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6º Ano Modular I LÍNGUA PORTUGUESA E.M. “Prof. Ademir Dib” ÍNDICE ANALISANDO A ESTRUTURA DA LÍNGUA • Uso do dicionário ..............................................3 • Linguagem e comunicação ...............................6 • Linguagem verbal e não verbal .........................7 • Fonema e letra ................................................10 • Acentuação gráfica .........................................14 • Acordo ortográfico da Língua Portuguesa ......15 • Estrutura das palavras ....................................19 página 3 MÓDULO 1 CLASSES GRAMATICAIS • Classes de palavras ........................................29 • Substantivos....................................................30 • Artigo ...............................................................31 • Numerais .........................................................32 • Adjetivo ...........................................................33 • Pronomes ........................................................34 página 27 MÓDULO 2 NARRAÇÃO E VERBOS • Narrador ..........................................................45 • Foco narrativo .................................................46 • Verbo – conceito e flexão................................47 • Estrutura do verbo...........................................51 página 44 MÓDULO 3 página 58 DESCRIÇÃO E fORMAS NOMINAIS • Verbos e formas nominais ..............................58 • Descrição ........................................................59 • Os tempos verbais do modo indicativo ...........61 • Modelo dos verbos regulares ..........................62 • Formas nominais.............................................64 MÓDULO 4 APRESENTAÇÃO Caro aluno! Estudar Português é uma necessidade de todos os falantes desta língua. Você a usa desde o nascimento, através dos primei- ros sons, gestos e expressões para se comunicar com o mundo. Aos poucos, vai se apropriando da linguagem falada pelo seu grupo de convívio. Na escola, então, você entra em contato com a for- ma escrita e passa a encontrar as dificuldades desse aprendizado. Com a pretensão de auxiliá-lo nesta jornada, foi que elaboramos este material que prioriza o trabalho com texto. Através dele, você irá ler, compreender, in- terpretar e refletir, até o momento da produção de seu próprio texto. No final desta UE, há o gabarito para você conferir suas respostas. Em caso de dúvidas, consulte o Orientador de Aprendizagem. Bom estudo! 36º Ano MÓDULO 1 ANALISANDO A ESTRUTURA DA LÍNGUA USO DO DICIONÁRIO O qUE é UM DICIONÁRIO? O dicionário é um livro que reúne um grande número de palavras de uma língua em ordem alfa- bética, apresentando o significado de cada uma delas. Ele é indispensável para que possamos escrever bem. Não é necessário decorarmos o dicionário. O importante é aprender a procurar o significado da palavra na frase. Nós consultamos o dicionário para: • aprender o significado das palavras; • verificar como são escritas as palavras; • procurar o significado mais apropriado para uma palavra. COMO CONSULTAR O DICIONÁRIO Primeiramente você deve saber de cor e em ordem as letras do alfabeto. A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z Deve-se saber ordenar as palavras alfabeticamente, porque assim aparecem sempre em todos os dicionários. Palavras desordenadas Observar a primeira letra Ordenar as primeiras letras Palavras o rdenadas Casa C A Acrílico Hotel H C Casa Acrílico A D Desventura Desventura D H Hotel Se as primeiras letras forem iguais, deve-se ordenar as segundas: Boletim o a Batismo Bilhar i i Bilhar Batismo a o Boletim Brecha r r Brecha 46º Ano Se algumas primeiras letras forem iguais, e outras não, ordenam-se as primeiras e a seguir as segundas: Carnívoro Ca A Acrílico Coloquial Co B Brecha Brecha B Ca Carnívoro Acrílico A Co Coloquial Se as duas primeiras letras forem iguais, deve-se ordenar as terceiras: Cosmopolita s l Coloquial Coloquial l n Côncavo Corso r r Corso Côncavo n s Cosmopolita COMUNICAÇÃO É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine- -se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome? — Posso ajudá-lo cavalheiro? — Pode. Eu quero um daqueles, daqueles... — Pois não? — Um... como é mesmo o nome? — Sim? — Pomba! Um... Um... Que cabeça a minha. A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima. — Sim senhor. — O senhor vai dar risada quando souber. — Sim senhor. — Olha, é pontuda, certo? — O quê, cavalheiro? — Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco 56º Ano onde encaixa outra ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende? — Infelizmente, cavalheiro... — Ora, você sabe do que eu estou falando. — Estou me esforçando, mas... — Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo? — Se o senhor diz, cavalheiro. — Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso não saber o nome da coisa, isso é um detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero. — Sim senhor. Pontudo numa ponta. — Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem? — Bom, eu preciso saber mais sobre o, a, essa coisa. Tente descrevê-la outra vez. Quem sabe o senhor desenha para nós? — Não. Eu não sei desenhar nem casinha com fumaça. Sou uma negação em desenho. — Sinto muito. — Não precisa sentir. Sou técnico em contabilidade, estou muito bem de vida. Não sou um débil mental. Não sei desenhar, só isso. E hoje, por acaso, esqueci o nome desse raio. Mas fora isso, tudo bem. O desenho não me faz falta. Lido com números. Tenho algum problema com os números mais complicados, claro. O oito, por exemplo. Tenho que fazer um rascunho antes. Mas não sou um débil mental, como você está pensando. — Não estou pensando nada, cavalheiro. — Chame o gerente. — Não será preciso, cavalheiro. Tenho certeza de que chegaremos a um acordo. Essa coisa que o senhor quer é feita do quê? — É de, sei lá. De metal. — Muito bem. De metal. Ela se move? — Bem... É mais ou menos assim. Presta atenção nas minhas mãos. É assim, assim, dobra aqui e encaixa na ponta, assim. — Tem mais de uma peça? Já vem montado? — É inteiriço. Tenho quase certeza de que é inteiriço. — Francamente... — Mas é simples! Uma coisa simples. Olha: assim, assim, uma volta aqui, vem vindo, vem vindo, outra volta e clique, encaixa. — Ah, tem clique. É elétrico. — Não! Clique, que eu digo, é o barulho de encaixar. — Já sei! — Ótimo! — O senhor quer uma antena externa de televisão. — Não! Escuta aqui. Vamos tentar de novo... — Tentemos por outro lado. Para o que serve? — Serve para prender. Entende? Uma coisa pontuda que prende. Você enfia a ponta pontuda por aqui, encaixa a ponta no sulco e prende as duas partes de uma coisa. — Certo. Esse instrumento que o senhor procura funciona mais ou menos como um gigantesco alfinete de segurança e... — Mas é isso! É isso! Um alfinete de segurança! — Mas do jeito que o senhor descrevia parecia uma coisa enorme, cavalheiro! — É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um... um... Como é mesmo o nome? (VERÍSSIMO, Luís Fernando. Comunicação. In: Amor brasileiro. Rio de Janeiro. José Olympio, 1977.) (In: BOURGOGNE, Cleusa Vilas Boas & SILVA, Lilian Santos.) (Interação e Transformação: Língua Portuguesa, 5a série: Livro do Professor. São Paulo: Editora do Brasil, 1996.) 66º Ano Com base no texto,responda as seguintes questões: 1. O autor, Luís Fernando Veríssimo, deu o título de “Comunicação” para esta crônica. Como você justi- ficaria essa escolha com base no conteúdo do texto? 2. Ao entrar na loja, o freguês deparou-se com um problema. Qual? 3. Você acha que o comprador foi claro em suas explicações? Justifique sua resposta. 4. O que fez com que o vendedor achasse que o objeto procurado fosse elétrico? 5. Qual foi a pergunta feita pelo vendedor que, finalmente, levou à descoberta do objeto procurado? LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO Lendo o texto de Luís Fernando Veríssimo, pudemos observar que para haver uma comunicação foi necessária a presença de um emissor, ou seja, alguém que emite a mensagem e que tem algo a comunicar. É claro que quem quer se comunicar quer se comunicar com alguém! A esse alguém damos o nome de receptor, aquele que recebe a mensagem. Notamos também que, se a mensagem não for clara e objetiva, o emissor e o receptor enfrentarão vários problemas e dificuldades. Num diálogo ao vivo, emissor e receptor têm a possibilidade de resolver os problemas que surgem na comunicação imediatamente, pois utilizam a linguagem verbal oral que é auxiliada pela linguagem gestual. Também sempre é possível fazer perguntas: o que?, como?, por quê? e explicar de novo. É interessante lembrar que a linguagem verbal é aquela que utiliza a palavra. Já na linguagem verbal escrita utilizada em cartas, redações, trabalhos, provas e bilhetes não temos a possibilidade de tirar nossas dúvidas com o emissor, por isso precisamos estar atentos à clareza da mensagem. Uma boa dica para conferir a eficiência de seu texto é relê-lo com os “olhos” do receptor, ou seja, verificar se todas as ideias e informações foram apresentadas de forma coerente. Assim, podemos montar o seguinte esquema de comunicação: 76º Ano OS VÁRIOS CÓDIGOS No processo comunicativo, o importante é ser compreendido. Para tanto, é muito comum utilizarmos simultaneamente mais de um código. Por exemplo: • quando falamos, as palavras vêm acompanhadas de gestos; • uma canção geralmente contém letra (palavras) e música; • uma história em quadrinhos utiliza as palavras, os desenhos e as cores; • um filme utiliza as imagens, as palavras e, normalmente, um fundo musical. Repare como o fundo musical de um filme é fundamental para criar um clima de suspense, de terror, ou mesmo um clima romântico. Observe a propaganda abaixo. A mensagem que ela comunica não está contida apenas na lin- guagem verbal (texto) ou na linguagem não verbal (fotografia). O conjunto das duas linguagens é que estabelece, em sintonia, a comunicação entre quem a emite e seu destinatário. É o linguístico e o imagético presentificando um só fato. Vejamos brevemente o que caracteriza cada uma dessas linguagens. LINGUAGEM VERBAL A palavra é o instrumento mais eficaz na comunicação que estabelecemos com o outro e com nós mesmos. Ela organiza nosso pensamento, faz com que possamos explicitá-los e nos acompanha nas inúmeras atividades que desenvolvemos ao longo de nossas vidas. A humanidade tem veiculado, por intermédio da palavra, de geração a geração, um volume enor- me de conhecimentos, comportamentos e valores que constituem a cultura das várias comunidades existentes. A linguagem verbal apresenta uma estrutura bastante complexa: além de representar todos os objetos, permite a sua análise, caracterização e interligação com outros conceitos, num sistema amplo de relações. LINGUAGEM NÃO VERBAL Na comunicação diária utilizamo-nos de meios que dispensam o uso da palavra. Nossos gestos e olhares são a prova disso. 86º Ano A maneira como nos vestimos e até como nos portamos nos vários ambientes que frequentamos também comunica, a quem nos observa, preferências e modos de vida. A mímica, a pintura, a música e a dança são artes que, em sua expressão, prescindem da palavra. O Discóbulo, Míron. Moças peneirando trigo. Gustave Coubert Hoje, convivemos com frequência cada vez maior e mais intensamente com a linguagem visual. O cinema, a televisão, os computadores, a fotografia, os veículos publicitários (outdoors, revistas) têm encontrado, nesse tipo de linguagem, um instrumento de comunicação extremamente eficaz, devido sobretudo à velocidade com que transmite as mensagens. Apesar disso, a palavra continua sendo um meio poderoso, capaz de traduzir, analisar e criticar qualquer outro tipo de linguagem. 6. Que mensagem cada um dos gestos abaixo comunica? a) b) c) 96º Ano 7. Que sentimento a expressão fisionômica de cada uma dessas pessoas está comunicando? 8. Que aviso nos dão os símbolos abaixo? 9. Qual é a mensagem de cada um dos sons? 10. Uma mesma mensagem pode ser comunicada de diferentes maneiras. Determine de que maneira é comunicada, em cada situação abaixo, a ordem de parar. 11. A língua é uma das maneiras de expressar e de receber mensagens: falamos, ouvimos, lemos e escrevemos. Dessas cinco atividades: a) Quais nos servem para expressar nossas ideias e nossos sentimentos? b) Quais nos servem para receber as ideias e sentimentos dos outros? c) Quais as que constituem o uso oral da língua? d) Quais as que constituem o uso escrito da língua? 