilidades, fundamentais para o seu desenvolvimento afetivo, ético, político e moral. Segundo Wajskop (2012, p.39): “Ao brincarem, as crianças vão construindo a consciência da realidade, ao mesmo tempo em que já vivem uma possibilidade de modificá-la”.
O faz de conta, também chamado de jogo simbólico, é a primeira oportunidade de contato das crianças com as regras, sendo também um aprendizado fundamental sobre qual é o seu papel na sociedade. O faz de conta promove o encontro entre um muno imaginário e o mundo em que se vive, propiciando a ela a oportunidade de ser protagonista das suas próprias ações. Quando a criança brinca de faz de conta, se apropria da cultura ao experimentar a imaginação, a interpretação e a construção de significados para diferentes situações.
Esse jogo que a criança faz, de vai e vem entre o real e a imaginação, representa para ela o processo de apropriação do mundo em que vive. Isto é, ela constrói o conhecimento do mundo que a rodeia e vai reconhecendo aos poucos a ligação entre o mundo interno e externo, o mundo da fantasia e o da realidade.
A situação imaginária de qualquer forma de brinquedo, já contém regras de comportamento, embora possa não ser um jogo com regras formais estabelecidas a priori. A criança imagina-se como mãe e a boneca como criança, e dessa forma, deve obedecer às regras do comportamento maternal (...), crianças pequenas podem fazer coincidir a situação de brinquedo e realidade (VYGOTSKY, 1991, p. 108).
A brincadeira é uma forma elevada de aprendizagem, pois na medida em que vão crescendo, as crianças trazem para suas brincadeiras o que vêem, escutam, observam e experimentam. Desse modo, o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil afirma:
A brincadeira é uma linguagem infantil que mantém um vínculo essencial com aquilo que é “não-brincar”. Se a brincadeira é uma ação que ocorre no plano da imaginação isto implica que aquele que brinca tenha domínio da linguagem simbólica. Isto quer dizer que é preciso haver consciência da diferença existente entre a brincadeira e a realidade imediata que lhe forneceu conteúdo para realizar-se. Nesse sentido para brincar é preciso apropriar-se de elementos da realidade imediata de tal forma a atribuir-lhes novos significados. Essa peculiaridade da brincadeira ocorre por meio da articulação entre a imaginação e a imitação da realidade. Toda brincadeira é uma imitação transformada, no plano das emoções e das idéias, de uma realidade anteriormente vivenciada (BRASIL, 1998, v.1, p.27).
A brincadeira é uma atividade que a criança desenvolve em suas relações sociais, na idade escolar com seus familiares, com outras crianças da mesma idade com ou sem objetivos educacionais ou de aprendizagem. 
Neste contexto a brincadeira da criança encontrapapel fundamental na educação infantil, pois as crianças se desenvolvem e conhecem o mundo a partir das interações estabelecidas com a história e cultura de outras crianças, de seus pais, de seus professores e das pessoas envolvidas na instituição escolar. 
[...] é o lugar da socialização, da administração da relação com outro, da apropriação da cultura, do exercício da decisão e da invenção. Mas tudo isso se faz segundo o ritmo da criança e possui um aspecto aleatório e incerto. Não se pode organizar, a partir da brincadeira, um programa pedagógico preciso. Aquele que brinca pode sempre evitar aquilo que não gosta. Se a liberdade caracteriza as aprendizagens efetuadas na brincadeira, ela produz também a incertitude quanto aos resultados. De onde a impossibilidade de assentar de forma precisa às aprendizagens na brincadeira. Este paradoxo da brincadeira, espaço de aprendizagem fabuloso e incerto (BROUGÈRE, apud WAJSKOP, 2001, p.31).
As brincadeiras tradicionais infantis são consideradas parte da cultura popular, e guardam os costumes de um povo de determinado período histórico. Incorporadas à mentalidade popular, são transmitidas pela oralidade de geração em geração por meio de conhecimentos empíricos. Nesse sentido considera-se que a tradição e a universalidade de tais brincadeiras apóiam-se no fato de que povos das gerações passadas já brincavam de amarelinha, empinar papagaio, jogar pedrinhas e, muitas dessas brincadeiras permanecem até os dias de hoje. Sobre as brincadeiras tradicionais infantis, Kishimoto (2011, p.42-43) ressalta:
A brincadeira tradicional tem a função de perpetuar a cultura infantil e desenvolver formas de convivência social e permite o prazer de brincar. Por pertencer à categoria de experiências transmitidas espontaneamente conforme motivações internas da criança, a brincadeira tradicional infantil garante a presença do lúdico, da situação imaginaria. 
