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FAEC- FUNDAÇÃO ATITUDE DE EDUCAÇÃO CONTINUADA
MAIRA APARECIDA MEDEIROS
A LUDICIDADE COMO PROCESSO DE INCLUSÃO
URUPÊS - SP
2014
MAIRA APARECIDA MEDEIROS
 
A LUDICIDADE COMO PROCESSO DE INCLUSÃO
Monografia apresentada à Faculdade Certificadora como requisito parcial para obtenção do título de especialista em: Neuropsicopedagogia Institucional e Clinica 
Orientador (a): Eduardo Silva Pedrozo
URUPÊS - SP
2014
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Autorizo a reprodução e divulgação total ou parcial deste trabalho, por qualquer meio convencional ou eletrônico, para fins de estudo e pesquisa, desde que citada à fonte.
Catalogação na publicação
Serviço de Documentação Universitária
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FOLHA DE APROVAÇÃO 
MAIRA APARECIDA MEDEIROS
	
A LUDICIDADE COMO PROCESSO DE INCLUSÃO
Monografia apresentada à Faculdade Certificadora como requisito parcial para obtenção do título de especialista em: Neuropsicopedagogia Institucional e Clinica 
 
 				
Aprovada em: ___/___/2014
Examinadores:
___________________________________________
Prof. Coordenador 
___________________________________________
Prof. Orientador 
___________________________________________
Prof. Co-Orientador 
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DEDICATÓRIA 
 Á minha família, e amigos que sempre esteve presente em todos os momentos da minha vida, sempre apoiando e incentivando meus estudos, a fim de me tornar uma profissional de sucesso.
AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente a Deus, que se fez presente em todos os momentos da minha vida.
A minha mãe e meu pai, pois apesar de todas as dificuldades se fortaleceu e fez presente na minha formação e vida.
E a todos que direta ou indiretamente fizeram parte da minha formação, o meu muito obrigado.
EPÍGRAFE
Brincar com as crianças não é perder tempo, é ganha-lo.
Se é triste ver meninos sem escola. Mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem.
Carlos Drummond de Andrade.
RESUMO
MEDEIROS, Maira Aparecida. A LUDICIDADE COMO PROCESSO DE INCLUSÃO. 2014. 40 f. Monografia – Neuropsicopedagogia Institucional e Clinica – SÃO PAULO, 2014.
Este trabalho tem o intuito de mostrar, a importância da inclusão no processo de ensino e aprendizagem e também como reflexo, para a sociedade em que vive a exclusão escolar e social, resultando em pessoas que ficam excluídas, longe de seus direitos e deveres como cidadãos.
Na escola, o professor tem aí seu espaço, com o papel fundamental de introduzir os alunos nos aspectos significativos da cultura e da ciência, como facilitador do conhecimento e mediador das ações interacionais. A importância da aprendizagem escolar encontra-se no subsídio pedagógico do professor, onde os alunos se apóiam para tomar conhecimento e formar idéias próprias sobre as informações que recebem provenientes da televisão, do jornal, dos vídeos, do computador, da cultura paralela ou extraescolar.
 Assim, com o auxílio do professor se abastecem de ferramentas conceituais para analisarem a informação criticamente e atribuírem um significado pessoal e social. É nesse momento que, a escola fará a síntese entre a cultura formal (dos conhecimentos sistematizados) e a cultura vivenciada no cotidiano.
O trabalho com o lúdico traz de uma maneira mais significativa e de uma forma mais prazerosa o aprender e o processo de inclusão. A escola deve preparar o educando para intervir criticamente na realidade para transformá-la e não apenas para integrar-se ao mercado de trabalho. Esse aluno deverá ter o perfil do cidadão engajado na luta pela justiça social, pela solidariedade humana e para o exercício da cidadania compromissada com o bem comum, abrangendo questões raciais, das minorias culturais, da violência, do meio ambiente, das formas de exclusão social e, das formas de exploração do trabalho humano que ainda acontecem na sociedade capitalista. 
O fortalecimento das lutas sociais e a vitória da cidadania dependem de uma abrangência, cada vez maior, de pessoas que possam tomar parte das decisões fundamentais que dizem respeito aos interesses individuais e coletivos. Aceitar sem discriminação a diversidade é o primeiro identificador para a luta pelos direitos humanos. É referência fundamental de mudança de mentalidade, de modificação da configuração do pensar, de sentir, de conduta em relação às outras pessoas e diferentes culturas e contra a exclusão social. 
Palavras Chave: Lúdico; Inclusão; Desenvolvimento. 
ABSTRACT
MEDEIROS, Maira Aparecida. Playfulness and the inclusion process; 2014, 40 f. Monograph – Institutional and Clinic Neuropsicopedagogia – SÃO PAULO, 2014.
This work aims to show the importance of including in the teaching and learning process, and also as a reflection to the society they live in the school and social exclusion, resulting in people who are excluded, away from their rights and duties as citizens. 
At school, the teacher got there your space, with the key role of introducing students to significant aspects of culture and science, as a facilitator and mediator of knowledge interactional actions. The importance of school learning is the pedagogical benefit of the teacher, where students are supported to take notice and form their own ideas about the information they receive from television, newspaper, videos, computer, or parallel extra escolar culture. 
  So with the help of the teacher they source conceptual tools to critically analyze the information and issue a personal and social significance. In that moment, the school will make a synthesis between formal cultures (of systematized knowledge) and experienced in everyday culture. 
Working with the playful brings in a more meaningful way and in a more pleasant way to learn and the process of inclusion. The school should prepare the student to critically intervene in reality to make it not just to integrate the labor market. This student should have the profile of engaged citizens in the struggle for social justice, human solidarity and citizenship committed to the common good, including racial, cultural minorities, violence, environment, forms of social exclusion and forms of exploitation of human labor that still happen in capitalist society. 
The strengthening of social struggles and the victory of citizenship depends on a comprehensive, growing, people who can be part of the fundamental decisions that concern the individual and collective interests. Accept without discrimination diversity is the first identifier to the struggle for human rights. It is essential reference for change in mindset, modification of configuration thinking, feeling, and behavior towards other people and cultures and to combat social exclusion.
Keywords: playful; inclusion; development.