106º Ano fONEMA E LETRA Na comunicação utilizamos, dentre outros recursos, a fala ou a escrita. Na escrita, usamos as letras; na fala, os fonemas. Letra é o sinal escrito que representa os sons da fala. fonema é cada som da fala. Na palavra “abertura”, encontramos 8 letras e 8 fonemas. Mas isso não ocorre sempre, pois nem toda letra corresponde a um fonema. a/b/e/r/t/u/r/a – 8 letras e 8 fonemas Assim, duas letras podem representar um só fonema. Veja, por exemplo, a palavra “arrepio”, que possui 7 letras e 6 fonemas, pois pronunciamos rr como se fosse um único fonema. a/r/r/e/p/i/o – 7 letras a/rr/e/p/i/o – 6 fonemas Acontece, às vezes, o contrário: uma só letra representa dois fonemas. Na palavra “fixo”, por exemplo, a letra x representa dois sons, já que pronunciamos “fikso”. Portanto, essa palavra tem 4 letras e 5 fonemas. f/i/x/o – 4 letras f/i/k/s/o – 5 fonemas Esse tipo de situação, em que é necessário que haja duas letras para representar-se um determi- nado som, é muito comum em nossa língua. Neste módulo, estudaremos a fonologia, que se preocupa com o estudo dos sons da Língua Portuguesa. O ch é apenas um dos vários casos em que é necessário utilizar duas letras para representar um determinado som. Veja os outros: nh – carrinho sc – nascer Em todos esses casos, só é possível pro- nunciarmos esses sons se utilizarmos as duas letras. Quando isso acontece, dizemos que ocorreu um dígrafo. lh – toalha sç – cresça rr – carro xc – excelente ss – passeio gu – guerra qu – queijo 116º Ano Agora observe outras palavras do texto: comunicar, saber, loja, palavra. Nesse grupo de palavras, não aparece nenhum dígrafo. E em cada uma delas, há uma única letra para representar cada som. Sendo assim, observe que cada letra representa um único fonema, portanto o número de letras em cada uma dessas palavras é exatamente igual ao número de fonemas. Agora observe este outro grupo de palavras: cavalheiro, senhor, quero, acho. Nesses casos, em cada uma das palavras, aparece um dígrafo, lh/nh/qu/ch, para representar um único som. Então ,há duas letras, mas um só fonema. Sendo assim, o número de letras será maior que o número de fonemas. Cuidado: a letra h não representa fonema em Língua Portuguesa. Ela só é utilizada em algumas palavras porque obedece à origem delas. Então, nesses casos, o número de letras também será dife- rente do número de fonemas. Veja: hora – 4 letras – 3 fonemas hotel – 5 letras – 4 fonemas hospital – 8 letras – 7 fonemas INfORMAÇõES IMPORTANTES: 1) Ossons que produzimos ao falar são chamados, em Língua Portuguesa, de fonemas. 2) fonema é a menor unidade de som que emitimos ao falar. 3) Para que os fonemas sejam representados graficamente, são utilizadas as letras. 12. Escreva o número de fonemas e de letras das palavras abaixo: a) horrores - e) broche - h) paróquia - b) confesso - f) fiquei - i) ascensorista - c) bandidos - g) anexados - j) assassino - d) baralho - 13. Assinale a palavra em que aparecem mais fonemas do que letras. ( ) circo ( ) carnaval ( ) presente ( ) táxi 14. Assinale a palavra em que há mais letras do que fonemas. ( ) beleza ( ) revista ( ) beijo ( ) cheiro 126º Ano ENCONTRO DE fONEMAS ENCONTRO CONSONANTAL Observe as palavras: broto vidraça blusa freguês planície classe atletismo programa Como essas, existem muitas palavras em que aparecem duas consoantes (na mesma sílaba ou em sílabas diferentes). A essa união damos o nome de encontro consonantal. Encontro consonantal é o aparecimento de duas consoantes juntas na mesma sílaba ou em sílabas diferentes. Observe agora: 1o grupo: bra/vo a/tle/ta re/cla/ma a/tra/so 2o grupo: es/co/la re/cur/so cer/ca res/pei/to No primeiro grupo, os encontros consonantais ocorrem na mesma sílaba; no segundo, em sílabas diferentes. DÍGRAfO Leia: carro queijo palhaço chave anjo As duas letras destacadas em cada palavra representam um único som ou fonema. Nesse caso, temos um dígrafo. Dígrafo é o fonema representado por duas letras. Atenção: No encontro consonantal, cada letra representa um fonema diferente. No dígrafo, duas letras representam um só fonema. ENCONTRO VOCÁLICO Observe: pai/xão au/men/to i/guais sa/ú/va Nessas palavras ocorre o encontro de sons vocálicos na mesma sílaba ou em sílabas diferentes. A esse tipo de união, damos o nome de encontro vocálico. Encontro vocálico é o agrupamento de sons vocálicos na mesma palavra. 136º Ano CLASSIfICAÇÃO DOS ENCONTROS VOCÁLICOS Veja como se classifi cam os encontros vocálicos: Ditongo é o encontro de uma semivogal e uma vogal, ou vice-versa, na mesma sílaba. Exemplos: glória nódoa gávea peixe louça pensão Observação: Semivogal são os fonemas e, i, o, u quando aparecem ligados a uma vogal. As semivogais são pronunciadas com menos força do que as vogais. O ditongo pode ser crescente ou decrescente: 1) Se aparecem uma semivogal e uma vogal na mesma sílaba, temos um ditongo crescente. Exemplos: água, história, mágoa • semivogal + vogal 2) Quando a vogal vem antes da semivogal, na mesma sílaba, temos então um ditongo decrescente. Exemplos: coisa, põe, mão, pedreiro • vogal + semivogal Tritongo é o encontro de uma semivogal, uma vogal e outra semivogal. Exemplos: quais, Paraguai, saguão • semivogal + vogal + semivogal Hiato é o encontro de duas vogais na mesma palavra, mas em sílabas diferentes, ou seja, quando duas vogais aparecem lado a lado, mas são pronunciadas separadamente. Exemplos: sa/í/da po/de/ri/a te/a/tro fri/o cri/a/ção to/a/lha 15. Leia os quadrinhos abaixo: Agora, responda: a) Que encontro vocálico aparece no 1o quadrinho? b) Quais são os dígrafos que aparecem nas palavras destacadas no 2o e no 3o quadrinhos? 146º Ano ACENTUAÇÃO GRÁfICA TIPOS DE ACENTO: Em nossa língua há três tipos de acentos gráficos: • acento agudo – utilizado para indicar a tonicidade das vogais abertas a, e, o e das vogais fecha- das i e u: fácil, café, ótimo, difícil, núpcias; • acento circunflexo – utilizado para indicar o timbre semifechado das vogais tônicas a, e, o: pân- tano, mês, cômoda; • acento grave – utilizado para indicar a ocorrência de crase. O emprego da crase será trabalhado em outro módulo. SÍLABA TôNICA E SÍLABA ÁTONA Na palavra com mais de uma sílaba, dizemos que a sílaba tônica é aquela que se distingue das demais por ser pronunciada com mais intensidade. As outras sílabas da palavra são chamadas de átonas. Essa sílaba tônica, no entanto, nem sempre é marcada, na escrita, por um acento gráfico. Observe em moleque, por exemplo, que a sílaba tônica le não leva acento gráfico enquanto légua, o le – sílaba tônica – aparece marcado pelo acento agudo. Isso acontece porque existem regras de acentuação. Antes de estudá-las, vejamos a classificação das palavras quanto à posição da sílaba tônica. As palavras podem ser: 1. oxítonas: quando a sílaba tônica é a última: caqui, vatapá, mulher. São acentuadas graficamente quando terminadas em: a(s): sofá, Pará e(s): café, você o(s): paletó, avó, avô em, ens: ninguém, armazéns 2. paroxítonas: quando a sílaba tônica é a penúltima: cozinha, útil, tela. São acentuadas as palavras paroxítonas terminadas em: l: fácil, agradável, inútil n: hífen, éden, pólen r: caráter, dólar, repórter x: fênix, tórax, ônix ditongo: Amélia, órfão, família i, is: lápis, táxi, júris us: vírus, Vênus, bônus um, uns: médium, álbum, fóruns ã, ãs: ímã, órfã, órfãs ps: bíceps, tríceps 3. proparoxítonas: quando a sílaba tônica é a antepenúltima: máscara, tímido, monossílabo. Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas graficamente. 156º Ano 4. Os monossílabos são palavras formadas por uma sílaba e não são oxítonos. Dividem-se em dois grupos: • átonos: são pronunciados fracamente: me, de, com, o, a, os, as, etc. • tônicos: são pronunciados com força: dor, sol, lá pé, flor, mês, etc. Em “Dê de presente”, é fácil perceber a diferença entre um monossílabo tônico (dê) e um monos- sílabo átono (de). Repare que o monossílabo átono soa tão fraco que praticamente pronunciamos “di”. • Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em: a(s): lá, cá; e(s): pé, mês; o(s): só, pó, nós, pôs. ACORDO ORTOGRÁfICO DA LÍNGUA PORTUGUESA O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, para unificar o registro escrito nos oito países que integram a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa): Brasil, Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor Leste. As novas regras só puderam entrar em vigor com a assinatura de pelo menos três inte- grantes da comunidade. No Brasil, o acordo – firmado em 1990 – foi aprovado pelo Congresso em 1995 e sua implemen- tação bem como o cronograma para a vigência do mesmo se deu por meio do decreto assinado pelo presidente Lula, em 29 de setembro de 2008. Embora o acordo tenha entrado em vigor a partir de janeiro de 2008, as duas normas ortográficas – a anterior e a nova – puderam ser usadas e aceitas como corretas nos exames escolares, vestibula- res, concursos públicos e demais meios escritos até dezembro de 2012. A partir de primeiro de janeiro de 2013, a grafia correta da língua portuguesa é somente a prevista no novo acordo. As mudanças mais significativas alteram a acentuação de algumas palavras, extingue o uso de trema e sistematiza a utilização do hífen. A presidente Dilma Rousseff, assinou um novo decreto sobre as determinações do novo acordo ortográfico e deverão ser seguidas obrigatoriamente, a partir de 2016. Durante a transição, valem as duas normas ortográficas. 166º Ano ALfABETO Com o acordo, o alfabeto passa a ter 26 letras, com a inclusão de “k”, “y” e “w”. A utilização dessas letras permanece restrita a palavras de origem estrangeira e seus derivados, como “Kafka” e “kafkiano”. TREMA O trema está totalmente eliminado das palavras portuguesas ou aportuguesadas, como “cinqüenta” e “tranqüilo”. A única exceção fica por conta de nomes próprios estrangeiros, como “Müeller”, por exemplo. ACENTUAÇÃO (Acento diferencial, agudo e circunflexo)A) ACENTO DIfERENCIAL – palavras homógrafas (mesma grafia, pronúncia diferente) que NÃO serão mais acentuadas: para (verbo) ≠ para (preposição) polo (substantivo) ≠ polo (prep. + art. = pelo) pelo (substantivo) ≠ pelo (verbo) ≠ pelo (preposição + artigo) pela (verbo) ≠ pela (preposição + artigo) pera (substantivo) ≠ pera (prep. = para) EXCEÇõES – palavras que OBRIGATORIAMENTE receberão acento diferencial: pôde (verbo poder no passado) ≠ pode (verbo poder no presente) pôr (verbo) ≠ por (preposição) USO fACULTATIVO fôrma / forma (substantivo) ≠ forma (verbo) B) ACENTO AGUDO ( ´ ) – NÃO será utilizado em: 1. Ditongos abertos -ei e -oi das palavras paroxítonas: ANTES AGORA assembléia assembleia idéia ideia epopéia epopeia onomatopéia onomatopeia heróico heroico jibóia jiboia paleozóico paleozoico paranóia paranoia 2. Palavras paroxítonas que têm i ou u tônicos precedidos por ditongos: ANTES AGORA baiúca baiuca boiúna boiuna feiúra feiura 176º Ano C) ACENTO CIRCUNfLEXO (^) – NÃO será utilizado nos hiatos -oo e -ee (verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados). ANTES AGORA enjôo enjoo vôo voo abençôo abençoo perdôo perdoo ANTES AGORA crêem creem lêem leem vêem veem revêem reveem O acento circunfl exo continua valendo para sinalizar o PLURAL dos verbos ter e vir e seus derivados: ele tem / eles têm; ele vem / eles vêm; ele retém / eles retêm; ele intervém / eles intervêm. 16. Todas as palavras abaixo são monossílabas tônicas. Copie-as em seu caderno e acentue-as quando necessário. ha, cha, tras, traz, sal, par, mar, zas, va, já, la, mal, paz re, mel, mes, ve, sem, cem, tres, fez, meu, le, bem, fe vi, quis, ti, giz, mil, til, mim, li, bis, tris, ri sol, sos, po, cos, voz bom, cor, no, vo 17. Copie em seu caderno todos os monossílabos (tônicos e átonos) da história em quadrinhos. 186º Ano 18. Todas as palavras abaixo são oxítonas. Copie-as em seu caderno e acentue-as quando necessário: a) alias, cracha, rapaz, Parana, baba, guarana, postal, Para b) bone, croche, paje, ate, pastel, Pele, voces, lele, chamines c) abacaxi, caqui, saci, ali, Paris, lambari, guarani, jabuti d) cipo, amor, paleto, retros, roucinol, propos, mocoto, Tapajos, feroz e) urubu, tatu, cajus, bambu, Bauru, canguru, Itaipu, peru 19. Copie as frases abaixo em seu caderno e acentue as palavras oxítonas e as monossílabas tônicas quando necessário: a) Ele parece ser uma pessoa honesta, mas esta com mas intenções. b) O que voce quer que eu lhe de de presente: uma montanha de picoles ou um brinquedo japones? c) Todos tinham do do velho paje. d) Quem sera que consegue dar um no cego no cordão? 