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Direitos reais sobre coisa alheia 2016.1

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UNINASSAU
DISCIPLINA: DIREITOS REAIS
TEMA: DIREITOS REAIS SOBRE A COISA ALHEIA
SUPERFÍCIE
CONCEITO: Trata-se de direito real de fruição ou gozo sobre coisa alheia, de origem romana, pelo qual o proprietário concede a outrem o direito de construir ou plantar em seu terreno, por tempo determinado, mediante escritura pública devidamente registrada no Cartório de Registro de Imóveis (CC, art. 1369). Não autoriza obras no subsolo, só se inerente ao objeto da concessão.
OBS: O CC/02 aboliu a enfiteuse, substituindo-a pelo direito de superfície gratuito ou oneroso. (CC, art. 1370). Contribuição chamada de solarium ou canon superficiário.
DIREITOS DO SUPERFICIÁRIO: construir e/ou plantar, responde pelos encargos e tributos que incidirem sobre o imóvel. (CC, art. 1371).
DIREITO DO PROPRIETÁRIO OU FUNDIEIRO: receber a coisa ou plantação com a obra ou plantação. (CC art. 1375)
OBS: Poderá extinguir a concessão se o superficiário der ao terreno destinação diversa daquela para qual foi concedida (CC, art. 1374) 
CARACTERÍSTICAS: o direito de superfície pode transferir-se a terceiros, e, por morte do superficiário, aos seus herdeiros; não pode ser estipulado pelo concedente, a nenhum título, qualquer pagamento pela transferência (CC, art. 1372 e § único); em caso de alienação do imóvel ou do direito de superfície, o superficiário ou proprietário, em igualdade de condições, tem direito de preferência (CC, art. 1373); se houver desapropriação, a indenização cabe ao proprietário e ao superficiário, no valor correspondente ao direito real de cada um (CC, art. 1376)
EXTINÇÃO DA CONCESSÃO: extinta a concessão o proprietário passará a ter a propriedade plena sobre o terreno, construção ou plantação, independentemente de indenização, se as partes não houverem estipulado o contrário. 
SERVIDÕES
CONCEITO: Restrição imposta a um imóvel, para uso e utilidade de outro pertencente a dono diverso. Trata-se de direito real instituído em favor de um prédio(dominante) sobre outro(serviente) pertencente a dono diverso (CC, art. 1378)
CARACTERÍSTICAS: relação entre dois prédios distintos; os prédios devem pertencer a donos distintos; serve a coisa e não ao dono; não se presume; direito real, acessório, de duração indefinida e indivisível; inalienável.
CLASSIFICAÇÃO
QUANTO AO MODO DE EXERCÍCIO: contínua (exercida independente da ação humana, aquedutos) e descontínua (intermitente, necessita da ação humana, como trânsito e retirada de água).
QUANTO À EXTERIORIZAÇÃO: aparente (se manifesta por obras exteriores, visíveis como a passagem, aqueduto) e não aparentes (não construir a certa altura ou em determinado lugar).
Podem ser: contínuas e aparentes (aquedutos); contínuas e não aparentes (não construir a certa altura); descontínuas e aparentes (passagem por caminho demarcado); descontínuas e não aparentes (retirada de água sem caminho visível).
MODOS DE CONSTITUIÇÃO: 
ATO HUMANO: negócio jurídico; sentença; usucapião e destinação do proprietário.
FATO HUMANO: servidão de trânsito. (Súmula 415 STF)
AÇÕES QUE PROTEGEM AS SERVIDÕES: confessória; negatória; manutenção e reintegração de posse; usucapião.
EXTINÇÃO: (CC, art. 1388 a 1389) Renúncia; cessação, para o prédio dominante, da utilidade que determinou a constituição da servidão; pelo resgate; pela confusão; pela supressão das respectivas obras; pelo não uso durante dez anos contínuos. 
DIREITOS DE FRUIÇÃO
USUFRUTO
CONCEITO: É direito real de fruir as utilidades e frutos de uma coisa, enquanto temporariamente destacados da propriedade. Alguns dos poderes inerentes ao domínio são transferidos ao usufrutuário (utilizar e fruir), que passa a ter, assim, direito de uso e gozo sobre coisa alheia. O proprietário, chamado de nu-proprietário permanece com os direitos de dispor e reivindicar a coisa.
