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Sem Título 1 CUIDADOS EM ENFERMAGEM AO RECÉM-NASCIDO, CRIANÇA E ADOLESCENTE ATENÇÃO AO RECÉM-NASCIDO E CUIDADOS NEONATAIS 1. A TERMO PRECOCE 2. PRÉ-TERMO TARDIO Patologias associadas: disfunção respiratória, disfunção neurológica e restrição de crescimento 1.1. CAUSAS MATERNAS - Idade > 35 anos - HAS - DM II - Descolamento de placenta - Placenta prévia 3. PREMATURO MODERADO 4. PREMATURO EXTREMO HIPOGLICEMIA NO RECÉM-NASCIDO 26 > 42 sem PÓS-TERMO 39 s - 41s + 6d A TERMO 37s + 38s+6d A TERMO PRECOCE 34s + 36s+6d PRÉ-TERMO TARDIO1 28s + 33s+6d PREMATURO MODERADO2 < 28 sem PREMATURO EXTREMO3 A classificação também pode ser feita através do peso ao nascer: 1 1,5Kg - 2,5Kg 2 1 Kg - 1,5 Kg 3 < 1,499Kg CLASSIFICAÇÃO PELO PESO: Peso normal: 2500g - 3999g Baixo peso: 1500g - 2499g Muito baixo peso: 1000 - 1500g Extremo: <1000g OBSERVAR NO EXAME FÍSICO - Hipotermia - Hipoglicemia - Sofrimento respiratório - Hiperbilirrubinemia - Sepse (investigar) - Dificuldade de alimentação - normalmente não ocorre pois movimento de sucção se desenvolve até a 34ª sem - SEM necessida- de de SNE AVALIAR! - Peso - Altura - Circunferência cefálica AIG PIG GIG OBSERVAR NO EXAME FÍSICO - Síndrome do desconforto respiratório - + comum - Hipoglicemia/Hiperglicemia SINAIS: tremor, hipotonia, taquipneia, hipo termia, convulsões, etc. OBSERVAR NO EXAME FÍSICO - Necessidade de SNG - abaixo de 34 sem sem movimento de sucção - Eritema tóxico - adaptação da pele = some em torno de 5 dias OBSERVAR NO EXAME FÍSICO - Função neurológica - SEM testes pois há sedação - Cuidar cateteres: `4.1. Umbilical: SF 0,9% 4.2. Venoso: medicação 4.3. Arterial: coleta de gasometria - Retração intercostal CAUSAS Aumento da utilização da glicose Diminuição das reservas Mistas HIPOGLICEMIA A definição clínica de hipoglicemia inclui: - Níveis baixos de glicemia - níveis de glicose infe- riores a 45 mg/dL ou do sangue total abaixo de 40 mg/dL em RNs a termo ou RNs prematuros. - Sinais clínicos - Desaparecimento dos sinais com a correção da glicemia. Atraso na correção da hipoglicemia pode levar a dano neurológico grave. SINAIS E SINTOMAS DA HIPOGLICEMIA MANEJO DA HIPOGLICEMIA CUIDADOS NEONATAIS - Indicadores para o RN: PESO DO RN IDAGE GESTACIONAL AO NASCER GRAU DE NASCIMENTO INTRAUTERINO AVALIAÇÃO AO NASCER: 1. APGAR 0 à 3 - Asfixia grave 4 à 6 - Asfixia moderada > 7 - boa adaptação 2. CAPURRO 27 1. Aumento da utilização da glicose A hipoglicemia ocorre por excesso de insulina em relação à quantidade de glicose disponível 2. Diminuição de reservas Quando os níveis de insulina são normais e as reservas de glicose diminuídas. FATORES DE RISCO: - RN prematuro - PIG 2. Causas mistas Grupo heterogêneo e amplo de causas. - Tremores - Hipotonia - Irritabilidade - Letargia - Torpor - Crises de apneia - Cianose - Bradicardia - Taquipneia - Sucção ausente - Hipotermia - Crises convulsivas - Alimentar; - SG 5% por EV - Glicose EV FORMA DA ORE- LHA GLÂNDU- LA MA- MÁRIA INSER- ÇÃO DO MAMILO TEXTU- RA DA PELE PREGA PLANTAR IG = 204 + escore = total/7 = ____ semanas e ____ dias 3. NEW BALLARD 1. SISTEMA TEGUMENTAR 2. SISTEMA ESQUELÉTICO 3. SISTEMA NEUROLÓGICO 3.1. POSTURA EM REPOUSO RNPT A TERMO 3.2. CARÁTER EVOLUTIVO DO SNC 28 RNPT POR SISTEMAS - barreira epidérmica imatura - ausência da camada de estrato córneo - aumento na perda de água transepidér- mica - não desenvolveram o manto protetor de vernix caseosa OBSERVAR NO EXAME FÍSICO - Umidae - Eritema - Escoriação RN: ≈ 300 ossos ao nascer Adulto: 206 ossos, - Feto humano acumula = 30g de Ca perto do fim da gestação - 80% da mineralização óssea ocorre no 3º trimestre da gestação - ≈ 50% dos RNPT com PN 1000g irão des- envolver osteopenia - ≈ 70% terão risco de fratura RNPT: pouquíssima flexão. Quando pre- sente, nas extremi- dades superiores. Apenas flexão parci- al nas extremidades inferiores - RNPT nascem com SNC em fase de des- envolvimento - Sistematizar o exame segundo grau de imaturidade (RN termo): IG < 36 sem - Es- tados comportamentais não estão comple- temente desenvolvidos - IG 24 sem: ≈ 4 meses p/desenvolvimen- to do SNC em condições adversas para migração celular, mielinização, arborização dendrítica e ramificação axonial 3.3. ESTADO DE COMPORTAMENTO 4. SISTEMA CARDIOVASCULAR 5. SISTEMA HEMATOPOIÉTICO 6. SISTEMA RESPIRATÓRIO 6.1. ESTÁGIOS DO DESENVOLVIMENTO PULMONAR 6.2. SURFACTANTE PULMONAR 29 ESTADO 1 SONO QUIETO: olhos fechados, respiração re- gular, sem movimentos corpóreos ESTADO 2 SONO ATIVO: olhos fechados, respiração irregu- lar, podem ocorrer movimentos corpóreos ESTADO 3 DESPERTAR QUIETO: olhos abertos, respira- ção regular, sem movimentos ESTADO 4 DESPERTAR ATIVO: olhos abertos, respiração irregular, movimentos corpóreos presentes ESTADO 5 CHORO RNPT: hemoglobina e hematócrito ao nascer inferior ao RN termo, re- ticulócitos e células nu- cleadas aumentadas, quanto menor IG mais evidentes é a diferença RN PIG: eritrócitos, he- moglobina e hematócri- to mais elevados. RNPT: ≈ 90-100ml/kg de volemia ao nascer RN termo: ≈ 80 ml/kg de volemia ao nascer 1ºdia de vida 78,72 + 14,33 ml/kg Reduz a tensão nas VIAs e mantém a abertura alveolar 6.3. CARACTERÍSTICAS PULMONARES RNPT 7. SISTEMA DIGESTÓRIO 7.1. CARACTERÍSTICAS DEFICIENTES 7.2. ALIMENTAÇÃO POR SONDA - Medida CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO INFANTIL - Menor número de alvéolos desenvolvidos; - Deficiência de surfactante; - Pouco espaço no sistema respiratório; - Facilidade de colapso ou obstrução no trato respiratório; - Caixa torácica complacente/ ossos do tórax pouco calcificados; - Reflexo de gasping fraco ou ausente; - Capilares pulmonares imaturos e permeáveis; - Maior distância entre o alvéolos operantes e o leito capilar pulmonar. 30 EQUAÇÃO COM BASE NA ESTATURA SOG = 13.3 cm + (0,19 X com- primento em cm) SNG = 14.8 cm + (0.19 X com- primento em cm) EQUAÇÃO COM BASE NO PESO SOG=[3 x Peso(kg)+12] SNG= [3 x Peso(kg)+13] PERDA DE ÁGUA POR ELIMINAÇÃO FECAL RNPT = 7ml/kg/dia RNT = 10 ml/kg/dia CRESCIMENTO processo dinâmico e contínuo expresso pelo aumento do ta- manho corporal INDICADOR DE SAÚDE DA CRIANÇA OBSERVAR se rela- ção peso x estatura x idade está adequa- da conforme curvas FATORES QUE INFLUENCIAM O CRESCIMENTO INTRÍNSICOS Genética EXTRÍNSICOS Ambientais - Lipase pancreática (diminuição absorção das gorduras) - Menor síntese de sais biliares - Menor reabsorção sais biliares no íleo distal - Menor atividade da lactase intestinal - Menor absorção de vitaminas lipossolúveis - Deficiência de vitamina K – hemorragias - Menor função metabólica - glicose e do cálcio Avaliação do crescimento: perímetro ce- fálico, peso e estatura (comprimento para <2 anos) SEGURANÇA DO PACIENTE 31 DESENVOLVIMENTO mudança dinâmica, multidimensional e in- tegral que ocorre a partir da INTERAÇÃO FÍSICO-MOTOR COGNITIVO PSICO-SOCIAL EXISTEM: - diferenças individuais - hereditariedade e ambiente - maturação = prontidão - influência pessoais, histórico-culturais, continui- dade, etc. DESENVOLVIMENTO se dá em saltos e é dividi- do em 3 fases: 1. Sensório-motor: até 24 meses - inteligência prática (ações e percepcões) 2. Pré-operatório: de 2 até 7 anos - capacidade de pensar em 1 objeto a partir de outro 3. Operatório: a partir de 7 anos - agir no mundo 3.1. Concreto (7-12 anos) 3.2. Formal (a partir de 12 anos) SEGURANÇAausência de dano evitável 1. INCIDENTE (erro): evento que poderia ou resultou em dano à saúde 2. EVENTO ADVERSO: incidentes que cau- sam dano a saúde 3. CULTURA DA SEGURANÇA: valores, atitu- des, competências e comportamento ESTRATÉGIAS PARA A SEGURANÇA DO PACIENTE NO RS 1) Higienização das Mãos 2) Identificação do Paciente 3) Comunicação Efetiva 4) Prevenção de Queda 5) Prevenção de Úlceras por Pressão 6) Administração Segura de Medicamentos 7) Uso de Dispositivos Intravenosos 8) Procedimentos Cirúrgicos Seguros 9) Administração segura de sangue e hemo- componentes 10) Utilização Segura de Equipamentos 11) Pacientes Parceiros na sua Segurança 12) Formação de Profissionais da Saúde para o Cuidado Seguro METAS INTERNACIONAIS DE SEGURANÇA SEGURANÇA NA HOSPITALIZAÇÃO INFANTIL ERROS DE MEDICAÇÃO: EXAMES LABORATORIAIS 1. LINHAGEM MIELÓIDE 32 CARACTERÍSTICAS DA HOSPITALIZAÇÃO: - Diversidade faixas etárias; - Pecu l i a r idades do c resc imento e desenvolvimento; - Presença permanente de acompanhante/ cuidador; - Perfil dos serviços (estrutura); - Patologias específicas - diversas; - Questões contextuais (desigualdades, famí- lia, acesso, educação, ...) PRINCIPAIS EVENTOS ADVERSOS - Infecção hospitalar; - Falhas no processo medicamentoso; - Identificação limitada do paciente; - Queda do berço/cama; - Insucesso na realização de procedimentos invasivos; - Manuseio incorreto de equipamentos e ma- teriais; - Comunicação/registros limitados; - Falta do acompanhante/cuidador PRESCRIÇÃO DISPENSAÇÃO ADMINISTRAÇÃO HEMATOPOIESE PERÍODO FETAL até 30ª sem: fígado a partir da 30ª sem: estroma medular dos ossos longos CÉLULAS-TRONCO/ TOTIPOTENTES se diferenciam quando fatores de crescimento agem sobre elas - nos ossos longos chamado de “steel factor” LINHAGEM MIELÓIDE LINHAGEM LINFÓIDE LINHAGEM MIELÓIDE PRÓ- TROMBOCITO PRÓ- ERITROBLASTO PRÓ- MIELOBLASTO MEGACARIÓCITO se formam e não conseguem che- gar a corrente san- guínea quebra da célula TROMBOCITOS PLAQUETAS RETICULÓCITO perde membra- na nuclear ERITRÓCITO transporte de O2, CO2, CO e glicose MIELÓCITO NEUTRÓFI- LOS BASÓFI- LOS EOSINÓFI- LOS MONÓCI- TO FAGÓCITOS - Presença de bactéria - Tecido necrosado de forma asséptica - Reação de hi- persensibilida- de extrema - Hipersensib. - Infestação parasitária - Infeccão viral 2. LINHAGEM LINFÓIDE 1. ERITOGRAMA: contagem de eritrócitos 1.1. Eritrócito: contagem de hemácias 1.2. VCM: volume de hemácias = tamanho do eritrócito = microcítica, normocíti ca ou megacítica 1.2. HCM: quantidade média de hemoglobi na presente nas hemácias 1.3. CHCM: concentração de hemoglobina em uma hemácia 1.4. RDW: distância entre uma célula e ou tra 1.5. HEMATÓCRITO: % de hemácias em relação ao todo 1.6. Hemoglobina: indica anemia, poliglobu lia, policitemia 1.7. Análise morfológica 2. LEUCOGRAMA: contagem global de leucóci- tos SOLICITADO em processos infecciosos, inflamatórios, alérgicos, tóxicos ou leucêmicos Contagem diferencial de neutrófilos, basófi- los, eosinófilos, linf. e monócitos 3. PROVA DE COAGULAÇÃO 33 MONÓCITO Quando célular granuladas não conseguem eliminar o patógeno (bactérias/vírus comple- xos), os monócitos ativam, através de interleu- cinas, as células linfóides e o sistema termor- regulador (febre depende da quantidade de monócitos liberados) IMPORTANTE! Pró-mielócito Mielócito Neutrófilo Neutrófilohiperseg. DESVIO À ESQUERDA células muito jovens = sistema imune desesperado para com- bater infecção e manda células jovens que não irão maturar para a corrente sanguínea DESVIO À DIREITA células mais ma- duras = deficiên- cia vitamínica LINHAGEM LINFÓIDE LINFÓCITOS T LINFÓCITOS B CITOTÓXICOS KILLERCD destroem a pare- de celular - NÃO fagocitam aclopa em recep- tores = SINALI- ZADORAS morte NÃO seletiva EXAMES LABORATORIAIS AUMENTO DO HEMATÓCRITO: concentração do nº de hemácias = sugestivo de DESIDRATAÇÃO DIMINUIÇÃO DO HEMATÓCRITO: diluição do nº de hemácias = su- gestivo de HEMODILUIÇÃO ERITRÓCITOS +- 45% TESTOSTERONA: fator de ativa- ção da hematopoiese = HOMENS maior hematócrito Microcítica Normocítica Megacítica PLASMÓCITO IMUNOGLOBULINAS anti-corpos 3.1. Plaquetas: derivados de megacariócitos 3.2. Tempo de protrombina: rastreamento de dis- túrbios de coagulação, monitorar a anticoagula- ção oral. 3.3. Tempo de tromboplastina parcial ativado: rastreamento de distúrbios de coagulação, moni- torar a anticoagulação. TTPA pcte/TTPA normal 3.4. Tempo de trombina: teste de triagem para deficiência de fibrinogênio. 3.5. Fibrinogênio: Proteína convertida por ação enzimática em fibrina. Juntamente com as pla- quetas forma uma rede para o coágulo de san- gue AUMENTADO em doenças com lesões teci duais ou inflamação, marcador de ris co coronariano 4. PROCESSOS INFLAMATÓRIOS 4.1. Hemosedimentação (VSH/VHS) - velocidade com que as hemácias se depositam no fundo do frasco = + rápido + infecção 4.2. PCR: proteina produzida pelo fígado em pro- cessos inflamatórios - NÃO identifica a doença 5. FUNÇÃO RENAL E ELETRÓLITOS ELETRÓLITOS 6. FUNÇÃO HEPÁTICA 6.1. ALT e AST: deveriam se encontrar dentro dos hepatócitos e célular pacreáticas = se altos níveis = célula rompeu - DANO 6.2. Fosfatase alcalina: enzima que se origina principalmente nos ossos, f́igado e placenta, com alguma atividade em rins e intestino. Dia- gnóstico precoce das doenças obstrutivas bilia- res. 6.3. Bilirrubina - Decomposição da hemoproteínas (hemoglobi- na), excreção hepática, via bile. - Bilirrubina indireta: associado a uma destruição aumentada de hemácias (hemólise). - Bilirrubina direta: circula livremente no sangue até alcançar o f́igado, onde é conjugada com ácido glicurônico, e então excretada na bile. Rotina é medir a bilirrubina total. 7. NUTRIÇÃO 7.1. Albumina: Importante proteína sérica sinteti- zada pelo f́igado, marcador da função de síntese hepática. Realização do exame em pacientes com doença hepática, síndrome nefrótica, defici- ências nutricionais, desordens do metabolismo protéico. 7.2. Glicemia: a glicemia de jejum é importante no controle do diabetes mellitus (�maior que 125 mg/dL por duas verificações) Hemoglobina glicada: HbA1 - Avaliação da gli- cemia média nos últimos 2 a 3 meses 8. GASOMETRIA 34 RNI razão normativa internacional TP paciente/TP normal RNI - tempo muito alto para coagular = paci- ente pode sangrar RNI - tempo para coagular muito baixo = pa- ciente trombosar CREATININA UREIA produto do metabolismo da contração muscular Filtrados pelo rim e ex- cretados pela urina 40 a 70% rebsorvido pelo rim = valores de creatinina mais fidedignos Dependente do sexo e da idade (massa muscular) 9. EXAME QUANTITATIVO DE URINA (EQU) - Características f́isicas: cor (amarelo âmbar) e densidade (1018). - Características químicas: pH, proteínas, glico- se, cetona, bilirrubina, hemoglobina, nitratos - Sedimento urinário: cilindros (precipitados pro- téicos), células renais, células lipídicas, hemác- ias, leucócitos, bactérias. 