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SISTEMA DIGESTÓRIO DE EQUINOS Anamnese: manejo e alimentação, controle parasitário, iniciodo processo, características da crise, manifestações de episódios anteriores, tratamentos anteriores, defecação e micção, ingestão hídrica, prenhez, etc. Exame físico geral: Condição corporal, marcha do animal, comportamento, atitude, postura, déficits neurológicos, interesse por alimentos ou água (preensão e deglutição normais), FC, FR, TPC, coloração das mucosas, estado de hidratação, conformação e simetria, peso, temperatura, etc. Exame físico específico: 1. CAVIDADE ORAL (LÁBIOS ATÉ A ENTRADA DA FARINGE) : Inspeção direta: Mucosas (cor, umidade), lábios (simetria, cor, movimentos, lesões), gengivas, dentes, língua, palato duro (reflexo de abertura da boca) e mole, faringe e tonsilas. Uso de abre-bocas. Inspeção indireta: Laringoscópio, radiografia, endoscopia, especulo tubular, etc. Palato mole endoscopia nasofaringea). Palpação direta: Palato mole, faringe (palpação externa). Exames complementares: Citologia e histopatologia. 2. ESÔFAGO: normalmente não é palpável no cavalo, mas durante a passagem da sonda nasogástrica, pode-se observar distensão da parede do esôfago dorsal ao sulco da veia jugular esquerda. É dividido em 3 porções: I. Cervical no lado esquerdo. II. Torácico: Simétrico e dorsal à traquéia. III. Abdominal: Curto. Distúrbios: motilidade, obstrução, inflamação e/ou degenerativas. Inspeção direta: cervical, estiramento do pescoço e intranqüilidade, etc. Inspeção indireta: endoscopia, radiografias do torácico e do cervical (simples ou contrastados) Palpação direta: normalmente não é palpável no cavalo, mas durante a passagem da sonda nasogástrica, pode-se observar distensão da parede do esôfago dorsal ao sulco da veia jugular esquerda. Palpação indireta: sonda nasogástrica. Auscultação indireta: estetoscópio. Exames complementares: radiografias, esofagograma, ultrassonografias, endoscopia. 3. ESTÔMAGO: é uma grande dilatação do canal alimentar, caudal ao diafragma, entre o esôfago e o intestino delgado. È um saco em formato de J fortemente encurvado, sendo o lado direito bem mais curto que o esquerdo. Relativamente pequeno e situado na parte dorsal da cavidade abdominal em estreita relação com o baço, caudal ao diafragma e ao fígado, principalmente para a esquerda do plano mediano; relaciona-se com a parte terminal do cólon maior, do cólon menor e pâncreas. Inspeção indireta: endoscopia. Exames complementares: h emograma completo, cop rológico, urinálise, dosagem ALT, dosagem FA, uréia e creatinina, histopatológico, etc. 4. INTESTINO Inspeção: Avalia-se o comportamento (cólica) e a distensão abdominal (torção, dilatação, obstruções, íleo paralítico, meteorismo e etc.). DELGADO Inspeção direta: laparotomia exploratória. Inspeção indireta: ultrassonografia, endoscopia, radiografias (simples ou contrastados). Auscultação: Sons característicos-Ceco, cólons e intestino delgado. Exames complementares: coprológico, biópsia aspirativa, citologia, histopatológico, etc. GROSSO Composto pelas estruturas: 1. Ceco: Possui formato de vírgula e está localizado na região do flanco direito, até a cartilagem xifoide. 2. Cólon ventral direito 3. Flexura esternal 4. Cólon ventral esquerdo 5. Flexura pélvica 6. Cólon dorsal esquerdo 7. Flexura diafragmática 8. Cólon transverso 9. Cólon menor 10. Reto Inspeção direta: da região perianal. Inspeção indireta: endoscopia (reto e colo), radiografias (simples ou contrastados). Auscultação indireta Palpação direta: Verifica-se a tensão (se está aumentada), a sensibilidade. Na palpação Retal, verifica-se Reto, Alças intestinais e se há deslocamentos, imp actações, torções e etc. Exames complementares: histopatológico, etc. 5. FÍGADO Localizado na região epigástrica do abdome, medial, levemente deslocado a direita, abaixo dos arcos costais. Inspeção direta: das mucosas aparentes (icterícia). Inspeção indireta: Raio x, ultrassonografia, laparoscopia. Palpação: por baixo das costelas, ou por laparoscopia, avaliando sensibilidade. I. Alterações o Deslocamento cranial: Prenhez, ascite, processos in tra- abdominais o Deslocamento Caudal: Enfizema pulmonar, hepatomegalia Percussão Exames complementares: biopsia, abdominocentese, histopatológico, teste de Função Hepática (avalia fun ções secretoras e excretoras, quantidade de pigmentos biliares no sangue, urina e nas fez es, funções Metabólicas, metabolismos dos carboidratos e lipídico e síntese de proteínas e as enzimas Séricas) 6. PÂNCREAS Inspeção indireta: ultrassonografia, laparoscopia, laparotomia, etc. Exames complementares: hemograma, perfil bioquímico, lípase, adipase e urinalise. 