20. Sublinhe as sílabas tônicas e acentue as palavras quando necessário: jabuti nuvem movel loja ipe lagoa vintem reporter pe paleto bom femur pires Mario algum tatu professor farol irmãs volei 21. Leia as frases e acentue as palavras se necessário: a) Alguem jogou açucar no meu vatapa e sal no meu cafe. b) Olhando o mapa-mundi, vi onde ficam a Bolivia, a Colombia, o Panama e a Nicaragua. c) Meu avo já teve um armazem, onde ele vendia fuba holandes e chuchu portugues. MORfOLOGIA A gramática classifica todo o conjunto das palavras de nossa língua em dez subconjuntos, deno- minados classes de palavras. São elas: substantivos, adjetivos, artigos, numerais, pronomes, verbos, advérbios, conjunções, preposições e interjeições. Essa classificação leva em conta principalmente a forma das palavras, ou seja, seus elementos constitutivos (morfemas). Daí chamarmos essa análise de morfológica. Morfologia é, portanto, a parte da gramática que estuda a forma e a estrutura das palavras. 196º Ano ESTRUTURA DAS PALAVRAS As palavras são compostas de unidades menores chamadas de morfemas. Veja, por exemplo, como podemos decompor o substantivo menininhas em cada um de seus morfemas: menin inh a s representa o signifi cado da palavra representa o grau diminutivo representa o gênero feminino representa o número: plural Morfema é o menor elemento de uma palavra dotado de signifi cação. Há palavras, no entanto, que não podem ser decompostas em elementos menores dotados de signifi cação. Exemplos: sol, fé, ter. RADICAL Considere estas palavras: pedr eiro pedr aria a pedr ejar em pedr ar radical Você observou que em todas elas há um elemento constante – pedr – impossível de ser decomposto em unidades menores de signifi cação. A esse tipo de morfema damos o nome de radical. As palavras que derivam do mesmo radical são chamadas de cognatas. AfIXO Os afi xos são elementos que modifi cam geralmente de maneira precisa o sentido do radical a que se juntam. Os afi xos que se antepõem ao radical chamam-se prefi xos; os que a ele se pospõem denominam-se sufi xos. Assim, em infeliz e refazer aparecem os prefi xos: in- prefi xo de negação (não feliz) feliz re- prefi xo de repetição (fazer novamente) fazer Os sufi xos unem-se à parte fi nal do radical, alterando seu signifi cado. Assim, em terroso, terreiro, novinho e novamente, encontramos os sufi xos: – oso: do substantivo terra forma um adjetivo – terroso; – eiro: do substantivo terra forma outro substantivo – terreiro; – inho: do adjetivo novo forma um diminutivo – novinho; – mente: do feminino do adjetivo novo (nova) forma um advérbio – novamente. 206º Ano PROCESSOS DE fORMAÇÃO DE PALAVRAS Em nossa língua, os principais processos de formação de palavras são a derivação e a composição. Derivação: no processo de derivação, é importante relembrar a diferença entre palavras primitivas e derivadas. Palavra primitiva é aquela que não se origina de nenhum outra. Palavra derivada é aquela que se origina de uma outra. primitivas: casa, flor derivadas: casarão, casebre, florista, florido • Derivação prefixal: ocorre a derivação prefixal ou prefixação quando uma palavra é formada por meio do acréscimo de um prefixo. Exemplos: ver - rever montar - desmontar • Derivação sufixal: ocorre a derivação sufixal ou a sufixação quando uma palavra é formada por meio do acréscimo de um sufixo. Exemplos: livro - livraria fama - famoso • Derivação parassintética: ocorre a derivação parassintética ou a parassíntese quando juntamos a um radical um prefixo e um sufixo, simultaneamente. Exemplos: alma des- + alm- + -ado = desalmado doido en- + doid- + -ecer = endoidecer prefixo radical sufixo • Composição: é o processo de formação que consiste em criar palavras por meio da junção de palavras ou radicais já existentes na língua. A composição pode ser por justaposição e aglutinação. • Justaposição: quando a junção ocorre sem que os radicais ou palavras sofram alteração foné- tica ou gráfica, temos a justaposição. Exemplos: – guarda-noturno – passatempo – beija-flor Obs.: algumas palavras formadas pelo processo de justaposição são escritas com hífen ( – ) outras, não. • Aglutinação: temos a aglutinação quando os radicais estão de tal forma ligados que passam a constituir uma palavra com um único acento tônico. Exemplos: – aguardente (água + ardente) – planalto (plano + alto) 216º Ano 22. Indique o processo de formação das palavras a seguir, usando este código: ( a ) prefixação ( b ) sufixação ( c ) parassíntese ( d ) justaposição ( e ) aglutinação 1 – maldade 2 – anteontem 3 – gurizada 4 – vaivém 5 – aguardente 6 – criado-mudo 7 – pernalta 8 – girassol 9 – cordialidade 10 – enriquecer 11 – prateado 12 – enlouquecer 13 – pinguço 14 – casebre 15 - perigoso 23. Reescreva as palavras em seu caderno e depois identifique o sufixo e/ou o prefixo das palavras. Observe o radicalque está destacado: pedreira pedreiro pedrada desfavorável insatisfação economizar pianista infelizmente embarcação entardecer costureira empobrecer perfumado 24. Acrescentando prefixos ou sufixos, forme no mínimo três palavras com os radicais de: a) rosa b) pedra c) livro d) crime e) conquista f) terra 25. Observe o modelo: vagar - vagaroso Faça o mesmo com: a) sabor e) delícia b) prazer f) dengo c) gosto g) inveja d) temer h) vaidade 26. Observe como temos de utilizar um prefixo e um sufixo para formar a palavra enfurecer a partir de fúria: em fur ecer prefixo radical sufixo Utilizando o mesmo procedimento, forme palavras a partir de: a) triste d) rijo b) duro e) grande c) tarde f) velho 226º Ano 27. Leia as palavras a seguir e indique, em seu caderno se a derivação foi parassintética, prefi xal ou sufi xal. infelizmente espernear irrealidade anoitecer desconfi ança enriquecer 28. Reescreva somente as palavras compostas em seu caderno e indique se a composição foi por justaposição ou aglutinação. aguardente tempo caneta-tinteiro beija-fl or couve-fl or pé de moleque sofá outrora planalto pombo-correio malmequer arco-íris cor alto-mar Se depois de ter estudado com atenção todo o módulo, você ainda tiver dúvidas, marque uma orientação; caso contrário, dirija-se à sala. Você fará sua primeira avaliação e boa sorte! 236º Ano GABARITO 1. Porque todo o enredo se desenvolve em torno de um problema de comunicação. 2. O problema do freguês foi ter esquecido o nome do objeto que desejava comprar. 3. Não foi claro. Primeiramente, não sabia o nome do objeto, além disso, ao fazer a mímica não de- monstrou a verdadeira dimensão daquilo que queria. Para completar, ele não conseguir determinar a finalidade nem a situação em que tal objeto é utilizado. 4. O vendedor achou que era elétrico porque o freguês disse que o objeto fazia “clique”. A pergunta foi “para que serve?”. 6. Sugestões de respostas: Positivo. Negativo. Aponta para algo à esquerda. 7. Sugestões de respostas: 1o quadro: tristeza ou desapontamento. 2o quadro: alegria. 3o quadro: tensão ou concentração. 8. Sugestões de respostas: 1o quadro: via de mão dupla. 2o quadro: proibido seguir em frente. 3o quadro: travessia de crianças. 4o quadro: proibido retornar. 9. Sugestão de respostas: Pare. Emergência. Início ou final de expediente. 10. 1o quadro: por meio de gestos. 2 o quadro: por meio de uma cor. 3o quadro: por meio da linguagem verbal. 11. a) Escrever e falar. Ouvir e ler. Falar. Escrever. 12. a) 6 fonemas e 8 letras f) 5 fonemas e 6 letras b) 6 fonemas e 8 letras g) 9 fonemas e 8 letras c) 7 fonemas e 8 letras h) 7 fonemas e 8 letras d) 6 fonemas e 7 letras i) 10 fonemas e 12 letras e) 5 fonemas e 6 letras j) 7 fonemas e 9 letras 246º Ano 13. táxi 14. cheiro 15. oito - ditongo nh – em baixinho / rr – em socorro 16. As palavras que recebem acento são: a) há, chá, trás, zás, vá já, lá b) ré, mês, vê, três, lê, f c) nenhuma é acentuada. d) sós, pó, cós, nó, vô e) nenhuma é acentuada. 17. por, se, tão, bem, de, mim, não, foi, que, a, as 18. As palavras que recebem acento são: aliás, crachá, Paraná, babá, guaraná, Pará boné, crochê, pajé, até, Pelé, vocês, lelé, chaminés Nenhuma recebe acento. cipó, paletó, retrós, propôs, mocotó, Tapajós Nenhuma recebe acento. 19. a) Ele parece ser uma pessoa honesta, mas está com más intenções. b) O que você quer que eu lhe dê de presente: uma montanha de picolés ou um brinquedo japonês? c) Todos tinham dó do velho pajé. d) Quem será que consegue dar um nó cego no cordão? 20. jabuti nuvem móvel loja ipê lagoa vintém repórter pé paletó bom fêmur pires Mário algum tatu professor farol irmãs vôlei 21. a) Alguém jogou açúcar no meu vatapá e sal no meu café. b) Olhando o mapa-múndi, vi onde ficam a Bolívia, a Colômbia, o Panamá e a Nicarágua. c) Meu avô já teve um armazém, onde ele vendia fubá holandês e chuchu português. 22. 1 – b 2 – a 3 – b 4 – d 5 – e 6 – d 7 – e 8 – d 9 – b 10 – c 11 – b 12 – c 13 – b 14 – b 15 – b 23. pedreira (-eira = sufixo) desfavorável (des- prefixo / -ável = sufixo) pedreiro (-eiro = sufixo) insatisfação (in- prefixo / -ação = sufixo) pedrada (-ada = sufixo) infelizmente ( in- = prefixo / -mente = sufixo) economizar (-izar = sufixo) embarcação (em- = prefixo / -ação = sufixo) pianista (-ista = sufixo) entardecer (en- = prefixo / -ecer = sufixo) costureira (-eira = sufixo) empobrecer (em- = prefixo / -ecer = sufixo) perfumado (-ado = sufixo) 256º Ano 24. a) rosa: roseira, rosinha, róseo b) pedra: pedregulho, pedreira, pedrinha c) livro: livraria, livreiro, livreco d) crime: criminal, criminoso, descriminar e) conquista: reconquista, conquistar, conquistador f) terra: aterrar, desterrar, terreno, terráqueo 25. a) saboroso e) delicioso b) prazeroso f) dengoso c) gostoso g) invejoso d) temeroso h) vaidoso 26. a) entristecer d) enrijecer b) endurecer e) engrandecer c) entardecer f) envelhecer 27. infelizmente: derivação prefixal e sufixal espernear: derivação parassintética irrealidade: derivação prefixal e sufixal anoitecer: derivação parassintética desconfiança: derivação prefixal e sufixal enriquecer: derivação parassintética 28. Justaposição Aglutinação caneta-tinteiro beija-flor pé de moleque pombo-correio malmequer arco-íris alto-mar aguardente outrora planalto lobisomem APRESENTAÇÃO Caro aluno! Não se esqueça: o aprendizado da língua só é possível no próprio uso da língua. Neste módulo, vamos trabalhar algumas classes gramaticais: substantivos, artigos, numerais, adjetivo, locução adjetiva e pronomes pessoais, possessivos, demonstrativos e indefinidos. Tente fazer todos os exercícios. No final desta UE, há o gabarito para você conferir suas respostas. Em caso de dúvida, consulte o Orien- tador de Aprendizagem. 276º Ano MÓDULO 2 CLASSES GRAMATICAIS TEXTO 1 INfERNO NACIONAL A historinha abaixo transcrita surgiu no folclore de Belo Horizonte e foi contada lá, numa versão política. Não é o nosso caso. Vai contada aqui no seu mais puro estilo folclórico, sem maiores rodeios. Diz que era uma vez um camarada que abotoou o paletó. Em vida, o falecido foi muito dado à falcatrua, chegou a ser candidato a vereador (...) diretor de instituto de previdência, foi amigo do Te- nório, enfim... ao morrer nem conversou: foi direto para o Inferno. Em lá chegando, pediu audiência a Satanás e perguntou: — Qual é o lance aqui? Satanás explicou que o Inferno estava dividido em diversos departamentos, cada um administrado por um país, mas o falecido não precisava ficar no departamento administrado pelo seu país de origem. Podia ficar no departamento do país que escolhesse. Ele agradeceu muito e disse a Satanás que ia dar uma voltinha para escolher o seu departamento. Está claro que saiu do gabinete do Diabo e foi logo para o departamento dos Estados Unidos, achando que lá devia ser mais organizado o inferninho que lhe caberia para toda a eternidade. Entrou no departamento dos Estados Unidos e perguntou como era o regime ali. — Quinhentas chibatadas pela manhã, depois, passar duas horas num forno de duzentos graus. Na parte da tarde: ficar numa geladeira de cem graus abaixo de zero até às três horas, e voltar ao forno de duzentos graus. O falecido ficou besta e tratou de cair fora, em busca de um departamento menos rigoroso. Esteve no da Rússia, no do Japão, no da França, mas era tudo a mesma coisa. Foi aí que lhe informaram que tudo era igual: a divisão em departamento era apenas para facilitar o serviço no Inferno, mas em todo lugar o regime era omesmo: quinhentas chibatadas pela manhã, forno de duzentos graus durante o dia e geladeira de cem graus abaixo de zero pela tarde. O falecido já caminhava desconsolado por uma rua infernal, quando viu um departamento escrito na porta: Brasil. E notou que a fila à entrada era maior do que a dos outros departamentos. Pensou com suas chaminhas: “Aqui tem peixe por debaixo do angu”. Entrou na fila e começou a chatear o camarada da frente, perguntando por que a fila era maior e os enfileirados menos tristes. O camarada da frente fingia que não ouvia, mas ele tanto insistiu que o outro, com medo de chamarem a atenção, disse baixinho: — Fica na moita, e não espalha não. O forno daqui está quebrado e a geladeira anda meio enguiçada. Não dá mais de trinta e cinco graus por dia. — E as quinhentas chibatadas? Perguntou o falecido. — Ah... o sujeito encarregado desse serviço vem aqui de manhã, assina o ponto e cai fora. (Stanislaw Ponte Preta. Dois amigos e um chato. São Paulo: Moderna, 1986.) [In: ALMEIDA, Maria Aparecida & FERREIRA, Givan. falando a mesma língua: português, 7a série. (Livro do Professor). São Paulo: FTD, 1994, p. 175,176.] 