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GEOMÁTICA I Engenharia Ambiental Prof. Ismara Simão Curi Arantes 2016-II Objetivos da disciplina Objetivo Geral: Determinar o contorno, as dimensões, cotas, perfis e o relevo de uma porção limitada da superfície da terra, utilizando princípios, métodos, aparelhos topográficos e convenções. Objetivos da disciplina Objetivos Específicos: Representar o relevo topográfico de uma gleba de terras; Efetuar estudos na planta topográfica; Medir ângulos e distâncias; Efetuar levantamentos topográficos e apresentá-los e apresentá-los através de plantas; Determinar coordenadas dos vértices de um polígono; Calcular áreas; Desenhar perfis de terrenos, curvas de nível e interpretá- las; Aplicações da Topografia na Engenharia Ambiental. Cronograma Agosto: Conceitos fundamentais; Escalas e revisão matemática; Medidas de distâncias planas; Elementos geométricos de um polígono; Orientação dos alinhamentos; Instrumentação; Medidas angulares e lineares. Cronograma Setembro/ Outubro: Teoria dos erros em observações; Planimetria; Levantamento de poligonais e detalhes; Cálculo de áreas; Altimetria; Nivelamento geométrico; Nivelamento taqueométrico. Cronograma Dezembro: Perfis; Curvas de nível; Desenho topográfico; Projeções cotadas; Aplicações da Topografia na Engenharia Ambiental. Aulas práticas Realização prática dos itens teóricos no campo e após a obtenção dos dados, elaboração do trabalho prático. Proposta de um trabalho prático: planimetria e altimetria. Turmas práticas A e B. Avaliações Avaliação I: 19/09/2016 (25 pontos) Avaliação II: 31/10/2016 (25 pontos) Avaliação III: 12/12/2016 (25 pontos) Trabalho Final e seminário: 05/12/2016 – Levantamento planialtimétrico de uma área que será definida (25 pontos). Materiais de apoio SILVA, I.; SEGANTINE, P, C, L. Topografia para engenharia: teoria e prática de geomática. Editora Elsevier. 2015. VEIGA, L. A. K.; et al. Fundamentos de topografia. Apostila. UFPR. 2012. ABNT NBR 13.133:1994 – Execução de levantamento topográfico. ABNT NBR 14.166:1998 - Rede de Referência Cadastral Municipal – Procedimento. CONCEITOS E APLICAÇÕES RESUMO HISTÓRICO O homem sempre necessitou conhecer o meio em que vive, por questões de sobrevivência, orientação, segurança, guerras, navegação, construção, etc. Alguns historiadores dizem que o homem já fazia mapas antes mesmo de desenvolver a escrita. RESUMO HISTÓRICO Por vários séculos, os meios disponíveis para o estudo da geometria terrestre foram as observações ao Sol, aos planetas, à Lua e às estrelas, isto é, as primeiras descobertas basearam-se nos conceitos da Astronomia. Com o tempo surgiram técnicas e equipamentos de medição que facilitaram a obtenção de dados para posterior representação. A Topografia foi uma das ferramentas utilizadas para realizar essas medições. GEOMÁTICA A Geomática abrange conhecimentos científicos de variadas ciências: Geodésia; Topografia; Teoria dos Erros e Estatística; Cartografia (Elabora plantas, cartas e mapas); Hidrografia (Utiliza instrumentos hidrográficos. Medem, por exemplo, a profundidade de oceanos, mares, lagos e rios); Fotogrametria (Terrestre e Aérea – imagens digitais); Sensoriamento Remoto (Medição do raio eletromagnético refletido pelos objetos – mapas temáticos, ex.: variedade da cobertura vegetal); GEOMÁTICA Desenho assistido por programa computacional (CAD); Gerenciamento Cadastral (posição geográfica, limites e coordenadas das parcelas, possessão e valores); Sistema de Informação Geográfica – SIG (Planta que contém informações descritivas e geométricas); Sistema de Posicionamento Global por Satélites (GNSS). DEFINIÇÕES Geodésia: É uma ciência que se ocupa dos processos de medição e especificações para o levantamento e representação cartográfica de uma grande extensão da superfície terrestre, levando-se em consideração a curvatura terrestre. Segundo a ABNT NBR 13.133:1994, acima de 50 km as medições sofrem influenciam da curvatura natural da terra. DEFINIÇÕES Topografia A palavra tem