CARACTERÍSTICAS: temporário; em regra gratuito; é direito real sobre coisa alheia; é inalienável, permitindo-se, porém, a cessão de seu exercício (CC, art. 1393). Podendo ser cedido o exercício poderá, assim, sofrer penhora, nos termos do CPC, art. 717.
OBS: pode ser alienado ao nu-proprietário, quando pela consolidação extingue-se o usufruto.
Se for dívida do nu-proprietário pode ser alienado e penhorado, tendo que ser respeitado o usufruto que só se extinguirá por uma das causas do art. 1410 do CC.
CONSTITUIÇÃO: por determinação legal (direito de família, em favor de certas pessoas); por ato de vontade (contrato ou testamento); pela usucapião (ordinária ou extraordinária).
OBJETO: Podem ser objeto de usufruto um ou mais bens, móveis ou imóveis, um patrimônio inteiro ou parte deste (CC, art. 1390).
- Para os imóveis tem que ter o registro CRI.
- Quase-usufruto ou usufruto impróprio (CC, art. § 1°) o usufrutuário fica obrigado a restituir coisa equivalente.
ESPÉCIES:
 Quanto à origem: legal e convencional;Quanto à duração: temporário e vitalício;Quanto ao seu objeto: próprio e impróprio;Quanto à sua extensão: universal e particular; Quanto aos titulares: simultâneo e sucessivo.
DIREITOS DO USUFRUTUÁRIO (CC, art. 1394 a 1399): Posse, uso, administração e percepção dos frutos.
USUFRUTO DE TÍTULO DE CRÉDITO (CC, art. 1395)
USUFRUTO DE REBANHO (CC, 1397)
USUFRUTO DE FLORESTAS E MINAS (CC, art. 1392, § 2°)
USUFRUTO SOBRE UNIVERSALIDADE OU QUOTA-PARTE (CC, art. 1392, §3°) 
DEVERES DO USUFRUTUÁRIO (CC, 1400 a 1409)
Obrigações anteriores ao usufruto: I - inventariar a sua custa os bens que receber, determinando o estado em que se acham; II – dar caução de lhes velar pela conservação ou entregá-los findo o usufruto (CC, art. 1400)
Obrigações simultâneas ao usufruto: I – conservar a coisa; II – fazer as reparações ordinárias; III – pagar certas contribuições (CC, art.1403 e 1404)
Obrigações posteriores ao usufruto: restituir a coisa usufruída.
EXTINÇÃO: renúncia ou desistência; morte do usufrutuário; advento do termo de sua duração; extinção da pessoa jurídica; cessação do motivo de que se origina; destruição da coisa, não sendo fungível; consolidação; por culpa do usufrutuário, quando falta ao seu dever de cuidar bem da coisa; pelo não uso da coisa em que o usufruto recai; implemento de condição resolutiva estabelecida pelo instituidor.
USO
CONCEITO: Trata-se de direito real que autoriza uma pessoa a retirar, temporariamente, de coisa alheia, todas as utilidades para atender às suas próprias necessidades e às da sua família.
DIFERENÇA EXISTENTE ENTRE USUFRUTO E USO:
Apesar de considerado um usufruto restrito, o uso distingue-se deste instituto pelo fato de o usufrutuário auferir o uso e a fruição da coisa, enquanto ao usuário não é concedida senão a utilização restrita aos limites das necessidades suas e de sua família. (CC, art. 1412)
HABITAÇÃO
CONCEITO: É direito real temporário de ocupar gratuitamente casa alheia, para morada do titular e de sua família (CC, art. 1414). É ainda mais restrito que o uso.
CARACTERÍSTICAS:É direito real temporário, extinguindo-se pelos mesmos modos de extinção do usufruto. (CC, art. 1416)
CONSTITUIÇÃO: por lei(CC, art. 1831); por ato de vontade (contrato ou testamento), devendo ser registrado (LRP, art. 167, I, n 7)

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