286º Ano 1. Quando morreu, o tal falecido foi direto para o Inferno. Qual o “pecado” dele é insinuado no texto? Cite algum trecho do texto que comprove sua afirmação. 2. O que levou o falecido, ao sair do gabinete do Diabo, a procurar, em primeiro lugar, o departamento dos Estados Unidos? 3. Que detalhes fez o falecido pensar que tinha “peixe por debaixo do angu”, no departamento do Brasil? 4. No texto de Stanislaw Ponte Preta existem expressões de uso coloquial. Cite algumas. 5. Em sua opinião, o texto “Inferno Nacional” critica a realidade brasileira? Explique por quê. REDAÇÃO Contar e ouvir histórias são atividades que estão sempre presentes em nosso convívio com as pessoas. É através da história de outros homens que construímos a nossa própria história, particular, individual. Narração é um tipo de texto em que se conta uma história real ou imaginária, através de fatos sucessivos que vão ocorrendo num tempo dinâmico, progressivo. Histórias em quadrinhos, anedotas, notícias de jornal, contos, novelas, romances, crônicas são textos narrativos que contam uma história. É interessante notar que as narrativas têm sido transmitidas por diferentes linguagens: pela imagem (linguagem visual), pela palavra (linguagem verbal: oral ou escrita), pelos gestos (linguagem gestual), pelos sons (linguagem musical). Você pode notar que uma narrativa, por mais simples que seja, apresenta ação (sequência de acontecimentos), personagens (seres que participam dos acontecimentos) e tempo (quando acontece a história). Estes são os elementos essenciais da narrativa. Vamos agora aprender mais sobre os elementos e o funcionamento da língua portuguesa. A gra- mática só é complicada quando a gente não conhece o mapa da mina. Mergulhe conosco e descobrirá muitos tesouros escondidos no fundo deste mar! MORfOLOGIA É a parte da gramática que estuda a formação e as classes de palavras. Assim como os seres humanos na sociedade, as palavras também se dividem em classes. Imagine se eu, você, todas as pessoas, fôssemos palavras: nossa carteira de identidade mostraria que somos substantivos, artigos, verbos, pronomes... A morfologia, então, nos ajuda a identificar o que são as palavras. 296º Ano CLASSES DE PALAVRAS O mundo é formado por um universo de seres variados que estabelecem relações entre si. As palavras com as quais o ser humano traduz esse universo também têm diferentes características e funções. De acordo com as características que apresentam, as palavras são distribuídas em classes. Conheça-as. As que dão nomes aos seres são substantivos. bonecasol As que diferenciam os seres uns dos outros são adjetivos. falantemaravilhoso As que acompanham os substantivos modificando-os ou determinando-os, isto é, indicando gênero e número, são artigos. o a uns As que acompanham ou substituem o substantivo são pronomes. meu ele este As que quantificam e ordenam o substantivo são os numerais. doisprimeiro As que representam ações, fatos, estados são verbos. falouestava As que modificam os verbos são os advérbios. hoje aqui não As que relacionam as demais palavras são preposições. de por em As que ligam palavras ou orações são conjunções. mas que e pois As que trazem emoções são interjeições. oh!viva! Entretanto... Num ato de comunicação, para que as pessoas possam se entender, as palavras não aparecem isoladas; elas estão organizadas em frases. A partir de agora você vai conhecer todas estas classes de palavras. SUBSTANTIVO “Deixo a vida para entrar na história” A celebridade desta frase deve-se à carta-testamento do presidente Getúlio Vargas, assinada momentos antes de suicidar-se, na madrugada de 24 de agosto de 1.954, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. Um padre ainda o encontrou consciente e de olhos abertos. Antes de ocupar a Presidência da República por quase 20 anos, ele foi governador do Rio Grande do Sul, seu Estado natal. Um dos maiores estadistas brasileiros, foi sob seu governo que ocorreu a maior industrialização do Brasil. Logo depois de deposto a primeira vez, em 1954, candidatou-se a senador, conseguindo 17 por cento dos votos, recorde jamais alcançado por qualquer outro. No segundo mandato, cumpriu a frase profética. (SILVA, Deonísio da. De onde vem as palavras. 2a ed. São Paulo: Editora Mandarim, 1997. p.91) 306º Ano 6. No texto anterior, existem várias palavras que indicam o nome de algo ou alguém. Destaque algu- mas. Toda palavra que dá nome aos seres reais ou imaginários, que indica nome de pessoas, lugares, objetos, animais ou ainda designa nomes de sentimento, ação, estado ou qualidade é chamado de substantivo. 7. Dentre os substantivos que aparecem no texto, existem aqueles que indicam especificamente uma pessoa, um país, um estado ou um determinado lugar. Destaque-os. Todos esses substantivos referem-se a um ser ou lugar único, específico, determinado, particular. Por isso são chamados de substantivos próprios. 8. Agora retire do texto outros substantivos que se refiram aos seres, objetos ou lugares de forma genérica. Esses substantivos são chamados de substantivos comuns. Os substantivos ainda podem ser: • Concretos: quando designam um ser real ou imaginário de existência independente. No texto, podemos citar como exemplos de substantivos concretos: presidente, olhos, governador, padre, senador, etc. • Abstratos: quando designam ação, qualidade ou estado e sentimento. É o caso, por exemplo, da palavra industrialização, que, no texto, indica a ação de industrializar. Outros exemplos de substantivos abstratos são beleza e pobreza (indicam estado), amor e ódio (indicam nomes de sentimento), agradecimento e choro (nomes que indicam ação). • Coletivos: quando, mesmo no singular, designam um conjunto de seres da mesma espécie. Observe os exemplos: atlas - de mapas enxame - de abelhas cardume - de peixes manada - de gado (boi/cavalo) constelação - de estrelas, astros matilha - de cães elenco - de artistas quadrilha - de ladrões/malfeitores Em relação à formação, os substantivos podem ser: • Simples: quando são formados por um único termo. Como exemplos, podemos citar do texto: presidente, madrugada, padre, Brasil, estado, governo. • Compostos: quando são formados por mais de um termo. No texto, temos como exemplo: carta- -testamento, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul. • Primitivos: quando não são formados a partir de outras palavras. Podemos citar como exemplo do texto: frase, momentos, agosto, olhos, anos, estado. • Derivados: quando são formados a partir de outras palavras. Do texto, podemos citar como exemplo: celebridade (de célebre), governador (de governo),estadistas (de estado), industrialização (de indústria). 316º Ano RESUMINDO: • quanto à classifi cação, os substantivos podem ser: comuns, próprios, concretos, abstratos ou coletivos; • quanto à formação, os substantivos podem ser simples, compostos, primitivos ou derivados. Substantivo é, portanto, a palavra que dá nome aos seres em geral (pessoas, lugares, animais, coisas, ações ou qualidades). É variável em gênero, número e grau. ARTIGO Quando estudamos as fl exões do substantivo, percebemos que muitas vezes o gênero e o núme- ro dos nomes são indicados pelo artigo que os precede. É o que ocorre, por exemplo, em: • o estudante (o artigo o indica que o substantivo estudante é masculino e está no singular). • a estudante (o artigo a indica que o substantivo estudante é feminino e está no singular). • o tórax (o artigo o indica que o substantivo tórax é masculino e está no singular). • os tórax (o artigo os indica que o substantivo tórax é masculino e está no plural). Agora, atente para a diferença de signifi cado destas duas frases: 1a) Elogiaram a menina. 2a) Elogiaram uma menina. Na primeira, o elogio foi para uma menina específi ca, determinada: a menina. Na segunda, o elo- gio foi para uma menina qualquer, indeterminada: uma menina. Levando em conta essas considerações, podemos concluir que o artigo: • sempre acompanha o substantivo; • indica o gênero e o número do substantivo; • indica se o ser a que se refere o substantivo é um ser específi co, defi nido, ou um ser qualquer, não especifi cado, indefi nido. Além dessas propriedades, o artigo, quando anteposto a qualquer palavra, transforma-a em subs- tantivo. Veja os exemplos: a) Não sei o porquê da sua raiva. (O artigo substantiva a conjunção porque.) b) O cantarolar daqueles pássaros me acalma. (O artigo substantiva o verbo cantarolar.) Artigo é a palavra que antecede o substantivo determinando-o ou generalizando-o, indicando-lhe o gênero e o número. CLASSIfICAÇÃO DOS ARTIGOS Os artigos classifi cam-se em defi nidos e indefi nidos. • Artigo defi nido: é aquele que indica que o ser a que se refere o substantivo é um ser específi co, determinado entre outros da mesma espécie. “Acho que a mamãe pirou de vez.” “Diga você também a palavra mágica.” 326º Ano • Artigo indefinido: é aquele que indica que o ser a que se refere o substantivo é um ser qualquer, indeterminado entre outros da mesma espécie. “Acho que uma mamãe pirou de vez.” “Diga você também uma palavra mágica.” 9. Leia com atenção o trecho abaixo, e copie em seu caderno os artigos que encontrar, classificando- -os em definidos ou indefinidos. “O marido achou melhor não dizer nada. Talvez fosse caso de chamar um médico. Abriu a gela- deira, atrás de uma cerveja. Sentiu que dona Dolores se colocava atrás dele. Ela continuava falando para a parede.” NUMERAIS Para indicarmos uma quantidade exata de pessoas ou coisas, ou para assinalarmos o lugar que elas ocupam numa série, empregamos uma classe especial de palavras - os numerais, os quais po- dem ser: • cardinais: indicam quantidade - um, dois, três, quatro; • ordinais: indicam ordem, posição - primeiro, segundo, terceiro; • multiplicativos: indicam multiplicação - duplo, triplo, quádruplo; • fracionários: indicam divisão - meio, terço, quarto, quinto. 10. Copie e diferencie em seu caderno os numerais e artigos que encontrar nas frases abaixo, junta- mente com o substantivo que os acompanha: a) “A mais linda ilusão dura um segundo, e dura a vida inteira uma saudade...” b) “Um espartano, convidado a ouvir alguém que imitava o canto do rouxinol, respondeu friamente: ‘Já ouvi o rouxinol’.” c) A euforia da inflação zero não durou mais que um verão. d) “O nada é um infinito que nos envolve: viemos de lá e para lá voltaremos. O nada é um absurdo e uma certeza; não se pode conceber, todavia existe.” e) “Convém que deixemos sempre passar uma noite sobre qualquer injúria da véspera.” 11. Escreva os numerais por extenso: a) 12o andar b) 1892 c) Artigo 9o d) Apartamento 103 ADJETIVO O adjetivo é essencialmente um modificador do substantivo. Serve: 1o) para caracterizar os seres, os objetos ou as noções nomeadas pelo substantivo, indicando-lhes: a) uma qualidade ou defeito: inteligência lúcida homem perverso 336º Ano b) é o conjunto de duas ou mais palavras com valor de adjetivo: ______________________ ______________________ c) o aspecto ou aparência: céu azul vidro fosco d) o estado: casa arruinada laranjeira fl orida 2o) para estabelecer com o substantivo uma relação de tempo, de espaço, de matéria, de fi nalidade, de propriedade, de procedência, etc. (ADJETIVO DE RELAÇÃO): nota mensal (= nota relativa ao mês) movimento estudantil (= movimento feito por estudantes) casa paterna (= casa onde habitam os pais) vinho português (= vinho proveniente de Portugal) CONCORDÂNCIA DOS ADJETIVOS COM OS SUBSTANTIVOS a) Em gênero Masculino feminino meninO corajosO homem medrosO meninA corajosA mulher medrosA b) Em número Singular Plural mãe atenciosa pai carinhoso mãeS atenciosaS paiS carinhosoS O contexto é fundamental na identifi cação segura de um adjetivo. Observe a palavra vendedor nas frases abaixo: a) O vendedor chegou muito tarde. b) Meu tio é vendedor há dez anos. Na frase (a), vendedor dá nome a alguém, sendo, portanto, um substantivo. Na frase (b), caracte- riza um substantivo (tio), sendo, então, adjetivo. Esse é um processo que ocorre com muita frequência no uso da língua, chamado de: substanti- vação de adjetivos. O ADJETIVO concorda com o substantivo em gênero e número. 