origem Grega onde: Tophos: lugar Graphen: descrever A Topografia tem por finalidade determinar o contorno, dimensão e posição relativa de uma porção limitada da superfície terrestre, sem levar em conta a curvatura resultante da esfericidade terrestre. ESPARTEL (1987). A Topografia é uma parte da Geodésia. ESQUEMA TOPOGRÁFICO PLANO TOPOGRÁFICO SUPERFÍCIE DA TERRA S A B’ B 0 TOPOGRAFIA x GEODÉSIA TOPOGRAFIA A Topografia é dividida em: A Topologia tem por objetivo o estudo das formas exteriores do terreno e das leis que regem o seu modelado. A Topometria estuda os processos clássicos de medição de distâncias, ângulos e desníveis, cujo objetivo é a determinação de posições relativas de pontos. Pode ser dividida em planimetria (coordenadas X e Y) altimetria (coordenada Z) ou planialtimetria (coordenadas X, Y e Z). LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO APLICAÇÕES O Levantamento topográfico é base para qualquer projeto de Engenharia. Exemplos: Locação de edificações. APLICAÇÕES Locação do paisagismo. APLICAÇÕES Cálculo de volume mensurável, para serviços de terraplanagem e bota-fora. Aterro Corte Greide Corte Cotas PP PP Perfil do Terreno Estacas APLICAÇÕES Determinação da diferença de níveis. A B C DNBC APLICAÇÕES Estudo do relevo. APLICAÇÕES Estabilidade de taludes. APLICÃÇÕES Construção de Terraços (ou curvas de nível) para conter a velocidade da água de chuva e evitar erosões. APLICAÇÕES APLICAÇÕES Identificação de áreas para o cálculo de uso e ocupação do solo. APLICAÇÕES Criar Modelo Digital do Terreno. APLICAÇÕES APLICAÇÕES Levantamento de APPs. APLICAÇÕES Cálculo e identificação da Reserva Legal. APLICAÇÕES Para registro obrigatório: Cadastro Ambiental Rural (CAR). CAR O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um instrumento fundamental para auxiliar no processo de regularização ambiental de propriedades e posses rurais. Consiste no levantamento de informações georreferenciadas do imóvel, com delimitação das Áreas de Proteção Permanente (APP), Reserva Legal (RL), remanescentes de vegetação nativa, área rural consolidada, áreas de interesse social e de utilidade pública, com o objetivo de traçar um mapa digital a partir do qual são calculados os valores das áreas para diagnóstico ambiental. Auxilia no planejamento do imóvel rural e na recuperação de áreas degradadas. Atualmente é utilizado pelos governos estaduais e federal. DATUM GEODÉSICO A palavra datum, proveniente do latim, é definida como sendo um referencial a partir do qual são determinadas as posições dos elementos geométricos no espaço ou em uma planta topográfica. Ao conjunto de informações que definem as formas e o tamanho da Terra, além da origem e orientação do sistema de coordenadas, dá-se o nome de datum geodésico. O mesma está dividido em: Datum horizontal: latitude e longitude; Datum vertical: altitude ortométrica. MODELOS TERRESTRES As primeiras ideias sobre a forma da Terra surgiram em 625 a. C., com Thales de Mileto, comparando a um disco que flutuava em um oceano infinito. Com o passar do tempo, essa teoria foi evoluindo até chegar na ideia de esferacidade da Terra, a qual permaneceu por milênios.Surgiram, então, as coordenadas esféricas. MODELOS TERRESTRES Mais tarde, Isaac Newton considerou a Terra como uma figura geométrica gerada pela rotação de uma elipse em torno do eixo menor, chamada de elipsoide de revolução. SUPERFÍCIES DE REFERÊNCIA Assim, no estudo da forma da terra, podemos considerar: Superfície topográfica ou física: compreende as irregularidades da superfície do terreno; Superície Geoidal: superfície equipotencial do campo de gravidade que coincide com o nível médio não pertubado dos mares. Materializado através dos marégrafos; Superfície Elipsoidal: Essa consideração ajudou a contornar o problema da indeterminação do Geóide e da dificuldade de se usar a superfície topográfica. É definido pelas coordenadas geográficas. TERRA COMO GEÓIDE COMPARAÇÃO DAS SUPERFÍCIES ELIPSÓIDES BRASILEIROS Cada região do globo definia o elipsoide