7. ABDOME Inspeção direta Inspeção indireta: ultrassonografia, radiografias, etc. Palpação direta: teste do rebote (peritonite-dolorosa). Percussão: prova de ondulação, pode indicar presença de gases ou líquidos dentro das alças ou na cavidade peritoneal. Deve-se percutir alternadamente os dois lados do animal, descendo verticalmente desde o flanco ate a linha branca, a espaços de quatro a seis centímetros, com o animal em posição quadrupedal. Auscultação: realizada nos quatro quadrantes abdominais (ventrais direito e esquerdo, dorsais direito e esquerdo), em pelo menos 3 pontos de ausculta com no mínimo de 30 segundos em cada um desses pontos. Exames complementares: biopsia, função hepática, abdominocentese, histopatológico, Laparoscopia, ultrassonografia, endoscopia, radiologia, teste de absorção de glicose, volume globular e proteína total, abdominocentese, etc. Semiologia do Sistema Locomotor 1. Identificação/ Histórico: Raça: determina a atividade que o animal vai exercer. Ex: Quarto de milha: cavalo de explosão: patologia comum: Osteoartrite o jarrete. Idade e sexo: Doenças degenerativas articulares. Em algumas doenças f êmeas são mais acometidas. 2. Anamnese: Aspectos nutricionais: Pasto bem manejado. Forageiras ricas em oxalato: reabsorção óssea e substituição por tecido conjuntivo fibroso: “cara inchada” Balanço na quantidade de ração que o animal consome. O excesso de carboidratos solúveis é prejudicial ao desenvolvimento do animal. Caqueamento e Ferrageamento Problemas anteriores do Sistema Locomotor Mudança de cavaleiro ou condutor Queda de desempenho e alterações no comportamento Tropeços Tipo de atividade Intensidade e condicionamento Superfície de trabalho: firme ou macia Perguntar também sobre a claudicação: Início, se aumenta ou para no momento do exercício, tratamento ou repouso. O q ue foi feito? Antiinflamatórios? Massagem? Compressas? 3. Exame físico: - Inspeção geral: Ambiente tranquilo: deixar o animal se acostumar Posição quadrupedal? O animal está com algum membro levantado? (Sem tocar o chão). Distância Aspectos gerais: Postura, comportamento, anormalidades anatômicas Aprumos: Frente: A – Conformação normal B – Aberto de frente C – Fechado de frente D – Aberto com pinças para dentro E – Fechado com pinças para fora No aprumo ideal, a distribuição do impacto é mais eficiente. Membros pélvicos vistos de perfil: A – Conformação normal B – Conformação sobre si C – Acampado Membros pélvicos vistos de trás: A – Conformação normal B – Aberta de trás C – Fechada de trás D – Jarretes cambaios E – Jarretes abertos Membros torácicos: Traçar linha imaginária a partir da crista da escápula Alterações: Sobre si ou debruçado Acampado Ajoelhado Transcurvo Pescoço,linha dorso lombar: Inspeção e palpação. - Cifose: desvio dorsal da coluna - Lordose: “cavalo selado”. Desvio ventral da coluna - Escoliose: Desvio lateral da coluna Inspeção em movimento: Classificar a gravidade da claudicação Identificar os membros afetados Grau de incoordenação: Sistema nervoso Animal caminhando de frente, perfil e trás em superfícies duras e macias Curvas, inclinação, obstáculos Observar: Cabeça: quando o membro torácico afetado toca o solo, o animal levanta a cabeça. Asa do íleo: quando o m embro pélvico afetado toca o solo, a asa do íleo se levanta deste lado. Observar a movimentação da garupa, tem que ser simétrica no animal normal. Fase cranial e fase caudal: o animal normal tem essas fases simétricas. A partir desta análise, classificar: Gravidade da Claudicação: levantado. Grau 1: Apenas ao trote, sem movimentos evidentes da cabeça e pescoço Grau 2: Alterações discretas ao passo. Ao trote, movimentação da cabeça, pescoço e assimetria. Grau 3: Claudicação clara tanto ao passo quanto ao tr ote. Movimentação da cabeça, Grau 3: Claudicação clara tanto ao passo quanto ao tr ote. Movimentação da cabeça, Grau 3: Claudicação clara tanto ao passo quanto ao trote. Movimentação da cabeça, pescoço e garupa evidentes. Grau 4: Muito evidente ao passo, associado à relutância em se movimentar. Grau 5: O membro afetado não suporta o peso e o animal o mantem levantado. Inspeção do membro afetado: Mais próxima, mais detalhes Distal para próximal. 95% dos problemas locomotores ocorrem na região distal do membro: Casco, boleto, quartela, metacarpo. a. Casco b. Quartela c. Boleto: sinovite, tenossinovite d. Metacarpo/tarso e. Carpo f. Tarso g. Região próximal dos membros torácicos e pélvicos h. Região proximal dos membros pélvicos i. Pescoço, dorso lombo e garupa a. Casco: Linhas de estresse: lesão, inflamação Simetria Pegar e erguer o m embro do animal, limpar e observar a sola, ranilha, muralha, linha branca Eixo-podofalângico: é o alinhamento do dígito do cavalo. Quando o eixo é alinhado, o impacto é equilibrado. - Palpação: a. Casco: Indireta: pinça de casco. Sola-dorso, Sola-talão, Abaxial-axial Direta: Calor, sensibilidade, faixa coronária, cartilagem e coxin digital b. Quartela: Palpar a superfície óssea. Tirar o peso do membro e palpar a face flexora. c. Boleto: Sesamóides proximais, ligamentos. Flexão: flexiona-se normalmente e solta Teste de flexão: Flexionar o máximo que puder e colocar o animal para sair ao trote. O que queremos é testar se há dor. Articulação interfalângica distal, proximal e boleto. Pulso da artéria digital: leve, moderado, grave. No caso de laminites está forte, aumentado. d. Metacarpo/metatarso: Calor, dor, mobilidade, contorno. Palpar: Tendão flexor digitar superficial e tendão flexor digital profundo. e. Carpo: Articulação radiocárpica e flexão} teste de flexão f. Tarso: Existe aumento de volume? Calor? Flexão e teste de flexão: flexionar por 1,5 min g. Região proximal dos membros torácicos h. Região proximal dos membros pélvicos i. Pescoço, dorso lombo e garupa Bloqueios anestésicos: Finalidade: Confirmar estrutura ou área afetada no m embro claudicante. Anestesiando o local sob suspeita, o animal para de claudicar se for mesmo aquele local o afetado. Ocorrência de lesões: Distal >>>>>> Proximal Contensão adequada Bursas, bainhas e articulações: Tricotomia e antissepsia adequadas Anestésico: Lidocaína a 2% em vasoconstrictor Agulha sem seringa Seringa sem rosca para facilitar a colocação/retirada - Bursa do osso navicular - Nervos digitais palmares medial e lateral Este bloqueio vai anestesiar: Região palmar do casco, 1/3 palmar da falange distal. - Nervos digitais palmares nos sesamóides proximais (abaxial do sesamóide) - Articulação metacarpo/tarso falangicas - Nervos palmares e matarcápicos palmares Em pequenos animais: Na palpação, além de palpar a musculatura, fazer os testes funcionais em cada articulação: Flexão, extensão, rotação, adução, abdução, avulsão. Testes específicos - Coluna vertebral: Hiperextensão, hiperflexão, rotação, palpação dos corpos vertebrais. - Membros anteriores: Palpação de acrômio e processo espinhoso da escápula, luxação do cotovelo. - Membros posteriores: Articulação fêmuro-tibio-patelar: Teste de gaveta (ligamento Cruzado cranial e caudal) Adução e abdução de articulação fêmurotibiopatelar (ligamentos colaterais) Teste de luxação de patela: Medial e lateral Articulação coxo-femural: Teste do sentar Carrinho de mão (Stand Test) Comprimento dos membros Palpação de acetábulo e cabeça do fêmur Exames Complementares: Líquido sinovial: Visual; cor, turbidez, viscosidade, mucina Laboratorial: proteínas e celularidade Intensidade da inflamação Termografia Ultrassonografia Cintilografia: Uso de substâncias radioativas (absorção de radioisótopos). Artroscopia, tenoscopia Ressonância magnética Tomografia computadorizada