10. MÚSCULO CARDÍACO - Colesterol total, LDL e HDL - Triglicerídeos 11. ENZIMAS CARDÍACAS - Troponina - CPK - CK-MB 35 EXAME FÍSICO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE MEDIDAS ANTROPOMÉTRICAS E REGULAÇÃO NEUROLÓGICA 1. PERÍMETRO CEFÁLICO 2. PERÍMETRO TORÁCICO 3. PERÍMETRO ABDOMINAL 4. ESTATURA 5. PESO 2 COMO AVALIAR: é medido acima das sobrancelhas, em volta da proe- minência occipital. O QUE SE ESPERA: ao nascimentoentre 33 a 35 cm. As medidas espe- radas de acordo com a idade pode-se ver no gráfico PCx idade. PRINCIPAIS ALTERAÇÕES 1.1. Microcefalia- Para menino, a medida será igual ou inferior a 31,9 cm e, para menina, igual ou inferior a 31,5 cm. 1.2. Macrocefalia- é uma alteração na qual a circunferência da cabeça é maior que a média correspondente à idade e o sexo do bebê. 1.3. Hidrocefalia- condição na qual a quantida- de de liquor aumenta dentro da cabeça. Ocor- re quando há um desequilíbrio entre a produ- ção e a reabsorção desse líquido. COMO AVALIAR: fazer a medida em volta do tórax, na linha dos mamilos. O QUE SE ESPERA: ao nasci- mento, o PT é menor que o PC em 2-3cm; de 1 a 2 a a n o s , o PT é igual ao PC. PRINCIPAIS ALTERAÇÕES Se o PT é menor que o PC, é indicativo de desnutrição energético-proteica. Alterações nessa medida também podem indicar proble- mas cardíacos ou pulmonares. COMO AVALIAR: fazer a medi- da acima do cordão umbilical e em volta da crista ilíaca. O QUE SE ESPERA: abdomen cilíndrico PRINCIPAIS ALTERAÇÕES 3.1. Distensão abdominal COMO AVALIAR: ATÉ 24 MESES comprimento em centímetros na posição de decúbito dorsal O QUE SE ESPERA: para RNs meninos espe- ra-se que estejam entre os 46 e 54 cm e que aos 2 anos estejam entre os 82 e 94 cm. Para as meninas, ao nascer espera-se o compri- mento de 45 a 53 cm e aos 2 anos, entre os 80 e 93 cm. Para maiores de 2 anos ver curva de crescimento. > 24 MESES altura em metros, em pé COMO AVALIAR: ambiente aquecido, sem roupas ou fral- das. Crianças até 24 meses deve-se aferir o peso em balan- ça deitado. O QUE SE ESPERA: o peso deve ser analisado utilizando a curva peso x idade, considerando o sexo da criança. 6. REFLEXOS 6.1. BRUDZINSKI 6.2. RIGIDEZ DE NUCA 6.3. KERNING 6.4. LASÈGUE 6.5. BABINSKI 3 COMO AVALIAR: com a criança em decúbito dorsal, com uma mão levantar a cabeça com a intenção de levar o queixo ao esterno, man- tendo a outra mão no tórax. O QUE SE ESPERA: o movimento não deve apresentar dificuldades e as pernas devem permanecer esticadas. PRINCIPAIS ALTERAÇÕES Quando a criança flexiona as pernas, é sinal de irritação das meninges. COMO AVALIAR: com a criança em decúbito dorsal, levantar a cabeça com a intenção de levar o queixo ao esterno. O QUE SE ESPERA: movimento deve ser com- pleto, sem dificuldades ou dor. PRINCIPAIS ALTERAÇÕES Quando a criança não consegue completar o movimento ou sente dor ao movimento, é si- nal de irritação das meninges. COMO AVALIAR: deitado em posição supina com as pernas estendidas. O examinador deve flexionar o joelho e a perna do paciente na articulação coxo-femural em um ângulo de 90 graus e na sequência realizar a extensão do joelho. O QUE SE ESPERA: se espera que a criança consiga realizar o movimento sem se queixar de dor lombar e sem apresentar resistência na articulação coxo femural. PRINCIPAIS ALTERAÇÕES Se o paciente apresentar dor lombar e resis- tência à extensão da perna o sinal é positivo e pode indicar irritação meníngea. COMO AVALIAR: o paciente deve estar em de- cúbito dorsal com os membros inferiores es- tendidos. O examinador deve imobilizar o osso ilíaco e o tornozelo. Na sequência deve se levantar a perna do paciente com o joelho estendido até, aproximadamente, 40 graus. O QUE SE ESPERA: o sinal é positivo quando o paciente sente dor na face posterior do membro examinado. PRINCIPAIS ALTERAÇÕES O sinal positivo pode indi- car compressão radicu- lar. COMO AVALIAR: com o toque na parte mais externa da região plantar, desde o calcanhar até o arco da região plantar. O QUE SE ESPERA: a extensão dos dedos dos pés e dorsiflexão do hálux. Presente até o primeiro ano de idade. PRINCIPAIS ALTERAÇÕES A presença do reflexo após os 2 anos de idade pode indicar lesão dos feixes pira- midais. CABEÇA E PESCOÇO 1. CABEÇA 1.1. Tamanho (macrocefalia e microcefalia) con- torno, simetria, cor, sensibilidade, lesões, edema 1.5. Fontanelas: avaliar presença de bregmática e lambdoide, quantidade de polpas digitais e se estão afastadas, unidas ou sobrepostas. 2. PESCOÇO TÓRAX 4 1.2. Couro cabeludo/cabelos: cor, textura, hidratação, cros- tas, protuberâncias, lesões, inflamação, distribuição e im- plantação cervical dos cabe- los, alopecia, pediculose. 1.3. Face: movimento, expres- são, pigmentação, acne, ti- ques, tremores, cicatrizes 1.4. Rede linfática occipi- tal, pré e pós-auricular, sub- mandibular e submentonia- na: quanto à visualização e palpação de gânglios au- mentados – tamanho, mobi- lidade e sensibilidade. OLHOS: simetria, edema, hi- peremia, conjuntiva, edema palpebral e esclera (hemorra- gia) ORELHAS: simetria, implantação e sujidade NARIZ: permeabilidade nasal, coriza, obstrução, batimento de asa de nariz BOCA: fenda palatina, lábio leporino MUCOSA ORAL: intregridade, lesões, hidratação, coloração - Simetria, mobilidade, amplitude de movimen- to, lesões, manchas, dor, rigidez. - Traquéia: posição e mo- bilidade - Tireóide: tamanho, si- metria, sensibilidade, aumento e nódulos (ver cicatriz pele local). - Vasos: (carótida e jugular) qualidade, força e simetria de pulsações, sopros, distensão dos vasos. - Rede linfática anterior e posterior: visualiza- ção, tamanho, forma, mobilidade, sensibilidade - Palpação de nódulos Inspecionar o tamanho, forma- to, simetria, movimento, utiliza- ção da musculatura durante a respiração, limites ósseos for- mados pela costela e esterno, o desenvolvimento das ma- mas e avaliação dos mamilos ESTERNO 12 COSTELAS Espaços intercostais são importantes para perceber esforço respi- ratório Inspecionar a região ANTERIOR, POS- TERIOR e a LATERAL 1. SISTEMA RESPIRATÓRIO DIREITO: 3 lóbulos - superior, médio e inferior ESQUERDO: 2 lóbulos - superior e inferior AVALIAR 1. Frequência: nº de movimento por min. 2. Ritmo: regular, irregular ou periódico 3. Profundidade: profunda ou superficial 4. Qualidade: sem esforço, automático, difícil 5. Simetria do movimento durante respiração PERCUSSÃO Do ápice até a base - decúbito dorsal ou sentada. Podemos esperar um som timpânico no ápice e submaciço nas bases. AUSCULTA PULMONAR SONS: são divididos em vesiculares, broncovesi- culares e