346º Ano 12. Retire os adjetivos do trecho abaixo: “Mas dona Dolores não parecia nervosa. Ao contrário, andava muito calma. Não parava de sorrir para seu público imaginário. E não podia passar por um membro da família sem virar-se para o lado e fazer um comentário afetuoso: – Todos andam muito mais alegres desde que eu comecei a usar Limpol nos ralos.” ADJETIVO PÁTRIO É aquele que se refere a países, Estados, cidades, etc. Geralmente forma-se pelo acréscimo de sufixo ao nome que os origina. Veja alguns exemplos referentes a cidades, Estados e países: paulista (São Paulo - Estado) paulistano (São Paulo - cidade) norte-rio-grandense (Rio Grande do Norte) belo-horizontino (Belo Horizonte) riopretense (São José do Rio Preto) guapiassuense (Guapiaçu) camaronês (Camarões) sul-coreano (Coreia do Sul) etíope (Etiópia) guatemalteco(Guatemala) marroquino (Marrocos) vietnamita (Vietnã) Frequentemente encontramos esses adjetivos em suas formas compostas: reunião anglo-brasileira (Inglaterra e Brasil) comércio franco-húngaro (França e Hungria) literatura sino-japonesa (China e Japão) LOCUÇÃO ADJETIVA É o conjunto de duas ou mais palavras com valor de adjetivo: Exemplos: Aquela escritora é uma mulher de coragem. (corajosa) Enfeitou-se com flores do campo. (campestres) PRONOMES Pronome é a palavra que substitui ou acompanha um substantivo (nome), em relação às pessoas do discurso. Classificação dos pronomes Os pronomes podem ser: pessoais, possessivos, demonstrativos, indefinidos, relativos, in- terrogativos. Obs.: os pronomes relativos serão estudados juntamente com as orações adjetivas. 356º Ano PRONOMES PESSOAIS Os pronomes pessoais são aqueles que representam as pessoas do discurso, que são três: 1a pessoa - aquela que fala, o emissor: eu (singular) / nós (plural) 2a pessoa - aquela com quem se fala, o receptor: tu (singular) / vós (plural) 3a pessoa - aquela de quem se fala, o receptor: ele/ela (singular) / eles/elas (plural) Eu sou contra a corrupção. Você deve conhecer a política brasileira! Ele é um político honesto!!Na primeira frase, a palavra eu indica a pessoa que fala. Na segunda, a palavra você indica a pessoa com quem se fala. Na terceira, a palavra ele indica a pessoa de quem se fala. No plural, teríamos: Nós somos contra a corrupção. Vocês devem conhecer a política brasileira! Eles são políticos honestos!! Temos, assim, caracterizadas as três pessoas do discurso: 1a pessoa: a que fala 2a pessoa: com quem se fala 3a pessoa: de quem se fala PRONOMES PESSOAIS DO CASO RETO Pessoa Singular Plural 1a Eu Nós 2a Tu Vós 3a Ele Eles A forma tu (2 a pessoa do singular) é usada apenas em algumas regiões do Brasil. A maior parte dos brasileiros substitui tu por você. Do mesmo modo, a forma vós (2a pessoa do plural) é substituída por vocês. Embora você e vocês também se refi ram à 2a pessoa, são usados com as formas verbais da 3a pessoa. Exemplos: tu cantas - você canta vós cantais - vocês cantam 366º Ano PRONOMES DE TRATAMENTO Você conhece aquele viajante? A palavra você é um pronome de tratamento. São também pronomes pessoais os pronomes de tratamento, nome dado às palavras e expres- sões com que nos dirigimos a alguém, como no exemplo acima. Esses pronomes servem para indicar o grau de formalidade existente em determinadas situações. Pronomes de tratamento Abreviaturas Usados para: Você Pessoas íntimas Senhor, Senhora, Senhorita Sr., Sr a, Srta Pessoas de cerimônia Vossa Senhoria V.Sa Pessoas com cargos importantes, principalmente em cartas comerciais Vossa Excelência V.Exa Altas autoridades Vossa Alteza V.A. Príncipes e princesas Vossa Majestade V.M. Reis e rainhas Vossa Santidade V.S. O Papa Os pronomes de tratamento são usados com as formas verbais de 3a pessoa. Exemplos: Vossa Majestade gostou da homenagem. Sua Majestade não está no palácio. 13. Identifi que e classifi que os pronomes pessoais do caso reto e os pronomes de tratamento, dizendo a que pessoa do discurso se referem: a) Já estávamos cansados de trabalhar; eles ainda não estavam. b) Os netos ameigam-lhe a face, mas ele permanece impassível. c) V.Exa irá conosco ou preferirá ir com V.M.? 14. Complete as frases com os pronomes pessoais adequados. a) A história “Inferno Nacional” surgiu no folclore de Belo Horizonte. ____ foi contada numa versão política. b) O falecido foi muito dado à falcatrua. _____ chegou a ser candidato a vereador. c) O novato saiu do gabinete do diabo e foi ao departamento dos Estados Unidos. _____ esperava encontrar um lugar mais organizado. 376º Ano d) A falecida saiu em busca de um departamento menos rigoroso. _____ esteve no do Japão e no da França. e) Eu e o falecido caminhávamos desconsolados pela rua. _____ procurávamos um lugar para descansar. PRONOMES POSSESSIVOS Os pronomes possessivos são aqueles que dão ideia de posse, em relação às pessoas do discurso. Quando digo “meu livro”, a ideia de posse é clara em relação à 1a pessoa (eu). Em: Elisabete chegou com seu filho. Temos: Elisabete = possuidor (aquele que possui algo) Filho = coisa possuída Os pronomes possessivos são os seguintes: Um possuidor Vários possuidores um objeto vários objetos um objeto vários objetos 1a pessoa masc. fem. meu minha meus minhas nosso nossa nossos nossas 2a pessoa masc fem. teu tua teus tuas vosso vossa vossos vossas 3a pessoa masc. fem. seu sua seus suas seu sua seus suas 07 PRONOMES DEMONSTRATIVOS Quando queremos indicar o lugar, a posição dos seres em relação às pessoas do discurso, usamos os pronomes demonstrativos. São eles: Pessoa Singular Plural 1a este, esta, isto estes, estas 2a esse, essa, isso esses, essas 3a aquele, aquela, aquilo aqueles, aquelas Exemplos: Este departamento parece ser o melhor. (este indica que o departamento está perto da pessoa que fala.) Esse departamento aí, amigo, é o melhor de todos. (esse indica que o departamento está próximo da pessoa com quem se fala.) 386º Ano Aquele departamento é o melhor de todos. (aquele indica que o departamento está longe de quem fala e de quem ouve.) Pronomes demonstrativos são aqueles que indicam a localização dos seres em relação às pes- soas do discurso. Pronomes indefinidos Pronomes indefinidos são aqueles que se referem à 3a pessoa de modo vago ou impreciso. Quando digo “alguém entrou”, uso um pronome que se refere à 3a pessoa de modo vago (al- guém): trata-se, pois de um pronome indefinido. Quando digo “todos se foram”, uso um pronome que se refere à 3a pessoa de modo impreciso (todos): é outro pronome indefinido. Os pronomes indefinidos podem ser variáveis ou invariáveis. Quando flexionam em gênero (mas- culino e feminino) e número (singular e plural) são chamados variáveis. São invariáveis aqueles que não são flexionados, ou seja, possuem uma forma fixa. Os pronomes indefinidos são os seguintes: Variáveis InvariáveisMasculino feminino Singular Plural Singular Plural algum nenhum todo outro muito pouco certo vário tanto quanto qualquer alguns nenhuns todos outros muitos poucos certos vários tantos quantos quaisquer alguma nenhuma toda outra muita pouca certa vária tanta quanta qualquer algumas nenhumas todas outras muitas poucas certas várias tantas quantas quaisquer alguém ninguém tudo outrem nada cada algo 15. Ao encontrar os pronomes possessivos, diga a que pessoa do discurso estão relacionados. a) “Quando pratico o bem, sinto-me bem: quando pratico o mal, sinto-me mal: eis a minha religião.” b) “Os vícios dos outros estão diante dos nossos olhos, os nossos estão atrás de nós.” c) “Procura a satisfação de ver morrer os teus vícios, antes que morras.” d) “Aquele a quem confiais vosso segredo torna-se senhor de vossa liberdade.” e) “A virtude é como o percevejo: para que exale seu cheiro é preciso esmagá-lo.” 16. Classifique os pronomes destacados nas frases abaixo. a) Quanto você quer por esse lugar? b) Este lugar eu não vendo. Ele é só meu. c) Como é organizado aquele departamento! 396º Ano d) Aquele cara é um mal-encarado. e) Este forno está quebrado! f) “Eu quero dar o fora daqui.” g) “Meu amigo, como esse lugar é deprimente!” h) “Minha senhora, este é o fim de todos aqueles que praticam o mal.” 17. Preencha a lacuna usando o pronome possessivo na mesma pessoa em que aparece o pronome pessoal destacado, conforme o exemplo: Eu vendi minhas joias. a) Nós reformamos __________ casa. b) Ela arrumou __________ mala. c) Eu expliquei aos funcionários ___________ projeto. d) Nós ouvimos ____________ discos preferidos. e) Elas reclamaram __________ prêmios. f) Tu derramaste ________ lágrimas? 18. Diga se o pronome destacado é demonstrativo ou indefinido. a) Este animal não vai participar da exposição. b) Vários atletas já chegaram. c) Ninguém quer discutir a questão. d) Esses livros aí não devem sair da biblioteca. e) Muitos operários foram dispensados? f) Alguns presidiários se revoltaram. g) Poucas perguntas ficaram sem resposta. h) Você pensa que tudo é permitido aqui? 19. Entre parênteses, aparecem dois pronomes demonstrativos. Escolha o que preenche corretamente a lacuna. a) Não me preocupa _________ mancha que tenho no rosto.(esta-essa) b) Vera, é bom ________ livro que está com você? (este-esse) c) Ricardo, é seu ______ caderno aí perto de sua carteira? (esse – aquele) d) ______ técnico aqui ao meu lado vai explicar o funcionamento da máquina (este – esse) e) Patrícia, ______ guarda-chuva lá no canto é seu? (esse – aquele) f) Senhores jurados, _______ documento aqui é a maior prova da inocência! (este – esse) 406º Ano 20. Identifi que os pronomes indefi nidos.a) Todos precisam uns dos outros. b) “Nada é tão estúpido como vencer; a verdadeira glória é convencer.” c) “Peças tudo a ti mesmo e nada aos outros.” d) “Todos apreciam e admiram a simplicidade, poucos a adotam; ninguém a inveja.” e) “A violência não deixa de ter alguma parentela com o medo.” Se depois de ter estudado com atenção todo o módulo, você ainda tiver dúvidas, marque uma orientação; caso contrário, dirija-se à sala. Você fará sua segunda avaliação e boa sorte! 416º Ano GABARITO 1. A corrupção. Ex.: “... foi muito dado à falcatrua.” 2. O falecido queria um lugar mais organizado para “viver” por toda a eternidade. 3. A fila daquele departamento era mais longa que as demais e os enfileirados menos tristes. 4. “abotoou o paletó” “ao morrer nem conversou” “Qual é o lance aqui?” “Ia dar uma voltinha” “ficou besta” “tratou de cair fora” “fica na moita”, etc. 5. Sim. (Sugestão de resposta: Porque no Brasil existe todo tipo de corrupção, o que faz com que o país não funcione adequadamente.) 6. celebridade/presidente/Getúlio Vargas/padre/governador/estadista/senador. 7. Getúlio Vargas/Palácio do Catete/Rio de Janeiro/Rio Grande do Sul/Brasil 8. celebridade/presidente/padre/olhos/governador/estadista/governo/senador/mandato. 