que melhor se adaptasse ao Geóide para estabilizar o Datum Local (atribui coordenadas geodésicas, altura geoidal e azimute de partida). Para o Brasil, existem três elipsoides a serem considerados: Elipsóide Internacional de 1924: sobre o qual está baseado o datum brasileiro CÓRREGO ALEGRE. Antigo, porém diversas áreas ainda continuam se referindo a ele. Elipsóide de Referência de 1967: sobre o qual está baseado o datum brasileiro CHUÁ, referenciado ao SAD69. Origem: Uberaba-MG. Elipsóide GRS80: sobre o qual está baseado o Sistema de Referência das Américas (SIRGAS2000). Oficial. Origem: centro de massa da Terra. ELIPSÓIDES ALTITUDE ORTOMÉTRICA E GEOIDAL Altitude Ortométrica (H): Medida sobre a vertical, correspondem à medidas verdadeiras da Terra real; Altitude Geoidal (N): Medida sobre a normal, correspondem à medidas geométricas; Altitude Geométrica (h): Medida sobre a normal. REVISÃO: MATEMÁTICA UNIDADE DE MEDIDA: MEDIDA LINEAR Unidade de medida é um conceito abstrato usado para expressar o valor unitário da medida de uma grandeza. A Geomática utiliza como unidade de comprimento a unidade de base do Sistema Internacional de Unidades (SI) denominada metro. MEDIDA DE SUPERFÍCIE (ÁREA) Em Geomática as unidades de área adotas são: metro quadrado, are e hectare, sendo a primeiro unidade do SI. 1 centiare (ca) = 1 m² 1 are (a) = 100 m² 1 hectare (ha) = 10.000 m² Existem também outras unidades antigas de uso frequente no território brasileiro, como o alqueire cujo valor varia em diferentes regiões. MEDIDA ANGULAR Para o caso de medições angulares planas, existem três unidades de medidas definidas pelo SI: o radiano, o grau e o gon (grado). Radiano: é o ângulo central que subentende um arco de circunferência de comprimento igual ao raio da mesma. MEDIDA ANGULAR Grau: é uma unidade sexagesimal, na qual a circunferência é dividida em 360 partes iguais, sendo cada parte equivalente a 1º. CONVERSÕES ANGULARES TRIGONOMETRIA PLANA Teorema de Pitágoras: O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos. a² = b² + c² TRIGONOMETRIA PLANA Para um triângulo qualquer: Lei dos senos: Lei dos cossenos: REVISÃO: ESCALAS ESCALA É a relação entre as dimensões de um objeto representado no papel e sua medida na superfície real. Pode ser numérica ou gráfica., Onde: D = um comprimento tomado no terreno - Distância real natural. d = um comprimento homólogo no desenho - Distância prática. ESCALA NUMÉRICA Escala numérica: É a relação entre os comprimentos de uma linha no desenho e o correspondente comprimento no terreno, em forma de fração, com a unidade para numerador. Isto significa que 1cm na carta corresponde a 50.000 cm ou 500 m, no terreno. PRINCIPAIS ESCALAS E APLICAÇÕES ESCALA GRÁFICA EXERCÍCIOS EXERCÍCIOS 1. Calcule a distância entre o ponto B (5,0 m;6,0 m) e o ponto A localizado na origem do sistema. 2. A figura mostra o trecho de um rio onde se deseja construir uma ponte AB. De um ponto P, a 100m de B, mediu-se o ângulo APB = 45º e do ponto A, mediu-se o ângulo PAB = 30º. Calcular o comprimento da ponte. EXERCÍCIOS 3. Deseja-se medir a distância entre duas cidades B e C sobre um mapa, sem escala. Sabe-se que AB = 80km e AC = 120km, onde A é uma cidade conhecida, como mostra a figura. Logo, a distância entre B e C, em km, é: EXERCÍCIOS - ESCALAS 1. Determinar o comprimento de um rio onde a escala do desenho é de 1:18000 e o rio foi representado por uma linha com 17,5cm de comprimento. 2. Com qual comprimento uma estrada de 2500m será representada na escala 1:10000? 3. Se a avaliação de uma área resultou em 2575cm² para uma escala de 1:500, a quantos metros quadrados corresponderá a área no terreno? EXERCÍCIOS - ESCALAS 4. Determinar qual a escala de uma carta sabendo-se que distâncias homólogas na carta e no terreno são, respectivamente, 225mm e 4,5km. 5. As dimensões de um terreno foram medidas em uma carta e os valores obtidos foram 250mm de comprimento por 175mm de largura. Sabendo-se que a escala do desenho é de 1:2000, qual é a área do terreno em m²?