De acordo com a história, os jogos exprimem formas sociais de organização das experiências dos seres humanos, onde a ludicidade se concretiza na produção das culturas infantis que são constituídas na interação com a cultura mais ampla.
Os jogos ajudam no estudo da relação da criança com o mundo externo e através deles, ela forma conceitos, seleciona idéias e integra percepções, bem como proporcionam aprendizagens e ajudam a criança a estabelecer relações cognitivas. Nesse sentido, o jogo é uma atividade dinâmica que traz a riqueza de transformação das brincadeiras. Socialmente, o jogo estabelece o controle dos impulsos e a aceitação das regras, pois brincando em seu espaço, a criança se envolve na fantasia e constrói um caminho entre o mundo inconsciente, onde desejaria viver, e o mundo real, onde precisa conviver. 
Neste contexto, o jogo se constitui em um componente importante no desenvolvimento humano, não sendo somente uma recreação ou divertimento, já que além de divertir, sempre ensina algo. As crianças quando jogam se sentem motivadas a fantasiar, conhecer o inexplorado, a incorporar personagens e, principalmente, a testar a si mesmas. 
O jogo é um ato criativo e livre que emana do indivíduo e não da sociedade, seja através das regras preestabelecidas ou de uma organização. Essa situação criativa está ligada a sua posição intermediária entre o objetivo e o subjetivo, que remete os fenômenos transicionais (BROUGÈRE, 1998, p. 97). 
Já os jogos de construção - uma etapa de transição entre os jogos simbólicos (faz de conta) e os jogos sociais (jogos de regra) - são de grande importância porque permitem à criança explicitar sua visão de mundo concretamente, revelando seu universo interior (medos, fantasias) por meio dessas construções a fim de enriquecer a experiência sensorial, desenvolver habilidades e estimular a criatividade, privilegiando o desenvolvimento afetivo e intelectual infantil. Nesses jogos as crianças constroem e transformam, expressando seu imaginário. Tais jogos mantêm uma estreita relação com os jogos de faz-de-conta à medida que as crianças constroem casas e cenários para as brincadeiras simbólicas.
Quando a criança participa de vivências envolvendo o jogar, ela pode elaborar os seus pensamentos, experimentando cada situação do jogo, desenvolvendo sentidos que ajudarão a compreender sua realidade, pois cada significado e definição construídos pela criança favorecerão sua capacidade para a resolução de problemas e desenvolvimento intelectual.
Os jogos têm diversas origens e culturas que são transmitidas pelos diferentes jogos e formas de jogar. Este tem função de construir e desenvolver uma convivência entre as crianças estabelecendo regras, critérios e sentidos, possibilitando assim, um convívio mais social e democracia, porque “enquanto manifestação espontânea da cultura popular, os jogos tradicionais têm a função de perpetuar a cultura infantil e desenvolver formas de convivência social” (KISHIMOTO, 1993, p.15).
Por meio do brinquedo, a criança constrói o seu universo, manipulando-o e trazendo para a sua realidade situações inusitadas do seu mundo imaginário, já que ele também é um importante artefato cultural que gera aprendizagens. Ao se utilizar brinquedos de várias formas e diferentes tamanhos, a criança tem a oportunidade de conhecer a sua cultura e trabalhar semelhanças e diferenças, enfim, abstrair, classificar e simbolizar. 
De acordo com a autora KISHIMOTO (1993) o brinquedo é representado como um "objeto suporte da brincadeira", ou seja, brinquedo aqui estará concebido por objetos como piões, bonecas, carrinhos etc. Os brinquedos podem ser considerados: estruturados e não estruturados. São designados de brinquedos estruturados aqueles que já são adquiridos prontos. Os brinquedos não estruturados não são provenientes de indústrias, assim são simples objetos como retalhos de tecidos, pedaços de madeira ou pedras, que nas mãos das crianças adquirem novo significado, podendo transformar-se em um brinquedo. A pedra se transforma em comidinha e o pedaço de madeira se transforma em cavalinho. Desse modo, os brinquedos podem ser estruturados ou não estruturados dependendo de sua origem ou da atuação criativa da criança sobre o objeto. 
O brinquedo assume formas e significados de acordo com a necessidade das crianças, é um objeto que pode ser transformado quando ligado à sua realidade ou a manipulação desta. Por meio do brinquedo a criança reorganiza, constrói e reconstrói relações entre situações no pensamento e situações reais. Brougère (2001) aponta que o brinquedo é um objeto com características peculiares àquele que brinca. Pode ser o objeto comprado ou um objeto criado pela própria criança que às vezes usa esse objeto para essa específica brincadeira.