9. o (artigo definido); um (artigo indefinido); a (artigo definido); uma (artigo indefinido); a (artigo defi- nido) 10. a) um segundo (numeral); uma saudade (artigo) b) um espartano (artigo) c) um verão (numeral) d) um infinito (artigo); um absurdo (artigo); uma certeza (artigo) e) uma noite (numeral) 11. a) 12o andar: décimo segundo andar b) 1892: mil oitocentos e noventa e dois c) artigo nono d) apartamento cento e três 12. nervosa/calma/imaginário/afetuoso/alegres 13. a) eles (3a pessoa do plural) b) ele (3a pessoa do singular) c) V.Exa (3a pessoa do singular); V.M. (3a pessoa do singular) 14. a) ela b) ele c) ele d) ela e) nós 15. a) minha (1a pessoa do singular) b) nossos (1a pessoa do plural); nossos (1a pessoa do singular) c) teus (2a pessoa do singular) d) vosso (2a pessoa do plural); vossa (2a pessoa do plural) e) seu (3a pessoa do singular) 426º Ano 16. a) você = pronome pessoa esse = pronome demonstrativo b) este = pronome demonstrativo eu, ele = pronomes pessoais meu = pronome possessivo c) aquele = pronome demonstrativo d) aquele = pronome demonstrativo e) este = pronome demonstrativo f) eu = pronome pessoal g) meu = pronome possessivo esse = pronome demonstrativo h) minha = pronome possessivo; senhora = pronome de tratamento este = pronome demonstrativo aqueles= pronome demonstrativo 17. a) nossa b) sua c) meu d) nossos e) seus f) tuas 18. a) demonstrativo b) indefinido c) indefinido d) demonstrativo e) indefinido f) indefinido g) indefinido h) indefinido 19. a) esta b) esse c) esse d) este e) aquele f) este 20. a) todos; uns; outros b) nada c) tudo; nada; outros d) todos; poucos; ninguém e) alguma APRESENTAÇÃO Nesta Unidade de Estudo, você vai trabalhar mais uma classe gramatical: o verbo e vai estudar textos narrativos. É claro que você não vai encontrar aqui o mundo do faz de conta, mas vai entrar em contato com personagens interessantes, participar de histórias en- volventes, enfim de fatos do cotidiano. Queremos que você sinta o prazer não só de par- ticipar dessas histórias através da leitura e da resolu- ção das atividades, mas que também sinta o prazer de criar personagens, imaginar histórias, contá-las, escrevê-las... No final desta Unidade, há o gabarito para você conferir suas respostas. Em caso de dúvidas, marque uma orientação. Bom estudo! 446º Ano TEXTO 1 JUSTIÇA O treinador reuniu a turma no vestiário e escalou doze: onze e o goleiro. O capitão do time estranhou, avisando que havia gente demais. O técnico, porém, sustentou a escalação: — Isso é problema do juiz, o teu é jogar e tentar ganhar a partida. E lá se foi o time para o campo. Cinco minutos de jogo, a torcida começou a gritar, alertando o árbitro: “O Pipira tem doze!” O árbitro interrompeu a partida, contou os times e deu uma bronca no capitão que, por sua vez, passou a bola ao treinador: — Fala co’home ali. O juiz foi ao técnico e mandou retirar de campo o excedente. Uma confusão tremenda na pista. O técnico chamou o árbitro para uma conversa em particular. Saíram os dois na direção do centro do campo. A torcida, aos berros, descompunha todo mundo pelo atraso. Os dois isolados no grande círculo, o técnico pôs a mão no ombro do juiz e entrou nas explicações: — O problema é o seguinte: eu sou um homem de cinquenta anos, estreando na profissão. E sou novo aqui na terra. Acontece que hoje de manhã, o presidente do clube me deu um bocado de nome pra pôr no time. Dois são protegidos do delegado, quatro do comandante do destacamento, o goleiro é filho do gerente do banco, o presidente diz que os dois pontas-de-lança têm que jogar de qualquer maneira. Eu fui escalando, escalando. — É, mas passou da conta — diz o árbitro, inflexível. — E eu não sei que passou? Ia ser mais. Por sorte, o sobrinho do prefeito amanheceu com o pé inchado e pediu ao tio pra não jogar. Senão, entravam treze. — Bom, mas pra começar o jogo, o senhor tem que tirar logo um... — diz o juiz. — Eu tirar um? Deus me livre. Tira o senhor. Por mim, o time joga com doze. Se o senhor está dificultando, vai lá o senhor e tira um, escolhe lá um. O mais que eu posso fazer é colaborar com o senhor. Por exemplo, não tire nem o cinco nem o seis que dá bolo com o chefe de polícia. E o pior é que agora eu já confundi tudo: não sei mais se o oito é gente do comandante do destacamento ou se é o filho do gerente do banco... O árbitro encarou o técnico do Pipira, enfiou o apito no bolso e saiu como uma fera: — Doze contra onze, comigo, não. Doze contra onze, só se me expulsarem da Liga. Parou diante do banco dos reservas do Serrinha F.C. e dirigiu-se ao técnico, sentencioso como nunca: — Carvalho, bota mais um dos teus homens em campo, Carvalho. Eu tenho horror a injustiça! (NOGUEIRA, Armando. Bola na rede, Livraria José Olympio Editora) In: SIQUEIRA 7 BERTOLIN. Português Dinâmico – 7a série – Comunicação e Expressão. São Paulo: IBEP, p. 22 e 23) MÓDULO 3 NARRAÇÃO E VERBOS 456º Ano 1. Assinale as alternativas corretas, com relação ao texto “Justiça”. a) ( ) O texto é uma narração de fatos realizados por personagens. b) ( ) O texto é uma descrição do local onde os jogadores vão se apresentar. c) ( ) O texto é uma crítica social apresentada de maneira cômica. 2. Qual foi a reação do capitão do Pipira ao ver doze jogadores no seu time? 3. Como o técnico argumentou diante da estranheza do capitão? 4. Qual foi a reação da torcida ao ver doze no time? 5. Que explicações o técnico deu ao juiz para justificar o número de jogadores do Pipira? REDAÇÃO NARRADOR Como você sabe, para existir uma história, é necessário que haja alguém para contá-la: um narrador. É ele quem conduz as ações, mostrando as personagens e os espaços para o leitor. Entretanto, o modo pelo qual o narrador nos faz “ver” a história depende de seu conhecimento, proximidade e julgamento dos fatos, dos pensamentos e sentimentos das personagens. Desse modo, uma mesma história pode ser contada de várias formas. A narração pode ser feita em 1a ou 3a pessoa. Vejamos: • narrador em 1a pessoa = narrador-personagem: aquele que narra uma história da qual participa como personagem. Esse tipo de narrador tem acesso apenas aos acontecimentos que presencia ou às notícias que recebe sobre eles. Assim, nada pode dizer com certeza acerca dos pensamentos e sentimentos das outras personagens. • narrador em 3a pessoa = narrador-observador:ao contrário do anterior, este narrador tem total acesso a todas as cenas, espaços e consciências das personagens. A narração contém os seguintes elementos: • personagens (Quem?): pessoas, animais ou seres personificados (com características humanas) envolvidos nos acontecimentos da história. • espaço (Onde?): lugar(es) onde ocorrem os acontecimentos. • tempo (Quando?): época(s) e duração dos acontecimentos. • enredo (O quê?): sequência dos acontecimentos. • narrador: aquele que conta a história (narrador-observador ou narrador-personagem). 6. Leia a piada e responda: a) Quem são as personagens? b) Onde acontece a história? 466º Ano c) Quando acontece? d) Quem é o narrador? Há alguns anos, um médico foi chamado para atender um velhinho que estava morre-não-morre num pequeno sítio longe da cidade. O doutor examinou o doente e informou a sua mulher: — Seu marido acaba de falecer. O velhinho reagiu: — Muié, num morri, não, tô vivo... — Cala a boca, home! Qué sabê mais que o dotô? Obs.: Não se deve confundir narrador com autor: autor é a pessoa que existe fi sicamente, ao passo que o narrador é a pessoa inventada pelo autor para relatar um fato. Dependendo de quem for o narrador a história pode assumir signifi cações diferentes. A posição que o narrador assume para narrar uma história chama-se foco narrativo ou ponto de vista. Há dois focos narrativos básicos: 1o) Foco narrativo em primeira pessoa – o narrador é uma das personagens envolvidas na his- tória. Ele fala dele mesmo, por isso emprega a primeira pessoa. Denomina-se narrador–personagem. 2o) Foco narrativo em terceira pessoa – o narrador não participa dos acontecimentos, ele fala das personagens. É um observador. Denomina-se narrador–observador. O autor do texto “Justiça” é Arnaldo Nogueira, ou seja, a pessoa que escreveu a história. O narra- dor, aquele que conta a história, é do tipo narrador–observador. Você tem, a seguir, duas propostas para produção de texto. Escolha uma delas e escreva um texto narrativo: 1a) Escreva um texto em terceira pessoa, contando uma viagem. Lembre-se de que seu texto deve conter os elementos básicos da narração: espaço, tempo, personagens, enredo. O narrador de- verá saber tudo que se passa com as personagens. 2a) Escreva um texto, contando uma história sobre esperteza, alguém que, espertamente, conse- guiu sair de uma situação difícil. É fundamental apresentar no mínimo, dois personagens. A narração pode ser em primeira ou terceira pessoa. Lembre-se de que é muito importante a revisão do seu texto. 476º Ano VERBO – Conceito e fl exão Observe o exemplo a seguir: “Se a sua mãe, hoje trabalha fora, dirige seu próprio carro, vota nas eleições, estudou ou estu- da ainda, saiba que nem sempre foi assim (...) (Que heroína é essa? Rev. Zá) As palavras destacadas no exemplo acima indicam ações que são executadas pelas pessoas em geral. Essas palavras são denominadas verbos. Agora, observe estes outros exemplos: Você está muito nervoso hoje. Meu pai é engenheiro mecânico. Os alunos permaneceram quietos. Minha mãe fi cou contente com a notícia. Ela continua uma mulher bonita. As palavras destacadas acima indicam um estado ou uma mudança de estado, e também são denominadas verbos. Existem também verbos que indicam fenômenos da natureza. Ventou demais durante a madrugada. Trovejou durante a noite. Nevou no sul do país. Verbo é a palavra que exprime ação, estado ou mudança de estado ou fenômeno da natureza. Quando há dois ou mais verbos com valor de um só, forma-se uma locução verbal. Você está falando muito alto. locução verbal O rapaz estava anotando tudo o que o guia dizia. locução verbal O animal estava sendo adestrado pelo dono. locução verbal 486º Ano CONJUGAÇõES VERBAIS Os verbos pertencem a três conjugações: • Primeira conjugação: pertencem a essa conjugação os verbos terminados –ar: falar, chorar, amar, ventar, gostar, respeitar, ficar, etc. • Segunda conjugação: pertencem a essa conjugação os verbos com terminação –er: vender, correr, escrever, obedecer, percorrer, comer, viver, etc. • Terceira conjugação:_pertencem a essa conjugação os verbos com terminação –ir: sorrir, partir, dormir, curtir, iludir, aplaudir, etc. • O verbo pôr e seus derivados ( repor, compor, transpor, depor, propor, etc.) pertencem à 2a conjugação porque, no passado, a forma escrita do verbo pôr era poer. Com o passar dos anos, a vogal e desse verbo desapareceu e ele continuou pertencendo à 2a conjugação, assim como seus derivados. Para indicar a conjugação dos verbos (1a, 2a ou 3a) é necessário que se encontre sua forma no infinitivo. mostrarei - mostrar (1a conjugação) vendi - vender (2a conjugação) cumpriremos - cumprir (3a conjugação) compusemos - compor (2a conjugação) fLEXÃO DOS VERBOS Os verbos podem sofrer flexão de número, pessoa, tempo, modo e voz. fLEXÃO DE PESSOA E NúMERO Os verbos sofrem flexão de pessoa e número para que possam ajustar-se às pessoas do discurso (já estudada na unidade dos pronomes). Veja: PESSSOA SINGULAR PLURAL 1a pessoa - aquela que fala eu nós 2a pessoa - aquela com quem se fala tu vós 3a pessoa - aquela de quem se fala ele/ela eles/elas Observe a flexão de pessoa e número do verbo amar no presente. Eu amo Nós amamos Tu amas Vós amais Ele ama Eles amam 496º Ano fLEXÃO DE MODO A flexão de modo dos verbos ocorre de três formas: indicativo, subjuntivo e imperativo. Observe o exemplo: Você quer que eu entregue a sua encomenda? Ao fazer a pergunta, o emissor não tem certeza se o interlocutor vai aceitar, há uma dúvida. Existe a possibilidade da aceitação ou não. Por isso, diz-se que esse verbo está no modo subjuntivo. Agora, observe este outro exemplo: Amanhã eu entregarei a sua encomenda. No exemplo acima, não há dúvida quanto ao que está sendo dito, nem existe possibilidade: há sim uma certeza do falante quanto à ação a ser executada. Então, diz-se que esse verbo está no modo indicativo. Observe ainda um outro exemplo: Entregue a minha encomenda ainda hoje. Nesse exemplo, o emissor está fazendo um pedido ou dando uma ordem ao emissor. Nesse caso, diz-se que o verbo está no modo imperativo. Denomina-se modo às diferentes atitudes do emissor em relação ao processo verbal. Modo Indicativo: quando a atitude do emissor é de certeza; o fato é uma realidade. Todos viajaram no feriado. Modo Subjuntivo: quando a atitude do emissor é de incerteza, dúvida; exprime uma possibilidade ou uma condição. Talvez eles viajem no feriado. Modo Imperativo: quando a atitude do emissor exprime uma ordem, uma solicitação ou uma vontade. Viaje hoje mesmo. fLEXÃO DE TEMPO Observe os enunciados abaixo: Estivemos no clube ontem à tarde. O público aplaude e vibra com a apresentação dos cantores. Faremos uma campanha para os necessitados. Cada um dos verbos destacados acima apresenta um aspecto temporal diferente: o verbo estive- mos refere-se a uma situação ocorrida antes do momento em que se fala, portanto está no pretérito (passado); os verbos aplaude e vibra referem-se a uma situação que está ocorrendo no momento em que se fala, portanto está no presente; o verbo faremos refere-se a uma ação que será efetuada posteriormente ao momento da fala, portanto está no futuro. 