SUMÁRIO 
	INTRODUÇÃO ....................................................................................................
	12
	BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE LÚDICA PARA O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA ...................................................
	14
	 1.1 Jogos, brinquedos, brincadeiras .............................................
	16
	
	
	2 - Problematização teórica do lúdico sobre a educação............
	18
	 2.1 - LÚDICO E INCLUSÃO ..............................................................
	19
	3 - INCLUSÃO ....................................................................................................
	213.1- INCLUSÃO SOCIAL....................................................................
	21
	 3.2 – INCLUSÃO DIGITAL .................................................................
	23
	4 – INCLUSÃO X EXCLUSÃO ............................................................................ 
	24
	5 – UMA EDUCAÇÃO PARA TODOS.................................................................
6 – OS DESAFIOS A ENFRENTAR ...................................................................
CONCLUSÃO .....................................................................................................
BIBLIOGRAFIA ...................................................................................................
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INTRODUÇÃO
 O presente assunto abordado tem como proposito ressaltar e refletir a importância da inserção de jogos e brincadeiras como ferramentas para o fortalecimento da interação e contato com a diversidade. Durante os jogos e brincadeiras, as crianças adquirem diversas experiências, interagem com outras pessoas, organizam seu pensamento, tomam decisões, desenvolvem o pensamento abstrato e criam maneiras diversificadas de jogar, brincar e produzir conhecimentos.
Os assuntos aqui tratados foram organizados segundo os autores e suas teorias, através de análises, seguidos por textos analítico-reflexivos, mostrando, sim, que jogar e brincar são alicerces intelectuais e sociais, influenciando, e muito, na evolução psicológica, neurológica e motora.
Desde o nascimento, o ser humano esta mergulhado em um amplo contexto histórico social muito amplo, e dentro deste contexto estão inseridos atividades que contribuem parar seu desenvolvimento psicomotor, além de promover a interação entre individuo de diferentes situações sociais e ser um grande instrumento para o processo de aprendizagem.
O brincar não deve ser visto apenas como uma questão de diversão, ela se trata de uma ação que instiga suas qualidades, competências e conhecimentos; ela transforma um simples ato em instrumento de socialização, portanto é desta reflexão que se faz necessários professores ampliar cada vez mais as vivencias da criança com o ambiente físico, com jogos, brinquedos e brincadeiras, assim houvendo uma interação com outras crianças.
Oliveira (2000) aponta o ato de brincar, como sendo um processo de humanização, no qual a criança aprende a conciliar a brincadeira de forma efetiva, criando vínculos mais duradouros. Assim, as crianças desenvolvem sua capacidade de raciocinar, de julgar, de argumentar, de como chegar a um consenso, reconhecendo o quanto isto é importante para dar inicio a atividade em si.
O ato de brincar é uma importante forma de comunicação, não existem idades que impossibilite um individuo utilizar atividades lúdicas como forma de aprender. O lúdico desperta a curiosidade, a autonomia, são atividades que contribuem para o bem estar, ou seja, para um desenvolvimento integral do ser humano nos aspectos físicos, social, cultural, afetivo, emocional e cognitivo. O lúdico como forma de aprender traz umas vastas opções de diversidades de conhecimento, é uma ferramenta fundamental para professores com olhares inovadores.
O brincar revela a estrutura do mundo da criança, como se organiza o seu pensamento, às questões que ela se coloca como vê o mundo a sua volta. Na brincadeira, a criança explora as formas de interação humana, aprende a lidar com a espera, a antecipar ações, a tomar decisões, a participar de uma ação coletiva (BRASIL, 2007, p9).
O lúdico, com sua função educativa ensinam completando o saber, o conhecimento e a descoberta do mundo pela criança, por ser livre de pressões e avaliações, cria um clima de liberdade, propicia aprendizagens e estimula a construção da moral, o interesse, a reflexão e as descobertas.
É muito importante que seja iniciado a inserção de jogos e brincadeiras como meio de ensino, para que a criança se desenvolva, inter-relaciona com outras culturas e aprenda de forma dinâmica e criativa a alfabetização, e tornar um ser letrado, capaz de conhecer e interpretar aprendizados e conhecimentos do meio social em que vive capaz de se relacionar com uma vasta diversidade cultural e se tornar uma pessoa critica.
A ação sobre o brinquedo ensina a criança a conduzir seu comportamento pela percepção imediatista dos objetos e pelo significado da situação naquele momento. Uma criança muito pequena funde o que é visto em seu significado. Quando a criança está na fase pré-escolar, começa a atribuir novos significados para os objetos, e começa a agir sobre eles de forma diferente, a partir de sua imaginação.
O brinquedo permite uma transação entre o pensamento e o objeto real e assim, se estrutura na percepção real, não somente a percepção de cores, formas imagens, mas em especial o significado.
A essência do brinquedo é a criação de uma nova relação entre o campo do significado e o campo da percepção visual, ou seja, entre situações no pensamento e situações reais. Ao brincar, a criança busca situações reais, já vivenciadas, retoma-as, reorganiza-as livremente, realizando conscientemente seu propósito.
Wallon afirma que o jogo resulta do contraste entre uma atividade libertada e aquelas em que normalmente ela se integra. É entre oposições que ela evolui, e é superando-as que se realiza (WALLON, 1981).
Durante a ação do jogo, a criança se liberta das atividades cotidianas de sujeição, porém as regras trazem limites, há uma sucessão de fases durante o ato de brincar dando sempre novos conteúdos às ações, conteúdo este bastante funcional. É no jogo que a criança tem oportunidade de escolha, as dificuldades são específicas e as resoluções são encaradas por si mesmas, não pelos acontecimentos.
BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE LÚDICA PARA O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA
A criança, nas suas relações com o mundo, começa a expressar-se corporalmente, desenvolvendo atividades que valorizam ainda mais sua motricidade. A área motora é afetada através de brincadeiras como roda, “pega-pega”, jogos com bola, onde a criança desenvolve a habilidade de correr, saltar, pegar, fugir, coordenando seu corpo e partes dele à sua ação, procurando equilíbrio e força. A criança necessita inúmeras vezes de coordenação nas mãos e pés, de motricidade fina, de coordenação visual/tátil, de coordenação auditivo-motora, auditiva e visual.