Os brinquedos podem ser definidos das seguintes maneiras: seja em relação à brincadeira, seja a uma representação social. No primeiro caso, o brinquedo é aquilo que é utilizado como suporte numa brincadeira; pode ser um objeto manufaturado, um objeto fabricado por aquele que brinca uma sucata, efêmera, que só tenha valor para o tempo da brincadeira, um objeto adaptado. Tudo, nesse sentido se torna brinquedo e o sentido de objeto lúdico só lhe é dado por aquele que brinca enquanto a brincadeira perdura (BROUGÈRE, 2001, p. 62).
O papel do Educador
O estudo sobre o brincar como finalidade pedagógica nos leva a uma reflexão acerca do relevante papel que o Educador Infantil tem a desempenhar nesse aspecto, proporcionando possibilidades e oportunidades para que a criança brinque e, ao mesmo tempo, aprenda, dentro de um contexto planejado e equilibrado entre a ação do educador e a espontaneidade do educando com o máximo de aproveitamento em prol do desenvolvimento integral da criança.
O educador, como principal responsável pela organização das situações de aprendizagem, deve conhecer e validar a importância da brincadeira para o desenvolvimento da criança. Cabe a ele oferecer um ambiente favorável à aprendizagem escolar e que proporcione alegria, prazer, movimento e solidariedade no ato de brincar. O educadordeve ainda, aceitar que o aluno é a figura central do seu trabalho, legitimando a concepção que traz o brincar como uma atividade essencial da infância. Para tanto, é fundamental que pense nos espaços de forma intencional, pois assim serão maiores as possibilidades das crianças, manifestarem seus sentimentos, idéias e ações. Desse modo, o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil afirma que:
 (...) cabe ao professor organizar situações para que as brincadeiras ocorram de maneira diversificada para propiciar às crianças a possibilidade de escolherem os temas, papéis, objetos e companheiros com quem brincar ou os jogos de regras e de construção, e assim elaborarem de forma pessoal e independente suas emoções, sentimentos, conhecimentos e regras sociais. (BRASIL, 1998, p.29, v.1)
O brincar, na perspectiva dos professores, segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil – RCNEI (BRASIL, 1988) refere-se ao papel do professor de estruturar o campo das brincadeiras na vida das crianças, disponibilizando objetos, fantasias, brinquedos ou jogos e possibilitando espaço e tempo para brincar. O reconhecimento do valor educativo do brincar é de domínio público; é indispensável para a aprendizagem da criança. Diante disso, os professores devem inserir a brincadeira no universo escolar, reconhecendo-a como uma via para se aproximar da criança, com o objetivo de ensinar brincando.
A ação do educador sobre o brincar infantil não deve ser entendida como habitual oferta de brinquedos. O educador infantil que realiza seu trabalho pedagógico do ponto de vista lúdico observa as crianças brincando e faz disso uma ocasião para reelaborar suas hipóteses e definir novas propostas de trabalho. Assim, “Os professores não devem se sentir culpados do tempo que passam observando e refletindo sobre o que está acontecendo em sua sala de aula” (MOYLES, 2002, p. 123). 
O educador comprometido não deve ficar só na observação e na mera oferta de brinquedos: o educador também deve intervir no brincar, para incentivar a atividade mental, social e psicomotora dos alunos com questionamentos e sugestões de encaminhamentos. Ele deve ainda, identificar situações potencialmente lúdicas, estimulando-as, de modo a fazer a criança avançar do ponto em que está na sua aprendizagem e no seu desenvolvimento. Para fazer tudo isso o educador não pode aproveitar a hora do brinquedo para realizar outras atividades. Deve estar inteiro e atento às crianças e aos seus próprios conhecimentos e sentimentos.
A escola deve ser um lugar onde o aluno possa investigar e construir seu próprio pensamento e dominar suas ações e é através da atividade lúdica que se produz aprendizado espontâneo. Nesse sentido, é necessário que o educador contemple o brincar em seu projeto educativo com intencionalidade, ou seja, ter objetivos e consciência da importância de sua ação em relação ao desenvolvimento e aprendizagem infantis.
Quando o professor tem a preocupação de colocar a brincadeira como parte integrante no planejamento diário, está dando a oportunidade de a criança aprender com prazer, preparando-se para um mundo cada vez mais complexo e dinâmico, aguçando sua curiosidade natural e sua vontade de experimentar. 