506º Ano 7. Indique o modo das formas verbais destacadas, podendo ser: indicativo, subjuntivo ou imperativo. a) Gostaríamos que você viesse à reunião. b) Espero que ela seja feliz. c) Não quero que você saia. d) Não fique aí parado. Mexa-se. e) Preciso de férias. 8. Nas frases abaixo, classifique as palavras destacadas em substantivo ou verbo. a) “Tenho um arrepio de medo.” (Clarice Lispector) b) A chuva de domingo aumentou o buraco. c) Chove diariamenteà tarde. d) Encontrava flores pelo caminho. e) Caminho lentamente. f) Olho com tristeza a agressão dos torcedores. g) “Uma pergunta me fez voltar à realidade de aula.” (Cristina Porto) 9. Identifique os verbos: a) “A ingratidão é uma forma de fraqueza. Jamais conheci homem de valor que fosse ingrato.” b) “Tem mais prática do mundo não quem viveu mais, mas quem mais observou.” c) “Para o homem só há três acontecimentos: nascer, viver e morrer. Ele não se sente nascer, sofre morrendo e se esquece de viver...” d) É quase impossível mudar o hábito alimentar de um povo. e) Trabalho e lazer são duas faces de uma mesma moeda. f) “Se alguém me convencer e provar-me que agi mal é com prazer que me corrigirei, porque procuro apenas a verdade.” g) “O valor de um homem mede-se pelo seu querer, não pelo seu saber.” h) “No amor, a mulher que dá o retrato, promete o original.” 10. Sublinhe os verbos nas frases e escreva o que cada um deles expressa: ação, estado ou fenô- meno da natureza. a) Ontem choveu a noite inteira. b) Os motoristas fizeram uma greve por melhores salários. c) A maioria dos brasileiros está descontente com a situação do país. d) A velha senhora tropeçou e caiu da escada. e) Nas cidades grandes, as pessoas são muito apressadas. f) Às vezes, neva em algumas cidades do sul do Brasil. 11. Leia o texto a seguir. Depois classifique as palavras de acordo com a seguinte legenda: AR = artigo S = substantivo AD = adjetivo PP = pronome possessivo PI = pronome indefinido V = verbo 516º Ano AUTOMÓVEL — Quadrúpede da família dos transportes que vive nas grandes cidades e se alimenta de água, óleo, gasolina e eventualmente algum pedestre. Costuma andar em bandos e pode ser criado em garagens ou ao ar livre em cima das calçadas. Muito vigoroso, sua força equivale à de vários cavalos. Veloz, quando instigado a correr demais pode perder o controle e atacar indiscri- minadamente outros automóveis, casas, postes, árvores e homens. Se não for provocado, convive tranquilamente com outras espécies. Ao contrário do que ocorre com o rinoceronte — uma raça em extinção —, o automóvel vem se reproduzindo com muita rapidez e há suspeitas de que no futuro ocupará todos os espaços reservados para o homem. (NOVAES, Carlos Eduardo. O caos nosso de cada dia. Rio de Janeiro: Nórdica, 1974.) 12. Nas frases abaixo, identifique os verbos e o que eles indicam (ação, estado ou fenômeno da natureza.) a) Muitas pessoas ficaram desoladas com a notícia. b) A classe homenageará o aniversariante de hoje. c) Muitos caminhoneiros viajam à noite. d) As fotografias ficaram excelentes. e) Os veículos eram muito confortáveis. f) Nunca nevou tanto aqui como este ano. g) O parque estava deserto naquela manhã. h) Nós reclamamos da falta de segurança na escola. ESTRUTURA DO VERBO Os verbos são formados por alguns elementos que nos permitem flexioná-los, indicar a que se conjugação pertencem e se são regulares ou não. Observe os exemplos. Eu escrevo Que tu escrevas Tu escreverás Nós escreveríamos Eles escreverão Quando vós escreverdes Nos exemplos citados, as formas verbais foram flexionadas em pessoa, número, tempo e modo. Em todas as formas, houve uma parte da estrutura verbal que não sofreu alteração, são as partes que estão destacadas. Essa parte que não se altera em todas as formas verbais é denominada radical. Portanto, o radical do verbo escrever é escrev-. Observe outros exemplos: Ele gostava Tu gostastes Eu gosto Ele gostará Nós gostaríamos Nós gostamos O radical do verbo gostar é gost-. Para encontrar o radical de um verbo, basta determinar o seu infinitivo (quando apresenta termi- nação: ar/er/ir) e retirar as terminações dessa forma. Cantar - cant – ar Vender - vend – er Existir - exist- ir 526º Ano • Radical: é a parte da palavra que comporta o significado do verbo; normalmente ele se repete em todos os modos e tempos, sem sofrer modificações. • Vogal Temática: é a vogal que se segue ao radical dos verbos e indica a conjugação a que eles pertencem: - 1a conjugação = quando a vogal é A - 2a conjugação = quando a vogal é E - 3a conjugação = quando a vogal é I Juntando a vogal temática ao radical do verbo, encontra-se o tema. Observar: radical: observ- Vogal temática: a Tema: observa Absorver: radical: absorv- Vogal temática: e Tema: absorve Reunir: radical: reun- Vogal temática: i Tema: reuni Há um elemento que compõe o verbo que é o responsável pela flexão de número, tempo e modo. São as terminações verbais, também denominadas desinências. Observe os exemplos: Gostei: a terminação –ei indica que o verbo está na 1a pessoa do singular (eu), no pretérito perfeito do modo indicativo. Falaremos: as terminações –re e –mos indicam que o verbo está na 1a pessoa do plural (nós), no futuro do presente do modo indicativo. Escrevo: a terminação –o indica que o verbo está na 1a pessoa do singular, no presente do modo indicativo. Sendo assim, o verbo pode apresentar os seguintes elementos: radical, vogal temática, tema e desinências. 13. Indique o radical e a vogal temática das seguintes formas verbais: a) gritasse b) dormisse c) bebeu d) sumiu e) dormiu f) bateu g) amar h) morreu i) agredir 536º Ano 14. “Se você gritasse, se você gemesse, se você tocasse, a valsa vienense, se você dormisse, se você cansasse, se você amasse...” (In: DE NICOLA, José. Português Palavras e Ideias. 7a série. São Paulo: Scipione, 1995. p. 52.) Aponte todos os verbos presentes no texto acima e indique a conjugação a que eles pertencem. 15. Aponte o tema das seguintes formas verbais: a) cantar b) corre c) falam d) partiu e) vendemos f) fugiriam Se depois de ter estudado com atenção todo o módulo, você ainda tiver dúvidas, marque uma orientação; caso contrário, dirija-se para a sala. Você fará sua terceira avaliação e boa sorte! 546º Ano GABARITO 1. Alternativas (a), (c). 2. Estranhou muito e foi falar com o técnico do time. 3. Disse que aquele era um problema para o juiz resolver. Quanto a ele, capitão, deveria se preocupar apenas em jogar bem e ganhar o jogo. 4. Começou a gritar e a protestar, fazendo com que o juiz percebesse que o Pipira havia entrado em campo com um jogador a mais. 5. Disse que foi obrigado a escalar os doze jogadores pelo presidente do time, o qual lhe entregou uma lista de protegidos dele a serem escalados. 6. a) Personagens: doutor, doente e esposa do doente. b) Lugar: sítio longe da cidade. c) Tempo: há alguns anos atrás. d) Narrador: observador. 7. a) gostaríamos – indicativo viesse – subjuntivo b) espero – indicativo seja – imperativo c) quero – indicativo saia – imperativo d) fique – imperativo mexa – imperativo preciso – indicativo 8. a) arrepio = substantivo b) chuva = substantivo c) chove = verbo d) caminho = substantivo e) caminho = verbo f) olho = verbo g) pergunta = substantivo 9. a) é, conheci, fosse b) tem, viveu, observou c) há, nascer, viver, morrer, sente, nascer, sofre, morrendo, esquece, viver d) é, mudar e) são f) convencer, provar, agi, é, corrigirei, procuro g) mede h) dá, promete 556º Ano 10. a) Ontem choveu a noite inteira. fenômeno da natureza b) Os motoristas fizeram uma greve por melhores salários. ação c) A maioria dos brasileiros está descontente com a situação do país. estado. d) A velha senhora tropeçou e caiu da escada. ação / ação e) Nas cidades grandes, as pessoas são muito apressadas. estado f) Às vezes, neva em algumas cidades do sul do Brasil. fenômeno da natureza 11. AUTOMÓVEL — Quadrúpede da família dos transportes que vive nasS V grandes cidades e se alimenta de água, óleo, gasolina, AD S S algum pedestre. Costuma andar em bandos e pode ser criado em garagens PI S V S ou ao ar livre em cima das calçadas. Muito vigoroso, sua força S AD PP S de vários cavalos. Veloz, quandoinstigado a correr demais pode perder PI AD V controle e atacar indiscriminadamente outros automóveis, casas V PI S árvores e homens. Se não for provocado, convive tranquilamente com S outras espécies. Ao contrário do que ocorre com o rinoceronte — uma raça S em extinção —, o automóvel vem se reproduzindo com muita rapidez e há V suspeitas de que no futuro ocupará todos os espaços reservados para o V AR S homem. 12. a) ficaram (estado) e) eram (estado) b) homenageará (ação) f) nevou (fenômeno da natureza) c) viajam (ação) g) estava(estado) d) ficaram (estado) h) reclamamos (ação) 13. forma verbal Radical Vogal temática a) gritasse b) dormisse c) bebeu d) sumiu e) dormiu f) bateu g) amar h) morreu i) agredir grit- dorm- beb- sum- dorm- bat- am- morr- agred- a i e i i e a e i 566º Ano 14. gritasse – 1a conjugação dormisse – 3a conjugação gemesse – 2a conjugação cansasse – 1a conjugação tocasse – 1a conjugação amasse – 1a conjugação 15. a) cantar = canta b) correr = corre c) falam = fala d) partiu = parti e) vendemos = vende f) fugiriam = fugi APRESENTAÇÃO Nesta Unidade de Estudo, você vai trabalhar com a Descrição – objetiva e subjetiva e na parte gramatical continua com verbos e formas nominais. Lembre-se de que no final da UE há o gabarito, para você conferir suas respostas. Em caso de dúvidas, fale com o orientador de aprendizagem. Bom estudo! 586º Ano MÓDULO 4 DESCRIÇÃO E fORMAS NOMINAIS TEXTO 1 fESTA Atrás do balcão, o rapaz de cabeça pelada e avental olha o crioulão de roupa limpa e remendada, acompanhado de dois meninos de tênis branco, um mais velho e outro mais novo, mas ambos com menos de dez anos. Os três atravessam o salão cuidadosa mas resolutamente, e se dirigem para o cômodo dos fundos, onde há seis mesas desertas. O rapaz de cabeça pelada vai ver o que eles querem. O homem pergunta em quanto fica uma cerveja, dois guaranás e dois pãezinhos. — Duzentos e vinte. O preto concentra-se, aritmético, e confirma o pedido. — Que tal o pão com molho? Sugere o rapaz. — Como? — Passar o pão no molho de almôndega. Fica muito mais gostoso. O homem olha para os meninos. — O preço é o mesmo — informa o rapaz. — Está certo. Os três sentam-se numa das mesas de forma canhestra, como se estivessem fazendo pela pri- meira vez na vida. O rapaz de cabeça pelada traz as bebidas e os copos e, em seguida, num pratinho, os dois pães com meia almôndega cada um. O homem e (mais do que ele) os meninos olham para dentro dos pães, enquanto o rapaz cúmplice se retira. Os meninos aguardam que a mão adulta leve solene o copo de cerveja até à boca, depois cada um prova o seu guaraná e morde o primeiro bocado de pão. O homem toma a cerveja em pequenos goles, observando criteriosamente o menino mais velho e o menino mais novo absorvidos com o sanduíche e a bebida. Eles não têm pressa. O grande homem e seus dois meninos. E permanecem para sempre, huma- nos e indestrutíveis, sentados naquela mesa. (PIROLI, Wander. A festa In: MESQUITA, Roberto Melo/ MARTOS, Cloder Rivas. Português: linguagem & realidade. 8a série. 2a ed. São Paulo: Saraiva, 1995, p. 72.) 596º Ano 1. Ao entrar no bar, qual era a preocupação do pai dos meninos? 2. O que revelou o comportamento do rapaz de cabeça pelada? 3. Por que os meninos esperavam o pai para começar a beber para depois comer? 4. No primeiro parágrafo do texto como é descrito o garçom, o pai dos meninos e os meninos? 5. Justifique o título do texto. REDAÇÃO DESCRIÇÃO Você deve ter observado que o texto Festa começa com a apresentação das personagens: “Atrás do balcão, o rapaz de cabeça pelada e avental olha o crioulão de roupa lim- pa e remendada, acompanhado de dois meninos de tênis branco, um mais velho e outro mais novo, mas ambos com menos de dez anos.” O autor faz uma descrição das personagens. Ele as descreve de modo a criar uma imagem precisa para o leitor. A descrição consiste na representação de seres e ambientes por meio da indicação de seus as- pectos mais característicos, dos detalhes que os individualizam. Descrever, no entanto, não consiste em enumerar indefinidamente detalhes que os compõem, mas, em captar traços mais singulares, ressaltar-lhes os aspectos que mais impressionam os sentidos, ou seja, descrever é retratar. Uma boa descrição é aquela que passa ao leitor informações que permitam ver e reconhecer aquilo que está sendo descrito. Portanto, é fundamental captar alguns detalhes que são próprios do ser que está sendo descrito; detalhes que permitam reconhecer uma pessoa entre vária outras, por exemplo. Podemos descrever de duas maneiras: • de forma objetiva - quando apresentamos um objeto, indicando as suas características princi- pais, de forma precisa, cuidando para que as palavras não permitam mais de uma interpretação. • de forma subjetiva – quando trabalhamos a linguagem, selecionando palavras ricas de sentido e empregamos construções mais livres, permitindo mais de uma interpretação. 