Na afetividade, a criança passa a envolver-se em situações de tensão, onde deve controlar-se emocionalmente. Os jogos e brincadeiras fazem com que a criança envolve-se em expectativas, se bem medianos, fortalecem a atenção, o controle emocional e o elo afetivo interpessoal.
Todos esses aspectos afetivos são vivenciados numa interação social. Nessa área social a criança é estimulada nas interações entre pares, promovendo entrosamentos, cooperação e integração. A área social também permite um avanço do desenvolvimento moral. Ao analisar e observar situações de conflito, a criança passa a desenvolver um senso de justiça e compromisso com regras e grupos.
Na área da linguagem, a criança precisa compreender regras através de proposições e defender sua posição. Além disso, muitas brincadeiras envolvem rimas, histórias, cantigas e enredos folclóricos. Seu campo de experiências amplia-se e sua linguagem desenvolve-se (CAMPOS, 1997).
 Na área cognitiva, as brincadeiras e jogos exigem da criança funções psicológicas, como atenção, memória, a própria linguagem, percepções, assim como habilidades que envolvem espaciais, discriminação visual, noções de matemática como contagem, e seriação, noção de tempo, etc. Diante dessas exigências a criança desenvolve comportamentos cognitivos como antecipações, interferências, previsões, deduções, associações e correspondência de ideias, abstrações, descontrações, observações, avaliações e organizações de suas ações e dos outros. Ao organizar suas brincadeiras, a criança passa a ordenar e classificar (DANTAS, 1992).
Oportunizarvivências lúdicas no decorrer do processo educacional, favorece o desenvolvimento do respeito por si próprio, a noção de seu valor pessoal e a competência intelectual, aspectos esses que são revestidos por autoconfiança e capacidade de realização ativa e efetiva.
“A criança brinca porque é indispensável ao seu equilíbrio afetivo e intelectual que possa dispor de um setor de atividade cuja motivação não seja a adaptação ao real senão, pelo contrário, a assimilação do real ao eu, sem coações nem sanções” (PIAGET, 1989, p.52).
 Graças ao jogo e às brincadeiras, a criança se torna menos subjetiva, reconhece objetivamente o exterior, facilitando uma evolução muito importante para o futuro.
 Jogar contribui à formação intelectual sem acarretar as condutas esterilizantes que lhe provocaria o intelectualismo dos deveres escolares.
Espera-se que com a inserção de jogos e brincadeiras como meio de ensino, a criança se desenvolva, inter-relaciona com outras culturas e aprenda de forma dinâmica e criativa a alfabetização, e tornar um ser letrado, capaz de conhecer e interpretar aprendizados e conhecimentos do meio social em que vive capaz de se relacionar com uma vasta diversidade cultural e se tornar uma pessoa critica.
1.1 - Jogos, brinquedos, brincadeiras.
O jogo é fundamental no desenvolvimento da criança, pois quando ela brinca, explora e manuseia tudo que está a sua volta, facilita a aprendizagem, proporciona troca de experiências, assim possibilitando a conquista e a formação da sua identidade.
	Desta forma Carvalho (1992. p.14) afirma que:
(...) Desde muito cedo o jogo na vida da criança é de fundamental importância, pois quando ela brinca, explora e manuseia tudo aquilo que está a sua volta, através de esforços físicos e mentais e sem se sentir coagida pelo adulto, começa a ter sentimentos de liberdade, portanto, real valor e atenção às atividades vivenciadas naquele instante.
O jogo é uma atividade lúdica que tem um grande valor educacional, são ações que devem ser criados e recriados, para que sejam sempre uma nova descoberta e sempre se transforma em um novo jogo, em uma nova forma de jogar. Quando a criança brinca, sem saber fornece várias informações a seu respeito, além de, se útil para estimular seu desenvolvimento integral, tanto no ambiente familiar, quanto no ambiente escolar.
Brinquedos e brincadeiras são atividades lúdicas que oportunizam a aprendizagem do aluno, caracterizando-se por ser espontânea funcional e satisfatória. Essas ferramentas funcionam como uma ponte para a comunicação e a interação com diversas culturas. Oliveira (2000) aponta o ato de brincar, como sendo um processo de humanização, no qual a criança aprende a conciliar a brincadeira de forma afetiva, criando vínculos mais duradouros. Assim, as crianças desenvolvem sua capacidade de raciocinar, de julgar, de argumentar, de como chegar a um consenso, reconhecendo o quanto isto é importante para dar início à atividade em si.
As atividades lúdicas, fazem com que as crianças exercitem suas potencialidades e se desenvolvam, produzindo diferentes níveis de capacidades ajudam a internalizar as normas sociais e a assumir comportamentos mais avançados que aqueles vivenciados no cotidiano, aprofundando o seu conhecimento sobre as dimensões da vida social.
O lúdico na Educação Infantil tem um papel fundamental para desenvolver estruturas para conhecê-lo e viver. É preciso enxergar o lúdico como forma que as crianças possuem para produzir culturas e como forma de expressão da infância. O brincar ensina as crianças a se socializarem, aprender culturas diferentes, integrar-se na sociedade, se desenvolve física, afetiva, intelectual e socialmente. Essas atividades lúdicas trazem vários benefícios como assimilação de valores, aquisição de comportamentos, aprimoramento de habilidades e aprimoram seus conhecimentos.
Os estudos relacionados a atividades lúdica são de suma importância para o desenvolvimento infantil, é uma questão muito presente em nossa atualidade, mas esse tema já preocupou muitos teóricos, como Lev Vygotsky, que tinha um olhar atento às questões da infância, da importância de um adulto para mediar e proporcionar atividades que se desenvolve o aprendizado. De acordo com este autor, se queremos formar seres criativos, críticos e aptos para tomar decisões, um dos requisitos é o enriquecimento do cotidiano infantil com contos, lendas, brincadeiras e brinquedos, pois, para Vygotsky (1984), a ação da fantasia da criança conduz seu pensamento à medida que percebe objetos ou situações, bem como o significado dos mesmos. Para ele, a intervenção pedagógica provoca avanços que não ocorreriam espontaneamente. Ao formular o conceito de Zona Proximal, Vygotsky mostrou que o bom ensino é aquele que estimula a criança a atingir um nível de compreensão e habilidades que ainda não domina completamente, “puxando” dela um novo conhecimento. E o lúdico traz esse conhecimento à tona, ele estimula na criança de forma saudável o conhecimento e a aprendizagem.