brônquicos - observar se há ruídos ad- ventícios, diminuição ou aumento do som espera- do 5 FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA SIMETRIA DO MOVIMENTO RESPIRATÓRIO Abdomen deve se movimentar junto com o tórax durante o movimento respiratório ESFORÇO RESPIRATÓRIO Presença do uso da musculatura acessó- ria SUBCOSTAIS INTERCOSTAIS FÚRCULA ESTERNAL ACESSÓRIOS G R A V E PULMÕES 2. SISTEMA CARDíACO - FOCOS DA AUSCULTA CARDÍACA - Foco mitral: depende do tamanho do tórax até 2 anos: entre 2º e 3º espaço intercostal de 3 à 7 anos: 4º espaço intercostal após 7 anos: 5º espaço intercostal 2.1. RITMO: regular ou irregular 2.2. BULHAS: 2T, 3T 2.3. SOPROS: insuficiência e estenose ABDÔMEN CORAÇÃO 6 INSPEÇÃO 1.1. Contorno do abdômen da cri- ança, ela deve estar ereta e na posição de decúbito dorsal. Nes- sa posição o abdômen parece chato. Alerta para a enfermagem: Um abdome tenso, em tábua é um si- nal de íleo paralítico e obstrução intestinal. - Examine o umbigo quanto ao tamanho, higiene e alterações. O umbigo deve ser achatado e fazer ligeira protrusão. - Avaliar presença de hérnias: um- bilicais, inguinais e abdominais 1. Hipocôndrio direito: fíga- do, vesícula biliar, flexu- ra hepática do cólon, rim direito, suprarrenal direi- ta. 2. Epigástrico: fígado, estô- mago e piloro, cólon transverso, omento, duo- deno, pâncreas, rins, su- prarrenais, aorta e linfo- nodos.3. Hipocôndrio Esquerdo: fígado, estômago, flexura esplênica, cólon, baço, cauda do pâncreas, rim esquerdo e suprarrenal esquerda. 4. Flanco Direito (região lombar direita): lobo hepáti- co de Riedel, cólon ascendente, intestino delga- do, rim direito. 5. Região umbilical: estômago, duodeno, cólon trans- verso, omento, intestino delgado, aorta e linfono- dos. 6. Flanco esquerdo: cólon descendente, intestino del- gado e rim esquerdo. PALPAÇÃO 7 7. Fossa ilíaca direita: ceco, apêndice vermifor- me, linfonodos. 8. Suprapúbica (hipogástrio): intestino delgado, flexura do sigmóide, bexiga distendida e úra- co, útero e anexos. 9. Fossa ilíaca esquerda: flexura do sigmóide, linfonodos. HÉRNIAS HÉRNIA INGUINAL: é uma protusão de peritônio através da parede abdominal no canal inguinal. Ela ocorre geralmente no sexo masculino, fre- quentemente é bilateral e pode ser visível como uma massa no escroto. Para localizar uma hér- nia, deslize o dedo mínimo sobre o canal inguinal externo (na base do escroto) e peça que a crian- ça tussa, se estiver presença de hérnia a ponta do dedo irá levantar. HÉRNIA FEMORAL: ocorre mais frequentemente em meninas, é sentida ou vista como uma peque- na massa na superfície anterior da coxa logo abaixo do ligamento inguinal no canal femoral. Sinta a hérnia colocando o dedo indicador da mão direito sobre o pulso femoral e o dedo mé- dio contra a pele em direção da linha média. O dedo anelar fica sobre o canal femoral, onde ocorre a hérnia. AUSCULTA - Peristalse é o achado mais importante na aus- culta abdominal. Deve ser registrada a frequência de peris talses por minuto. - Podem ser observados também: sopros (vascu- lares - aorta abdominal), borborismos (ruídos hidroaéreos). ÍLEO PARALÍTICO: ausência de sons abdomi- nais HIPERPERISTALSE: excesso de peristaltismo = + de 100/min PERCUSSÃO ACHADOS NORMAIS: - SOM MACIÇO: sobre o lado direito, ao nível do rebordo costal, provindo da presença do fígado - SOM TIMPÂNICO: à esquerda, sobre o estôma- go e, em geral, no restante do abdome Achados anormais: timpanismo exagerado as- semelhando-se a batidas de um tambor, macicez mutável (pode indicar ascite). 8 SINAIS PATOLÓGICOS 1. SINAL DE MURPHY Se positivo é indicativo de colecistite, quando o paciente suspende a inspiração por dor à com- pressão do rebordo costal direito. Motivo: quando palpamos a borda inferior do fíga- do, e o paciente inspira (diafragma contrai e fíga- do desce), há compressão da vesícula. 2. SINAL DE MURPHY O enfermeiro faz uma pu- nho-percussão, com a bor- da ulnar da mão/ punho fe- chado, na região lombar do paciente. Se a manobra evi- denciar sinal de dor aguda, o sinal de Giordano é positi- vo, o que indica grande pro- babilidade doença renal. 2. SINAL DE BLUMBERG Caracterizado por dor à descompressão brusca em qualquer quadrante do ab- dome, indicando sinal de peritonite. DOR ABDOMINAL https://www.slideshare.net/ozimogama/avaliao-clnica-do-abdome-agudo SISTEMA RESPIRATÓRIO - AUSCULTA Ruídos Respiratórios: - Preservados: murmúrios broncovesicular (sime- tria nos segmentos) - reduzidos ou ausente 18 DIVIDIDO EM: 1. Trato Respiratório Superior 2. Trato Respiratório Inferior ANATOMIA PULMÃO Localização: cavidade torácica Divisão: ápice e base / lobos Revestimento: pleura Exame físico: 1. Inspeção: padrão Ventilatório, frequência, ritmo (regular, irregular ou transitório), profundi- dade (superficial ou profunda), qualidade (uso de musculatura acessória) 2. Palpação 3. Percussão 4. Ausculta LOBO SUPERIOR LOBO MÉDIO LOBO INFERIOR LOBO SUPERIOR LOBO INFERIOR ÁPICE BASE Adventícios - Sibilantes: passagem através de estreitamen- tos – constrição e edema - Estertores/Crepitantes: atrito pela passagem ar por fluído/secreção - Roncos: secreção nos brônquios e traquéia - Estridor: obstrução parcial - inspiratório CARACTERÍSTICAS NAS CRIANÇAS SINAIS E SINTOMAS COMUNS: - Febre - Anorexia - Sofrimento respiratório - Cianose - Obstrução/secreção VAS - Tosse - Dor de garganta - Meningismo, etc. 1. INFECÇÃO DE VIAS AÉREAS SUPERIORES 1. INFECÇÃO DE VIAS AÉREAS SUPERIORES 2. BRONQUITES 3. BRONQUIOLITE 4. PNEUMONIAS 19 AVALIAÇÃO DO PADRÃO RESPIRATÓRIO - FR - Ritmo - Profundidade - Sons - Musculatura Acessória - Oximetria - Tosse - O2 - Secreção/Obstrução - Cianose - Medicamentos - Dor diafragmática - Nível de consciência - Linfedenopatia axilar - Expansão pulmonar - Extremidades - Trato Respiratório Superior (até porção superior da tra- quéia) - Trato Respiratório Inferior ETIOLOGIA: viral e/ou bacte- riana, raramente fúngica INFECÇÕES GRAVIDADE: Aguda ou Crônica FATOR DE RISCO: idade, tamanho, resistência, variações sanzonais Resfriados comuns e gripes com incubação média de 4 dias, apresenta cura espontânea. ETIOLOGIA: Maioria viral (VSR, Influenza, Pa- rainfluenza e Adenovírus) SINTOMAS: coriza, obstrução nasal, espirros, irritação conjuntival TRATAMENTO: sintomático - importante moni- torar evolução do quadro Caracteriza- se por quadro inflamatórios e obstrutivos envolvendo laringe/epiglote/ traquéia. ETIOLOGIA: viral SINTOMAS: rouquidão, es- tridor, agitação, dispnéia, esforço ventilatório com musculatura acessória TRATAMENTO: sintomática - inalação (nebulização) de adrenalina, corticotera- pia. Infecção viral aguda a nível bronquiolar. Mais comuns em criança de até 2 anos. ETIOLOGIA: viral (vírus sincicial 80% casos) FISIOPATOLOGIA: inicia com edema bronquio- lar e obstrução alveolar parcial por muco e ex- sudato. Existe progressiva obstrução e atelecta- sias formando enfisemas. TRATAMENTO: sintomático ENFERMAGEM: as- piração, precaução por gotículas, oxige- noterapia, avaliar pa- drão respiratório ALVÉOLO NORMAL PNEUMONIA Inflamação do parênquima pulmonar, geralmente infecci- oso causado por bactérias, vírus, Mycoplasma ou por aspiração. CLASSIFICAÇÃO: - Pneumonia lobar (segmen- tos lobares) - Broncopneumonia (bronquí- olos até lobos) - Pneumonia intersticial (pare- des alveolares) 5. ASMA 6. DERRAME PLEURAL EXAMES RADIOLÓGICOS 20 ETIOLOGIA: - Pneumonia Viral: semelhante a bronquiolite (etiologia e tratamento) - Pneumonia Atípica: causada pelo Mycoplas- ma pneumoniae que é mais comum em crian- ça de 5 a 12 anos, com tratamento sintomát- ico. - Pneumonia Bacteriana: início abrupto e evo- lução progressiva. Streptococcus pneumo- niae, S. aureus, Haemophylus influenza B são os principais agentes etiológicos. TRATAMENTO: antibioticoterapia, oxigeniote- rapia de suporte, hidratação, broncodilatado- res. COMPLICAÇÕES: empiema, piopneumotórax, pneumotórax, hemotórax, derrame pleural ou abcesso pulmonar Distúrbio inflamatório crônico caracterizado por crises reversíveis de broncoespasmo quando a criança/adolescente portador de uma hipereatividade brônquica é exposto a fatores como alérgenos, IVAS, odores forte, fumaça, exercícios f́isicos, mudanças climát- icas ou estresse emocional. ESTÁGIOS: intermitente leve, persistente leve, persistente mo- derada e persistente grave Acúmulo anormal de líquido en- tre os folhetos parietal e visceral das pleuras; ETIOLOGIA: S. pneumoniae, S. aureus e Haemophilus influenza CLASSIFICAÇÃO: transudatos e exsudatos; COMPLICAÇÕES: pneumonia, insuficiência respiratória, qua- dro infeccioso TRATAMENTO: ATB e drenagem DRENAGEM: toracocentese e e drenagem torácica Imagem não exclusiva de bronquiolite, pode- se perceber: atelectasia, hiperinsuflação, opa- cidade em torno do hilo pulmonar e espassa- mento peribrônquico Quando bacteriana: foco de consolidação SISTEMA CARDIOVASCULAR21 Raio-X Hemotórax Raio-X Pneumotórax Raio-X Asma ANATOMIA Localiza-se atrás do esterno, à esquerda, en- volto pelo pericárdio. É composto por 4 câme- ras - 2 átrios e 2 ventrículos - e 4 válvulas - tricúspide, aórtica, pulmonar e mitral. ÁTRIOS: são reservatórios de sangue durante a contração ventricular (sístole) e como bom- bas durante o relaxamente ventricular (diásto- le). O átrio direito e esquerdo são separados pelo septo atrial. VENTRÍCULOS: o ventrículo esquerdo impulsi- ona, através da aorta, o sangue para o corpo. Já o ventrículo direito envia o sangue para o pulmão. Os ventrículos estão divididos pelo septo interventricular. TRICÚSPIDE AÓRTICA PULMONAR MITRAL Tricúspide e mitral: válvulas atrio-ventriculares Aórtica e pulmonar: válvulas semilunares CORAÇÃO FETAL 22 VÁLVULA MITRAL E TRICÚSPIDE São unidirecionais Compostas por: - Músculos papilares - Cordas tendíneas Prolapso de válvula: dege- neração da corda tendí- nea ARCO AÓRTICO: VEIAS: vaso que traz sangue ao coração ARTÉRIA: vaso que leva sangue ao coração ENDOTÉLIO: tecido comum a todos os vasos - capilares somente tem endotélio para facili- dar a hematose FORAME OVAL: comu- nicação entre o átrio esquerdo e direito CANAL ARTERIAL: ducto entre aorta e ar- téria pulmonar - passa- gem de sangue rico em O2 da artéria pul- monar para a aorta DUCTO VENOSO: estabelece ligação entre a veia cava inferior e a veia porta esquerda. CIRCULAÇÃO FETAL: atra- vés do cordão umbilical que consiste em 2 artérias e 1 veia. 1. COMUNICAÇÃO INTERATRIAL (CIA) 23 EXAME FÍSICO INSPEÇÃO: presença de turgor venoso (jugu- lar), musculatura geral, alterações do tórax, alte- ração da frequência respiratória, visualização do ictus cordis, etc. PALPAÇÃO: - Perfusão periférica: temperatira, palidez, aspecto da pele, cianose, temperatura, eritrocianose capila- res arteriais e venosos), enchimen- to capilar - Pulso: simetria, amplitude - Pressão Arterial - CUIDAR tama- nho: entre acrômio e olécrano – 40% da circunferência do bra- ço AUSCULTA: FOCOS DA AUSCULTA Foco ou área mitral: 4º (RN, lactentes e pré-escolares) ou 5º (escolares e ado- lescentes) espaço intercostal à E Foco ou área pulmonar: 2º EIE Foco ou área aórtica: 2º espaço inter- c o s t a l à d i r e i t a ( E I D ) Foco ou área tricúspide: base do apê- ndice xifoide 1ª bulha: início da sístole ventricular 2ª bulha: início da diástole ventricular 3ª bulha: enchimento ventricular rápido 4ª bulha: contração atrial FREQUÊNCIA CARDÍACA RN: 130 - 160 bpm 1º ano: 120 - 140 bpm 2º ano: 110 -130 bpm 3 à 5 anos: 100 - 120 bpm 6 à 11 anos: 70 - 110 bpm CARDIOPATIAS PEDIÁTRICAS ETIOLOGIA: - Familiares hereditárias - Infecciosas (caxumba, Epstein-Barr, vari- cela, difteria, leptospirose, doença de Cha- gas, toxoplasmose, rubéola, etc.) - Metabólicas, nutricionais, endócrinas (hi- po e hipertireoidismo) - Doença do tecido conectivo (artrite reu- matóide) - Medicações-toxinas (Doxorrubicina, irra- diação) - Artériascoronárias(Kawasaki) - Idiopática Defeitos estrututurais e/ou funcionais que ocorrem no coração Quando existe um orifício entre os dois átrios CLASSIFICAÇÃO: acianótica FISIOPATOLOGIA O sangue oxigenado que está no átrio esquer- do passa para o átrio direito, misturando o sangue rico em oxigênio com o sangue pobre em oxigênio que irá para os pulmões. Com isto existe um aumento na quantidade de san- gue (hiperfluxo) para os pulmões. CARDIOPATIAS CIANÓTICAS ACIANÓTICAS LOCALIZAÇÃO Pode ocorrer em diver- sos locais em relação ao átrio, como no ostium secundum, seio venoso, etc.- NÃO determina gra- vidade TRATAMENTO Cirúrgico - dependerá do tamanho, localiza- ção e repercussão he- modinâmica pulmonar 2. COMUNICAÇÃO INTERVENTRICULAR (CIV) 3. PERSISTÊNCIA DO CANAL ARTERIAL (PCA) 4. COARCTAÇÃO DE AORTA 5. TRETALOGIA DE FALLOT 24 Quando existe um orifício entre os dois ventrícu- los - cardiopatia + comum CLASSIFICAÇÃO: acianótica FISIOPATOLOGIA O sangue oxigenado que está no ventrículo esquerdo passa para o ventrículo direi- to, misturando o sangue rico em O2 com o sangue pobre em O2 que irá para os pulmões. Com isto exis- te um aumento na quantida- de de sangue (hiperfluxo) para os pulmões. LOCALIZAÇÃO Pode ocorrer em diversos locais em relação ao ventrículo, como perimembranosa, muscular, etc.