A prática pedagógica torna-se mais prazerosa com a presença das brincadeiras, uma vez que possibilita ao professor aproximar-se do mundo da criança e observá-la com mais propriedade. Para tanto, ele precisa conhecer a criança, de onde ela vem, como pensa, seus valores, histórias de vida, as representações que ela faz do mundo, para intervir de forma intencional e consistente, influenciando na construção do sujeito, na formação de sua história. Para criar situações de aprendizagens significativas o educador precisa não somente de conhecimento teórico sobre o nível de desenvolvimento da criança, mas também de experiências práticas relativas às possibilidades de exploração que as brincadeiras podem oferecer.
CONCLUSÃO
A partir de pesquisa bibliográfica vemos que a criança aprende enquanto brinca. De alguma forma, a brincadeira se faz presente e acrescenta elementos indispensáveis ao relacionamento com outras pessoas.  Assim, a criança estabelece com os jogos e as brincadeiras uma relação natural e consegue extravasar suas tristezas e alegrias, angústias, entusiasmos, passividades e agressividades, é por meio da brincadeira que a criança envolve-se no jogo e partilha com o outro, se conhece e conhece o outro. 
Além da interação, a brincadeira, o brinquedo e o jogo, são fundamentais como mecanismo para desenvolver a memória, a linguagem, a atenção, a percepção, a criatividade e habilidade para melhor desenvolver a aprendizagem. Vemos que a ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade, mas principalmente na infância, na qual ela deve ser vivenciada, não apenas como diversão, mas com objetivo de desenvolver as potencialidades da criança, visto que o conhecimento é construído pelas relações interpessoais e trocas recíprocas que se estabelecem durante toda a formação integral da criança. 
As atividades lúdicas como recursos da prática educativa devem estar presentes no cotidiano das salas de aula visando não só o desenvolvimento emocional dos alunos, como também a compreensão por parte dos educadores sobre os limites e as possibilidades de trabalhar as questões afetivas no contexto escolar. 
A Educação Infantil tem um papel importante como espaço de circulação e de produção das culturas infantis que favorece o brincar como atividade principal da criança, e nesse sentido, o adulto tem um papel importante na medida em que organiza os ambientes, oferece os objetos, propõe novas experiências, ajuda na construção de hipóteses e estimula a imaginação das crianças. É importante também que os adultos resgatem sua capacidade de brincar, tornando-se, assim, mais disponíveis para as crianças enquanto incentivadores e parceiros de suas brincadeiras.
Portanto, o brincar é inerente à cultura da infância e para que seja garantido com qualidade, é necessário que a escola tenha em sua concepção as atividades lúdicas como principais fundamentos para o desenvolvimento infantil. Depois de partir desta visão de escola, os professores devem acreditar no brincar como uma proposta que possibilita a resignificação de antigos conhecimentos, a construção da identidade e autonomia e a resolução de conflitos. Dessa forma, é necessário que o educador planeje as situações de brincar e, sobretudo o espaço e o tempo, para que se possa oferecer um brincar de qualidade para seus alunos, além de estar ciente sobre a importância do brincar para o desenvolvimento de capacidades e habilidades construídas enquanto os pequenos brincam.
É preciso oportunizar diversos momentos lúdicos, aproveitar os espaços diferenciados como praças e parques com momentos amplos e livres, garantir espaço-tempo nos ambientes domésticos, educacionais, públicos e privados para que o brincar proporcione à criança diferentes níveis de vivência de forma espontânea, desenvolvendo suas competências individuais e coletivas.
MELHORAR A RESPOSTA DO PROBLEMA NORTEADOR DA PESQUISA
ReferÊncias bibliográficas TIRAR
BRASIL, MEC – SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Referenciais Curriculares Nacionais da Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF/SEESP, 1998.
BRASIL. Estatuto da criança e do adolescente: Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990, Lei n. 8.242, de 12 de outubro de 1991. – 3. ed. – Brasília: Câmara dos Deputados, Coordenação de Publicações, 2001.
BROUGÈRE, G. Jogo e educação. Tradução Patrícia Chittoni Ramos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
____________ Brinquedo e Cultura. Adaptada por Gisele Wajstop. 4ª ed. São Paulo: Cortez, 2001.
KISHIMOTO, T. M. O jogo, a Criança e a Educação. 7ª ed. Petrópolis, RJ, Vozes, 1993.
____________ Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14ª ed. São Paulo: Cortez, 2011.
MOYLES, J. R. Só brincar? O papel do brincar na Educação Infantil. Porto Alegre: Artmed, 2002.VYGOSTKY, L.S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991.
WAJSKOP, G. Brincar na pré-escola. 5ª ed. São Paulo: Cortez, 2001. 
____________Brincar na educação infantil: uma história que se repete. 9ª ed. São Paulo: Cortez, 2012.

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