Através do lúdico, as crianças entram em contato com um ambiente similar do mundo em que vive. Consegue absolver muitos conhecimentos relevantes, atitudes, hábitos, superar limites, cooperar com seus colegas, proporcionando um ambiente de construção de conhecimento e de interação, além de se trabalhar com o respeito a opiniões e regras. Desta maneira, a importância do jogo e das atividades lúdicas durante o processo de aprendizagem tanto na Educação Infantil, quanto nos anos inicias do Ensino Fundamental, são de extrema relevância, ela funciona como um circulo que não tem fim, de comunicação, aprendizagem e conhecimento.
 2 - Problematização teórica do lúdico sobre a educação
Durante muitos anos da história, as crianças eram taxadas como adultos em miniatura, e que tinham muitos direitos anulados, além de conviver em certos períodos extremos em que violência e infância viviam juntas, lado a lado, deteriorando relações e desenvolvimentos bons das crianças.
Com o surgimento de novos pensadores, essa visão de mundo foi mudando e trouxe consigo a importância do brincar, que se esta é uma ação do “homo ludens” (o que brinca o que cria) ela é de tal importância para o ser humano integral, que além de produzir o desenvolvimento físico e intelectual, o brincar favorece o desenvolvimento dos vínculos afetivos e sociais positivos, condição única para que possamos viver em grupo, assim se tornando uma educação para a vida.
Esses pensadores com Jean Jacques Rousseau, Friedrich Froebel, John Dewey, Johann Weinrch Pestalozzi, Maria Montessori, Jean Piaget e outros, trouxe ideias transformadoras e influenciou o pensamento sobre educação e cuidado ao atendimento a criança pequena, em instituições educativas infantis.
Para melhor compreender, segundo a professora Ramos de Oliveira:
Autores como Comenius, Rousseau, Pestalozzi, Froebel e Montessori, entre outros, estabeleceram as bases para um ensino mais centrado na criança (...). Embora com ênfases diferentes entre si, as propostas de ensino desses autores reconheciam que as crianças tinham necessidades próprias e características diversas dos adultos, com interesses pela exploração de objetos e pelo jogo. (2007, p.63).
Desta forma é nítido analisar as transformações que a sociedade enfrentou, e as grandes conquistas que trouxe positivamente melhoras para a visão do ensino infantil. Assim a ludicidade tem conquistado um espaço na educação infantil. O brinquedo é a essência da infância e permite um trabalho pedagógico que possibilita a produção de conhecimento e de exploração.
A partir da leitura desses autores podemos verificar que o lúdico é um meio que a criança utiliza para se relacionar com o ambiente físico e social de onde vive, despertando sua curiosidade e ampliando suas habilidades e seus conhecimentos nos aspectos físicos, social, cultural, afetivo, emocional e cognitivo, assim podemos refletir a importância destas experiênciasna Educação Infantil.
2.1 - LÚDICO E INCLUSÃO
	
Há muito já se estuda a brincadeira como recurso pedagógico, pois seu grande resultado traz uma visão muito positiva e progressiva, quanto ao desenvolvimento da criança e sua socialização. 
Maluf (2003, p.29) afirma que “as brincadeiras enriquecem o currículo, podendo ser propostas na própria disciplina, trabalhando assim o conteúdo de forma prática e no concreto”. 
 Entre outros autores que estudam a brincadeira no processo de ensino/aprendizagem, destacamos Volpato (2002, p. 96) que recomenda: “os jogos e brincadeiras das crianças, podem e devem ser introduzidas como recursos didáticos importantes, pois, brincando a criança aprende”.
O jogo, no entendimento de Santos (2000, p. 37): “Propõe estímulo ao interesse do” aluno, desenvolve níveis diferentes de sua experiência pessoal e social, ajuda-o a construir suas novas descobertas, desenvolve e enriquece sua personalidade e simboliza um instrumento pedagógico que leva ao professor a condição de condutor, estimulador e avaliador da aprendizagem.
Sobre o jogo, Dohme (2005) reitera em dizer que além de ser uma atividade
interessante, ela transmite conteúdos e podem colaborar na formação do indivíduo de forma ampla, proporcionando o desenvolvimento em outros aspectos, como físico, intelectual, social, afetivo, ético, artístico. 
Este desenvolvimento pode ser obtido através de situações comuns decorrentes da aplicação de jogos como o exercício da vivência em equipe, da criatividade, imaginação, oportunidades de autoconhecimento, de descobertas, de potencialidade, formação da autoestima e exercícios de relacionamento social. Entendemos que, em sala de aula de aula ou fora dela, é papel do professor de desenvolver metodologias e condições que possibilitem a aprendizagem de seu aluno.
Sendo a brincadeira um recurso para que a aprendizagem aconteça, esta deve ser planejada e sistematizada para o fim a que se propõe, jamais podendo acontecer deforma aleatória e sem finalidade educativa. 
	Segundo Antunes (2001): As brincadeiras dentro do lúdico se tornam um aliado e instrumento pedagógico supervalorizado para se conseguir alcançar os objetivos de uma construção e conhecimentos onde o aluno seja participativo ativo. Concomitante a essa construção participativa, o professor deve estar ciente deque a sala de aula é um espaço plural e multidimensional, que vai além das diferenças individuais próprias de cada ser humano.
 Falar em diversidade, nos discursos acadêmicos atuais, não é apenas dizer que nenhum ser humano é igual ao outro, mas é falar também em igualdade de direitos e inclusão social, deixando claro que os professores precisam estar atentos à necessidade de que todos os alunos devem se sentir pertencentes à escola. 
Vai bem longe o tempo em que a voz, o quadro-negro e o giz eram as únicas ferramentas de trabalho do professor. Imagens, objetos, jogos, livros, filmes, músicas, tudo o que possa ser usado a favor da aprendizagem é bem-vindo e ganha importância ainda maior nos novos tempos da escola inclusiva. 