- NÃO determina gravidade TRATAMENTO - Cirúrgico - dependerá do tamanho, localização e repercussão hemodinâmica pulmonar - Acompanhamento para fechamento espontâ- neo Comunicação entre a aorta e a artéria pulmonar e, usualmente encontra-se à esquerda e é único. CLASSIFICAÇÃO: acianótica FISIOPATOLOGIA A presença de um PCA pode ser danosa devido ao excessivo fluxo de sangue para os pulmões e, conse- quentemente, leva a sobre- carga de sangue ao cora- ção. Pode levar a um qua- dro de ICC. TRATAMENTO - Cirúrgico - cateterismo - Medicamentoso - ibuprofeno Estreitamento da aorta em sua porção torácica descendente CLASSIFICAÇÃO: acianótica FISIOPATOLOGIA Ocorre dificuldade de passa- gem do sangue por este es- treitamento, causando au- mento da pressão nas artér- ias do cérebro e braços e diminuição da pressão nas víceras e pernas. TRATAMENTO - Cirúrgico RN: a presença de Coarctação de Aorta pode ser danosa devido ao baixo fluxo de sangue para os órgãos abdominais e membro inferio- res. MAL-FORMAÇÕES CIV Dextroposição da aorta Obstrução ventrículo direito Hipertrofia ventrículo direito FISIOPATOLOGIA O sangue pobre em oxigênio não consegue atingir os pulmões em quantidade suficiente para retornar oxigenado para o coração esquer- do. Assim, ainda na infância as crianças apre- sentam-se com cianose. Isto reflete uma quan- tidade menor de oxigênio no sangue. TRATAMENTO - Cirúrgico: paliativa ou corretiva 6. TRONCO ARTERIOSO COMUM 7. DRENAGEM ANÔMALA TOTAL DAS VEIAS PULMONARES 8. TRANSPOSIÇÃO DOS GRANDES VASOS DA BASE SISTEMA NEUROLÓGICO 25 Caracteriza-se por ha- ver somente um vaso de saída do coração. FISIOPATOLOGIA TRATAMENTO Os 2 ventrículos bom- beiam sangue rico e pobre em O2 para a mesma artéria, causan- do cianose. Cirúrgico: fechamento da anomalia do sep- toventricular, de modo que o tronco arte- rioso receba o fluxo de saída do ventrículo esquerdo, retirada das artérias pulmona- res da aorta e conexão delas ao ventrículo direito através de um homoenxerto. Obstrução do fluxo venoso pulmonar. FISIOPATOLOGIA As quatro veias pulmonares que trazem o san- gue dos pulmões para o coração, não se co- nectam ao coração, especificamente no átrio esquerdo, onde normalmente as veias pulmo- nares devem estar conectadas. TRATAMENTO - Cirúrgico Ocorre quando a aorta se origina diretamente do ventrículo direito e a artéria pulmonar do ven- trículo esquerdo, resul- tando em circulações pulmonares e sistêmicas paralelas independentes. Após retornar para o coração direito, o sangue venoso sistêmico dessaturado é bombeado para a circulação sistêmica sem ter sido oxige- nado nos pulmões. O sangue oxigenado entra no coração esquerdo e volta para os pulmões, em vez de ir para as outras partes do corpo. FISIOPATOLOGIA TRATAMENTO Vida só é viável se existir persistência do ca- nal arterial ou se houver CIV. - Correção cirúrgica SNC Dividido em 2 hemisférios: ESQUERDO e DIREITO LÓBULOS 1. FRONTAL: comportamento e motor 2. PARIETAL: percepção sensitiva 3. OCCIPITAL: visão 4. TEMPORAL: audição CEREBELO: equilíbrio , tônus muscular, movi- mento de músculos estriados TRONCO CEREBRAL: passa impulsos nervosos da medula para encéfalo e vice-versa, respiração FORMADO POR: mesencéfalo, ponte e bulbo -Principais patologias ocorrem no lobo frontal responsável pela cognição, comportamento e afeto DECORTICAÇÃO: disfunção severa no CÓRTEX cerebral - desempenha um papel central em fun- ções complexas do cérebro como na memória, atenção, consciência, linguagem, percepção e pensamento SINAIS CLÍNICOS: a parte superior do braço é mantido junto ao lado do corpo, enquanto coto- velos, punhos e dedos ficam flexionados. Pernas esticadas e em rotação interna. 36 DESCEREBRAÇÃO: disfunção no TRONCO CE- REBRAL SINAIS CLÍNICOS: membros inferiores RÍGIDOS, retos. Membros superiores com MÃOS FLETI- DAS, porém estendidas ao longo do corpo. SINAIS DE DISTÚRBIOS NEUROLÓGICOS 1º TRIMESTRE: - Olhar APAGADO, POUCO INTERESSE pelo am- biente; - HIPOTONIA DA CABEÇA (não sustenta a cabe- ça); - Ausência de CONCORDÂNCIA ENTRE QUALI- DADE PSICOATIVA e EVOLUÇÃO MOTORA; - AUSENCIA DE SORRISO SOCIAL/OU POBRE; - IRRITABILIDADE. 1º TRIMESTRE: - Olhar APAGADO, POUCO INTERESSE pelo am- biente; - HIPOTONIA DA CABEÇA (não sustenta a cabe- ça); - Ausência de CONCORDÂNCIA ENTRE QUALI- DADE PSICOATIVA e EVOLUÇÃO MOTORA; - AUSENCIA DE SORRISO SOCIAL/OU POBRE; - IRRITABILIDADE. 2º TRIMESTRE: - HIPOTONIA DO TRONCO, SEM SUSTENTAR A CABEÇA; - HIPOTONIA de membros, PÉS EQUINOS, MÃOS FECHADAS, tendência de ENTRECRU- ZAR os MEMBROS INFERIORES = DECORTI- CAÇÃO! - OLHAR POBRE, sorriso pobre; - ÂNGULO POPLÍTIO EM 90º Postura de Opistótono: característica de pro- blema neurológico - efeito extrapiramidal pro- vocado pelo espasmo dos músculos axiais ao longo da coluna 3º TRIMESTRE: - HIPO e/ou HIPERTONIA; - NÃO SENTA SEM APOIO; - INDIFERENÇA a pessoas ESTRANHAS 4º TRIMESTRE: - NÃO FICA EM PÉ (ORTOSTÁTICA); - NÃO INTERAGE COM O MEIO (gestos, pala- vras). FINALIDADE DO EXAME NEUROLÓGICO: Loca- lizar ou identificar a região do SNC onde se origi- nam os SINTOMAS. EXAME NEUROLÓGICO 1. ESCALA DE GLASGOW: avalia o nível de cons- ciência AVALIAR: abertura ocular, resposta verbal e res posta motora 2. CRÂNIO Pontuação de 7 ou ABAIXO: Considerado COMA. Pontuação de 7 a 15: NORMALIDADE. Pontuação MÁXIMA: 15 (CRIANÇA normal) - Simetria - Fontanelas: normotensa, deprimida, abaulada, se há ou não pulsação - Saliências ou afundamen- tos NORMAL: crânio simétri- co, sem partes moles ou edema 37 2. PELE - Procurar achados neuro- cutâneos: manchas café com leite, hemangiomas, áreas sem pigmento, cur- vatura da coluna. 3. PARES CRANIANOS 4. REFLEXOS HIDROCEFALIA Acúmulo de líquor na cavidade cefalo- raquidiana TIPOS: 1. Secreção excessiva 2. Comunicante: o fluxo de líquido cerebroespi- nhal é bloqueado depois de sair dos ventrículos. Essa for- ma de hidrocefalia é chamada comunican- te porque o líquido cerebroespinhal ainda pode fluir entre os ventrículos, o quais permanecem abertos 3. Não-comunicante: ocorre quando o fluxo de fluido cerebroespinhal é bloqueado em uma ou mais das passagens estreitas que conectam os ventrículos. CAUSAS: 1. Primária: ocorre na 1ª trimestre de gesta- ção 2. Secundária: 3º trimestre até 1º ano de vida FATORES Lesão pré-estrutural prévia Época da instalação do problema SINAIS E SINTOMAS - Fontanela abaulada - Cabeça grande - Sinal de macewen - Olhos deprimidos e sinal de “sol poente” (esclera acia da íris é visível) TRATAMENTO CUIDADOS NO PO: - não haver pressão sob o shunt - 72h SEM colocar cabeça para o lado operado - NÃO sedar - Curativo exclusivo do cirurgião 38 CONVULSÕES Repolarização e despo- larização desorganizada Pode ser: generalizada ou parcial/focal ETIOLOGIA: hipertermia, tumores, medicações, es- tresse, enxaqueca, etc. Depois da crise = ICTUS CONVULSIVO: obunubila- ção, cansado, desorienta- do DOENÇAS INFECTO-CONTAGIOSAS PRECAUÇÕES FÍSICAS 1. PRECAUÇÃO DE CONTATO + comum: maioria dos vírus e bactérias - Ocorre por contato direto no paciente ou indi- reto (objetos contaminados) 2. PRECAUÇÃO POR GOTÍCULAS - Partículas pequenas (<5um), duram pouco tem- po no ambiente e não saem do local de origem. 