6. Indique entre os textos a seguir aqueles que são descrições objetivas e os que são descrições subjetivas. a) “Era um dia abafadiço e aborrecido. A pobre cidade de São Luís do Maranhão parecia entor- pecida pelo calor. Quase que se não podia sair à rua: as pedras escaldavam; as vidraças e os lampiões faiscavam ao sol como enormes diamantes; as paredes tinham reverberações de prata polida; as folhas das árvores nem se mexiam [...]” (Aluísio Azevedo) 606º Ano b) O forno de micro-ondas, modelo EM-700T, é composto de prato giratório; painel de controle eletrônico computadorizado; funções automáticas para aquecimento, cozimento e desconge- lamento; tecla para ajuste; relógio de 12 horas; luz interna; e travas de segurança. c) “Um rapaz airoso, louro como uma espiga, com um bigode crespo de paladino sobre uma boca indecisa de contemplativo, destro cavaleiro, de uma elegância sóbria.” (Eça de Queirós) Você tem, a seguir, duas propostas para a produção de texto. Escolha uma delas e escreva um texto descritivo. Não se esqueça que o texto descritivo objetiva transmitir informações sobre um lugar ou uma pessoa, de modo a permitir ao leitor formar na mente uma imagem do objeto descrito. (Bill Watterson) 1a) Imagine que seu animal de estimação desapareceu e você quer pôr um anúncio no jornal, procu- rando-o. Faça a descrição do seu animal para a publicação. 2a) Descreva sua cidade, observando todos os aspectos que fazem dela um lugar especial para você. Lembre-se de que é muito importante a revisão do seu texto. Portanto, releia-o, passe a limpo e entregue-o ao orientadorde aprendizagem. 616º Ano OS TEMPOS VERBAIS DO MODO INDICATIVO Como já vimos, o verbo pode sofrer flexão de tempo, modo, pessoa e número. Vimos também que os verbos possuem elementos que demonstram essas flexões - são as desinências. Os tempos verbais podem ser reconhecidos por suas desinências e também pela função que exercem no contexto em que aparecem. Veremos, agora, a função de cada um dos tempos verbais do modo indicativo. PRESENTE Quando o verbo indicar uma ação que está ocorrendo no momento em que se fala, ou uma ação que se repete ou que perdura. Eu estou com sede. fUTURO Quando o verbo indicar um fato que ainda vai ocorrer. O futuro subdivide-se em dois tempos: • futuro do presente: expressa a ideia de um fato que ocorrerá depois do momento em que se fala. Eles procurarão um novo advogado. A mulher levará o filho ao médico. As desinências que indicam o futuro do presente são -re/-ra. • futuro do pretérito: expressa a ideia de uma ação que ocorreria desde que certa condição tivesse sido atendida. Eu iria à praia, se estivesse em férias. Sairia com você, se tivesse acabado meu trabalho. As desinências que indicam o futuro do pretérito são -ria/-rie. PRETéRITO Quando o verbo indica um fato já ocorrido em relação ao momento em que se fala. O pretérito, ou passado, se subdivide em três tempos: • Pretérito perfeito: transmite a ideia de uma ação completamente concluída. Eu fui ao cinema ontem. • Pretérito imperfeito: transmite a ideia de uma ação habitual ou contínua executada no passado. Ele sempre fumava antes das refeições. Ele sempre me visitava uma vez por mês. O pretérito imperfeito também pode indicar uma ação ocorrida no passado que foi interrompida por outra. A menina estudava para o exame quando os amigos chegaram. As desinências que indicam o pretérito imperfeito são -va/-ve e -ia/-ie. • Pretérito mais-que-perfeito: expressa a ideia de uma ação ocorrida no passado, mas que ocorre antes de outra ação, também executada no passado. Quando ele chegou, eu já enxugara as lágrimas. Quando os amigos chegaram, a menina já estudara para o exame. As desinências que indicam o pretérito mais-que-perfeito são –ra/-re. 626º Ano MODELO DOS VERBOS REGULARES Nos quadros abaixo, há os tempos verbais dos modos indicativo, subjuntivo e imperativo com um verbo regular de cada uma das três conjugações: Amar 1a conjugação Beber 2a conjugação Parti 3a conjugação MODO INDICATIVO PRESENTE PRETÉRITO PERFEITO Amo Amas Ama Amamos Amais Amam Bebo Bebes Bebe Bebemos Bebeis Bebem Parto Partes Parte Partimos Partis Partem Amei Amaste Amou Amamos Amastes Amaram Bebi Bebeste Bebeu Bebemos Bebestes Beberam Parti Partiste Partiu Partimos Partistes Partiram PRETÉRITO IMPERFEITO PRETÉRITO MAIS-QUE PERFEITO Amava Amavas Amava Amávamos Amáveis Amavam Bebia Bebias Bebia Bebíamos Bebíeis Bebiam Partia Partias Partia Partíamos Partíeis Partiam Amara Amaras Amara Amáramos Amáreis Amaram Bebera Beberas Bebera Bebêramos Bebêreis Beberam Partira Partiras Partira Partíramos Partíreis Partiram FUTURO DO PRESENTE FUTURO DO PRETÉRITO Amarei Amarás Amará Amaremos Amareis Amarão Beberei Beberás Beberá Beberemos Bebeis Beberão Partirei Partirás Partirá Partiremos Partireis Partirão Amaria Amarias Amaria Amaríamos Amaríeis Amariam Beberia Beberias Beberia Beberíamos Beberíeis Beberiam Partiria Partirias Partiria Partiríamos Partiríeis Partiriam MODO SUBJUNTIVO PRESENTE PRETÉRITO IMPERFEITO Ame Ames Ame Amemos Ameis Amem Beba Bebas Beba Bebamos Bebais Bebam Parta Partas Parta Partamos Partais Partam Amasse Amasses Amasse Amássemos Amásseis Amassem Bebesse Bebesses Bebesse Bebêssemos Bebêsseis Bebessem Partisse Partisses Partisse Partíssemos Partísseis Partissem FUTURO Amar Amares Amar Amarmos Amardes Amarem Beber Beberes Beber Bebermos Beberdes Beberem Partir Partires Partir Partirmos Partirdes Partirem 636º Ano MODO IMPERATIVO IMPERATIVO AFIRMATIVO Ama tu Ama você Amemos nós Amai vós Amem vocês Bebe tu Beba você Bebamos nós Bebei vós Bebam vocês Parte tu Parta você Partamos nós Parti vós Partam vocês IMPERATIVO NEGATIVO Não ames tu Não ame você Não amemos nós Não ameis vós Não amem vocês Não bebas tu Não beba você Não bebamos nós Não bebais vós Não bebam vocês Não partas tu Não parta você Não partamos nós Não partais vós Não partam vocês 7. Identifique o modo em que estão os verbos em destaque. a) Iremos amanhã ao baile. b) Eu sei que você gostará dos meus amigos. c) Quando nós estivermos prontos, iniciaremos o curso. d) Se ele comprasse o carro, não teríamos que pedir carona. e) Estaremos te esperando. 8. Identifique as pessoas verbais e o número dos verbos destacados nas frases que seguem. a) O prefeito aumentou o preço do ônibus. b) Não provoquei meus colegas. c) Os policiais detêm o motorista. d) Sempre dizemos a verdade. e) É preciso que tenhamos coragem para enfrentar esta situação difícil. f) Como você conseguiu fazer isso? g) Ele não conseguiu responder a minha pergunta. 9. Identifique o modo em que estão os verbos em destaque. a) Estaremos te esperando. b) Se ela comprasse o carro, não teríamos que pedir carona. c) Você disse que iria ao cinema. d) Eu sei que você gostará da minha proposta. e) Jogue papel no lixo. f) Se você encontrasse sua agenda, saberia o que tem para fazer. 646º Ano fORMAS NOMINAIS Existem verbos que não nos permite identificar o tempo, a pessoa, o número e o modo. Quando uma forma verbal não indica o número, a pessoa, o tempo e o modo em que está, dizemos que o verbo está numa forma nominal. As formas nominais são assim chamadas porque também podem exercer a função de um subs- tantivo, adjetivo ou advérbio, além de exercerem suas funções como verbo. As formas nominais são três: • Infinitivo: terminação -ar (1a conjugação)= falar -er (2a conjugação) = correr -ir (3a conjugação)= sorrir • Particípio: terminação -ado (1a conjugação)= falado -ido (2a conjugação) = corrido -ido (3a conjugação) = sorrido • Gerúndio: terminação –ndo = falando = correndo = sorrindo Existem alguns verbos que possuem o particípio irregular, ou seja, não possuem a terminação –ado,-ido, como por exemplo: posto, composto, exposto, escrito, dito, feito, aberto, etc. 10. Identifique as formas nominais dos verbos sublinhados. a) Estamos fazendo tudo conforme foi combinado. b) Tínhamos aceitado a proposta. c) Gostaria de estar ao seu lado neste momento. d) Quando ele soltar a corrente, abra o portão. e) Ninguém quis ouvir a minha proposta. f) Terminada a palestra, todos os participantes foram cumprimentar o autor. g) Acabando sua tarefa, venha falar comigo. h) Se mudar de ideia, procure-me. formas Nominais SER ESTAR TER HAVER INFINITIVO ser estar ter haver GERÚNDIO sendo estando tendo havendo PARTICÍPIO sido estado tido havido 656º Ano 11. Localize, nas frases a seguir, as locuções verbais. Identifi que qual é o verbo auxiliar e qual o verbo principal. a) Estive ouvindo músicas italianas à noite. b) A minha escola é afastada do centro. c) Em certas ocasiões o ser humano é invadido por sentimentos tão desumanos. d) A família da vítima ainda não foi localizada. e) A chuva vinha caindo lentamente. f) Se você estivesse lá, teria ajudado aquela pobre criatura? g) O tempo ia passando e ninguém fazia nada. Se depois de terestudado com atenção todo o módulo, você ainda tiver dúvidas, marque uma orientação; caso contrário, dirija-se à sala. Você fará sua quarta avaliação e boa sorte! 666º Ano GABARITO 1. A preocupação do pai era o preço. 2. Revelou uma certa simpatia pelo homem e pelas crianças. 3. Possivelmente porque o ambiente é estranho e eles se orientam pelo comportamento do pai. 4. O garçom: “rapaz de cabeça pelada e avental”. O pai: “criolão de roupa limpa e remendada”. Os meninos: “de tênis branco, um mais velho e outro mais novo, mas ambos com menos de dez anos.” 5. Resposta pessoal. Sugestão: Possivelmente por se tratar de pessoas pobres que, geralmente, não tem dinheiro para ir comer e beber num bar. 6. a) descrição subjetiva b) descrição objetiva c) descrição subjetiva 7. a) Indicativo d) Subjuntivo b) Indicativo e) Indicativo c) Subjuntivo 8. a) 3a pessoa do singular e) 1a pessoa do plural b) 1a pessoa do singular f) 2a pessoa do singular c) 3a pessoa do plural g) 3a pessoa do singular d) 1a pessoa do plural 9. a) Indicativo c) Indicativo e) Imperativo b) Subjuntivo d) Indicativo f) Subjuntivo 10. a) gerúndio c) infinitivo e) infinitivo g) gerúndio b) particípio d) infinitivo f) particípio h) infinitivo 11. a) Estive ouvindo - locução verbal Estive (verbo auxiliar) – ouvindo (verbo principal) b) é afastada - locução verbal é (verbo auxiliar) – afastada (verbo principal) c) é invadido - locução verbal é (verbo auxiliar) – invadido (verbo principal) d) foi localizada - locução verbal foi (verbo auxiliar) – localizada (verbo principal) e) vinha caindo - locução verbal vinha (verbo auxiliar) – caindo (verbo principal) f) teria ajudado - locução verbal teria (verbo auxiliar) – ajudado (verbo principal) g) ia passando - locução verbal ia (verbo auxiliar) – passando (verbo principal) 676º Ano REfERÊNCIAS BIBLIOGRÁfICAS – 6º Ano BOURGOGNE, Cleusa Vilas Boas & SILVA, Lilian Santos. Interação e Transformação: Língua Portu- guesa. 5ª série: Livro do Professor. São Paulo: Editora do Brasil, 1996. Interação e Transformação: Língua Portuguesa. 5ª série: Livro do Professor. São Paulo: Editora do Brasil, 2012. CEREJA, William Roberto & MAGALHÃES, Thereza Cochar. Gramática Reflexiva: texto, semântica e inte- ração. São Paulo: Atual, 2012. CEREJA, William Roberto & MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português: Linguagens. 7a série: Livro do Professor. São Paulo: Atual, 1998. CUNHA, Celso e CINTRA, Luís F. Lindley. Nova Gramática do português Contemporâneo. Rio de Ja- neiro: Nova Fronteira, 2013. MINCHILLO, Carlos Alberto C. & CABRAL, Isabel Cristina M. O verbo: teoria e prática. 12a ed. São Paulo: Atual, 2008. (Tópicos de linguagem) SACCONI, Luiz Antonio. Nossa Gramática: Teoria e Prática. São Paulo: Atual, 2011. SARGENTIM, Hermínio G. Atividades de Comunicação em Língua Portuguesa. 8a série: Livro do Mestre. São Paulo: IBEP. SIQUEIRA, Antonio de & BERTOLIN, Rafael. Português Dinâmico: Comunicação & expressão. 7a série. São Paulo: IBEP, sd. LÍNGUA PORTUGUESA - 6º Ano - Modular I E.M. “Prof. Ademir Dib” capa - portugues - 6-ano.pdf Página 1 6 - capa - portugues - 6-ano.pdf Página 1 6 - contra - capa - portugues - 6-ano.pdf Página 2