Afinal, além de proporcionar as aulas mais estimulantes, diversificar recursos é uma maneira de torná-las também mais acessíveis a todas as crianças - tenham elas deficiência ou não.
3 - Inclusão
A inclusão é uma inovação, cujo sentido tem sido muito distorcido e um movimento muito polemizado pelos mais diferentes segmentos educacionais e sociais. No entanto, inserir alunos com déficits de toda ordem, permanentes ou temporários, mais graves ou menos severos no ensino regular nada mais é do que garantir o direito de todos à educação.
Inovar não tem necessariamente o sentido do inusitado. As grandes inovações estão, muitas vezes na concretização do óbvio, do simples, do que é possível fazer, mas que precisa ser desvelado, para que possa ser compreendido por todos e aceito sem outras resistências, senão aquelas que dão brilho e vigor ao debate das novidades.
O objetivo de nossa participação neste evento é clarear o sentido da inclusão, como inovação, tornando-o compreensível, aos que se interessam pela educação como um direito de todos, que precisa ser respeitado. Pretendemos também demonstrar a viabilidade da inclusão pela transformação geral das escolas, visando a atender aos princípios deste novo paradigma educacional.
Para descrever o nosso caminho na direção das escolas inclusivas vamos focalizar nossas experiências, no cenário educacional brasileiro sob três ângulos: o dos desafios provocados por essa inovação, o das ações no sentido de efetivá-la nas turmas escolares, incluindo o trabalho de formação de professores e, finalmente o das perspectivas que se abrem à educação escolar, a partir de sua implementação.
3.1 - Inclusão social
A inclusão está ligada a todas as pessoas que não têm as mesmas oportunidades dentro da sociedade. Mas os excluídos socialmente são também os que não possuem condições financeiras dentro dos padrões impostos pela sociedade, além dos idosos, os negros e os portadores de deficiências físicas, como cadeirantes, deficientes visuais, auditivos e mentais. Existem as leis específicas para cada área, como a das cotas de vagas nas universidades, em relação aos negros, e as que tratam da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
O mundo sempre esteve fechado para mudanças, em relação a essas pessoas, porém, a partir de 1981, a ONU (Organização das Nações Unidas) criou um decreto tornando tal ano como o Ano Internacional das Pessoas Portadoras de Deficiências (AIPPD), época em que se passou a perceber que as pessoas portadoras de alguma necessidade especial eram também merecedoras dos mesmos direitos que os outros cidadãos.
A princípio, eles ganharam alguma liberdade através das rampas, que permitiram maior acesso às escolas, igrejas, bares e restaurantes, teatros, cinemas, meios de transporte, etc. Aos poucos, o mundo foi se remodelando para dar-lhes maiores oportunidades.
Hoje é comum vermos anúncios em jornais, de empresas contratando essas pessoas, sendo que de acordo com o número de funcionários da empresa, existe uma cota, uma quantidade de contratação exigida por lei. Uma empresa com até 200 funcionários deve ter em seu quadro 2% de portadores de deficiência (ou reabilitados pela Previdência Social); as empresas de 201 a 500 empregados, 3%; as empresas com 501 a 1.000 empregados, 4%; e mais de 1.000 empregados, 5%.
Nossa cultura tem uma experiência ainda pequena em relação à inclusão social, com pessoas que ainda criticam a igualdade de direitos e não querem cooperar com aqueles que fogem dos padrões de normalidade estabelecido por um grupo que é maioria. E diante dos olhos deles, também somos diferentes.
E é bom lembrar que as diferenças se fazem iguais quando essas pessoas são colocadas em um grupo que as aceite, pois nos acrescentam valores morais e de respeito ao próximo, com todos tendo os mesmos direitos e recebendo as mesmas oportunidades diante da vida.
3.2 - Inclusão digital
Inclusão digital é o nome dado ao processo de democratização do acesso às tecnologias da Informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade da informação. Inclusão digital é também simplificar a sua rotina diária, maximizar o tempo e as suas potencialidades. Um incluído digitalmente não é aquele que apenas utiliza essa nova linguagem, que é o mundo digital, para trocar e-mails, mas aquele que usufrui desse suporte para melhorar as suas condições de vida a fim de buscar novas oportunidades de emprego, meios de comunicação, formas de obter aprendizado entre outras. Assim, trazer mais benefícios para a vida pessoal e profissional do cidadão.
A inclusão digital, para acontecer, precisa de três instrumentos básicos, que são: dispositivo para conexão, acesso à rede e o domínio dessas ferramentas, pois não basta apenas o cidadão possuir um simples computador conectado à internet para que ele seja considerado um incluído digital. Ele precisa saber o que fazer com essas ferramentas.Entre as estratégias inclusivas estão projetos e ações (ofertados pelo SENAI e pelo SENAC), que facilitam o acesso de pessoas de baixa renda às Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). A inclusão digital volta-se também para o desenvolvimento de tecnologias que ampliem a acessibilidade para usuários com deficiência.
4 - Inclusão x Exclusão
 Para compreender um pouco mais sobre este tema, tão complexo, vamos fazer um estudo mais profundo. A exclusão é de uma forma geral, dificuldades ou problemas sociais que levam ao isolamento e ate a discriminação de um determinado grupo. Estes grupos excluídos ou, que sofrem de exclusão social, precisam assim de uma estratégia ou politica de inserção de modo a que se possam integrar e ser aceito pela sociedade que os rodeia.
O termo exclusão social teve origem na França e, no modo francês de classificação social, neste caso, especificamente relacionado com pessoas ou grupos desfavorecidos. O sociólogo francês Robert Castel (1990), definiu a exclusão social como o ponto máximo atingível no decurso da marginalização, sendo este, um processo no qual o indivíduo vai se afastando da sociedade através de rupturas consecutivas com a mesma.
A pobreza pode, por exemplo, levar a uma situação de exclusão social, no entanto, não é obrigatório que estes dois conceitos estejam intimamente ligados. Um trabalhador de uma classe social baixa pode ser pobre e estar integrado na sua classe e comunidade. Deste modo, fatores/estados como a pobreza, o desemprego ou emprego precário, as minorias étnicas e ou culturais, os deficientes físicos e mentais, os sem-abrigo, trabalhadores informais e os idosos podem originar grupos excluídos socialmente, mas, não é obrigatório que o sejam.