3. PRECAUÇÃO POR AEROSSOIS - Partículas grandes, que duram muito tempo no ambiente e podem se mover do local de ori- gem 9 BRONQUIOLITE CONCEITO: doença viral que acomente, principal- mente crianças até os 2 anos de idade, que prova- ca inflamação na parte terminal dos bronquíolos. AGENTE ETIOLÓGICO: vírus, principalmente ví- rus sincicial. FORMA DE TRANSMISSÃO: por gotículas (tosse, espirro e fala) FATORES DE RISCO: idade (<2 anos) SINTOMAS: cianose, dificuldade respiratória, tosse, fadiga, febre, retração torácica, taquip- neia, presença de secreção. TRATAMENTO: sem tratamento específico. Somente trata-se sintomas (aspirar, nebulizar e broncodilatar). PREVENÇÃO: manter hábitos de higiene. HIV/AIDS CONCEITO: síndrome da imunodeficiência adquirida. AGENTE ETIOLÓGICO: vírus FORMA DE TRANSMISSÃO: sangue, trans- missão vertical, esperma e secreção vaginal SINTOMAS: primeiros sintomas são fraqueza, febre, emagrecimento, diarréia prolongada sem causa aparente. Na criança que nasce infectada, os efeitos mais comuns são proble- mas nos pulmões, diarréia e dificuldades no desenvolvimento. Fase sintomática inicial da Aids: candidíase oral, sensação constante de cansaço, apareci- mento de gânglios nas axilas, virilhas e pesco- ço, diarréia, febre, fraqueza orgânica, transpi- rações noturnas e perda de peso superior a 10%. TRATAMENTO: anti retrovirais. PREVENÇÃO: realização do pré-natal. CANDIDÍASE 10 CONCEITO: micose que atinge a superfície cutâ- nea e mucosas. AGENTE ETIOLÓGICO: Candida albicans (fungo) FORMA DE TRANSMIS- SÃO: contato FATORES DE RISCO: uso de antibiótico, uso de rou- pas úmidas SINTOMAS: coceira, dor e vermelhidão na área vaginal, corrimento vaginal branco e agrupado. Relações sexuais dolorosas. TRATAMENTO: ORAL: Nistatina ESOFAGITE: Fluconazol ou anfotericina B; VULVO-VAGINAL: Isoconazol. PREVENÇÃO: manter pele limpa e seca COQUELUCHE CONCEITO: doença que compromete o aparelho respiratório, paroxismos de tosse seca. 3 fases sucessivas: Ca- tarral, paroxística e de convalescença. AGENTE ETIOLÓGICO: bacteriana (Bordetella pertussis) FORMA DE TRANSMISSÃO: por gotículas (tosse, espirro e fala) FATORES DE RISCO: não ter as 3 doses vacina SINTOMAS: ESTÁGIO 1: Espirros e corrimento nasal, tosse., olhos lacrimejando, febre baixa. Sintomas podem durar até duas semanas. ESTÁGIO 2: tosse passa a ser severa e descon- trolada, a ponto de não haver respiração. ESTÁGIO 3: tosse pode ficar mais ruidosa. Crises de tosse podem acontecer em episódios isolados TRATAMENTO: antibioticoterapia. PREVENÇÃO: vacinação. DIARREIAS AGUDAS CONCEITO: aumento no número de evacuações, com fezes aquosas, com freqüência acompanhada de vômitos, febre e dor ab- dominal. AGENTE ETIOLÓGICO: bactérias, vírus e parasitas FORMA DE TRANSMIS- SÃO: depende do agente vaginal, corrimento vaginal branco e agrupado. Relações sexuais dolorosas. SINTOMAS: aumento do número de evacua- ções, com fezes aquosas ou de pouca consis- tência, com ou sem presença de muco e san- gue, náusea, vômito, febre e dor abdominal. TRATAMENTO: doença auto-limitada, realizar hidratação oral. FEBRE AMARELA CONCEITO: doença febril agu- da, de curta duração e gravida- de variável. AGENTE ETIOLÓGICO: vírus FORMA DE TRANSMISSÃO: picada da fêmea Aedes aegyp- ti (em áreas urbanas) e Haema- gogus (em áreas rurais) FATORES DE RISCO: não ser vacinado ou não ter entrado em contato com a febre amarela SINTOMAS: febre, dores musculares em todo o corpo, dor de cabeça, perda de apetite, náu- seas, fotofobia, fadiga e fraqueza. TRATAMENTO: apenas sintomático.PREVENÇÃO: vacinação. 11 GIARDÍASE CONCEITO: infecção que atinge principalmente a parte superior do intestino delgado AGENTE ETIOLÓGICO: protozoário FORMA DE TRANSMISSÃO: fecal-oral FATORES DE RISCO: crianças, falta de sa- neamento básico SINTOMAS: diarreia aquosa, às vezes com mau cheiro, que podem se alternar com fe- zes moles e gordurosas, fadiga, mal-estar, cólicas abdominais e inchaço, náuseas e per- da de peso TRATAMENTO: secnidazol, inidazol, metroni- dazol. PREVENÇÃO: saneamento básico HEPATITE A CONCEITO: doença aguda de manifesta- ções variadas, que pode se assemelhar a uma síndrome gripal. AGENTE ETIOLÓGICO: vírus da hepatite A FORMA DE TRANSMISSÃO: fecal-oral, pelo contato de água e alimentos contaminados FATORES DE RISCO: falta de saneamento básico, comer alimentos contaminados, etc SINTOMAS: fadiga, náusea, vômitos, dor ou desconforto abdominal, especialmente na área próxima ao fígado, perda de apetite, fe- bre baixa, urina escura, dor muscular, amare- lamento da pele e olhos (icterícia). TRATAMENTO: auto-limitada HEPATITE B CONCEITO: doença viral que cursa de forma assin- tomática ou sintomática. AGENTE ETIOLÓGICO: HBV FORMA DE TRANSMIS- SÃO: sangue, via sexual, etc. FATORES DE RISCO: relações sexuais des- protegida, compartilhamento de seringa, ter outra IST SINTOMAS: dor abdominal, urina escura, fe- bre, dor nas articulações, perda de apetite, náusea, vômitos, fraqueza, fadiga e icterícia. TRATAMENTO: sem tratamento PREVENÇÃO: vacinação HEPATITE C CONCEITO: doença viral que cursa de forma assinto- mática ou sintomática. AGENTE ETIOLÓGICO: HCV FORMA DE TRANSMISSÃO: via parenteral FATORES DE RISCO: diálise renal por logo período, profissionais da área da saúde, rans- fusão de sangue, etc. SINTOMAS: dor abdominal, Inchaço abdomi- nal, sangramento no esôfago ou no estôma- go, urina escura, fadiga, febre, coceira, icterí- cia, perda de apetite, náusea e vômitos. TRATAMENTO: repouso relativo, dieta pobre em gordura e rica em carboidratos. O trata- mento depende do grau de comprometimen- to hepático. HERPES SIMPLES CONCEITO: lesões na mu- cosa oral e/ou genital. AGENTE ETIOLÓGICO: ví- rus HSV tipo 1 e 2 FORMA DE TRANSMIS- SÃO: contato direto SINTOMAS: pequenas bolhas, aftas ou úlce- ras geralmente na boca, nos lábios, nas gen- givas ou nos genitais, nódulos linfáticos au- mentados no pescoço ou na virilha e febre no período inicial. TRATAMENTO: aciclovir, valaciclovir, famci- clovir. 12 MENINGITES CONCEITO: inflamação nas membranas que en- volvem o encéfalo HAEMOPHILUS INFLUENZAE TUBERCULOSA TRANSMISSÃO: contato através da via respirató- ria MENINGITE TUBERCULOSA - complicação da tuberculose SINTOMAS: Estágio I - duração de 1 a 2 semanas, caracteri- zando-se pela inespecificidade dos sintomas, po- dendo ocorrer febre, mialgias, sonolência, apatia, irritabilidade, cefaleia, anorexia, vomitos, dor ab- dominal e mudanças súbitas do humor. Estágio II - persistência dos sintomas sistêmicos e pelo surgimento de evidências de dano cere- bral, com tremores periféricos, distúrbios da fala, trejeitos e movimentos atetoides. Estágio III ou período terminal - surge o déficit neurológico focal, rigidez de nuca, alterações do ritmo cardíaco e da respiração e graus variados de perturbação da consciência, incluindo o coma. MONONUCLEOSE CONCEITO: síndrome infecciosa que acomete, principalmente, indivíduos entre 15 e 25 anos. AGENTE ETIOLÓGICO: vírus Epstein-Barr FORMA DE TRANSMISSÃO: con- tato de secreções orais SINTOMAS: fadiga, mal-estar, dor de garganta, inflamação de garganta que não melhora com o uso de antibióticos, febre, inchaço dos gânglios linfáticos no pes- coço e axilas, amígdalas inchadas, dor de cabeça, erupção cutânea, baço e fígado sua- vemente inchados. TRATAMENTO: coritcoterapia 13 POLIOMELITE CONCEITO: doença viral aguda, caracteriza- da por um quadro de paralisia flácida de iní- cio súbito. AGENTE ETIOLÓGICO: poliovírus FORMA DE TRANSMISSÃO: fecal-oral,oral- oral