Uma pessoa é considerada socialmente excluída quando está impedida de participar plenamente na vida económica, social e civil e/ou quando o seu acesso ao rendimento e a outros recursos (pessoais, familiares e culturais) é de tal modo insuficiente que não lhe permite usufruir de um nível de vida considerado aceitável pela sociedade em que vive.
 A exclusão social pode, portanto, ser definida como uma combinação de falta de meios económicos, de isolamento social e de acesso limitado aos direitos sociais e civis; trata-se de um conceito relativo dentro de qualquer sociedade particular e representa uma acumulação progressiva de fatores sociais e económicos ao longo do tempo. Os fatores que podem contribuir para a exclusão social são os problemas laborais, os padrões de educação e de vida, a saúde, a nacionalidade, a toxicodependência, a desigualdade sexual e a violência.
A exclusão social é um conceito multidimensional e exprime-se em diferentes níveis (ambiental, cultural, económico, político e social), sendo frequentemente cumulativa, ou seja, compreendendo vários deles ou mesmo todos.
Uma vez definida e caracterizada a exclusão social, a sua erradicação implica um duplo processo de interação positiva entre os indivíduos excluídos e a sociedade a que pertencem e que passa por dois caminhos, o dos indivíduos que se tornam cidadãos plenos e o da sociedade que permite e acolhe a cidadania.
Assim definida a exclusão, também temos um destaque de estabelecer o que é inclusão social ou escola, em que Inclusão social é um conjunto de meios e ações que combatem a exclusão aos benefícios da vida em sociedade, provocada pela falta de classe social, origem geográfica, educação, idade, existência de deficiência ou preconceitos raciais. Inclusão Social é oferecer aos mais necessitados oportunidades de acesso a bens e serviços, dentro de um sistema que beneficie a todos e não apenas aos mais favorecidos no sistema mérito democrático em que vivemos, abrindo espaços conforme as necessidades de adaptação específicas para cada pessoa com deficiência a serem capazes de interagir naturalmente na Assim a sociedade modificará em suas estruturas e serviços oferecidos, sociedade. Todavia, este parâmetro não promove a discriminação e a segregação na sociedade. A pessoa com deficiência passa a ser vista pelo seu potencial, suas habilidades e outras inteligências e aptidões.
Desta forma é proposto o paradigma da inclusão social. Este consiste em tornar toda a sociedade um lugar viável para a convivência entre pessoas de todos os tipos e inteligências na realização de seus direitos, necessidades e potencialidades.
	 O Objetivo da Inclusão Social é interagir o portador de deficiência passando uma imagem de uma sociedade não preconceituosa. Para a verdadeira escola inclusiva é necessária à transformação da concepção de deficiência vista pelos profissionais envolvidos. A ação deve ser baseada neste conceito (BARTALOTTI, 2008).
 	A proposta de inclusão social de alunos com necessidades especiais, no ensino regular, é hoje garantida pela legislação educacional brasileira. Contudo, a inclusão com garantia de direitos e qualidade de educação ainda é um sonho a ser alcançado, um caminho a ser construído, onde varias mudanças serão necessárias: estruturais pedagógicas e sem duvidas capacitação de professores no que se diz respeito a lidar com situações corriqueiras do dia a dia de sala de aula.
Kunc (1992), fala sobre inclusão: "o principio fundamental da educação inclusiva é a valorização da diversidade e da comunidade humana. Quando a educação inclusiva é totalmente abraçada, nós abandonamos a ideia de que as crianças devem se tornar normais para contribuir para o mundo".
Temos que diferenciar a integração da inclusão, na qual na primeira, tudo depende do aluno e ele é que tem que se adaptar buscando alternativas para se integrar, ao passo que na inclusão, o social deverá modificar-se e preparar-se para receber o aluno com deficiência.
A inclusão também passa por mudanças na constituição psíquica do homem, para o entendimento do que é a diversidade humana. Também é necessário considerar a forma como nossa sociedade está organizada, onde o acesso aos serviços é sempre dificultado pelos mais variados motivos. 
Portanto as mudanças são fundamentais para inclusão, mas exige esforço de todos possibilitando que a escola possa ser vista como um ambiente de construção de conhecimento, deixando de existir a discriminação de idade e capacidade. Para isso, a educação deverá ter um caráter amplo e complexo, favorecendo a construção ao longo da vida, e todo aluno, independente das dificuldades, poderá beneficiar-se dos programas educacionais, desde que sejam dadas as oportunidades adequadas para o desenvolvimento de suas potencialidades. Isso exige do professor uma mudança de postura além da redefinição de papeis que possa assim favorecer o processo de inclusão.
Para que a inclusão seja uma realidade, será necessário rever uma série de barreiras, além da política e práticas pedagógicas e dos processos de avaliação. É necessário conhecer o desenvolvimento humano e suas relações com o processo de ensino aprendizagem, levando em conta como se dá este processo para cada aluno. 
Devemos utilizar novas tecnologias e Investir em capacitação, atualização, sensibilização, envolvendo toda comunidade escolar. Focar na formação profissional do professor, que é relevante para aprofundar as discussões teóricas práticas, proporcionando subsídios com vistas à melhoria do processo ensino aprendizagem. Assessorar o professor para resolução de problemas no cotidiano na sala de aula, criando alternativas que possam beneficiar todos os alunos. 
A escola inclusiva deve ser a solução para as pessoas com necessidades educativas especiais, uma vez que é a escola a responsável por formar o cidadão ''e a ele deve ser dada a oportunidade de obter e manter um nível aceitável de conhecimentos'' (Declaração de Salamanca, 1994). Portanto a proposta pedagógica precisa buscar alternativas que possibilitem preparar estas pessoas para exercer sua cidadania com dignidade, bem como ''sua inserção no mercado de trabalho'' (art. 2º - LDBEN).
Uma escola inclusiva deve ser o protótipo da escola de qualidade. E, como afirmaa educadora Guiomar Namo de Mello, ''escola de qualidade é aquela na quais todos entram e todos aprendem''.
A escola inclusiva tem por fim promover o acesso, a permanência e o sucesso dos alunos com necessidades educativas especiais, na rede regular de ensino, de forma real, já que existem tantas possibilidades de fazê-lo.
Inclusão implica mudança, tanto no sistema quanto na escola. Nesta, começa-se pela parte física e continua-se até o currículo, que deve ser reestruturado, adaptado, readaptado (em todos os seus aspectos), transformado: acessível ao portador de necessidades educativas especiais.
Para isso é preciso que os sistemas de ensino criem estruturas e programas de apoio aos professores na capacitação e remuneração adequada, e também possibilitem às escolas instrumentalização e espaços adequados que possam estimular o aprendizado dos alunos com necessidades educativas especiais.
 	A escola, a partir da sua proposta pedagógica, pode efetuar mudanças radicais em toda a sua estrutura educacional. Para que a educação inclusiva seja realmente efetiva e eficaz, o que se propõe é que se cumpram as leis.
5 - UMA EDUCAÇÃO PARA TODOS
O princípio democrático da educação para todos só se evidencia nos sistemas educacionais que se especializam em todos os alunos, não apenas em alguns deles, os alunos com deficiência. A inclusão, como consequência de um ensino de qualidade para todos os alunos provoca e exigem da escola brasileira novos posicionamentos e é um motivo a mais para que o ensino se modernize e para que os professores aperfeiçoem as suas práticas. É uma inovação que implica num esforço de atualização e reestruturação das condições atuais da maioria de nossas escolas de nível básico.
O motivo que sustenta a luta pela inclusão como uma nova perspectiva para as pessoas com deficiência é, sem dúvida, a qualidade de ensino nas escolas públicas e privadas, de modo que se tornem aptas para responder às necessidades de cada um de seus alunos, de acordo com suas especificidades, sem cair nas teias da educação especial e suas modalidades de exclusão.
O sucesso da inclusão de alunos com deficiência na escola regular decorre, portanto, das possibilidades de se conseguir progressos significativos desses alunos na escolaridade, por meio da adequação das práticas pedagógicas à diversidade dos aprendizes. E só se consegue atingir esse sucesso, quando a escola regular assume que as dificuldades de alguns alunos não são apenas deles, mas resultam em grande parte do modo como o ensino é ministrado, a aprendizagem é concebida e avaliada. Pois não apenas as deficientes são excluídas, mas também as que são pobres, as que não vão às aulas porque trabalham, as que pertencem a grupos discriminados, as que de tanto repetir desistiram de estudar.
Através desses estudos é possível observar a importância de orientações à comunidade escolar em suas dúvidas cotidianas, da ênfase à troca de experiência entre os educadores e do ensino colaborativo, visando uma constante reflexão dos trabalhadores da educação sobre sua prática pedagógica frente às diferentes formas de aquisição do conhecimento.
Mas, para uma educação que atenda verdadeiramente a todos, Carvalho (1997) ressalta a necessidade de que o professores, os técnicos em educação, os diretores e suas equipes, além das merendeiras, faxineiras, porteiros, entre outros trabalhadores da escola e das famílias dos alunos, discutam cotidianamente formas de melhorar a qualidade da educação oferecida. Para essa autora, ao mesmo tempo em que a educação tem suas implicações nos acontecimentos do ambiente escolar, ela é fruto do contexto social, econômico e político que, também, precisa ser inclusivo. Nota-se ainda a necessidade e urgência de políticas públicas que assegurem a qualidade na formação inicial e continuada do educador.
6- Os desafios a enfrentar
Toda criança precisa da escola para aprender e não para marcar passo ou ser segregada em classes especiais e atendimentos à parte. A trajetória escolar não pode ser comparada a um rio perigoso e ameaçador, em cujas águas os alunos pode afundar. Mas há sistemas organizacionais de ensino que tornam esse percurso muito difícil de ser vencida, uma verdadeira competição entre a correnteza do rio e a força dos que querem se manter no seu curso principal.
Um desses sistemas, que muito apropriadamente se denomina "de cascata", prevê a exclusão de algumas crianças, que têm déficits temporários ou permanentes e em função dos quais apresentam dificuldades para aprender. Esse sistema contrapõe-se à melhoria do ensino nas escolas, pois mantém ativo, o ensino especial, que atende aos alunos que caíram na cascata, por não conseguirem corresponder às exigências e expectativas da escola regular. Para se evitar a queda na cascata, na maioria das vezes sem volta, é preciso remar contra a correnteza, ou seja, enfrentar os desafios da inclusão: o ensino de baixa qualidade e o subsistema de ensino especial, desvinculada e justaposto ao regular.
Priorizar a qualidade do ensino regular é, pois, um desafio que precisa ser assumido por todos os educadores. É um compromisso inadiável das escolas, pois a educação básica é um dos fatores do desenvolvimento econômico e social. Trata-se de uma tarefa possível de ser realizada, mas é impossível de se efetivar por meio dos modelos tradicionais de organização do sistema escolar.
Se hoje já podemos contar com uma Lei Educacional que propõe e viabiliza novas alternativas para melhoria do ensino nas escolas, estas ainda estão longe, na maioria dos casos, de se tornarem inclusivas, isto é, abertas a todos os alunos, indistinta e incondicionalmente. O que existe em geral são projetos de inclusão parcial, que não estão associados a mudanças de base nas escolas e que continuam a atender aos alunos com deficiência em espaços escolares sem ou totalmente segregados (classes especiais, salas de recurso, turmas de aceleração, escolas especiais, os serviços de inerência).
As escolas que não estão atendendo alunos com deficiência em suas turmas regulares se justificam, na maioria das vezes pelo despreparo dos seus professores para esse fim. Existem também as que não acreditam nos benefícios que esses alunos poderão tirar da nova situação, especialmente os casos mais graves, pois não teriam condições de acompanhar os avanços dos demais colegas e seriam ainda mais marginalizados e discriminados do que nas classes e escolas especiais.
Para Staimback e Staimback (1999), as amizades conquistadas pelos alunos em um ambiente inclusivo podem auxiliá-los a se sentirem realmente membros de suas comunidades e a terem oportunidade de aprender o respeito, o interesse e o apoio mútuo em uma sociedade inclusiva, ao mesmo tempo em que aprendem habilidades acadêmicas. Assim, para os autores, a possibilidade de os alunos experienciarem e compreenderem a diversidade de uma comunidade propiciam a construção de comunidades seguras e protetoras que evitam a exclusão pelo isolamento de indivíduos ou grupos.