FATORES DE RISCO: falta de imunização SINTOMAS: febre, garganta inflamada, dor de cabeça, vômitos, fadiga, rigidez muscular, dor de garganta, meningite. Em casos raros, a infecção pelo poliovírus leva à poliomielite paralítica, a forma mais grave da doença. TRATAMENTO: sem tratamento PREVENÇÃO: vacinação RUBÉOLA SÍNDROME DA RUBÉOLA CONCEITO: doença exante- mática viral aguda, caracteri- zada por febre baixa e exan- tema maculopapular. AGENTE ETIOLÓGICO: ví- rus RNA FORMA DE TRANSMIS- SÃO: direto - contato com secreções SINTOMAS: erupções vermelhas pela pele, que aparecem primeiramente no rosto e de- pois vão se espalhando pelo tronco, braços e pernas. TRATAMENTO: sem tratamento PREVENÇÃO: vacinação SARAMPO CONCEITO: Doença infecciosa aguda, de natureza viral, trans- missível e extremamente contagiosa. AGENTE ETIOLÓGICO: vírus do sarampo FORMA DE TRANSMISSÃO: direta, através das secreções SINTOMAS: febre, tosse per- sistente, conjuntivite e coriza. Após estes sintomas, geralmente há o apareci- mento de manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com dura- ção mínima de três dias TRATAMENTO: somente sintomático PREVENÇÃO: vacinação EMERGÊNCIAS PEDIÁTRICAS 1. CHOQUE ETAPAS DO CHOQUE: 1.1. CHOQUE COMPENSADO: função orgânica vital é mantida pelos mecanismos compensató- rios intrínsecos; o fluxo sanguíneo é normal ou aumentado, mas geralmente desigual ou mal dis- tribuído na microcirculação. SINAIS: apreensão, irritabilidade, taquicar- dia inexplicável, PA normal, pulso estreito, sede, palidez, débito urinário baixo, diminuição da per- fusão nas extremidades. 1.2. CHOQUE NÃO-COMPENSADO: eficiência do sistema cardiovascular diminui, até que a per- fusão na microcirculação se torne mínima. 14 VARICELA CONCEITO: Infecção viral primária, aguda, altamente contagiosa, caracterizada por surgimento de exantema de aspecto maculo-papular. AGENTE ETIOLÓGICO: vari- cella-zoster FORMA DE TRANSMISSÃO: direto - contato com secreções SINTOMAS: febre, surgimento de bolhas averme- lhadas na pele espalhadas por todo o corpo, co- ceira, mal-estar, perda de apetite, dor de cabeça, dor de barriga. TRATAMENTO: sem tratamento PREVENÇÃO: vacinação TUBERCULOSE CONCEITO: infecção que atinge principalmente os pul- mões AGENTE ETIOLÓGICO: M. tuberculosis FORMA DE TRANSMISSÃO: de pessoa para pessoa atra- vés do ar SINTOMAS: tosse seca, com presença de secreção, com pus ou sangue TRATAMENTO: antibiótico PREVENÇÃO: vacinação SÍNDROME CONJUNTO DE SINAIS E SINTOMAS BOMBA NÃO FUNCIONANTE Aporte sanguíneo inadequado (circulação) Morte do tecido hipotensão, hipoxia tecidual e acidose metabólica SINAIS: confusão ou sonolência, taquipnei- co, com acidose metabólica moderada, oli- gúria, extremidades frias e pálidas, diminui- ção do turgor cutâneo e enchimento capilar deficiente. 1.3. CHOQUE IRREVERSÍVEL: há lesão irreversível aos órgãos vitais, ou seja, mes- mo que seja retomada a função cardíaca haverá óbito. SINAIS: pulso pode estar filiforme e fraco, haverá hipotensão, apneia, anúria e torpor ou coma. 1. CHOQUE HIPOVOLÊMICO 2. CHOQUE DISTRIBUTIVO 3. CHOQUE CARDIOGÊNICO 2. DESIDRATAÇÃO TIPOS DE DESIDRATAÇÃO 15 TIPOS DE CHOQUE Ocasionada por trauma ou desi- dratação - há redução do comparti- mento vascular VOLUME = QTD. SANGUE CIRCULANTE VOLUME = APORTE O2 VOLUME = cianose, taquipneia e taquicardia Quando volume sanguíneo é deslocado de for- ma anormal do sistema vascular, como quan- do há acúmulo nos vasos periféricos. Ocorre por diversos mecanismos que geram vasodila- tação que pode ocorrer por choque séptico, neurogênico ou anafilático. Diminuição do débito cardíaco. Ocorremais frequentemente após cirurgia por doença cardí- aca congênita, insuficiencia pri- maria de bombeamento (mio- cardite, trauma miocárdico, ICC) ou arritmias. Distúrbio comum dos líquidos corporais em lac- tentes e crianças e ocorre toda vez que a elimi- nação total de líquidos ultrapassa a sua inges- tão total, independente da causa subjacente. PERDAS URINÁRIAS FECAIS INSENSÍVEIS: 2/3 ocorre pela pele e 1/3 pela respiração FISIOLOGIA DA DESIDRATAÇÃO DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA NO MEIO INTRA E EXTRACELULAR TRANSPORTE ATIVO O Na+ determina a quantidade de soluto do LEC A depleção de sódio ocorre por perdas e sua en- trada no compartimento do LIC para substituir o potássio a fim de manter o equilíbrio elétrico. ISOTÔNICOHIPERTÔNICO HIPOTÔNICO 80% CASOS Forma + comum Etiologia: diarreia e vômitos 6% CASOS Etiologia: diabe- tes e uso de diuréticos 14% CASOS + grave Etiologia: diar- reia e vômitos + PERDA DE ELETRÓLITOS + PERDA DE ÁGUA CHOQUE HI- POVOLÊMICO SINAIS E SINTOMAS SOLUÇÕES PARA REPOSIÇÃO VOLÊMICA 3. DIABETES EM CRIANÇAS COMPLICAÇÕES: - Microangiopatia, nefropatia, retinopatia e neuro- patia SINTOMAS: 16 CUIDADOS DE ENFERMAGEM - Urina: avaliar frequência, volume, coloração e densidade; Fezes – avaliar frequência, volu- me e consistência; - Vômitos: avaliar volume, frequencia e tipo; Sudorese – estimada através da troca de rou- pas e lençois. - Sinais vitais: temperatura, pulso (taquicárdi- co), respiração (taquipneia), PA (hipotensão); - Pele: avaliar coloração, temperatura, turgor, presença ou ausência de edema e enchimen- to capilar; - Mucosas: avaliar umidade, coloração, pre- sença e consistência das secreções; - Peso: diminuído em relação ao grau de desi- dratação; - Fontanelas: deprimida, mole, normal; - Alterações sensoriais: presença de sede. COLÓIDES CRISTALÓIDES Soluções de alto peso molecular capazes de exercer pressão oncó- tica Soluções iônicas isotô- nicas ou hipertônicas Albumina, dextrana, gelatinas e amido hi- droxietílico SF 0,9% e Ringer lac- tato (isotônicas) CRIANÇAS = + comum DM tipo I TRATAMENTO: exercício físico, alimentação e insulinoterapia 4. CRISE CONVULSIVA 4.1. GENERALIZADAS: quando há perda de consciência - Tônicas: corpo endurece e olhar voltado para cima - Clônicas: membros balançando - - - - - - Tônico-clônica: membros endurecidos balan- çando - Mioclônicas: contração muscular tônica e bre- ve - Crise de ausência 4.2. PARCIAIS: quando não há perda de consci- ência - Simples: desvio da comissura labial - Complexa: começa com simples e segue para o resto do corpo 5. FEBRE TIPOS DE FEBRE: 1. Contínua: indicativo de infecção bacteriana 2. Intermitente: indicativo de infecção viral 3. Noturna: presente em doenças específicas, como TB 17 Distúrbio da função cerebral resultante de des- carga elétrica anormal no cérebro, que pode cau- sar perda da consciência, movimentos corporais descontrolados, alterações dos comportamentos e da sensibilidade e no sistema autônomo. FISIOPATOLOGIA E TRATAMENTO Neurônios excessivamente ativos e hipersensí- veis - localização da células anormais determina as manifestações; MEDICAÇÕES - Fenobarbital, fenitoína, diazepam, carbamaze- pina TIPOS DE CRISES CONVULSIVAS Geração de protaglandinas que agem no hipotálamo anterior FEBRE RUPTURA DO PONTO DE AJUSTE DA TEMPERATURA