Em ambas as circunstâncias, o que fica evidenciado é a necessidade de se redefinir e de se colocar em ação nova alternativa e práticas pedagógicas, que favoreçam a todos os alunos, o que, implica na atualização e desenvolvimento de conceitos e em aplicações educacionais compatíveis com esse grande desafio.	Dessa forma, a educação toma como base a diversidade como uma característica intrínseca ao ser humano e é nesse contexto, como afirma Santo (2003), que há a necessidade de formar cidadãos responsáveis - que se deve instruí-los e propiciar educação para todos. Assim, para Ferreira (2006), o educador deve além de proporcionar o acesso à educação desses estudantes, combaterem barreiras que possam provocar a exclusão educacional destes.	
No mesmo sentido, Carvalho (1997) ressalta que, embora tenham ocorrido avanços no que diz respeito à remoção de barreiras arquitetônicas nas escolas, muitas vezes os alunos estão no mesmo espaço físico que os demais, sem participar efetivamente dasatividades escolares e verdadeiramente incluídos na aprendizagem, acrescentando que, para que a inclusão realmente ocorra, a prática pedagógica precisa ser mudada.
A idéia de uma sociedade inclusiva fundamenta-se numa filosofia que reconhece e valoriza a diversidade como característica inerente à constituição de qualquer sociedade. Partindo desse princípio e tendo como horizonte o cenário ético dos Direitos Humanos, sinaliza-se a necessidade de  garantir o acesso e a participação de todos a todas as oportunidades, independentes das peculiaridades de cada indivíduo. 
Sabendo que em todas as instituições de ensino existe diversidade e cientes de que a inclusão cresce a cada ano, mesmo as escolas não estando preparadas para acolher e lidar com o diferente, buscou nos princípios filosóficos, sociológicos e antropológicos a contribuição  para a concepção de uma escola que atenda a diversidade.
CONCLUSÃO
Foi a partir de vários estudos e com a analise em diferentes ambientes, que podemos ver a importância do brincar para o desenvolvimento em conjunto, que através do lúdico, se pode aprender de forma prazerosa e integral. Também se desenvolve varias habilidades, explorando e refletindo sobre a realidade, a cultura na qual se vive, incorporando-se e, ao mesmo tempo, questionando regras e papeis sociais, estimula a criatividade, a coordenação motora e a interação em diferentes diversidades culturais.
O lúdico, com sua função educativa ensinam completando o saber, o conhecimento e a descoberta do mundo pela criança, por ser livre de pressões e avaliações, cria um clima de liberdade, propicia aprendizagens e estimula a constituição da moral, o interesse, a reflexão e as descobertas.
A ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade, mas principalmente na infância, período este que deve ser cuidado com todo carinho, pois é uma fase em que ainda esta se construindo cidadãos, este exercício deve ser vivenciado, não apenas como diversão, mas com objetivo de desenvolver as potencialidades da criança, visto que o conhecimento é construído pelas relações interpessoais e trocas reciprocas que se estabelecem durante toda a formação integral da criança.
Para estabelecer um trabalho progressivo, deve-se avaliar programar um ambiente, organizar o tempo e o espaço pedagógico. Deve se inserir aulas estimuladoras, em que despertam o senso critico dos alunos e faz com que se reconhecem no mundo e na sociedade em que vive.
O lúdico, com sua função educativa ensinam completando o saber, o conhecimento e a descoberta do mundo pela criança, por ser livre de pressões e avaliações, cria um clima de liberdade, propicia aprendizagens e estimula a construção da moral, o interesse, a reflexão e as descobertas.
Conclui-se que o lúdico facilita a aprendizagem e o desenvolvimento integral nos aspectos físicos, social, cultural, afetivo e cognitivo. Desenvolve o indivíduo, traz valores fundamentais para o ser humano, faz se socializar, trabalhar coletivamente e interagir com diversas culturas, ou seja, é uma fonte para aprendê-lo, e esta fonte deve estar sempre amplamente voltada para o conhecimento, desta forma o professor possui um grande aliado para o desenvolvimento e aprendizagem da criança.
De certo que a inclusão se concilia com uma educação para todos e com um ensino especializado no aluno, mas não se consegue implantar uma opção de inserção tão revolucionária sem enfrentar um desafio ainda maior: o que recai sobre o fator humano. Os recursos físicos e os meios materiais para a efetivação de um processo escolar de qualidade cedem sua prioridade ao desenvolvimento de novas atitudes e formas de interação, na escola, exigindo mudanças no relacionamento pessoal e social e na maneira de se efetivar os processos de ensino e aprendizagem. 
Nesse contexto, a formação do pessoal envolvido com a educação é de fundamental importância, assim como a assistência às famílias, enfim, uma sustentação aos que estarão diretamente implicados com as mudanças é condição necessária para que estas não sejam impostas, mas imponham-se como resultado de uma consciência cada vez mais evoluída de educação e de desenvolvimento humano.
	Um professor ou equipe escolar que respeite as diferenças, que seja comprometido com elas, que acredite no potencial humano, acima de qualquer deficiência ou incapacidade, terá mais possibilidades de atender bem a essas diferenças. O importante, no processo de inclusão, é perceber que a diversidade não é um problema; pelo contrário, é perceber que é uma oportunidade de enriquecimento individual, social e de ensino-aprendizagem.
Inclusão escolar implica apostar em uma política educativa que assegure a atenção à diversidade como eixo central e que isso se verifique em todas as etapas educativas, para a vida toda.
A inclusão implica uma transformação considerável no espaço escolar. Implica quebrar e vencer paradigmas, buscar atender à diversidade humana com ajuda de recursos materiais, humanos e financeiros. O desafio é conseguir quebrar o esquema de homogeneidade.
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 A ludicidade como processo de inclusão / Maira Aparecida Medeiros. – SÃO PAULO, 2014.
79 p.; 30 cm
Monografia – Neuropsicopedagogia Institucional e Clinica
Orientador: Eduardo Silva Pedrozo
1. Lúdico 2. Inclusão. 3. Desenvolvimento.

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